Tenten M. Follow story

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Em que Tenten cultiva um bando de admiradores secretos, mesmo que isso nunca tenha sido seu objetivo.


Fanfiction Not for children under 13.

#Naruto #Tenten
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Capítulo Único


Tenten M.

Capítulo Único

Sasuke Uchiha

Para Sasuke Uchiha, líder do clube de música, atacante do time de basebol da Form Konoha, a melhor escola secundária da cidade de Konoha, ganhador do último concurso quem-é-o-número-1? – embora ele não tenha nem se inscrito, não o pergunte sobre –, receber cartinhas de garotas apaixonadas era normal.

Ele não era ruim o suficiente para dizer para a garota da vez que já tinha recebido o mesmo papel cor-de-rosa dobrado e perfumado na semana passada, então deixava que Naruto abrisse e lesse tudo com inveja, e depois jogava fora no lixo de casa. Seria cansativo sair dizendo não para todas, e mais cansativo ainda se todos soubessem o que ele fazia com tais declarações.

Naquela manhã que ele percebeu um envelope branco em cima da mesa, sem corações e flores e frufrus, porém, foi obrigado a arquear a sobrancelha. Se seus olhos estavam lendo bem, estava escrito “Tenten M.”. Dizia:

“Querido Sasuke Uchiha, cujo número de telefone me passou propositalmente errado, e o perfil do facebook consta como LOTADO (quando todos sabemos que isso é impossível), eu agradeceria imensamente se não passasse pela sala 23 durantes às 13hrs com um bando de choronas atrás de você. Estou tentando estudar.”

Sasuke Uchiha, que nunca tinha parado para perceber como o uniforme escolar de Tenten ficava bem nela, ou que ela usava roupas extra-apertadas quando treinava no time feminino, passou a franzir o cenho com raiva toda a vez que garota passava do seu lado, sem sequer olhá-lo.

Mas essa foi a única cartinha que ele não jogou fora ou deixou Naruto ler.

Naruto Uzumaki

Você não precisa ser um gênio para perceber que Tenten Mitsashi, dona do melhor penteado da Form Konoha, o famoso colégio secundário, é a melhor batedora do time feminino de basebol. Naruto Uzumaki, por outro lado, mandou três receptores para a enfermaria – hã... num dia só.

Convencer a garota da sua sala a ajudá-lo a ser um bom substituto, já que Darui, o batedor formal, não queria ensiná-lo, foi a parte mais fácil. Tenten era mais legal do que ele se lembrava e prometeu que o ajudaria no dia seguinte, se ele pudesse ficar na escola depois do horário.

Naruto não só concordou, como ficou no campo esperando que a menina se trocasse. Não que ele imaginasse por que ela queria se trocar; a saia do uniforme dela era sempre grande o bastante para não revelar nada extravagante em situação nenhuma, e sua camisa larga demais para conter qualquer movimento com os braços. De qualquer forma, a Mitsashi apareceu minutos depois, já com o taco entre os dedos.

A verdade é que Naruto não se tornou nem um pouco melhor batedor naquele dia. E quando Sasuke perguntou, com a sobrancelha arqueada, o que aconteceu, o Uzumaki não teve coragem de dizer que Tenten Mitsashi era uma grande distração quando usava uma bermudinha colada que ressaltava todos os músculos da sua coxa e um top cor-de-rosa que deixava sua barriga negativa à mostra.

Nesse caso, era melhor guardar a cena para si mesmo.

Kiba Inuzuka

Havia um tipo de orgulho masculino em Kiba Inuzuka, aluno da Form Konoha, em saber que seu cachorro Akamaru era o grande ganhador da competição semestral de cães, que acontecia no maior parque da cidade – e que ficava na frente de sua casa.

Akamaru era o campeão invicto há 3 anos, praticamente desde a primeira vez que participara. Era ele que corria mais rápido, que pegava discos mais rápido, mesmo o que tinha pelos mais bonitos. É claro, tinha sido um parto para eles chegarem a esse estágio; Kiba treinava duro todos os dias com o animal, deixando mesmo seus afazeres escolares e pessoais de lado – e não o pergunte sobre notas...

Tudo para vencer. Pois Kiba adorava vencer, ainda mais se isso envolvia o seu cão.

A primeira vez que vira alguém do colégio participando, 6 meses depois da sua última vitória, não esperava que fosse ela. Tenten Mitsashi era só mais uma das garotas da sua sala, que dormia demais e assistia aula de menos. Ele nunca teria imaginado que ela gostasse de cachorros ou tivesse um – quando o viu, porém, o pequeno beagle no colo dela, teve vontade de rir. Na verdade, até viu alguns competidores rindo mesmo. O beagle era uma coisinha peluda e fofa de frente aos dobermanns e pastores alemães e até do próprio Akamaru.

Tenten não pareceu nem um pouco intimidada, no entanto. Ela fez um carinho nas orelhas do bichinho e sorria sempre que ele voltava de uma prova. As garotas barulhentas da sua sala também estavam lá, Ino e Sakura – Hinata não pôde vir nem por ele, nem pela outra amiga – e gritavam, assobiavam e batiam palmas mesmo se o beagle sentasse e começasse a se lamber. Era uma torcida irritante, mas era uma torcida. O que Kiba tinha ganhado naqueles três anos era um bando de inimigos que não aguentavam mais perder.

Obviamente, Kiba venceu mais uma vez. Já Tenten ficou no último lugar. Ele sorria de orelha a orelha com o troféu e balançava documento que garantia ração grátis pelo próximo semestre. Quando olhou para a garota, depois que os aplausos mais educados do que orgulhosos cessaram, ela tinha o pequeno cachorro no colo e beijava o topo de sua cabeça, com as outras duas meninas usando vozinha de bebê para o pequenino. Elas riam e estavam tão animadas que era como se a vitória tivesse sido fácil – ou que tivesse realmente acontecido.

O Inuzuka não sabia dizer bem o que o incomodou nisso tudo, a ponto de fazê-lo perder o sorriso para franzir o cenho. O que ele sabia dizer, na verdade, é que uma sensação quente e confortável percorreu seu peito, do tipo que você preferiria não ter.

Kabuto

Kabuto era uma das pessoas mais desagradáveis da Konoha Form, o renomado colégio secundário de Konohagakure. Não é um título que todos gostariam de ter, mas ele não poderia ligar menos; era mesmo culpa dele se todos se aproximavam falando bobagens e coisas idiotas?

Para não encontrá-lo e sofrer algum tipo de comentário sarcástico, que provavelmente te faria ter vontade de socá-lo ou chutá-lo em lugares inapropriados, só era preciso evitar a biblioteca depois do horário das aulas. Na verdade, a maioria dos alunos já o fazia naturalmente, preferindo ir para casa ou assistir ao treino de basebol com o maravilhoso Sasuke Uchiha, então não era nenhum tipo de grande esforço para eles.

Também não o era para Tenten Mitsashi, a garota mais distraída do terceiro ano, que tinha um leitor digital e não via grande necessidade em ler livros físicos. Exceto quando o filho da p... quando o babaca do seu professor de história decidia que eles deveriam ler algo tão antigo que não tinha porr... droga de PDF nenhum! E olha que Tenten revirou todos os sites de AMOLivros.com.br, Lerlivrospdf.com.br, Pdf-piratas-isso-eh-ilegal-você-deveria-comprar.com.br. A Mitsashi até poderia esperar que Ino ou Hinata lessem e emprestassem o livro para ela depois, uma vez que tinham comprado, mas achava melhor começar logo suas anotações antes que se perdesse completamente na aula – digamos que ultimamente Tenten andava com muito sono e isso tinha algo a ver com seu cachorro.

Perdida, a garota não encontrou a bibliotecária e pediu informações para o primeiro garoto que achou em uma das mesas – hm, meio que só estavam os dois lá. Tenten até sorriu e usou o seu tom mais educado! Tudo o que ouviu, porém, foi um “ninguém aqui é seu empregado”.

Quando contou essa história mais tarde, para suas amigas, Tenten resolveu omitir a parte que deu uma leve livrada na cabeça dele, que machucou só um pouquinho. Assim, nada demais. O que a surpreendeu mesmo, depois de perceber o que tinha feito num mínimo surto de raiva, é que Kabuto não procurou a diretoria.

Na verdade, olhando-a sob o óculos, que arrumou usando o dedo médio, ele franziu as sobrancelhas e sorriu! Sorriu!

Shikamaru Nara

Participar da festa de sua melhor amiga, Ino Yamanaka, quando os Yamanakas deixaram a casa para uma segunda lua de mel, não fazia parte dos planos de Shikamaru Nara, também aluno da Konoha Form. Ainda mais que a casa dela ficava a um único quarteirão da de Shikamaru e algo lhe dizia que seus pais descobririam num momento.

Ino, a cheerleader, no entanto, não parecia nada intimidada. Ela decorou a casa, afastou os móveis da sala de estar, fez uma playlist especial no spotify e comprou um monte de bebidas. Quando o dia chegou, apesar de todas as reclamações, Shikamaru foi arrastado por Chouji, que tinha certeza que podia perder o bv na tal comemoração. Sinceramente, tudo o que o Nara queria era ficar sossegado em casa assistindo Netflix – de preferência, sozinho.

Havia música alta, muita gente da escola e outros que com certeza estavam fora dela há muito tempo. A casa de Ino estava praticamente irreconhecível e ela já estava metida com alguém próxima de uma das escadas. De alguma forma que agora é difícil definir qual, serviram cerveja cítrica para ele e, depois de uns quatro goles, tudo estava rodando.

Por exemplo, ele jurava que estava vendo 2 Inos, agarradas com 2 caras diferentes. E também tinha a impressão de estar... dançando...? Por que seus braços e pernas se moviam sem parar no meio da enorme sala – que tinha virado, no caso, uma pista de dança improvisada.

Shikamaru só concordou que talvez tivesse bebido um pouquinho demais, quando Tenten Mitsashi – e, de alguma forma, ele tinha certeza que era ela –, a garota mais engraçada da sua turma, e olha que ele não ria muito, estava em seus braços, usando dois pares de coques. Shikamaru parou de focalizar os coques dela, certo de que o número estava errado, para girá-la quando o refrão de Pay My Rent, DNCE, chegou.

Algo sussurrava para o Nara que, 1, ele não dançava. E que, 2, Tenten também não. Ela levou a latinha de cerveja até a boca, porém, e ele ignorou qualquer pensamento sobre qualquer coisa contrária à sua próxima ação. Shikamaru beijou Tenten, sua colega de classe, e ficou ainda mais bêbado do que já estava.

Nesse caso, não de cerveja.

Dela.

Kankuro no Sabaku

Ajudar o asilo de Konoha, a cidade para qual tinha se mudado há 2 anos, não fazia parte dos planos inicias de Kankuro no Sabaku, estudante de administração. Ele tinha sido voluntário por alguns meses, no entanto, a pedido de um velho amigo, e gostara da sensação. A maioria dos velhinhos lá eram completamente sozinhos e ter uma companhia para jogar xadrez ou ver o jogo na TV era tudo o que precisavam.

Quando Tenten Mitsashi, a adolescente de 17 anos que usava coques extra-altos, entrara como voluntária, foi ele o designado para orientá-la. Kankuro suspirou de tédio ao olhar para a menina. Ele não entendia como os pais ainda achavam que obrigar uma adolescente a vir ajudar realmente os fazia crescer como cidadãos. A verdade é que eles faziam tudo de má vontade, já que estavam sendo obrigados.

Mesmo assim, ele ajudou a menina. Até descobriu, durante todos os fins de semana em que se encontravam, que ela estudava no mesmo colégio do seu irmão mais novo. E Tenten era gentil em tudo o que fazia – nunca impaciente, nunca louca para ir embora ou fazer algo mais agitado. Ela ouviu as reclamações de Chiyo Akasuna, sobre o neto que nunca vinha a visitar, por três horas seguidas. Três! Sem reclamar ou bocejar durante todo o processo – ele tinha ficado de olho.

Certa vez, enquanto ela arrumava o laço no cabelo de uma das senhoras e ele jogava damas, do outro lado da sala de recreação, imaginou o que a garota diria se fosse chamada para sair. Sim? Não? Algo lhe dizia que não seria um mistério por muito tempo. Não se ela continuasse rindo assim.

Rock Lee

Que Rock Lee, o mais animado de todos os estudantes cansados do terceiro ano da Konoha Form, vivia correndo atrás de Sakura Haruno, a ganhadora da última competição de soletração, isso não era novidade para ninguém. E com certeza não era novidade para sua melhor amiga, Tenten Mitsashi, que precisava rolar os olhos todas as vezes que o ouviu pedir que ela arranjasse algum “esquema” com a amiga de cabelos cor-de-rosa.

Da décima-quinta vez que Tenten teve que ouvir algo sobre “Sakura H.”, Lee fez um pedido: já que ele não estava conseguindo nada, que Tenten o ajudasse a mudar algo para agradar a Haruno. Tenten, com um pé atrás, aceitou. O único pedido dele era que ela não diminuísse o verde do seu guarda-roupa.

Bem, a Mitsashi não era uma boa compradora ou se ligava muito em moda, mas cartões de crédito não são missões indecifráveis. Ela levou Lee para algumas lojas de departamento e comprou jeans e camisas novas para o menino. Depois eles foram para o cabeleireiro. Rock Lee insistiu na tigelinha e Tenten insistiu em seus coques – é assim que as coisas são. Então o cabelo dele ainda era antiquado e o dela longo o suficiente para encher o penteado.

Na manhã em que ele foi falar mais uma vez com a rosada, Tenten o ajudou a se arrumar, escolheu o melhor look para o menino, se sentindo um pouco como nesses programas de transformações, e até penteou o cabelo dele e usou gel para modelar de um jeito melhor. Ensaiou palavras legais para se falar – nada com juventude, ou fogo, já que Sakura já estava pegando alergia de tanto ouvir isso – e ele foi.

Como sempre, não funcionou.

Devastado, Rock Lee trouxe seus bombons de volta para onde Tenten Mitsashi estava treinando basebol. Mesmo conhecendo Sakura, até ela tinha ficado um pouco confiante que dessa vez daria certo. Vê-lo assim quebrava seu coração. Sem ter ideia de como ajudá-lo, a Mitsashi colocou a mão sobre seu ombro e o perguntou se ele não queria dar umas 20 voltas na quadra, acompanhado dela. Também fez com que tirasse a camisa de flanela nova, revelando a camiseta de elastano por baixo.

Rock Lee correu como nunca antes, vendo quando Tenten ria por que eles estavam muito suados e ofegantes. Assim, soube que havia alguém que o adorava por quem ele era, sem mudança nenhuma.

E isso era tudo o que ele poderia pedir.

Chouji Akimichi

A vida de Chouji Akimichi, estudante da Konoha Form, a melhor escola secundária da cidade, era boa. Seus pais eram bem casados, não passava nenhuma dificuldade financeira, tinha em Shikamaru e em Ino bons amigos. A única coisa que o prendia alguns minutos a mais, toda a manhã, na cama, era seu pé atrás com sua aparência.

Às vezes, quando escovava os dentes e se olhava sem camiseta no espelho da pia, se perguntava se era bonito. Ele não parecia em nada com Sasuke Uchiha ou Neji Hyuuga, ícones de beleza do seu colégio. Chouji era gordinho e um pouco baixo demais. As bochechas gordinhas se destacavam no seu rosto redondo. Havia algumas espinhas ali e aqui, e os pelos chatos da puberdade brotando acima de seu lábio superior e queixo.

Todos os dias, ele engolia os pensamentos e vivia sua vida de estudante, comendo e rindo e jogando esportes com os garotos – só por que ele era gordo, não quer dizer que não se exercitava.

Ele nunca imaginou que algo assim poderia acontecer, mas, um dia, voltando sozinho, acabou trombando em uma loira bonita. Achando se tratar de Ino, que tinha esse mesmo par de pernas torneadas em saias curtas, apoiou a mão nas costas da melhor amiga e pediu desculpas com um tom carinhoso. Infelizmente, não se tratava de Ino. Chouji queimou de vergonha e se afastou, sabendo que não deveria tocar assim em uma garota que não conhecia. Ele tentou pedir desculpas, mas a menina não parecia constrangida ou com medo; ela arqueou a sobrancelha direita para ele e pressionou os lábios juntos numa risada.

— É sério? Você acha mesmo que um... cara como você... teria essa intimidade com alguém como eu? – ela perguntou, num tom longo, puxado e debochado. Chouji só conseguia murmurar desculpas, mal processando a resposta dela. – Se toca, seu gordo babaca.

As desculpas sumiram da boca dele na hora e ele entreabriu os lábios, juntando as sobrancelhas. O olhar de nojo dela o cortando como um tipo de arma branca afiada. Não havia nada para ser dito – ele não conseguia processar nada. Esse tipo de coisa só acontecia nos filmes... ninguém diria nada só porquê ele era gordo... não, esse tipo de coisa não...

— Ah, se ele te tocou, eu mesma vou ter que resolver isso. Eu não quero meu namorado passando a mão em garota nenhuma – a voz surgiu como que dá escuridão, detrás dele. A garota loira olhou além do ombro dele, um pouco surpresa. Chouji se virou também.

Tenten Mitsashi, a divertida e dorminhoca garota da turma C, que ele só tinha visto algumas vezes na casa de Ino, usava suas roupas de ginástica, apertadas e que revelavam pele demais, olhando com desdém para a menina loira. O suor escorria de seu pescoço até o decote em “U”, o taco estava em sua mão esquerda; ela treinava até há pouco.

— É, é melhor você ficar de olho no seu... – A loira a olha como se ela fosse louca, só por um instante. –... Namorado. Apesar de que, pensando bem, ele não representa nenhum grande risco. – Ela solta um falso sorriso gentil. Tenten dá um passo à frente, mas Chouji não se move. Tudo parece uma grande farsa. Algo está engasgado em sua garganta.

— Não, garota, ele não, mas eu represento. – Ela ameaça, erguendo o taco só mais um pouco. A loira faz uma careta estranha de medo e desdém e se vira, soltando um “hmpf” ao ir embora. Tenten está quase soltando lasers de seus olhos. – Nojenta.

Chouji continua imóvel e Tenten se vira para ele, o rosto mais suave.

— Ei, você está bem?

Os lábios do garoto estão secos e ele está pálido.

— E-Eu a t-toquei...

Tenten coloca a mão sobre o ombro dele.

— Sim, Chouji, mas você não o fez por mal. E não foi por isso que ela ficou ofendida, eu vi tudo. Ouça, está me ouvindo? – A outra mão passa para o outro ombro dele e o taco caí entre os dois. – Não pode deixar ninguém falar assim com você. Ninguém. Como se você valesse pouca coisa. Não é verdade.

Ele precisa ergue o queixo para olhá-la, sentindo o orgulho ferido e um choro iminente em sua garganta. Quando olha para o rosto oleoso e suado de Tenten, pode ver marcas leves de espinhas nas laterais do seu rosto, e todos os pelos no fim da sobrancelha que ela não tirou por se esquecer ou simplesmente porquê dói demais. Pode ver como o cabelo dela não parece totalmente liso na raiz, e como os cílios de um dos grandes e brilhantes olhos castanhos são maiores que o do outro. Suas olheiras estão lá; há noites em que ela também não dorme ou dorme mal.

E Chouji nunca pensou que ela poderia parecer tão bonita – e ele quase pode acreditar nas palavras dela.

Shino Aburame

Shino Aburame, o mais quieto dos veteranos da Konoha Form, não era muito de contato humano. Quando não estava na escola, onde só trocava poucas palavras com Kiba Inuzuka, que conhecia desde a creche, e com a gentil Hinata Hyuuga, com quem tinha estado num trabalho em grupo sorteado, não falava com quase ninguém da sua idade. Para todos os outros, senão os dois, ele era um total estranho.

Sua alegria chegava quando finalmente estava em casa.

Shino era o melhor jogador de League of Lands, um jogo de conquistar ilhas, de todo o estado. Ok, não quer dizer muito, mas um dia estaria no top10 do país e logo do mundo. Por enquanto, o estado todo era dele! Todos os dias o ranking atualizava a meia-noite e, ansioso, a página no computador estava sempre aberta. Pessoas nos fóruns onlines conheciam seu nickname e o respeitavam. Muitos tentavam jogar em times com ele e, quando contra ele, tentavam vencê-lo.

Quando as férias de verão da escola chegaram, Shino aproveitou. Poderia ficar o dia todo jogando e, quem sabe, finalmente entraria no top10 do Japão. No terceiro dia, porém, ao atualizar o ranking, já não era seu nickname que estava em primeiro. Shino quase teve uma parada cardíaca – antes de morrer, porém, ele deu uma olhada em quem tinha o roubado simplesmente do nada, já que não era um login que estava no top10 na última semana, atrás dele.

ChunLi.

Ele mal pensou no que estava fazendo; enviou uma longa mensagem desafiando o filho da puta para um torneio, onde quer que fosse. Pegaria o dinheiro que juntou da sua mesada e atravessaria o estado para dar um chute na grande bunda desse nerd sem amigos – cof, até que dava para usar a descrição com ele mesmo.

Para a surpresa dele, ChunLi respondeu pouco depois e ele também era de Konoha! E, hm, parecia ofendido com seu textão. Bem, ótimo. Estava feito. Logo os dois anunciaram nos fóruns e escolheram uma famosa lanhouse da cidade para acontecer o tal torneio, que duraria até que um conquistasse a ilha do outro; o resto dos times seria do próprio computador.

Quando Shino chegou, duas semanas depois, a lanhouse já estava cheio de garotos ansiosos, com camisetas do jogo e outros itens personalizados. ChunLi não havia chegado ainda. Kiba logo chegara também, com uma cara de que preferia beber óleo a estar ali – Shino até o ouviu murmurando “o que há de tão legal nesse joguinho, hein?” –, mas disse que iria apoiar o amigo. Shino não convidou Hinata, certo de que ela não se interessaria.

Qual não foi a surpresa dele ao vê-la entrando! A garota também olhou pálida para ele, ao vê-lo na cabine separada para os dois competidores, mas Shino não teve tempo de falar com ela. O dono da lanhouse anunciou a chegada do ChunLi e todos prenderam o ar.

O problema é que não foi nenhum garoto que entrou.

Tenten Mitsashi, cujo cabelo estava sempre preso em dois coques, entrou usando a fantasia da personagem que nomeara seu char. E, droga, ela ficava bem na roupa, ainda que fosse mais recatada que a da personagem original. Atrás dela estava uma Ino Yamanaka vestida de Cammy – só que com um shortinho na parte de baixo – e Sakura Haruno de... bem, dela mesmo. A personagem Sakura do jogo Street Fighter usava uma roupa colegial, então a Haruno só arranjou luvas e tênis vermelhos. Algo dizia para Shino que elas tentaram vestir Hinata, mas que a pobre menina, completamente vermelha, recusou com todas as energias.

Se o perguntassem sobre esse fático dia, em que jurara que enfrentaria um geek idiota, Shino provavelmente omitiria a parte sobre sua derrota ornamental e de como as garotas já amigas convidaram outras, que estavam só para assistir, para se abraçarem todas numa comemoração quase feminista.

Ele só não seria capaz de omitir a parte em que não conseguia tirar Tenten, em sua bela fantasia, da cabeça.

Gaara no Sabaku

Gaara no Sabaku não via a hora de se formar logo da Konoha Form, seu amado colégio secundário.

Ele não aguentava mais fazer parte dos jogos semestrais, ou de ouvir Naruto Uzumaki, um de seus grandes amigos, gritando no seu ouvido sobre algum assunto qualquer. Não aguentava mais os professores ou as aulas. Ele só queria um tempo para pensar no que faria depois. Sabe, o tipo de coisa que decidiria sua vida.

Para isso acontecer, infelizmente ele ainda precisava terminar os trabalhos. O Prof. Asuma, de sociologia, não estava de brincadeira. Ele sorteou pares, mesmo sob vários protestos, e anunciou o trabalho manuscrito de 30 páginas para dali um mês. Gaara quase teve vontade de bater sua testa contra a mesa.

Ele não conhecia absolutamente nada sobre sua querida parceira, Tenten Mitsashi, cujo cabelo preso em dois coques estava sempre impedindo alguém de ver a lousa. Quer dizer, ele sabia que ela dormia e que ria muito alto quando Ino Yamanaka, sua amiga da mesa ao lado, dizia alguma piada besta. Mas a pior parte era o tema do trabalho deles: futuro.

Gaara até queria pensar sobre o futuro, mas como, quando a escola o deixava tão ocupado?

No fim do dia, Tenten sugeriu que eles se encontrassem no final de semana, que ela o levaria para um lugar que o ajudariam a montar seu trabalho. Gaara concordou e, no sábado de manhã, andou até o ponto de encontro. Tenten estava casual, de moletom, e eles pegaram um ônibus até o destino final.

Para sua total surpresa, Tenten se voluntariava no mesmo asilo que seu irmão mais velho, Kankuro – mas ele só contaria isso depois. Naquele fim de semana Kankuro estava muito ocupado com o estágio e não poderia ir, Tenten lhe contou antes que ela soubesse que ele sabia quem era Kankuro, e ela tinha trazido o ruivo não só por causa do trabalho, mas por que precisava de alguém para “cobrir” o outro. Gaara não reclamou. Achava legal o que ela e o irmão faziam, mas nunca tinha tentado por que não achava que se dava bem com idosos.

Nesse dia, os voluntários tinham se juntado e ganhado do governo um dia completo num clube do outro lado da cidade, já com o ônibus para levar todos. Gaara e Tenten ajudaram a arrumar cada um dos velhinhos e isso até distraiu a mente dele. O clube tinha muitas atividades diferentes, mas os dois foram designados, com mais alguns adultos, para acompanhar na pescaria.

Gaara nunca havia pescado, mas, quando ele e Tenten entraram no barco com o casal de idosos que viviam de mãos dadas, ele se sentiu muito bem. Ele e Tenten trocaram olhares engraçados por que o casal insistia em trocar beijinhos a todo o momento. Ela e o senhor já tinham pescado, então ensinaram Gaara e a senhora como fazê-lo. Gaara tentou continuar impassível quando ela passou para trás dele e contornou seu corpo com os braços, segurando na vara pouco acima dos dedos dele, como se mostrasse como se fazia. O topo da cabeça dela estava exatamente contra seu queixo e ele conseguia sentir o cheiro leve e cítrico de xampu, mesmo por cima do aroma forte dos peixes que já tinham pescado.

No final do dia, ainda no barco, eles se sentaram mais á frente para deixarem o casal aproveitar o pôr do sol juntos. Tinham ouvido um monte de histórias sobre juventude e sobre o que esperavam – nenhum dos dois velhinhos esperava estar pescando juntos, na verdade. Ele queria ter sido empresário na “cidade grande”, ela esperava ser um modelo rodando o mundo.

Gaara observou o pôr do sol com a menina do seu lado, que abraçava os próprios joelhos e tinha os olhos sobre as nuvens; ela também parecia pensativa sobre o próprio futuro, como ele. Ela também tinha medo de muitas coisas, como ele. Todos os jovens são assim.

Mas, no caso dela, havia algo de especial – Gaara só não era capaz de dizer o que. Ainda não.

Itachi Uchiha

Honestamente, não era nada disso. Itachi Uchiha, que estudava direito e estagiava num escritório famoso da cidade, não era nenhum tarado de plantão.

O que acontecia, era: ele e Sasuke, seu irmão mais novo que morava com ele desde que Itachi se tornara legalmente apto a ter sua guarda, se mudaram para uma casa em outro bairro. Ela era um pouco mais cara, mas mais perto do colégio de Sasuke e do escritório onde logo estaria efetivado. Naturalmente, Itachi ficou com o quarto, no segundo andar, virado para o jardim traseiro. Ele estudava todas as vezes que estava em casa e precisava de paz, e não de carros barulhentos passando toda hora na rua.

No segundo dia, à noite, poucos minutos antes de Sasuke chegar do colégio, onde ficava treinando seu time de basebol, foi que ele descobriu que isso tinha sido um erro. Sua segunda janela dava diretamente para a janela do quarto do vizinho ao lado, que ele não vira ainda, mas que parecia se tratar de um casal com um filho ou filha. Itachi estava distraído e, se virando para pegar um livro no criado mudo, viu o que não deveria ver.

As cortinas amarelas do quarto estavam abertas, revelando, como um segredo maldito, as costas de uma garota que parecia ter acabado de sair do banho. Ele ficou parado onde estava. Devagar, ela tirou o elástico do coque no topo da cabeça e seu cabelo caiu em ondas marcadas até o meio das suas costas, onde a janela – (in)felizmente – terminava. Ainda de costas, meio de lado, ela procurava uma roupa no guarda-roupa e finalmente deixava a toalha cair. Itachi não podia ver seu rosto, mas a pele bronzeada e o desenho de suas curvas sob a luz do fim da tarde foi o suficiente.

Ele não deveria mais ver e se escondeu na cama, se sentindo espetacularmente mal. Não podia evitar que sua mente viajasse – mas isso era tão errado! A pobre moça nem tinha se dado conta de que agora dois homens moravam do seu lado. Um pouco ciumento, Itachi pensou que era bom que ele tivesse ficado com aquele quarto, e não Sasuke – ah, qual é, o menino tem 17 anos, imagina só os hormônios.

Itachi tentou passar menos tempo no seu quarto à noite, quando não para dormir, mas, vez ou outra, ele passava e acabava vendo algo. A garota em seu shortinho minúsculo, ou estudando na escrivaninha só de sutiã. Era um prazer errado que sentia, mas mordia o lábio inferior sempre e desviava os olhos. Ela não merecia esse tipo de comportamento, é claro. Por fim, resolveu colocar grossas cortinas e não abri-las.

Ele pensou que seus problemas e sonhos com a garota morena tinham acabado. Até o dia que Sasuke entrou, quando Itachi estava relaxando no sofá da sala, e disse “aqui, vou pegar o taco extra no meu quarto, você pode ficar com ele”, em seu tom entediado, para quem quer que tivesse trazido com ele. Itachi levantou os olhos, esperando ver o idiota loiro que sabia fazer parte da reserva do time de basebol de Sasuke. No entanto, quem sorriu num cumprimento tímido e educado para ele, usava dois coques no topo da cabeça.

E o mesmo shorts cor-de-rosa que a morena da casa ao lado.

Neji Hyuuga

Neji Hyuuga precisou piscar algumas vezes, certo de que havia um engano. Ele crispou os lábios e balançou a cabeça para o mural; um bando de pessoas se apertavam a fim de ver o papel que ele estava olhando agora mesmo, mas nenhuma delas se atrevia a tocá-lo ou expulsá-lo dali. De qualquer forma, teria sido um tempo perdido, já que, obviamente, o papel estava errado.

No documento, colado no mural do terceiro andar do prédio da Konoha Form, o mais famoso colégio secundário da cidade, estava o resultado das provas do primeiro semestre. Neji nunca tinha pensado na possibilidade da diretora Tsunade errar algo assim, tão importante, então imaginou que tinha a mão de Shizune lá, a vice-diretora atrapalhada. Sim, estava certo, logo eles viriam e arrumariam tud...

— Licença. Licenç... Ai! Meu pé! Eu hein, que gente mais... EI! Você tocou na minha bunda! Não disfarça não, eu vi! – Neji se vira lentamente para o som da voz e levanta uma sobrancelha. A menina finalmente parece conseguir atravessar a multidão, que já se dissipa ao ver e se decepcionar com a classificação. O Hyuuga a observa em silêncio, enquanto ela apoia uma mão próxima a folha, para ver melhor; nem parece vê-lo bem ao lado. Bem, ela não é retardada, então logo notará o erro e... – Uou, legal. EI, SAKURA, TÔ EM PRIMEIRO.

Neji franze as sobrancelhas, irritado. Argh. Como Tenten Mitsashi, que ele só via rindo, tinha conseguido roubar o seu primeiro lugar e o colocado em segundo?

Ela sempre estava enrolando aquela única mecha de cabelo, que infringia e lei dos seus coques e corria livre, com o dedo indicador, ao invés de olhar para o professor. Às vezes fazia da própria mesa um piquenique, com sucos e lanches que não tinha conseguido comer todos no intervalo. Quando estava com calor, abria dois botões da camisa e se abanava olhando para a janela, ao invés de escrever a matéria. Digitava no celular e ria animadamente, dando “haha” em algum meme inútil que ele não conseguia ver da própria mesa. Ao invés de ficar sentada em sua cadeira, absorvendo a aula, se levantava constantemente para jogar algo no lixo. Curvava-se para isso e sua saia do uniforme revelava a pele mais clara do interior das coxas, onde pegava menos sol. Ele tinha certeza que ela não estudava depois das aulas, já que estava sempre treinando sozinha ou com o time de basebol feminino, o corpo suado dos exercícios, a roupa marcando seus músculos e...

Neji faz uma careta. Talvez o mistério não seja como Tenten conseguiu a melhor nota – e sim como ele conseguiu ficar em segundo prestando atenção nela, e não na aula. Ele se vira para sair logo dali e Tenten, sem parecer ter notado seu descontentamento, coloca as mãos na cintura, olhando orgulhosa para o documento.

— Ah, talvez eu devesse tentar estudar para a próxima.

Argh, filha da put...

Tenten Mitsashi

— Ei, até que eu gostei dessa coisa de cosplay.

Sakura solta, de repente, depois que elas saem da pose que estavam fazendo. Seu cosplay de Sakura do Street Fighters não tinha custado quase nada, uma vez que era, basicamente, seu próprio uniforme escolar. Ino concorda com a cabeça, puxando o shortinho do traseiro e falando algo sobre como seus peitos tinham ficado bonitos no body verde.

— E eu gostei de tirar as fotos de vocês – Hinata comenta timidamente, se aproximando. Seu rosto está vermelho e ela é a única das meninas que está usando uma roupa comum, bermuda e regata, e não cosplay. Ela entrega a câmera para Ino, que, no meio das outras duas garotas fantasiadas, começa a passar as fotos.

— Caramba, Hina, você tem talento! Olha esse ângulo! – Ino solta, fazendo a pobre Hyuuga corar mais ainda e olhar para o chão, sorrindo orgulhosa. Tenten bagunça o cabelo da tímida amiga, rindo. – Se bem que a modelo, moi, ajuda, né.

Sakura revira os olhos e dá a câmera de volta para Hinata, que está sorrindo das poses que Ino faz para um fotógrafo imaginário.

— Haha, até parece. A mais bonita de nós nessas roupas, porquinha, é a Tenten. Olha só para ela.

Tenten, que estava distraída tirando o amassado do vestido tipicamente chinês, que usava para imitar a personagem Chun-Li, levanta a cabeça.

— Eu? – pergunta, um pouco duvidosa.

Sakura ri, acenando com a mão.

— Sim, é sério. Olha só essas coxas. – Sakura dá um tapinha nas pernas da amiga, que ri revirando os olhos.

— É, tá, Sakura, o que você quer?

— Deixa de ser besta e aceita um elogio. Eu acho que você poderia roubar todos os pretendentes da porquinha, por exemplo.

Ino, que agora pousava de verdade para a lente de Hinata, se vira como se tivesse levado um tapa. As duas garotas a encaram cheias de humor.

— É, você tá bonitinha, mas não é pra tanto.

Tenten ri audivelmente, levando a mão para cobrir a boca e conter-se um pouco. Faz sentido que essas garotas fossem suas melhores amigas – havia gente mais engraçada ou doida?

— Não se preocupe, Ino, não é a minha intenção roubar coração nenhum.  

March 25, 2018, 3:12 a.m. 3 Report Embed 2
The End

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Mary J. Queens De vestido vermelho com os olhos do diabo Tão obcecada pelas luzes das câmeras (ela adora) Você a ama, mas não pode negar (ela adora) A verdade, a verdade

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Miss D Miss D
Fazendo as honras aqui sendo a primeira a comentar. Adorei seu estilo de escrita, é leve e divertido. Ri bastante do Neji e do Sasuke sério!!! Eu aqui vendo o Neji descrevendo a Tenten e pensando "também pudera não ter tirado a melhor nota, seus olhinhos estavam distraídos demais" e ele vai e percebe onde estava o erro, é claro, afinal é do meu gênio Hyuuga que estamos falando xp. Não preciso dizer que a parte dele foi a minha favorita né?! hahaha É o meu OTP falando mais forte talvez. Mas eu adorei também a do shino, todo presunçoso fazendo seu 'textão' kkkkkkk e do Sasuke boboca querendo atenção "chupa neném'.
March 25, 2018, 6:23 p.m.

  • Mary J. Queens Mary J. Queens
    Oie, linda! <3 muito obrigada pelo comentário ;D Fico muito feliz que vc tenha gostado tanto kkk o Neji e o Sasuke foram os mais engraçadinhos de escrever, eu amei <3 eu AMO NejiTen, tbm, mas meu OTP é GaaIno kkkk mas NejiTen realment é um casalzão da porr* hahahah Muito obrigada por ter lido e tirado um tempinho pra compartilhar amor! <3 um beijão. March 30, 2018, 7:43 p.m.
  • Miss D Miss D
    lol Posso comentar novamente?! rsrs Fofa, GaaIno é vida!!! Eles são meu segundo OTP, tão firme e forte quanto o primeiro. Estou sempre a postos comentando quando leio algo, e principalmente se gosto, é mais forte do que eu. April 1, 2018, 6:55 p.m.
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