Gaara Chibi Follow story

laviniacrist Lavinia Crist

Muitas pessoas têm vontade de voltar no tempo e consertar algo que elas tenham feito. Imagine que ao invés de uma pessoa voltar no tempo e tentar consertar algo, o tempo volte para ela, para que ela seja “consertada”. É um pensamento confuso e muito abstrato, mas se estiver interessado, é só ler! Obs.: sim, Gaara volta a ser criança.


Fanfiction All public.

#lee #tenten #Chibi #Baki #kankuro #temari #shikamaru #comédia #fluffy #gaara #aventura
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Onironauta

PAÍS DO VENTO, SUNAGAKURE, ESCRITÓRIO DO KAZEKAGE – DIA 0 – 23:47.


   Em uma noite fria e desinteressante, Gaara estava em sua sala olhando para dois dos mais antigos conselheiros que Suna tinha (cabe dizer, ambos já estão experientes nesse negócio de serem antigos...). O Kazekage parou de prestar atenção em algum momento quando ambos tiraram o foco sobre ajudar uma aldeia próxima e quando começaram a discutir sobre o casamento de sua irmã, Temari, e o planejador da União Shinobi, Shikamaru. Não era como se ele não ligasse para os dois! Apenas não era do interesse do Kazekage a administração de um casamento antes do planejamento de sua vila, assim como para Gaara, ele não se importava com a cerimônia desde que a irmã estivesse bem (ela com certeza ficará, será uma embaixadora!).

   Os pensamentos do ruivo estavam indo longe, tão longe que estavam em seu futuro, onde ele conseguiria, finalmente, aumentar sua variedade de cactos com a ajuda de uma estufa particular. Com sua dedicação, com certeza os cactos iriam florescer até mesmo duas vezes ao ano! Era realmente animador ser recompensado por todos os dias de cuidado, mas ele se lembra que só conseguiria isso se também conseguisse tempo para projetar sua estufa e mais tempo ainda para se dedicar a ela.

   Seus pensamentos estavam agora o deixando um pouco desanimado, só de pensar em todos os papéis que ainda tinha que ler: relatórios, pedidos e informações sobre alianças, documentos, todas as coisas que chegava em sua mesa todos os dias... Seria impossível ele ter mais tempo ainda para cuidar de suas adoráveis suculentas! Com todo o pesar destes pensamentos tediosos e cansativos, Gaara suspira pesadamente, o que para ele era quase um bocejo.

   Os conselheiros param de falar e olham-no atentamente, sabiam que não estavam deixando-o dormir bem porque quase todas as noites iam ter esse tipo de reunião, fazendo Gaara deixar a papelada de lado e atrasando todo o trabalho burocrático que um Kazekage realiza. Ambos ainda eram presos ao pensamento de que Gaara era apenas uma "arma" defeituosa, apesar do respeito com que o tratavam, sempre foram temerosos quanto as ações de seu Godaime Kazekage e não queriam incomodá-lo, mas era preciso.

   — O senhor tem alguma objeção sobre a nossa escolha? — um dos conselheiros falou, olhando-o como se chegasse a ter medo da resposta.

   O ruivo os encara. Não fazia ideia sobre o que estariam falando agora, mas mesmo assim não os deixaria saber onde seus pensamentos estavam.

   — Preciso pensar com calma sobre, se me derem licença, agora vou voltar minha atenção para alguns assuntos de maior urgência.

   — Esperamos que entenda e aceite nosso conselho, afinal, um casamento selaria a estabilidade assim como uma união e... — este conselheiro chegava a gesticular — bem... Apenas está na hora... — sem conseguir transmitir seu pensamento, ele levantou os ombros, como se fosse um raciocínio lógico e simples que não precisasse de mais nenhuma informação.

   — Há tempo. — O Kazekage fala um pouco mais seco do que o deserto em que se encontravam, pegando alguns papeis e começando a ler, agora deixando claro que estava ignorando eles. Afinal de contas, o casamento era de sua irmã, não era ele quem iria se casar!

   Os conselheiros se levantam e saem, murmurando algumas coisas sobre qualquer assunto que os dois discordavam e que, provavelmente, os faria perder a noite de sono enquanto discutiam.

   "Perda de tempo... Quanto tempo? Duas horas eu acho..." pensou Gaara enquanto olhava-os sair. "Duas preciosas horas perdidas, que não valeram nem cinco minutos. Droga... Estou começando a por valor onde não se deve", ele balançou a cabeça negativamente, repreendendo a si mesmo e então voltou sua atenção para todos aqueles papéis espalhados pelo escritório.


PAÍS DO VENTO, SUNAGAKURE, ESCRITÓRIO DO KAZEKAGE – DIA 1 – 03:04.


   Depois de vencer sua batalha contra a enorme pilha de papéis, Gaara finalmente se levanta de sua cadeira e começa a caminhar em direção a porta (lê-se: liberdade). Antes de sair, ele olha novamente para ter certeza que não havia nenhum relatório se escondendo dele ou algo fora do lugar, finalmente notando um pergaminho caído próximo a mesa dele. Ele tentaria ter algumas horas de sono depois de saber o que estava escrito naquele papel enrolado e decorado, que seria lido no conforto de seu quarto.

   "Deve ser só algo sobre o casamento... É realmente necessário me mandarem um convite? Deve fazer parte daquele código secreto que chamam de etiqueta...". Afinal, estava com seu nome e era muito rebuscado para ser somente um relatório escrito com pressa por um ninja.


PAÍS DO VENTO, SUNAGAKURE, ÁREA SABAKU – DIA 1 – 03:41.


   O silencio da madrugada fria é quebrado com um grito abafado e feminino.

   — Foi só um pesadelo! Só um pesadelo... só... mais uma droga... de um pesadelo... - ela falava baixo tentando normalizar a respiração, enquanto sua fala passava de algo amedrontado para algo irritado.

   Os pesadelos estavam ficando frequentes ultimamente, não que Temari fosse do tipo de pessoa com problemas para dormir, como seu irmão, Gaara. De qualquer jeito, o que a surpreendeu não foi o sonho estranho e nojento, onde Choji comia toda a comida que havia sido servida em seu casamento e depois fazia um discurso enquanto arrotava, pelo contrário: ela achava isso bem provável de acontecer e estava pensando nas medidas a serem tomadas. O que a surpreendeu foi seu irmão, Kankuro, abrindo a porta do quarto segurando as risadas e parecendo eufórico.

   — O que você está fazendo no meu quarto sem eu ter deixado você entrar!? — ela falou ríspida. Normalmente, ela se sentiria feliz pela preocupação, mas sabia só de olhar que ele não estava preocupado com ela e seu pesadelo. — Se veio pegar alguma coisa minha... Kankuro... — agora ela estava um tanto ameaçadora.

   "Pelo menos dessa vez eu peguei ele em flagrante, até hoje não acredito que esse idiota pegou um dos meus vestidos para colocar naquela boneca...".

   Sim, isso aconteceu e ela só descobriu no meio de uma batalha! Apesar da distração vendo seu amado vestido ser destruído pelas armas que saiam de dentro da marionete e dos ataques dos inimigos, ela conseguiu vencer tranquilamente tanto os idiotas que haviam entrado em seu caminho como o seu irmão, também idiota, que levou algumas pancadas de seu leque.

   Ela continuou encarando Kankuro séria, que por vezes deixava algumas risadas saírem e já estava a puxando para fora da cama.

"Se for para ver a droga de uma arma saindo da droga de uma boneca nessa droga de noite..." apesar dos pensamentos pessimistas, ela já estava de pé.

   — O que quer!? — ela pergunta alto e irritada, fazendo-o soltar seu pulso assim que se aproximavam da porta.

   — Acho que o Gaara perdeu a virgindade! — ele fala animado, mas baixo, deixando sair uma risadinha enquanto tentava puxar a irmã para fora.

   — Deve ser daqueles sonhos dentro de outro sonho... — ela se vira, caminhando em direção a cama e constatando que era só mais um sonho estranho e perturbador.

   — É sério! Eu ouvi uns barulhos estranhos, uns sons constrangedores e até um gritinho! Eu não sei se foi ele quem deu, mas eu ouvi... — Ele termina de falar dando um sorriso completamente malicioso e colocando uma das mãos na cintura e outra no queixo — Quem diria que ele finalmente aprendeu a usar uma cama do jeito certo, jaan.    — dava para ver os olhos brilhando de Kankuro (quanto orgulho).

   — Quem deu o grito foi eu! E estou quase dando mais um para ver se acordo! — Ela estava irritada, realmente irritada. Se jogou na cama de qualquer jeito pensando em como acordar daquele sonho.

   — Temari! Não é um sonho! O nosso irmãozinho finalmente se tornou um homem! — Ele já estava praticamente a puxando para fora da cama de novo, dessa vez agarrando um de seus pés.

   Discutir seria inútil, como havia sido comprovado. Ela apenas vai com ele para rir da cara de frustração de Kankuro quando a porta se abrisse e na cama só houvesse um ruivo dormindo tranquilamente. Ao se aproximarem um pouco mais do quarto, dá para ouvir barulhos incomuns que realmente vinham de lá. Eles continuavam em um ritmo constante...

   — Ele é bom... — Kankuro constatou, com uma cara nada inocente e um sorriso de canto.

   — K-Kankuro! — ela repreende, mas a curiosidade fala mais alto e ela se aproxima mais da porta — eu acho que ele está sozinho... Só ouço esse barulho estranho de batidas...

   — Ah, fala serio! Ele não faria isso tudo sozinho! — ele também se aproxima da porta.

   — Também não traria alguém aqui de madrugada...

   Os sons continuavam, eram batidas secas e espaçadas de forma uniforme.

   — Não se pode perder uma boa oportunidade, vai ver é um relacionamento escondido, oras... — Ele resmungou, colando o ouvido na porta.

   — E por que seria? — ela pergunta baixo e faz o mesmo, os sons se mantinham, com um espaçamento um pouco maior.

   — Porque ele é gay, ué... — Fala tranquilamente, levanta os ombros, como se aceitasse algo — Eu sempre suspeitei disso, mas eu aceito ele do jeito que ele é, afinal de contas, o importante é o sentimento e que ele finalmente se tornou um homem... Bem, isso já depende da posição, eu acho.

   — Você é sujo... — A loira diz balançando negativamente a cabeça, era realmente incomum o irmão ainda não ter se apaixonado e nem nada do tipo, mas o que na vida dele foi normal? Ele nem entendia sobre sentimentos ainda... — Os barulhos... Pararam... — Ela sussurra, se afasta da porta, imaginando que alguém sairia de lá.

   "Se ele nos ouviu, estamos perdidos... Pior! Ele poderia estar nos vendo! Que aquele problemático não pense que só porque eu morri, ele pode arrumar outra...". Era um pensamento realmente possessivo, ainda mais porque, no fundo, ela sabia que o irmão não iria machucar eles. Ele não era como antes, mas com certeza ouviriam um sermão repleto de reclamações de coisas inconvenientes sendo jogadas na cara.

   — Vamos ver quem é... — Kankuro sussurra, levando a mão na maçaneta.

   Eles começam a ouvir algumas risadas, baixinhas e delicadas como a de uma criança, mas estranhamente lembravam em algum ponto o irmão caçula. Kankuro chega a morder o lábio inferior, devido a tenção, começando a girar lentamente a maçaneta.

   — Ficou louco!? — Temari acerta um tapa na mão dele, só então notando o quão alto disse isso.

   — Quem está ai? — uma voz baixa e um tanto infantil perguntou, quase não sendo ouvida do lado de fora, onde dois irmãos começaram a entrar em pânico — tio Yashamaru?

   Os dois se entreolham, aquele nome era familiar (de um familiar, aliás). Faziam anos que este nome avia sido subentendido como proibido de ser falado... Aquela pessoa conhecia Yashamaru? Que ligação teria com ele? Não eram essas as perguntas certas a se fazer, o certo era se perguntar quem estava naquele quarto e se Gaara também estava lá!

   O som seco de uma batida é ouvido mais uma vez, em seguida, passos curtos e desajeitados indo em direção a porta.

   — Vamos morrer... Eu não estou pronto para morrer! Temari, eu preciso de uma pintura especifica para isso, jaan. — Kankuro fala aflito, encarando a irmã.

   — Cala a boca! — ela fala ríspida, o puxando pelo capuz para se afastar da porta.

   A vontade que Temari tinha era de correr e se enfiar embaixo de suas cobertas, ficar protegida em seu quarto. Agora, como a besteira já tinha sido feita, restava encarar.

   — Quem são vocês? — a mesma voz de antes é ouvida, enquanto a porta é lentamente aberta. Olhando para frente, o quarto estava como sempre esteve, mas olhando um pouco mais para baixo, dava para ver somente a cabeça de uma criança, cujo corpo se escondia atrás da porta. — O que querem? Onde está o Yashamaru? — a criança perguntava séria, mas dava para notar um certo temor na voz... Aqueles cabelos vermelhos e os olhos verdes, os encarando com medo de ter feito algo errado...

   — GAARA!? — os dois irmãos mais velhos gritaram em uníssono, encarando a criança.

   Agora sim: Temari tinha certeza de que era mais um sonho, dentro do sonho, que estava dentro do primeiro sonho.


   Onironauta é uma pessoa capaz de explorar sonhos lúcidos. Para quem chegou até aqui, vai entender o título do capítulo.

March 24, 2018, midnight 2 Report Embed 0
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Alice Alamo Alice Alamo
Olá! Sua história está na categoria errada do site. Fanfics devem ser postadas na categoria Fanfiction e os gêneros como romance, poesia, lgbt, etc, devem ser postados nas tags ;) Para alterar, basta ir em Editar configurações da história, ok?
March 25, 2018, 4:20 p.m.

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