Embalos de sexta a noite Follow story

ohhtrakinas Sasah Trakinas

Euforia para alguns, monótono para outros. A sexta feita á noite chega para outrem de forma avassaladora


Fanfiction Not for children under 13.

#comédia #nonsense #ohhtrakinas #kuroko no basket #KNB #akafuri #furihata #akashi
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Naquela noite de sexta feira, o carro preto andava pelo tráfego livre em velocidade média, sem muita preocupação para ir mais rápido. Dentro dele, dois rapazes sendo iluminados pelas luzes alaranjadas dos postes que passavam diante do vidro. Ambos vestidos de terno e gravata, mostravam que haviam acabado de terminar um serviço, algo parecido como Cães de Aluguel do Tarantino.

Além de cansados e loucos para chegar em casa, os dois rapazes, um moreno e um ruivo, deixava o ambiente dentro do veiculo um pouco pesado. Já foram casados um dia, mas como toda relação conturbada não dura muito, acabaram se divorciando.

Mas ainda assim, mesmo separados, Akashi fazia questão de pegar carona com Nijimura. Ir embora de ônibus? Não.

-Vamos dar uma parada, estou com fome. –Disse Akashi, ainda encarando a janela do carro.

-Não vou pagar nada para você.

-Não preciso de seu dinheiro.

Já esperava uma resposta áspera vinda do ex, e com isso, apenas esboçou um sorrisinho.

Não demorou muito para o carro parar num estacionamento de um fast food muito famoso.

-Porra, McDonalds? –Reclamou o ruivo, encarando o grande M reluzente que brilhava no alto de um grande mastro. –Estava pensando em comer uma comida Japonesa.

-Eu também estou com fome e estou afim de comer um desses lanches, aí. Não estou a fim de pagar oito pila em cada sushi, Seijuro. Apenas pare de reclamar e vá pegar qualquer lanche para mim. Um grande de preferência. E sem picles, pelo amor de Deus.

Revirou os olhos. Se o infeliz parou no McDonalds, e o carro era do moreno, teria apenas de aceitar em comer um daqueles lanches pesados e gordurosos.

Saiu do carro e entrou no restaurante fast food, logo ficando na fila que havia poucas pessoas na sua frente. Era sexta á noite, e claramente as pessoas não ficam no McDonalds nesse dia á essa hora.

-Próximo!

Seijuro logo fora atendido. –Me vê aquele lanche ali enorme, mas sem picles. –A atendente anotou o pedido rapidamente.

-Mais alguma coisa?

Teria de pensar em algo para ele mesmo comer. Olhando todo aquele cardápio, pensava seriamente se matava a fome de maneira incorreta ou manteria sua dieta que seguia arduamente por um mês. Logo se lembrou de seu primo mais novo e seu fascínio por Milk shakes de baunilha.

-Me vê um milk shake de baunilha.

Aguardou na fila ao lado o seu pedido chegar, e enquanto o mesmo estava sendo preparado, sem nada para fazer, começou a vasculhar o local com seus olhos heterocromáticos. A ambientação do local era reconfortante, deixando tudo mais calmo, mesmo sabendo que na realidade a decoração queria passar o contrário. Estudara muito sobre a teoria das cores na faculdade... Passou então a observar os funcionários. Jovens sem futuro que estavam ali porquê não havia mais opções no mercado; era o que deduzira em alguns segundos de observação e julgamento.

Parou seus olhos em um funcionários especifico que preparava seu milk shake. Era quase do seu tamanho, mas provavelmente alguns centímetros menor. Olhos expressivos, cabelos castanhos, magricela, branquelo... Fazia seu tipo.

Apesar da idade que tinha, Akashi gostava de garotos bem mais novos e mais baixo que si. Não ligava para a cor da pele do individuo, desde que a mesma seja bem tratada e macia, com pouco pelo. Não gostava de pelos, o rapaz teria de ser completamente raspado para agradar o seu gosto rigoroso. Em outras palavras, para entrar nos padrões preferenciais de Seijuro, teria de ser algo fora da lei.

Todavia o ruivo ainda não sabia porque se casara com Nijimura, que fora totalmente o oposto de suas preferências. E nem porquê estava se interessando por aquele cara dos Milk shakes. Talvez por não estar observando nenhum pelo nele?

-Que prepare bem meu Milk shake, bastardo. –Murmurou, baixinho.

Minutos mais tarde o lanche juntamente com o Milk shake finalmente chegaram. Antes de sair dali, Akashi experimentou sua bebida preparada pelo moleque-sem-pelos.

Se surpreendeu, aquilo estava divino! Agora entendia porque seu primo era viciado naquela merda.

Era sexta feira á noite, estava cansado do ultimo trabalho e precisava de um alivio para aquele dia fatídico. Finalmente surgiu uma oportunidade perfeita para aliviar o estresse, e um jovem qualquer, sem pelos e de rosto expressivos iria lhe ajudar naquilo.

Sem qualquer receio de puxar uma arma para fora e apontar para os funcionários, sem se incomodar com os gritos e correria que se iniciou dentro daquele estabelecimento, Seijuro basicamente sequestrou aquele garoto.

Nijimura já estava cansado de esperar quando sentiu o carro balançar por conta do porta malas ser aberto e ocupado por alguma coisa. Olhou para trás e viu Akashi rodear o carro até sentar no banco do passageiro.

-O que foi? –Perguntou, curioso. Olhou em volta e viu um monte de gente saindo correndo. –O que você fez!?

-Sequestrei um moleque, aí. Ele disse que o nome dele é Furihata Kouki. Nome engraçadinho, não? –Respondeu simplista, entregando o lanche ao moreno e continuando a beber seu Milk shake.

-Você sequestrou um funcionário do McDonalds? Está louco?

-Não queira reclamar de minhas ações, vocês não tem direito nenhum. Estamos divorciados, esqueceu?

-Vejo que não mudou o seu gosto por novinhos ... –Revirou os olhos. –Que se dane.

Antes de dar partida no carro, Nijimura abriu seu lanche e ficou agradecido pelo tamanho do mesmo. Quando mordeu, sentiu um gosto desagradável.

-Eu pedi sem picles, cacete!



xXx


O carro balançava bastante e era muito desconfortável ficar dentro de um porta malas. Estava morrendo de medo e isso era fato. Furihata nunca pensou que seu fim chegaria tão cedo e de forma tão horrível. Era virgem ainda, beijara poucas vezes, não namorara ninguém e ainda continuava pobre. Esperava pelo menos virar um adulto, trabalhar de terno e gravata e viver uma vida como um funcionário de The Office.

Com todas aquelas circunstancias acontecendo de maneira trágica, imaginava ser estuprado por brutamontes e esquartejado logo em seguida. Mente fértil dá nisso.

Minutos mais tarde o porta mala fora aberto, e teve uma visão dos dois rapazes de baixo, como um típico enquadramento dos filmes de Quentin. Os dois homens estranhos estavam vestidos do jeito que queria se vestir quando virasse adulto, terno e gravata, porém não queria se parecer como a dupla de Pulp Fiction.

O de cabelos vermelhos lhe puxou pela camiseta e o tirou do porta malas violentamente. Viu que os dois caras estranhos se despediram brevemente, e o de cabelo preto voltou para o carro e o baixinho de cabelo vermelho lhe arrastou para dentro de um prédio grande de luxo.

-O-onde vai me levar? –Perguntou, reunindo toda sua coragem para isso.

-Meu apartamento. –Respondeu como se aquilo fosse óbvio. –Não precisa ficar com medo, não vou fazer nada.

-É i-impossível não ficar com medo quando se é sequestrado! –Disse um pouco mais alto quando entraram no elevador.

-Relaxa garoto. –Revirou os olhos.

A porta do elevador abriu e Furihata pode ver que havia apenas uma porta no corredor, mostrando que era um apartamento por andar naquele prédio. Bem ‘coisa de rico’, mesmo.

Um tanto acanhado e assustado, Kouki seguia Akashi com suas pernas tremulas, desejando correr dali e se salvar, mas sabia que levaria um tiro se fizesse isso.

Ao entrarem no apartamento, Furihata ficou vislumbrado com a decoração ft designe do local. Era um apartamento duplex, algo que nunca poderia imaginar existir para uma pessoa morar. Porque tanta extravagância para chamar de lar? Nada comparado ao quarto e cozinha que vivia com sua mãe.

-P-por favor, o que o senhor vai fazer c-comigo? –Perguntou mais uma vez, medroso.

Akashi tirou a gravata e o terno preto, jogando no sofá. Sentou no mesmo e começou a tirar seus sapatos de couro caro. –Fica quieto moleque.

“Ele vai me estuprar...” Pensou Furihata.

-Você está suado, está nojento. Vá tomar um banho, hum.

ELE VAI ME ESTUPRAR NO BANHEIRO!

-N-não quero ir tomar banho. Eu nem te conheço, eu só quero ir embora, eu não fiz nada!

-Mas ninguém aqui tá falando que você fez alguma coisa, moleque. –Revirou os olhos mais uma vez. –Deveria agradecer por tomar banho numa banheira de luxo num apartamento duplex no centro nobre da cidade!

Kouki tinha vontade de pular daquela sacada e acabar com tudo de forma trágica e cômica, assim como os finais de Escorsese, mas era medroso, não tinha culhões para isso.

Receoso, deu meia conta, e antes de caminhar, perguntou: -O-onde fica o banheiro?

-No final do corredor, no segundo andar.

Acenou a cabeça brevemente, subindo as escadas devagar.

E-eu vou morrer, eu vou morrer, eu vou morrer~

Minutos mais tarde, finalmente terminara de tomar o banho que provavelmente seria o único de sua vida. Aquele banho de banheira luxuosa num duplex do centro nobre da cidade... Akashi minutos antes deixara uma toalha para o mesmo se enrolar e foi o que fez. Porém se perguntava se iria andar pelo apartamento só de toalha.

Estava com medo. Morrendo de medo. Andar na casa de um estranho só de toalha era perigosíssimo!

Desceu as escadas com os braços cruzados, procurando cobrir o tronco liso e sem músculos que tinha. Iria se sentar no sofá, mas fora impedido pela voz do ruivo.

-Venha aqui!

Obedeceu imediatamente, andando até a cozinha. Chegando lá, viu que em cima do grande balcão que ficava no centro, havia vários ingredientes e um liquidificador. Perguntava-se o que significava tudo aquilo.

-Faça um Milk shake de baunilha pra mim. O mesmo que você fez lá no McDonalds, sabe?

Furihata ficou alguns instantes calado, tentando processar a frase.

-O que? –Perguntou, confuso.

-Não escutou? Um Milk shake de baunilha.

-... E depois? –Estreitou os olhos. –O que vai fazer comigo depois?

-Vou te soltar. Depois pode ir pra sua casa, sei lá.

Furihata realmente não estava entendendo o que aquele cara estava querendo dizer...

-C-como assim? –Questionou mais uma vez –Me soltar? Tipo... Me deixar ir? M-mas você me sequestrou, me botou medo.. E-eu estou morrendo de medo, para falar a verdade, e... Tudo isso para nada!?

-O que você queria que eu fizesse? –Arqueou uma de suas sobrancelhas.

-Sei lá! E-eu achei que seria morto, esquartejado! A-achei que você iria me estuprar!

-Quer que eu te estupre?

-NÃAO!! –Gritou, assustando um pouco Seijuro.

-Moleque, você é retardado?

-Por que você fez tudo isso!?

-Eu odeio quando as pessoas me questionam, sabia? Cacete, eu gostei muito do seu Milk Shake, sério. E eu estou cansado do trabalho que tive hoje, e o seu Milk shake realmente me aliviou muito. Então faça mais para mim. –Pegou uma revista qualquer que estava perto do sofá e sentou-se no balcão da cozinha, observando o jovem rapaz.

Kouki estava com vontade de gritar, de chorar. Não acreditava que passara por todo esse sufoco por causa de Milk shake! Com toda aquela distorção de realidade absurda, Furihata resolvera aceitar, simplesmente.

-Só um Milk shake...

-Só um Milk shake.

-Ok...  

March 20, 2018, 2:47 a.m. 0 Report Embed 0
The End

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Sasah Trakinas Alcoólatra triste.

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