Corpo e Alma Follow story

aomineless Aomine Less

Midoriya Izuku sonhava em ser um herói e, mesmo não tendo nenhuma individualidade, faria de tudo para realizar o seu sonho. Quando estranhas marcas surgem em seus braços e Katsuki, seu amigo de infância, começa a agir estranho, Midoriya percebe que em seu passado existe mais coisas do que se recorda e que o caminho para ser um herói será mais difícil do que ele imagina.


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Midoriya Izuku, o cara sem nenhum poder.

“Sim, pensamos que somos livres... Mas na verdade estamos todos acorrentados ao ritmo”.

Sim, vamos ser os melhores...

            Capítulo 001—Midoriya Izuku, o cara sem nenhum poder.

   Uma explosão foi ouvida assustando os civis daquela grande metrópole, rapidamente viaturas polícias passaram pelas ruas com suas sirenes barulhentas e brilhantes. Atraindo a atenção de todos os moradores da região e aqueles que ali estavam a trabalho ou somente a passeio, um jovem de cabelos verdes e sardas no rosto foi uma das pessoas atraída pelo som. Abriu um imenso sorriso, sabia que aquilo significava que algo estava acontecendo e ele, como um grande curioso que era somando com o fato de amar ação, logo passou a correr atrás dos carros policiais que cantavam pneus pelas ruas.

            — Quem será que está lutando? — Pensou animado, já imaginando qual deles poderia ser em seu coração de fã desejava que fosse All Might. Nunca tinha visto seu ídolo, e vê-lo logo ele lutando e destruindo tudo tão pertinho seria uma chance única na vida.


      Chegando a um aglomerado de pessoas curiosas, ele se meteu no meio delas empurrando algum de leve, pedido desculpa e licença para outras, ouvindo reclamações e ofensas de quase todas antes de finalmente chegar próximo às fitas listradas de amarelo e preto que impediam a passagem de civis. Seus olhos verdes brilharam como esmeradas e seu peito se encheu de uma euforia tremenda, finalmente os via:

   Os heróis.

   

         — Aquele é o Kamui de madeira, um jovem herói que está ganhando muita popularidade! — Disse animado para as pessoas em volta, algumas o olharam irritado, outras curiosas, mas ele não ligava, pelo contrário, não as via, estava mais concentrado na cena à sua frente. Era como sempre via na televisão! — Tão legal!—Resmungou quando o jovem herói feito de madeira, vestindo um uniforme azul escuro, deu um golpe certeiro no vilão.

            — CANHÃO CANYON! — Gritou uma menina gigante. Os olhos de Midoriya brilharam assim como os de muitos homens ao ver uma bela heroína chegar.

            — ELA É NOVA! —Midoriya acabou gritando animado na sua euforia fazendo todos a sua volta balançar a cabeça concordando.

      Rapidamente jogou sua mochila no chão tirando um caderno de capa azul com número “13” escrito bem grande, folheou as páginas até achar as que estavam em branco onde à última anotação era de “Bakugo Katsuki”. Izuku fez um rápido desenho da nova heroína anotando tudo que aconteceu ali.

      Esse era Midoriya Izuku em mais um de seus dias normais, bem, não tão normais assim já que não era sempre que tinha uma chance de ver os heróis pessoalmente, mas no geral sempre os via, seja pela televisão ou pela internet, Izuku tomava nota sobre suas individualidades e suas personalidades anotando em seus cadernos de heróis. Achava que um dia essas informações seriam muito úteis em alguma de suas batalhas contra vilões maldosos. Realmente as informações seriam úteis, mas é claro que só para quem se tornasse herói.

      E, infelizmente, para ele isso não seria possível.


BHA

   

         Quando finalmente chegou a escola, Midoriya correu rapidamente para sua sala, estava um pouco atrasado e rezava para o professor não ter chegado. Mesmo já tendo passado as provas finais, seria um grande problema se chegasse tarde.

         Sem nem ver o que fazia, Midoriya subiu as escadas de dois em dois degraus, passando pelos corredores bem iluminados pela luz do sol da manhã que entrava pelas janelas. Logo ele chegou a sua sala. Vendo a porta aberta, agradeceu a deus pelo professor ainda não ter chegado. A sala estava uma bagunça total, alunos usando suas individualidades uns nos outros com um claro objetivo de machucar, outros rabiscava a lousa com palavras e desenhos ofensivos.

      Dando um passo de cada vez para não chamar atenção de ninguém e passar despercebido por todos os seus colegas de turma, Midoriya caminhou com cautela ate seu lugar, mas não deu muito certo ao ver um loiro, de olhos vermelhos, com o blazer do uniforme todo aberto, carregando um olhar de superioridade se aproximar, ele estremeceu por inteiro e começou a mudar sua direção.

       — Ai não... — murmurou voltando a caminhar e fingindo que não tinha visto o loiro chegando. Sabia que corria o risco de irritar o garoto, não que sua simples existência já não fosse capaz de fazer isso.

        — DEKU! — Gritou o menino parando na frente de Midoriya. Este sentiu suas pernas tremerem com o grito, sua respiração se alterou e sua mente entrou em estado de alerta mandando somente um aviso:

   “Fuja”

   

         — Seu vagabundo! — O rapaz levantou as mãos causando outra explosão.

Era um poder tão incrível nas mãos de um sujeito tão... Idiota! Pensou levantando os olhos. Esse era Bakugo Katsuki, o cara mais legal da sala de aula e da escola, com direito a uma página no seu caderno de heróis, mesmo suas atitudes contradizendo todas as de um herói. Midoriya sonhava em superá-lo um dia, mesmo isso sendo impossível. Afinal, não tinha individualidade.

            — Kaachan! — O chamou com o apelido de criança.

         Sim, os dois se conheciam desde a infância, foi ele quem deu o apelido de “Deku” para ele quando descobriu que não poderia ter uma individualidade.

      — Você está me ignorando? —Perguntou Bakugo causando mais uma explosão atraindo a atenção de todos os alunos da sala.

         — CERTO, TODOS EM SEUS LUGARES!

           Antes que pudesse inventar uma desculpa, o professor da turma finalmente chegou. O alívio tomou conta ao ver Bakugo sair de sua frente, indo para sua carteira do outro lado da sala. Midoriya colocou sua bolsa no chão, abriu seu caderno azul de número “13” e começou a completar as últimas informações que tinha descoberto da nova heroína que podia ficar gigante, enquanto o professor falava sobre os resultados das últimas provas e como agora eles eram adultos e tinham que decidir seus futuros.

         — EU IREI PARA YUUEI. — Bakugo gritou ficando de pé na carteira, alguns alunos começaram a gritar e a dizer o quão incrível ele era.

         Na humilde opinião de Midoriya, eram puxa sacos. Não que tivesse inveja de Bakugo, talvez só um pouco. O poder dele era de longe o mais legal que já tinha visto, sem contar o fato de ser extremamente popular com as meninas e os meninos, menos com os professores. Bakugo não era do tipo de aluno comportado mesmo tendo as melhores notas assim como Midoriya.

      — Midoriya também se inscreveu para Yuuei!

      Midoriya sentiu toda sua vida passar diante de seus olhos ao ser novamente alvo de Bakugo. Desta vez, os olhos vermelhos dele brilhavam de uma forma perigosa.

         “Eu vou morrer!” Pensou, abaixando a cabeça e escondendo o caderno de heróis na bolsa. Automaticamente o clima da sala ficou mais tenso, todos os alunos olhavam para o popular com um sorriso no rosto já esperando mais um de seus ataques contra o dito nerd.

      — SEU VAGABUNDO! VOCÊ AINDA OUSA TENTAR ALGO ASSIM? — Gritou, pulando de sua mesa e indo até Midoriya.

      — Eh.. e-eu também quero ser um h-herói. — Midoriya falou, olhando para seus pés.

   Novamente Bakugo explodiu sua mesa, desta vez o garoto loiro parecia estar completamente fora de si.

   — VOCÊ NÃO TEM NENHUMA INDIVIDUALIDADE SEU MERDA!— Gritou pegando sua mochila, jogando todo seu material no chão e pisando em cima. — NENHUM! O QUE PENSA QUE VAI FAZER EM UMA ESCOLA DE HERÓIS?

      Midoriya continuou em seu canto sem levantar os olhos para Bakugo, suas pernas e braços tremiam como gelatina. Mordeu os lábios olhando para os lados, de alguma forma sentia o ambiente pesando, era como se as paredes estivessem sufocando-o com o cheiro de Bakugo tão perto, algo como fumaça e suor, que o atormentava como ninguém. Não sabia o porquê de estar desta forma, sempre fora assim, Bakugo Katsuki o tratava deste modo desde os seus 10 anos.

      Bakugou analisava Deku como um leão analisa sua presa. Sorrindo como um maníaco, ele levou as mãos para próximo do rosto do menino assustado, riu baixinho quando Izuku se encolheu contra a cadeira, apertando os olhos tão fortes, regendo os dentes tão alto que o fez pensar se não estava indo longe demais. Afastando-se um pouco do garoto, o viu abrindo os olhos e voltando a respirar. Parecia que ele, Bakugo, tinha retirado todo o seu oxigênio.

      O professor olhava para os dois de uma forma entediada. Juntando suas coisas, ele saiu da sala como se nada estivesse acontecendo, aquele bando de idiotas sem cérebros já tinham tomado muito de seu tempo, da próxima vez que os veriam seria na formatura.

   — Kaachan, por favor. — Midoriya implorou sentindo seus olhos arderem. Não! Não choraria novamente na frente daquele idiota, não agora, quem sabe em casa sozinho no quarto. Mas não ali na frente daquele maldito e daquele bando de abutres sedentos por um espetáculo de Bakugo.

      Inesperadamente, Bakugo se afastou ficando de costa, foi como se Midoriya finalmente tivesse aprendido a respirar. Levantando a cabeça, sentiu seu mundo ruir ao ver o que estava na mão do garoto.

   — “Anotações de heróis?”— Disse abrindo o caderno com desprezo folheando as páginas uma a uma. Não podiam negar, tinha coisas muito úteis ali sobre os heróis famosos da televisão. Parou ao se surpreender com uma página específica.

   Bakugo Katsuki
Habilidade: Explodir coisas com as mãos
Personalidade: Como sua habilidade, e extremamente explosivo e muitas vezes se irrita por motivos bobos, perfeccionista tenta ser o melhor em tudo que faz.
Pontos fracos:
Estilo de luta:
Observações: Sua individualidade provavelmente se ativa com o suor, muito parecido como nitroglicerina.


            Fechando o caderno rapidamente, tentou ao máximo não demonstrar o efeito que sua descoberta tinha causado em si, o idiota do Deku o observava demais! Levantando o caderno, o explodiu bem na frente de Midoriya o jogando pela janela.


      — Um vagabundo como você nunca será um herói! — Bakugou pegou sua mochila e saiu da sala sendo seguindo por muitos alunos que ria e fazia piadas do quão patético Deku poderia ser, ou melhor, o quão patético sonhador ele era.

         Midoriya nada disse, apenas esperou todos saírem para, enfim poder sair e ir pegar seu caderno. Graças a deus, nada demais tinha ocorrido com suas anotações, elas ainda estavam legíveis.


BHA



            Na volta para casa, à cidade estava bem mais tranquila do que quando tinha saído. Isso, de alguma forma, não o agradou, pois agora, sem seus heróis para observar, estava somente com os seus pensamentos. Pensamentos esses que tentava a todo o custo esquecer.

            Por que Katsuki tinha que ser tão maldoso? Ele não percebia que suas atitudes o machucavam? Ou que o magoava profundamente?

         Midoriya não odiava, sim, isso nós já sabemos, na verdade, o que sentia era uma tremenda decepção com Bakugo, suas atitudes e sua forma de tratá-lo eram horríveis e machucava profundamente. Sentindo um peso no peito, ele olhou para o céu azul com algumas nuvens passado. Queria tanto entender como e quando Bakugo começou a odiá-lo.

         Não se lembrava de um período de sua infância, mais precisamente de quando possuía seus seis ou sete anos. Tudo que tinha em sua cabeça era ele e Katsuki brincado no jardim de infância, depois um tremendo branco e, logo em seguida, passava para as memórias as quais começava a ser machucado por Bakugo. Um dia perguntou para sua mãe o porquê dele não se lembrar de sua festa de aniversário de oito anos, mesmo tendo fotos, ou como aquelas estranhas marcas surgiram em seus pulsos.

         — Desculpe Izuku-kun, mas você chegou um dia em casa desse jeito e no outro já não se lembrava de mais nada que havia acontecido. Eu acho que foi alguma individualidade que mexeu com suas memórias. — Ela respondia com uma voz levemente assustada o que o fazia não acreditar nem um pouco na história dela

         Não tinha como da noite para o dia se esquecer de, no mínimo, três anos da sua vida. De alguma forma, ele sabia que nesses três anos perdidos estava a resposta do por que Bakugo começou a odiá-lo e o porquê das marcas que lembrava um bracelete terem surgido em seus pulsos.

         Estava tão distraindo pensando em alguma forma de descobrir o que aconteceu nesses três anos apagados, que não notou uma estranha criatura gosmenta rastejando pelas sombras.

         — Mais uma vitima! — A voz estranha e arrastada sussurrou, cobrindo-o por completo por uma estranha capa, capa essa que o impedia de respirar. Com o coração na mão, Midoriya começou a se debater na tentativa de fazer aquela coisa o soltar.

            — Eu não posso morrer aqui! Não ainda! Não agora!


“Nós iremos te fazer um herói!”


         — Hey sua coisa feia! — Um homem muito alto surgiu. — Vá embora daqui! — Disse, dando um super soco na criatura gosmenta a fazendo sair do corpo de Midoriya.

            Midoriya caiu no chão respirando rapidamente, aquela sensação tinha sido pior do que a que sentiu na escola com Kaachan, aquele era o verdadeiro sentimento de morte. Não era nem um pouco como nos filmes, a vida não passou diante de seus olhos a única coisa que viu foi All Might na sua frente o salvando. Claro que aquilo só podia ser sua mente pregando peças com medo da morte. Nunca mais queria senti-la!

            — Está tudo bem jovem? — Perguntou a ilusão de All Might

            — Acho que eu devo ter morrido e chegado céu!

         All Might era um homem muito alto, com um corpo todo trabalhando, lembrava muito aquele bodybilder, seus cabelos eram loiros, todo jogado para cima como se fosse duas orelhas. Era engraçado até, quem visse sua sombra pensaria que era um coelho.

         O fato era que o menino caído no chão, quase morto, estava preocupando All Might, pois o jovem estava delirando!

         — Jovem, respira devagar. Acho que a falta de oxigênio no seu cérebro está te fazendo delirar!

      Izuku ainda não estava processado bem o acontecimento, respirava forte e rápido tentando entender. Tinha sido muito rápido! Estava quase morrendo de falta de ar agora pouco? Será que tinha morrido e ido para o céu? Ou era só mais uma alucinação causada pela falta de oxigênio no cérebro?

         Se não fosse nenhuma das opções só poderia significar uma coisa...

         — ALL MIGHT?

      O Homem deu uma risada estranha fazendo sua típica pose de herói da paz, Midoriya levantou com um pulo.

         —É-É VOCÊ MESMO?! – All Might fez um breve aceno com a cabeça. — EU NÃO ACREDITO! HOJE É O DIA MAIS FELIZ DA MINHA VIDA!

         O herói da paz olhou assustado.

      — Você quase acabou de morrer!

    — MAS VOCÊ É O ALL MIGHT! — Gritou mais uma vez. — M-ME DA UM AUTOGRAFO?

         All Might não estava entendendo nada, aquele menino estranho tinha o rosto tão relaxado e animado. Para quem quase morreu, estava bem feliz. Analisando a roupa do menino, viu um pedaço de sua gakuran – Mais especificamente quase toda a manga direita – toda rasgada, dando visão para o herói do braço da criança. Havia marcas que começava no pulso e subia pelo braço chegado ao ombro, ele acreditava que aquela marca estava ligada no peito do menino, mais precisamente no meio.

      Como sabia disso? Simples, já tinha visto outras marcas assim ao decorrer de sua vida de herói.

         — Sua Gakuran está rasgada. — Começou pensando bem se deveria ou não comentar sobre o braço do garoto, aquelas marcas o deixava com uma pulga atrás da orelha. – O que são essas marcas pelo seu braço?

  Izuku, que até então estava murmurando o quanto All Might era incrível, olhou para o blazer rasgado vendo marcas que não estavam ali antes.

      —AHHHH!

  All Might deu um leve pulo ao ver o menino entrar em desespero e começar a tirar a parte de cima da Gakuran, o jovem tinha a respiração alterada e tremia tanto que ele chegou a pensar que teria um treco e desmaiaria.

      — O–O QUE É ISSO? — Midoriya gritou, olhando para peito onde a marca terminava com um pequeno desenho de uma onda. O mais incrível é que ela não parecia ser uma tatuagem, era como se o garoto já tivesse nascido com aquele desenho no corpo.

        — Eu é que vou saber?

   Midoriya sentiu o rosto esquentar, não precisava ser gênio para saber que estava corado.    Claro, como All Might iria saber o que estava acontecendo com seu corpo sendo que nem ele sabia o que era aquilo. Respirando fundo, tentou manter a calma. Talvez aquilo fosse um efeito da individualidade daquele vilão, isso!

   Era só um efeito, logo passaria.

   Passando a mão pelo braço, levantou o pulso até os olhos vendo que o desenho do bracelete tinha mudado. Antes parecia uma pulseira com uma pedra no meio, tudo bem simples e discreto, agora estava maior, pegava todo o seu pulso e havia mais detalhes. A pedra ainda continuava no centro, mas em volta dela havia espirais sendo que uma delas dava início a estranha marca que circulava seu braço, passando pelo ombro, indo até o peito e finalizando na onda.

   Ele queria morrer! All Might, vendo que o garoto estava a beira de um ataque de nervos, tocou seu ombro.

      — Calma Jovem, nós iremos resolver isso! — Garantiu levanto o polegar, Izuku, de alguma forma, sentiu certa tranquilidade dentro de si. Com o símbolo da paz ali tudo ficaria bem...

Ou não.

      De repente, All Might arregalou os olhos e começou a tremer.

      — A-ah, bem, até mais tarde! — Falou rápido, todo atrapalhado, dando um pulo para conseguir impulso e sair voando dali. Izuku continuou olhando para o lugar que antes o herói estava.

      O que tinha acontecido? 

March 14, 2018, 3:40 p.m. 0 Report Embed 1
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