ianka-waldmann1684367327 Ianka Waldmann

Ser sequestrada não estava em meus planos, muito menos me apaixonar pelo meu sequestrador.


Short Story For over 18 only.

#sexo #darkromance #sequestro #maioresde18 #palavrasimproprias #sobreviventesdailha
Short tale
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O Acerto de uma Ação.

CAPÍTULO 1.

EMPRESA DE DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO.


DRACO MENFINS.




Eu sempre fui de lutar por aquilo que eu sempre quis. Sou bem sucedido e não há uma mulher que não se jogue para cima de mim.

Claro, até eu olhar para a garota mais linda e que aparentemente não me dá a mínima.

Sempre com os braços em volta de livros, sejam eles de romances ou ficção científica, de estudos de ciências à livros de auto-ajuda.

Ela me deixou encantado, ao mesmo tempo que curioso, por não chamar atenção dela, eu sou irresistível, lindo, rico, resumindo eu sou perfeito, então porque ela não se sente atraída por mim?


É tão curioso e ao mesmo tempo me deixa louco não saber nada sobre ela, mais hoje isso iria mudar, eu não sou Draco Menfins atoa, eu sou o maior mafioso de toda a Inglaterra, para mim é fácil saber sobre as pessoas que me interessam, eu não sou apenas mafioso, tenho minha empresa bem sucedida, obrigado. Trabalhamos com tecnologias, inteligências artificiais, e na minha equipe existem Hackers muito renomados, tive que livrar a cara de uns por invadirem a Rede de informações sigilosas da NASA e também do FBI.

No mais é tudo perfeito.


–Senhor Menfins, Alastair está aqui, como o senhor solicitou. —Olho para Jenna e acinto com a cabeça, deixando que meu melhor amigo e também o melhor detetive particular entre.


–Dray, quanto tempo.

–Nem me fale, Alastair. Tenho um trabalho de suma importância para você.

–Estou curioso, o que seria?

–Descubra tudo sobre ela, o que ela come, o que ela veste, o que ela faz além de ficar horas na biblioteca da cidade, descubra tudo sobre ela.


Alastair me olha, pega a foto da garota que tem tirado meu sono.


–Quem é? —Ele pergunta e eu sorrio de canto.

–O detetive é você, seu trabalho é descobrir, ou perdeu a aptidão meu amigo?

—Sorri convencido e o mesmo soltou um bufo divertido, me fazendo rir ainda mais, ajeitei a minha gravata e me levantei.

–Descubra tudo sobre ela, eu quero em minha mesa amanhã, o dinheiro está na sua conta. —Dei um tapinha em seu ombro e o mesmo sorriu.

–Me preocupo.

–Não se preocupe comigo amigo.

–Não com você idiota, sim com ela, o que quer? hum. Teve a última vez e isso não acabou bem, Draco.

–Claro que não, a última não era uma submissa, e bem, eu não estou atrás de uma namorada amigo, sabe que meu gosto é peculiar.

–É eu sei, vi você em ação, amigo. Essa garota não parece gostar de ser uma sub, ela me parece mais uma romântica incurável.


Franzi a testa, a última vez que me disse isso, eu ralei para terminar com a doida que já queria casar, eu não sou para relacionamento baunilha, não mesmo.


–Bem, veremos. Descubra isso para amanhã, tem trabalho amigo, um longo pelo jeito.


Saí da minha sala, deixando um Alastair chocado para trás, o andar em questão da minha empresa onde os estudos ocorrem é no térreo, por esse motivo estou indo até lá, para ver o andamento do nosso próximo projeto.


A construção de robôs com inteligência artificial é a mais alta tecnologia, não entrei nesse ramo para perder, então podem ter certeza que todos os nossos robôs são de tamanho humano, lindos como um humano pode ser e se comportam como nós, comem como nós e podem se relacionar fisicamente como nós, a diferença é que a inteligência as vezes ultrapassa um QI normal, isso permite que trilhões entrem em minha conta bancária.


–Estressado, querido?—Olho para Athena, minha robô pessoal.

–Um pouco, Athena.

Falei um tanto grosso, não costumo ser assim com ela, eu mesmo a projetei, para ser quase como ela, a demônia que me atormenta a mente.


Abri a porta vendo que a produção está indo como o planejado.


–Quantos?

–Já estamos com mais de 5 milhões na conta, todos que já fabricamos foram vendidos.

–Perfeito.

–Senhor Menfins, gostaria de um chá com canela? —Jenna pergunta e olha com desdém para Athena que a fuzila com o olhar, é divertido, não nego.


–Agora não, eu preciso ir para casa, vejo vocês amanhã.


Falei e andei para a saída.


–Quer que eu te acompanhe?

Olhei para a Athena e fiz que sim, ela não fica no meu apartamento, normalmente ela toma conta de tudo quando não estou. Porém como eu preciso relaxar e Athena faz isso muito bem, pelo menos até eu ter a original, mordi meu lábio inferior pensando nisso, já me sinto duro como uma pedra, preciso que Alastair descubra logo, ou irei enlouquecer de tanto bater punheta pensando naquela demônia de cabelos castanhos revoltos e encaracolados, olhos doces e amendoados, ferozes as vezes. O que a deixa uma leoa muito sexy.



Assim que entramos no prédio do meu apartamento, o Escala, localizado no centro de Everysday City, no país de Orklasth uma ilha pertencente a Inglaterra, no Reino Unido. Deixei um suspiro sair dos meus lábios.


Athena abriu a porta entrando e sentando no sofá em formato de L no centro da sala, tiro meu terno e olho para a mesma que sorri e começa a tirar seu salto alto.


–Está muito nervoso, o que aconteceu? —Fecho meus olhos e me aproximei segurando Athena pelo pescoço, a diaba gemeu e isso fez meu sentido de Dominador ficar mais aguçado.

–Você sabe o que acontece comigo. —Sussurrei para a mesma em seu ouvido, mordendo a sua pele, mesmo sendo sintética é muito idêntica a nossa, eu não faço as coisas mal feitas, isso podem ter certeza, meu trabalho é o melhor já feito.


–Está falando da outra? A que você usou a imagem para me criar? —Sorri e a olhei, seus olhos amêndoas me encarando, meu sorriso foi ficando ainda mais cruel.

–Baby, a outra é você, ela é a original, sabe disso. Eu te projetei para aliviar a minha tensão, enquanto eu não possuo a verdadeira. —Segurei seu cabelo em meus dedos e os cherei.

–Claro, estou ciente disso, então o que foi?

–Quando eu tiver ela em meus braços, terei que te desligar querida. Não posso correr o risco de perder a minha Bella, o que ela pensaria de mim?

–Que você é um maníaco, maluco por controle e um stalker previsivelmente é isso que ela pensaria.

—Acabei rindo e beijei seus lábios.

–É, não posso correr esse risco, me entende não é?

–Sim, eu entendo, ou então pode me projetar novamente para parecer outra pessoa, em vez de me desligar.


Seus dedos vem de encontro com minha camisa social.

–É posso pensar nisso. Vá para o quarto vermelho.


Mordi seu lábio inferior e dei um tapa em sua bunda.

Observei a mesma subir as escadas rebolando, ajeito meu pau na calça e vou para meu quarto, tomar banho e tentar relaxar antes que minha tensão faça eu machucar Athena e isso está fora de questão.


Sinto a água morna relaxar meus músculos, desço minha mão para meu pau, minha mente projetando a imagem daquela desgraçada que ainda não sei como se chama, isso está me deixando louco. Preciso resolver essa merda o quanto antes.

O pior de tudo é que eu a vi uma vez, uma maldita vez e isso foi na biblioteca da cidade, minhas pesquisas precisavam ser concluidas, mesmo assim, quando a vi, foi obsessão a primeira vista, soube ali que precisava dela, que eu havia encontrado a mulher perfeita para ser minha submissa por um longo tempo.




NATRIX HOLUKAY.


Acordo assustada com o barulho que vem da cozinha, até que meu cérebro se lembra que eu moro com a minha melhor amiga, solto um suspiro e me levanto, meu olhar vai diretamente para o relógio que tenho em meu quarto, na parede que marca três horas da manhã, Caramba.

Três horas da manhã?

–Está de sacanagem comigo, HANA EU QUERO UMA EXPLICAÇÃO. —Parei ao descer a escada do segundo andar, me deparando com uma Hana sem roupa, pindurada a um homem que mau conhece provavelmente. –São três horas da manhã Hana, poxa.

Bradei irritada escutando sua risadinha, reviro meus olhos e ando até a cozinha, pegando um copo de água voltando para meu quarto.

–Arrume essa bagunça, eu tenho que levantar cedo, sabe que viajo a trabalho.

–Amiga, relaxa. A gente arruma amanhã.

–Vê se não grita alto, preciso dormir. —Falei subindo as escadas de novo, eu quero simplesmente matar a Hana por isso, perdi meu sono, vou estar horrível para a viajem.


Suspiro, olho para minha mala e logo vejo meu cachorro vir em minha direção.

–Eu sei baby, Hana é muito má, não é? —Falei sorrindo e passando os dedos delicadamente em seu pelo.

Vênus é minha bebê, eu tenho ela desde os meus 10 anos, ganhei dos meus pais antes deles morrerem em um acidente de avião, os destroços do avião foram achados no mar Morto, porém seus corpos nunca foram encontrados, desde então eu não tenho vontade de voar, por isso que sempre que devo viajar é de barco, de carro ou ônibus, mais eu sei que por mais seguro que todos sejam, algo sempre acontece quando é sua vez.

Então não há mesmo uma garantia de que realmente seja seguro.

–Eu sinto falta deles, Vênus. Muita falta, você sente também, não é? —Perguntei enquanto eu mantinha uma foto dos meus pais embaixo do meu travesseiro e quando eu viajo os levo comigo, assim como minha Vênus. Nunca deixo a minha bebê sozinha com Hana, vai saber quem ela trás para casa. Beijei o topo da cabeça de Vênus, me deitando com ela ao meu lado.

Meu celular toca, indicando que eu devo acordar, sinto meus olhos pesados e sei que quando eu levantar, deparar com a minha imagem no espelho, eu não ficarei feliz, pois sei que estou um caco de pessoa ambulante.

Meu cabelo está armado, seus cachos indomáveis e meus olhos amêndoas me encarando através do espelho. Fiz uma careta.

–Não me olhe assim, a culpa não é nossa, não realmente. —Falei como se fosse outra pessoa que me olha acusatoriamente. Francamente eu não bato bem dos meus neurônios, eu tenho a mente fértil, se é que dá para notar, isso eu atribuo aos livros que leio avidamente, desde romances que aquecem o coração, até os romances que te dão mil e um motivos para questioanar o seu caráter.

Romances Dark não é um gênero que eu indico para menores de 18 anos, mesmo assim não indico para menores de 20, por abordar assuntos que são perturbadores em certas ocasiões, os romances são mais explícitos, e os gatilhos abordados são vários, isso varia com o que a história aborda, pode abordar estupro, ou então até mesmo traumas com esse tema.

Não é todo mundo que gosta, eu particularmente gosto, e até escrevo, tento ao menos.

Minha cabeça é bem perturbada, se já notaram, eu não crítico quem escreve essas histórias, é fascinante, e almejo não vou negar, ter alguém por exemplo como Damon Torrance ou até mesmo como Will Grayson III em minha vida. Como eu disse, sou perturbada da cabeça.

Até mesmo um Aaron Warner de Estilhaça-me.

Claro que anceio por alguém como Landon Carter de Um amor para Recordar, ou Rhysand da saga ACOTAR.

Mais estamos falando da vida real, então Natrix Holukay vê se acorda.

–Nossa, amiga você está horrível.

–Não diga? A culpa é de quem?

Falei irritada, descendo as escadas com Vênus atrás de mim.

–Dá para me ajudar aqui.

Falei olhando para o homem que está sentado com Hana tomando café, como se não tivessem gritado as obcenidades um ao outro ontem a noite. Dois caras de pau.

–Claro, morena. —Revirei os olhos ao ouvir ele me chamar de morena.

–Albert, como é bom te ver. —Falei abraçando o senhor que sorriu para mim, pegou minha mala da mão do ser sem nome colocando no carro, Vênus entrou no banco traseiro fazendo o senhor Albert rir.

–Sempre levando-a onde quer que você vá.—Disse divertido.

Sorri e me virei para Hana.

–E você Hana Lians, não faça o que eu certamente faria. —Falei e ela riu, me abraçando apertado.

–Se cuida, maluquinha.

Fiz que sim com a cabeça e entrei no carro.

Mesmo que seja cansativo e as vezes eu tenha que lidar com cantadas desnecessária, eu amo meu trabalho.

Eu trabalho sendo guia Turística, mostrando os melhores lugares que existem na Inglaterra e aos arredores.

Tenho uma excursão com o Navio Aurora, em que passaremos pelo Lago Ness na Escócia e mostrarei as maravilhas na cidade de Aberdeen e também Glasgow.

Serão meses aqui mostrando as melhores coisas, restaurantes, trilhas, lagos e a cidade com as comidas e bebidas típicas de cada lugar, é maravilhoso, cansativo, mais produtivo, eu gosto e amo o que faço, é o que eu estudei para ser, mesmo que eu tenha curso de Hotelaria também e advocacia, o último estou fugindo avidamente de atuar.

Estar em um escritório não é minha cara, além do mais meus pais me deixaram uma fortuna da qual eu estou cuidando, por isso que fiz a faculdade de Hotelaria, Design de interiores, que nas horas vagas eu atuo, cuidando de vários projetos em hotéis da Inglaterra e da cidade Everysday City, ganho muito bem por isso, tirando o fato que sou dona de uma rede de Hotéis mais famosos daqui.

Minha família sendo antiga e temos um contrato com Landon Evergosth o demônio da Luxúria e líder dos sete pecados capitais de Cabbeon City, ele nos ajuda quando estamos em apuros. É o melhor amigo do meu pai, ou foi, ele sempre vem me visitar, desde os acontecimentos com a garota que ele cuida, ele vem com mais frequência.

"Eu cuidarei de você, Pequena Águia, até que alguém a altura o faça."

Como se fosse possível, eu estou com 18 anos e ainda não namorei ninguém, não tenho pretensão e nem procuro, eu estou bem aos cuidados dos Sete. Eles me protegem e eu gosto disso, gosto muito disso, ainda mais quando estou com Allyver Arseltong, ele é carinhoso, atencioso, gentil.

Ele faz eu sentir aquelas coisas em meu estômago que eu li e reli muitas vezes nos livros e ele parece ser um príncipe, porém quando eu iria falar para ele ou tentei avançar, ele me disse que havia encontrado alguém, eu sei que demônios possuem companheiras destinadas, eu de fato estava torcendo para ele nunca encontrar a sua virtude, mais ele achou, e eu fiquei arrasada.

Desde então prometi a mim mesma que não cairia nas graças desses homens que só querem sexo, nunca terei alguém para realmente me dar o mundo se eu pedisse.

Ou que soubesse como me conquistar.


"A vida te prepara surpresas que você nem ao mesmo tenta entender, francamente, é bem mais racional você se afastar, porém. Sabemos que a Luxúria instiga seu pior lado, um lado que você desconhecia até então, e aquele Diabo, despertou o lado que eu nem sabia que tinha, um lado que eu senti aflorar lendo os livros que abordam esse tema. O BDSM, eu jamais imaginei que eu sucumbiria a tentação de ser uma submissa."

Estou prestes a entrar nas garras de um predador, é como se eu fosse uma pequena gazela em perigo diante de um leão faminto, foi assim que me senti quando meus olhos encontraram os azuis cinzas dele, o cabelo loiro beirando a quase platinado, seu terno bem alinhado era de tirar o fôlego.

Isso me deixou assustada como um pássaro enjaulado. Eu não conhecia esse homem que estava diante de mim, eu não sabia sobre ele, porém ele sabia muito sobre mim, isso é assustador.


O Navio acabará de atracar, a tripulação desceu e eu não tinha a menor ideia de que isso acontecia, até então eu tinha vindo ao banheiro para respirar.

Quando eu disse que minha vida não é tranquila eu não estava brincando, nem que eu estava livre das inumeras propostas indecentes, eu precisava de tempo.

Passei meus dedos em meu cabelo, olhando para o espelho, minha imagem estava refletida, uma maquiagem leve, meus lábios estavam com um batom nude, minha roupa consiste em uma saia que vai até meu joelho, não é justo, o tecido é leve e me permite andar, está fazendo 20 graus e o clima é agradável, não frio e nem muito quente.

Ameno eu diria. A camisa é de tecido igualmente leve, o que permitiu as cantadas idiotas de caras que se acham a última bolacha ou coca cola do pacote. Francamente.

–Está ocupado. —falei ao ver a porta abrir, porém olhos azuis cinzas me olhavam de cima a baixo, como se apreciasse a vista que seus olhos vê.





DRACO.

SAIU MELHOR QUE O PLANEJADO.



Eu amo quando as coisas saem mais que o planejado.

Olho para o outro Navio, idêntico a esse que estou, observo as pessoas insuportáveis descerem para irem conhecer o que ela planejou mostrar, não estava brincando quando disse que eu conseguiria tudo que me disponho a ter, e se ela, Natrix Holukay for essa coisa, eu farei, até mesmo queimar o mundo para tê-la.

Observar o seu sorriso quando falava dos lugares que mostrava a essas pessoas me deixou com algo revirando em meu estômago, então não faria mal eu apressar as coisas, não é?

Algo em minha perna fez eu olhar, me deparei com um cachorro da raça Corgie, muito lindo, olhos amendoados que me lembram a garota da qual eu dispus fazer o que quisesse nesse barco, agora eramos eu e ela, aparentemente esse ser também, quem é dono dessa pequena belezura?


–Vênus, cadê voc. —A voz doce da minha presa me disperta e pego a pequena no colo, Vênus um nome bonito e significativo, admiro isso, bem o que estou falando, vindo de Natrix não esperava menos.


–Ela é muito linda, é sua? —Perguntei, entregando a cachorrinha para a respectiva dona.

–Sim. Oh? —Ela olhou em volta sentindo falta da movimentação no Navio. –Onde estão os outros? —Perguntou sem tirar os olhos em volta, mordi meu lábio inferior, minha presa está assustada, gosto disso, a ação de assustar, torna tudo tão intenso e mais prazeroso.


–Eu não faço ideia. —Respondi, fazendo a mesma se virar para mim, o Navio não estava parado onde deveria e ela percebeu isso, dando passos para trás, a baby. Não tem para onde correr, não mesmo, se ela soubesse que eu comprei todos os Navios em que ela já esteve, e as companhias em que ela trabalha.


–Não tem para onde correr, pequena corsa.

Ela morde o lábio inferior com força, segurando sua pequena Vênus em seus braços ela corre entrando na cabine do banheiro, o que me fez rir e balançar a cabeça. –Não adianta baby, não há para onde correr, não há onde fugir.

–Você está enganado, não sabe com quem está lidando. —Ela grita e eu começo a rir ainda mais.

–Hora baby, eu não lhe substimaria, por tanto, acho que não precisa de seu aparelho celular não é? —Perguntei e quando ela abriu a porta como um foguete, joguei ele no mar junto ao meu. –Não precisaremos disso, não agora.

–Você é maluco, um louco, só pode.

–Não sabe o quanto, querida.


Olho para seu corpo, assim que ela solta Vênus no chão, avancei sobre ela, agarrando sua cintura.

–Me solta, SOCORRO.

–Quem está pilotando o Navio trabalha para mim, ninguém pode lhe ajudar querida, ninguém, somos só nós dois e sua Vênus.—Dei um sorriso e finalmente grudei nossos lábios um no outro, ela se debatia, lutando para se soltar, eu como sádico que sou, estava muito animado para ver ela lutando cada vez mais.

Separei nossos lábios e desci para seu pescoço, a pele macia em minha boca era como eu imaginei, o paraíso, meu paraíso.

Gemi ao mordiscar sua pele e sentir ela suspirar, minha mão direita subiu para seu seio direito apalpando, brincando com a auréola do seu peito, o biquinho ficando inchado em meus dedos mesmo com a camisa atrapalhando.

–Me-me solta, por favor. —Voltei a beijar sua boca calando-a imediatamente.

–Não vou te soltar, pequena corsa, eu trabalhei duro para isso, não vou permitir que me escape, não estando assim em minhas mãos, vira. —Falei encarando olhos amêndoas assustados.

–Virar, para que? —Perguntou com o queixo erguido, sorri pela petulância.

–Não vai descobrir.

Ergui minha sobrancelha para a mesma, empurrando ela para dentro da cabine e fechando a porta atrás de mim, sem tirar meus olhos azuis dela.

–Ta bom, não acredito que estou fazendo isso, sob nenhuma ameaça de uma arma na minha cabeça.

Acabei soltando um riso. –Isso te excitaria, pequena corsa? Estar com uma arma na sua cabeça? —Ela iria se virar bruscamente, porém meu corpo alto e bem mais forte que o seu parou seu movimento, ela voltou a se grudar na parede, com o peito e as mãos para cima, como eu incitei ela a fazer, esse jogo esta me deixando cada vez mais louco.

Puta que pariu.

Como ela é, por baixo dessa roupa toda?

Estou louco para descobrir.

–Sabe. —Sussurrei em seu ouvido, percebendo ela corar e também arrepiar.

–Senhor Menfins, chegamos. —Amaldiçoei até a terceira geração do Evan, por me interromper.

–Já continuo com você.


Abri a porta e peguei a cachorrinha Vênus em meus braços, quando Natrix parou em minha frente, esticando os braços para pegar sua amada Vênus me fazendo sorrir.

–Nem pensar, querida. Essa pequena aqui fica comigo, será.—Parei para fazer suspense. –Minha garantia que não fuja. Caso contrário eu adorarei cuidar dela.

–Nunca, Vênus é minha, me de ela seu maníaco psicopata.

Apenas continuei acariciando Vênus que não parecia incomodada em estar em meu colo, pelo contrário latiu e me lambeu, eu não sou fã de animais, porém se eu tiver que gostar desse ser aqui, para obter Natrix, eu farei. Vênus parece ser bem calma.

"Como eu estava enganado, esse cachorro é o cão do inferno."

Eu estava prestes a descobrir isso.




NATRIX.

ODEIO DESCOBRIR COISAS QUE EU NÃO SABIA QUE PODERIA FAZER E GOSTAR.



Me viro dando de cara com o ser que me sequestrou, se eu perguntei o nome dele? Não, e nem vou, uma hora eu serei irritante o bastante para ele me abandonar, como todos fazem, uma hora ele se cansa desse jogo, né?


–O que está fazendo? —Me pergunta enquanto segura Vênus que está mais chateada a cada dia que passamos nessa ilha do cacete, pelo que eu percebi estamos na Little Cayman, uma ilha pertencente ao Mar do Caribe, porque estou aqui, com esse idiota irritante, eu gostaria de saber.

Aparentemente ele é um maníaco por controle, percebi isso ontem, quando me fez ficar ajoelhada, não me orgulho de ter gostado das sensações que esse praga me trouxe. Balanço minha cabeça espantando os pensamentos indecentes que me rondam.

–Estou fazendo uma fogueira, não sabe o que é? Imagino que não, deve ser mais um filho de papai que tem tudo.

–Eu não sou, meus pais a muito tempo estão mortos e enterrados, e eu não tenho tudo. —Me responde e eu me virei bruscamente para o mesmo, batendo meu peito no dele na hora que virei, sem me dar conta de que ele estava tão perto assim, eu estava tão absouvida em meus próprios pensamentos que não senti o seu halito em minha nuca.

–Conta outra. —Falei aborrecida e fechando meus olhos quando me virei, havia muita fumaça da tentativa de fazer uma fogueira.

–Não me chame de mentiroso.—Falou ne repreendendo como se eu fosse uma criança. –Eu não tenho tudo, Trix. —Ele me olha e eu franzi a testa, tentando compreender o que me diz.

–Há não? O que você me daria de exemplo o tudo então, o que você, o ser infinitamente irritante e bonito não conseguiu?


Provoquei dando uma risadinha, parei ao ter o corpo dele se jogando contra o meu, nos fazendo cair no chão da ilha, os pássaros locais que habitam a ilha fazendo barulho, cantos e algo que parecia ser até mesmo romantico, ah por favor Holukay, como pode sequer pensar nisso?

–Você, eu não tenho você, ou acha que eu fiz isso tudo, para apenas te amendrontar? Não me olhe assim, como a porra de uma sabe-tudo, você não sabe de nada do que eu sinto.

–Então me conte e descubra o que eu realmente penso de você.

–Isso seria como abaixar a minha guarda, pretendo nunca fazer isso, não até que se entregue, quando isso acontecer, talvez eu me abra com você.

–Maníaco.

–Irritante.

–Psicopata.

–Chata.

–Idiota.

–Linda. —Arregalei meus olhos no momento que ele pressionou seus lábios nos meus, minhas mãos foram involuntariamente para seu pescoço o puxando para mais perto e minhas pernas se acomodaram ao redor de sua cintura.

Um suspiro saiu dos meus lábios quando ele precionou seu membro em minha intimidade, eu não tinha muitas roupas em minha mala, era o suficiente para um mês, como eu poderia saber que seria sequestrada? Não é sempre que a gente começa a viver um Dark Romance fora dos livros.

Meu rosto corou ainda mais, sentindo ele continuar precionando o seu membro que está duro em minha intimidade, suas mãos vão levantando a camisa que peguei dele, tem uma casa aqui, onde estamos dormindo, e acredito que seja dele, não há empregados, telefone, nem uma vila sequer por perto tudo é floresta e água.

–Pare, por favor. —Implorei, ele estava com seu corpo relaxado, pequenos gemidos saiam de sua boca e eu senti seu halito fresco em meu pescoço, me arrepiando e me deixando quente. –Menfins, pare, por favor. —Peço outra vez e ele não parece me escutar, fechei meus olhos, a palavra chave, há sempre uma palavra chave que para os dominadores quando a submissa se sente desconfortável com o que acontece.

–Vermelho. —Falei em um sussurro e senti ele parar, beijou uma última vez o meu pescoço e voltou a puxar para baixo a camisa que estou usando.

–Desculpe, você me deixa maluco, espere, você disse vermelho, como sabia que eu pararia? —Sua voz era pura confusão e eu estava mais envergonhada que me lembro, nunca me senti assim, tão quente, meu corpo queimando e clamando atenção, eu precisava me aliviar, a qual é? Não sou inocente, mesmo sendo virgem.

–Você se comporta como um dominador, foi um chute. —Falei e escondi meu rosto nas mãos, ele me puxou para cima, tirando minhas mãos do meu rosto.

–Não fique com vergonha, você conhece então, submissa e dominador? —Sua voz era curiosa e não havia uma pontada sequer de repreensão.

Maneei a cabeça e ele me puxou para dentro da casa, Vênus correndo para nos seguir.

–O que vai fazer?

–Quero saber o que mais sabe sobre BDSM.

–Olha, não quero ser submissa, não quero mesmo ser. —Falei exasperada, quem eu quero enganar, gostei de estar ajoelhada, eu quero explorar mais sobre, saber como é ser e me sentir como Anastácia Steele, se bem que esse homem em minha frente é o próprio Christian Grey.

–Eu não sei muita coisa sobre BDSM, só sei que implica em um homem infligir dor e prazer ao mesmo tempo a uma mulher que se submeta a isso.

–E não está curiosa, nem um pouco?

–Eu sou virgem, nunca transei na vida.

Me arrependi de ter falado no mesmo momento que ele sorriu, seu olhar era puro desejo, era carregado de luxúria.

–Sei que gostou, eu percebi que ficou excitada quando te incitei a ficar ajuelhada na minha frente, assistindo me masturbar e gemer sem pudor seu nome, querida. —Ele diz com uma naturalidade desenfreada, que a minha vontade é bater nesse cretino.

–É, isso não quer dizer que entregarei minha virgindade para você, eu nem te conheço.

Falei e o mesmo sorriu.

–Não seja por isso, muito prazer senhorita Holukay, eu sou Draco Menfins, vim percebendo o quanto você é linda e me interessei por você, o que acha de nos conhecemos melhor, hum? —Seu sorriso de desdém me fez ver que ele apenas estava brincando com o meu psicológico.

–Você é um babaca, sabia. —Falei irritada e fiz menção de ir para o quarto que ocupo, só que mãos fortes pararam em minha cintura.

–Você anda me chamando muito de babaca, ao menos conheceu um de verdade? —Ele sussurra em meu ouvido, suas mãos adentrando a camisa que uso, me arrepiando.

–Não preciso, você é o topo número um da lista.

Falei, falhando miseravelmente em esconder o gemido que veio, assim que senti seus dedos brincarem com os bicos do meu peito.

Ele tirou suas mãos e me virou para ficar cara a cara com ele, um movimento rápido, o mesmo fez os botões da camisa voarem, senti a peça cair do meu corpo, e ele grudar nossos corpos mais ainda.

–Posso fazer isso.—Ele diz em sussurros contra meu pescoço, onde mordisca minha pele me deixando quente, o que eu estou fazendo? Não posso deixar isso acontecer, não assim.

–Vermelho. —Falei na intensão dele parar, o mesmo me olhou e levantou meu corpo fazendo minhas pernas se acomodaram em sua cintura.

–Não adianta falar isso agora, eu vou ir até o fim, morena, eu estou com as minhas bolas roxas, preciso me enterrar em você, agora. Isso se não quiser me ver enlouquecer.


Arregalei meus olhos e a única coisa que fiz, foi acentir.

Dane-se a cautela.



Estar nessa ilha com Draco Menfins não é de todo o ruim, suas mãos passando em meu corpo e os beijos que decem para minha buceta, que pisca cada vez que seu dedo adentra, causando as sensações avalassadoras que nem senti na vida.

Acho que encontrei o meu lugar, aqui, com ele, na pequena Ilha de Cayman, parece que o mesmo não está disposto a voltar, e eu?

Acredito que me apaixonei pelo meu sequestrador, e não estou intensionada a deixar isso para trás.





June 9, 2023, 9:25 p.m. 2 Report Embed Follow story
3
The End

Meet the author

Ianka Waldmann Não devemos nos perder no mundo dos sonhos e esquecer de viver.

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Luiz Carlo's Luiz Carlo's
Olá Ianka que história instigante, carregada no prazer, na pegação e no clima sexual. O seu texto embora tenha alguns errinhos (é normal não se chateia), ele força o leitor seguir até o final. Bela história é meus parabéns... 🙏🏽 🤗 🌹
June 10, 2023, 05:23

  • Ianka Waldmann Ianka Waldmann
    Obrigada, fico feliz, irei revisar o capítulo e ver os erros, que bom que gostou, 🥰🥰🥰🥰 June 10, 2023, 05:26
~