Eu tenho sérios poemas mentais Follow story

delryne Delryne Aligheri

Lágrimas quentes escorrem assim pelo meu rosto pálido e cansado, farto de tudo o que já presenciou na vida mesmo com a aparência tão jovem. No entanto, ser novo não significa que não posso esgotar-me do que os outros fazem comigo e de mim mesmo.


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Capítulo Único

Sinto um forte aperto do lado esquerdo de meu peito, mãos gélidas invisíveis aparentam pressionar-me em torno do meu pescoço fazendo com que me falte o ar. No estômago, interiormente posso reconhecer aquilo que chamam de borboletas voando dentro dele dando infinitas voltas em círculos. Faço força para vomita-las, mas tudo acaba em uma forte dor de cabeça cada vez piores uma das outras.

Lágrimas quentes escorrem assim pelo meu rosto pálido e cansado, farto de tudo o que já presenciou na vida mesmo com a aparência tão jovem. No entanto, ser novo não significa que não posso esgotar-me do que os outros fazem comigo e de mim mesmo. Cansado de desilusões e cansado de acreditar nelas.

Concluo então que esse grande aperto em meu peito sejam os cacos de vidro perfurando cada vez mais fundo meu coração, que luta para elimina-los de seu corpo minúsculo. Essas mãos frias pressionando minha garganta é a fadiga, a exaustão pela busca de alguém que me faça sentir o que de fato é amar. E, essas borboletas em meu estômago é a ansiedade de encontrar esta pessoa que anseio tanto.

Escrevo o que sinto, porém desejo não sentir nada.

Possuo sérios poemas mentais.

March 7, 2018, 6:51 p.m. 0 Report Embed 2
The End

Meet the author

Delryne Aligheri Apenas mais uma sorumbática escritora vagando por um funébre mundo. A partir do momento em que comecei a ter percepção da existência, prometi a mim criar inúmeras histórias onde o caos e a soturnidade reinavam como verdadeiros imperadores de um vazio já existente. O verdadeiro reflexo de Edgar Allan Poe procurando um espaço maquiavélico e silencioso. Além de autora, também sou artista, poetisa nas horas vagas e futura violinista.

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