História Perto de Mim Follow story

toadstool Toadstool S

Uma historinha de dois garotos que acabam de se conhecerem em uma escola interna. Postada tbm no spirit


Romance Not for children under 13.

#Romance-e-Novela #ficção-adolescente #fluffy #amizade #slash #amor #romance
2
6770 VIEWS
In progress - New chapter Every 10 days
reading time
AA Share

Urso George

- oi você deve ser meu colega de quarto. – falou um garoto de cabelos curtos castanhos e olhos também castanhos. Assim que entrei. O quarto era como imaginava, duas camas de solteiro, uma cômoda e dois guarda roupas pequenos, uma janela no meio da parede e um banheiro.

- oi! É sou o Bernardo. – falei estendendo a mão. Ele se aproximou estendendo a dele.

- Hugo. – falou e sorriu. – eu tomei a liberdade de escolher esse lado. - Falou apontado para a cama da esquerda. – se não se importar. – dei de ombros colocando minha mochila em cima da cama da direita, que está forada por um lençol azul escuro.

- tudo bem. – respondi, olhando para cama do garoto. Tinha duas mochilas uma de costas e uma grade de ombro. Um grande uso marrom claro. – é seu? – perguntei apontado para o urso. Ele olhou para onde eu apontava e sorriu.

- sim! – respondeu pegando o urso nos braços. – esse é o George. – ri. Como um garoto de quinze anos ou dezesseis anos tinha um urso de pelúcia? – eu amo ursos, não me julgue.

- eu não...

- estar sim, todo mundo faz essa cara quando digo que o George é meu urso. – ele ficou sério.

- me desculpa mas achei que ele fosse ta....

- tô brincando. – falou abrindo o maior sorriso. – não ligo para o que os outros pensam sobre eu ter um urso de pelúcia. – falou e logo sorriu novamente. Quando ele sorri os olhos se fechavam deixando ele com uma carrinha muito fofa.

- ok.- ri, começando a arrumar minhas coisas.

- vai para cerimônia de abertura?

Já fazia uns dez minutos que estávamos ali sem falar nada, apenas cada um arrumando seu guarda-roupas.

- sim. Você não vai?

- essas cerimônias são chataaaas! – suspirou.

- já conhece?

- reprovei ano passado. – falou e sorriu rápido. – terei que passe por tudo isso de novo.

- ah, quantos anos você tem? – perguntei curioso já que ele aparentava ter uma idade certa para o primeiro ano.

- 17.

- serio? – falei supresso.

- perdi um outro ano quando tinha treze anos. Foi no tempo da morte do meu avô. – falou tranquilo.

- sinto muito. – disse. O fazendo dar de ombros.

- o que te traz aqui? Para uma escola interna, bem dizer no fim do mundo?

- resumindo a história, meus pais se separaram e nenhum dos dois queria ficar comigo. Decidiram me manda para essa escola, disseram que seria ótimo. Já que aqui eu teria um teto e comida. E quando saísse já seria grandinho e poderia mora sozinho.

- nossa... Eu que sinto muito por você. – falou.

- eu não me importo. É até bom eu ficar longe deles. Para quer vou querer ficar perto de pessoas que não gostam de mim?

- eles são seus pais, não podem não gostar de você.

- eu sou filho deles e não posso não gostar deles, mais nem por isso. – respondi o fazendo sorri novamente.

As sete e meia da noite, fui tomar um banho para ir a cerimônia de boas-vindas.

- pronto? – Hugo perguntou assim que sai do banheiro. Concordei. Hugo vestia uma calça jeans preta e uma camisa creme.

Assim que saímos ele me guiou pela escola, mostrando algumas coisas pelo caminho que passávamos. Assim que chegamos ao ginásio, que estava praticamente lotado. Ficamos nas últimas fileiras de cadeiras postas no meio da quadra.

- boa noite. – falou Hugo o olhei sem entender – bem vindos, bem vindos os jogos!

- quê? – ele riu.

- eles só começam com o “boa noite” e “bem vindos” mesmos. – falou apontando para o pequeno palco montado a frente. Assim que olhei uma mulher vestida com um vestido preto social, com os cabelos loiros presos em um rabo de cavalo.

- boa noite! – falou ao microfone fazendo sua voz ecoar pelo ambiente. – bem vindos, alunos novos e os antigos.

- cara isso é um saco... – falou o garoto a meu lado jogando a cabeça para trás.

- mal começou. – questionei.

- imagina como estará isso na metade Bob. – olhei para Hugo.

- meu nome não é Bob. – ele me olhou e sorriu.

- eu sei, Bernardo – falou aproximando de mim. – mas Bob combina com você. – falou, e se afastou se escorando na cadeira novamente.

- então se eu começasse a te chamar de Bill, por você parecer ter cara de Bill você não ia ligar? – ele me olhou, com os olhos semicerrado.

- eu não tenho cara de Bill. – falou. Arqueando uma sobrancelha.

- nem eu de Bob. – ele suspirou.

- quer sair daqui?

- não vão brigar com a gente? – ele negou.

– tem muitas pessoas aqui. Não vão dar falta de duas. – falou se pondo de pé. E se dirigindo a saída que ficava a alguns metros trás de nos.

Estávamos andando pelos corredores da escola.

-estudei nessa sala. – apontou para uma das várias portas daquele corredor. – provavelmente irei estudar nessa, esse ano. – falou apontando para duas portas depois da que ele havia apontado primeiro.

- primeiro ano sete? – perguntei, já que minhas lembranças me diziam que aquela era minha sala.

- isso.

- acho que essa é minha sala também. – falei. Ele me molhou supresso.

- sério?

- acho que sim. Tenho que dar uma olhada nos papéis amanhã. – falei. Ele sorria.

- será bom se você for mesmo dessa sala. Já seremos parceiros de trabalho e atividades.

- verdade -concordei com ele- saímos dos corredores, dando de cara com o vento frio da noite e o longo pátio.

- onde estar indo? – perguntei o seguindo.

- tem um pequeno lago aqui, por essas hora ele deve estar cheio de vagalumes.

- vagalumes? Eles ainda existem, faz muito tempo que não vejo um.

- pois é, aqui você ainda pode encontrá-los. – continuamos a caminhada. Eu saiba que a escola era enorme. Mas parecia que já tínhamos andado por quilômetro. Entramos em um tipo de mata de árvores altas, onde os postes de luzes acabavam. E começa a ficar tudo muito escuro.

- você não tá planejando me matar está? – perguntei – eu fiz seis anos de caráter e dois de judô. – falei. – acabo com você em dois tempos. – ele gargalhou.

- eu não vou te matar. Não se preocupe, vamos ver apenas os vagalumes. – falou continuando. Andar.

Como era lua cheia, dava para ver algumas coisas. Assim que saímos do meio das árvores, havia um belo campo de grama alta e logo a frente um lago pequeno, como Hugo havia falado. E sim! Tinha vagalumes!

-uau!

- não é incrível? – concordei. Hugo sentou e olhou para cima, a lua estava brilhante, nunca tinha visto ela daquele jeito, e parecia que tinha mais estrelas nos céu do que eu era acostumado a ver onde morava. Sentei ao lado dele.

- podemos ficar aqui? – perguntei ainda admirando o céu.

- podemos, mas de noite não, porém é de noite que aqui fica legal. Eles nunca deixam saímos a noite. Hoje os portões só estão aberto porque é a cerimônia, mas nós outros dias, depois das aulas vamos para os dormitórios, eles fecham as portas e fica um vigia rondando próximo aos dormitórios. Estão aproveite, pois não será muitas vezes que você verá isso aqui. – falou e deitou no chão. Logo depois deitei também, e ficamos ali deitados admirando o céu estrelado.

March 4, 2018, 4:25 a.m. 0 Report Embed 0
Read next chapter Não Entendo de Vagalumes

Comment something

Post!
No comments yet. Be the first to say something!
~

Are you enjoying the reading?

Hey! There are still 3 chapters left on this story.
To continue reading, please sign up or log in. For free!