Liberte sua loucura (2017) Follow story

alicealamo Alice Alamo

Diferente de todos os beijos trocados naquele dia, esse era profundo de modo diferente. A lentidão era uma carícia ao coração e não ao corpo, os lábios buscavam-se com a mesma necessidade de antes, mas não pelo desejo, e sim pela vontade de se gravar os gostos, as sensações. Os corações batiam, apressados, mais fortes dessa vez, como se se quisesse fazer notar. A pausa em busca de ar era curta, e não os atrapalhava, parecia fazer parte da cena e, logo depois, as bocas voltavam a se unir, deslizando uma pela outra, confessando aquilo que a voz não dizia claramente.


Fanfiction Anime/Manga For over 18 only. © Todos os direitos reservados

#pwp #YurionIce #JJ/Yurio #Pliroy #JJ #Yurio #Yuri #Yaoi #Lemon
Short tale
12
6.9k VIEWS
Completed
reading time
AA Share

Capítulo Único


A apresentação havia chego ao fim. Yuri sorriu, maravilhado, excitado, sorrindo abertamente enquanto ouvia os gritos da plateia. Estendeu a mão para Otabek e cumprimentaram o público juntos, trocando um olhar cúmplice enquanto analisavam as reações de Yakov e Lila.

— Me dá cobertura ou não? — Yuri perguntou enquanto patinavam em direção à saída do ringue de patinação.

— Somos amigos, não somos? — Otabek sorriu, de canto, e saiu primeiro do ringue.

À esquerda, Yakov e Lila ainda estavam chocados demais para reagir. Yuuri aplaudia e sorria com o fim da apresentação enquanto Viktor parecia confuso entre se mostrar orgulhoso ou indignado com a performance um tanto quanto sensual.

Otabek sinalizou para Yuri, atraindo a atenção das câmeras por perto, acenando e impedindo, assim, que seguissem Yuri.

O então campeão corria como podia sobre os patins. Entrou no vestiário apenas para tirá-los e calçar o tênis. Vestiu a jaqueta roxa com pressa e conferiu o celular.

Ele já estava lá, no lugar combinado.

Sorriu, animado, mesmo que nunca fosse admitir em voz alta. Evitou a mídia e os outros competidores, indo pelos corredores mais vazios até um dos banheiros isolados. Por ser longe demais do ringue e dos vestiários, era pouco movimento, quase esquecido, e isso era ótimo; mais do que ótimo, era perfeito!

Entrou e não precisou chamar pelo nome do outro. A mão de JJ se fechou em seu punho e o puxou para ele. Os braços de Yuri rodearam-lhe o pescoço enquanto ofegava ao sentir o aperto em suas coxas, erguendo-o para sentá-lo sobre a pia.

Em um segundo, os olhares se encontraram, um misto de luxúria e diversão. Os sorrisos combinaram, desenhados nas faces que agora se assemelhavam ainda mais a de dois delinquentes. Yuri arranhou a nuca de JJ, impaciente, e engoliu em seco ao ver o outro soltar um suspiro e fechar os olhos.

As bocas se encontram de súbito, em um beijo violento e desesperado. Como se Welcome the Madness ainda tocasse em sua cabeça, Yuri sentia vontade de se mexer, esfregando o corpo como podia no de JJ enquanto suas as mãos percorriam-lhe os braços nus, apertando os músculos, exigindo que a distância entre os corpos em brasa fosse extinguida.

O beijo fazia barulho e, junto das respirações entrecortadas, fazia Yuri sentir o calor do corpo convergir para o meio das pernas. Arrepiou-se quando a jaqueta foi bruscamente atirada longe ao mesmo tempo em que seus lábios eram chupados.

Abriu os olhos ao puxar os cabelos de JJ. Ele lhe sorria, o olhar refletindo mais do que a típica arrogância.

— Você estava lindo — JJ sussurrou, rouco, procurando o elástico que prendia o cabelo de Yuri para poder, enfim, afundar os dedos nas madeixas claras

— É claro que eu estava. Te surpreendi? — Yuri provocou, inclinando a cabeça na direção da mão de JJ para expor o pescoço aos lábios quentes dele.

— Com certeza — JJ gemeu e apertou uma das nádegas de Yuri.
Yuri soltou o ar, remexendo-se enquanto as mordidas em seu pescoço passavam a ser distribuídas, impulsionando o corpo para frente a fim de sentir o membro desperto de JJ contra o seu.

— Cruza as pernas e se segure — JJ pediu.

Yuri obedeceu e, logo, as mãos do outro estavam justamente em seu quadril, erguendo-o. Caminharam até umas das cabines, que JJ abriu com um chute, e, então, JJ sentou-se sobre a tampa da privada enquanto Yuri se virava minimamente para alcançar a tranca do banheiro.

— Yuri...

Yuri gemeu, JJ o puxou pelo quadril, as ereções se friccionaram, e o desejo simplesmente ordenou que as bocas voltassem a se encontrar com volúpia enquanto Yuri não conseguia parar de esfregar os corpos.

JJ franziu o cenho, lembrando-se de não marcar o pescoço de Yuri embora desejasse. Segurou-o pela cintura, apertando-a enquanto ajudava Yuri a rebolar sobre seu membro endurecido. Gemeu. Acariciou a pele sob a blusa fina de Yuri e não pensou duas vezes antes de tirá-la com urgência.

O cuidado que tinha para não marcar a pele clara de Yuri não era o mesmo que ele tinha para consigo. As unhas dele passavam sem dó em seu corpo, principalmente sobre as tatuagens, e JJ simplesmente sorria a cada arrepio que dominava seu corpo naqueles momentos.

— Tira — Yuri ordenou ao tentar puxar, sem sucesso, sua blusa. — Anda, JJ, tira!

— Com pressa, kitty? — JJ provocou ao lamber-lhe os lábios e, depois, distanciar-se para retirar a blusa, jogando-a no chão junto da de Yuri.

— Não fode, JJ!

As peles queimavam, o suor de um se misturava ao do outro, e Yuri não se importou nem um pouco de lamber do pescoço ao lóbulo da orelha de JJ. Ele queria mais, muito mais, seu corpo fervia por mais! Amava o modo como JJ o tocava, tinha sede da boca dele na sua, enlouquecia pela pele dele contra a sua, e foi um alívio sentir as mãos de JJ abrirem o fecho de sua calça com agilidade e apertarem sua ereção sob a cueca.

— Ah, sim!

Cravou as unhas nos ombros de JJ, expôs o pescoço aos chupões que lhe eram dados e se posicionou melhor no colo dele para dar maior liberdade à mão que lhe acariciava o membro. Gemeu, sem se preocupar com o volume da voz, buscando a boca de JJ a cada segundo apenas para poder arrancar o sorriso exibido que ele fazia questão de lhe direcionar.

JJ apertou-lhe o quadril, com força, e Yuri se ergueu minimamente no colo dele, equilibrando-se.

— Fique assim — JJ pediu, mordendo-lhe o queixo e o pomo-de-Adão.

Com Yuri apoiado em seus ombros, um pouco erguido, a cabeça dele ficava um pouco acima da sua. Colou a testa na dele, sem desviar os olhos, e fechou as pernas para que os joelhas de Yuri pudessem se apoiar um pouco na tampa da privada. Abaixou a calça e a cueca que ele vestia até a metade da coxa e passou a masturbá-lo.

Yuri gemeu, fechou os olhos e mordeu os lábios. A mão de JJ era quente, os dedos passavam pela glande de seu membro e espalhavam o pré-gozo. Sua ereção doía, pulsava! Os quadris passaram a se arremeter contra a mão que o envolvia enquanto a língua de JJ brincava com seu pescoço, seu peito, sua boca...

— Pera... — pediu, sôfrego, quando os músculos se contraíram de repente pelo prazer. — Assim não porra... Por favor, Jean...

JJ sorriu. Não era difícil de entender o que Yuri queria dizer. Depois de uma apresentação daquelas, o corpo dele devia estar exausto, e fazê-lo gozar daquele modo com certeza seria o ponto final da noite, a exaustão não o deixaria ir além. Por isso, JJ parou o que fazia e se levantou com Yuri, colocando-o no chão.

Yuri subiu a calça e sentiu as costas contra a parede do banheiro. Procurou o cinto de JJ e o arrancou fora tão rápido que ouviu o outro rir malicioso contra sua boca. Abriu a calça e apenas enfiou a mão por dentro, expondo o membro ereto e o masturbando sem jeito.

JJ gemeu, jogando a cabeça para trás e apoiando ambos os braços na parede do banheiro quando Yuri se ajoelhou e lambeu sua ereção. As mãos dele apertaram sua bunda, descendo a calça e a cueca um pouco para que a boca pudesse envolver com cuidado os testículos.

Ousou abrir os olhos. A cena era uma bagunça. A maquiagem de Yuri estava borrada, os cabelos, uma zona, mas JJ arfou, não conseguindo ver nada além de sensual. Os olhos verdes prenderam-se em si, era impossível desviá-los. A língua percorria a extensão de seu membro, brincando com a glande antes que a boca de Yuri o envolvesse por completo, engolindo-o até onde conseguia. A afobação, como sempre, fazia-o engasgar algumas vezes, e JJ se afastava apenas para ouvir Yuri xingar em russo antes de chupá-lo ainda mais forte.
As pernas tremiam, o suor escorria pelas costas, o ar cheirava a luxúria, a sexo, à loucura...

E piorou quando Yuri se levantou e colou a boca no ouvido de JJ.

— Me fode. Agora — ele mandou, enfático, puxando JJ pela nuca para que o encarasse.

JJ apertou a cintura de Yuri, virando-o com rapidez. Colou o peito às costas dele e gemeu ao tê-lo rebolando contra sua ereção.

— Ah, kitty...

Voltou a descer as calças de Yuri e, dessa vez, deixou-as cair até o chão enquanto mordia os ombros dele.

Yuri revirou os olhos ao suspirar, sentindo o membro de JJ entre as nádegas, o rosto e o peito contra a parede fria, a respiração morna de JJ contra seu pescoço, sua face, exigindo-lhe os lábios, faminto.

Abriu as pernas e não hesitou em chupar os dedos de JJ quando lhe foram oferecidos. Se pudesse, pularia aquela etapa, mas sabia que, se o fizesse, assim que a adrenalina passasse, sentiria as consequências.

JJ o penetrou com um dos dedos. Ambos gemeram, a expectativa de um misturando-se com o prazer do outro.

— Vai logo! — Yuri mandou, baixo, mais um lamento do que uma exigência.

O segundo dedo não demorou a entrar, e JJ prendeu a respiração e fechou os olhos para ignorar a própria ereção enquanto os dedos moviam-se no interior de Yuri, enquanto os gemidos dele preenchiam não só aquelas paredes, mas sua mente.

— Já chega — Yuri rosnou e afastou a mão de JJ em um gesto brusco.

JJ riu, procurou o preservativo no bolso da calça e o vestiu apressadamente. Arrastou-se por entre as nádegas de Yuri, ouvindo-o suspirar, e entrou, lentamente, segurando firme os quadris do outro.

Yuri tateou a parede, as unhas deslizando por ela sem algo em que se firmar. Gemeu, respirou fundo em busca de fôlego e mordeu o lábio quando o corpo recebeu o outro por completo. Tentou se mexer, a despeito da dor inicial, mas JJ o prensou ainda mais contra a parede.

— Calma, kitty... — JJ arfou.

Yuri virou o rosto para o lado. JJ gemeu ao vê-lo. O rosto corado, a respiração descompassada... Yuri era lindo!

Beijaram-se, mesmo que não conseguissem respirar direito. Os corpos movimentaram-se juntos, como se houvessem chegado a um acordo. As pernas de Yuri tremiam, e o braço de JJ teve passar por seu corpo para lhe servir de sustento a cada investida.

As lágrimas vieram aos olhos, numa confusão de euforia e prazer. JJ apoiou a cabeça em seu ombro, os gemidos roucos deixando mais marcas em sua mente do que a boca de JJ em seu corpo. Levou o braço para trás, buscando a nuca do outro e sorriu ao deixar os dedos brincarem com o cabelo escuro.

— Yuri... Ah...

JJ sentiu as pernas de Yuri falharem no exato momento em que ele gemeu mais alto. Sorriu, tentando acertar o mesmo lugar no interior que o abrigava. Viu quando Yuri ergueu um dos braços para se segurar na parte de cima da porta e levou a mão para a ereção dele, aproveitando-se de que ele não cairia.

— Jean...

Beijou-lhe o ombro ao ouvir o nome de forma tão ébria. Os gemidos passaram a ser desconexos, as palavras misturavam idiomas, uma confusão de inglês, russo e francês que os fazia preferir se calar e ocupar a boca de forma mais efetiva. Os beijos molhados estalavam, um som melhor que o anterior, acompanhado pelo choque dos corpos.

Yuri choramingou e, em meio a um beijo, quando não conseguiu mais aguentar as sensações que dominavam o próprio corpo, gemeu alto, liberando-se de todas as amarras que retardavam o orgasmo. A sensação de liberdade o abatia, como se cada parte de si desfrutasse uma vez mais do clímax atrelado à adrenalina que o tinha dominado na apresentação de minutos antes.
JJ acelerou os movimentos quando sentiu o gozo de Yuri em sua mão. Apertou o corpo dele, gemendo arrastado a cada contração mais forte de Yuri em volta de seu membro.

Assim como o outro, não fez questão alguma de controlar a voz e jogou a cabeça para trás quando o ápice o tomou de si mesmo, raptando para algo próximo ao nirvana. Seu corpo tremeu, arrepiou-se, uma onda de prazer que parecia libertar cada parte sua por onde passava.

As respirações alteradas foram tudo o que se podia ouvir enquanto o torpor dominava as mentes.

Yuri foi o primeiro a rir, satisfeito, exausto. JJ retirou-se com cuidado de dentro do corpo dele e arremessou a camisinha no lixo ao lado da privada. Esfregou o rosto contra o pescoço de Yuri e inspirou profundamente, rindo ao soltar o ar e então puxar o rosto de Yuri para si, beijando-lhe os lábios lentamente.

Diferente de todos os beijos trocados naquele dia, esse era profundo de modo diferente. A lentidão era uma carícia ao coração e não ao corpo, os lábios buscavam-se com a mesma necessidade de antes, mas não pelo desejo, e sim pela vontade de se gravar os gostos, as sensações. Os corações batiam, apressados, mais fortes dessa vez, como se se quisesse fazer notar. A pausa em busca de ar era curta, e não os atrapalhava, parecia fazer parte da cena e, logo depois, as bocas voltavam a se unir, deslizando uma pela outra, confessando aquilo que a voz não dizia claramente.

— Parabéns pelo ouro... — JJ disse, sinceramente feliz, e beijou Yuri na face com carinho.

— Parabéns pelo bronze, rei — Yuri provocou, irônico.

— Quanto tempo Otabek disse que tínhamos?

— Uma meia hora... ele não conseguiria dobrar o velho e o porco por muito mais tempo. — Yuri bufou, indignado, e JJ sorriu ao se abaixar para erguer as calças dele.

— Precisamos ir então.

— Ou podíamos sair pela cidade... — Yuri disse, sugestivo.

JJ mordeu o lábio e entregou a blusa de Yuri para que vestisse. Terminou de fechar a calça e vestiu a própria blusa, saindo primeiro do banheiro e rindo da expressão do outro quando ele se deparou com seu estado no reflexo.

— Seu voo é cedo amanhã, kitty, precisa dormir.

Yuri revirou os olhos, incrédulo, e lavou o rosto, retirando a maquiagem que Georgi havia feito mais cedo. Sentiu os braços de JJ o abraçarem por trás e não recusou a jaqueta quando lhe foi estendida, ainda que mantivesse agora a expressão fechada.

— Yuri...

— Que é? — perguntou, irritado.

JJ suspirou e o acompanhou até a saída do banheiro, passou o braço pelos ombros dele e olhou ao redor antes de beijar-lhe o rosto.

— Fico com você no seu quarto. O que acha? — sugeriu.

— Tanto faz. — Yuri deu de ombros e virou o rosto, e JJ fingiu não ver o sorriso mínimo que havia conseguido tirar dele.

"Tanto faz" era uma resposta comum para Yuri quando ele queria disfarçar seu real interesse. Por isso, não se magoou nem se deixou afetar por aquilo. Sorriu, poderia passar algumas horas a mais com Yuri, mesmo que desconfiasse que ele fosse tomar um banho e acabar dormindo devido ao cansaço.

Bem, não importava, ainda assim valeria a pena. Quer dizer, se desse certo, né? Porque, agora, Yuri e ele só tinham que saber como fariam isso com Viktor e Yuuri parados exatamente no meio do corredor do andar reservado à confederação russa, aparentemente os aguardando e com expressões nem um pouco felizes...

— Merda...

March 2, 2018, 1:41 a.m. 0 Report Embed 4
The End

Meet the author

Alice Alamo 23 anos, escritora de tudo aquilo em que puder me arriscar <3

Comment something

Post!
No comments yet. Be the first to say something!
~