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cecifrazier Cecília Frazão

Midoriya Izuku era inseguro, escondia sua paixão por um amigo pois tinha medo que o mesmo lhe rejeitasse. Porém, ele não imaginava que Todoroki Shouto estivesse prestes a abrir o jogo consigo. O que será que o bicolor tinha de tão importante para conversar a ponto de chamá-lo para jantar em seu apartamento?


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#boku no hero academia #lemon #yaoi #tododeku
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Beijo Agridoce


O despertador tocou uma música suave, mas agitada o suficiente para que fizesse o rapaz de cabelos verdes acordar. Não que tivesse problemas para levantar-se cedo, afinal fazia aquilo todos os dias, porém era manhoso o bastante para acabar dormindo novamente e se atrasar por pelo menos 15 minutos. Midoriya era muito pontual e detestava qualquer tipo de atraso, por mínimo que seja, mas seu edredom sugava qualquer força que tivesse para sair da cama.

Cinco minutos depois do primeiro alarme tocar, Midoriya finalmente se sentou na cama e alongou os braços. O tempo lá fora estava chuvoso, podia ouvir com clareza o chuvisco cair sobre o telhado. Isso sim que era um tempo perfeito, afinal, o último mês fora tão quente que dormiu todos os dias apenas de roupas íntimas.

Midoriya calçou suas pantufas e levantou-se. Ligou a luz do quarto, esfregando um pouco os olhos pela claridade repentina. Ele trabalhava em uma pequena floricultura em sua rua. Vendia muitos tipos de flores, a maioria dos compradores eram idosos e, sinceramente, adorava atendê-los. Sua família inteira dizia que ele deveria parar de brincar, fazer um vestibular e passar na faculdade. Mas ele tinha só 20 anos, haviam tantas coisas que desejava fazer antes de se privar da vida por 4 ou mais anos.

Uma delas, era montar uma floricultura, pois amava flores. Qualquer tipo, cor, tamanho, espécie... eram perfeitas, não havia nada mais incrível que elas.

Bem, na verdade, tinha algo igualmente perfeito que não saía de sua mente.

O vizinho do apartamento 202, que ficava no final do corredor. Toda vez que ele falava consigo, Midoriya se sentia derreter com sua voz melódica. Era tão incrivelmente mágico quando ele se oferecia para acompanhá-lo até a floricultura, já que Todoroki precisava seguir o mesmo caminho para chegar ao trabalho.

Ah, Todoroki... já perdera as contas de quantas vezes sonhara com o mesmo, de quantas vezes sentira seu corpo ficar quente no meio da noite só por pensar nele deitado consigo. Seu coração palpitava apenas por ver a porta do apartamento dele abrir.

Por meses, Midoriya negou o fato de que estivesse sentindo algo por Todoroki, pois fazia um tempo que não criava amizades novas, então, quem sabe, não fosse apenas empolgação. Porém, houve uma hora que não conseguira mais mentir para si mesmo.

Era paixão. Estava apaixonado por Todoroki Shouto.

Todavia, não tinha certeza se era recíproco.

Às vezes, percebia que Todoroki o olhava de forma diferente, ou aparentava ser mais atencioso e muitas vezes passava na floricultura depois do trabalho para acompanhar Midoriya até em casa, mesmo sendo na mesma rua do prédio.

O esverdeado não queria afirmar, mas estava criando expectativas com isso.

Após Midoriya tomar um belo banho quente e se vestir, fez um chocolate para tomar. Aguardava ansiosamente por uma mensagem de Todoroki, pois combinaram de saírem juntos. Trajava uma calça cinza — meio colada —, uma camisa branca com listras azuis e por cima da mesma, um casaco amarelo. E, claro, seu All Star vermelho não poderia faltar.

Seu celular vibrou em cima da mesa, e quase deu um pulo. Era ele!


Shouto: Bom dia

Shouto: Já está pronto?

You: Tô sim

You: Vou sair agora mesmo

Shouto: Ok


Midoriya pegou a bolsa que estava sobre o sofá. Se olhou no espelho algumas vezes, vendo se seu cabelo estava arrumado ou se havia alguma sujeira nos olhos. Parecia até besteira, porém, ele julgava Todoroki tão perfeito que precisava estar perfeito também.

Abriu a porta do apartamento, trancando-a logo em seguida. Ao virar o rosto, suspirou quando viu Todoroki encostado na porta de seu próprio apartamento. Ele estava com a atenção voltada para o celular, mas quando ouviu o barulho de porta se fechando, olhou para frente e viu Midoriya. Todoroki abriu um sorriso, guardou o aparelho e andou até o rapaz.

— Oi. — Murmurou. — Está frio hoje, não?

Todoroki tinha aparência peculiar. Olhos heterocromáticos, seu direito cinza e seu esquerdo, azul celeste. Assim como eles, seu cabelo também possuía duas cores, sendo o lado direito branco e o esquerdo vermelho. Midoriya o achava tão diferente, aquilo foi o que mais o atraiu no rapaz.

— Sim. — O esverdeado abriu um sorriso gentil. — Eu tô trazendo um guarda-chuva, caso a chuva engrosse.

— Era isso que eu ia te perguntar. — Todoroki colocou as mãos nos bolsos da jaqueta. — Se não teria um para me emprestar, o meu quebrou.

— Ah... desculpe. — Midoriya desviou o olhar para a própria bolsa, tirando seu guarda-chuva. — Só tenho esse, mas posso te emprestar pra ir ao trabalho.

— Obrigado, Midoriya. — Ele sorriu, algo que raramente fazia. Às vezes, Izuku sentia-se privilegiado por prestigiar momentos tão difíceis de ocorrerem como este. — Bem, vamos?

— Sim. — Assentiu empolgadamente.

•×•×•×•

Todoroki trabalhava uma gráfica no centro da cidade, editando imagens para banners, panfletos, cartões de visita... bem, qualquer coisa. Durava cerca de 15 minutos de ônibus para chegar ao centro e 5 minutos de metrô. Mas Todoroki preferia andar de ônibus, pois gostava de ver a cidade de manhã cedo, quando não tinha muita movimentação nas ruas. Era um pouco mais velho que Midoriya, tendo 4 anos de diferença e por isso, já havia se formado.

— Midoriya. — Todoroki o chamou, o acordando dos devaneios. Eles estavam sob o mesmo guarda-chuva, andando calmamente pela rua, o que deixava o esverdeado muito envergonhado, porém feliz.

— Hm? — Midoriya murmurou.

— Gostaria de jantar na minha casa hoje?

— Jantar? — Ele sentiu seu coração bater forte, suas bochechas tão quentes quanto um forno. Todoroki estava o chamando para... um jantar em sua casa?

— Isso. Tenho algo para conversar com você.

— O que seria? — Apertou as mãos na alça da bolsa.

— Você é muito curioso. — Todoroki riu baixinho. — E então... O que me diz?

— Eu adoraria. — Midoriya sorriu. — Mas só se fizer katsudon.

— Justo o prato que eu tenho dificuldade para fazer. — O bicolor balançou a cabeça negativamente. — Quero que me ajude, então.

— Tudo bem. — Assentiu de forma tímida, mordendo o lábio inferior sutilmente.

A conversa fluiu tanto, que mal perceberam que já haviam chegado ao destino de Midoriya. Como prometido, Izuku emprestou o guarda-chuva para Todoroki, vendo-o partir em direção à parada de ônibus. Assim que o mesmo saiu de seu campo de visão, Midoriya permitiu-se suspirar longamente, fechando os olhos e sentindo as gotículas de água molharem seu rosto.

Pegou as chaves da floricultura da bolsa e abriu a porta de vidro, antes que sua roupa ficasse encharcada. Sabia que tinha trabalho a fazer, entretanto, como se concentrar sabendo que iria ao apartamento de Shouto após o trabalho por convite do mesmo? E o que deixava mais ansioso, era saber que ele tinha algo para conversar consigo. Não fazia ideia do que fosse e estava extremamente desassossegado com isso.

•×•×•×•

As 10 horas seguintes foram as mais longas de sua vida. Todoroki estava ansioso como nunca para aquele jantar, justamente porque iria abrir o jogo com Midoriya naquela noite. Há algum tempo percebera que seus sentimentos para com o gentil garoto sardento tornaram-se diferentes. Sabia muito bem o que era, mas não queria cometer o erro de jogar-se de cabeça e acabar quebrando a cara.

Contudo... perceberia que Midoriya estava igualmente diferente consigo. Suas bochechas avermelhavam com uma simples aproximação, sua voz por muito vacilava e seu olhar, lhe entregava. Ainda assim não tinha total certeza, precisava de uma declaração direta vinda do mesmo. Porém, todos aqueles indícios eram suficientes para que ao menos tentasse.

Izuku era muito fácil de se ler, era um péssimo mentiroso e Shouto, um verdadeiro felino a decifrar sua presa. Muitas vezes o provocava de propósito, por exemplo, chamando pelo primeiro nome, e a reação do rapaz era previsível: olhinhos arregalados e rosto quente.

O bicolor não era nenhum tipo de sádico, muito pelo contrário, gostaria de tratar Izuku com muito carinho. Mas, de alguma forma, aquela ingenuidade o instigava. Era muito bom saber que ele era daquele jeito, pois aparentava nunca ter pertencido a alguém antes. Pelo o que sabia, Midoriya já havia namorado algumas poucas vezes, mas sempre que Todoroki perguntava sobre contatos mais profundos, Izuku quase engasgava e negava diversas vezes.

Não via perversidade em seu olhar ou malícia em sua fala. Midoriya era tão puro, cheio de energia e simplesmente lindo.

Todoroki, após sair do trabalho, rapidamente passou em um supermercado para comprar os ingredientes necessários para preparar o prato solicitado por Midoriya. Com duas sacolas cheias, ele voltou para casa, saltando no mesmo ponto de ônibus no qual parara pela manhã.

Sim, o nervosismo tomava conta até mesmo de seu corpo. Não parava de imaginar como seria, não parava de imaginar as mil respostas que Midoriya possivelmente lhe daria, e com isso, mordia o lábio constantemente.

Shouto subiu a curta ladeira que ficava na esquina do ponto. Bastou andar por mais um pouco e viu Midoriya, terminando de fechar a floricultura. Assim que o esverdeado o olhou, tratou de sorrir alegremente, empolgado ao vê-lo.

— Todoroki! — Izuku exclamou, acenando. — Tudo bem?

— Boa noite, Midoriya. — Shouto abriu um sorriso sutil. — Como foi seu dia?

— Ah, foi tão corrido. — Ele relaxou os ombros e fingiu uma expressão sofrida, passando a caminhar ao lado do bicolor. — Uma senhora queria muito lírios, só que esses estavam em falta porque quase ninguém comprava, então eu teria que ir encomendar em outro lugar e a senhora ficou brigando comigo porque eu ia me ausentar e ela ia ficar esperando, mas então eu disse que deveria haver lírios em outra floricultura, só que ela reclamou porque ela não queria ir pra principal. Resumindo, eu fiz os pedidos dos lírios para amanhã e me desculpei com a senhora, mas ela acabou entendendo e disse que voltaria. Ah, perdão, estou falando demais de novo. Como foi o seu dia, Todoroki?

— Não se preocupe, eu gosto. — Shouto afirmou, vendo-o sorrir timidamente. — Recebi encomendas de panfletos de uma pizzaria que irá inaugurar na semana que vem. Parece ser bom, quer ir comigo quando abrir?

O coração de Midoriya estava prestes a saltar de seu peito. Todoroki estava querendo se aproximar muito ultimamente. Não que desgostasse, na verdade, ficava realmente feliz com isso, porém, ele... estava o chamando para um encontro...?

— Isso seria um encontro? — Perguntou o esverdeado, sentindo seu corpo tremer levemente em ansiedade.

— Pode-se dizer que sim. — Assentiu, sorrindo.

— Oh... eu vou adorar ir com você, Shouto. — Midoriya sorriu, mas na mesma hora que percebeu que o chamara daquela forma tão íntima e informal, arregalou os olhos. — A-ah! Desculpe!

— Está tudo bem... — Todoroki murmurou. — ...Izuku.

•×•×•×•

Midoriya ajudara Todoroki a preparar o katsudon, e lá estavam eles, sentados à mesa, comendo silenciosamente. Izuku estava um pouco nervoso desde quando o bicolor o chamara pelo primeiro nome. Não que ele nunca a tinha feito isso antes para provocar o esverdeado, entretanto, dessa vez Midoriya sentiu que algo estava diferente. O clima estava diferente.

— Isso estava uma delícia. — Izuku disse, quebrando o silêncio. — Até que para uma primeira vez, você não foi nada mal.

— Mas é claro, você me ajudou. — Afirmou, terminando de comer o prato. Assim que acabou de mastigar, suspirou. — Quer mais alguma coisa?

Ele negou com a cabeça, bebendo um pouco de água.

— Ah, quero saber o que queria conversar comigo. É que passei o dia todo pensando nisso. — Midoriya riu baixo, coçando a nuca.

— Você gosta de alguém, Midoriya? — Fora o mais direto possível, não queria enrolar, pois por muito tempo esteve com aquilo entalado em sua garganta.

— Uh... eu gosto da minha mã... — Sentiu o coração bater ao perceber que não era exatamente aquilo que Todoroki perguntara. — P-por que a pergunta?

Midoriya tentava manter-se calmo, mas com aqueles olhos vibrantes lhe encarando, ficava complicado. Viu o rapaz a sua frente suspirar e levantar-se, fazendo menção para que ele o seguisse. Por um instante hesitou, mas tomou coragem para ir até a sala com o mesmo. Sentaram-se no sofá e o mais velho respirou fundo, pela milésima vez naquele dia.

— Bom, Midoriya, serei direto... estou gostando de você já faz algum tempo. Não disse antes porque poderia ser precipitado demais, mas agora não posso mais esconder, pois se tornou mais forte que eu. É por isso que... — Todoroki fez uma breve pausa, o coração batia feito louco dentro do peito. — Quero saber se sente o mesmo por mim.

A respiração de Izuku estava desregulada a cada palavra que Shouto pronunciava. Isso estava mesmo acontecendo? Suas dúvidas finalmente foram esclarecidas e seu sonho se tornara realidade? Oh, Deus, estava tão feliz que poderia morrer.

— Midoriya? Algo errado? — Todoroki o chamou, percebendo que o mesmo estava um tanto atônito. Ficou com medo de talvez ter sido invasivo demais e acabar tendo que enfrentar uma possível rejeição.

— Desculpe, é só que... — Midoriya juntou as mãos em nervosismo. Não dava mais para esperar, tinha que se declarar naquele instante. — E-eu estou feliz... por saber que você também gosta de mim... na verdade, eu estou muito feliz. Eu te amo, T-todoroki.

Shouto sorriu de modo tranquilo. Como ouvir aquilo era bom, agora não precisava mais se preocupar com mais nada.

Ambos ficaram se olhando por uns segundos, aproveitando a sensação de saber que eram amados pela pessoa que amavam.

Midoriya pôs a destra no rosto de Todoroki, lhe fazendo carinho na bochecha com o polegar. O mesmo tocou a mão do esverdeado e também fez carinho sobre ela. Aproximaram seus rostos, enfim trocando um selar longo de lábios. Como era o primeiro contato, foram com calma no início, mas nem se deram conta quando suas línguas começaram a se tocar, provando o gosto um do outro.

Todoroki ouviu Midoriya gemer baixinho contra o beijo, e aquilo simplesmente lhe enlouqueceu.

Pôs ambas as mãos na cintura do esverdeado, o forçando para sentar-se em seu colo. Izuku separou o beijo por alguns instantes, arfando surpreso por aquela ação.

— Izuku... — Todoroki sussurrou, encarando profundamente o garoto sentado sobre suas pernas. Acariciou as madeixas verdes, erguendo sutilmente a franja. — Você quer...

— E-eu quero continuar, Shouto. — Confessou.

O corpo inteiro de Izuku estava quente e a voz saía como um sopro. Com isso, se ajeitou no colo do bicolor, ficando com ambas as pernas ao redor do quadril do mesmo. Midoriya pôs as mãos em seus ombros e voltou a beijá-lo com fervor.

Midoriya se mudou para o apartamento há quase um ano e conheceu Todoroki, que fora gentil consigo desde o primeiro momento. Ele era uma companhia bastante agradável, então logo tornaram-se bons amigos, foi aí que Izuku passou a sentir algo por Shouto. Hesitou pois pensou que era empolgação, apenas uma felicidade por ter feito um excelente amigo. Entretanto, quando percebeu que aquilo não era só amizade, teve medo. Medo de não ser correspondido, de estragar tudo e ele nunca mais querer vê-lo. Medo de perdê-lo, era sua justificativa para não expor seus verdadeiros sentimentos.

Quem poderia imaginar que quando a noite chegasse, estariam tão entregues dessa forma?

Todoroki desceu seus lábios pelo queixo de Izuku, chegando em seu pescoço. O beijou lentamente, alternando em selinhos e lambidas. O ato fez com que Midoriya se remexesse inquieto no colo de Shouto, que arfou. Na hora, as bochechas de Izuku avermelharam-se, pois ele sentira o membro rígido do mais velho pressionando contra seu traseiro, ainda coberto pela calça.

Não que Midoriya estivesse diferente — até porque nunca havia feito sexo antes, então era sensível a contatos mínimos —, mas estava tão ansioso e nervoso que não sabia realmente como agir.

— Você está muito tenso. — Todoroki comentou, cessando os beijos pelo pescoço do rapaz.

— Desculpe. — Midoriya riu baixinho. — É que eu nunca... fiz isso.

— Eu sei. — Sorriu, acariciando as coxas de Izuku.

— Aff, é tão óbvio assim? — Franziu as sobrancelhas e fez bico, uma imagem particularmente fofa para Todoroki.

— Isso não é ruim, eu gosto que ninguém tenha te tocado antes de mim. — Shouto apertou as nádegas de Midoriya, que deixou um gemido escapar. — Mas se você se sentir mal com alguma coisa, não hesite em me falar.

O esverdeado assentiu timidamente e levantou-se quando o rapaz pedira.

— Vamos para o quarto. — Todoroki beijou sua testa e o levou até o cômodo citado anteriormente.

Midoriya não teve tempo para observar o quarto do amado, pois Shouto retirou a própria camisa, exibindo seus músculos definidos. Izuku ficou boquiaberto, não imaginava que ele podia ser tão atraente e... excitante. Sem perceber, acabou mordendo o lábio provocantemente. Todoroki apenas ficou mais excitado ainda, ele era tão inocente e tinha reações tão espontâneas. Aproximou-se de Midoriya e tocou a barra de sua camisa, então a puxou para cima, despindo o torso do menor.

— Tão lindo... — Shouto voltou com os beijos no pescoço, mas dessa vez, o deitou na cama e ficou por cima dele.

— Shouto... — Midoriya entrelaçou as pernas na cintura do mesmo por ser mais confortável.

Aquilo era tão bom, ser tocado por Todoroki era tão incrivelmente bom.

Shouto passou a mão pelo peito de Izuku, então fez movimentos circulares em seu mamilo direito enquanto chupava o outro.

— A-ahh! — Midoriya se agarrou às madeixas de duas cores dele, jogando a cabeça para trás. Aquilo mexia com todo o seu corpo, principalmente com seu membro, que a essa altura já pulsava. Seu quadril se mexia involuntariamente, esbarrando na virilha do outro.

Todoroki realmente estava se controlando para não foder aquele garoto com força. Queria que ele aproveitasse cada sensação, que sua primeira vez fosse perfeita.

O bicolor desceu a mão pelo abdômen de Izuku, abriu o zíper da calça do mesmo para retirá-la e viu seu ‘menino’ suspirar, aliviado mas ainda envergonhado. Shouto também retirou a própria calça, largando-a pela chão. Midoriya arregalou os olhos ao ver o contorno ereção dele marcando a boxer. Por um momento, perguntou-se internamente se ‘aquilo tudo’ caberia dentro de si.

Todoroki tocou o membro de Izuku por cima da roupa íntima, massageando com vontade enquanto sentado sobre as pernas do esverdeado, que fechou os olhos, gemendo lento e arrastado.

— D-deixa eu te tocar também... — Midoriya murmurou entre um ofego.

Shouto lambeu os lábios com o pedido, logo assentiu, pegou a destra do rapaz e pôs em seu próprio membro. Inexperiente, Izuku massageou-o, o vendo cerrar os olhos com prazer.

— Shouto...? — Chamou-o em um sussurro.

— Sim, amor? — Ao Todoroki o chamar por aquele apelido tão carinhoso, Izuku riu timidamente.

— Eu quero tentar uma coisa... p-posso?

Todoroki assentiu, então Midoriya sorriu gentilmente antes de deitar o bicolor e se posicionar entre as pernas do mesmo. Estava com vergonha, porém queria sentir mais do seu amado, queria muito fazer aquilo com ele.

Midoriya abaixou a boxer de Shouto, e ofegou quando o membro dele praticamente saltou para fora da roupa, duro, com a glande um tanto molhada pelo pré-gozo. Todoroki na hora soube o que Izuku faria.

O de olhos verdes o tocou pela base e lambeu toda a extensão, ouviu Shouto gemer rouco e pôr as mãos entre as madeixas escuras. Izuku então abriu a boca, abocanhando-o e começando a chupá-lo lentamente. Ele não sabia de onde havia tirado coragem para fazer aquilo, mas se o amava, então qual o problema? Sempre almejou em tê-lo dessa forma.

Todoroki não imaginava que isso poderia ser tão bom. Estava começando a perder um pouco de seu autocontrole quando passou a acompanhar os movimentos de Midoriya com as mãos, impulsionando-o a ir mais rápido. Izuku quase engasgou ao sentir o membro de Shouto encostar em sua garganta, mas apenas fechou os olhos e prosseguiu, gemendo abafado e sentindo seu gosto.

Quanto Todoroki percebeu que estava prestes a gozar, fez Midoriya parar e o afastou calmamente. Não queria que acabasse ali, pois se chegasse ao ápice provavelmente se cansaria para ‘outras coisas’.

— Deita aqui, Izuku. — Shouto pediu enquanto acariciava o cabelo do mesmo.

Midoriya obedeceu e deitou-se no lugar do outro quando ele se levantou. Viu Todoroki andar até o criado mudo e tirar um tubo de dentro. Ele não precisou olhar bem para ver o que era: um lubrificante, que parecia ter sido comprado a pouco tempo.

Será que ele havia comprado para usar consigo...?

Todoroki abriu o recipiente e aproximou-se de Midoriya, então abriu as pernas do esverdeado e derramou um pouco do conteúdo úmido e pegajoso na entrada dele. Izuku gemeu assim que Shouto massageou a cavidade, sem ainda pôr o dedo.

— Talvez doa um pouco quando fizermos, então eu preciso te preparar. — O bicolor murmurou.

— Ahh... t-tudo bem. — Midoriya fechou os olhos, porém, os abriu logo em seguida com a surpresa: Shouto introduziu dois dedos de uma vez. — Aa-aaah!

Como estava bem lubrificado e Todoroki já impaciente, colocou dois. Começou a alargar a pequena entrada, girando, abrindo e enfiando os dedos consecutivas vezes. Midoriya quase não se aguentava de tanto prazer, gemia e se contorcia com a sensação maravilhosa. Tudo ficou mais intenso quando Shouto pôs o terceiro dedo, mas dessa vez, apenas o estocou lentamente.

— S-shoouto! — Izuku jogou a cabeça para trás, gemendo alto sem se importar. Sua consciência já dava adeus, sendo dominada pelo prazer. Sentia que explodiria a qualquer momento caso ele não parasse. — Quero você dentro de mim, Shouto! Aaahh!

Todoroki arfou. Ah, nossa... ele estava tão entregue a si, exibindo seus sentimentos, seus desejos mais profundos...

Rapidamente, Todoroki melou seu membro com lubrificante, colocando uma boa quantidade para não dificultar na hora. Segurou ambas as pernas de Midoriya e as ergueu para seus ombros, deixando o rapaz bem aberto. Shouto então levou seu membro até a entrada de Izuku e o penetrou. Não pôde deixar de gemer, ele era tão apertado! Mesmo com o lubrificante, aquela entradinha continuava tão apertada.

Midoriya contorceu os dedinhos do pé e inclinou-se para trás, gemendo, fazendo suas costas erguerem-se do colchão. Apertou com força os ombros de Shouto chegando até a arranhá-los. O mesmo gemeu novamente enquanto continuava a penetrá-lo, fazendo Izuku franzir as sobrancelhas e morder o lábio, enquanto mantinha os olhos fechados. Ele ainda não tinha colocado tudo?!

Todoroki então enterrou-se completamente na cavidade do esverdeado, um pouco ofegante. Ficou parado para ele se acostumar com a sensação de ser invadido, apenas beijando seus lábios. Não doía tanto quanto Izuku pensara, era só um tanto incômodo.

— Eu te amo. — Midoriya murmurou, sorrindo.

— Eu também. — Respondeu, retribuindo seu sorriso. — Você está bem?

— Uhum. — Ele assentiu com a cabeça, então mordeu o lábio levemente. — P-pode continuar...

O bicolor tocou uma das mãos de Izuku, entrelaçando seus dedos. A outra pôs no quadril do mesmo para auxiliar nos movimentos. Shouto lhe deu mais um selinho antes de começar a estocá-lo, fazendo Midoriya gemer arrastado, apertando a mão do amado.

Ele se mexia devagar para não machucar o menor, porém após mais alguns instantes, Izuku incentivava os movimentos mexendo o quadril e apertando as costas de Shouto com a mão livre. Essa foi a carta branca para Todoroki, que agora estocava rapidamente a entrada de Midoriya. Acabou por soltar a mão do esverdeado e passou a tocar seu membro rapidamente, que implorava por atenção. O mesmo gemia constantemente, a ponto de sua baba escorrer pelo canto da boca. Revirava os olhos pelo prazer, chamando por Shouto sempre que ele acertava sua próstata ou brincava com sua glande.

Todoroki não se conteve mais, começou a praticamente fodê-lo com força, até que Midoriya gozou, se desfazendo em sua mão. Com isso, Shouto sentiu seu membro ser apertado fortemente pela entrada que se comprimia, então não tardou para que ele também chegasse ao ápice, derramando todo o seu ‘amor’ no interior de Izuku.

Shouto estava tão ofegante quanto Midoriya, ambos extasiados pelo prazer intenso que proporcionaram um ao outro. O bicolor se deitou por cima do rapaz que mantinha seus olhos fechados, a cabeça virada para o lado como se estivesse quase em um sono. Todoroki beijou suas sardas, aquelas lindas sardas que mais pareciam estrelas, pois Izuku era seu céu. O rosto corado, os cabelos molhados pelo suor que escorria pela testa, os lábios rosados entreabertos e seu peito que subia e descia, ainda ofegante... tudo nele era maravilhoso. Perfeito.

Todoroki sorriu sozinho ao ver que Midoriya havia de fato caído no sono. Retirou seu membro de dentro dele, e mesmo que estivesse igualmente suado, deitou-se ao seu lado. Apenas naquele momento percebera que estava chovendo, parecia mais um romance meio clichê que lia em livros.

Se encontravam tão perdidos no amor um do outro que nem se deram conta que a chuva marcou o começo de mais um desses romances agridoce.  



March 1, 2018, 1:55 a.m. 0 Report Embed 1
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