Ele é meu, agora. Follow story

belith__ BELITH

A pequena competição nas Termas on Ice entre Yuri Katsuki e Yuri Plisetsky seria a decisão final de quem levaria Victor Nikiforov consigo. Óbvio, esse era o motivo escrito nas entrelinhas. Eros ou Ágape, uma batalha além dos olhos azuis do patinador do século. Mas a verdade é que tudo isso já estava decidido. ― O único que pode satisfazê-lo, sou eu.


Fanfiction For over 21 (adults) only.

#yaoi #YOI #yuri on ice #vikturi #viktor nickforov #yuri katsuki #belithredfox #yaoidabelith
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capítulo único

Ele é meu, agora.

Estava nervoso. Era como se tudo o que sonhou estivesse acontecendo, tinha Victor Nikiforov como seu treinador, em sua casa, no quarto ao lado, tomavam café-da-manhã juntos, compartilhavam uma vida. Era, de fato, a realização de seu sonho. Estava tudo perfeito até que... ele apareceu. Yuri Plisetsky, o russo que lhe expulsara do banheiro enquanto chorava sua derrota na privada. ―Uma memória vergonhosa, ponderou Yuri.

O loiro, além de ótimo patinador, era uma bomba relógio e mais que isso: apaixonado por Victor. A diferença era clara, o pequeno era muito mais próximo de seu ídolo, os dois sempre conversavam tranquilamente, ambos acostumados à vitória, Yuri quase não tinha chances. Mas, sabia, sabia que no que diz respeito à paixão por Victor, ninguém o venceria. Mesmo assim, estava inseguro. Durante todo o treino, assistiu de perto o monstro Plisetsky o humilhar com seu talento nato. Sim, era uma batalha psicológica. No entanto, não perderia.

“Ninguém no mundo conhece o seu verdadeiro Eros ainda, Yuri. Pode ser um lado sedutor que nem você mesmo conhece. Pode me mostrar logo?”

Foi o que ele disse assim que me passou a coreografia a canção. Naquele momento foi como se minha alma quisesse abandonar meu corpo, mas, não se engane, Victor... você é o único que não sabe do que sou capaz. Espero que esteja preparado para todo Eros que vou lhe oferecer essa noite.

E foi com esse sentimento, com essa certeza que Yuri entrou na ringue. Nem mesmo deu-se o trabalho de conversar com Victor, estava concentrado, seria nessa apresentação que mostraria, não só ao albino, mas ao mundo, do que era capaz para monopolizar Victor Nikiforov.

Por quem eu patino? Sei muito bem.

Uma mulher que seduz o playboy. Uma linda e sedutora mulher. Era o que Victor assistia. Nada poderia abalar a perfeição e erotismo daquela apresentação. Por quê?

Porque eu sou o único que pode satisfazê-lo.

Todos os presentes nas Termas on ice estavam conhecendo um Yuri que nunca imaginaram. Antes mesmo de a apresentação acabar, Plisetsky havia percebido sua derrota. Os sentimentos, pensamentos, desejos, tudo estava ali, era como se transbordasse em cada gesto, salto, volta, como se cada pedaço do corpo de Yuri fosse a personificação de seu desejo por Victor. Estava irritado, era como se a vitória tivesse escorrido por entre seus dedos e isso o fazia odiar-se como jamais antes. Pouco ligando para premiação, saiu daquele lugar, voltaria para Rússia e treinaria o suficiente para que Katsuki desistisse de patinar para todo o sempre.

Enquanto isso, Yuri Katsuki saboreava, pela primeira vez, sua vitória. Era doce. Victor não deixou de corrigir algumas falhas, mas a verdade é que nem mesmo estava prestando atenção, tudo que queria era um momento a sós com o albino e teria, após a premiação, com certa pressa, puxou o mesmo pela mão e saiu do meio da multidão. Havia quartos nas Termas on ice, conhecia aquele lugar, era seu segundo lar, afinal. Victor estava confuso, não conseguia compreender essa pressa, pensava consigo que talvez Yuri quisesse lhe agradecer ou algo assim, talvez estivesse envergonhado. Não sabia. Por fim, chegaram ao quarto.

― Yuri, o que aconteceu? ―Questionou o mais velho percebendo a respiração ofegante do outro. Yuri o encarava com a face rubra, como quem queria dizer algo, mas não conseguia. A verdade é que para um sádico como Victor, essa expressão lhe enchia de prazer, mas conteve esse seu lado, não era o momento para isso, certo? Não, errado. ― Sua apresentação foi incrível, Yuuri! ―Sorriu recordando-se das expressões eróticas vindas do moreno― Foi como se todo meu corpo estivesse quente, foi muito... Eros! ―Sorriu, por fim, concluindo suas observações, embora, muitas coisas não tinham sido ditas. Mesmo assim, a expressão de Yuri não era das melhores.

― Mas é claro que foi Eros, Victor, idiota! ―Empurrou o mesmo contra uma cadeira que estava ali perto. O albino assustou-se e acabou caindo na mesma de pernas abertas. Num rápido movimento, Katsuki estava em seu colo.

― Y-Yuuri... ―Chamou rouco sentindo a bunda, avantajada, do moreno em seu colo. O que tentou, a todo custo, esconder acabou se mostrando. Estava ereto. A verdade é que se apaixonara pelo pequeno desde o vídeo no YouTube, desde então tem se contido, mas hoje... a apresentação era como uma dança convidativa. Deseja corromper aquele, até então, inocente Yuuri. ― me diga... ―Segurou as coxas fartas de Katsuki com posse, cravando as unhas no tecido e fazendo o menor em seu colo se aproximar ― o que estava... pensando... enquanto se apresentava? ―Os olhos castanhos do outro adquiriram um brilho nunca visto pelo albino, sentiu sua ereção pulsar, erótico demais. Estava à beira de um colapso. Yuri se aproximou pressionando, num rebolado atrevido, a ereção tão sofrida de Victor, o que fez o maior morder o lábio.

― Só eu posso satisfazê-lo, Victor Nikiforov. ―Sussurrou como a própria luxúria. Tais palavras vindas de lábios cujo sabor lhe era desconhecido nunca poderia ter sido tão tentador― Você é meu, agora. ―Com uma vulgaridade absurda, Yuri puxou as madeixas platinadas de Victor entre os dedos, expondo seu pescoço onde, sem vergonha ou pena, depositou um chupão que no outro dia se tornaria um verdadeiro hematoma. Pouco importava, seu desejo era tamanho que não poderia contar-se mais. Ele chegou de paraquedas em sua vida, invadiu sua privacidade, entrou em sua casa, seu quarto... seu coração, tudo sem permissão. Não era uma vingança propriamente dita, mas tomaria seu corpo e realizaria seus desejos sem permissão, tomaria à força o que era seu por direito. O monopolizaria e Victor não tinha permissão para recusar. Bom, não que quisesse, já amavam-se em segredo, mas diante do que estava por vir não restariam dúvidas quaisquer desses sentimentos, pois se existe um momento na vida que um homem é sincero e torna-se indefeso, esse momento chama-se orgasmo. Não gozada, tão pouco ejaculação, mas orgasmo e era isso o que Yuri arrancaria de Victor.

Ao sentir a pressão e logo o molhado daquele contato cretino dos lábios utópicos de Yuri, Victor gemeu, contra sua vontade, pois tamanha era sua excitação. O som lhe escorreu os lábios como uma fraqueza prazerosa que só fez a confiança de Katsuki cruzar o limite, até então, imposto pelo próprio. Mostraria ao albino um lado Eros que jamais pensou existir. Com destreza e ousadia, rebolou, agora massageando toda a extensão da ereção abaixo de si, estava quente, tão quente que lufadas de ar eram jogadas contra seu pescoço, sim, Victor estava à beira de um verdadeiro colapso. Deveria continuar e lhe fazer gozar por debaixo das roupas? Na verdade, sim. Deveria. Queria. Aproximou seu rosto do outro e com uma delicadeza assustadora puxou o lábio inferior do outro com os dentes, dando uma leve mordida antes de soltá-los, esse simples, porém ousado gesto quando combinado ao rebolado pesado em sua ereção fez o albino urrar arranhando as coxas de Yuri e ter um orgasmo. O mais velho o encarou perdido, Yuri sempre foi tão sexy? Não sabia, mas estava disposto a descobrir.

— Eu vou... —colou os lábios ao ouvido de Victor num sussurro destruidor— chupar você, Victor. —mordiscou o lóbulo com carinho sentindo o outro estremecer. Yuri então afrouxou a gravata do mesmo, descendo numa trilha curiosa sem deixar passar qualquer trecho, estava marcando território e não era brincadeira, cada chupão fazia Nikiforov morder o lábio, pois a dor causada pelos mesmos era excitante e sua ereção já estava, mais uma vez, formada. Pescoço, ombro, tórax, abdômen... e ali... aquele caminho da perdição trilhado em pelos platinados indicavam que o perigo estava mesmo próximo. Com força, Yuri apertou a ereção do outro o fazendo chorar baixo. Sorriu com o som vindo de Victor, assim que desfivelou o cinto e desceu a roupa, viu aquilo saltar diante de seus olhos com rapidez. Sua boca salivou e o mesmo permitiu-se umedecer os lábios antes de cair de boca naquele membro saboroso já melado de porra. Sugou tudo, não se perdoaria se deixasse qualquer gota daquele precioso sulco. Parecia faminto enquanto colocava tudo aquilo em sua boca indo até à garganta e voltando, Victor nem mesmo conseguia olhar, sua cabeça estava pendurada para trás e seus olhos fechados, os lábios abertos e saliva já escorria pelas bordas, estava entregue e, sinceramente? Estava adorando. Sua cabeça parecia perdida, sentia como se já tivesse alcançado a luz, sim, isso se não fosse aquela pressão gostosa dos lábios de Yuri em seu pênis lhe tirando até o último vestígio de orgasmo, pois com esse, já contavam dois. Yuri sorriu vitorioso levantando e se despindo diante do albino que o encarava já bêbado de prazer e desejo. Nesse momento não existia competição, patinação, fama, pessoas, mundo, ar, palavras... só existia aquele rapaz diante de seus olhos despindo-se ao som das batidas desenfreadas de seu coração e o latejar do sangue que fazia sua ereção pulsar em ansiedade pelo que estava por vir. Yuri estendeu o braço e adentrou sua boca com dois dedos. —Molhe-os.

Ele só poderia obedecer, não é mesmo? Assim o fez, banhando-os em saliva. Com autoridade, Yuri se afastou e apoiou no sofá preto ali perto, afastou suas pernas dando a Victor total visão de seu corpo... com força o moreno bateu em sua bunda, mordendo o lábio com a dor que causara, Victor segurou seu membro com força, por pouco não gozara. Estava perigoso demais para si. Yuri gostava de apanhar? Um sorriso safado formou-se em seu rosto. O pequeno se preparou sozinho, inserindo os invasores lubrificados e tocando-se de forma gracioso enquanto empinava a bunda para tal. Estava quase gozando, mas se seguraria.

— Victor, venha aqui. —ordenou expondo sua entrada. Era o fim. Victor se levantou e jogou a camisa em qualquer canto daquele quarto, ficando com a gravata, essa que Yuri puxou o trazendo até seus lábios, fazendo sua ereção ficar entre as bandas fofas daquele rabo avantajado. Beijou-o antes de segurar a ereção do mais velho e direcioná-la. O albino alisou o vão das costas de Yuri e segurou seu falo na entrada, movendo em círculos, sentindo a mesma contrair e beijá-la em desejo. —V-Victor... —Yuri gemeu manhoso sentindo aquela provocação dolorosa.

— Yuri... o que você quer? —Questionou rouco ao pé do ouvido fazendo Yuri estremecer. Alisou aquela bunda macia e gorda que tanto sonhou tocar... —Não vai dizer? —O tapa estalou quando sua mão acertou-a com força, fazendo Yuri dar um gritinho manhoso e afeminado.

— Victor... —corou encarando o maior, mas não estava envergonhado, não mesmo, vergonha passava longe daqueles dois, Yuri estava exalando desejo. — bate bem forte enquanto me fode. —Disse sério empurrando seu quadril, assim, forçando Victor a entrar em si.

— Você... —Rosnou o maior mordendo seu ombro e enterrando-se em si, movendo seu quadril num vai e vem insano que fazia Yuri chorar de prazer enquanto sua bunda era surrada pelas mãos violentas de Victor que deixavam tudo vermelho. Um pouco de dor não faz mal a ninguém. E foi com essa paixão e fervor que os dois transaram insanamente, afogando-se no mais puro e verdadeiro Eros dessa relação.

— Você é meu, Victor.

**

Quarto de Victor — 23h07min

O maior estava exausto, não pensou que fazer com a pessoa amada era tão bom e te sugava tanto. Mesmo assim não conseguia parar de sorrir. Estava deitado, esperando Yuri retornar do banho. Todos na casa já dormiam, exceto o casal de patinadores. Victor estava sentado olhando curiosidades quaisquer no instagram quando percebe a luz do quarto apagar e apenas o abajur iluminar o local. Seu celular caiu de suas mãos quando encarou a figura que parou frente à cama de casal.

— Y-Yuri...?

— Nossa noite está só começando, Victor. —Sorriu Yuri estalando o chicote preto no carpete do quarto antes de subir na cama e pisotear a ereção do albino.

De fato, fizera Victor Nikiforov seu.

Feb. 28, 2018, 8:39 p.m. 7 Report Embed 4
The End

Meet the author

BELITH Ariana|1996|Heterossexual|Fujoshi|Autora| Tradutora| Jojofag | "Escrever é arte"

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Raylanny Alves Raylanny Alves
Que Yuri é esse jesus! Amei.
March 27, 2018, 11:25 p.m.

  • BELITH BELITH
    ashahshas, um Yuuri muito eros! Que bom que gostou; obrigada por comentar <33333 March 31, 2018, 5:18 p.m.
ts tatiane silva
amei. viktor submisso a yuuri hein.
March 3, 2018, 9:24 p.m.

  • BELITH BELITH
    ahsuahsuhahsuhahs, Viktor submisso é interessante. Na verdade, até acho mais a cara dele. Que bom que gostou >///< obrigada por comentar! March 5, 2018, 7:11 a.m.
=>Flor Danii=>=> =>Flor Danii=>=>
Delicioso,esse sim é a verdadeira personalidade de yurii que tanto esconde debaixo daquele ser de cudoce
Feb. 28, 2018, 7:59 p.m.

  • BELITH BELITH
    Que saudades de você, bicho! TT^TT que bom que gostou. Yep :)a personalidade do Yuuri é o diferencial nessa fanfic <3 "ser de cu doce" o que todos nós não gostamos nele. Acho que é por isso que gosto de OtaYuri ahsauhsauhsuasuhauhshahsas. Obrigada por/comentar, beijokas o/ March 1, 2018, 1:51 p.m.
=>Flor Danii=>=> =>Flor Danii=>=>
Uauuuuu
Feb. 28, 2018, 7:59 p.m.
~