All Of Me Follow story

Annalise Mandy H.

O amor nos uniu, mas foram as tragédias que moldaram nosso laço, tornando-o mais profundo e resistente. Estávamos juntos nos melhores e piores momentos, e a cada estágio de nossas vidas, você sempre teve tudo de mim.


Fanfiction Not for children under 13. © Os personagens pertencem a Adachitoka, história de minha autoria

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Capítulo Único


História escrita em 2015, postada inicialmente no nyah, depois no Spirit e agora aqui.
Estou feliz por inaugurar a TAG brasileira de Noragami, ainda mais com um casal lindão desses <3 Desejo uma ótima leitura a vocês.


O fulgor lunar acompanhado das estrelas tornavam o céu um dos cenários mais bonitos que presenciei em toda minha vida. Contrariando os dias anteriores, cansativos e turbulentos, hoje o dia estava agradável combinando perfeitamente com o humor dos demais habitantes da enorme mansão. Todos se encontravam em suas respectivas camas, mas, por outro lado, perambulei pelo local com o auxílio de uma pequena lanterna, fazendo vistorias noturnas para checar alguma coisa fora do comum ou se alguma shinki necessitava de ajuda.


Minha cautela não fora apenas para as shinkis, então rumei para o quarto de Veena, ela estava dormindo serena e de abajur ligado, o que me fez desligar minha lanterna, guardando-a em meu bolso e admirá-la, como quase sempre eu fazia. Enquanto fitava-a atentamente, todos os acontecimentos de nossas vidas passavam como um filme em minha cabeça, me proporcionando uma reflexão nunca feita antes.


Meus pensamentos são preenchidos com seus sorrisos, minha alegria é ser seu braço direito, auxiliando-a das mais diversas formas. Você sempre foi meu abrigo, Veena. Suas palavras de conforto proferidas há anos penetraram fundo em minha alma, eu era único para alguém, e esse fato mexeu tanto comigo a ponto de eu cometer uma insanidade que marcou para sempre nossas existências, além de ter envolvido Yato em meus problemas, ele pagou injustamente por um pecado de minha autoria, enquanto você sofria em silêncio, mas estava segura das dores provocadas pelas próprias shinkis. O alívio provocado pelo seu bem estar me tranquilizava por breves momentos, guiando minha mente perturbada para outras situações além do massacre que eu permiti acontecer. Embora o peso em minha consciência me torturasse todos os dias por minhas atitudes grotescas no passado.


Eu omiti um segredo de uma época sangrenta. Minha covardia me impedia de ser sincero contigo. Por vezes ponderei te contar a verdade, mas senti medo de receber seu desprezo, seu ódio. Eu estava acostumado com seu amor e confiança, não suportaria sentimentos negativos sendo direcionados a mim vindo de você. Minha covardia era grande, e ainda maior que minha covardia era minha aflição em perdê-la.


Eu nunca medi esforços para te ver segura. Enquanto você dormia profundamente eu continuava a trabalhar, priorizando sua segurança acima das outras shinkis e até eu mesmo. Alguém poderia dizer que eu era cauteloso e um servo fiel, pois colocava a vida de minha mestra acima das nossas – uma obrigação de qualquer shinki –, entretanto nossa relação nunca foi apenas de mestre e servo, aliás jamais consegui defini-la.


Vaisravana sempre agiu como uma mãe em relação às outras shinkis, mesmo sendo ausente em alguns casos, eles eram como suas preciosas crianças e quando magoadas, um espírito feroz de uma leoa tomava conta de seu corpo. Eu, por outro lado, nunca me senti contemplado por seu instinto maternal. Estávamos juntos desde o começo, eu era sua shinki, mas foi Veena quem me prometera lealdade. Entre nós dois a relação era mais que mestre e servo, mãe e filho. Era apenas ela e eu. Sem definições, apenas existia amor e confiança.


***


Após minha ponderação acerca de nossas vidas, resolvi ir embora, mas fui surpreendido por Veena. Seus olhos lilás em uma tonalidade escura se abriam lentamente e encontraram os meus, antes que eu pudesse evitar. Espreguiçou-se e então, segurou uma de minhas mãos e questionou:


— Kazuma? O que faz aqui? – o tom de sua voz estava sonolento.

Eu poderia inventar quaisquer desculpas para me desviar daquela pergunta, mas foram minhas omissões e mentiras que causaram tamanho sofrimento à ela, ainda assim, não sabia exatamente o que responder, eu gostaria de dizer tantas coisas.

— Me perdoe, Veena... – as palavras escaparam de meus lábios antes que eu pudesse pensar se elas eram adequadas ou não.

— Está tudo bem, Kazuma. – Veena falou gentil, agora sentada na cama onde dormia momentos antes.

— Não. – neguei prontamente. Ainda existia tanta culpa em meu âmago, embora tudo tivesse acabado bem, meu interior se mantinha turbulento.

— Sim, está. – afirmou novamente, agora se levantando até ficar de pé à minha frente. O rosto tranquilo modificou-se para um mais pensativo. – Kazuma, eu também não fui sincera contigo!

— Veena, você não pode comparar suas dores com um massacre! – Rebati, alterando um pouco a voz.

— Eu sempre vi minhas dores como um fardo que é o dever de qualquer mestre carregar. Contudo, após as recentes descobertas, percebi que estava errada. As dores não são um fardo, mas sim um alerta de como a relação do mestre com sua shinki está quebrada e distante. – Eu a vi abaixar a cabeça entristecida, provavelmente se culpava por todos os acontecimentos anteriores.


Levei uma de minhas mãos para o rosto alvo, levantando-o. Veena corou com meu contato repentino, mas nada disse. Apenas me encarou em silêncio por longos segundos, parecia procurar palavras para exprimir tudo o que sentia. Meus olhos liam facilmente seus movimentos e então a puxei para mais perto de mim, abraçando seu corpo de forma calorosa, surpreendo-a.


— Minha omissão ocasionou todos os seus problemas – disse suavemente perto de seu ouvido. – Você sempre depositou sua confiança em mim, por isso tomei como minha obrigação eliminar suas dores, mesmo que os métodos tenham sido abomináveis. Eu apenas queria te salvar, te confortar e te ajudar da mesma maneira que você sempre fez comigo – a abracei mais fortemente, a cada palavra proferida por mim, a paz se instalava em minha alma.


Em um ato inesperado, Vaisravana passava seus braços delicados em envolta do meu pescoço, retribuindo, enfim, o meu gesto de carinho.

Passamos longos minutos abraçados e contemplando o silêncio e o calor um do outro. Aos poucos desfiz o abraço e anunciei:


— Eu vou dormir, Veena. Se precisar de qualquer coisa, estarei aqui – E dei meia volta, rumando para a saída do quarto.

— Kazuma... Saiba que minha promessa continua de pé! Eu realmente preciso de você. – Minha mão estava prestes a abrir a maçaneta quando ouvi essa declaração por parte dela. Instintivamente virei meu rosto em sua direção e um sorriso escapou de meus lábios, Veena também sorria em sinal de cumplicidade. Após nosso pequeno momento, ela deitou-se novamente na cama e eu sai de seu quarto, fechando a porta.


Nosso laço havia sido abalado, mas não fora rompido. Enquanto estivéssemos juntos, nada poderia nos separar. Fizemos promessas a qual não queremos quebrar, você me queria ao seu lado e eu estava pronto para te dar tudo de mim.



Se gostou, comente! A opinião do leitor é importante para mim.

Beijos. ❤

Feb. 28, 2018, 7:38 p.m. 0 Report Embed 0
The End

Meet the author

Mandy H. Uma vida baseada em sofrer e surtar por ships e personagens fictícios. Sherlock Holmes, HTGAWM, Yuri on Ice, Shingeki no Kyojin, Gravity Falls, Noragami e Sakura Card Captor são minhas paixões.

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