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taekookarma Bae Taendy

Porque não importa o que aconteça de ruim em nossas vidas: se você sorrir para mim, tudo ao redor se torna insignificante.


Fanfiction Not for children under 13.

#slash #bts #yoongi #taehyung #fluffy #bangtan boys #taegi
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O piano sabe algo que eu não sei.

O sol já havia se posto quando ele bateu em minha porta com uma cara de poucos amigos e, ao mesmo tempo, suplicando por um.

Taehyung era capaz de ser extremos de uma esfera, e todas as suas divergências convergiam exatamente para sua alma, ainda pura e inocente, que cismava em bancar a pessoa mais vivida da face da terra. Taehyung era incompreensível e facilmente lido; tolo e inteligentíssimo.

Puxo suas formas esguias para perto do meu corpo, porque sabia que algo havia lhe acontecido. Eu não me interesso em saber exatamente o quê, porque explicar nunca foi o forte do mais novo.

Tropeçava nas sílabas, trocava palavras, o sentido mudava e nós dois acabávamos confusos.

Ele, nervoso, ria envergonhado.

Eu sorria, porque provavelmente era uma das coisas mais encantadoras que Taehyung cismava em apontar como fraqueza.

Seu maxilar vacila quando sinto as primeiras gotas salgadas em contato com minha blusa. Tentava falar, mas não conseguia. Ao invés de palavras, ouço murmúrios desconexos e destrutivos direcionados a ninguém em particular. Uma ameaça, um xingamento. Taehyung suspira. Taehyung cita meu nome uma, duas, três vezes. Depois de alguns minutos passados, ele cansa.

Percorro suas costelas com meus dígitos saturados pela tarde sentado ao piano. Compus uma música pensando no garoto que agora lastima e soluça no meu ombro esquerdo. Penso que, talvez, agora não seria a melhor hora de mostrá-la, e não consigo livrar-me da sensação de que eu jamais encontraria essa tal melhor hora.

Sinto Taehyung se arrepiar com meu toque, mas o garoto não se move bruscamente. Continua na mesma posição, até que seus cabelos começam a fazer cócegas no meu rosto e eu preciso afastá-lo, mesmo que essa não seja a minha vontade. Nunca seria.

Suas expressões estão marcadas e eu nunca o vi tão vulnerável quanto agora. Veria beleza em suas bochechas coradas, se seu rosto não estivesse banhado em lágrimas.

— Ele não aguentou, aguentou? — pergunto, mesmo sabendo que a resposta está bem óbvia em minha frente, vacilante e amedrontado por seu futuro traiçoeiro.

Os olhos largos fecham-se como cortinas que me impossibilitam de enxergar por detrás.

Taehyung puxa o ar com força, tentando conter tudo o que sentia dentro de si e transparecia em desespero. Separou os lábios. Não contei quantas vezes Taehyung quis falar alguma coisa; foram muitas. A mania sempre presente em umedecer a boca volta, levando o mais novo a passar a língua no lábio inferior.

Ele pega minha mão e suas unhas curtas tentam desenhar alguma forma geométrica que eu não prestei atenção em qual.

Continuo observando o outro, pensando que estou certo.

Não preciso de palavras para entendê-lo, mas ele precisa das minhas. Minhas palavras, minhas ações. Ele precisa de mim por completo. E ele tem.

— Ele não aguentou — responde, por fim. Sua voz, baixa e grave, me fez desejar que ela não tivesse saído. Não ali, não naquelas circunstâncias.

Puxo sua mão e sentamos no banquinho do meu piano caramelo.

Toco a música.

Taehyung sorri.

E eu ganho meu dia.

Feb. 28, 2018, 3 p.m. 0 Report Embed 1
The End

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