An Angel Among Us - Os cupidos também se apaixonam? Follow story

linriggs Lin Riggs

𝓤ma garota sem identidade e sem memória acorda em um hospital em Spring Valley, uma cidadezinha localizada ao norte do Reino Unido. Assustada com o local estranho ela vê um jeito de fugir de lá e vaga por um tempo até encontrar Dimitry, um rapaz que a abriga e acaba a apelidando de Lis. Junto com Dimitry, Lis tentará procurar mais informações sobre ela e seu passado um tanto misterioso. Nesse meio tempo Lis irá perceber que sua origem é muito mais complicada do que se imagina e que tem inimigos muito fortes.


Fantasy Not for children under 13.

#Rivalidades #Fluffy #Sobrenatural #Mistério #Cupidos #Anjos #Misticismo #Romance #Fantasia #literatura fantastica
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Uma prisão sem Muros


Sabe aquele momento que pensamos que é nosso fim e começamos a ver toda nossa vida passar diante de nossos olhos?


Bem, isso é algo que não está acontecendo comigo. Não me lembrava do meu passado para ele passar diante de mim.


A única coisa que sei é de estou há não sei quantos metros de altura caindo numa velocidade muito rápida. Podia sentir as nuvens tocaram minha pele, como se tentassem diminuir o máximo minha velocidade, mas não foi o suficiente, pois, mesmo assim, fui de encontro com a terra e em seguida um imenso silêncio tomou minha mente, e acabei ficando naquele estado inerte por muito tempo.


Achei que aquele era definitivamente o fim para mim, mas mais uma vez eu me enganei.


De repente comecei a ouvir vozes, cada vez mais perto de mim. Uma língua que desconhecia, falavam coisa que, por algum motivo, sabia que se referiam a minha pessoa. Queria muito respondê-las, porém minha voz não saia e não conseguia me mexer. Era como se eu estivesse imobilizada, em alguma prisão escura, na qual podia ouvir as pessoas, mas não conseguia vê-las ou respondê-las.


Não sei por quanto tempo fiquei naquele estado, pois chegou á um ponto que parei de contar...


Quando achava que minha prisão não haveria fim, acabo vendo uma pequena luz no horizonte, que vai aumentando de tamanho aos poucos. Em segundos me deparo com uma claridade que faz meus arderem e, não muito longe acabo ouvindo "bips" que aumentavam conforme meu medo ficava maior. Sentia algo no meu braço que me dava uma leve irritação, ao olhar para cima vejo um saquinho com algum tipo de liquido transparente que descida dele e ia em direção ao meu braço. Assustada, eu tento gritar, mas minha voz não saia.


"O-onde estou? O-o que i-isso?"


O medo começou a ficar mais presente em mim.

Não sabia que lugar era aquele. Por que tinha coisas ligadas em mim? E os o porquê dos "Bips"? Argh... eles era irritamente altos!

Com a minha mão livre eu arranco todos os fios em um só puxão. Apesar da leve dorzinha, me sentir aliviada ao ouvir os "bips" se silenciarem. Com certa dificuldade acabo me sentando, tomando coragem para me ficar em pé. Apesar das minhas pernas tremerem, finalmente consigo achar o equilíbrio.


Caminho desajeitadamente até algo que dizia "Quarto 302". O que é um "quarto"? Que máquinas eram aquelas? Por que estou essas vestimentas finas? O que aconteceu comigo?


Ando lentamente, me segurando na parede, tomando cuidado para não me encontrar com pessoas desse lugar esquisito. Ao colocar minha mão em uma parede mais clara, automaticamente ela se abre, me fazendo cair para o lado dela e acabo parando em algum lugar escuro, me fazendo desesperar novamente.


Vou me arrastando em direção para baixo, procurando a luz clara novamente, mas a única fonte de luz era algo vermelho que ficava piscando. Não sei por quanto tempo fiquei apenas descendo, mas soube que só tinha chegado ao final quando não consegui mais ir em frente. Me levanto e agarro uma coisa metálica que faz um “clic” e se abre, mostrando novamente a luz. Um vento gelado bate levemente em meu rosto quando saio, me fazendo tremer um pouco. Ao olhar para cima, vejo algo fofo cair em minha cabeça. Uma coisinha branca havia prendido em meus cabelos e, quando toco nela ela se desfaz.


Fiquei admirando aquelas coisinhas pequenas caindo, com certa curiosidade, mas ao ouvir murmúrios de onde vim, começo a correr apressadamente. Ao ver uma caixa metálica enorme e me escondo dentro dela, no meios de vestimentas parecidas com a que usava e fecho com muito cuidado para não me ouvirem.


— Droga! Ela sumiu! — ouço uma voz grossa vindo do lado de fora da caixa, meio frustrada — Como conseguimos perder uma garota igual a ela?


— Ela não deve ter vindo por aqui... — dizia uma segunda voz, um pouco mais aguda e desafinada que a primeira — Vamos logo Harry. Talvez ela esteja ainda no hospital.


Seus passos começaram a ficar distante e, quando penso em sair, ouço mais passos vindo em minha direção e continuei onde estava. Minutos depois essa caixa começou a tremer e ao levantar um pouco a tampa, vi que estava me afastando do local.


Fiquei um bom tempo naquela caixa escura tombando de um lado para o outro, fazendo a minha dor nas costas piorar. Por sorte ela acaba parando, e sem pensar muito eu saio dela, não querendo mais voltar.


Começo a me aventurar sozinha naquele lugar estranho. O vento estava começando a ficar mais forte e aquela coisinha fofa estava começando a se espalhar tanto no chão que pisava quanto nos meus cabelos. Andei sem rumo por muito tempo, e quanto mais ventava, mas não conseguia fazer meu corpo obedecer aos meus comandos. De repente tudo começa a ficar turvo e quando percebo já estava no chão.


Vi uma sombra se aproximar de mim, mas antes que eu fizesse algo, acabei vendo tudo escuro novamente.



— Senhorita... você ainda está viva? Senhorita... — ouço uma voz distante me chamando e novamente eu abro os olhos lentamente, dando de cara com uma pessoa. Ele tinha pele bronzeada, olhos claros, cabelo longo e negro preso para trás e me olhava com certa preocupação — Finalmente... Você está bem, senhorita?


Coloco minha mão na cabeça e a esfrego lentamente, olhando em volta. Era um local estranho e pequeno. Tinha algo incandescente atrás do rapaz que deixava o ambiente menos frio. Estava deitada em algo macio com algo sob minhas pernas que me esquentava. Tento falar com o rapaz, mas minha voz ainda não saia e ele continuava me olhando a espera de uma resposta.


—...


—... Você não pode falar? — diz o rapaz e confirmo lentamente com a cabeça, colocando minhas mãos em minha garganta — Tudo bem... Ãh, você tem um nome? Pode escrevê-lo? Assim vai ficar mais fácil de encontrar seus parentes. Isso é... Você tem parentes não é? — Eu dou de ombros como resposta e ele dá um suspiro longo. Eu sentia que tinha um nome, mas não conseguia lembrar, e muito menos me lembrava que tinha "parentes" — Pelo jeito a resposta é não. Ah esqueci de me apresentar. Sou Dimitry Schmidt e não precisa ter medo, tá legal? Sou um cara da paz e espero que você também seja. Quando te encontrei você estava parecendo um bloco de gelo! Por que estava andando pelas ruas com essas roupas em pleno inverno?


Realmente? Não consegui entender direito do que ele dizia, mas ainda assim eu assentir. O vejo se virar e pegar um recipiente pequeno com um liquido que saia fumaça e estende para mim. O encaro confusa.


— Isso fará você se esquentar um pouco, e, quem sabe, pode melhorar sua garganta — diz o rapaz ainda me oferecendo o recipiente. Relutante acaba o tocando, mas ao sentir minha mão esquentar, recuo na hora — Está um pouco quente me desculpe — novamente me arrisco a tocar naquilo. Ao segurar o recipiente, encaro o rapaz que me olhava e dou um sorriso tímido, agradecendo, antes de experimentar aquilo.


Quando ele descia pela minha garganta o senti arder um pouco, mas o gosto era bom.


O lugar podia ser meio escuro, mas acabei me sentindo segura aqui, protegida. Ao contrário daquele lugar estranho, onde sentia grande aflição, ainda mais com aquela máquina estranha ligada no meu corpo.


Tentei novamente falar algo, mas nada. Nem um ruído sequer, o que me fez desistir de ficar tentando. O rapaz fez mais perguntas, as quais não respondi por não entender metade das palavras. Ele havia sido bem paciente e tentou achar meios para nos comunicarmos melhor, mas infelizmente nada deu certo.


— Olhe moça, como está tarde eu vou deixar você ficar, só espere aqui que vou avisar meu chefe que não vou hoje 'pro' trabalho — vejo ele se afastar e pegar um objeto pequeno que quando ele tocava, saia um 'bip' diferente.


Ele olha novamente para mim antes de voltar sua atenção para outra coisa enquanto falava com o objeto pequeno.


Quando terminei com o que ele chamou de "chá", eu me levantei e caminhei em direção a luz incandescente não muito perto de um vitral transparente, que parecia me atrair. As cores vibrantes eram muito bonitas. Estendo minha mão, tentando tocá-lo, mas antes que chegasse mais perto Dimitry me puxa para longe, deixando o objeto com que falava cair no chão.


— Cuidado! Por acaso queria se queimar? — diz o rapaz olhando para minha mão e continuo a encara-lo — Não faça mais isso, moça. Isso pode deixar marcas feias — concordo com gesto com a cabeça e ele larga minha mão — Melhor voltar a se deitar. Eu vou ver pela internet se tem alguém a sua procura e... Ããh... Você não se lembra do seu nome, não é?


Assinto novamente enquanto ele me guiava de volta para onde estava antes e, quando me sento e ele fica de frente para mim. Parecia que estava pensando em algo.

Uma prisão sem Muros

— Vou chama-la de Lis, assim é melhor do que eu ficar te chamando de senhorita direto, Está de acordo? — sugere Dimitry e acabo assentindo com sua sugestão, o fazendo sorri brevemente — Ok então 'Lis'... Só se lembre que esse é seu "nome temporário" até descobrirmos o seu verdadeiro, okay?

Feb. 27, 2018, 4:03 p.m. 0 Report Embed 0
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