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karimy Karimy

Carla guarda seu segredo à sete chaves. Ser uma fanfiqueira foi uma das melhores coisas que a aconteceu, mas só de se imaginar dizendo que escreve cenas de sexo já se sente constrangida. Além do mais, ainda há o Murilo. Todos sabem de sua paixão por ele, e, como um escritor veterano e orgulhoso, uma das coisas que o rapaz mais despreza são as plataformas de fanfics. Como Carla teria uma chance com ele se o seu maior segredo poderia ser um fim para esse romance que nem havia começado!? https://twitter.com/keziakariny


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Carla

Ele era lindo. Por mais que tentasse, Carla não conseguia parar de olhar para o Murilo. Os olhos castanho-escuros, os cabelos bagunçados e o jeito que ele lambia os lábios quando estava empolgado com algo... Era quase que impossível definir qual era coisa que ela mais gostava nele.

O bar estava lotado. Carla nunca tinha ido para uma boate antes, especialmente uma tão cara quanto aquela. Quando seus amigos falaram que iam para lá, ela quase surtou, com medo de não conseguir dinheiro com seus pais, por sorte os velhos estavam tranquilos... apesar de não terem dado o dinheiro sem reclamar um pouco.

Estavam no fundo do salão, onde conseguiram encontrar uma mesa vazia depois de ficarem quase uma hora em pé, vendo as pessoas dançando. O som estava tão alto, que precisavam gritar para serem ouvidos.

— Vamos dançar? — Andreia pediu.

— Sabe que não sei!

— O quê?

— Não sei dançar!

— Sim! Você sabe! Vem!

Andreia puxou Carla com tanta determinação que até a cadeira foi junto. Os garotos riram da cara delas, e Carla ainda teve tempo de ver Diego fazendo um brinde com Murilo, antes de se voltar para a pista de dança.

O som eletrizante da música eletrônica parecia fazer o chão tremer, as batidas do coração de Carla estavam à mil e sua visão já estava turva por conta da bebida. Com certeza ia receber um esporro por chegar em casa com cheiro de vodka. O lugar estava lotado de homens lindos, altos e musculosos, alguns a olhavam e Carla não podia evitar o sorriso que aparecia nos seus lábios quando via aquelas caras de pidão que os rapazes faziam para ela.

Andreia ia cada vez mais para o meio da confusão, puxando a mão de Carla como se sua vida dependesse disso. Quando ela parou, jogou as mãos para o alto e começou a requebrar. Carla estava adorando aquilo. Se ela estava bêbada, a amiga estava trêbada!

Andreia usava um vestidinho preto e curto que valorizava sua pele clara, e os cabelos ondulados estavam presos em um coque desajeitado. Carla estava mais simples, usava um salto não muito alto, calça jeans e uma blusinha branca soltinha, destacando sua pele morena. Seus cabelos cacheados estavam presos em um rabo de cavalo e ela já imaginava ter que fazer uma boa de uma hidratação neles no dia seguinte.

Elas se agitavam e gritavam, e as pessoas dançavam como se o mundo estivesse perto do fim. Elas suavam, afinal, era a primeira noite delas em uma boate de verdade, e uma no centro de São Paulo, com direito a ver todos os tipos de beijo na boca possível... e até algumas coisinhas a mais!

Quando as duas foram ao banheiro, poucos minutos antes, Carla viu duas garotas se agarrando desesperadamente, quase caindo no chão, uma tinha a mão dentro do vestido da outra e Carla sentiu até um pouquinho de inveja. Tinha tanto tempo que não ficava com ninguém que, às vezes, tinha vontade de fazer uma loucura qualquer. O que a salvava eram os hentai que encontrava em algumas fanfics... Quando se lembrou disso, começou a ponderar na bebida, com medo de acabar falando o que não devia a alguém.

Estava prestes a conhecer um dos maiores escritores brasileiros de romance policial, Ian Duarte, o autor da trilogia O labirinto de espinhos. Carla já até tinha pensado em escrever uma fanfic baseada no livro dele, mas acabou desistindo depois de ler o último livro e descobrir que final melhor não haveria. As fanfics eram seu segredo mais obscuro. Ninguém sabia sobre elas, nem mesmo Andreia, pior ainda Murilo. Todas as noites, antes de dormir, Carla assistia o capítulo de algum anime, depois corria para a plataforma de publicação de fanfics para ler alguma coisa. De preferência um romance bem escrito, com um hentai bem quente!

Começou a ler e escrever fanfics com dezesseis anos, mas só se arriscou a publicar mesmo há aproximadamente três meses, quando resolveu participar do grupo de escrita que Murilo e seus amigos iam. Todos achavam que ela só ia para lá fazer companhia para eles e dar força para Murilo, que já era um autor auto publicado, mas ela também ia por ela, por suas histórias, porque queria aprender, embora nunca deixasse transparecer, pois o Murilo sempre disse que fanfics eram ruins e que era perda de tempo ler qualquer coisa do gênero. Ela não protestava, porque não queria contrariá-lo... já era tão difícil ficar perto dele sem nunca ter uma chance, que só preferia não brigar. Guardava seu segredo porque tinha vergonha também; se alguém descobrisse que ela andava por aí escrevendo cenas de sexo, podia até ter um enfarte!

As duas já estavam ofegantes, os movimentos pareciam ficar mais fáceis a medida em que dançavam Era divertido e também libertador.

Alguém segurou Carla por trás. E quase paralisou com aquilo, mas ao olhar por cima do ombro e ver que era Murilo, simplesmente começou a rebolar. Seu coração ficou ainda mais acelerado, só que ela continuava a dançar como se ele nem estivesse ali.

Diego começou a dançar com Andreia, então, de repente, algo começou a molhar todos que estavam no meio da pista. A gritaria tomou conta do lugar, todo mundo começou a pular. Carla tinha se encolhido por um segundo, sem entender bem o que acontecia, mas não demorou a que perceber que aquilo que a molhava era cerveja.

Se virou para Murilo e os dois começaram a pular juntos, gritando, balançando a cabeça. Se sentia tão viva, que se ele desse uma chance, a mínima que fosse, o tentaria beijar sem pestanejar... mas a música parou. A vaia foi geral, e quando o DJ colocou outra música, seus amigos já começavam a se esgueirar pelo meio daquelas pessoas, voltando para o lugar em que estavam.

Droga, Carla! Você sempre perde as oportunidades!

— Cara, esse é o melhor aniversário do mundo! — gritou Diego.

— Para! Aquele seu do ano passado foi muito melhor. — respondeu Murilo. — Tinham tantas, mas tantas gatinhas na sua casa, que nem acredito ter desmaiado no sofá de tão bêbado que estava!

Carla se escorou na parede, ao lado de sua amiga. A mesa que ocupavam antes já estava com outras pessoas e não tinha visto mais nenhuma disponível. Aquela boate era uma das mais badaladas da cidade, segundo Diego. Ele tinha insistido que o aniversário de dezenove anos dele fosse comemorado só com eles, os amigos mais próximos, e naquela boate.

— Eu preciso de uma bebida. — comentou Andreia, enquanto Carla ainda observava os meninos conversando. — Preciso mais ainda de uma cadeira, é sério! Estou me sentindo muito quebrada. Sabe o que é pior?

— Não! — respondeu Carla.

— Com os meninos por perto, a gente nem pode se divertir muito. Se eles não estivessem aqui, já tinha encontrado algum gatinho, com certeza. Você também!

— Você sabe muito bem o gatinho que eu quero, Andreia.

— Ah, para com isso, Carla. Você está obcecada. Tem tantos garotos lindos loucos por você, mas você só tem olhos para o... Murilo! Fala sério!

— Há! Não é assim também. Não uso nenhum tipo de viseira. Eu vejo os outros caras, vejo mesmo... só não do jeito que o vejo! Por falar nisso, que “caras lindos” que são loucos por mim? — ela fez aspas ficando de frente para a amiga, tentando se certificar de que os garotos não ouviriam nada.

— Bom... sei lá! Tem aquele-... aquele Luciano que está na sala do Diego. Ele é gatinho!

— Eca, sua louca! Ele tem uma verruga enorme na boca!

— Quê? Nem é tão grande assim!

— Claro que é! Parece até o projeto de um bolinho de chuva!

— E aí, meninas! Tudo bem? — um cara atarracado, forte, se encostou perto delas. Até que era bonito, e não tinha verruga nos lábios.

Carla deu de ombros.

— Vou ali comprar uma bebida. Fica com o bonitão aqui, os garotos não vão se importar se você se divertir um pouco!

— Carla! Carla, volta aqui! — ouviu Andreia gritar enquanto ia em direção ao bar.

Ela não voltou. Precisava de um pouco de espaço também. Às vezes, pensava que perdia tempo com Murilo, mas era extremamente difícil tentar se afastar dele. Os dois se conheciam há tanto tempo, desde que ela tinha seis anos! O que significa que estava na zona da amizade há doze anos. Não dá para contar assim, ela pensou. Acho que só me apaixonei com uns doze.

Nunca conseguia chegar à um consenso quanto a isso. Às vezes, ela pensava que tinha sido no dia que ela derrubou sorvete no sofá e ele a ajudou limpar tudo antes que sua mãe chegasse, quando tinha doze anos. Em vez de limpar tudo com rapidez, ele melecou ela todinha primeiro, os dois rolaram no chão da casa toda, sujaram parede e até a televisão. Ela estava tão triste naquele dia por ter sido colocada de castigo por tirar nota baixa em um trabalho, mas ele a animou. Algumas outras vezes, ela pensava que podia ter sido naquela vez, quando ela tinha treze anos e eles estavam na casa da avó dela, descendo o morro de bicicleta. Carla levou um tombo tão feio que ralou rosto, mãos, braços, joelhos e tinha até hoje uma cicatriz enorme no cotovelo. A vó Raquel estava no supermercado, então foi o próprio Murilo que limpou todos os ralados de Carla. Ele tinha sido tão doce naquele dia, que ela até se fez de forte quando ele derramou quase um litro de álcool nos machucados dela. Além do mais, Carla nunca deixou de viver por causa do que sentia por ele. Ele sabia, ela já tinha dito isso para ele, e mais de uma vez.

A primeira de todas foi há dois anos, quando brincaram de verdade ou consequência. Aquilo poderia ter sido desastroso, se não tivesse sido tão triste. Depois que ela disse sua verdade, Murilo simplesmente se levantou e disse: “Você está confundindo as coisas”. Depois daquilo eles ficaram uma semana sem se falar, mas não foi nada que o tempo não fosse capaz de curar e ela passou a tomar mais cuidado, então chegou, sim, a falar mais uma vez o que sentia por ele, mas nunca o cobrou nada e ela mesma já tinha até arranjado dois namorados enquanto ele apenas a tratava como a amiga que sempre tinha sido.

Ela já estava com a boca seca quando conseguiu alcançar o bar, não soube muito bem o que pedir, então foi de vodka com suco de laranja mesmo. Olhando dali todas aquelas pessoas dançando e pulando pareciam tão felizes e despreocupadas. Queria que todos fossem assim na vida real, seria tudo muito mais fácil. Quando o barman lhe entregou a bebida, Carla bebeu um pouquinho e se virou para voltar, mas uma confusão de espirros a fez recuar. Olhou para seu copo, vendo que pelo menos metade de seu Hi-fi tinha se derramado, quando ergueu os olhos percebeu que o homem a sua frente sacudia a blusa social preta, tentando diminuir os efeitos do banho inesperado.

— Nossa... moço, desculpa! Onde estava com a cabeça!? Me desculpe, por favor! — ela pediu, pegando alguns guardanapos de cima do balcão para tentar ajudá-lo. Estava com tanta vergonha que sequer conseguia olhar para o rosto dele, até tentou, tendo um vislumbre dos olhos verdes dele, mas quando ele tomou os guardanapos de sua mão, baixou o olhar rapidamente, percebendo que ele estava com o aplicativo da Pub aberto no celular.

— Tudo bem, não se preocupe!

— Droga! Desculpa mesmo! É... tenho que ir. É melhor eu ir.

Tão rápido quanto pôde, Carla se afastou, tomando o restante de sua bebida de uma só vez, enquanto se espremia no meio daquelas pessoas para alcançar seus amigos. Não pôde evitar de pensar na coincidência de ter se esbarrado justo com um cara que usava a mesma plataforma de publicação de fanfics que ela. A Pub era, sem dúvidas, o melhor que tinha; ela já tinha experimentado os outros. Quando chegou no canto em que os amigos estavam, já estava ofegante.

— Nossa, amiga, está toda molhada! — disse Andreia.

— Pois é. Gente, será que não está muito tarde? — não tinha levado bolsa, nem mesmo celular, apenas enfiado o dinheiro e as chaves no bolso da calça, com medo de perder alguma coisa.

— Está mesmo. Estou pensando em ir no Ibirapuera, mas o Diego disse que está querendo passar na casa de um colega para ir com a gente, ele pode te levar! — disse Murilo.

— Tem certeza? — ela perguntou a Diego.

— Sem problemas. Já tínhamos combinados que não ficaríamos por aqui até tão tarde.

Isso era verdade, além do mais, ninguém ali tinha dinheiro o suficiente para bancar bebidas a noite toda naquele lugar. Acabaram ficando mais alguns minutos, só para tomarem a saideira. Carla também queria poder ir para o Ibirapuera, adorava aquele lugar, mas se ela chegasse em casa muito tarde seus pais surtariam e também tinha o fato de que Ana Paula estaria esperando por Murilo lá. De tantas garotas que ele podia namorar, tinha que ser logo com aquela metida... mas estava tudo bem, Carla não via muito futuro naquela relação, caso contrário ele a teria levado para a boate junto dele. Tomara que eu esteja certa.

— Você viu aquele segurança? Nossa, muito gato! — disse Andreia, abanando o rosto com as mãos enquanto eles caminhavam até o estacionamento.

— O que você tem hoje, hein? — perguntou Carla.

— Acho que estou cansada de ficar solteira. Só isso. Não sei como você consegue!

— Bom... — ela olhou para trás, vendo os garotos rindo de alguma coisa qualquer. — Talvez você esteja certa. Ficar sozinha cansa mesmo.

Um barulho agudo retiniu no estacionamento. Quando Carla olhou, seus amigos estavam abaixados, catando várias moedas do chão.

— Nossa, ninguém merece! — disse Andreia, indo ajudá-los.

Carla caminhou mais um pouco, se escorando no carro de Diego enquanto observava seus amigos. Começou a sentir sono e um embrulho terrível no estômago, só esperava não vomitar. Não tinha comido praticamente nada o dia inteiro, fazendo um trabalho de fonética e fonologia.

Andreia montou em cima das costas de Diego e os dois caíram no chão, espalhando as moedas mais uma vez. Murilo já estava ficando com a cara vermelha. Os cabelos dele estavam colados na testa por conta do suor e aquilo o deixou ainda mais bonito.

— Ei, garota do hi-fi!

Ela se virou para o outro lado, arregalando muito os olhos negros. Um cara olhava para ela, brincando com as chaves do carro entre os dedos. Carla sentiu seu rosto queimando, endireitou o corpo e deu um sorriso sem graça para ele. Olhando bem para o rosto do homem, sentiu como se o conhecesse. Olhos verdes, cabelos castanhos e covinhas na bochecha... e a blusa toda molhada. Esperava não o encontrar novamente.

— Ei. Nossa... te dei um banho, não é!? Sinto muito. Mesmo.

Ele riu mostrando dentes pequenos e jogando a cabeça levemente para trás.

— Não precisa se preocupar. Já estava de saída.

Ela mordeu os lábios e deu mais uma olhada na direção dos amigos, vendo que eles ainda se divertiam.

— Olha, vai me achar uma mal-educada. Quero dizer, mais ainda! Só que quando esbarrei em você, percebi que estava com o aplicativo do Pub aberto. Gosta de fanfics?

— Sim. Tem muita coisa legal por lá. Você também gosta? Lê ou escreve?

— Ah, eu? Não.

— Entendi. Melhor eu ir, seu namorado parece ser ciumento!

— Quê? — ela perguntou, mas ele fez um aceno de cabeça e se distanciou, caminhando em direção à um cara que falava no telefone, mais ao fundo do estacionamento, com uma mulher do lado.

Quando Carla olhou para onde seus amigos estavam, percebeu que Murilo ia em sua direção, encarando o cara do esbarrão pelas costas. Seus olhos se encontraram e foi como se ela tivesse levado um choque. Os olhos dele estavam semicerrados, intensos. O que aquilo significava?

— Está tudo bem? — ele questionou.

— Sim. Eu só... eu derrubei bebida nele.

— Hum... — ele olhou mais uma vez para o cara, parecendo incomodado. — Tem certeza que não quer ir com a gente.

— Não posso, Murilo. Sabe que tenho que ir para aula amanhã, se não entregar meu trabalho vou me ferrar!

— Certo — ele disse, a tomando nos braços e depositando um beijo na bochecha dela.

Desde quando ele fazia aquilo?

— Sai fora, Murilo! — falou Diego, destravando o carro. — Vamos?

— Vamos — ela sussurrou, vendo Andreia e Murilo entrando no carro ao lado.

Quando entrou no carro de Diego para ir embora que viu no relógio do rádio já estar passando das três da manhã, quase teve um surto.

— Diego, nossa... você não tem prova amanhã? — ela indagou.

— Tenho, mas é na primeira aula. Posso fazer e ir embora.

— É, mas eu vou ter que ficar a manhã inteira estudando ou meus pais vão encher o saco!

Diego deu partida no carro, e Carla acenou para Andreia e Murilo, que estavam no outro. Andreia morava perto do parque, então ia aproveitar bastante a carona. Olhou mais uma vez para Murilo... o que tinha dado nele? Tinha momentos que sentia como se não soubesse nada sobre ele. Como ele ainda podia ser um mistério depois de tanto tempo? Deu de ombros, de nada isso importava mais, tinha que se preparar para a ressaca que teria no dia seguinte.

Diego ligou o som, e Carla foi o caminho inteiro meio dormindo, meio acordada, com a cabeça encostada na janela. Aquele beijo na bochecha pareceu ter avivado ainda mais o sentimento que tinha pelo amigo, sempre foram próximos demais, só que abraços e beijos nunca foram exatamente o forte da relação. Talvez estivesse na hora de tentar investir mais no que sentia. Mas ele tem namorada, ela pensou. Talvez as coisas não estejam indo bem... Ana Paula não combina em nada com ele mesmo!

Ela mal pôde se despedir do amigo direito, porque assim que ele parou o carro na porta da casa dela, o celular dele tocou. Carla deu um beijo no rosto dele. Diferente de Murilo, que tinha um corpo atlético, Diego era magro como uma vara de pescar. Ela entrou dentro de casa com os sapatos na mão, andando na ponta dos pés para ter certeza que não acordaria seus pais. O sono que ela tanto sentia dentro do carro simplesmente passou, ela tinha que ir para a faculdade quando amanhecesse, mas quando pegou o celular e viu que sua fanfic preferida de Naruto tinha sido atualizada, depois de quase três meses, ela não hesitou em se sentar na frente do computador para ler. Pelo menos desse jeito ela se distraía um pouco... pensar que o garoto que amava estava nos braços de outra, vendo o nascer do sol no Ibirapuera, era cruel demais.


2 Comments March 1, 2018, 9:05 p.m. Report Embed 1
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