.sobre as sentenças paradoxais encontradas em você Follow story

basquiart ailüj

Meu nome é Nam Taehyun e eu sempre achei que a lógica supera a emoção. Não que emoções não sejam importantes, mas é que é difícil pra mim ver sentido em amontoados de sentimentos por pessoas ou coisas de uma forma gratuita. [ namsong! centric ]


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#fluffy #oneshot #yaoi #toc #namsong #winner
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.às vezes você é exceção


Meu nome é Nam Taehyun e eu sempre achei que a lógica supera a emoção. Não que emoções não sejam importantes, mas é que é difícil pra mim ver sentido em amontoados de sentimentos por pessoas ou coisas de uma forma gratuita.


Desde que me conheço por gente tudo sempre teve que ser metódico, matematicamente certeiro como os acordes que dedilho no meu violão ou como enquadro milimetricamente cada imagem nas minhas filmagens caseiras e experimentais, tal como o Kubrick.


Durante minha infância e adolescência lembro-me de sempre gostar das coisas organizadas e em seus devidos lugares. Às vezes essa organização significava caos para as demais pessoas, mas eu sempre me encontrei dentro da minha confusão e isto é um fato.


Eu gosto de seguir as regras, por mais que vez ou outra as regras que eu sigo não sejam socialmente aceitáveis, mas quanto a isso não me importo, pois o que esta sendo analisado aqui é que eu tenho um conjunto de princípios que devem ser seguidos.


Por exemplo, não importa se o sábado está avermelhado, eu sempre vou sentar na minha varanda e tocar meu violão despreocupadamente, a não ser que o dia esteja com gosto de abacaxi com hortelã, então eu só sento e observo as nuvens cantarem pra mim.


Quando eu acordo eu arrumo minha cama até tudo estar perfeitamente alinhado, depois eu fervo ¼ d’água na minha chaleira verde e faço um chá de erva doce, caso o dia esteja ensolarado, se estiver chovendo eu tomo chá de camomila. Então eu sento na bancada da cozinha e beberico minha bebida enquanto como pão doce e vejo a movimentação da rua pela janela que fica em cima da minha pia.


Se o dia estiver favorável eu saio depois do desjejum e caminho no parque próximo ao meu apartamento. Se meu humor estiver bom eu almoço fora, caso contrário como qualquer porcaria em casa mesmo. E depois de almoçar eu deito com meu gato sobre a minha barriga e o acaricio até pegar no sono e acordar por volta das três da tarde.


No fim do dia eu tomo café com alguma dessas coisas cheias de conservante e açúcar encontradas em qualquer loja de conveniência. Então, se a atmosfera for propícia, no caso se o cheiro do dia for menta ou algodão doce, eu pinto ou toco alguma coisa, mas se o dia tiver cheiro de pipoca queimada ou asfalto molhado eu só leio ou vejo alguma coisa na TV.


De noite eu tomo banho, como algo rápido e prático, leio mais um pouco e vou dormir. Simples e incisivo como o bisturi de um cirurgião porque eu gosto da minha rotina e de ter as coisas programadas, isso faz parte do meu conjunto de regras.


Ou pelo menos fazia até você, Song Minho, entrar na minha vida com suas piadas sem graça e seu jeito abobalhado.


Eu te odeio por você ter bagunçado o quadro sistemático que minha vida era, eu te odeio por você ter pintado minha rotina com suas cores brilhantes e que não combinam. Eu te odeio por ter preenchido o chão do meu apartamento com suas roupas sujas misturadas com as limpas.


Eu odeio o fato de você sempre desarrumar minha cama logo em seguida de eu ter esticado os lençóis. Eu odeio quando você pede pra eu tocar aquela música boba nos sábados com gosto de abacaxi com hortelã enquanto sua voz grave canta mais alto do que as nuvens.


Eu te odeio porque você faz com que todas as certezas que eu tenho na minha vida não sejam mais tão certas. Porque você não é como uma equação matemática, você é como um conceito abstrato hegeliano, como as paletas de cor do Basquiat ou como as pinturas surrealistas do Dalí.


É, eu gostei disso. Você é o relógio derretido do Dalí e eu sou as formas geométricas do Picasso.


Eu te odeio por você odiar regras, por você odiar as minhas regras e sempre ser tão sarcástico quanto a elas e meu jeito metódico.


Mas, acima de tudo, eu te odeio por você ser uma exceção.


“Se toda regra tem uma exceção, e isso é uma regra, então qual é a exceção, Taehyunie?!” você me indagou com aquele seu sorriso vitorioso. Os dentes tão alvos e alinhados, a pele tão brilhante e vívida, os olhos tão transparentes e espertos que poderiam facilmente entrar na minha lista categórica e engessada sobre características simétricas e estéticas.


Você Minho.


Você é a exceção. 

Feb. 27, 2018, 2:27 p.m. 0 Report Embed 0
The End

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