Mesmo que mude Follow story

xhasashi Hasashi Rafaela

Temari viveu boa parte de sua adolescência em shows de rock, essa vida lhe trouxe amigos, alguns casos e um sentimento que ultrapassou até mesmo o tempo. Naquele dia, se pegava deitada em seu sofá tentando se recordar até que ponto o relacionamento de poucos meses com Shikamaru Nara não havia dado certo. Aquele sentimento de algo inacabado a deixava pensativa: Será que ele se lembrava? Mas talvez, era sempre amor, mesmo que mude. (História baseada em fatos reais


Fanfiction Anime/Manga For over 18 only.

#Universo Alternativo #Fatos Reais #ShikaTema #Naruto
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Capítulo 1 - Temari


Sexta-Feira à noite.

Provavelmente todas as pessoas da minha idade estão em algum bar ou balada bebendo, mas nesse dia em especial eu quis a minha própria companhia. Minha cama, meu notebook, minha televisão e o silêncio do meu apartamento. Eu estava completamente cansada, essa semana havia sido um verdadeiro inferno e extremamente exaustivo. Após um longo banho, um ritual de beleza que fazia questão de fazer todos os dias, me deitei na sala praticamente estirada no sofá em busca de algo para fazer.

Peguei meu celular e coloquei o modo aleatório no programa de músicas que tinha...e me arrependi no mesmo instante.

A lembrança musical podia ser desastrosa.

Como será que ele estava?

Tive a fase do rock como qualquer adolescente. Sei que não fui a primeira e não serei a última, mas a música foi a minha maior válvula de escape; além de ter sido uma parte importante para formar a minha personalidade. Conheci pessoas, ia para shows todos os finais de semanas possíveis. Fiz amigos de todos os cantos, arrumei alguns casos aqui e ali e me divertia. Posso dizer que foi de fato, uma fase muito feliz.

A minha história de amor frustrada começou quando eu tinha 18 anos e havia saído de um longo relacionamento de quase dois anos.

O "cara" em questão já havia me encontrado em alguns shows, tínhamos uma amiga em comum e graças a uma rede social voltada a música começamos a conversar.

Até então, ele sempre foi um excelente amigo. Morávamos em cidades distantes, mas sempre que possível estava presente nas apresentações das bandas aqui aonde moro. Acontece que Suna era aonde a mágica acontecia e em Konoha as coisas eram mais paradas. Ou seja, era um ótimo motivo para Shikamaru estar sempre por aqui.

Falávamos sobre bandas, nossos relacionamentos falidos, o cansaço do dia-a-dia e de como a vida adulta poderia ser insuportável.

Mas um dia as coisas mudaram. Quem eu queria me enganar? Nós tínhamos tudo em comum, a conversa não cessava nem com o amanhecer do sol e os olhos passarem a ficar pesados. As redes sociais eram nossas fieis companheiras e foi então que as coisas passaram a mudar.

Um dia nós ficamos até às sete da manhã "teclando", e foi incrível como tudo foi ainda mais natural do que já era. Porém, o famigerado "frio na barriga" se fez presente em mim pela primeira vez após quase um ano de amizade. E foi estranho, novo e curioso.

Passei a reparar o quão bonito ele era por câmera tocando guitarra distraidamente nas vezes que nós abandonávamos o teclado e íamos "para o microfone". Percebi que sua voz quando cantava era mais grave que o normal. Seus cabelos longos ficavam maravilhosos quando soltos e seu olhar - o que mais me chamava atenção -, me arrebatava de um jeito estranho.

E nós nos declaramos após eu não conseguir esconder meus sentimentos, e ele menos ainda. Foi assim que passamos a nos relacionar dessa forma, a distância. Contudo, os primeiros meses foram tão difíceis que acabamos deixando para lá.

Nossa amizade continuou até certo ponto. Ele ainda me mandava algumas músicas que eram do período que estávamos “juntos”, acabava retribuindo, mas tudo enfraqueceu.

Mas obviamente como o destino adora pregar peças inusitadas, um mês depois de nosso "término" aconteceria um show de uma banda vinda de fora do país aqui em Suna.

E então nos encontramos na estação de Metrô. Sem querer, como uma bela coincidência da vida. Como se o universo estivesse me avisando que de alguma forma, talvez nós éramos para ser.

Me desmanchei em seu abraço gostoso, me afundei em seu pescoço inalando seu perfume que arrisco dizer que nunca esqueci. Mas não aconteceu nada. Fui medrosa suficiente para não querer arriscar a receber um não em troca quando cogitei beijá-lo.

Os anos passaram, mais especificamente sete desde toda essa história inacabada. Nós namoramos outras pessoas, tivemos outros casos. Nos formamos em nossas respectivas faculdades, esquecemos um pouco da vida dos shows e inclusive da amizade que tínhamos.

Agora eu me pegava pensando em como às coisas teriam sido se nós dois tivéssemos dado certo. Às vezes tinha vontade de mandar mensagem, perguntar se estava tudo bem. Entretanto, quais as chances de ele também sentir algo ou pensar em mim? De zero a nenhuma, definitivamente.

Por isso eu evitava e deixava para lá. 

Shikamaru Nara era o tipo de homem que praticamente nunca ficava sozinho, porém foi em nossa época que todos os amigos em comum diziam que aquele cafajeste tinha tomado jeito. E eu sentia que nós dois cultivamos algo verdadeiro o suficiente para ultrapassar a distância.

O real problema é que não me sentia preparada na época. A sensação de algo inacabado me afligia de de um jeito estranho, principalmente quando ouvia as malditas músicas.

As mesmas que não me deixavam esquecê-lo, mesmo que me esforçasse muito para isso.

Peguei no sono em meu sofá, com a música repetindo incansáveis vezes em meu fone de ouvido. Aquele sentimento de agonia, misturado com curiosidade que inundava meu peito cada vez que ouvia aquela letra. Apesar de ter acordado com dores nas costas, me levantei razoavelmente cedo pois precisava ir até o centro da cidade.

Caminhava tranquilamente, mexendo em meu celular hora ou outra para trocar de música quando olhei para frente e...meus olhos só poderiam estar me enganando?

A figura que começou a aparecer, conversando com alguns conhecidos meus, alegremente, me deixou de pernas bambas. Seria ele? Não, eu estava vendo coisas.

Parei praticamente no meio do caminho, não conseguia deixar de observá-lo. A barba que havia cultivado, os cabelos presos e as roupas pretas...era ele, só poderia ser. Foi quando nossos olhares se cruzaram, a princípio também me olhou confuso. Coçou os olhos e provavelmente pensou que estava vendo coisas, típico dele. O sorriso, sim...tive certeza que era o Shikamaru. Andei em sua direção, com meu coração batendo em um ritmo frenético.

- Temari? – Me perguntou quando estávamos perto. – É você, Temari?

- Se você for o Shikamaru, aquele preguiçoso de sempre sou eu. – Abri um sorriso e ele sem pensar duas vezes me puxou pela cintura, me dando um abraço apertado.

As lembranças, o abraço...ele. O perfume não havia mudado, mesmo após aqueles sete anos longe.

- Não acredito que te encontrei problemática. Que coincidência. – Não consegui deixar de sorrir, ainda mais pelos apelidos trocados. Então ele se lembrava. – O que irá fazer hoje? Se ainda tiver vontade, podemos ir para um show que terá no centro da cidade...no mesmo lugar de sempre.

- Hoje? Que horas? – Perguntei interessada.

Havia me aposentado completamente dessa vida, mas talvez fosse interessante.

- Às 20:00. Também será bom para colocarmos a conversa em dia. – Me pediu com um sorriso. Como eu não iria atender?

- Estarei lá. – Respondi rapidamente. – Então até mais tarde, preguiçoso.

- Até, problemática. – Aquele sorriso...céus, o que estava acontecendo comigo?

Quando retornei até minha casa, larguei o celular de canto tocando as mesmas músicas que parecem ter me levado até ele e aproveitei para ajeitar algumas coisas.

O problema foi realmente quando após um período longe do meu aparelho, resolvi ver minhas mensagens.

Aquela foto...

Shikamaru ~ 12:30

"E você pode me chamar quando chegar em casa..."


Se eu abri um sorriso naquele momento? Definitivamente. A "nossa música"


Temari ~ 15:40

"Eu estarei esperando por você..."


Deixei meu celular de canto para poder ir tomar banho, precisava me arrumar se quisesse tentar não chegar tão atrasada. Fazia tempo que não frequentava os shows, a questão é que não me sentia tão ansiosa para algo a muito tempo. A agonia em meu peito demorava para se esvair.

Assim que sai do banheiro, meu celular tocou indicando uma mensagem:


Shikamaru ~ 16:10

"Sempre que você estiver com medo."

Não acredito que esse ainda é seu número.


Temari 16:11

Algumas coisas não mudam, preguiçoso.

E pelo visto, você se lembra dessa música tanto quanto eu.


Shikamaru ~ 16:12

Eu nunca me esqueci dela, Temari.

Te vejo mais tarde?


Temari ~ 16:12

Sim. Te mando mensagem quando chegar no show. :*


Então ele também se lembrava...

Respirei fundo e fui me arrumar, algo me dizia que aquela noite as coisas seriam surpreendentes.

Feb. 27, 2018, 6:26 a.m. 1 Report Embed 0
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aaaaaaaaaa xxx aaaaaaaaaa xxx
Aaaaaaaaaaaaaa ShikaTema é religião amores ❤❤ já estou ansiosa por mais. como prosseguir? não sei.
Feb. 27, 2018, 10:25 a.m.
~

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