Quando Escolhi Você Follow story

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Naruto havia se acostumado a sobreviver sem sua presença, morrendo um pouco mais a cada dia. O retorno inesperado, ainda que desejado, daquele que sempre amou leva o Uzumaki a questionar se pode ou não perdoá-lo. Em meio aos seus sentimentos turbulentos, os dois descobrem que existe algo muito maior por trás de sua história de amor e mágoas. E esta é mais uma chance para fazerem as escolhas certas, de uma vez por todas.


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#Incesto #Reencarnação #Lemon #Yaoi #Naruto/Sauke #Naruto
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Feridas

Gente, eu amo essa história. Ela se passa no mesmo universo de Se eu tivesse que dizer. Não precisa ler a 2shot pra entender, mas lá tem o começo do namoro deles.

Espero que gostem.

Naruto odiava aquela data.

Odiava o clima quente demais, as risadas altas demais, a fumaça dos churrascos sufocantes demais e aquela alegria que todo mundo parecia sentir.

Menos ele.

O caminho do restaurante capenga em que trabalhava até em casa parecia infinitamente maior naquele dia. Caminhava como um verdadeiro zumbi, focando a linha reta, sem sequer espiar os lados porque o barulho já o incomodava o suficiente. Aqueles sons… Eram sorrisos. Fazia bastante tempo que Naruto não sorria.

Incomum.

Ele era bastante risonho alguns anos atrás. Mesmo assim, seguia sem nenhuma expressão, nenhum interesse em nada. Ele queria apenas chegar em casa. Quando viu o prédio em que morava surgir em sua visão, não conteve o suspiro de alívio. Seguiu até o elevador, pressionando o número nove e se apressou até sua porta no fim do corredor.

No entanto, a porta da casa de uma das novas vizinhas se abriu. Naruto praguejou baixinho enquanto via a mulher de cabelos brancos longos se aproximar. Tentou baixar a cabeça e seguir em frente, mas a vizinha fez o favor de dizer seu nome em alta voz e lhe lançar um sorriso beirando o maldoso.

Havia se mudado para aquele apartamento havia pouco tempo e Naruto a achou muito esquisita. Além de andar com algumas roupas estranhas, tinha uma pintura vermelha na testa pálida, além daqueles olhos cinzentos claríssimos e aquela expressão de que sabe algo que você não sabe. Fora todas as bugigangas excêntricas que haviam em sua mudança.

— Olá, Kaguya-san – cumprimentou, sem ter outra escolha – Boa noite.

Tentou passar direto, sem se dar ao trabalho de sorrir, mas a moça parou em sua frente.

— Você parece tenso. - Ergueu o polegar até o espaço entre as sobrancelhas do loiro.

Suas mãos brancas estavam geladas e um arrepio lhe correu a espinha com o contato. Estranho. Tudo que vinha daquela mulher era estranho.

— Só estou um pouco cansado – devolveu, afastando a mão dela e seguindo seu caminho.

A mulher se despediu, mas ainda dava aquele sorriso. Naruto não se virou mais nenhuma vez, passando pela porta do próprio apartamento, sucumbindo novamente ao seu estado infeliz.

Finalmente em casa.

Pisou numa embalagem de ramen no chão. Largou a carteira e as chaves na mesa de centro, afastando algumas roupas sujas do sofá para se sentar ali. Mais um suspiro. Com a cabeça apoiada no encosto do sofá, Naruto encarou o teto. O peito doía, mas ele dizia a si mesmo que estava acostumado. Foram três anos. O primeiro ano foi infinitamente mais doloroso, mas ainda doía, sim.

Não tinha como e nem porque negar.

Seu celular devia ter mensagens do que sobrara de seus amigos, insistindo para sair, ou fazer qualquer coisa que o distraísse. Naruto queria gritar que aquela tentativa vã de fazê-lo sair de casa só o deixava pior. Só o fazia se lembrar com mais intensidade.

Puxou um maço de cigarros da calça e pôs um filtro na boca, acendendo-o com um isqueiro em seguida. Tragou longamente, sentindo o efeito calmante quase imediato e soltou o ar, fechando os olhos. Caminhou até a janela. Um belo hobby, observar a vida alheia sentindo desgosto.

Não se atrevia mais a perguntar a si mesmo quando tinha se tornado aquela pessoa, porque ele sabia bem a resposta. E isso só o faria rememorar o que não queria.

O cigarro se foi em questão de minutos. A camisa preta que ele vestia se juntou as outras peças sujas sobre o sofá. Ia lavar aquele fim de semana, tinha que lembrar. As meias ficaram pelo chão, restou a calça escura.

Alguém bateu à porta e Naruto estava prestes a ignorar, mas imaginava quem seria. Era sexta e Hinata, sua vizinha de baixo, sempre acabava levando algo para que ele comesse. Algumas vezes aproveitava para ir com Sakura, sua esposa, mas nem sempre a mulher de cabelos rosados chegava cedo do trabalho. Ainda assim, Hinata não deixava de visitá-lo vez ou outra porque tanto ela quanto a companheira preocupavam-se com ele.

Intimamente, agradecia pelas duas ainda não terem desistido dele. Abriu a porta silenciosamente, dando espaço para a morena entrar sem dizer uma palavra. Ela deu um curto sorriso em sua direção, levantando uma panela pequena e fumegante que segurava com um pano de prato.

— Jantar – disse docemente.

Os dois caminharam lentamente até a cozinha ainda sem dizer coisa alguma. A geladeira estava quase vazia, por isso pegou água. Precisava lembrar de passar no mercado. Por que era tão fácil esquecer essas coisas?

Por que era tão difícil esquecer outras?

— Como você está? - a mulher perguntou, observando o loiro encher dois copos de água.

O cuidado em perguntar como ele estava e não se estava bem, deixou o Uzumaki satisfeito. Isso porque, logicamente, não estava. Porém não queria falar sobre isso também. Deu de ombros, rapidamente, estendendo um copo na direção dela.

Hinata suspirou.

— Sabe, eu estive conversando com a Saky esses dias – passou o dedo indicador pela borda do copo – Podíamos passar um tempo no sul, ver nossos pais e… Sei lá. Espairecer.

Outra tentativa. Naruto quase teve vontade de rir. Elas achavam mesmo que viajar pra Konoha o faria voltar a ser o que era antes? Sairia, no mínimo, muito pior do que quando chegou. Limitou-se a olhar para ela de soslaio, enquanto pegava os hashis e comia.

— Não tem nada a dizer? - a morena tentou mais uma vez.

— Hoje não, Hina – sua voz soou rouca, cansada.

Talvez pelo tom ou por finalmente ter ouvido a voz do loiro, Hinata suspirou concordando. Passou poucos minutos com ele depois disso, voltando para o próprio apartamento depois.

Mais um cigarro. As calças também foram para o chão. Podia ouvir o som ritmado e lento de gostas caindo na pia da cozinha, mas estava com preguiça de fechar direito a torneira. Deitou-se na sala pequena, sobre seus montes de roupas.

Era dia três de Julho. O dia em que ele partiu. Tinha prometido voltar para comemorarem seu aniversário juntos… Mas já fazia três anos. Os olhos se fecharam, tentando apagar aquela visão. Nunca conseguiria esquecer seus traços. Cada parte era sempre muito vívida em sua memória, torturando-o continuamente, diariamente, matando-o aos poucos como um veneno.

Abriu um dos olhos, encarando a tatuagem no pulso direito sentindo o coração se apertar. Era uma imagem minimalista de um sol resplandecente. Era uma tatuagem feita para um par; um sol e uma lua.

Porém sua lua havia partido e Naruto vivia aqueles últimos tempos em profunda escuridão e neblina.

A lembrança de sua expressão naquele último dia retornava a mente do Uzumaki. Ele percebeu que tinha algo errado. Não só pela expressão estar mais carregada, como por sempre saber o que o outro sentia. Era como se estivessem ligados em uma conexão sem cabos. Simplesmente se entendiam.

Mas naquele dia, ouviu tantas declarações, recebeu tantos carinhos, acreditou em tantas promessas…

“Eu vou voltar pra você”… “Sempre”.

E a viagem que parecia que não duraria mais do que duas semanas tornou-se meses, anos.

Ele não retornou.

O sentimento de que estava sendo abandonado foi aterrador, como se não aguentasse mais. Como se estivesse prestes a desmoronar e, de fato, era isso que estava acontecendo com ele. A cada dia, sentia-se mais incompleto, aflito e desesperançoso. Sobrevivia sem entender o motivo.

Existia, apenas. Como se respirar fosse a mais dura tarefa.

Um rosto preencheu seus pensamentos. Olhos negros que conhecia bem, mas era apenas isso. O resto do rosto e corpo não se pareciam com ninguém que já tivesse visto, mas sabia que conhecia, de algum modo, aquela pessoa. Um sorriso no canto dos lábios tomou a expressão da figura. Naruto sentiu o coração acelerar sem motivo aparente.

Os lábios se moveram formando uma frase.

“Minha raposa sapeca”.

O peito se aqueceu em um sentimento conhecido, porém trancafiado.

Os olhos se abriram de repente quando o som da campainha soou. Nem ao menos notou que havia caído no sono. Esfregou o rosto uma vez, ainda desnorteado, ouvindo o som insistir mais uma vez. Não estava esperando ninguém. Olhou para o relógio, vendo que já era bem tarde. Hinata não teria ido visitá-lo aquela hora, nem mesmo Sakura. Não havia ligações de nenhum dos outros amigos.

Sendo assim…

Seria algum outro vizinho? Vestiu a calça sem se dar ao trabalho de abotoá-la e foi até a porta, um pouco curioso e pensando no que diria pra enxotar a visita indesejada. Abriu a porta devagar, com a mesma expressão vazia que carregava nos últimos três anos.

Mas essa máscara caiu.

Cada músculo do corpo de Naruto ficou tenso, assim como os olhos azuis, sempre tão opacos, reluziram em confusão, raiva, incredulidade e saudade. Céus, principalmente saudade. O corpo parado a sua frente estava tão sólido, tão diferente das ilusões que tivera nos últimos tempos que a vontade do loiro era tocá-lo. Experimentar a rigidez entre seus dedos, apenas para provar a si mesmo que era real.

Que não era um sonho. Ele estava mesmo ali.

As pernas cobertas pelo jeans escuro surrado, a blusa azul-marinho de mangas longas cobrindo os braços fortes, a mochila jogada nas costas, enquanto uma mão pálida retorcia a alça, os cabelos escuros um pouco maiores do que o Uzumaki se lembrava, quase tapando seu olho esquerdo. E os olhos… Sim, aqueles olhos tão escuros que o deixavam tão desnorteado. Que já haviam sido – e, provavelmente, ainda eram – o motivo de sua existência.

Estava parado, olhando para Naruto seriamente. Por que não dizer? Estava nervoso. Outra pessoa não teria notado, mas Naruto certamente percebeu. Ainda não tinha saído de sua letargia quando ouviu a voz grave do outro.

— Oi, dobe – disse, tão despretensiosamente que Naruto sentiu-se acionar.

Cada pequena parte dele reagindo ao moreno, num ato que desejava cumprir nos últimos anos. Com uma vivacidade que o loiro pensou estar perdida, ele ergueu punho e acertou um soco na boca de seu inesperado visitante.

As mãos tremeram enquanto via o corpo alto e pálido dar vários passos para trás, perdendo o equilíbrio. A expressão, no entanto, não se alterou. Na verdade, parecia até aliviado, como se estivesse esperando por uma explosão, satisfeito que ela tivesse chegado, de fato. Ergueu o olhar negro para o azul do outro, esfregando o maxilar. Aquilo tinha doído, de verdade.

Ainda se lembrava da primeira vez que trocara socos com aquele loiro. Ele era demasiadamente mais fraco, mas isso tinha mudado. Foi uma mudança gradativa que ele mesmo acompanhou, porque nos anos seguintes as suas brigas infantis, tornaram-se melhores amigos inseparáveis e irremediáveis. Daquele tipo chato, que nunca se separa e que ninguém consegue se interpor. Aquele tipo de amizade que nunca foi só amizade, ainda que eles não soubessem disso – pelo menos até os dezesseis, quando descobriram-se apaixonados e se aventuraram num relacionamento.

Ainda se lembrava da expressão vívida e o olhar brilhante do Uzumaki quando entregaram-se pela primeira vez. Da pequena disputa por controle quando se beijaram em sua casa depois de uma festa e dos toques nada comuns. Lembrava-se de cada expressão, gravada a ferro quente na memória e aquilo era tudo que o mantinha de pé. Tudo que o mantinha são enquanto longe.

Mas podia ver que a distância não destruíra apenas a ele.

Seus preciosos olhos azuis perderam o brilho. A pele bronzeada estava pálida, o corpo estava mais magro do que se lembrava. Ele mesmo mais parecia uma sombra do que já havia sido, mas ver como havia feito mal a Naruto… Isso o feriu mais do que qualquer coisa.

Os olhos do galego continuavam arregalados, a boca ressecada entreaberta, as mãos trêmulas, segurando a porta, mas estava machucado pelo soco que acabara de dar. Sasuke aproximou-se devagar, ignorando a dor no próprio rosto, vendo o corpo poucos centímetros menor que o dele, se encolher a cada passo que dava. Estendeu a mão lentamente, segurando a direita do loiro e a ergueu na frente do rosto. Os nós estavam vermelhos, como imaginou.

— O que… Você… - Naruto tentou perguntar, mas nenhuma frase se completava nem na sua mente, que dirá conseguir exprimir qualquer coisa que fizesse sentido.

— Posso entrar? - Sasuke perguntou baixinho.

O tom era pedinte, diferente do que costumava utilizar em qualquer que fosse a situação. Enquanto o observava, sentindo o pulso, onde o moreno tocava, vibrar e levar aquela agitação pelo corpo, notava o modo como ele estava. Ainda que seus traços marcantes permanecessem, existia ali aquelas marcas de noites mal dormidas e aquele olhar cansado. Como se estivesse suportando algo realmente difícil.

Naruto piscou algumas vezes, por diversos motivos. Parecia que estava em um sonho, ou acordando de um. Uma parte sua queria ceder a vontade de abraçar o moreno e não soltá-lo até ter certeza de que ele não iria embora. Outra parte estava borbulhando de raiva. Uma raiva acumulada por três anos, querendo escapar por cada pedacinho seu.

Estava tão fora de si, com tantos sentimentos ambíguos, que apenas saiu do caminho enquanto Sasuke entrava. Seu coração batia tão forte, tão rápido… Mal podia respirar. Sentiu o cheiro característico do Uchiha formar uma nuvem ao redor de si assim que ele passou pela porta. Fechou os olhos com força, tentando manter a sanidade.

— Desculpe aparecer tão tarde – A voz rouca permanecia baixa e cuidadosa – Eu vim direto pra cá, então…

— Pare – pediu, apertando os olhos com o polegar e o indicador – Meu Deus, Sasuke. Pare de agir como se tivesse ido ao mercado. Onde você se meteu? Por que você… Por que está aqui?

— Eu disse que viria – o outro o encarou.

— O que? Quando? - perguntou, alterado.

— Antes da viagem – Sasuke o encarou, esperando que o outro se lembrasse – Eu disse que a primeira coisa que faria ao voltar seria vir pra casa. Eu prometi.

O coração de Naruto deu um salto. Estava tão cheio de tantas emoções, sem conseguir distinguir nenhuma, que mal conseguia manter os olhos abertos. A respiração estava desregulada, pesada.

— Você diz três anos atrás? - perguntou com deboche – Quando me fez acreditar que estava indo em só mais uma viagem para resolver assuntos familiares? Porque, que eu me lembre, o que você fez foi sumir da minha vida sem deixar nenhum rastro e nunca entrou em contato.

— Eu…

— Então não chegue aqui agora, dizendo que voltou pra casa – bradou – Você abandonou essa casa. Você me abandonou – agora a voz soava mais baixa – Não pode retornar como se nada tivesse acontecido.

Sasuke já esperava por isso. Temeu aquela volta, mas, mais do que qualquer medo, precisava ver Naruto. Precisava tocá-lo e saber como ele estava, mesmo que o odiasse. Permaneceu calado, observando o corpo menor que o seu tremendo. A expressão era uma contradição que ele entendia muito bem, porque sempre entenderia Naruto, ainda que ele mesmo não pudesse fazê-lo. O rosto estava vermelho e sabia que ele estava entrando em ebulição por dentro.

O Uchiha deixou a mochila grande cair ao seu lado. Deu alguns passos na direção do Uzumaki, que se perdia entre o choque e o desespero. Parou a centímetros dele, vendo as pálpebras cobrirem parcialmente o olhar azul e sabia que poderia recorrer a saudade. Tinha certeza que o loiro sentia sua falta porque, céus, ele mesmo mal podia se aguentar. Mas isso não resolveria nada. Não ali. Não depois de tudo.

Em vez de subjugá-lo e se entregar de igual forma, o moreno abaixou-se até ficar de joelhos. Segurou a mão dolorida de Naruto e deixou um beijo, sentindo o corpo dourado se arrepiar. Depois disso, passou os braços ao redor da cintura do loiro, escondendo o rosto no corpo alheio.

Naruto sabia o que ele estava fazendo. Estava pegando o orgulho Uchiha e quebrando-o com as próprias mãos. Estava ajoelhado, num silêncio barulhento até demais, suplicando por perdão. Mas Naruto não podia. Não conseguia dizer que o perdoava assim, porque aquilo não apagava a dor que passara nos últimos três anos.

Aquilo não explicava porque tinha sido tão cruelmente abandonado.

Então, lutando com todas as suas forças, Naruto soltou-se dos braços pálidos de Sasuke Uchiha e trancou-se no próprio quarto.

Sasuke ficou algum tempo ajoelhado, vendo-o se afastar, sentindo o coração doer. Não podia cobrar aquilo dele, embora ansiasse por isso. Não podia abrigá-lo depois de ter ficado tanto tempo longe. Ainda assim, vê-lo dando-lhe as costas o feria quase fisicamente.

Ergueu-se sem ânimo, sentando sobre o braço do sofá olhando em volta. Estava tudo uma bagunça. Sabia que Naruto não era a pessoa mais organizada e que poderia ser bem desatento, mas tudo parecia jogado. Estendeu a mão, alcançando a camisa jogada que Naruto utilizara naquele mesmo dia. Puxou-a para perto de si, aspirando profundamente e fechando os olhos. Sentia tanta falta dele. Ainda que seu coração pesasse com a clara rejeição que recebera minutos antes, saber que o loiro estava por perto o deixava insanamente feliz.

Ouviu o barulho da porta do quarto se abrir e se fechar. Andou até o curto corredor e viu que, no chão, havia um travesseiro e um cobertor. Não conseguiu impedir o sorriso que brotou em seu rosto, pequeno, porém verdadeiro. O primeiro desde que o deixara.

Pegou a roupa de cama, dirigindo-se ao sofá e deitou-se sobre este. Estava cheio de roupas sujas e embalagens de comida pronta. Deixou a mente vagar com o pensamento de que, se fosse antes, estariam em uma calorosa discussão sobre como o Uzumaki era relaxado. Agora, no entanto, aquela bagunça era como um bálsamo para suas feridas. Tudo que queria era ser a cura de Naruto, tanto quanto ele era a sua.

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Lá vem o próximo, Ja nee

Feb. 27, 2018, 1:10 a.m. 0 Report Embed 6
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