Luxúrias Follow story

tiatatu Tatu Albuquerque

"Eu nasci doente, mas eu amo isso, me ordene a ficar bem. Amém!" Estavam certos de sua vocação, certos que seguiriam a vida religiosa, mas e se o chamado divino deixasse de ser ouvido e, em seu lugar, eles ouvissem a voz da luxuria? Songfic de Take Me To Church - Hozier (Threeshot - KonoHana, NaruHina, GaaLee)


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#NaruHina #Songfic #FNS #GaaLee #Gaara/Lee #3some #KonoHana
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Ovelha Roubada

“Meu amor tem humor

Ela é a risada num funeral

Sabe que todos desaprovam

Eu deveria tê-la venerado mais cedo”


Rosário nas mãos, joelhos no altar. Tremia da cabeça aos pés, aquilo era como um tormento. Pela primeira vez em toda sua vida sentiu os tais impulsos mundanos que nunca haviam tomado posse de seu corpo, impulsos impróprios, impulsos que destruíam suas certezas quanto sua vocação religiosa.

— A-ave Maria, mãe de Deus, rogai por nós, pecadores… - era uma penitência a si próprio. Pouco faltava para se ordenar como padre, para consagrar-se de vez à fé, não compreendia como algo que nunca lhe afetou sequer durante sua puberdade agora, no auge de seus 25 anos, explodia seu corpo por inteiro. Mirou o objeto sagrado, a imagem que representava a venerada mãe de Deus, como ele próprio acreditava, rogando à entidade por ela representada para que pudesse se controlar. - Rogo-te, Santa Nossa Senhora, para que me ajude a livrar-me desses impulsos, me livre daquele demônio mundano que tanto quer me desvirtuar de meu caminho…

— Se sentes desejo por mim, Konohamaru, creio que não estejas tanto no sagrado caminho! - se arrepiou inteiro com os sussurros sensuais e atraentes de Hanabi, aquela que conseguira o feito de lhe aflorar os desejos de um homem. Assustado, quase caiu, olhando para trás e vendo a bela morena de olhos claros que agora mordia os lábios pintados de vermelho. No seminário, havia estudado sobre as demônios succubus, mas nunca imaginava que teria uma delas a sua frente. Beijou o objeto sagrado que possuía nas mãos, rezando para que seu Deus lhe ajudasse a fugir novamente dela, daquela a quem pensava ser o demônio que estava a lhe tentar, mas Hanabi não era um demônio, pelo contrário, ela era uma mulher, uma mulher que queimava de desejo por ele, não se importando se ele desejava ou não ser padre, aliás, descria disso, cria que ele também lhe desejava e por isso, sem nem mesmo se importar com o lugar sagrado onde estavam, ajoelhou-se ao chão e o beijou. Se já era complicado resistir aos impulsos antes, agora, provando de seus lábios, era impossível. Era um ato totalmente reprovável, mas era ela e ela nunca se importava com isso, apenas em sanar seu desejo. Tão de repente quanto sua chegada, foi sua saída, após terminar o beijo com uma provocante mordida no lábio inferior do seminarista que ofegava, lhe vendo partir e sumir de suas vistas depois de alguns instantes. Ela era inteira tentação, as tentações malignas que tanto deveria fugir, dizia o livro sagrado de sua religião, mas não adiantava fugir, repreender ou tentar se controlar diante dela, diante dela era fraco, era falho, não era um homem de Deus, perto dela era apenas um homem.


“Nós nascemos doentes

você ouviu quando eles falaram”


Era pecado, ela sabia, mas não sabia para onde correr e nem queria fugir. Ao sair da igreja, encontrou o grupo de beatas que lhe olhavam com desprezo, afinal, era a perdida da família, aquela que não seguiu a vida religiosa como a irmã gêmea fraterna, que logo seria ordenada freira, mas não ligava. Nasceu diferente dela até em aparência, porque deveria ser igual em outros aspectos? Julgavam-lhe doente da alma, mas Deus veio para os doentes e não para os sãos, não era isso o que diziam as escrituras? “Deus também te ama!”, não era isso o que diziam os panfletos que tanto recebia? Ajeitou a curta saia antes que ela mostrasse mais do que devia, no espelho retrovisor de seu carro, verificou se ainda tinha a pintura vermelha em seus lábios, recebendo os incômodos assobios dos homens que claramente lhe desejavam, mas ela não os desejava, apenas desejava um homem, mesmo que tivesse que o corromper e manchar o branco puro de sua alma como o vermelho vivo dos prazeres carnais, o faria, o teria, o amaria, o levaria aos céus, aos infernos, à Igreja de prazer onde ele apenas lhe veneraria como uma deusa. Sorriu maliciosa como sempre ao passar pela diocese e vê-lo, lançando uma piscadela para o rapaz que precisou se conter novamente, olhando para o céu, rogando para que ela logo desistisse de suas más intenções, rogando que não caísse em tentação.

“Nasci doente, mas adoro isso

Me ordene a ficar bem”

O que poderia fazer se sequer possuía coragem para ir ao confessionário e dizer que havia pecado? Mesmo que não fosse proposital, mesmo que não houvesse feito, propriamente, nada de mal, havia pecado. Só de imaginá-la em seus braços, só de se imaginar perdido em meio ao prazer que ela insistia que poderia lhe proporcionar, já estava pecando. Se as escrituras diziam para arrancar fora a parte de seu corpo que lhe fazia pecar, se perguntava como arrancaria de si sua mente, a mente que antes só pensava na vida religiosa que iria seguir e que, agora, o traía, lhe fazendo imaginar Hanabi em seu quarto. Levou a mão aos lábios, não acreditava que havia sido ali, naquela igreja onde “estagiava”, em frente ao altar, que havia dado seu primeiro beijo com uma mulher que sequer era fiel da diocese, pelo contrário, ela era uma mulher pagã, o que, em sua mente, aumentava o tamanho de seu pecado. Pecado grande, pecado pequeno… Não existia isso, ele bem sabia que pecado era pecado independente do tamanho, pensava que provavelmente já estava condenado ao inferno, não o que acreditava existir na vida pós-morte, o inferno que inflamava seu corpo, a angústia de errar mesmo quando se esforça para estar certo, de tentar abandonar os atos mundanos, em vão, porque uma força lhe puxava para dentro do antro de perdição da fornicação, o antro da perdição da mulher que agora lhe aparecia em seus sonhos, sensual como sempre, tomando seus lábios enquanto dançava em seu colo. Por sorte, o sino tocou suas sete badaladas matutinas e o despertou das ilusões tão prazerosas e, ainda assim, tão pecaminosas. O dia não se seguiu comum, ensaiava para sua ordenação, que viria no dia seguinte, mas não conseguia pensar nos ritos que havia decorado durante o seminário, apenas pensava na textura e no cheiro da pele de Hanabi, no gosto que tinha seus lábios. “Ainda há tempo de desistir, eu o esperarei quando isso acontecer”, disse ela dias antes e, pela primeira vez, sentia-se muito tentado a isso. Olhou para trás, à porta estava ela, como sempre sedutora, como sempre provocante, como sempre perturbadora. O decote que ela usava era algo que lhe tirou de si e ela sorriu, ela sabia disso. Foi difícil para ele, após o ensaio, ajudar a ministrar a missa, foi difícil para ele tirar os olhos dela, que parecia fazer de propósito, sendo atraente até ao cruzar as pernas para melhor apoiar a Bíblia que fingia ler, o olhando provocante quando levava os dedos à boca, para, com a saliva, facilitar o folhear. Por Deus, será que alguém havia visto? Por Deus, será que ela não desistiria nunca?

— Irmão Konohamaru, você está bem? - questionou o bispo Gaara ao fim da missa, ganhando um afirmativo menear de cabeça como resposta. - Me ajude a distribuir as hóstias! - ó, não! Por que precisava fazer isso? Quase derrubou a taça quando ela, discretamente, sugou seu dedo quando provou do símbolo sagrado. Deus, era tentação demais, rogava à divindade para que não caísse da fina corda da racionalidade da qual ela estava tentando lhe empurrar, cria ele, mas, o que Konohamaru não sabia, era que ela não o empurrava da corda, ela possuía uma tesoura nas mãos e estava prestes a usá-la para cortar seus laços com a moral. Respirava ofegante, ao chegar em seu quarto, prontamente ajoelhou sobre o altar que ali havia. Agora as heresias eram maiores, via o rosto de sua tentação nas imagens santas e isso o arrepiou de susto. Até em suas sagradas orações ela invadia seus pensamentos. Por Deus, ela havia ido longe demais! Algo agora incomodava em suas vestes, em seu bolso havia um cartão e uma chave. Como aquilo havia parado ali? Trêmulo ficou ao ler o cartão, era ela, mas como ela havia colocado algo assim em seus bolsos sem que visse? Talvez na hora em que lhe distraiu durante a entrega das hóstias. Sacudiu a cabeça, estava a ponto de chorar de desespero. No cartão, ela marcava um encontro em um dos motéis que possuía na cidade, no mesmo horário em que ele seria ordenado padre. Respirou fundo, o pior de tudo era que estava se sentindo tentado a ir. Se sentia como Eva quando a mulher provou do fruto proibido por conta das tentações lhe impostas pela serpente, a entendia, era difícil resistir à serpente, ainda mais quando ela vinha em forma de uma mulher tão perspicaz na sedução. Afrouxou o colarinho da camisa negra, se sentindo sufocado. Estava confuso, por tanto tempo esteve certo de suas vocações, porque justo agora, faltando horas para sagrar-se padre esse tipo de desejo lhe ocorria? De tão assustado, tremeu quando sentiu uma mão em seu ombro. - Não sou eu a tentação que te assombra! - era bispo Gaara, que agora parecia ter a face de Cristo em sua mente, precisava de um conselho, precisava de uma luz. - Não precisa me dizer nada, eu vi o que aconteceu na entrega das hóstias, creio que devemos tomar isso como uma confissão! - concordou, mesmo com a vergonha de ter de expor seus sentimentos, talvez desabafar fosse uma boa saída para sua confusão. Se dirigiram até o confessionário, nervoso, se ajoelhou esperando ouvir a voz de Gaara que se preparava. - Ave Maria Santíssima!

— Sem pecado concebida! - respondeu antes de suspirar pesado, quase que derrotado. - Bispo, me perdoe, eu pequei… Bem, eu não sei se pequei… - revelou confuso, negando com a cabeça como se isso fosse afastar sua confusão. - Eu não me entendo, nunca senti um impulso sexual sequer, nem durante minha adolescência, sempre estive certo de meu chamado, mas…

— Mas…

— Mas ela… Aquela mulher é como o demônio da luxúria, sempre a me tentar e seduzir! - sua voz mostrava seu tormento, sua agonia diante da situação já insuportável. - Eu não consigo entender como isso foi acontecer agora!

— Seu corpo corresponde aos desejos luxuriosos dela? - mesmo que envergonhado, não poderia mentir.

— S-sim! - confessou derrotado, se agarrando ao rosário. - Eu já tentei rezar, me agarrei na palavra de Deus, já fiz jejum, tudo o que o senhor possa imaginar, bispo, mas eu não consigo me livrar dessa tentação.

— Há quanto tempo isso acontece?

— Desde que fui transferido para essa diocese, para prestar meu estágio e ser ordenado. Ela vem às missas e à igreja apenas para me tentar, o-ontem…

— Não tenha vergonha, apenas diga o que houve ontem! - disse firme lhe dando coragem para contar.

— O-ontem ela me beijou! - só de relembrar do ocorrido, sentia os mesmos impulsos correrem por seu corpo. - E-ela sentou em meu colo e me beijou, saindo daqui após isso! - Gaara pensou um pouco, a situação era mais grave do que pensava. Nunca imaginou que Hanabi chegaria ao ponto de tentar desvirtuar alguém do sagrado caminho religioso, muito menos que seria correspondida e teria sucesso em seu intento. Como resolver aquela questão? Nunca antes havia duvidado da vocação religiosa de Konohamaru, pelo contrário, nunca imaginou que o mais aplicado dos seminaristas passaria por tamanha provação, mas ainda tinha fé que ele pudesse resistir.

— Tens um dia até sua ordenação, Irmão Konohamaru, achas que podes ser forte o suficiente até lá? - mas o problema não era a ordenação, o problema era o desejo que percorria o corpo do futuro padre, que, mesmo tendo conhecimento de suas fraquezas, assentiu, tomou para si a penitência dada pelo bispo, mas, até mesmo nas orações, se perdia pensando em Hanabi.

— A-ave Hanabi, cheia de luxúria, maldita sois vós entre as mulheres, maldito o fruto do teu pecado… - balançou a cabeça, quase gritou assustado. Como ele poderia cometer tal heresia? Não, não poderia resistir.


“E para manter a deusa ao meu lado

Ela exige um sacrifício”


Por toda a manhã seguinte ficou estático, pensativo. Vestiu as roupas que em breve seriam trocadas pela batina, mas aquilo que por tanto tempo fora seu sonho agora lhe dava pesados arrepios. Mesmo que ela não estivesse por perto, podia sentir o aroma sensual de sua pele, sua mente lhe traia e mais uma vez sentia o desejo insano de tomar-lhe em seus braços e, nos dela, se perder. Poderia conviver com isso enquanto fosse um homem de Deus? Certamente ela não desistiria, mesmo que se ordenasse padre, de certo ela seria ainda mais insistente e sedutora, o que tornaria seu pecado ainda maior. Por Deus, era insuportável tal dúvida. De um lado os votos de celibato, de outro a luxúria da mulher que parecia lhe chamar. Era uma escolha difícil para alguém que passou a vida inteira certo do que seria, do que faria, mas que agora tinha suas certeza resumidas a pó por aquela que conseguiu lhe tornar um homem impuro. Não podia mais resistir, não podia seguir em frente. Olhou para o cartão e a chave sobre sua cômoda, pensou um pouco, depois mirou o sagrado crucifixo em sua parede. Fez o sinal da cruz, beijou os dedos. - Me perdoe, Jesus Cristo, mas eu pecarei! - seu coração pesava, mas estava decidido. Tirou as sacras vestes, trocando-as pelas únicas camisa e calça jeans comuns que ainda possuía. Sobre a cômoda deixou o crucifixo que sempre adornava seu pescoço e dela pegou o cartão e a chave. Respirou fundo, rogou a Deus para que não se arrependesse. Pegou seus poucos pertences, pôs na mala, olhando uma última vez para a imagem de Maria que possuía com tanto apreço. Dela, um bilhete caiu, nunca havia o visto antes e, ao pegá-lo, notou ter sido escrito por seu falecido avô. “Seja feliz, independente da forma que sua felicidade vier”. Talvez fosse um sinal de que sua felicidade não estivesse na vida religiosa, mas fora dela. Isso não abalava sua fé, continuava temente a Deus, mas agora via que talvez sua fé não fosse grande o bastante para lhe fazer resistir às tentações, por isso se conformou com sua falha, afinal, era um homem e também errava e mais errado seria seguir os sacramentos certo de seus pecados, por isso, simplesmente pegou a mala e aceitou seu destino como pecador, mesmo que sempre tivesse sido ensinado a fugir do pecado, agora partia rumo à ele, que o esperava de braços - e pernas - abertos.


“Sem mestres ou reis após o ritual começar

Não há inocência mais doce

Do que nosso suave pecado”


Olhou para seu celular, o relógio marcava 19:59, estava ansiosa. Em um minuto começaria a cerimônia de ordenação, em um minuto chegaria a hora marcada com ele. Ele viria, não viria? Ele precisava vir, ele precisava sanar seu desejo, se bem que algo em si sentia que uma noite não bastaria para que seu desejo se findasse. Alheio à ansiedade da bela morena, Konohamaru chegava ao local, suas narinas se irritavam pelo cheiro das drogas que muitos dos clientes usavam, mas, de repente, seu nariz captou as notas sensuais do perfume de Hanabi, e aquele cheiro sim lhe agradava, ah, e como agradava. Apenas o seguiu e, sem precisar de nenhum auxílio, achou o quarto. Já certa de sua vitória, ela sorriu de canto ao ouvir o barulho do destrancar da porta, ele estava ali, ele veio, e, por Deus, ele ficava ainda mais atraente vestido como homem. Se antes estava à beira da loucura, agora estava completamente insana de desejo e por isso foi até ele e novamente o beijou enquanto trancava a porta. Não queria que ninguém atrapalhasse aquele momento, não quando estava tão perto de tê-lo em si, como por noites havia sonhado. Ele aproveitava o beijo, era bom, gostoso, tão bom e gostoso quanto era acariciar o corpo que tinha nos braços. Ela era uma escultura de tão perfeita, ela o atraía ainda mais estando seminua, vestida naquela lingerie minúscula, mas ainda lhe restava o receio.

— E-eu não devia estar aqui… - Hanabi sorriu diante de sua inocência, ele estava até mesmo um pouco corado e isso lhe excitava mais. - Hoje eu ia me tornar padre… - ela arranhou sua nuca, suas unhas desceram por suas costas e ele suspirou sôfrego. Ela sorriu, mordeu sua orelha, adorava se sentir desejada, ainda mais naquelas condições, por isso o seduziu ainda mais.

— Mas você está aqui, porque você não quer se tornar padre… - sussurrou ardente enquanto retirava sua camisa, mordendo o lábio inferior diante de seu corpo seminu. - Porque você quer o meu corpo tanto quanto eu quero o seu! - se ainda possuía alguma resistência, naquele momento ela se perdeu e ele mesmo tomou os lábios dela. Sem fôlego ficou quando ela tomou uma curta distância e lhe deixou ver o quão bem ela ficava trajada na lingerie vermelha que escolhera justamente para lhe seduzir, por impulso, tomou sua mão e lhe fez rodopiar, engolindo em seco ao vê-la por completo em tão atraente vestimenta, se é que poderia chamar aqueles poucos centímetros de pano de vestimenta. - Gosta do que vê? - assentiu boquiaberto, nunca havia visto uma mulher seminua, nunca havia imaginado que gostaria tanto daquela imagem e que poderia gostar mais ainda do que viria a seguir. Provocante, ela foi abaixando as alças do sutiã, libertando os firmes e médios seios, revelando os róseos mamilos adornados por piercings, o deixando estático. - Não os acha bonitos? - novamente, assentiu. - Pois os pegue, eles são todos seus! - sem pensar duas vezes a obedeceu, se sentia uma fera, seus instintos selvagens o dominavam, a desejava mais do que nunca naquele momento. Ouviu seus finos gemidos e eles fizeram seu corpo arder em uma febre forte, febre que sabia que apenas ela poderia curar. Perguntou a si mesmo qual seria o gosto de sua pele, por isso levou sua boca até ela, e, por Deus, como ela era deliciosa. Seu ser chegava a doer por conta do desejo que o perturbava, ela o tocou, sem pudor algum ela abriu e abaixou sua calça, abaixou sua cueca, e lhe tocou. Seu toque era bom, ela era a melhor pessoa para lhe fazer descobrir o prazer. - Já teve alguma mulher? - ele negou. - Pois com todo o prazer serei a primeira! - suspirou pesada quando ele suavemente mordeu seu mamilo direito, descobrindo sua sensibilidade. Ele merecia uma recompensa, por isso se ajoelhou, olhando desejosa para ele. - Seria um verdadeiro desperdício cobrir isso aqui com uma batina! - Konohamaru sequer imaginava que uma mulher pudesse levar algo assim a própria boca, mas gostou de descobrir. Seus pêlos morenos se arrepiaram inteiros, suas mãos, novamente por instinto, foram parar na cabeça de Hanabi, que engatinhou até fazê-lo se apoiar na parede. Olhou nos olhos dele, que nunca havia visto algo tão instigante, nunca havia provado algo tão delicioso. Seus olhos reviraram, sua cabeça girava, assim como a língua dela girava em sua glande. Ela adorava seu gosto, adorava vê-lo sob seu controle, era excitante, por isso, enquanto o levava à própria garganta, levou uma de suas mãos ao seu seio direito, sentindo suas carícias ali, enquanto ela própria levava a mão livre até dentro de sua calcinha e então se masturbava. Ela não cansava de ser sedutora não? Como ela conseguia lhe provocar tanto? Ela era como uma deusa da luxúria e ele a veneraria, ele já a estava venerando.


“A minha igreja não oferece absolvição

Ela diz: “venere no quarto”

O único paraíso para onde serei enviado

É quando estou a sós com você”


O quarto era como um santuário onde rezaria por mais prazer, ela fazia uma oração diferente, achava ele, uma oração intensa e deliciosa ao pecado. Parando para respirar, estapeou a si mesma com seu desejo, o incitando a fazer o mesmo e, para sua surpresa, ele gostou e repetiu não só uma como várias vezes. Ela sorriu, logo tentando novamente lhe abocanhar, sugando fortemente a glande, recebendo um tapa das mãos do agora ex seminarista. Nunca havia levantado a mão para ninguém, sabia que não deveria fazer isso para uma mulher, mas, naquelas circunstâncias, não podia se conter. As sensações estavam mais fortes, sentia que em breve iria se aliviar, sentiu seus testículos sendo massageados, sua lombar, assim como suas coxas e seu baixo ventre, foram deliciosamente arranhados. Ele tremeu, ela queria provar ainda mais de seu sabor, estava alucinada por seu gosto. O ensinou como ele próprio deveria se masturbar, ele, que nunca havia feito algo assim, confessava a si mesmo que ela era melhor fazendo isso, mas, ao vê-la com a boca aberta, como se esperasse por algo, se empenhou. As sensações, ah, elas agora iriam lhe explodir, chegava a doer, mas elas saíram na forma do líquido que agora ela bebia, voltando a lhe fazer sentir sua boca ali, o levando ao céu. Ó, o paraíso que tanto havia ouvido falar durante suas aulas agora estava com as portas abertas para si, ela havia lhe levado até lá, e, ao olhar nas escuras pérolas de seu olhar, sentia que devia dar a ela a mesma sensação, mas não sabia como. Ela continuava a lhe lamber, a lhe olhar, a se penetrar, mas, quando o fluido cessou, ela levantou e levou os próprios dedos a boca de Konohamaru, o fazendo provar seu gosto e ele gostou, ele queria mais e ela estava disposta a dar. Estava curioso para saber como ela era sem aquele pequeno pedaço de pano que ainda lhe cobria, por isso levou suas mãos ali, a deixando satisfeita em ver que agora ele estava corrompido, agora ele partilhava dos mesmos desejos e pecados que ela. - Quer me ver sem?

— Q-quero! - respondeu o mais firme que conseguiu. Ela correu, ele não entendeu. Ela tirou a calcinha, a rodou nos dedos e jogou para ele, que lhe seguiu como um cachorrinho. Boquiaberto ficou ao vê-la totalmente nua, a visão era ainda mais atraente. Ela se tocava, ela gemia, ela o convidava. Se livrou das calças que o impediam de andar livremente pelo quarto, se ajoelhando na cama, olhando em seus olhos. Como se ela fosse uma deusa em forma de mulher, beijou seus pés. Por suas ordens, subiu os beijos por suas pernas.

— Morda bem leve! - ordenou sendo atendida, recebendo mordidas no interior de suas coxas, com ele alternando entre uma coxa e outra. Curioso, ele examinou com o olhar o desejo dela, levou sua mão até ali e ela gemeu, gemeu alto, e isso lhe incitou a lhe tocar mais. - Assim, toque assim! - lhe guiou até o ponto erógeno, lhe ensinando como deveria fazer.

— Assim está certo? - ela assentiu, começando a se contorcer enquanto ele lhe tocava bem, achava-a bela, macia, poderia continuar lhe acariciando o dia todo, ainda mais se recebesse, em resposta às carícias, gemidos tão deliciosos. Novamente sentiu curiosidade, sabia que o gosto era bom, mas não sabia de onde ele vinha, por isso deslizou seu dedo até sentir de onde vinha tal umidade, buscando melhor umedecer seus dedos, os levou ao interior de Hanabi, que gritou em prazer e isso o levou a novamente lhe penetrar com os dedos.

— V-você é bom! - elogiou acariciando os cabelos castanhos, agora olhando nos olhos de seu amante. - Quer provar mais do gosto? - perguntou quando o viu lamber os próprios dedos, com ele assentindo. - Então me prove! - encarou seu ato de levar sua cabeça até entre suas pernas como uma ordem para que usasse sua boca, como ela já havia feito consigo, tentou repetir os movimentos dela, não teve muito sucesso, mas ela pareceu gostar. Beber de sua água direto de sua fonte parecia algo maravilhosamente novo a ele, por isso a penetrou e explorou com a língua, sentindo seu cabelos sendo quase arrancados. - Konohamaru! - nunca antes havia ouvido seu nome de forma tão melodiosa, nunca antes um simples chamado fora capaz de despertar em si novamente aqueles desejos. Por Deus, novamente eles passavam a lhe incomodar? Agora ao menos sabia que se tocar diminuía a pressão de seu ser, mas aquilo não era o suficiente. Ela rebolava contra ele, buscando que ele fosse mais fundo enquanto ela própria acariciava seus pontos de prazer com uma mão, já que a outra arranhava a nuca do rapaz que agora acariciava suas coxas. Pecaminosas não, aquelas sensações eram divinas, tê-la tão entregue em seus braços, com suas pernas trêmulas, completamente rendida a ele era uma visão dos deuses e ele queria senti-la ainda mais sobre seu domínio. - Pra um aquecimento, você é maravilhoso! - ela ofegava e ele gostava disso. Pouco sabia sobre sexo, sabia que ele era essencial para a procriação e que se fazia com ambos os sexos unidos, por isso ficou ansioso. Onde estava aquele ponto mais alto que a fazia gemer quando ele lhe tocava? Ah, havia achado. Curioso, sentiu novamente sua maciez, agora com a língua, levemente o sugou, tentando imitá-la quando ela havia feito consigo, e isso a levou à loucura. - Pare! - ela clamou, o confundindo. Não estava bom?

— Fiz algo errado? - ela negou, o fazendo deitar para que pudesse sentar em seu colo, e, por Deus, como era bom tê-la em seus braços mais uma vez, como era bom senti-la dançar em seu colo.

— Você foi um ótimo aluno, mas eu só quero gozar com você em mim! - ela se cuidava, por isso dispensou o uso do preservativo, imaginou que ver um virgem tentando se colocar a proteção seria uma cena hilariante e broxante, e se tinha algo que ela não queria agora era perder o apetite sexual. Ele esperava ansioso, sentia que a espera ia valer a pena. Ela não decepcionou, ela o arrepiava, ela o dominava, ela o enlouquecia. Seu rosto foi parar entre seus seios, sua língua em seus mamilos, suas mãos em suas nádegas, que foram apertadas quando ela o posicionou em si e então foi descendo. Beijou sua boca entreaberta pela surpresa e pelo forte prazer que sentia. Então isso era sexo? Era tão bom assim? Se antes fugia de Hanabi, agora queria morar em seus braços, em seu interior. Beijou seu pescoço, os movimentos de sobe e desce dela o levavam novamente ao céu, mas bastou que ela rebolasse para ele perder todo e qualquer traço de sanidade - e santidade - restante. Suas fortes e grossas mãos agora marcavam a pele branca, buscava fazê-la movimentar-se de uma forma que o agradasse mais e isso a surpreendeu. Ela gemeu forte, ele era melhor que em seus sonhos eróticos, por isso se empenhou em seus movimentos. Apreciava as mordidas em seu pescoço, o incitou a estapear e apertar ainda mais seus glúteos e ele o fez, assim como ele lambe novamente seus seios. Para alguém que estava descobrindo o sexo, ele era selvagem e isso lhe deixava mais certa de que apenas uma noite não iria lhe satisfazer, mesmo que um forte orgasmo estivesse a caminho. Ele sentiu suas costas serem arranhadas, a viu revirar os olhos, tremer em seus braços. Ela o apertava por dentro, o gosto de seu beijo agora era diferente, ele nunca imaginou ter alguém assim em seus braços, mas era incrível. - Konohamaru! - ela gemia entre os sorrisos, ela estava no céu, ele havia lhe proporcionado isso e, pela primeira vez, sentiu o que era o ego. Luxúria e vaidade, já havia sentido dois dos pecados mortais que tanto temia, mas agora também sentia a gula, pois ele queria provar mais do sabor do prazer e ela queria provar tudo consigo. Surpreso ficou quando ela fugiu dos seus braços, indo até a cômoda e dali retirando um tubo estranho. O leu, era um lubrificante, mas não entendia pra quê usaria aquilo, mas ela era paciente e explicaria, após lhe hipnotizar ao se apoiar na cama de forma que pudesse lhe empinar os quadris. Os acariciou, os apertou, tomado por seus instintos, até mesmo o mordeu. Não sabia o que ela planejava, mas desejava imensamente. - Eu quero que você me prove inteira, eu quero você em mim, me sodomize agora, é todo seu! - ela o fez despejar uma quantidade generosa do gel em si, o ensinou a massageá-la naquele lugar, seria bom para os dois, achava ela, que agora se insinuava, fazendo com que ele se esfregasse em sua região íntima. Konohamaru ansiava por seu interior novamente, por isso, desejoso e curioso, ensaiou a penetração. Foi calmo como ela pediu, mas era quase uma tortura. Era bom, muito bom, por isso, assim que ela o incentivou a continuar, ele se moveu. Segurou em sua cintura, urrava, gemia, delirava de prazer. Se esqueceu de todos os ensinamentos, se antes fugia, agora abraçava, se enrolava e se tornava pecado. Desejou beijá-la, por isso puxou seus cabelos de forma que ela viesse até si, sentindo a dificuldade de continuar os movimentos enquanto o beijo acontecia. Os corpos estavam suados, as mentes insanas, as vozes diziam palavras inaudíveis e desconexas. Ela se marturbava, mas agora o fazia com os dedos dele, os achava melhores, ainda mais quando lhe penetravam. Ele já não suportava mais, sentia que logo seu sexo iria explodir mais uma vez, bastou que ela requebrasse sensual para que ele se derramasse após lhe invadir inteiro, a fazendo gritar num misto de dor e prazer. Ele caiu deitado na cama, cansado, exausto, mas ela ainda queria mais, por isso sentou sobre seu rosto, o intimando a retomar o sexo oral. Se agarrou à cabeceira da cama, rebolava de forma a guiá-lo, sentia as mãos dele mais uma vez lhe acariciar e apertar as nádegas agora avermelhadas após tantos tapas desferidos ali. Se curvou para trás enquanto ele bebia novamente da fonte do líquido de sua excitação, quando ele teve reação, foi jogada sobre a cama, com ele lhe penetrando os dedos o mais rápido que conseguia, apreciando as faces de sua luxúria, a mais bela paisagem que havia visto. A beijou ainda mais voraz, olha, ela tinha novamente o gosto diferente no beijo, ela novamente massageava seu ego ao atingir o orgasmo. A cama estava inteiramente desforrada, o cheiro do perfume agora era substituído pelo cheiro do sexo feito, ao fechar os olhos, Konohamaru revivia os intensos momentos vividos. Ao longe, ouviu as nove badaladas do sino da paróquia, a essa hora deveria estar vestindo sua batina, mas não, vestir os lençóis do prazer de Hanabi lhe era uma melhor opção. Ela ofereceu whisky, ele bebeu, ela ofereceu cigarro e ele fumou, era uma sensação boa a de fumar após o sexo, após o banho tomado, ou durante o sexo oral que ela voltava a lhe fazer. E pensar que ele seria padre, não, era um pecador e assim o seria por debaixo de uma batina, vilipendiando o sagrado. Olhou as horas no celular de Hanabi, agora já eram 03:00, o horário onde diziam que só os demônios andavam sobre a terra e, pela primeira vez, riu de tal afirmação. Hanabi não era um demônio que o disvirtuava para lhe levar ao inferno, pelo contrário, ela lhe levava ao céu. Ainda não tinha muita habilidade com o fumo, mas ao menos conseguia se livrar melhor da fumaça enquanto seu corpo se livrava do agora ralo sêmen que mais uma vez ela engolia. Seus lábios inchados dos beijos e das íntimas carícias pareciam ainda mais belos, ainda mais com seu sorriso lateral, convencido. - Ainda quer seguir o celibato? - não, nunca mais.

— Eu mordi o fruto proibido e a única coisa que eu desejo agora é provar da árvore inteira! - ela mordeu o lábio animada, teria um ótimo amante a partir daquele momento e não sentia um pouco que fosse de remorso de retirá-lo da vida religiosa. Não o havia obrigado, ele lhe procurou por livre e espontâneo tesão, havia era lhe feito o bem de impedir de se tornar um hipócrita, achava ela, que apenas deitou ao seu lado com um sorriso no rosto, sentindo as carícias ousadas dele em suas coxas. - Gostosa! - virou para ele, ergueu sua perna esquerda e a apoiou no quadril dele, que beijou e mordeu seu lábio inferior.

— Já sabe pra onde ir? Se quiser pode ficar com a gente, você vai ser o nosso mascote, Padre! - debochou bagunçando seus cabelos. - Vou te ensinar tudo o que você precisa saber, te dou até um trabalho, isso é, se você me obedecer! - ela nunca fazia nada de graça, tudo tinha interesse por trás e agora não era diferente. Mais uma vez, ele se sentiu tentado.

— Tentador, se eu voltar pra minha cidade sem a batina, minha mãe me mata! - agora reparava a loucura que era largar tudo, sequer havia avisado alguém, não tinha dinheiro ou emprego, se bem que havia aprendido uma profissão no seminário, mas não imaginava onde pudesse trabalhar, mas agora isso não importava, não tendo o demônio Hanabi em seus braços, sedento por até a última gota de prazer que ele pudesse lhe dar. Largar a batina não abalava sua fé, mas estar com Hanabi fazia com que sua devoção fosse direcionada somente a ela, a ela e ao sexo que ela desejava.

— Mais forte, vai, eu não quero um padre na cama, quero um homem! - a segurou pelo traseiro e a penetrou ainda mais rapidamente, quase furioso, da maneira que ela queria. Eram pecadores em mais uma cena selvagem, seguiam seus instintos, mas não se importavam afinal, estavam livres e assim permaneceriam, até que novamente o prazer viesse a lhes fazer refém. Eram humanos, falhos e errantes, mas no sexo se tornavam perfeitos, no sexo a sujeira de ambos valia tanto a pena que se sentiam puros em sua impureza.


Na loucura e sujeira daquela triste cena mundana

Só então serei humano, só então serei puro”

Feb. 27, 2018, 12:06 a.m. 0 Report Embed 1
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