Grave essas lembranças em mim (2016) Follow story

alicealamo Alice Alamo

Porque tudo o que Sasuke queria em seu aniversário era não ter que fingir, não ter que encenar, não ter que se manter longe daquele que tanto amava.


Fanfiction Anime/Manga For over 21 (adults) only. © Todos os direitos reservados

#yaoi #incesto #lemon #naruto #ua #Itachi-Sasuke #itasasu
Short tale
13
6937 VIEWS
Completed
reading time
AA Share

Capítulo Único


Não é como se quisesse aquela festa de aniversário... Na verdade, Itachi o havia obrigado a comparecer. Que irônico... Seus amigos estavam ali, todos eles, assim como alguns familiares e amigos do irmão mais velho. Igual ao ano anterior... Igual a todos os anos.

Suspirou, afastando-se do som alto, ignorando as pessoas bêbadas que se jogavam na piscina ou os pequenos grupos que se formavam em volta de um narguilé. Passou reto por eles como sempre fazia.

Com seus vinte anos, já estava cansado daquilo. Um pouco cedo para sua idade, sim, mas o que podia fazer? Era antissocial e não gostava mesmo de ter que se misturar com outros, ainda mais em sua própria festa de aniversário quando tudo o que queria era paz e a companhia de uma única pessoa.

A garota com quem fingia namorar estava dentro da casa, bebendo e dançando, mas nem isso o fez querer ficar lá.

Como Itachi conseguia fazê-lo concordar com aquelas ideias? Não sabia. Foi para os fundos da casa, lembrando-se de que também fazia isso quando criança, e sorriu nostálgico.

Ali, havia o canteiro de rosas de sua mãe, aquele a que ela tanto se dedicava quando ainda viva. Agora, era ele quem tinha que cuidar, apenas para manter intacta a memória dela, para poder fechar os olhos e se lembrar dela cantando baixo enquanto podava, remexia a terra, regava as rosas. Ao centro, estava a árvore de seu bisavô, a famosa árvore que havia sido plantada quando sua família chegou no país. Lembrava-se de como havia infernizado seu pai para ele amarrar um balanço em um daqueles galhos e de como Itachi nunca se recusava a empurrá-lo.

É... Lembranças...

Caminhou a passos lentos, sentando-se no balanço, segurando as cordas e deixando a cabeça encostar nelas. Olhou para o céu. A época de seu aniversário sempre havia sido sua preferida. Dava para olhar o céu e ver cada estrela, era como se estivessem ali só para ele, especialmente para a celebração. Ou, pelo menos, havia sido isso que Itachi havia lhe contado uma vez.

Deu um pequeno impulso, sentindo o vento deslizar pela face, deixando a cabeça pender para trás enquanto as batidas da música ficavam cada vez mais distantes. Levou a mão para o bolso de trás da calça, retirando um cigarro do maço e ascendendo. Levou o cilindro fino aos lábios e inspirou profundamente, sem pressa. A fumaça entrou pela boca, queimou a garganta e se espalhou pelos pulmões onde reteve por alguns instantes.

Não abriu os olhos quando ouviu o barulho do esmagar de folhas, esperou até sentir a respiração perto de seu rosto e, então, abriu os lábios e permitiu que a fumaça saísse devagar por entre eles. Abriu vagarosamente os olhos ao final da expiração, encontrando as íris negras o observando. O cenho franzido e a expressão de desgosto pelo cigarro em suas mãos o fizeram perceber a preocupação do mais velho, mas não disse nada a respeito.

Itachi pegou o cigarro, levando aos próprios lábios. Sasuke sorriu de leve com o gesto.

— Não é você quem diz que faz mal?

— Sempre abro exceções em datas especiais — Itachi respondeu, erguendo a cabeça para soltar a fumaça para cima.

Sasuke se apoiou mais uma vez nas cordas, observando o irmão. O cabelo dele estava solto, um pouco bagunçado, mas nada que afetasse mesmo a beleza do conjunto. Ergueu a mão sem se dar contar, tocando-lhe a face com carinho e fazendo com que Itachi arqueasse uma sobrancelha em sua direção.

— Está tudo bem, Sasuke?

— Só não estou muito animado para... isso — Suspirou, sinalizando na direção do barulho. — Preferia ficar com você só. Não tinha que me fazer uma festa.

— Eu sei... Mas, se não fizesse, seus amigos apareceriam da mesma forma bem como nossa família. E seria mais difícil podermos nos esconder aqui — explicou, entregando o cigarro para Sasuke e se levantando para parar atrás dele e empurrar de leve o balanço.

— Nii-san...

— O que foi, Sasu?

— Podíamos pegar o carro e sumir. Ninguém daria nossa falta até que amanhecesse.

Itachi riu, parando o balanço e olhando para o céu. Tocou o cabelo de Sasuke e brincou com as mexas. Entendia o irmão. Estavam cansados daquela farsa toda e, pelo menos no aniversário de Sasuke, queria que aquilo fosse diferente, mas não dava... O que resultava em mais sorrisos forçados, em mais um dia obrigando-se a serem educados com quem não queriam, em mais um ano fazendo o que não queriam apenas para manter as aparências.

Inclinou-se sobre Sasuke enquanto o fazia erguer a cabeça. Parou sua boca sobre a do irmão, quase a tocando, sentido a fumaça sair dos lábios dele e entrar pelos seus. Não reteve. Apenas deixou que ela se dissipasse para então beijar Sasuke com carinho. As línguas se encontraram em harmonia, lentamente, deslizando uma sobre a outra naquele beijo de ponta cabeça. Itachi se permitiu fechar os olhos, sentindo Sasuke morder seu lábio inferior antes de puxá-lo.

— Me tira daqui. Por favor, nii-san — Sasuke se afastou, levantando-se e indo até Itachi. — Vou surtar se tiver que falar com qualquer um deles de novo. Só hoje, é meu aniversário, vamos aproveitar.

Itachi abraçou o outro pela cintura, sentindo a respiração dele contra seu pescoço e o modo exausto como fazia o pedido. Sabia que se arrependeria no dia seguinte, mas nunca havia conseguido negar muita coisa ao caçula, não é mesmo?

— Para onde quer ir?

— Praia — Sasuke respondeu de imediato. — Fica a meia hora daqui. Deserta. Escondida pelos rochedos. Podemos ir, ficar lá, e voltarmos antes que deem por nossa falta.

Itachi estreitou os olhos. Sasuke já sabia que iria convencê-lo e já tinha planejado tudo ao que parecia. Apertou os olhos, assentindo, derrotado.

— Coloque o que quer no carro e me avise quando estiver pronto. Vou trancar umas partes da casa para garantir que ninguém mexa nas nossas coisas.

Sasuke sorriu, jogando os braços pelo pescoço do irmão e beijando-lhe o rosto antes de correr para dentro da casa. Itachi coçou a nuca, voltando para onde o som quase o ensurdecia. Subiu as escadas para os quartos, trancando-os e perambulou por entre os convidados soltando um boato ou outro de que Sasuke não se sentia muito bem e que havia ido dormir. Quando terminou, saiu da casa, vendo o carro estacionado perto do portão junto ao dos convidados.

Sasuke não demorou para aparecer com uma mochila cheia, e Itachi conteve a vontade de perguntar do que aquilo se tratava. Entraram no veículo e, antes que alguém pudesse vê-los, Itachi ligou o motor, afastando-se dali.

Sasuke fechou os olhos, um sorriso bobo adornando os lábios enquanto ouvia Itachi procurar uma estação de rádio.

— Sabe... Estive pensando — disse, sabendo que Itachi o ouvia atentamente. — Só tenho lembranças ruins dos meus aniversários. Quer dizer, não são ruins, mas não são boas, entende? E você?

— Algumas — Itachi pareceu pensar. — Okaa-san me contou que estava grávida de você no meu aniversário de cinco anos, sabia? Bem na hora em que eu abria os presentes. Ela disse algo como “olha quantos brinquedos, Itachi! Que bom que a partir de agora terá alguém para brincar com você. É muito triste brincar sozinho, não acha?” — Riu saudoso.

— Não é a melhor forma de se dar essa notícia — Sasuke resmungou, desviando o olhar para a janela com o rosto violentamente corado.

— Não, não é — Itachi sorriu, levando a mão à coxa de Sasuke e apertando sua mão. — Mas é uma boa lembrança...

Sasuke remexeu-se no banco, passando o braço pelo cinto de segurança, ficando apenas com a cintura presa. Itachi estranhou a movimentação e arqueou a sobrancelha quando o caçula se sentou de lado no banco.

— O que foi?

— Olhe para a estrada, Itachi — Sasuke sorriu, e Itachi entendeu o que o irmão faria ao vê-lo se inclinar em sua direção.

— Pera, Sasuke, isso é perigoso! — tentou argumentar, mas arfou ao sentir a mão gelada do outro tocando-o por baixo da blusa.

Sasuke abriu a calça jeans de Itachi, abaixando a cueca e segurando o membro do irmão antes que ele o afastasse. Itachi o olhou descrente, colocando a mão em seu ombro, tentando afastá-lo embora desse para ver a mistura de excitação e medo em seus olhos. Sasuke manuseou o membro adormecido, ciente de que não demoraria muito para mudar aquela situação.

Itachi engoliu em seco, pondo as duas mãos no volante e apertando com mais força do que deveria graças à ansiedade.

— Eu reitero que não acho uma boa ideia — sussurrou, sentindo um arrepio descer-lhe pela nuca enquanto Sasuke o masturbava.

Sasuke riu. A respiração se chocou contra a pele exposta do irmão e pode vê-lo morder o lábio enquanto tentava se decidir se deixava os olhos em si ou na estrada.

A movimentação naquela região estava bem pequena, Sasuke podia contar nos dedos por quantos carros haviam passado. E, por isso, só por isso, atrevia-se a fazer o que desejava. Ao sentir o membro endurecido, lambeu os lábios. Sua língua deslizou pela glande do pênis, circundando-a e parando na fenda apenas para então repetir o movimento.

Itachi gemeu baixo, deixando um suspiro escapar e o copo se acomodar no banco. Manteve os olhos à frente e as mãos no volante, mas duvidava que conseguisse se manter são por muito tempo à medida que o irmão começasse a fazer o que fazia tão bem.

A língua desceu pela extensão, como se estivesse provando o sabor, testando a textura da pele. Os lábios tocavam superficialmente seu membro, deixando que o ar quente o envolvesse e o fizesse fantasiar como seria quando Sasuke o engolisse. Ouviu o barulho de zíper descendo e notou o irmão abrindo a própria calça, começando a se tocar lentamente.

Sua boca secou e um gemido escapou quando Sasuke chupou a glande. Os lábios quentes em volta de si o deixavam ansiosos, querendo mover os quadris para antecipar o que aconteceria. Sasuke fechou os olhos, colocando a língua para fora enquanto descia a boca pela extensão, comprimindo as bochechas, aumentando a pressão para então voltar chupando com força.

— Ah! Puta que pariu, Sasuke! — Itachi gemeu, batendo a cabeça no apoio do banco quando a onda de prazer o arrebatou.

Sasuke riu, voltando a lambê-lo antes de por na boca até a metade. Chupou, deixando que a língua acariciasse tudo o que pudesse, subindo e descendo sem muita pressa só para ouvir os sons roucos que saíam da garganta do irmão mais velho. Quando se deu por satisfeito, foi mais fundo, mais rápido.

Itachi moveu os quadris, tentando obter algum controle do boquete, mas sendo impedido pelo cinto de segurança. Diminuiu a velocidade, ciente que, dali em diante, seria melhor não ir tão rápido.

Sasuke o olhou, gemendo enquanto o recebia na boca cálida, parecendo lamentar quando tinha que o largar. A saliva escorria pelos lábios dele, molhando sua pélvis, facilitando o movimento de vai-e-vem. Gemeu, querendo levar uma mão aos cabelos rebeldes do irmão e força-lo a ir mais rápido.

— Otouto...

Sasuke sorriu, soltando o pênis ereto e o masturbando enquanto deitava a cabeça na coxa de Itachi, encarando-o com os lábios vermelhos inchados e os olhos desejosos.

Era querer muito da sanidade do mais velho...

Itachi parou o carro abruptamente, puxando o freio de mão, desligando o motor e ligando o pisca-alerta antes de segurar os cabelos negros e forçar-se contra a garganta de Sasuke. Ouviu-o gemer e fechou os olhos. Ah, como amava aquela sensação, como adorava poder sentir a língua se arrastando por si, a sucção, o barulho estalado que fazia...

As mãos de Sasuke apertavam suas coxas, o barulho entrecortado da respiração dele o excitava e não demorou muito para que o forçasse contra sua pélvis enquanto gozava intensamente.

Sasuke sentiu o próprio membro doer ao ouvir seu nome sair tão vulgar da boca do irmão. Sentiu os jatos quentes contra a garganta e fechou os olhos para controlar o enjoo. Esperou que terminasse, que Itachi estocasse lentamente contra seus lábios para, então, erguer-se. Abriu a porta do carro e se inclinou para fora, cuspindo o sêmen e limpando a boca na barra da blusa.

Itachi arfava, os olhos fechados e a respiração descompassada.

— Você ainda vai... nos matar, otouto — Riu, sentindo o prazer deixá-lo gradativamente.

Sasuke sorriu, voltando à posição inicial e ajeitando o cinto.

— Quanto tempo até a praia?

— Pouco — Itachi respondeu.

— Quer apostar comigo?

Não era muito bom apostar com Sasuke, Itachi sabia disso, mas, ao vê-lo acariciar o próprio membro, pareceu ignorar o bom senso, como sempre fazia.

— Aposto que gozo antes de chegarmos lá.

— Feito — Itachi ligou o carro.

Sasuke sorriu ao ouvir o motor roncar e os pneus cantarem quando Itachi acelerou. A sorte era que o caminho tinha poucas curvas...

Não fechou os olhos, mas deixou a cabeça virada para o lado, observando Itachi enquanto gemia baixo, sentindo o membro responder às carícias. Estava duro. Óbvio que estava. Chupar Itachi e ouvi-lo gemer sempre o deixavam pingando praticamente. Aumentou a velocidade com que se tocava, sentindo o calor se espalhar pelo corpo gradativamente.

— Nii-san...

Itachi se arrepiou ao ouvir a voz manhosa sussurrar seu nome. Espiou Sasuke pelo canto do olho só para ver o irmão arfar, com os olhos semicerrados, o rosto corado enquanto se remexia no banco e acelerava a punheta.

Avistou a praia. Não se importou se seria multado e direcionou o carro para a trilha que levaria à areia. Quando estava longe o bastante para que ninguém da estrada os visse, perto o suficiente do mar para ouvir o bater das ondas, desligou o carro, soltando-se apressadamente do cinto de segurança. Segurou a mão de Sasuke, ouvindo-o resmungar, e soltou o cinto dele.

Saiu do carro correndo, contornando-o para abrir a porta de Sasuke e puxá-lo pela mão.

Sasuke deixou-se ser colocado sentado sobre o capô do carro, seu irmão abriu suas pernas, apoiando-as nos ombros antes de engolir sua ereção sem prévio aviso.

— Itachi!

Ah, a fome com que ele o chupava provocava espasmos em seu corpo, faziam-no vibrar, gemer por mais e tentar se segurar na lataria do carro. Pulsava... Seu membro pulsava contra aqueles lábios finos, seu corpo rendia-se sob o de Itachi, deixando-lhe claro que estava literalmente ao seu dispor.

Não demorou para que gritasse, para que arqueasse as costas enquanto o clímax o atingia, escurecendo sua visão enquanto Itachi não parava de chupá-lo. Diferente de si, assistiu ao irmão engolir seu gozo, lambendo os lábios para então percorrer sua pélvis com a língua, limpando-o de qualquer resquício de sêmen.

— Você me tira do juízo — Itachi sussurrou, beijando o abdômen de Sasuke com devoção, passando as mãos pelo corpo dele enquanto suspirava.

Sasuke se apoiou nos cotovelos, acariciando os cabelos de Itachi antes de se sentar. Itachi se ergueu, permanecendo entre as pernas do mais novo e arrastando a boca contra a dele.

— Trouxe lençol — Sasuke sorriu, mordiscando o lábio de Itachi.

— É claro que trouxe — Itachi riu, afastando-se para o outro poder descer do carro e pegar a mochila.

Ajudou a estender o lençol sobre a areia, e sentaram-se. Sasuke apoiou a cabeça no ombro de Itachi, suspirando relaxado ao ouvir o som das ondas.

— Está pensativo demais, otouto. O que houve?

— Queria não ter que voltar para casa depois daqui... — confessou. — Acho que precisamos de férias.

— Da faculdade?

— Da vida, aniki — corrigiu-o. — Odeio ter que fingir que namoro Sakura apesar de ela entender a nossa situação, odeio ter que dar esse tipo de festa só para manter as aparências, de não podermos ficar juntos em casa sem que Madara ou Shisui apareceram de surpresa, de ter que mentir para meus amigos.

Itachi manteve-se quieto, olhando a movimentação das ondas. Sabia que seria assim e que uma hora Sasuke não aguentaria mais. Quando haviam começado aquela relação tão socialmente condenada, avisou o caçula de que não seria fácil, de que teria que abrir mão de muitas coisas e enfrentar muitas outras.

— Queria que pudéssemos ser só eu e você no mundo. Só nós em algum lugar onde ninguém viesse encher o saco — Sasuke resmungou, abraçando os joelhos.

Itachi levou a mão aos cabelos dele, puxando Sasuke para o meio de suas pernas para poder abraça-lo. Entendia o irmão. Também queria aquilo. Mas sabia que era impossível... Por isso, beijou o topo da cabeça dele, incapaz de não se sentir culpado por não saber como confortá-lo.

Sasuke se soltou, virando-se para poder sentar no colo de Itachi, de frente a ele. Acariciou o rosto do mais velho, passando os dedos em torno dos olhos e pelo desenho da boca.

— Eu te amo... — sussurrou, sentindo o rosto corar. — Você é a única pessoa que me faz levantar todo dia e enfrentar essa porcaria toda que chamo de vida. Não sei o que faria sem você, aniki.

Itachi o olhou, surpreso. Sasuke não era de declarações, não era mesmo. Aquilo acionou sua mente, disparando um alarme para que entendesse a gravidade da situação. Tocou a face do mais novo, obrigando-o a olhá-lo.

— Também te amo, e você está extremamente depressivo para um aniversariante — Puxou-o mais para si, acomodando-o melhor em seu colo. — Não sei o que está passando nessa sua cabecinha de vento, otouto, mas pare. Te amo, e sabe que faço qualquer coisa por você. Se quiser se mudar, fale. Se quiser contar para todo mundo sobre nós, conte. O que você quiser, faremos. A minha vida é amar você, cuidar de você. Desde o dia que você nasceu, eu vivo para e por você. Então, me diga, otouto, o que quer que eu faça?

Sasuke engasgou, apertando o tecido da roupa de Itachi com força e colando a testa a dele enquanto absorvia as palavras que tanto precisa ouvir e as sentia aquecer o peito.

— Me dê uma boa lembrança de hoje — sussurrou. — Grave em mim esse dia. Deixe-me lembrar desse aniversário hoje e pelos próximos. E, amanhã, quando voltarmos para casa, expulse todos de lá e prometa que ficaremos só nós dois. Só nós, mais ninguém, independente do que aconteça.

Itachi concordou, sussurrando um “está bem” antes de beijar a face de Sasuke. Viu o irmão sorrir com o gesto, oferecendo o outro lado para que fizesse o mesmo. Beijou, beijou face, as pálpebras, os lábios. Deixou que sua língua buscasse a outra gentilmente, embalando-a enquanto sua mão apertava a nuca e a cintura de Sasuke. Sentiu-o rebolar e suspirou no meio do beijo.

O gosto era único e, daquela vez, podia detectar todo o sentimento que aquele gesto transmitia. Não era como os outros que haviam trocado mais cedo, não era como os que desesperadamente davam enquanto transavam, era diferente... Era entrega, era uma silenciosa e completa entrega de ambas as partes.

Itachi desceu a boca para o pescoço de Sasuke, mordendo a pele de leve enquanto as mãos se infiltravam sob a blusa dele e a erguiam. A pele se arrepiou em contato com a brisa, os pelos se eriçando conforme Itachi se aproximava e arrastava os lábios pela área. Sasuke fechou os olhos, desfrutando da sensação da boca quente contra sua pele, sugando-a com cuidado.

As mãos tatearam suas costas, apertando a carne, segurando sua cintura para incliná-lo um pouco. Itachi fechou os olhos ao colocar um dos mamilos de Sasuke na boca, mantendo-o entre os dentes enquanto a mão buscava pelo membro esquecido. As unhas de Sasuke em seu braço não o incomodavam, e era extasiante assistir a feição de prazer começar a subjugar a preocupação anterior que assolava o mais novo.

Sasuke rebolou, esfregando as nádegas contra a ereção de Itachi enquanto sorria malicioso. Puxou o cabelo do mais velho, trazendo a boca dele para a sua e o beijava profundamente.

— Preciso de você dentro de mim... — gemeu, lambendo a pele do pescoço dele até a orelha, mordiscando o lóbulo. — Agora, nii-san...

Itachi fechou os olhos. Seu corpo correspondia a tudo o que Sasuke fazia e cedia a tudo o que ele pedia. Sentiu as mãos frias de Sasuke erguerem sua blusa e sua respiração acelerou quando ele se levantou e abaixou as calças, jogando-a perto da roda do carro.

Ajoelhou-se, vendo Sasuke fazer o mesmo antes de se deixar ser deitado.

Itachi abaixou um pouco as próprias calças, inclinando-se sobre o irmão para beijá-lo. O cheiro da pele dele o viciava, o gosto parecia um veneno com o estranho efeito de fazê-lo querer mais. Apertou as coxas em suas mãos, erguendo-as, expondo completamente Sasuke para si.

Abaixou-se, deslizando a língua pela ereção do caçula antes de chupar os testículos, mantendo-os na boca enquanto Sasuke se contorcia e gemia. Ergueu-o mais, deixando a entrada rosada ao alcance de seus lábios. A língua percorria a fenda, fazendo Sasuke chamar por seu nome em um tom mais alto e desesperado. Deixou a saliva escorrer mais que o normal, lambendo a área, circundando o orifício antes de penetrá-lo com a língua o mais fundo que podia.

As mãos em seus cabelos o excitavam, cada puxão acompanhado de um gemido manhoso o faziam gemer contra aquele estreito canal, imaginando se afundar nele. Deixou que dois dedos o penetrassem, observando o sorriso safado que Sasuke lhe dava enquanto rebolava. Abriu os dedos, preparando o corpo do outro para recebe-lo.

— Vem logo, Itachi...

Como não atender ao pedido? Abriu as pernas do irmão, abaixando um pouco o quadril dele para posicionar seu membro.

Só de sentir a glande percorrendo-lhe entre as nádegas, Sasuke gemeu, mordendo os lábios e movendo o quadril em busca de contato.

Itachi impulsionou-se para frente, entrando devagar, deixando que o membro fosse sugado para dentro do irmão. A pressão crescia, as contrações pareciam tragá-lo para cada vez mais fundo.

Sasuke gritou, apertando o lençol e a areia sob si, sentindo o corpo tentar se adaptar à invasão. Doía, óbvio que sim, mas simplesmente amava quando Itachi o penetrava daquela forma: lentamente, como se desfrutasse de cada segundo. A expressão de prazer que o mais velho exibia era linda; era como contemplar um quadro erótico magnífico em seu auge.

Quando Itachi sentiu seu membro entrar por completo, soltou o ar dos pulmões, inclinando-se sobre Sasuke. Apoiou-se sobre um braço, mantendo uma das pernas de Sasuke abertas com a outra mão. Sua respiração pesada se chocava contra a face do mais novo do mesmo modo como a dele fazia seu corpo se arrepiar. As bocas eram como ímãs, atraíam-se com tal força que era impossível pará-las no meio do caminho e impedir que se unissem, que se explorassem.

— Me fode... — Sasuke sorriu, malicioso, passando os braços em torno do pescoço de Itachi, enrolando os dedos em seus cabelos enquanto rebolava. — Ah, nii-san...

Itachi não esperou que o irmão repetisse o pedido. Saiu e voltou a enterrar-se em Sasuke de uma vez só, gemendo alto com o prazer que o ato proporcionava. O corpo do mais novo parecia querer expulsá-lo e isso só tornava o canal mais apertado, mais delicioso. Seu membro pulsava, desfrutando da pressão que crescia ao seu redor, sentindo como se as contrações o massageassem, o estimulassem a gozar.

Os gemidos de Sasuke faziam Itachi revirar os olhos, deliciando-se com a voz embriaga a chamar seu nome. Ele era tão lindo... Não importava como ou onde, Sasuke sempre conseguia ficar ainda mais bonito naquelas horas. O cabelo úmido contra o rosto, a pele com a fina camada de suor, os lábios inchados e semiabertos, os olhos nublados de prazer, que também fazia a face apresentar um leve tom rosado. Tão lindo...

Sasuke gemeu mais alto quando sua próstata foi atingida, choramingando enquanto o prazer não o deixava raciocinar.

Empurrou o irmão, sem o deixar sair de dentro de si. Não precisava falar para que Itachi entendesse o que queria e, assim, logo foi puxado para se sentar nele. Apoiou as mãos nos ombros de Itachi ao mesmo tempo em que ele apertou suas nádegas. Subiu e desceu rapidamente, arfando quando seu corpo tremeu. Rebolou, deixando que Itachi o ajudasse a cavalga-lo, gemendo ao pé do ouvido dele apenas por saber como aquilo o excitava.

Queria gozar... Ah, como queria gozar!

Levou uma mão ao próprio membro, perdendo o controle do corpo, subindo e descendo na medida em que a necessidade de atingir o ápice crescia. Sua ereção estava sensível, liberando o pré-gozo e deixando seu membro úmido, facilitando a masturbação. Itachi buscou sua boca, desesperado, afoito, abafando seus gemidos e os colhendo um a um.

Insuportável. Essa é a melhor definição para o prazer que o acometia naquele momento. Insuportável. Seu membro pulsou quando sua próstata foi atingida, sua visão escureceu por um instante enquanto jogava a cabeça para trás e gozava. Intenso, tão intenso que não conseguiu parar de se mover, não conseguiu parar de querer sentir Itachi entrando e saindo de seu corpo enquanto o sujava com seu sêmen.

As estrelas no céu os assistiam, e Sasuke sorriu com isso, ciente de que ninguém mais poderia ver a expressão de Itachi ao atingir o clímax.

Itachi não aguentou mais, as contrações ficaram mais intensas, o modo como Sasuke rebolava em seu colo, chocando-os, gemendo para si, tudo parecia querer suga-lo, drenar suas forças e leva-lo ao ápice daquela noite.

Sasuke sentiu os jatos quentes em seu interior, o aperto em suas nádegas, a mordida em entre seu pescoço e ombro, e tudo o que fez foi gemer junto, satisfeito com a cena.

Itachi beijou seu pescoço, repousando a cabeça ali para tentar se recompor. Acariciou os cabelos dele, ouvindo-o rir baixo. Alguns segundos em silêncio foram necessários para poderem desfrutar da sensação do prazer os abandonando aos poucos.

— Obrigado pelo aniversário, nii-san — sussurrou, abraçando-o enquanto escondia o rosto envergonhado na curva do pescoço do irmão.

Itachi se ergueu, acariciando o rosto de Sasuke antes de deitar e puxá-lo consigo, beijando-lhe o topo da cabeça.

— Feliz aniversário, otouto...

Feb. 26, 2018, 10:02 p.m. 0 Report Embed 3
The End

Meet the author

Alice Alamo 23 anos, escritora de tudo aquilo em que puder me arriscar <3

Comment something

Post!
No comments yet. Be the first to say something!
~