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larivalk Larivalk .

Morando em uma vila nova, com costumes diferentes, o jovem ômega precisaria lidar com a nova vida que lhe espera. Contudo, ele jamais esperava ver sua vida mudar tanto quanto no dia em que conheceu aquele alfa na floresta.


Fanfiction Anime/Manga For over 21 (adults) only.

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Era um tanto comum meio lobo morarem na floresta com suas formas humanas, fazendo com que criassem um pequeno espaço para chamar de seu. Construíam cabanas simples, mas ainda sim bem confortáveis, se dividiam para que todos pudessem ajudar em algo dentro daquela pequena comunidade.

Os alfas eram responsáveis em buscar o alimento, eles caçavam como lobos para que o processo fosse mais rápido, os betas eram responsáveis pela segurança da tribo enquanto os alfas estavam fora caçando ou até mesmo indo até as cidades vender as peles ou alguma outra coisa que eles encontraram na floresta.

Já os ômegas ficavam na vila, costurando e cuidando da cabana. Os ômegas eram muito bons em costurar fazendo assim tudo o que fosse necessário para a alcateia. Mas mesmo com toda a habilidade em costura, elas não podiam ficar responsáveis pela saúde de seu povo.

Apenas betas e alfas podiam ser curandeiros, pois achavam que os ômegas eram fracos de mais para aguentarem certos machucados ou podiam até fica um pouco retraídos se um alfa usasse a voz de comando para não receber o tratamento.

Mas nenhuma ômega daquela alcateia ligava muito para isso, estavam felizes com seus serviços. Além do fato de sempre receberem presentes dos alfas, que faziam isso para conquista-los e conseguir uma união estável, mas muitos faziam apenas para levar para cama.

Mas não era isso que o ômega Izuku Midoriya achava, para começar ele nem pertencia de fato a aquela alcateia, sua mãe acabou se relacionando com um dos alfas de lá devido ao falecimento de seu pai, ficou feliz na época por ver sua mãe amando novamente, afinal ela tinha sofrido e muito com a partida de seu pai.

Então acabaram por mudar de alcateia, já que a mesma não via mais motivos para continuar na sua antiga sem seu falecido marido. O alfa na qual ela tinha se relacionado se chamava Yagi Toshinori, um lobo de respeito e bastante corajoso. Tinham se apaixonado rapidamente e desde então sempre que se viam na cidade ficavam juntos.

Não demorou para que o alfa pedisse a mão de Inko, sua mãe, em casamento. A alcateia não ligava de que algum alfa procurasse alguma ômega ou beta fora, já que não deixariam que alguém ficasse infeliz ou muito menos solitário.

Na alcateia de Midoriya, os ômegas tinham um papel muito importante, afinal quem ia para a cidade eram eles e não os alfas. Eram responsáveis pela saúde de seu povo, ótimos curandeiros que conseguiam manusear com perfeição qualquer erva medicinal.

Midoriya sempre acompanhava sua mãe a cidade, quando a mesma ia comprar alguma erva nova ou até mesmo algum objeto para melhorar a fabricação do remédio. Ficava procurando livros que pudesse ajudá-lo a melhorar seu conhecimento pelas ervas, sempre tentava aprender mais para que assim pudesse ajudar seu povo.

Mas agora na nova alcateia, Midoriya já não podia ir mais sozinho para a cidade, a menos que um alfa o acompanhasse o que o ômega odiava. Sem contar que ele odiava costurar, era bom devido aos inúmeros ferimentos que já tinha tratado, mas não gastaria sua inteligência muito menos seu dom para curandeiro com aquilo.

Yagi via o potencial do garoto, sabia pelos alfas da antiga alcateia de Inko como o esverdeado já tinha ajudado e muito. Ficaram um tanto tristes em ver o ômega partir, afinal era um ótimo curandeiro, mas ele era apenas um ômega não podia simplesmente ficar sozinho na alcateia enquanto via sua única família partir.

O alfa tinha uma certa suposição que no futuro algum alfa daquela alcateia acabaria por tentar tirar o esverdeado de seu novo lar. Então ele tentou com muito esforço, convencer o conselho da alcateia que o ômega novato era um ótimo curandeiro e que seus dons estariam sendo desperdiçados em costuras.

Mas ninguém queria o escutar, fazendo com que ficasse um tanto irritado com aquilo, afinal qual era o problema de Izuku ajudar como curandeiro se o mesmo tinha um ótimo conhecimento? Ainda sim não desistira, sempre que possível ele comprava um livro novo para o ômega, que nem mesmo ligava quando o livro estava em outra língua pois ele fazia questão de aprender apenas para ler o livro.

Como ele não podia ser o curandeiro da alcateia, ele tinha virado apenas o curandeiro de sua família. Além de remédios Izuku tinha um ótimo dom para medicamentos que ajudavam o funcionamento do corpo, vitaminas ou até mesmo nutrientes em forma de remédio.

Yagi se sentia um alfa jovem por tomar aquelas vitaminas, nunca fora muito fã de remédios, mas quando seu filho os fazia ,tomava com gosto já que Izuku sempre fazia com um sabor de seu agrado fazendo com que tudo fosse mais fácil de ingerir.

Izuku era um ômega pequeno, mais do que a maioria dos ômegas, mas isso devido a genética que ele carregava dos ômegas da linhagem de sua mãe. Era delicado fazendo com que fosse ótimo com agulhas e muito preciso em seu trabalho, tinha já feito muitas operações os alfas e betas de sua antiga alcateia viviam se machucando, por constantes lutas contra animais maiores, eles eram um tanto doidos querendo sempre mostrar seu poder. Mas não reclamava já que com isso conseguia treinar e muito seus dons.

Possuía cabelos esverdeados, assim como os de sua mãe, mas diferente dos cabelos lisos ele possuía cachos, seus olhos eram verdes em um tom claro e brilhante, possuía algumas sardas. Coisa que ele havia conseguido herdar de seu falecido pai, não possuía um corpo forte muito menos um tão esquelético, era em uma medida boa para conseguir sobreviver.

Izuku gostava muito de seu padrasto o mesmo lhe tratava com muito amor e carinho, ficava feliz em ser aceito pelo alfa já que nem todos os alfas aceitavam filhos de outros casamentos. O alfa era loiro e bastante forte, sempre possuía um sorriso no rosto, gostava muito de ajudar a todos e sempre se candidatava para algum serviço em prol da alcateia.

O ômega não se dava bem com ninguém da alcateia, já que todos os viam como estranho, ainda mais as ômegas que o achavam anormal para querer focar apenas em seus estudos sobre ervas e não em costurar para atrair alfas de grande status para que conseguisse presentes.

Midoriya achava aquele método ridículo, ganhar presentes para então indiretamente aceitar os sentimentos de um alfa, aquilo era completamente ridículo em sua mente. Na sua antiga alcateia, as pessoas conversavam, se conheciam e se presenteavam, caso quisessem, não como um meio de demonstrar que estava afim ou não de alguém.

O esverdeado viu que as ômegas eram todas dadas, quando os alfas voltavam de viagem elas corriam para ver se algum alfa daria algum tipo de presente, já os alfas muitas vezes não só presenteavam uma ômega e sim varias, ficava um tanto evidente que eles não queriam relacionamento serio coisíssima nenhuma mas pelo jeito as ômegas não ligavam.

Sua mãe ficava um tanto triste, já que sabia que as chances de encontrar um parceiro seriam praticamente zero, não gostava de ninguém daquele lugar e não poderia ir à cidade para conhecer um alfa como sua mãe conheceu. Então já tinha aceitado a um tempo que acabaria morrendo sozinho, coisa que ele particularmente não ligava já que preferia ficar sozinho a ficar com alguém daquele lugar.

A única coisa que deixava o esverdeado feliz era os presentes que seu pai lhe entregava e as idas a floresta em busca de medicamentos. Não era proibido que saísse andando em sua forma de lobo, mas também não poderia culpar a alcateia caso fosse atacado ou algo do gênero, afinal ele não era um prisioneiro, mas ainda achava um tanto irônico ele poder andar na floresta, mas não na cidade.

Sempre ia em sua forma de lobo, já que era um tanto mais fácil andar longas caminhadas e ir em locais um tanto difíceis para um humano ir. Carregava sempre uma cesta contendo suas roupas, para que quando voltasse ao normal as colocasse, além do fato de que precisava de algum lugar para colocar as ervas que encontrava.

Ninguém na alcateia tinha visto sua forma de lobo, já que não era algo que ele gostava de ficar mostrando, como os demais da alcateia que gostavam de se exibir. Sua pelagem era verde igual seus cabelos, mas na região de seu peito, pescoço e abaixo do focinho eram brancas, assim como a parte interior de suas orelhas. Seus olhos ficavam mais brilhantes, se possível, fazendo com que durante a noite tivesse certo destaque.

Estava andando com calma, já que não tinha hora para voltar, sua mãe tinha conhecimento de suas viagens pela floresta e não tinha medo já que na antiga alcateia ele fazia o mesmo. Então ficava um tanto feliz que pelo menos sua mãe e seu padrasto não o tratassem como o restante da alcateia, aquilo já era o suficiente para si, enquanto eles o apoiassem tudo estaria ótimo e perfeito para si, mesmo que não tivesse nenhum parceiro.

Então foi aí que viu, jogado no chão, um lobo respirando com certa dificuldade, sua pelagem era em um tom de roxo bem escuro, mas ainda sim possuía algumas manchas, como se fosse sangue seco ou até mesmo fresco. O jovem ômega se aproximou, vendo o estado do lobo, ele estava muito machucado, mas ainda sim estava vivo.

Precisava ajuda-lo o mais rápido possível, mas era um simples ômega mesmo que quisesse carregar aquele lobo enorme, que deveria ser um alfa não só pelo cheiro, mas também pelo tamanho, não conseguiria nem mesmo em seu corpo humano. Precisava avisar a alcateia, não era do feito de sua alcateia ficar acolhendo pessoas desconhecidas, mas um lobo ferido tão próximo assim de seu território não era um bom sinal.

Então ele uivou avisando, várias vezes, depois de um tempo o mesmo escutou uma resposta dos betas alegando que já estavam indo. Aquele dia todos os alfas tinham saído para caçar, o que de certa forma era bom já que eles não eram muito animados em receber alfas de fora, uma coisa era aceitar um ômega outra um alfa.

Midoriya se aproximou cheirando o corpo, tentando ver se encontrava os machucados ou se sentia algum cheiro de podridão. Viu o lobo abrir os olhos e lhe encarar um tanto cansado, ficou um tanto surpreso pelo mesmo conseguir abrir os olhos naquele estado. Viu um olhar um tanto confuso e raivoso do mesmo, talvez achasse que o ômega ia machucá-lo.

─ Está tudo bem, eu não vou lhe machucar ─ Falou Midoriya próximo ao lobo, vendo então o machucado na barriga do mesmo. ─ Vai ficar tudo bem. Tente não se esforçar muito, pode piorar.

O lobo voltou a fechar os olhos e respirar ofegante, o esverdeado não entendeu muito menos soube explicar, mas quando percebeu já estava deitado próximo do alfa o encarando, como se aquilo lhe pudesse passar segurança até que os betas chegassem e o levassem. Queria saber o que tinha acontecido com aquele alfa a sua frente, ainda mais por se sentir entranho quando aquele par de olhos roxos lhe encararam.

Feb. 26, 2018, 8:05 p.m. 2 Report Embed 3
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Rosada LoconaDeToddy Rosada LoconaDeToddy
To na segunda ainda será que aguento até quarta??
Feb. 26, 2018, 6:38 p.m.
Rosada LoconaDeToddy Rosada LoconaDeToddy
To na segunda ainda será que aguento até quarta??
Feb. 26, 2018, 6:38 p.m.
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