Kill the Lights Follow story

uchihaspears Uchiha Spears

Ela é a famosa princesa do pop de Hollywood. Ele é um atraente fotógrafo de coração quebrado. Ela é a queridinha polêmica das câmeras. E ele o homem que foi deixado para trás. Perdidos em um mundo de celebridades, flashes, festas, escândalos e um conto de fadas arruinado, duas pessoas de mundos opostos colidem novamente. Ele é sua inspiração. Ela é sua consequência. Exceto que desta vez, a princesa finalmente vai perceber que precisa do príncipe para ter seu final feliz?


Fanfiction For over 18 only.

##Naruto ##SasuSaku
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Bom dia!

Aqui estamos com mais um Good Morning Los Angeles, o seu programa de notícias matinal. E vamos à primeira notícia do dia: O que está acontecendo com Sakura Haruno?

A maior estrela do pop foi flagrada ontem, em mais uma balada em Los Angeles, e esqueceu um detalhe importante: a calcinha.

Escândalo? Claro! Esse é só mais um da princesinha do pop.

Desligo a televisão e aproveito para colocar uns pratos na máquina de lavar louças. Acordando antes das sete, novamente, em uma segunda. Isso é péssimo, considerando que é o meu dia de folga. Um azar!

Minha cabeça lateja um pouco, nada como uma noite mal dormida.

Ontem foi a noite do Oscar, então eu praticamente não dormi. Passei a noite em claro tirando foto de todas das “estrelas” que passaram pelo Red Carpet do teatro Dolbly e logo após fui para a festa de um grande astro de Hollywood, e como bom paparazzi entrei de penetra com o meu colega.

Consegui vários flagras das celebridades e tenho certeza que algumas estão enrascadas. Eu já enviei as fotos para a revista e tenho certeza que nesse momento deve ter fotos minhas por aí, arruinando a moral de algum famoso.

É o meu trabalho.

Pego uma aspirina e ingiro. Espero que essa maldita dor de cabeça vá embora. Desligo a máquina de lavar louças e pego minha câmera junto com minha mochila na mesa.

Segunda-feira é quase impossível ter alguma celebridade dando “sopa” por aí. Porém, foi noite de Oscar então muitas estão no aeroporto e provavelmente de ressaca.

Busco meu capacete no sofá e a chave do meu pequeno apartamento. Irei até o prédio da revista Amaterasu para pegar o meu dinheiro das fotos que consegui na noite passada.

Destravo minha moto, uma Ducati Panigale branca. Essa moto é a minha super máquina, essencial para quem gosta de ser livre, aventura, para perseguir celebridades e, claro, para se livrar dos congestionamentos de Los Angeles.

Monto, colocando a mochila nas costas e ajusto o capacete. Ligo e acelero me distanciando do prédio.

Moro aqui desde que nasci e isso tem lá seus vinte e cinco anos, um baita tempo. Não sou de lembrar sempre, mas meus pais fazem questão, principalmente quando me perguntam que infernos eu estou fazendo com a minha vida.

Aos dezessete anos eu fui para Harvard cursar Direito e fiquei durante infernais cinco anos de minha vida lá. Eu achei que queria aquilo para mim por ver meus pais no ramo da advocacia e com escritório, no entanto notei que não.

Só no último semestre eu percebi que Direito não era o que eu queria naquele momento e foi por lá que conheci a fotografia. Virou um hobby e foi tirando fotos de tudo e todos, que descobri o que eu queria para minha vida.

Claro que não recebi a bênção dos meus pais, eles ficaram loucos quando souberam e acharam que eu tinha surtado. Depois que me formei, eu larguei tudo, não quis advogar e disse que iria seguir o ramo da fotografia.

Péssima ideia.

Eu tinha planos de me tornar fotógrafo da natureza, para tirar aquelas fotos fantásticas e trabalhar na National Geography, mero engano.

Como eu não tinha mais renda acabei virando fotógrafo de celebridades para arcar com os custos do curso de fotografia.

Um fracasso para minha família, mas eu não me arrependo, e de qualquer forma eu ainda tenho um diploma de Harvard dentro de uma mala jogada debaixo da cama. Eu estava entre os melhores alunos, deve ser por isso que eles não me perdoam.

Cruzo pelas ruas de Beverly Hills, as famosas lojas de grifes e as mansões das celebridades. O glamour e ostentação vivem aqui, e os piores escândalos que se pode imaginar também. Hollywood tem o seu lado encantador e obscuro, eu prefiro o obscuro. Acho que todos preferem.

Estou a cem por hora pela estrada da cidade. Dessa cidade eu sempre espero congestionamentos, e foi o que encontrei. Olho no relógio no pulso esquerdo e é hora de me apressar um pouco mais. Vou cortando os carros que encontro pela frente sem me importar.

Dez minutos depois estou na sede da revista. É um grande prédio de comunicações de um famoso conglomerado de notícias. Eu passo pela portaria e faço o meu check-in. Tenho sorte de ser um dos fotógrafos contratados, tenho excelentes fontes pela cidade, de empregados, celebridades, médicos e até pilotos de avião. Sempre sei onde ter o flagra.

Chego à redação da revista, aproveito essa hora já que não tem muita gente por aqui.

— Madrugou? — minha chefe, Karin Uzumaki, pergunta e me observa por completo. — O que faz aqui tão cedo?

— Pegar meu dinheiro, claro.

— Evidente. — ela ajeita seus óculos. — Você pegou o Deidara trocando beijos com o Sasori ontem, eu estou petrificada.

— O que umas tequilas não fazem. — respondo, seguindo até sua mesa, onde me sirvo com uma xícara de café.

— Ele é casado! Sasori é casado!

Sasori é uma super estrela do cinema e o vencedor do Oscar de ator coadjuvante da noite passada. Uma estrela em ascensão que sempre bancou o galã para as fãs e para o marketing. Casou com uma atriz e juntos fazem o casal exemplo de Hollywood. Ou assim faziam, depois do flagra com ele sentado no colo do Deidara, também ator — e gay assumido —, acho difícil esse casamento funcionar.

Entretanto me recordo de que estamos em Hollywood, aqui tudo é jogado por baixo dos panos pela aparência. Então não duvido que o Sasori e a mulher na próxima semana anunciem sobre uma gravidez. Marketing!

— Depois de sair na capa tenho minhas dúvidas. — ela comenta, sentando-se na cadeira.

O escritório da Karin tem uma excelente vista para o oceano por ser no décimo sétimo andar. Vejo o sol brilhando por cima da água, uma vista fabulosa. Rapidamente retiro minha câmera da mochila e ligo, preciso salvar essa imagem.

— Eu também tenho minhas dúvidas. Muitas. Deixarei esse clique para amanhã.

Posiciono-me em frente ao vidro da janela, esfrego um pouco com a manga de minha camisa o vidro para não aparecer nenhuma mancha.

— Hoje o assunto é a princesa do pop. Sakura está surtando de vez.

Eu dou um leve zoom na câmera para ter o ângulo que desejo.

— Ela vai para primeira capa da semana. Todo dia um escândalo novo. O que ela está querendo? Arruinar a carreira dela? — eu mal dou atenção ao que ela está falando, e me foco na bela imagem que tenho capturada. — Você não me ouviu, certo?

— Não. — e só após capturar a imagem eu volto a me sentar. — Do que estava falando?

— Você é único. — ela responde irônica. — Aqui, seis mil dólares pelo o flagra. Ótimo serviço, Uchiha. Você vai causar a separação de um casal famoso, mais uma em seu currículo.

— Como se fosse eu quem escrevesse as notícias tendenciosas. — revido.

— Desconheço suas calúnias.

— Passar bem. — eu me despeço com um cumprimento militar.

— Hey... Espera. — me viro, aguardando que ela termine de falar.

— O que foi?

— Quero você acompanhando a Sakura.

— Não de novo.

— Ah, qual é Sasuke? Você é ótimo nisso, ia conseguir flagras dela inimagináveis, e porventura nos ajudar a entender o que está acontecendo com ela. Ela não está bem, tem algo errado.

— Karin, eu já te disse que não quero. Não me interessa ir atrás dela.

— Imagina o quanto você ganharia por um flagra exclusivo dela? Ela é uma Popstar mundial. Todos estão sedentos para saber sobre ela e o que está fazendo.

— Recuso. Não quero problemas com a Miss Popstar.

— Pensa na grana. — ela é ótima chantagista emocional. Sabe bem como apelar.

— Meu lance é arruinar casamentos, princesa. — pisco para ela e caminho para saída.

— Você é um pilantra mesmo. — ela rebate sorrindo.

— Até mais!

♪♫♪

Se tem algo que eu gosto daqui é a disponibilidade de academias ao ar livre pela cidade. Gosto de vir aqui pela tarde. E essa em que eu estou é na praia de Venice, uma de minhas favoritas. Ela é sempre movimentada. O fluxo de turistas por aqui é frenético, mas eles não querem saber de malhar, estão mais interessados nas lojinhas de souvenirs que estão espalhadas pela orla.

A brisa vinda do oceano balança os coqueiros ao meu lado. Há uma gritaria próximo daqui, graças à pista de skate e acho que os moleques estão fazendo algum tipo de competição hoje.

Eu me agarro em uma barra para fazer exercícios para os bíceps. Estou suando bastante, não é para menos. Estou em um treino intenso tem uns quarenta minutos.

— Te encontrei.

— Que eu saiba não estava desaparecido, ou você viu a minha foto na lata de leite?

— Engraçadinho. — ele desce do skate. — Estou rindo Sasuke, horrores. Está vendo? — ele aponta para a boca com o dedo indicador. — Deveria fazer stand up comedy, iria fazer sucesso.

O rei das piadas infames.

— Honrado. — largo a barra e espreguiço um pouco os braços, fazendo movimentos para não causar câimbras. — O que você quer?

— Nada. Estava com os skatistas por ali. Rolando aposta, o pai aqui faturou trezentos dólares. — ele faz um leque com o dinheiro, repleto de nota de dez e vinte.

— Assaltando adolescentes.

— Dinheiro justo. Fiz um Ollie, a garotada surtou quando praticamente voei com o skate.

— Tem exageros aí. — eu abro minha garrafa de água. Gelada! — Vários exageros.

— Sabe que essa manobra é arriscada, ainda mais em uma pista pequena. Fui sem nenhum equipamento.

É evidente o orgulho dele ao falar da manobra. Naruto é um ótimo skatista, desde pequeno sempre mandou bem nas pistas e em vários concursos. O quarto dele é repleto de troféus. No entanto, quando foi para a universidade deixou de lado e foi para o mundo da Farmácia. Assim como eu, ele largou tudo para viver a sua própria vida.

— Karin disse que você flagrou o Sasori beijando um homem, aquela porra não era hétero?

Eu jogo um pouco de água no rosto para refrescar.

— Ele bebeu muito e outro foi lá beijar.

— Deveria ter chantageado ele. Ia faturar bem.

— Entendo de leis o suficiente para saber que isso é furada. A Amaterasu que se vire. — dou de ombros.

— Isso vai dar confusão, seria primeira capa, não fosse a princesinha do pop surtando. Louco para pegá-la em um escândalo.

— Hm. — murmuro. — Deixa ela para lá.

— Aham. — ele me olha e eu não dou prosseguimento ao seu olhar curioso, e ele entende. — Olha aquelas duas surfistas ali. — eu olho para onde ele aponta.

Quer dizer, elas estão tentando ser surfistas. Digo isso pelo fato das duas mal saberem segurar uma prancha.

— Mais brancas que o gasparzinho. Estão tentando bancar as surfistas para impressionar.

— E deu sorte. Vamos lá? A loira é tua.

— Prefiro a morena. — digo, observando as duas. Ok, são ok.

— Parece a sua ex de Harvard. — ele comenta sobre a morena e ele tem razão, parece a minha ex.

— Fica com a morena, aliás, não valem a pena. Sabe aquele tipo de mulher que vai ligar depois? São elas. Se toca, elas estão no colegial.

— De menor, estou fora. Quer dizer, não tanto, se não me levarem para a delegacia depois por pedofilia.

— Parece que está desesperado por mulher.

Me sento na mureta, aprecio a bela vista e a brisa relaxante. Isso é divino.

— Nada, queria apenas curtir. Comida japonesa mais tarde? Barca de sushi?

— Muito bem Naruto, faça valer suas trezentas pratas exploradas de crianças.

— Você não presta mesmo.

Eu me ponho a olhar o movimento das ondas quando se aproximam da praia. Observo ao longe como a cada brisa forte elas são formadas e como quebram. Vou jogando conversa fora com o Naruto. Costumamos falar de tudo, e quando digo tudo é de política a religião sem nenhum brigar, proezas de uma velha amizade.

— Falaram que na festa do Oscar bem antigamente, sabe década de cinquenta, rolava umas orgias malucas. Hoje se tiver alguma desse gênero é em silêncio.

Hollywood virando conservador. — brinco.

Observamos uma movimentação estranha na praia. Há uma correria, eu pulo da mureta com o Naruto.

— Alguém se afogando? — ele pergunta curioso.

Uma aglomeração é formada ao longe e vemos paparazzis correndo pela praia.

— Putz! O Kiba quase comeu areia. — Naruto diz ao ver o nosso colega que quase caiu de cara na areia. — Que pandemônio é aquele? Bora lá!

— Cheio de fotógrafo, não vale a pena.

— Eu sei que não vale, mas eu estou curioso. Tem até drone, cara.

Eu olho para o céu e avisto um drone sobrevoando a área.

— Vai me dizer que não está curioso? Eu te conheço Sasuke Uchiha.

— Vamos lá.

Naruto sai correndo com o skate de baixo do braço. É uma figura daquelas. Eu sigo logo atrás dele correndo. Nos aproximamos e vimos o grande alvoroço, todos os fotógrafos da cidade que conhecemos estão aqui. Eu tento furar aquele círculo, o que chega a ser inconveniente para um cara com um metro e noventa de altura.

— Vão! Vocês sabem que só há dois tipos de pessoas no mundo, aqueles que observam e aqueles que dão o show, bem queridos, eu sou a que dá o show.

Os gritos das pessoas aumentam ali, e eu finalmente consigo furar o cerco. Tem flashes em todos os lugares. Me aproximo por trás e encontro ver uma cabeleira rosa.

— Estão me machucando! — a mulher reclama.

— Qual é? Deixem ela pegar sol. — outro paparazzi diz.

Tem uma toalha no chão e uma bolsa do lado. Não creio que seja ela.

— Eu quero pegar sol, gente. Por favor. — ela sorri alto.

Naruto me fita do outro lado e eu dou um sinal que vou sair.

— Por que não faz topless? — Kiba sugere. Nada espantoso o rei da perversão dizer isso.

— Eu acho uma ótima ideia. — ela concorda e gera o alvoroço quando começa a desatar os laços do biquíni verde.

Naruto volta a me olhar apreensivo. Eu avanço um pouco para frente e tiro uma toalha da bolsa dela e antes que ela retire o biquíni eu jogo a toalha por cima.

— Hey! — ela exclama sem conseguir me ver.

Ouço xingamentos dos meus colegas, e com a toalha por cima ela retira o sutiã e joga para o povo ao redor. Eu a puxo, colocando-a por cima do meu ombro.

— Me solta, me solta! — ela esperneia e começa a se debater. Não me importo.

A confusão vai aumentando e a mídia vai se aproximando.

— Um tempo gente! Deixem-na em paz. — Naruto tenta afastar nossos colegas, mas é xingado enquanto eu saio com ela da areia e chego ao calçadão.

— Sakura! — ouço uma voz conhecida chamando por ela. — Sakura!

— Me deixa. — eu largo seu corpo e só então ela me encara, reconhecendo-me.

Seu cenho logo franze e ela se encolhe na toalha.

— Sakura, o que é isso? — a mulher olha para mim. — Sasuke.

— Oi Tsunade. — digo simplesmente.

— Anda Sakura, chega desse escândalo, menina.

— Sasuke. — Sakura repete baixinho.

— Vamos Naruto. Até mais, Tsunade.

O alvoroço ainda continua, vejo de longe que Sakura entrou em um carro com Tsunade e os seguranças fazem a escolta dela.

Naruto coloca o skate no chão e vai me acompanhando lentamente.

— Você ainda… — eu o corto.

— Não tenho ideia do que você está falando. E a barca de sushi?

— Explorador. Sabe que os nossos colegas vão te matar.

— Posso lidar com isso.

♪♫♪

São sete da noite e só agora estou chegando em casa, estufado pela barca de sushi. Procuro a maldita da chave no meu bolso.

— Oi, Sasuke. Boa noite.

Viro-me para dona da voz.

— Oi, Ino. Está saindo?

— Peguei um trabalho de última hora. Vou maquiar uma noiva.

Ino é uma maquiadora. Ela veio do Texas e, como todo mundo que chega aqui, tem o sonho de ficar famosa, virando maquiadora profissional das estrelas de Hollywood.

— Hm.

— Sasuke, pode ficar com o Scooby?

O felino passa pelas minhas pernas, acredito que sentiu o cheiro de peixe vindo da bolsa plástica.

— Babá de gato novamente, e um que tem nome de cachorro. Sem falar que ele é um pouco perturbado como a dona.

— Vai para o inferno, Sasuke. Olha ele que daqui a pouco eu volto.

— Terei que comprar um cachorro e talvez eu coloque o nome dele de Garfield.

— Filho da puta. Você é um canalha mesmo, o que custa?

— Certo, eu olho o gato. Vai lá.

— Valeu.

Eu entro no meu apartamento e o Scooby vai à frente. Ele já conhece isso aqui muito bem. Eu abro a bolsa plástica e a vasilha do que sobrou da barca. O gato pula em cima da mesa e eu dou para ele.

Cadeia alimentar é uma maravilha.

Deito-me no sofá procurando coragem para ir tomar banho. Mas não existe agora. Estou fadigado e o bichano já está satisfeito, mas quem não estaria após comer um salmão.

Olho as mensagens do grupo de paparazzis e estão me xingando porque não deixei Sakura se expor. Legal, fui removido.

Meu telefone toca e é a Karin.

— Alô.

— Era você na praia logo cedo e puxou Sakura Haruno. Me diz que é você, ou vou achar que minha lente está vencida.

— Não era eu não.

— Seu canalha. Era você com ela e em uma gravação que eu vi, ela te chamou pelo nome e a empresária/tia dela também te chamou.

— Foi?

— Para de ser irônico seu filho da puta. De onde você conhece a Sakura?

— Já tirei fotos dela antigamente.

— Por que sinto que isso não é verdade.

— Não tenho a mínima ideia, você costuma ter uma péssima intuição, Karin.

— Vai para o inferno Uchiha.

— Vide seus relacionamentos.

— Desgraçado. — ela me xinga nervosa.

— Eu não conheço a Sakura entendeu? Fiz algumas fotos dela no início e só.

— Sabe de algo dela? Cara, se você souber de algo dela pode vender a história e faturar muito. Todos querem saber sobre ela.

— Não conheço.

— Nenhum podre?

— Não faço a mínima. Olha, a ligação está ficando ruim, sem área.

— Mentiroso.

— Não te ouço. — faço uns barulhos estranhos e por fim ela finaliza a ligação.

Por que toda vez que ela aparece é trazendo esse caos para minha vida?

Sakura.

Ponho-me de pé e caminho até o meu quarto, me abaixo e puxo uma mala debaixo da cama. Aquela mala.

Scooby olha curiosamente, esse gato é curioso como a Ino.

Abro a mala e dou de cara com o meu diploma de Direito. Encontro fotos da minha formatura, meus pais estavam felizes, mal sabiam eles. Também tem do Itachi com a esposa no casamento.

Abro uma velha pasta, onde há cartas escritas, declarações de amor e, claro, fotos dela. As primeiras fotos que tirei da Sakura.

Não, ela ainda não era famosa nessa época. Era a Sakura que eu amava e que me fazia promessas de amor. Seguro a foto dela, fitando seus olhos verdes que me encantavam.

— Você sabia o quanto eu te amava e mesmo assim fez outros planos.

[...]

Eu sempre esperava a aula terminar. Estava no último ano do colegial e ela no segundo.

— Me esperou muito?

— Horas. — respondi beijando-a.

— Exagerado. — enlacei meu braço na cintura dela.

Era nosso terceiro ano de namoro. Crescemos juntos um do outro, tínhamos o mesmo círculo de amigos da escola e um gosto peculiar por esporte. Era uma amizade incrível que findou em algo mais.

Despertei sentimentos por Sakura, que eram recíprocos.

De início foi complicado. Ela tinha apenas quatorze anos, houve insistência da tia dela e dos meus pais. Éramos muitos novos, mas eu não desisti e mantemos nosso relacionamento, até que finalmente nossos familiares cederam.

Não costumávamos ser do tipo que grudavam um no outro, namorados normais e principalmente amigos. Nossa amizade era a melhor, éramos cúmplices.

— Vai participar do karaokê?

— Não sei, tenho medo.

— Você canta muito bem, Sakura. Tem afinação, um timbre bom e você consegue facilmente prolongar as notas como a Celine Dion, Mariah.

— Não me sinto segura e você sabe.

— Podemos ir para minha casa mais tarde.

— Sasuke…

— Eu irei tocar no piano e você cantar, para de pensar besteira, Sakura.

— Estou adorando aprender a tocar piano. Você é ótimo seu maníaco.

— Fico feliz que esteja gostando, sua pimenta.

— Obrigada, de verdade. Amei aprender a tocar violão e agora piano. Poderíamos fazer uma dupla, o que acha?

— Prefiro apenas te assistir no palco.

— Você não vai me perdoar por isso, certo?

— Nunca, pimenta.

[...]

— Está tudo resolvido com a república onde você ficará. Um quarto só, privacidade.

Meu pai me passou a documentação do contrato da República perto da universidade.

— Vai gostar de lá.

— Imagino que sim, pai. Tem mais alguma coisa para falar?

— Não. Vai jantar conosco hoje?

— Não. Vou jantar com a Sakura e madrinha dela.

— Hm. Acha que o seu namoro vai sobreviver? — ele questiona. — São quatro mil quilômetros de distância.

— Irá sim. Nos damos muito bem e já estamos há três anos juntos.

— Tudo bem. Avisarei a sua mãe.

Saí da biblioteca do meu pai. Ele sempre teve vista grossa com o meu relacionamento, sempre temeu que isso pudesse atrapalhar meus estudos. Entretanto, isso nunca atrapalhou.

Minha família é conservadora, sempre evitou escândalos e sempre teve cuidado com relacionamentos. Meu irmão sabe muito bem o que é isso. A fama de mulherengo foi abafada pelo meu pai e ele virou um homem de família.

Comigo e com Sakura sempre houve cuidados, principalmente quando descobriram que estávamos ativos sexualmente. Cobranças sobre proteção aumentaram, eles costumavam falar o quanto uma gravidez na adolescência teria péssimas consequências para nós. Até a madrinha de Sakura entrou na campanha e sempre nos obrigava a assistir documentários sobre gravidez na adolescência.

No final eles tinham razão e éramos conscientes sobre isso.

[...]

— Você vai estar na minha audição na gravadora? — eu alisava os fios rosados, enquanto Sakura estava deitada sobre o meu peito. Tínhamos acabado de transar, ou fazer amor como Sakura prefere dizer. Eu prefiro transar.

— Sim. Eu me virei em cinco para conseguir que o produtor ouvisse você. Eu invadi a casa dele, Sakura. Tenho uma ordem judicial contra mim.

— Você é único Sasuke, por isso que eu te amo meu amor. Mesmo você fazendo essas loucuras.

— Confesse que eu estou melhor. — ela subiu, sentando em mim dando-me a melhor visão que poderia ter. Ela nua e seus cabelos soltos por cima dos seios. Tão natural e linda, não me canso de olhá-la e ter a certeza que estou entregue a ela.

— Sim, você está só um pouco melhor, Sasuke. Um pouco.

— Um dia você me cura.

Feb. 26, 2018, 6:29 p.m. 0 Report Embed 2
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