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nolongerstella 96hime

Akutagawa havia sido convidado para um encontro na tarde de natal; ele só não tinha ideia de que, na verdade, fora tudo orquestrado por Dazai.


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A vantagem de não se usar luvas

Não importava como Akutagawa analisasse, a conclusão era sempre a mesma: o natal é uma data inútil; sequer há algum sentido em seus símbolos. Papai Noel? Pinheiros? Presentes? Por favor, isso é só um monte de baboseira ocidental e pagã. Por isso ele optou por passar todos os natais da sua vida sozinho, gostaria de dizer; mas a verdade é que esse desgosto todo estava longe de ser o real motivo de suas noites de natal, enfurnado no apartamento sob um quilo de cobertores, serem tão solitárias.

Akutagawa Ryuunosuke era uma criatura completamente sozinha no mundo – renunciado desde que se conhece por gente. Talvez ele não fosse a pessoa mais simpática e amigável de Yokohama, mas também estava longe de ser mau, como já fora chamado mais vezes do que se preocupou em contar. De certa forma, ele afastava a todos justamente porque foi rejeitado desde sempre, o que acabou fazendo-o acreditar que, por causa da maldita vida que sobreviveu, era um lixo, expurgo, indigno de usar o oxigênio dos outros. Daí a luta para se tornar forte.

Enfim, não é necessário aprofundar aqui os medos, anseios e convicções de Akutagawa porque todos certamente conhecem bem o cão mais feroz da máfia do porto; contudo, o que não sabem (ou talvez até imaginem, considerando o que já foi até aqui tratado) é que o usuário da habilidade Rashoumon odeia o natal. Ele odeia essa parafernália toda enfeitando as ruas e a maldita hipocrisia abusada descaradamente pelas pessoas nessa data, além de não ter trabalho para se distrair. Sim, neste ano ele foi dispensado da máfia no dia 25 – cortesia de Mori que, talvez um pouco influenciado por Chuuya, se disse muito satisfeito com o trabalho de Akutagawa durante o ano e optou por liberá-lo. O problema é que, para Akutagawa, isso se assemelhava mais a um castigo do que qualquer outra coisa. Se não fosse banhar-se no sangue de seus inimigos, como diabos poderia passar o natal? Bem, se fosse ficar em casa, podia até pensar em fazer algo normal: assistir um filme, faxinar, talvez até tentar jogar um desses jogos para smartphone que seus subordinados têm comentado tanto... qualquer coisa que não o fizesse remoer suas mágoas e ódio sozinho.

Foi aí que recebeu uma mensagem de Chuuya, o convidando para sair no fim de tarde de natal. Eles não eram próximos nem nada do gênero; mas, em parte, Akutagawa se sentiu compelido a aceitar o convite por respeito e, também, por curiosidade em saber mais do homem que havia sido parceiro de Dazai por tanto tempo.

Então lá estava Akutagawa, escorado num canto próximo à praça de Yokohama, quinze minutos antes do marcado. No centro da rua, daquelas que admitem apenas a passagem de pedestres, havia uma árvore de natal gigante, absolutamente colorida com todos os paparicos que tinha direito e muitas luzes – luzes para toda a parte – sério, havia muitas luzes. Ao redor, várias pessoas riam e posavam para selfies tão despreocupadas que Akutagawa teve de disfarçar seu asco. Foi nesse momento que ele percebeu que, talvez, aquele encontro fosse meio estranho; quer dizer, não importava para onde olhasse, ali só haviam casais de mãos dadas. Que tipo de encontro Nakahara Chuuya possivelmente poderia querer com ele? Akutagawa cobriu parte do rosto com o cachecol, aproveitando para esconder também seu rubor (mesmo que ninguém estivesse o olhando) e checou o celular para verificar possíveis mensagens novas. Nada. Então, lhe enviou uma ele mesmo, perguntando se estava tudo certo para se encontrarem (apesar de ser meio tarde demais para isso, já que já estava no local combinado) e, quase imediatamente, recebeu uma ligação de Chuuya.

Akutagawa? Que diabos? A gente ia se encontrar hoje? ― A voz de Chuuya estava mais rouca do que o outro mafioso lembrava. Será que já estava bêbado? Céus, ainda era muito cedo para isso.

― Chuuya-san? Você se esqueceu? Há dois dias você mandou uma mensagem me convidando. ― Pode se dizer que Akutagawa estava desapontado, mas não surpreso. Por mais que sua presença fosse sentida aonde quer que fosse, parecia que ele possuía um dom natural para levar bolo – ele agora parecia mais abatido só de lembrar quantas vezes isso já acontecera em seus encontros com Gin.

Há dois dias... mas há dois dias eu... ah! DAZAI! ― De repente Chuuya pareceu sair da linha e um murmúrio que Akutagawa não conseguia compreender era tudo o que podia ser ouvido.

― Você está com o Dazai-san? ― Ele ainda tentou perguntar, mas só foi respondido após mais alguns resmungos incompreensíveis ao longe.

Desculpe, Akutagawa. Foi o imprestável do Dazai que mandou o texto. Eu sinto muito, não vou deixar ele pegar meu celular de novo. ― Bem, agora que parava para pensar, fazia muito sentido o texto ser de autoria de Dazai. Quer dizer, Akutagawa não sabia por que diabos Dazai havia conseguido pegar o celular de Chuuya, mas devia ter desconfiado que havia algo errado quando viu a seguinte carinha ao fim da mensagem: (~ ̄▽ ̄)~

Se pensasse logicamente, perceberia que não teria como o ruivo ter enviado isso nem em um milhão de anos.

― M-Mas, por que ele me queria aqui? ― Akutagawa continuou após um curto silêncio em luto a qualquer perspicácia que acreditava possuir. No outro lado da linha, Chuuya falou mais algo com outra pessoa e respondeu:

Bem... ele disse que você logo vai saber. Deve ser mais alguma pegadinha inútil... Ah! Mas que bom que você não ficou enfiado no seu apartamento no natal! Já sei! Conheço um bar aí perto com um vinho divino! Vou enviar o endereço por mensa... hey, o que voc...― E a ligação caiu, ou foi o que Akutagawa pensou.

Deveria ter ido para casa aí, mas seu maldito senso de obediência a Dazai o dizia para esperar mais um pouco. Mas que se explodisse aquele desertor, preferia sua casa e seus cobertores. Então Akutagawa, virando-se para atravessar a multidão de casais felizes demais para serem reais que o cercava, deu de cara com alguém que conhecia bem; muito mais do que gostaria.

O rapaz de cabelo prateado o olhava surpreso – muito surpreso – com aquela cara meio idiota que Akutagawa odiava com tanta convicção que tinha vontade de desfigura-la, só para que nunca mais sentisse esse incômodo, crescente de algum lugar de suas costelas, toda vez que acabava por encontrar aqueles grandes olhos lilases banhados por âmbar.

A surpresa dos dois logo deu lugar a desgosto; quase como se dissessem com o olhar: “nossa, que coincidência nos encontrarmos aqui!”, só que no tom mais negativo e menos amigável que seja possível se imaginar. Assim, se encararam por alguns segundos até Atsushi ter coragem de abrir a boca, mesmo sentindo que, se o fizesse, desta vez poderia acabar morto.

― B-Bem, não imaginava que você era do tipo natalino, quer dizer, deve estar em um encontro, né? Eu não quero incomodar. Feliz natal... ― Com um sorriso amarelo, Atsushi tentou sair de fininho, rezando para que seu natal nem seus próximos natais fossem arruinados devido à infeliz casualidade de encontrar Akutagawa Ryuunosuke no meio da rua; mas foi impedido. Quando o mafioso o agarrou pelo cachecol, Atsushi tratou de disfarçar (muito porcamente, diga-se de passagem) o pavor que o arrepiava na espinha ao ser vítima daquele olhar tomado por escuridão. Então morreria ali – o homem tigre estava quase aceitando a ideia quando Akutagawa abriu a boca, sem cometer homicídio.

― Por acaso você está aqui pra encontrar o Dazai-san? ― Atsushi engoliu em seco; como ele sabia? Mais uma vez temeu por sua vida ao afirmar com a cabeça, mas o mafioso nada fez – apenas o soltou e suspirou contra o cachecol que cobria sua boca.

― Receio avisar que o Dazai-san enganou você, Jinko. Ele está em algum lugar com o Chuuya-san. ― Nesse momento, o medo irracional de Atsushi (ok, talvez não tão irracional assim) cedeu seu lugar a empatia. Ele não ficou surpreso por Dazai tê-lo enganado – sinceramente, após trabalhar com ele durante esse tempo todo na agência aprendera a não criar expectativas sobre nada do que ele dissesse; mas Akutagawa parecia bem decepcionado. Talvez por isso não havia tentado mata-lo ainda... o garoto percebeu. Logo quando limpou a garganta para começar um de seus melhores discursos motivacionais, o celular de Akutagawa tocou, prolongando um pouco mais a vida de Atsushi.

O número era de Chuuya, mas a voz, de Dazai.

A-ku-ta-ga-wa! Já encontrou a companhia que eu enviei para o natal? ― Pelo jeito que o ex-mafioso cantarolava, ele estava de absoluto bom humor. Era possível para Akutagawa até o imaginar balançando as pernas feito uma criança enquanto sorria. Não tinha ideia aonde Chuuya se encaixava nessa história, mas ignorou temporariamente o fato de ele estar usando o celular do ruivo, de novo.

― Dazai-san... o que você está planejando? ― Ao ouvir o nome que havia sendo a causa de boa parte de suas dores de cabeça ultimamente, Atsushi tratou de prestar atenção, encarando o mafioso à sua frente como se estivesse participando da conversa também, apesar de sua audição não ser boa a esse ponto.

Ufufu... se as coisas saíram como planejei, agora vocês devem estar em frente a uma loja de lembrancinhas, certo? ― Akutagawa olhou em volta e percebeu que de fato estava escorado próximo à porta de uma loja dessas. Talvez por isso houvesse tantos casais...

― E?

Pois bem, acompanhe o Atsushi-kun mais duas quadras à frente. Na esquina deve haver o restaurante com um os melhores chás da cidade. Vocês têm uma reserva lá no nome de Kunikida Doppo daqui a... deixe-me ver, quinze minutos! ― De fato a palavra “chá” havia fisgado a atenção de Akutagawa; mas, quando olhou para a companhia que lhe fora enviada, ele preferiu nunca mais, que deus não o ouvisse, sentir o gosto acre de um bom chá-verde do que ter de acompanhar aquele imbecil.

― Eh? Como se eu fosse...

Tá, tá. Seja bonzinho com Atsushi-kun, sim? Divirtam-se!

― Espere!

Ah! Aliás, o Atsushi-kun deve estar carregando um presentinho para você. Peça para ele lhe dar, ok? Eu tenho que desligar antes que o Chuuya saia do banho... feliz natal! ― Dazai sussurrou a última frase, não dando tempo para Akutagawa perguntar mais alguma coisa ou mesmo reclamar como sua língua se coçava para fazer antes que ele desligasse. Presente? Banho?... Que diabos?Ele guardou o celular no bolso e deu uma boa olhada em Atsushi em busca do tal presente, percebendo que o rapaz carregava uma sacola bege consigo.

― Você está interessado nisso? Dazai-san me pediu para trazer... ― Percebendo o raro interesse de Akutagawa em algo além de Dazai, o homem tigre ofereceu as barras de chocolate que comprara mais cedo: uma amarga e outra branca. Ele não entendera o porquê de Dazai manda-lo comprar isso – o suicida inclusive fora muito específico quanto ao tipo e marca dos chocolates; mas, agora que via pela primeira vez os olhos de Akutagawa brilharem, compreendeu o plano daquele homem, ou ao menos parte dele.

― ...por acaso você quer? ― Atsushi continuou, oferecendo a Akutagawa os chocolates preferidos dele. Todos têm seus vícios, certo? Para o mafioso, chocolates nem isso chegavam a ser. O que acontecia era que, quando achava que acabaria cedendo ao desespero, aquele mesmo que, vez ou outra, sussurrava-lhe horrores; Akutagawa comia chocolate – só um pouco. Ele gostava de pegar um quadradinho amargo e outro branco, deixando-os derreter sobre a língua até que seus sabores se misturassem, até que o mais doce tornasse o amargo do cacau menos amargo. Isso não era felicidade, mas pode-se dizer que era o suficiente para o acalmar de suas ansiedades súbitas, ao menos um pouco.

Quando Akutagawa viu as embalagens umedeceu os lábios. Não queria aceitar nada de Atsushi, por deus, dele não. Além de trair suas convicções, mergulharia de corpo inteiro nos planos de Dazai... faria exatamente o que aquele homem queria... não poderia ceder por causa de chocolate...

Mas esse intenso conflito interno presenciado com ingenuidade por Atsushi não durou muito mais tempo: cansado de esperar alguma resposta, o membro da agência de detetives abriu um dos chocolates e estava pronto para dar uma boa dentada bem no meio da barra quando Akutagawa o interrompeu. Agora quem exalava terror era o mafioso.

― Por céus, Jinko. Você sequer sabe comer uma barra de chocolate? Me dê isso. ― Então ele queria mesmo comer. Atsushi falava mentalmente consigo mesmo como se tivesse elaborado um plano inteiro para fazer Akutagawa demonstrar interesse por algo quando, na realidade, só queria comer o chocolate mesmo. Ele observou o mafioso com seus dedos pálidos, um pouco avermelhados nas juntas, partir os chocolates e colocar um quadradinho de cada na boca: primeiro o amargo e depois o branco.

― Experimente assim. ― Ele ofereceu, logo escondendo suas mãos novamente nos bolsos do casaco antes que congelasse.

Atsushi seguiria o conselho de seu rival apenas daquela vez, fazendo o tal do ritual que lhe fora mostrado. Era meio difícil cortar os quadradinhos usando luvas... ah, como ele queria apenas morder o chocolate; mas, sob a mira negra de Akutagawa, decidiu obedecer.

Primeiro o amargo e depois o branco.

Assim o fez. Agora imaginem a surpresa que ele não teve quando descobriu que chocolate amargo era mesmo amargo – do tipo que facilmente faria lacrimejar alguém desacostumado com o sabor. Ao ver a careta que Atsushi fez quando seu paladar foi preenchido completamente por aquele gosto azedo, pela primeira vez em séculos Akutagawa teve vontade de rir; tentou cobrir a boca, mas sua mão não chegou a tempo de esconder o sorriso. Talvez vê-lo fazer aquela cara fosse melhor do que torturá-lo, afinal.

Atsushi deu graças aos céus que suas feições se retorciam involuntariamente daquela forma; assim, o mafioso não perceberia o quão impressionado ele estava. Atsushi viu Akutagawa Ryuunosuke sorrir. Apenas o fato de estar comendo chocolates com ele no natal, no meio de uma multidão de casais, já era uma situação estranha o suficiente. Agora, vê-lo sorrir? Isso sim era um acontecimento memorável. Tinha de admitir que ele não era tão horrível como imaginava quando sorria – era até... charmoso? Esse tipo de ideia estranha lhe surgiu junto com o gostinho doce do chocolate branco na boca.

― Vamos no restaurante! ― Atsushi exclamou ainda de boca cheia, agarrando Akutagawa pelo braço. Como diabos ele sabia do restaurante? Akutagawa perguntaria se já não estivesse sendo arrastado. Não se enganem: o homem tigre não estava conspirando com Dazai. Ele apenas recebera uma mensagem dele explicando a situação enquanto Akutagawa ainda falava pelo telefone, para caso o mafioso se negasse a fazê-lo. Pode parecer estranho, mas considerando que estamos falando de Dazai, não era surpreendente que ele conseguisse falar ao mesmo que detalhava dentro dos poucos 100 caracteres disponíveis o quão gostoso era o chazuke do tal restaurante reservado... ah... Atsushi queria tanto experimentar... não com Akutagawa, claro; mas depois de vê-lo sorrir daquele jeito, bem, imaginou que talvez ele não fosse uma companhia tão ruim. A reserva já estava até feita... Atsushi repetia para si mesmo, tentando se convencer de que aquilo não era um erro tenebroso.

― Você quer morrer? ― Akutagawa falou ríspido, com as sobrancelhas curtas franzidas, tendo de se controlar para não usar Rashoumon no meio daquela gente toda. Agora se parecia mais com o cachorro da máfia; mas Atsushi já havia decidido: agora experimentaria aquele chazuke!

Ele se voltaria para Akutagawa e tentaria convence-lo a entrar no jogo de Dazai, mesmo que não usasse exatamente essas palavras; mas, quando ele puxou seu o braço, Atsushi imediatamente agarrou-o pela mão por puro reflexo.

― Nossa, você está muito gelado. ― O pior dessa situação é que era possível ver claramente nos olhos amarelados daquele garoto que ele estava preocupado de verdade, alheio aos olhares que os dois recebiam de mãos dadas daquele jeito. Akutagawa sentiu suas bochechas esquentarem, não sabe se de ódio ou vergonha, talvez dos dois, e puxou sua mão de súbito, quebrando o contato que mantinha contra a luva quentinha de Atsushi.

― Ok, vou te emprestar uma luva, se não você vai congelar até chegar no restaurante. ― O rapaz não esperou para ouvir um não; tirou uma de suas luvas e a enfiou na mão de Akutagawa antes que ele reclamasse, fugisse, se esperneasse ou sabe se lá mais o que fizesse. Essa foi a terceira vez que Atsushi temeu por sua vida naquela tarde, mas acabou se surpreendendo por não ser esbofeteado. A luva estava tão quentinha que Akutagawa não disse nada; apenas tratou de cobrir mais o rosto com o cachecol antes de falar, sem coragem para encarar o homem tigre nos olhos:

― E eu faço o que com a outra mão? ― Atsushi não sabia o que era aquilo, mas jurou que sentiu algo em seu coração. Céus, e se enfartasse? Suspirou fundo, tentando ignorar o desconforto que parecia se embrulhar em seu peito e pegou a mão livre de Akutagawa na sua – pele com pele.

― A gente esquenta assim. ― Ele respondeu, sentindo seu rosto ferver.

No fim, acabou que ambos foram ao bendito restaurante. Andando de mãos dadas por Yokohama, eles tentavam apenas não pensar na situação em que acabaram e, em silêncio, foram aproveitar o encontro que Dazai preparara para eles. Estranho que agora eles também pareciam, de fato, um casal – Akutagawa poderia morrer de vergonha, mas não queria soltar a mão de Atsushi ainda; pelo menos no natal poderia se permitir um contato desses, certo?

De qualquer forma, esse foi o primeiro natal em que Akutagawa não passou completamente sozinho. O que ele não tinha ideia é que esse também era o primeiro natal em que Atsushi não passara acorrentado em alguma cela escura no orfanato onde cresceu; mas não era preciso que coisas como essas fossem ditas quando trocavam aquele calor tão bom com as mãos.

Por enquanto, aquele calor era só o que importava.

Feb. 26, 2018, 5:37 a.m. 0 Report Embed 0
The End

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96hime uma fujoshi sem salvação que propaga sofrimento através de personagens 2D

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