Despedaçado Follow story

lalah_diangelo Larissa Di Angelo

“Era sufocante, não havia palavra melhor para se explicar. Era latente, aquela dor no peito, sentia-se sendo esmagado por ela, mesmo que não houvesse nada ali para causar aquela sensação. Era desesperador, as lágrimas que caiam sem cessar, estas que não havia um motivo para tal, elas apenas viam, de forma abundante, o grito agoniante preso na garganta. De forma silenciosa, de maneira catastrófica sentia-se caindo novamente naquele desespero.”



Fanfiction All public.

#drama #Haikyuu #KageHina #angst #Di Angelo
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Caindo em Desespero

Eu não tenho muito a dizer

Não há nada nesse nome

Desculpa por desapontar novamente

Ninguém passa para o ouvinte

Uma emoção que eu deixei de entregar

(...)

Eu não culpo você

Honestamente

Eu não culpo você

Quem gostaria de ficar em torno de mim?

Forest Fires - Lauren Aquilina


   Era sufocante, não havia palavra melhor para se explicar. Era latente aquela dor no peito, sentia-se sendo esmagado por ela, mesmo que não houvesse nada ali para causar aquela sensação. Era desesperador; as lágrimas que caiam sem cessar, estas que não havia um motivo concreto para tal; elas apenas vinham, de forma abundante. Existia um grito agonizante preso em sua garganta. De forma silenciosa, de maneira catastrófica sentia-se caindo novamente naquele desespero.

Quando começou a se sentir assim?

Por que se sentia assim?

   Não sabia ao certo, talvez quando ainda era adolescente, no começo da mesma. Lembrava-se da primeira noite como essa, que se sucedeu em mais inúmeras iguais. O porquê? Era difícil dizer ao certo, tinha algumas ideias, possíveis motivos em mente, mas no final sempre culpava a si mesmo.

   Essas e mais inúmeros questionamentos rodavam a cabeça de Shōyō Hinata, enquanto estava deitado na cama. Olhava pela janela mais uma noite se transcorrer, mais uma noite que não havia conseguido dormir. De certa forma, ele começava a se acostumar a isso, não conseguir dormir, apenas alguns cochilos quando um novo dia começava a nascer, para logo depois despertar e seguir a sua vida.

   Era assim ate seu corpo finalmente se render ao cansaço, e assim poder dormir uma noite inteira, mesmo que, até nessas, ainda fosse atormentado por alguns pesadelos.

   Noites como aquelas eram torturantes, como se tudo se desencadeasse ali enquanto estava sozinho. Havia noites como essa que além das estrelas havia a companhia de seus incessantes pensamentos, mesmo que não fosse a melhor das melhores para aquela situação.

   Mas havia noites que ficava totalmente sozinho, sem as estrelas ou a lua; a mente em um completo vazio, aquelas para ele, tornavam sem dúvidas a pior. A dor que sentia no peito parecia esmagá-lo mais, as lágrimas que aparentemente não tinham um motivo concreto, eram as mais pesadas, tudo naquelas noites transformava demais para ele, principalmente por estar sozinho.

   Olhava novamente o relógio no celular, ainda faltavam alguns minutos para as cinco daquela madrugada. Se remexeu na cama mais uma vez, sabia que mesmo se conseguisse dormir, teria que levantar dali a algumas horas; tinha que levantar, tinha que seguir com as coisas de maneira normal, mesmo que cada passo fora de casa parecia que o destruiria mais. Somente o pensamento de sair da sua cama o fazia estremecer.

   Assim que se rendia ao cansaço, tinha a sensação das horas passarem rápido demais. Quando estava em noites como essa, cada minuto parecia se transcorrer mais lento que o normal, e prolongar ainda mais tudo aquilo.

   Pegava o celular novamente, tinha a necessidade de ocupar com outra coisa quem sabe assim se cansava. Quando o desbloqueou viu que ainda estava na conversa que mantinha com ele. Deu um sorriso por mais mínimo que tivesse sido, mas ainda parecia triste demais a qualquer um que olhasse.

   Tobio Kageyama, seria provavelmente a única pessoa que poderia confiar tudo que era em relação a si, saberia que nunca seria julgado pelo moreno por nada que dissesse, como havia sido até então. Não que tenha sido assim no começo, nem de longe, um defeito ou uma forma de proteção quem sabe, Hinata não confia de maneira alguma em alguém que tentasse se aproximar de si, e tentava afastar cada vez mais quando percebia que a pessoa se aproximava mais dele.

   Não que ele não tenha feito isso com Kageyama, sim ele o fez, inúmeras vezes que já nem lembrava de mais. Mas o moreno era deveras insistente, quanto mais tentava o afastar, mais ele insistia em se aproximar.

   Quando deu conta, o moreno já estava ao seu lado, como uma agradável companhia, a melhor para ele pensava, além de que o mesmo sabia milhares coisas sobre ele, algumas que Shōyō nunca ousou a contar a mais ninguém.

   Sabia no fundo de sua mente que era algo arriscado, já havia passado diversas vezes sobre isso, sabia que se acaso um dia o moreno sumisse, aquilo só o destroçaria mais, talvez bem pior do que das outras vezes, pela forma que confia nele; pela forma que se sentia sobre ele, era arriscado, por mais que tivesse medo, Hinata assumiu os riscos. Talvez estivesse apenas se iludindo novamente, mas ainda se colocava a pensar e acreditar que aquilo não aconteceria.

   Kageyama sabia sobre o ele, mais do que qualquer outro, principalmente por toda aquela situação em particular, então por que insistia em manter aquilo para si? A resposta era tão clara que talvez até mesmo brilhasse em neon na sua cabeça, embora ele não conseguisse dizer.

   Oras, não havia sensação pior para Hinata do que a sensação ser incomodo para alguém, de ser um peso sobre a pessoa. Acredite já tinha passado por aquilo, diversas vezes ate se deu conta de que tudo tinha se transformado em uma verdade na sua cabeça. Então optava por não falar. Seguia-se no seu ‘piloto automático’ até onde conseguisse, até cair em desespero novamente. Não gostaria de incomodar a vida de alguém que era tão especial como Tobio, não gostaria de se transformar em um peso, e assim ser abandonado, como já lhe ocorrera.

   Tempo ao tempo, uma hora conseguiria voltar a parecer normal aos olhos de todos.

   Mesmo que em algum canto da sua mente gritasse por ajuda, ele tinha consciência de que precisava dela, mas tinha medo. O motivo! Oras pergunte a qualquer um o que pensa de um homem ou mulher, com depressão ou ansiedade, ou ambos, ou qualquer outro distúrbio, as respostas se baseiam nas mesmas; o mundo prefere ignorar, fingir, que tal não existe do que admitir a existência dos mesmos.

   Sem se dar conta, com aqueles devaneios o dia começava a amanhecer preguiçosamente. Os primeiros raios de sol começavam a se iluminar avisando a manhã que começava. Hinata suspirou, mas uma noite em claro, perdido entre si mesmo.

Sabendo que não conseguiria ao menos um cochilo, chutou as cobertas para longe e levantou, ao menos não chegaria atrasado ao trabalho, pensava enquanto seguia para fora do quarto.

As pessoas neste trem

Já fizeram as suas mentes sobre mim

Eu já posso sentir o seu ódio

O estranho, sua tristeza

Deve ser minha própria culpa

   Chegaria mais cedo que os outros no trabalho, não que ligasse, preferia assim de certa forma, evitaria olhares sobre si, com as perguntas não ditas sobre o seu visualmente cansaço.

   Andava tranquilamente saboreando o silêncio daquela manhã ainda calma, ainda um pouco fria devida por ser um pouco cedo. Inspirava fundo absorvendo aquele silencio enquanto voltava ao caminho que seguia.

   Aquele dia se transcorria normalmente como os outros, com outras pessoas, Shōyō assumia um papel de automático, seguindo as coisas de maneira habitual ao que já fazia rotineira. O trabalho era uma necessidade, por mais que o desgastasse mais que o necessário, mesmo estando em algo que gostava de fazer, aqueles dias pareciam estranhos demais.

   Vou lhes contar um segredo sobre quem passa pela tortuosa e desgastante depressão; há dias normais, na qual se consegue levar sua vida de uma forma agradável, quase, mas quase se esquecendo de sua existência, dias que você consegue carregá-la, suportá-la. A dor latente ainda esta lá, mas dessa vez um pouco mais branda, a sensação de incômodo ou vazio também, mas você as sente menores, eram dias agradáveis. De certa forma em contra partida, há dias que tudo isso se torna extremo demais, pesado demais para suportar, que enfrentar um simples dia acaba sendo bastante cansativo, e ela pesa, em alguns momentos você se sente sendo engolido por ela.

   Infelizmente aqueles não eram seus dias agradáveis por assim dizer, mais também não era o dia dos extremos, que para ele era o pior, um meio termo entre os dois talvez, não saberia dizer ao certo. Iria se focar no trabalho, tentaria esquecer, ou se manter com a mente ocupada, para não pensar em tudo aquilo.

   Seu celular vibrou o tirando brevemente de seus pensamentos, era uma mensagem simples de Kageyama o desejando um bom dia, e lhe pedindo desculpas por ter apagado na noite anterior e o deixando sem resposta em relação ao que conversavam. Era uma simples mensagem, mas o fez sorrir e sentir-se um pouco melhor, mesmo que, no fim, aquilo desaparecesse, havia alguém que se importava; ainda havia alguém que estava ao seu lado.

   Como esperado aquele dia se seguiu no automático, nada que Hinata já não tivesse se acostumado, ou não pudesse lidar. Ao encerrar e para seu desespero, o dia chegava ao fim, o que significava que dali algumas horas estaria sozinho novamente.

   Não deveria ser tão aterrorizante estar sozinho, a maioria das pessoas aproveitaria um momento como aquele, mas para ele era quando percebia o quão sozinho realmente estava; não havia mais ninguém a sua espera em casa, dês que a única pessoa que lhe restava da sua família partira, não havia mais nada além de si próprio e o vazio. E este vazio era doloroso, pior ainda em momentos como aquele.

   Como se talvez o universo sentisse pena de Shōyō, e quisesse poupá-lo ao menos por um tempo de tudo aquilo, sentiu novamente o telefone vibrar em outra mensagem de Kageyama. Este o convidava, para uma cafeteria já conhecida por ambos, ele então não hesitou ou demorou a responder, não havia, mais nada a se fazer e qualquer lugar com a companhia dele, seria melhor do que vazio de sua casa.

Eu não culpo você

Honestamente

Eu não culpo você

Quem gostaria de ficar em torno de mim?

   Alguns dias se sucederam depois daquele encontro na cafeteria, conversaram sobre todos os assuntos possíveis ou até impossíveis. Hinata não conseguiria descrever se o perguntasse o quanto aquilo o fez sentir bem, talvez por finalmente se render ao cansaço ou não, nunca saberia se fosse qualquer outro motivo, aquela noite ele conseguiu dormir, e, provavelmente, o melhor tenha sido por dormir em paz, sem acordar por pesadelos, ou ser atormentados pelos mesmos.

   Algo estava diferente naquela manhã, não sabia dizer ao certo mais algo parecia estranho, consigo ou com o ambiente ao redor, não conseguia encontrar a resposta. Não queria levantar, que o mundo dissesse o que for, mas sentia que se o fizesse, tinha a possibilidade de tudo cair sobre si. Mas precisava, era necessário e assim o fez, com mais esforço que o normal, como se houvesse toneladas sobre ele, que o fizesse se movimentar mais lentamente.

   Levou a mão ao peito, aquele apertar um tanto misterioso mais deveras doloroso, se fez presente mais forte que o normal. Se dissesse a alguém diriam que provável fosse um problema de saúde, mas aquilo já havia sido considerado por si, como também já havia ido à procura de ajuda se fosse. Mas não era, em relação à saúde seu coração estava mais perfeito que nunca, tudo isso fazia aquela dor misteriosa se tornar pior, afinal não havia nada nos relatórios médicos que explicasse, ou mostrasse o por que.

   Não poderia se perder naquilo, caso o fizesse era capaz de se deixar e ficar trancado em casa, aquilo era quase que inadmissível, além de que se permanecesse sozinho sabia que aquele aperto latente só iria piorar.

Sentiu-se estremecer enquanto saia de casa, não queria; cada parte de si gritava para voltar e de preferência permanecer deitado, mas ignorou ou ao menos tentou.

   Como poderia explicar algo que não conseguia ao menos entender o motivo? Enquanto andava para o trabalho sentia a garganta de certa forma coçar, o grito desesperado preso.   As lágrimas, ou o principio delas atrapalhavam sua visão. Shōyō se sentia desesperado, e sequer menos sabia o por que de se sentir assim, encolheu-se quando a dor no peito se alastrou por todo seu corpo, fazendo aquelas que embaçavam sua visão escorrer, se o vissem diriam que estava á passar mal, por um lado não ignorava tal fato, mas aquilo era algo pior, ao menos com ele.

    Sentiu o dia se passar de forma mais arrastada que o normal, cada segundo piorava tudo. Se manter no seu automático era o maior sacrifício a se fazer, mas precisava, era melhor do que aguentar os olhares que iam de pena á julgamento e até mesmo desprezo caindo sobre ele.

   Quase todos os dias para ele, preferia evitar à volta para casa, a solidão que ela demonstrava, talvez devesse tentar evitá-la também naquele dia. Sentia seu telefone vibrar e já sabia quem era, mas ignorava, não por querer, mas por não conseguir, sabia que iria fraquejar diante dele e não podia.

   Não iria o incomodar com aquilo, era algo estúpido a se fazer, pois afinal tudo aquilo parecia estúpido demais até mesmo para si próprio, com certeza sabia que o mundo e ele estavam cheio de problemas maiores do que os dele, incomodá-los com isso era com certeza algo que não deveria fazer, ao menos pensava assim.

   Finalmente havia chegado em casa, desabou ainda na sala sobre o sofá, se sentia cansado, mais do que qualquer dia, o cansaço que se alastrava pelo seu físico mas principalmente por seu psicológico.

    Mais uma vez naquele dia sentiu as lágrimas embaçarem sua visão, mas pela primeira vez no mesmo as deixou finalmente cair. Começaram silenciosas, fraca, tomando aos poucos suas proporções. Hinata encolheu-se abraçando a si mesmo quando os soluços se intensificaram. Ouviu o que de algum canto seu telefone tocar indicando uma chamada, mas não se mexeu, pelo contrário pareceu se encolher mais.

   Não saberia dizer quanto tempo se passou enquanto estava ali daquela forma, e ao menos se importava com isso, mas em algum momento se levantou e seguia-se a passos lentos para ao quarto, não se deitou novamente, apenas se permaneceu sentado encarando o nada. Preferia os inúmeros pensamentos que lhe faziam companhia, do que aquele total silêncio.

Chorando por dentro: "Salve-me agora”
Você estava lá e possivelmente sozinho

Você sente frio e perdido em desespero
Você constrói a esperança, mas o fracasso é tudo que você conheceu

— Quando começou a se sentir assim? Por que se sentia assim?

   Dizia de maneira baixa para o nada, esperava uma resposta que sabia que não viria. Uma pontada e mais outra, mais uma vez aquela incessante dor lhe trazia de volta, estava sozinho, riu com tristeza, suspirou com pesar.

   Ouviu mais uma vez o celular tocar, não que tivesse intenção de responder, mas foi em busca do aparelho, as lágrimas, mais uma vez do que seriam inúmeras naquela noite, voltaram a se fazer presente quando viu o nome de Tobio brilhando na tela.

   Ele não precisava de algo como ele por perto, não deveria atrapalhar mais sua vida com sua importuna presença, provavelmente estaria preocupado consigo. Isto fez Hinata se retorcer em desgosto, não deveria ser um peso para ele, não ele.

   Quis gritar, ate perder as forças e o ar nos pulmões, queria correr para algum lugar onde nada daquilo existisse. O medo, a dor, o crescente vazio, nada mais. Queria se refugiar no colo de alguém que já não estava, mas ali, como fazia quando era criança, pensar nisso, o fez ofegar alto, enquanto caia no chão, assim se deixou ser engolido por tudo aquilo.

   Shōyō se sentia imerso, como se estivesse afundando, não conseguia se mexer, e o pior ele não queria, ao menos tentava. Deixou-se ser envolvido por tudo aquilo, de maneira completa pela primeira vez. Não queria mais nada daquilo, não conseguia lidar com mais nada daquilo.

   Seria melhor para todos, ao menos assim pensava. Não seria incomodo ou peso ou a completa decepção para mais ninguém. Não faria história ou seu legado como havia sonhado quando criança, mas também não seria mais um fracasso perante as expectativas dos outros.

   Aquilo poderia soar egoísta se alguém visse ou ouvisse, mas ele estava cansado, de tantas formas e maneiras diferentes, que se deixou ser entregue. O celular tocou mais uma vez, no seu peito, o coração parecia doer mais se apertar ainda mais quando acontecia, não parecia justo, mas não sabia mais o que fazer, encarou o teto como numa última tentativa falha de achar algo, mas não havia nada, além do vazio.

   Novamente pela talvez uma última vez, chorou esta que era de maneira menos violenta do que todas as outras até então, mais ainda dolorosa que as demais, uma mão apertava fortemente o peito enquanto a outra fazia o mesmo com o celular em mãos.

   Não queria lutar contra aquilo não mais, não tentou evitar o que estava prestes a acontecer, apenas deixou ir, invadir e tomar tudo de se. Alguns julgariam como desistência, mais não importava, ao menos não mais.

— Me desculpe Tobio. – sussurrou baixo para o nada.

Feb. 26, 2018, 2:17 a.m. 1 Report Embed 2
The End

Meet the author

Larissa Di Angelo Mineira, 20 aninhos Estudante de Marketing E num futuro não tao distante Publicitária ❤ Amante séries e filmes (principalmente de Heróis) Adora HQ's, mangas, livros e musicas... Enfim essa sou eu...

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Camy <3 Camy <3
Olá! A sua história é bem pesada. Depressão é um assunto muito complexo. Eu gostei da forma como você tratou o suicídio no final. Você não descreveu como, porque a verdade é que não importa. O que matou o Hinata foi a depressão em si, a maneira fica em segundo plano. Parabéns, a história está bem tocante eu senti muita verdade nas tuas palavras, acho que tu descreveu muito bem a rotina de alguém com essa doença. Eu venho em nome do Sistema de Verificação do Inkspired. Sua história está marcada como "Em revisão" devido aos problemas gramaticais da história. Apontarei os principais, porém aconselho que você consiga um beta para te ajudar com a pontuação e a estruturação das frases. 1) sinopse. Há alguns errinhos: "caia" em vez de "caía" (isso aparece no texto também em saia em vez de saía e em outros momentos). Está escrito "viam" em vez de "vinham". Quando fala das lágrimas, você diz "estas que não havia um motivo para tal". Essa frase está confusa, seria bom modificá-la. 2) mesmo como pronome pessoal. "Mesmo" nunca pode substituir "ele". Eu sei que é comum, vemos até nas portas dos elevadores isso, mas o uso é inadequado. "No começo da mesma": junta as duas frases (a anterior falar sobre a adolescência) numa só. 3) Acento. Você tem alguns problemas de acentuação. "Até" aparece sem o acento em todas as suas ocorrências, assim como alguns verbos (já apontei acima). Você também usou o acento agudo em "a" sozinho, como em: "de pena á julgamento". Este nem é um caso de crase, então só deixe o "a" sem acento nenhum. Em "evitar à volta" a crase está incorreta. 4) porquês e desde. Há dois momentos que você diz "o por que". Sempre que houver um "o" em frente ao porquê, é preciso usar "porquê". Não existe dês no sentido que você usou no verbo. Dês tem a ver com o verbo dar. Use "desde". 5) Você confundiu o uso do mais e do mas. 6) concordância e regência verbal. Aqui acho que foi mais atenção do que qualquer outra coisa, mas você escreveu "essas [...] questionamentos", "ousou a contar" (ousar não exige preposição), "devida por" (no sentido que você queria para frase, deveria usar "devido a", "lembrava de mais" (o de é desnecessário). Há mais exemplos, não indicarei todos. 7) verbos reflexivos. Você usa muito "se" em verbos que não o exigem. "Seguia-se", por exemplo, indica que o personagem está seguindo a si mesmo, como se houvesse outra versão dele dentro do quarto. "Se iluminar", quando diz respeito aos raios solares, não faz sentido. Eles iluminam o quarto, o Hinata, mas não a si mesmos. "Se permaneceu" etc. 8) tempo verbal. Você misturou presente e futuro em alguns momentos e não conjugou todos os verbos de acordo com a norma padrão da língua. Alguns deveriam estar no subjuntivo (parecesse), mas estavam no pretérito imperfeito (parecia). Não tenho como explicar agora, por isso sugeri um beta. 9) vírgulas. Há separação de sujeito e predicado, entre outros problemas. Seria bom analisar a pontuação de forma geral, porque algumas frases estão um pouco longas. 10) há um trecho que diz "visualmente cansaço", seria melhor "visível cansaço". Há um "passado" que deveria ser "pensado", um "sequer menos" que deveria ser apenas "sequer" e um "rotineira" que deveria ser "rotineiramente". Se você quiser que sua história seja modificada para "Verificada", precisa alterar o que apontei. Avise-me ao responder esta mensagem e analisarei sua história de novo. Uma boa semana!
Sept. 26, 2018, 9:49 a.m.
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