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lalah_diangelo Larissa Di Angelo

Com o florescer das flores da primavera, eu pude conviver com você a primeira vez... Com o calor que emana intensamente do verão, eu admitir a mim mesmo o quanto amava nossos momentos... Com o declínio de temperatura no outono, vi o que éramos se desfazendo aos poucos diante de nós... Com a frieza cortante do inverno, divaguei com pesar e tristeza tudo que nós fomos...



Romance All public.

#Di Angelo #clichê básico #clichê #musical
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Capítulo Único

Primavera

Agora eu vejo você, eu estou congelado no tempo
Todas as suas cores explodem em vida
Não ouso fechar os olhos
Porque um amor como esse acontece uma vez na vida...

Skillet - Watching for comets

Quando os ventos sopravam em uma leve brisa, que embalava as noites e os dias, nem muito frio, nem muito quente apenas leve e agradável. As flores ainda desabrochavam fazendo esquecer ao mundo com seu perfume, as árvores voltavam a ficar com suas cores vívidas. Os dias que era como algo nem demais nem de menos, e sim o exato entre as duas temperaturas. Era numa primavera quando nós encontramos pela primeira vez.

Tão nervosos e tão precipitados. Mesmo já sendo aquilo que se chamam de adulto, parecíamos mais dois jovens experimentando dessas sensações pela primeira vez. Mesmo que julgássemos sendo experientes, aquele dia ficou parecendo mais o auge de uma inexperiência.

Ao nosso redor o mundo continua girando, nas mesma e costumeira pressa de sempre, mas naqueles breves minutos mesmo estes sendo de extremo nervosismo, e estivéssemos atropelando e cambaleando em nossas próprias palavras. Por breves minutos, não havia mais nada além de nós.

Em alguma praça movimentada no centro da cidade, debaixo de alguma árvore que exalava o perfume das suas flores. Num dia nem quente nem frio apenas agradável, ali foi à primeira marca feita em mim.

§

Verão

Eu encontrei o que eu estava procurando em mim mesma
Encontrei uma vida digna para ser vivida por alguém
Nunca pensei que eu poderia ser
Feliz, feliz...

Marina and the diamonds - Happy

Primeiros raios solares esquentavam meu rosto, pela janela o vento um pouco denso e quente entrava, fazendo um pequeno balançar das cortinas, mesmo o dia não havia começado direito, se era possível ouvir a agitação das pessoas, correndo para um mais um dia sem pausa.

Seu rosto tão sereno e tranquilo repousava ao meu lado, este era um dos poucos momentos onde se era possível te encontrar dessa forma, a expressão que muitos procuram e poucos conseguem, de forma sublime, simples e pura. Você transmitia paz.

Não importava quantos dias passassem ainda não me cansava de observar tal acontecimento, mesmo com as inúmeras vezes que já tinha dito que não gostava de ser observado em tal momento, não poderia evitar pois era durante tais que conseguia encontrar minha própria paz.

Continuava a velar seus últimos minutos de sono até quando despertasse e retribuísse o mesmo olhar, quando me permitia um pequeno sorriso e um sussurro baixo de bom dia. Sempre alguns minutos mais cedo nos possibilitando aquele breve momento de apenas nós, antes de mergulharmos no caótico e movimentado mundo do lado de fora.

Era mais um dia quente, apenas um dia normal na apressada vivência das pessoas. O terceiro ou provavelmente o quarto verão ao seu lado naquela cama, que vivenciavam mais uma das inúmeras marcas feita em mim.

§

Outono

Me conte lindas mentiras
Me olhe no rosto
Diga-me que você me ama
Mesmo que seja falso
Porque eu não ligo
Nem um pouco...

Blackbear – IDFC

Foi onde a temperatura começa a gradativamente cair, que fomos aos poucos desmoronando. O frio que era para existir somente ao ambiente ao nosso redor, passou a se instalar e percorrer lentamente sobre nós, rastejando de forma lenta mas de maneira mais desastrosa que o normal.

A cada nova manhã com a queda em menos um grau na temperatura, era quase possível sentir de maneira palpável a distância estabelecida. Mergulhados no caótico mundo do lado de fora, fingíamos não perceber, fazíamos de não notar o caos que crescia aos poucos por entre a gente, ignorávamos um ao outro, nos tornamos fantasmas debaixo do mesmo teto.

Talvez o peso dos anos juntos tenha finalmente caído, mas não me lembrava de mais da ultima vez que te vi despertar ao meu lado, ou da nossa última conversa que não terminou em gritos e ofensas dirigidas com raiva para o outro.

Nós machucávamos e nós magoávamos, sempre distantes demais para aproximar e covardes demais para terminar. Um ciclo tortuoso e vicioso que decidimos manter, seria egoísmo ou covardia demais dizer que ainda assim, esperava você a noite ao meu lado, uma demonstração de carinho ou afeto. Seria egoísmo ou covardia demais dizer, que ainda queria que nós estivéssemos juntos.

Foi na nossa penúltima estação onde a temperatura começa gradativamente a cair, que começamos a ruir, onde cada marca que havia em mim começou a se transformar na mais dolorosa das feridas.


§

Inverno

Eu desejei pra você o melhor
Do que o mundo pode dar
E eu lhe disse quando você me deixou
Não há nada para perdoar

Mas eu sempre pensei que você ia voltar, me dizer que tudo que você encontrou foi
Um coração quebrado e tristeza
É difícil para mim dizer, eu tenho inveja da maneira que
Você é feliz sem mim...

Eden - Jealous

Neve e o vento gelado, eram os únicos que se poderiam encontrar naquela noite, mais nem isso ao menos se interligava com o vazio que estava presente do lado de dentro. É comum o vazio ter a sensação de calor?

Não havia um mundo caótico para mim mergulhar e esquecer a ausência que me fazia, aquela outrora havia apenas o silêncio e algumas lembranças, na qual se repassavam algumas vezes pela minha cabeça num ato simplório de trazer dor a mim próprio.

Amargas e ao mesmo tempo tão doces, era assim que elas eram para mim. Frias e no mesmo instante tão quentes, dolorosas e ainda sim o único analgésico para tal sensação.

Aquela sim era meu pior castigo imposto por mim mesmo, ao vazio jogava perguntas que não havia retorno de respostas, dentre essas onde estaria você naquele momento. Não me surpreenderia se estivesse sorrindo, ou bebendo o vinho que tanto adorava apreciar em noites como essa, não me surpreenderia se tivesse alguém a lhe fazer companhia, e por surpreendente isso também não me machucaria tanto quanto imaginava.

Afinal sempre fomos tão diferentes, algumas vezes me questionava como permanecemos juntos com tamanhas divergências. Não me surpreendia, não machucava ao menos não tanto, mas eu mentiria se dissesse que não te invejava, por conseguir tão facilmente seguir em frente, enquanto sentia que estivesse num automático sem mudanças.

Parecia algo sem coração, como tinha a impressão que você havia se esquecido de tão fácil de todas essas memórias. Tão sem coração como eu não me importava em esquecê-las também.

No vazio daquele lugar, depois de tanto tempo não me restava nem mais um resquício de sua presença, nem nas paredes nem nos lençóis. Era por muito pouco como se nunca tivesse existido, como se fosse algo que passasse tão rápido como as estações.

Era mais uma noite de inverno, não a primeira e com certeza não a última sem sua presença, mais aquela sim me pareceu a mais dolorosa de todas.

Feb. 26, 2018, 2:01 a.m. 0 Report Embed 1
The End

Meet the author

Larissa Di Angelo Mineira, 20 aninhos Estudante de Marketing E num futuro não tao distante Publicitária ❤ Amante séries e filmes (principalmente de Heróis) Adora HQ's, mangas, livros e musicas... Enfim essa sou eu...

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