The Heart of a Lumberjack Follow story

juliana-magalhaes4055 Juliana Magalhaes

Até onde o passado pode afetar o presente? E perdoar seria uma forma de esquecer as mágoas? Sasuke e Sakura unidos por um passado repleto de dores e cicatrizes. Um passado que até hoje os cobra de maneiras adversas. Uma traição. Uma omissão. Culpa. Um recomeço. A vida tem muitas maneiras de nos surpreender e um grande sentimento é capaz de transpor as barreiras impostas pelo tempo... O tempo transforma, molda, reconfigura, ensina até mesmo capacita o coração do mais rustico homem, mas principalmente aplaca as mais profundas dores que só a alma conhece. "O perdão é um catalisador que cria a ambiência necessária para uma nova partida, para um reinício." Martin Luther King


Fanfiction For over 18 only.

#Drama #Naruto #Sexo #Sasusaku #Adulterio #Heterossexualidade #Lenhador
Short tale
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Intrínseco

O suor escorria pelas têmporas traçando um caminho longo e se perdendo em meio aos seus espessos fios que emolduravam sua face dando-lhe aquela aparência rústica.

O sol começava a formar um tom alaranjado típico do verão. Sasuke fincava seu machado sob a madeira com precisão no intuito de extravasar toda sua raiva.

– Quem aquela mulher pensa que é? – ele murmurava para si mesmo. Havia desligado a motosserra, objeto que facilitava muito seu trabalho, justamente porque a doutora precisava tirar seu soninho taciturno. Mais duas fincadas com fúria e a árvore veio a baixo ocasionando um estrondo. – Argh! – Sasuke saltou para trás vendo o tronco espatifar-se no chão.

Observou a entrada da casa e lá estava ela com as mãos sob a cintura e seus olhos verdes tão em fúria quanto os dele. Seu corpo delgado e curvilíneo era destacado pela fina camisola vinho, que contrastava com sua pele alva e seus cabelos longos e pesados em tom rosado. Uma tentação à primeira vista, Sasuke sabia, pois já cansara de cobiçar aquela mulher desde que ela retornara, mas ele também sabia o quão frustrante e irritante ela conseguia ser.

Ela se aproximou com os olhos flamejantes, com passadas precisas sem nem se incomodar com os trajes inapropriados, ou talvez ela mesmo não se importasse, afinal Sasuke conhecia cada curva, cada marca, pelo menos até seis anos atrás.

O homem não pode deixar de sorrir de canto ao constatar, assim que parou de frente a ele, o quão pequena ela era, mas engoliu seco ao notar o seu decote transparente lhe proporcionando a visão de seus seios rijos sob o tecido fino, fazendo seu pau pulsar. Sakura Haruno era uma delícia antes, e agora, tão próxima, só o confirmou que o tempo fez muito bem a ela, ela estava mais gostosa, mais apetitosa, mais suculenta do que ele poderia imaginar um dia.

– Idiota! – ela empurrou Sasuke com o indicador sob seu peito descoberto. – Eu pedi com gentileza para que você fizesse o menos barulho possível, mas acho que você não entende minha língua. – Sasuke riu com escarnio.

– Escuta aqui Saky... – ele a chamou do apelido íntimo, isso por sua vez alterou mais o estado de espírito de Sakura.

– Você me chamou de quê? – ela bufava ao empurra-lo mais para próximo da margem do rio, dessa vez espalmando sua mão pequena sob o abdômen definido do homem, quem ela sabia que ainda lhe causava reações adversas. Sasuke havia se tornado um homem mais atraente, seus músculos mais evidentes ressaltavam, os pelos negros sobre o peito rijo compunha o visual rústico e másculo.

– Ah, qual é Sakura? – ele esboçou o sorriso mais largo. Em seu interior foi bom confirmar que, pelo menos, o apelido ainda surtia efeito sobre ela. Sasuke segurou a mão da jovem. – Acha possível de verdade, podar essa árvore sem barulho? – ela tentou desvencilhar do seu aperto.

– Dá pra me soltar, brutamontes? Vejo que continua o mesmo babaca de sempre.– Sasuke fixou seus olhos nas piscinas esverdeadas dela, que hora ou outra passeava seus orbes por seu peito exposto.

– Vejo que continua se achando a dona da verdade, Haruno. – ele a fuzilou soltando seus punhos – Ou melhor dizendo, Dra. Haruno. – pronunciou as últimas palavras como se farpas saltassem de sua boca. Sasuke virou-se de costas, agachou lentamente para pegar suas ferramentas e sua blusa amarrotada. – Acho melhor terminar o serviço amanhã, afinal vou atrapalhar seu descanso se continuar, e tudo o que eu não quero, e nunca quis, foi atrapalhar você. – Aquelas palavras pegaram Sakura desprevenida, ambos se encaravam, assim como ambos sabiam que aquelas palavras se direcionavam a outra época, outro momento. Aquelas palavras refletiam a mágoa e ressentimento contidos durante anos.

Sakura mantinha o olhar apático observando Sasuke se afastar até sua caminhonete e jogando todo seu material na caçamba. O moreno direcionou seu olhar a ela e teve a certeza que ainda sentia, e que talvez ela também sentisse, mas era orgulhosa demais para reconhecer. Ele parou com a mão na maçaneta da caminhonete, talvez...se só talvez...Ele tentasse mais uma vez.

– Será que algum dia você irá me perdoar? – ele se virou para a mulher que sugou com força o ar. Aquilo tinha sido inusitado, mas Sasuke Uchiha sempre fora um homem inusitado.

– Adeus, Sasuke. – ela disse por fim. – Deixarei o pagamento pelo seu serviço na caixa de correios, afinal estarei de plantão no hospital amanhã. – respondeu friamente. Sasuke sabia quando ela mentia ou fugia de algum assunto, sua voz titubeava. Ele então respirou fundo assentindo, entrou na caminhonete, mas não sem antes se pronunciar.

– Esse fica por conta da casa. – disse e deu partida, deixando uma Sakura repleta de lembranças boas, mas principalmente dolorosas, mas nenhuma lembrança era maior do que um vínculo, um laço formado para vida toda.

[...]

Sasuke parou na entrada do bar, precisava tomar algo para acalmar seus ânimos. Desde que Sakura voltara, suas noites haviam se resumido a umas cervejas e voltar para casa tão bêbado achando que assim evitaria sonhar com ela mais uma vez. Mas sempre se frustrava. Maldita!

Assim que passou pela porta viu Naruto sentado com Hinata, ambos em uma conversa bastante animada. Não querendo estragar refugiou-se no canto do balcão.

– Boa noite, “lenhador”! O de sempre? – Sasuke assentiu e deu um sorriso de canto.

Era assim que ficara conhecido na cidade, afinal era dono da madeireira local, anos depois formado em Engenharia civil, mais por causa de uma satisfação pessoal dos pais, porque ele mesmo não ambicionava se formar, ou ter uma profissão além do ofício aprendido na adolescência, ofício que foi do seu pai, antes dele de seu avô e outras gerações Uchihas.

Sasuke em sua simplicidade se contentaria em apenas cortar as árvores, ter uma casa grande, três filhos e casar-se com a mulher de seus sonhos. Mas estes simples desejos ficaram no passado, apesar deste passado assombrá-lo.

Hoje ainda exercia o trabalho de lenhador, mas agora com responsabilidade redobrada, coordenar, dirigir e principalmente o peso da responsabilidade pela poda de árvores que prejudicavam a estrutura de terrenos. Foi por este motivo que foi até a casa de Sakura. As raízes da árvore estavam adentrando a estrutura da casa da rosada, estufando o solo e desnivelando o assoalho.

A cerveja lhe foi servida e estava tão gelada e reconfortante que quase não notou a porta do bar se abrir, se não fosse pelo cheiro peculiar, talvez ele não a notasse ali sendo recebida aos abraços por Hinata e Naruto.

A quem ele queria enganar, conhecia aquela mulher de qualquer jeito, sua presença seria notada mesmo que ele não pudesse enxergar. Observou seu cabelo preso em um coque simples, apesar de preferir ele solto, apreciava como tudo lhe caía bem, desde o jeans e uma blusa simples, até um vestido de gala. Aquela mulher não era para ele, ele sabia disso, ela merecia mais do que aquela cidadezinha de interior, mas porque diabos ela voltou, depois de seis anos, ela estava de volta. Com que intuito? Haviam se passado seis malditos anos, e porra, como ele havia ido atrás dela e sido rejeitado todas as vezes, e como ele tentou se desculpar pelo erro daquela noite.

Frustrado, Sasuke precisava de respostas, estava cansado disso. Há uma semana que ela havia voltado, há uma droga de semana que ele não conseguia parar de pensar nela. Levantou-se dirigindo até a mesa onde os três engatavam uma conversa animada. A presença dele foi logo notada pelo seu melhor amigo loiro e escandaloso.

– Oi, Sasuke! – Naruto aumentou um tom a voz, mais do que o normal, Sasuke deduziu que fosse para abafar o que tanto conversavam. Sakura retesou no mesmo lugar, o semblante de Hinata empalideceu.

– Boa noite. – murmurou Sasuke. – Atrapalho? – indagou o moreno curioso – Posso me sentar aqui ou alguém tem alguma objeção? – Seus orbes negros voltaram para Sakura que se mantinha impassível no mesmo lugar. Sua respiração se intensificou assim que aquele homem, o seu passado, a confrontou novamente.

– Desculpem, mas infelizmente tenho que ir! Foi bom revê-los! – ela ameaçou levantar-se, mas foi contida por Naruto com um olhar de reprovação.

– Não, Sakura! – o loiro a olhou sério. – Hinata e eu sairemos e você vai ficar e resolver logo essa pendência com o Sasuke! Chega de segredos! – Sakura arregalou os olhos bem como Hinata que segurou o braço do marido num pedido mudo – Não Hinata, se Sakura não se resolver agora, eu conto ao Sasuke. Chega de segredos! – Naruto se aproximou, beijou o topo da cabeça da rosada e deu leves batidas no ombro de Sasuke. – Desculpem, mas isso é algo que vocês precisam resolver. Vamos Hinata! – o loiro puxou a mão da esposa saindo do bar, deixando Sakura atordoada e Sasuke observando as reações da mulher a sua frente.

– O que está acontecendo, Sakura? – a voz de Sasuke retirou a mulher do estado de torpor. Uma lágrima rolou por sua face intensificando seus olhos verdes que agora estavam voltados para Sasuke.

– Desculpe... – Sakura murmurou correndo em direção a saída. Sasuke não deixaria mais uma vez aquela mulher sair dali sem uma explicação. O que estava acontecendo? Que segredo Naruto se referia? O que Sakura escondia dele?

Assim que alcançou a calçada Sakura olhou para os lados na busca por um taxi ou qualquer coisa que a levasse para longe dali. Não estava pronta para contar a Sasuke, não estava pronta para confrontar seu passado, mesmo sabendo que o que a motivou a voltar fora exatamente isso. Mas será que havia um modo ou um momento certo para contar-lhe o que escondia?

Ela precisava de um tempo, tempo este que nem teve ao menos. Parecia um complô, porque tudo a levava até ele desde que colocara o pé naquela cidade novamente. A começar pela droga de casa que ela comprou que estava com o terreno prejudicado por conta das raízes que desnivelavam todo o assoalho. Ela sabia que Sasuke tinha uma empresa agora, uma droga de madeireira, mas nunca pensou que fosse ele o funcionário que viria até sua residência para podar uma árvore, que seria ele o responsável. Chegou até cogitar que se tratava de birra, que ele havia ido lá para afrontá-la, mas logo percebeu que ele estava tão surpreso quanto ela. E o medo de que ele descobrisse tudo a fazia entrar em desespero. E se ele... Não poderia pensar essas coisas de Sasuke, mesmo com o passado conturbado, ele era um homem de palavra e caráter, sempre assumia seus erros e nunca fugia dos problemas, não como ela fez.

Sasuke sempre foi um homem simples, tanto que começou na adolescência com pequenos trabalhos braçais, podas em gramados, até se tornar lenhador oficial da cidadezinha. Era um homem de princípios, tanto que não hesitou em contar-lhe sobre a traição. Ele sabia que a perderia, mas mesmo assim contou-lhe, assumiu as responsabilidades que lhe foram jogadas, infelizmente a covarde foi ela, até egoísta demais, ou seria apenas orgulho ferido. Erros, uma sucessão de erros, e ela estava de volta para consertá-los.

Respirou fundo e recostou a cabeça na parede fechando os olhos. Sentiu um toque em seu ombro e ao abrir os olhos, capturou o olhar intenso, receoso e magoado de Sasuke.

– O que está acontecendo, Sakura? – Sasuke estava frustrado com toda aquela bagunça.

– Sasuke, por favor... – ela implorou – Agora não... eu... – ela abriu e fechou a boca diversas vezes tentando achar as palavras adequadas.

– Agora não? – ele a olhou ressentido. – E quando será? Daqui a mais seis anos, porra! Que merda está acontecendo? – ele esbravejou arrancando um soluço contido de Sakura. O moreno respirou fundo segurando o rosto da mulher que sempre amou, afagando levemente – Vamos Sakura, por favor... Chega... Eu... Eu – ele pausou captando seu olhar – Porra, eu sei que mereço seu desprezo e o tive durante malditos seis anos, mas, por favor, me diz se de alguma forma, eu vou conseguir o seu perdão, me diz o porquê depois de seis fodidos anos você voltar? – ela fechou os olhos em desespero aspirando todo o ar.

Sasuke a olhava esperando uma resposta, algo que a fizesse dizer, e estar tão perto dela assim nublava seus sentidos. Sem aguentar a distância, o moreno colou seu corpo no dela friccionando sua pélvis. Sakura gemeu com o contato e arregalou os olhos captando o magnetismo do olhar de Sasuke.

Eles se desejavam, tinham tantos sentimentos contidos, tantas perguntas sem respostas, tanta mágoa, mas seus corpos não conseguiam mentir, mesmo que suas bocas negassem, seus olhos os condenariam. Sasuke afagou sua face lentamente, passando o polegar sobre os lábios entreabertos de Sakura, o desejo quase palpável de selar suas bocas, o calor dos corpos recostados naquela parede fria. Sakura estava perdida. Sasuke desfez o seu coque notando seus cabelos caindo como ondas sob o dorso coberto por uma blusa vermelha tomara que caia. Tomou uma mexa e inalou profundamente o odor dos seus cabelos. E lá estava ele, aquele cheiro de cereja que só ela tinha. A respiração ofegante e necessitada da mulher só compunha o erotismo da cena, só o instigava a continuar.

– Quero e vou beijar você. – sussurrou Sasuke contra seus lábios. Sakura fechou os olhos assentindo – Mesmo que isso vá me render um belo tapa depois, eu preciso sentir você... – e sem esperar por mais nada ele tomou os lábios rosados, carnudos e pequenos da mulher que tanto desejava e sentiu-se tocar o céu depois de tanto tempo.

A boca macia e receptiva de Sakura moldava-se perfeitamente a sua e um gemido sôfrego rompeu a garganta do pobre lenhador. A necessidade de se tocarem era quase sufocante. Sakura apalpava o braço torneado de Sasuke que estava coberto por uma simples blusa xadrez vermelha. Ele por sua vez apertava mais o corpo da pequena mulher junto ao seu friccionando seus quadris aos dela, roçando levemente suas intimidades.

As línguas perdidas travavam uma batalha insana. A rosada desceu as mãos até o abdômen do moreno onde fincou suas unhas tentando aplacar o desejo que se formava em seu ventre. Sasuke gemeu sem nem ao menos importar-se pelo fato de estarem na rua. Suas mãos másculas subiram até os seios tocando-os ainda sob o pano. Traçou uma busca pelo sutiã e ao constatar que nada havia ali rosnou intensificando o aperto nos mamilos já rijos. Sakura gemeu em aprovação. Ele conhecia seu corpo e suas necessidades como nenhum outro. Ainda entorpecida, mas tomada por um momento de lucidez, Sakura apoiou as duas mãos sob o peito de Sasuke e o empurrou.

– Para! Chega! – atordoado de desejo Sasuke afastou-se e olhou a volta. Lembrou-se que estavam na rua e não queria ter exposto Sakura desta forma. Passou as mãos sob os cabelos ao contemplar aquela mulher com a boca avermelhada, tentando recompor sua respiração e os cabelos bagunçados, olhou para sua ereção e de volta para os seios intumescidos exigentes de atenção da rosada a sua frente, era tentador demais resistir aquilo, mas ele via pelo lado bom, ela não o esbofeteou e a contar pelas reações do corpo dela, ela o queria tento quanto ele a queria.

– Sakura... Desculpe... Eu não pensei... – ele tentava acalmar os ânimos. Lembrou até da sua primeira vez com ela, o quão nervoso ele ficou, era novo pra ela, mas para ele também... Se bem que esta não deixava de ser uma primeira vez para ambos, uma primeira vez depois de seis anos.

– Tudo bem, Sasuke. – ela respirou fundo e o fitou intensamente. – Eu também não pensei, eu agi por impulso e correspondi ao que meus instintos queriam que fizesse. –Sakura estava em modo de defesa novamente e ele respeitaria isso. Assentiu de leve e a observou mais uma vez, seu olhar distante o fazia perguntar que segredo era esse. O que Sakura escondia dele?

– Sakura... – ele a chamou. – Você quer uma carona para casa? Eu só tenho que voltar ao bar e acertar minha conta... – ela o fitou – Você espera? – ela assentiu ajeitando a bolsa contra o corpo – Tudo bem...

[...]

O caminho foi silencioso senão pelos acordes de “Come as you are” na voz rouca de Kurt Cobain. Sakura recostava sua cabeça contra o vidro parecendo apreciar a melodia. Sasuke parou a caminhonete e desligou o motor assim que chegaram ao endereço de destino. Ficaram alguns segundos em absoluto silêncio.

– Chegamos. – Sasuke mencionou - Está entregue. – ele sorriu de canto captando o olhar e um sorriso curto de Sakura, o primeiro que ela dera direcionado a ele.

– Obrigado! – ela ponderou antes de falar – E quanto amanhã... – ele a interrompeu.

– Eu venho para terminar o serviço, sem problema... – ela o interrompeu também.

– Não Sasuke, não é sobre isso... Eu nem pensei nisso... Confesso que dado aos acontecimentos de hoje à tarde, eu até esqueci que você viria amanhã para terminar o serviço. – ele parou e arqueou uma sobrancelha – Eu apenas prefiro que você venha amanhã, para... para conversarmos e estarei disposta a responder tudo o que quiser saber, enfim...o que eu quero te dizer é que realmente eu voltei por um motivo e tenho certeza que será de seu interesse, só peço que venha amanhã e acabaremos de vez com toda essa pendência do passado. – Sasuke titubeou com a forma que Sakura acabara de falar, parecia querer enterrar tudo o que viveram de uma vez por todas.

– Eu viria de qualquer forma, mas não entendo. O que você terá para dizer amanhã que não poderia começar a me contar agora? Por que desse mistério todo? Sakura eu não quero mais joguinhos, eu estou bem cansado dessa merda toda! Há uma semana que eu me sinto um merda e não tem um só dia nesses seis anos que não me arrependa daquela maldita noite. Uma noite que me custou perder a mulher que eu amava, e todos os planos que fizemos. – ela o olhou magoada.

– Sasuke, por favor... Esse assunto... Não acho que é o momento... – ela se titubeou.

– E quando vai ser, huh? – ele bateu com as mãos no volante da caminhonete. – Quando você vai parar de fugir disso? Sakura por Deus, eu me arrependo tanto... – Ela levou as mãos sob a cabeça em desespero, Sakura não queria mais uma vez lembrar daquilo que para ela já havia sido enterrado há seis anos atrás, ou pelo menos ela achava que tinha sido.

– Chega com essa merda! – ela gritou abrindo a porta da caminhonete e se lançando para a entrada da sua casa. Sasuke foi atrás dela puxando-a pelo braço com força, parados em frente a sua porta ambos ofegantes de raiva.

– Que merda? Acha que pode voltar depois de seis anos, depois de ter me dito que nunca mais pisaria aqui, depois de ter dito e me feito sentir um bosta de homem? – Sasuke berrava em plenos pulmões.

– Cala a porra da sua boca, seu cretino, egoísta! Você não sabe o que eu passei! VOCÊ ME TRAIU COM MINHA MELHOR AMIGA, SEU FILHO DA PUTA E NÃO CONTENTE ENGRAVIDOU ELA! O QUE DIABOS QUERIA QUE EU FIZESSE, HUH? – Sakura gritava e estapeava seu peito com força. – VOCÊ ACABOU COM A MINHA VIDA! ME TRAIU, SASUKE! – Sasuke apertou Sakura contra seu peito deixando que ela chorasse tudo o que ela não chorou naquela noite. – Como você pôde fazer isso? – ela sussurrou baixinho contra seu peito, exausta pela força exercida.

As luzes da varanda de Sakura se acenderam assustando ambos e logo em seguida uma mulher que era a cópia fiel de Sakura surgiu, com leves marcas de expressão indicando uma idade mais avançada, seus cabelos loiros pendidos alguns fios brancos, mas aqueles olhos esverdeados avaliativos estavam ali. Sasuke sabia de quem se tratava, a mulher mais gentil depois de sua mãe, a mulher que o tinha como filho: Mebuki Haruno.

Mas, não fora Mebuki que chamou sua atenção, e sim a pequena criatura de cabelos tão negros quanto os dele que coçava os olhinhos devido a exposição da luz. Sakura arfou afastando-se do corpo de Sasuke, e este vagou seus olhos entre a pequena menina de fita vermelha nos cabelos que alargou o sorriso assim que os olhou.

Sasuke atônito tentava assimilar o que acontecia ali, Sakura engolia seco e alternava os olhos entre Sasuke e a pequena no colo de sua mãe.

– Mamãe! – a voz infantil foi como um tiro no peito de Sasuke. Ele observou Sakura sorrir em resposta – Este ali é o papai? – assim que ouviu a indagação da pequena voltou seu olhar para Sakura que nem sequer o olhou novamente. Isso só poderia ser uma piada. Ela não podia ter feito essa filha da putagem com ele. Sasuke observava os traços da pequena, era sua réplica, isso era inegável, mas por que Sakura tinha feito isso com ele? Seria castigo? Ele precisava de respostas, a começar porque diabos ela havia escondido uma filha dele.

– Sim, Sarada! – Sakura pegou a pequena que vestia um pijaminha em tom rosado e tinha em suas mãos um dinossauro verde, dinossauro este que fora o primeiro presente de namoro dele para Sakura. – Quero que você conheça, Sasuke Uchiha, seu pai! – o coração de Sasuke falhou duas batidas assim que Sarada esticou-se para que ele a pegasse.

Desajeitado, ele não sabia como agir diante daquela pequena e linda flor, fruto do seu amor e de Sakura. Ele fechou os olhos abraçando a pequena sentindo-se impotente mais uma vez. Sakura o fazia sentir-se um merda de várias formas diferentes. A pequena Sarada abraçou Sasuke como se ele fosse sua pessoa favorita no mundo e arrancou soluços da Haruno mais velha que observava a cena como mera coadjuvante.

Sasuke abriu os olhos sendo confrontado pelos olhos receosos de Sakura. Mesmo que ele tenha sido um perfeito cretino, Sakura não tinha o direito de esconder isso dele. Uma filha. Meu Deus, eles tinham uma filha.

Os olhos magoados de Sasuke ao confrontar Sakura se decaíram na menininha, sua menininha que o abraçava intensamente. E aquele gigante homem, se tornou pequeno diante daquela figura inocente. E o lenhador, aquele rustico e forte lenhador, depois de muito tempo sentiu uma lágrima cair.

– Obrigada, mamãe! Por ter “trazido” o meu papai pra mim! – Sasuke fitou Sakura e acabou compreendendo o motivo dela ter voltado, era por ela, pela garotinha deles, Sakura passou por cima do seu orgulho por amor a ela. – Você prometeu e cumpriu mamãe! – Sasuke se permitiu sorrir para a pequena que começou a alisar sua barba com delicadeza. – Papai então é verdade que você tem “barbãooooo”, que nem o lenhador da historinha da Chapeuzinho vermelho! – a pequena fez um gesto com as mãos arrancando sorrisos dos três que a observavam.

– Parece que sim! - Sasuke sorriu - Mas como você sabia que eu tinha barba? – Sasuke indagou curioso.

– Por que a mamãe me disse que você era lenhador, igualzinho ao da Chapeuzinho Vermelho. – Sasuke olhou para Sakura, sabia que tinham muito a conversar, mas por hora não queria atrapalhar aquele momento com sua filha... Pensar assim ainda o fazia sentir frio na barriga.

– E o que mais a mamãe falou do papai? – ele sorriu para pequena afagando e apertando seu nariz delicadamente.

– Disse que você era muito bom lenhador e cuidava de um monte de outros lenhadores, como um chefe deles! – ela levou o dedinho indicador igual a como Sakura fazia para lembrar-se de algo. – Disse também que ela teve que ir embora porque ela precisava trabalhar para comprar uma casa maior pra gente... – Sakura não havia dito a Sarada o real motivo que levou a ir embora. Isso era bom, afinal Sarada não merecia saber dessas coisas complicadas que envolviam seus pais. – E que logo, logo, ia te contar sobre mim, Você não sabia que eu existia, papai?– Sasuke olhou para Sakura que mantinha o rosto impassível.

– Não minha princesa, papai não sabia. – Sakura se aproximou e pegou a pequena no colo. Era hora de encerrar esse assunto, porque com toda certeza seria uma longa noite, e pelo que conhecia de Sasuke, aquele teimoso não iria embora sem uma explicação.

– Acho que por hoje chega, não é mocinha? – Sakura fez cócegas em Sarada sendo observada por Sasuke. Sarada fez bico e olhou para Sasuke.

– Você não vai embora, né? – ela indagou preocupada.

– Eu nunca mais vou me afastar de você, princesa! – Sasuke se levantou e se aproximou depositando um beijo casto na testa de Sarada, mas sem tirar os olhos de Sakura.

– Bom, venha com a vovó Sarada, papai e mamãe precisam conversar! – Mebuki sorriu para Sasuke e pegou a menina dos braços de Sakura.

– Mas eu quero que o papai me leve e me coloque pra dormir! – a pequena coçou os olhinhos e bocejou. Sasuke olhou para Sakura em um pedido silencioso.

– Tudo bem. – Sakura se pronunciou. O lenhador pegou a pequena sorridente dos braços da avó. – Mamãe, mostre ao Sasuke o quarto da Sarada enquanto faço um café. – Sakura estava exausta e tensa, agora seria a conversa mais difícil de sua vida.

Sasuke subiu acompanhado de Mebuki que os levou até o quarto da pequena Sarada. A pequena Uchiha cantarolava empolgada. Sasuke a cobriu e ficou por lá velando até que ela pegasse no sono, acariciou suas madeixas negras e sorriu. Ela era vivaz e contagiante idêntica a Sakura, assim como o seu nariz afilado e suas sardas nas bochechas. Ela era sua cópia, mas via também muito de Sakura nela. Fechou a porta com cuidado para que a pequena espoleta não acordasse. Agora seria a conversa mais complicada, era hora de pôr todas as cartas sob a mesa.

Assim que passou pela porta notou dois orbes verdes a mirá-lo. Sasuke respirou fundo vendo a senhora se aproximar e tocar-lhe o ombro.

– Sasuke, querido. Sei que não estou em posição de me intrometer nesse assunto, afinal sou mãe e avó, apenas isso, mas te peço como avó, pense em Sarada, tudo é por ela. Agora como mãe, vá de coração aberto, tente entender o lado de Sakura, ouça-a, mas fale, faça deste dia um recomeço, não falo para vocês dois, um casal, mas um “recomeço” como pais de Sarada. – Olhou para a mulher assentindo e sendo enlaçado por um abraço tenro, abraço de mãe. – Saiba querido, que nunca te julguei, esses anos todos... Tenho o mesmo carinho e admiração de antes, poucos tem coragem e honradez de assumir seus erros, e você o fez. Mostre-me que continua sendo este homem honrado que seus pais se orgulhariam. – Sasuke engoliu seco, e beijou castamente a testa de sua ex-sogra.

– Obrigado, Mebuki! – desceu as escadas lentamente dirigindo-se até a varanda, onde contemplou Sakura sentada com uma xícara fumegante em mãos. Ela parecia perdida em pensamentos.

Sasuke tentou manter a calma, tinham sido emoções demais para um dia só. Aproximou-se cauteloso captando o olhar da mulher. Aquele olhar verde que enxergava sua alma e aplacava sua dor e por diversas vezes foi uma luz na sua escuridão.

Sakura sentia-se livre pela primeira vez em seis anos, a culpa por omitir de Sasuke que tinham uma filha a corroía. Olhando o horizonte e a penumbra noturna, se perdia nas lembranças do seu passado e de tudo o que vivera até ali. Nem notou a aproximação do homem que, cauteloso, pôs-se a observá-la.

– Ela dormiu. – disse Sasuke friamente captando a atenção da rosada. Sakura respirou fundo e estendeu a caneca com o líquido fumegante para ele.

– Pegue, por favor, sente-se. – Sakura pediu à Sasuke que se sentasse ao seu lado no balanço da varanda. Convencido e por necessitar de respostas, aceitou o café e sentou-se esperando uma reação da mulher. Olhou para a xícara, pensativo, até que a voz sussurrante de Sakura prendeu sua atenção. – Forte e sem açúcar. – Sasuke piscou duas vezes antes de olhar novamente para xícara e entender que ela se referia ao café. – Perdão, mas achei que você ainda gostasse dele desta forma. – Sakura desviou o olhar para frente tomando uma boa golada de sua xícara.

– Sim... ainda bebo café do mesmo jeito. – Sasuke respondeu fazendo com que ela olhasse novamente para ele. Tomou um gole sentindo o líquido aquecer sua garganta e as lembranças rechearem suas memórias.

– Não sei nem por onde começar este assunto... – Sakura ponderou ganhando mais uma vez a atenção de Sasuke.

– Sarada estava aqui hoje tarde? – ele indagou fitando-a friamente e foi além – Foi por isso que você pediu que eu fizesse silêncio? – Sakura assentiu – Porra.. – ele esbravejou frustrado levantando-se da cadeira e colocando sua xícara sob a mesinha. – E quando você me contaria sobre ela, huh? – ele levou as mãos até a cintura. – Me esconderia ela pelo quê...mais seis anos, ou quem sabe doze anos, se bem que você seria capaz de....

– Chega! – Sakura elevou a voz – Porra o que você queria que eu fizesse? Você tinha me traído, engravidado minha melhor amiga, Sasuke... – ela parou, o fitou e continuou. Sasuke ouvia atentamente o que ela lhe dizia. – Eu era uma adolescente de 18 anos, com uma chance de estudar em outro lugar e fugir desta merda toda, de tentar recomeçar longe do lugar que me fez sofrer...

– Mas eu não menti pra você, Sakura! Eu fui honesto assumi meu erro, paguei muito caro por isso... Te perdi ... Eu te contei sobre a traição, mesmo sabendo que iria te perder ainda sim fiz o correto e sofri pra burro, mesmo não estando com você quando Ino veio até mim contar sobre a gravidez, eu te procurei e contei a você sobre isso também... Você tinha o direito de saber por mim. – Sasuke estava a beira de um colapso nervoso.

– E você quer um mérito por isso? – ela riu com escárnio.

– É óbvio que não! Não aja como idiota, Sakura! Você sabe perfeitamente que mesmo eu tendo sido um perfeito cretino com você, eu tinha o direito de saber sobre Sarada! Eu tinha o direito de ser pai dela... – Sasuke exasperou. Sakura se manteve calada assimilando as palavras de Sasuke, ela no fundo sabia que ele tinha razão. Sasuke sempre fora sincero com ela tanto que isso lhes custou o relacionamento.

–Eu omiti a paternidade e você me traiu, e infelizmente não podemos voltar seis anos atrás e mudar o que aconteceu, o que está feito, está feito! – Sakura colocou a xícara na mesinha e se aproximou de Sasuke – Eu voltei Sasuke, depois de seis anos, formada e com minha vida toda estabilizada, eu não precisaria voltar, eu não tinha motivos, mas Sarada precisa de um pai, do pai dela... Eu voltei por ela, por amor a ela... Voltei porque prometi a ela, não me faça arrepender da minha decisão! – Sasuke se manteve em silêncio analisando a mulher a sua frente, aquela mulher que ele tanto amou estava ali diante dele se abrindo pela primeira vez desde que tudo aconteceu.

– Você sabe que esta conversa está longe de ter um fim, não é? E que por mais que esteja certa quanto ao fato de mudar o passado, não te isenta da culpa de ter me escondido uma filha por todo esse tempo. – Sakura inspira fundo a fim de conter outro surto de raiva.

– Aonde você quer chegar com isso? – ela o indagou, mas em seu íntimo tinha medo da resposta daquele homem.

– Não há nada nesse mundo que me afaste de Sarada a partir de hoje, nada! Nem que para isso eu tenha que utilizar de meios legais! – a rosada suspirou contida.

– Eu sei disso Sasuke, e se voltei foi com plena consciência de seus direitos como pai. – ela mencionou se afastando até a entrada da varanda. Sasuke a acompanhou com o olhar atento, ele precisava ouvir dela tudo, ele precisava saber.

– Sakura... – ele a chamou – Quando eu fui até Toronto atrás de você, dois anos após o ocorrido, quando eu criei coragem de te procurar de novo, mesmo eu te contando que, logo em seguida que você partiu, Ino havia contado a verdade sobre o bebê, sobre a verdadeira paternidade daquela criança, que não era minha, mesmo depois de tudo você nunca pensou em me contar sobre Sarada?

– Não, naquele momento, não! – ela sussurrou se voltando para ele – Posso estar soando ressentida e até mesmo egoísta e de certo eu fui, mas eu não queria ter que dividir o meu motivo de acordar e sorrir todos os dias, eu não queria que você me tirasse a única coisa que me fez reerguer depois de tudo, eu não queria que você tivesse qualquer parte minha... Não queria me ligar à você... – Sasuke assentiu em entendimento – Mas infelizmente você sempre teria uma parte minha e eu sua... Sarada nos manteria conectados para sempre. – uma lágrima solitária rolou de seu rosto e Sasuke se sentiu tentado a enxuga-la dizendo que ficaria tudo bem. Mas no fundo ele sabia que aquelas cicatrizes eram mais profundas do que ambos poderiam suportar e demoraria e muito para que se curassem totalmente.

– E quando você decidiu que era hora de voltar e me contar sobre ela? – ele continuou a cutucar, ele queria extrair o máximo dela, ele queria que ela lhe falasse tudo, afinal ela nunca falou, nem quando ele lhe contou sobre a traição ela nunca sequer disse como se sentia, isso o machucava porque ele imaginava a dimensão do rombo que ele faria nela, na alma e no coração da sua Sakura.

– Bom... – Sakura sorriu. – Sarada uma vez mexeu no meu escritório a procura de um lápis e folhas para desenhar e encontrou uma foto nossa no fundo de uma gaveta. – ela parou e o encarou se aproximando – Você tinha que ver os olhinhos da nossa filha, de imediato ela correu até mim dizendo: “Este é meu pai! Este é o meu papai! Eu sei que é, eu sei que é...” – ela gargalhou levando o indicador a boca se lembrando do fato – Eu não tinha como negar, não a minha garotinha, Sasuke! – Ele concordou – Sabia que um dia isso aconteceria, e que teria de encarar você novamente, eu só peço desculpas com todo meu coração por ter levado tanto tempo pra isso, por ter te privado de conhecer e participar da vida de Sarada. – Sasuke se aproximou de Sakura encarando seus orbes verdes. Ela sorriu e tocou sua barba com um genuíno carinho – Me desculpe por fugir disso por tanto tempo.

Sasuke sem hesitar a puxou para um longo e apertado abraço que por ele duraria uma eternidade. A sensação de tê-la em seus braços era nostálgica e reconfortante, era como estar em casa de novo, depois de um longo tempo.

– Não tem um dia e uma noite sequer que eu não me odeie pelo que fiz a você. Como naquela noite eu te disse que fui imaturo, agi por impulso movido pela bebida, nós tivemos aquela briga horrível e você me mandou sair da sua casa, eu fui um fraco e me embebedei e quando dei por mim havia dormido com Ino. – ele falava sentindo Sakura se remexer contra seus braços. – Por favor, deixa eu terminar de dizer tudo o que você não me permitiu há seis anos atrás. – Sakura inspirou fundo sentindo o cheiro amadeirado de Sasuke invadir seus sentidos. – Eu fui um desgraçado de merda, tanto que te procurei na noite seguinte e despejei toda a droga que havia feito, me senti um lixo, mas fiz porque achei o correto, eu não conseguiria tocar você novamente sabendo que tinha tocado outra. – ele afastou Sakura de seu corpo fitando seus olhos – Um mês depois de todo ocorrido, Ino me procurou me dizendo que estava grávida e ali eu tive a certeza de que nunca mais teria você de volta, mas tinha que te contar, eu devia a você e quando Naruto me disse que você havia conseguido passar em uma bolsa para a universidade de Toronto, eu confesso que surtei em casa, sabia que você estava indo para longe de mim, buscando sua felicidade longe de mim e no fundo, bem aqui dentro... – Sasuke pegou as mãos de Sakura e levou até o coração. – Eu custava acreditar nisso, eu custava aceitar uma vida longe de você.

– Você fez sua escolha Sasuke, traição é uma escolha, mesmo estando bêbado você teve o que fez! – ela disse se afastando dele, mas sem deixar de fitá-lo nos olhos – Nós tínhamos planos e por conta de uma briga estúpida você jogou tudo isso fora... Eu te amava tanto Sasuke, tanto... – Sakura apertou o peito – Irônico, mas justamente no dia que você veio em contar que Ino estava grávida eu também havia descoberto minha gravidez e de verdade estava disposta a te perdoar e tentar um novo começo pra nós naquela merda de dia que eu decidi ir embora, porque naquele momento eu não soube lidar com um fruto de uma traição, traição da minha melhor amiga e do homem que eu amava. – Sakura sabia que seus sentimentos por Sasuke eram imutáveis e até intransponíveis, mas seu orgulho não a permitia esquecer tudo o que aconteceu no passado, tudo que a fez sofrer. – Hoje penso sobre sua postura, Sasuke, a postura que você teve comigo, pelo menos a dignidade de assumir seu erro isso é uma atitude admirável. Mas naquela época eu não conseguia pensar sobre isso, eu não queria pensar e de verdade eu não queria mais pensar em nada disso e enterrei, mas enterrei tão fundo dentro de mim, na esperança de nunca desenterrar, porque eu tinha Sarada, ela precisava de mim e agradeço a você por ter me dado ela, o motivo para seguir em frente, mesmo sendo o causador de toda essa dor.

– Eu não posso voltar no passado e reverter tudo, foi como você mesma disse, no fim das contas foram sucessões de erros e concordamos principalmente que Sarada não tem que pagar por eles. – Sasuke fez uma breve pausa e respirou fundo – Eu quero ser o pai que ela precisa, quero estar com minha filha, tentar recuperar esses longos seis anos perdidos, mas no fundo não te culpo por isso, eu só quero poder agora ser o melhor para ela, única e exclusivamente por ela. – Sakura sentiu seu coração palpitar e se aquecer, algo que há muito não sentia.

– Claro! Podemos estabelecer uma boa relação, tentar ser amigos e criarmos nossa filha, sermos bons pais. – Sasuke assentiu – Imagino que queira dar entrada nos papéis, recorrer aos tramites legais, DNA, essas coisas... – Sasuke estreitou os olhos sentindo-se incomodado, ele nunca cogitaria um exame de DNA, por Deus, ele sempre acreditou na idoneidade de Sakura.

– Eu nunca pediria algo assim, Sakura... DNA... Tsc, o que você pensou que sou? Que espécie de homem você acha que me tornei? – ele proferia indignado. Sakura se aproximou.

– Olha Sasuke eu prometo facilitar tudo, sem estresse ou pressão, ok? – ela pegou sua mão – Quero que a transição de Sarada a essa nova fase seja tranquila e feliz, huh? Eu só falei essas coisas para te tranquilizar, eu sei o tipo de homem que você é... O tipo que nunca foge e assume todas as responsabilidades dadas, honesto, sincero e íntegro, não é porque você errou que vou esquecer todas as suas qualidades, jamais! Quero que comecemos uma nova jornada em nossas vidas, como pais de Sarada. Sem mentiras, sem passado, sem omissões. – ele afagou sua mão levando até os lábios plantando um beijo cálido, mas repleto de significado.

– Um novo começo. – ele sussurrou esperançoso.

– Sim, um novo começo como pais de Sarada e se possíveis amigos, huh? – Sasuke sorriu fraco, ele esperava por mais que isso, uma família, aquela que ele tanto ansiou em construir com ela. Mas ser seu amigo já era um começo e foi desta forma que ele a conquistou uma vez, e faria de tudo para conquista-la novamente.

– Amigos. – ele disse por fim.

[...]

Os meses passaram voando e com ele todo o peso e culpa dos seis anos anteriores. Sasuke estava cada vez mais envolvido com Sarada e a pequena com ele. O reconhecimento de paternidade foi rápido visto que era apenas questão de documentação pendente da parte do pai.

Sasuke ficava todos os dias com Sarada, passeavam pela cidade, levava sua pequena para a madeireira, iam buscar Sakura no hospital em dias de plantão, passavam bastante tempo como uma família. Mebuki havia retornado para Toronto, onde tinha sua clínica de estética, que construiu com parte da herança deixada por Kizashi à ela.

A relação pai e filha ia de vento e poupa e o Uchiha não podia estar mais feliz e realizado, se não fosse por Sakura. A relação de ambos não passava do patamar estipulado por ela, eram apenas pais de Sarada e amigos, apesar dos olhares furtivos que ambos davam um ao outro, era só. Sasuke ficava com elas durante o dia, mas a noite retornava para sua casa e seus afazeres.

Em um sábado, chegando à casa de Sakura para ver a filha, se deparou com Ino saindo dali com um ar ressentido e desesperado. Estacionou a caminhonete e viu a mulher loira andar até o carro com o pequeno Inojin sendo carregado em seus braços. Ino havia se casado com o primo de Sasuke, Sai, o verdadeiro pai da criança, e se ele estivesse certo a ida dela até ali, fora para conversar com Sakura. Pelo rosto apático de Ino, talvez a conversa não tenha sido tão agradável.

Abriu a porta sem muita cerimônia e viu sua pequena vir correndo em sua direção.

– Papaiiiiii! – Sarada pulou em seus braços apertando-o contra seu corpo com muita força para uma pequena garotinha.

– Oi, minha princesa, que saudades! – ele não imaginava sua vida sem aquele serzinho que se tornou tudo para ele.

– Eu também papai, pensei que não viesse hoje! A mamãe disse que você tinha trabalho em outra cidade. – ela fez bico. – Mamãe mentirosa!

– Não querida, eu tinha, mas foi cancelado de última hora, então decidi vir ver minha princesa e ficar mais um pouco com ela já que a mamãe tem que trabalhar hoje, pensei em pescarmos no rio e quem sabe finalizar aquela casa na árvore lá na entrada da floresta, huh? – os olhinhos de Sarada ganharam um brilho novo, algo mais bonito do que Sasuke já vira até agora, e cada sorriso novo, cada palavra, frase e carinho ele procurava guardar na memória e no coração.

Um barulho rompeu o abraço chamando atenção de Sasuke para o pequeno loirinho, réplica perfeita de Naruto. Boruto era idêntico ao pai, menos no jeito extrovertido, o moleque era tímido ao extremo.

– Oi, Boruto. Seus pais estão ai? – Sasuke indagou o pequeno loiro.

– Só minha mãe, tio Sasuke! Viemos buscar a Sarada para dormir lá em casa, tem festa do pijama.

– Hn. – Sasuke assentiu.

– É verdade papai, já combinei com Boruto, a tia Hinata e o Tio Naruto... Ah e tem a Himawari também que tá com a mamãe e a Tia Hinata na cozinha. – a pequena tagarela mencionava sem parar – Acho que não vai dar para te ajudar com a casa na árvore. – ela fez uma carinha triste irresistível – Aprendi com você que não pode voltar atrás e quebrar uma promessa. – Sasuke sentiu o peito se encher de orgulho, sua garotinha frisava as coisas que ele lhe falava. Para ele aquela sensação de transferir seus ensinamentos, cujo tinham sido de seu pai, e educar uma “ pequena grandiosa” parte sua, não tinha preço.

– Está certíssima. – ele apertou o nariz de Sarada levemente – Vou até a cozinha, ok?

– Hum papai, acho melhor não ir. – a pequena fez cara pensativa.

– Por quê? – indagou Sasuke curioso.

– Mamãe e Tia Sakura expulsaram a gente de lá, disseram que era conversa de adulto e a gente não podia escutar. – disse Boruto se aproximando aos sussurros para que ninguém mais ouvisse – Ela só deixou a Hima ficar porque ela é um bebê e bebês não falam, nem entendem. – ele entortou a boca, indignado igual ao pai. Sasuke sorriu com a comparação.

– Ah, sim. – Sasuke mencionou compreensivo. Sarada fez um gesto com dedo para que ele se agachasse mais.

– Acho que foi por causa daquela mulher loira que saiu daqui. – ele lembrou que viu Ino indo para o carro acompanhada de Inojin. – Ela veio aqui pra falar com a mamãe, não gostei dela, mas o Inojin é legal e é amigo do Boruto também. – O pequeno loiro assentiu.

– Entendi. Mas eu sou um adulto, certo? Então eu posso ir até lá sem problemas. – Sasuke arqueou a sobrancelha vendo Sarada e Boruto darem de ombros.

– Ta bom. – disse Sarada – Vem Boruto, vamos ao balanço que o papai fez? – ela sorriu e o loirinho concordou ambos correram em direção à saída. Crianças sempre dispersas quando a brincadeira fala mais alto.

Sasuke caminhou a passos lentos pelo corredor até a cozinha, onde ouviu parte da conversa da rosada e Hinata.

– Ela não pode achar que vai resolver tudo com apenas um pedido de desculpas, Hinata. – Sakura bufava enquanto lavava a louça. Sasuke as observava do beiral da porta, e aproveitava do armário da cozinha para ocultar-se.

– Eu sei Sakura, mas ela parecia arrependida pelo que você me contou. – Hinata brincava com Himawari em seu colo.

– Sim Hinata, eu percebi isso também, mas convenhamos, não sou Madre Teresa de Calcutá que sai perdoando tudo e todos. – a rosada bufou – Você bem sabe o que passei esses anos todos, foi a única que mantive contato, você sabe de tudo Hina, como eu fiquei. – Hinata assentiu – Sasuke errou, mas assumiu , não me enganou. Agora Ino, faça-me o favor, ela veio confessar que fez tudo de cara limpa, Hinata. Depois de seis anos ela veio me dizer que transou com Sasuke e que não estava bêbada, que sabia muito bem que ele não era pai de Inojin, e sim Sai e o pior de tudo, que fez por raiva e inveja de mim! Hinata isso é repulsivo. Alguém que cresci chamando de irmã, na verdade era uma invejosa filha da puta que transou com o homem que eu amava por puro capricho. – Sakura bufou mais uma vez.

– Amava? – a indagação de Hinata fez com que o copo caísse na pia assustando Sasuke e Himawari, que resmungou.

– Desculpa Hima, mas sua mãe é uma boba e pergunta coisas que não tem nada a ver para sua Tia Sakura aqui. – ela brincou com a pequena Uzumaki que gargalhou – Pois é, sua mãe tão boba quanto seu pai.

– Sua Tia Sakura que não assume que ainda ama seu Tio Sasuke e que já o perdoou e está doidinha para pegar aquele lenhador de jeito. – Hinata brincou com a filha arrancando um sorriso de Sasuke. Com receio de ser descoberto ele retornou cauteloso até a porta da frente, onde abriu e fez um estrondo ao batê-la.

– Sakura? – ele gritou para que ela o ouvisse, a fim de disfarçar que tinha ouvido a conversa entre elas. A rosada veio pelo corredor até a porta de entrada um tanto surpresa secando suas mãos em um pano de prato. Ela trajava um vestido floral de fundo branco e rosas em evasê, dando-lhe um ar descontraído e leve. Marcava sua cintura acentuando seu colo. Ele sorriu ao vê-la, e como desejou ter essa visão todos os dias enquanto vivesse.

– Oi... – ela mencionou confusa – Não te esperava hoje... Err ... Hum... Sarada deve estar brincando com Boruto lá fora, quer que vá... – ele a interrompeu com um sorriso de canto.

– Já falei com ela, e também com Boruto... Oi Hina! Como vai? – Ele cumprimentou Hinata que chegara com a pequena Himawari nos braços.

– Olá Sasuke! Estamos bem e você como está? – ela sorriu gentil.

– Estou bem, um pouco cansado, mas bem... – ele continuou. – Sarada vai dormir em sua casa, sim? – ele indagou Hinata.

– Hurum... Naruto inventou uma festa do pijama e você sabe como ele é quando está com as crianças, se torna uma delas... – ela sorriu gentil.

– É um idiota de coração gigante. – ele pausou se voltando para Sakura – Bom como eu não tive trabalho hoje, eu pensei em vir aqui ficar um pouco com ela e terminar o projeto da casinha na árvore, se você não se importar, sei que você tem plantão hoje e...

– Não tem problema, Sasuke. E quanto ao meu plantão foi cancelado esta tarde também, na verdade eu troquei porque uma amiga tem um evento amanhã para ir e me pediu para ir ao meu lugar hoje. – ela sorriu gentilmente se atrapalhando com as explicações. As reações de Sakura eram as mesmas de antes, o nervosismo, o constrangimento, tudo da mesma forma de antes e isso aquecia o coração do lenhador.

– Ok, vou dar um beijo em Sarada e seguir para a trilha e terminar o serviço antes que escureça. – Ele sorriu e ela assentiu – Hinata foi bom te ver e diga àquele idiota para marcarmos aquela partida de basquete. – Hinata sorriu vendo Sasuke se aproximar e tocar as mãozinhas de Himawari – Até logo, pequena! – ele caminhou até a frente da casa ainda com os pensamentos no que escutara. Se os sentimentos de ambos ainda existiam, por que estavam nesse conflito? Ela o perdoou ambos tinham uma relação tranquila, mas longe de ser uma amizade sólida, era nítido o quanto se desejavam e por muitas vezes ele teve que resistir ao impulso de toma-la para si.

Despediu-se das crianças notando Hinata dar um “tchauzinho” enquanto colocava as bagagens de Sarada no carro. Sakura abraçou a amiga, enquanto observava Sasuke tomar a trilha até a entrada da floresta carregado de apetrechos. Despediu-se com os pensamentos confusos, dando mil e uma recomendações à pequena Sarada, que assentia a cada palavra dita pela mãe.

Sakura, depois de ver o carro partindo e ser agraciada por inúmeros acenos daqueles pequenos, refugiou-se em sua casa. Hora ou outra ouvia ao longe o tilintar do machado em contato com a madeira, o barulho feito pelas águas do rio que seguiam seu curso.

Suspirou nostálgica. A visita de Ino mexera com ela, sem dúvida alguma aquela exposição do passado juntada a novos fatos, só poderia fazê-la repensar em tudo o que passou nesses longos seis anos. E aquela pergunta de Hinata ecoando em sua cabeça... Eles estavam bem, se davam bem, afinal eram os pais de Sarada, mas aquela sensação de desejo por ele que só crescia a cada dia, o anseio em vê-lo a cada hora do dia. O olhar que ele lhe dava, a forma como ele sorria, tudo perfeitamente convidativo, mas a hesitação, o receio, é um conjunto perigoso, afinal perdoar não é esquecer.

Respirou fundo terminando de picar os tomates para salada, não faria muita comida, não gostava de jantar sozinha e sentia-se constrangida em convidar Sasuke para comer com ela. Era tão difícil esse conflito de sentimentos, se bem que, que mal teria convidar o pai de sua filha para um jantar? A quem ela queria enganar? Ela queria a presença dele mais do que conseguiria ou aceitaria admitir. Terminou o molho da macarronada e direcionou seu olhar pela fresta da janela, o tom alaranjado já apontava no céu, resolveu enfim convidá-lo para jantar, não faria mal algum, eram dois adultos completamente conscientes.

Pegou uma garrafa de Gatorade, Sasuke já estava um tempo ali e nem sequer havia a incomodado. Caminhou pela trilha ajeitando o vestido curto para ver se tinha algum amassado, receosa chegou até a entrada da floresta e teve uma visão ampla da casa. Era uma pequena casa no alto da árvore, tão linda e bem estruturada, algo além do sonho. Sarada iria amar cada detalhe desde a escada acoplada no tronco, ao balanço de pneu amarrado a copa da árvore. Tudo lindo e delicado feito pelas mãos brutas e rústicas de Sasuke. O som chamou sua atenção e lhe proporcionou uma visão de tirar o fôlego. Sasuke açoitava uma viga de madeira, completamente suado, seu tórax exposto com grossos pelos espalhados pelo peito era um convite à perdição. Os braços flexionados delineando os traços do bíceps a cada batida contra a madeira deixava Sakura com a respiração falha. Observou atentamente as gotículas de suor traçar um caminho em seu abdômen esculpido e rijo, em que cada gomo deveria ser saboreado como fruta madura e suculenta. Instintivamente Sakura molhou os lábios e sentiu uma contração em seu ventre, uma convulsão interna. Relutou a subir o olhar quando ouviu um pigarro. Sasuke arqueou uma sobrancelha e sorriu de canto largando o machado no chão e se aproximando da mulher.

– Isso é pra mim? – ele indagou à ela apontando com o dedo para a garrafa nas mãos de Sakura. Esta por sua vez o olhava, desconcertada ainda mais com a aproximação repentina. Sasuke observou Sakura passar sua língua sob os lábios carnudos e rosados repetidas vezes – Sakura? – ele chamou mais uma vez, a retirando do estado de hipnose. Sorriu ao constatar que ele ainda surtia muito mais efeito do que imaginara.

– Oh, sim! Isso... a garrafa.... digo o Gatorade... É sim... – ela dizia atrapalhada e ficava tão fofa daquela forma aos olhos de Sasuke – Que cabeça a minha! – ela riu sem jeito e Sasuke a acompanhou sorrindo de canto. Sakura estendeu a mão para o moreno que de propósito chocou os dedos com os dela e demorou mais do que o normal para pegar a bebida.

– Obrigado. – ele agradeceu puxando a garrafa lentamente, abrindo-a e tomando um gole logo em seguida, uma gotícula desceu pela barba em direção ao peito e foi impossível não ser notada por Sakura, já que a barba de Sasuke agora se encontrava mais cerrada e demarcada.

Sakura se perdeu no caminho que aquela gotícula deslizava e sentiu-se tentada a suga-la. Talvez a falta de sexo estivesse cada dia mais subindo-lhe a cabeça, óbvio que ela tivera um relacionamento quando esteve em Toronto, afinal ela pretendia continuar sua vida, dar uma família a Sarada, mas não deu certo por inúmeras divergências de ideias e objetivos, mas já estava há quase seis meses sem sexo e isso estava fazendo com que ela subisse pelas paredes.

Recobrando o resto de consciência, Sakura se tocou que agindo daquela forma também instigava o homem a sua frente, que já a olhava com pura lascívia. Desviando o foco do olhar se voltou a admirar o trabalho de Sasuke.

– Sarada vai amar. – ela sussurrou e olhou novamente para Sasuke, que não parava de observá-la.

– Pare de fugir. – aquelas palavras foram como um tiro em seu âmago. Sakura começou a acreditar que tinha sido um erro ir até ali e se virou para sair, mas sentiu uma mão áspera contornar delicadamente seu pulso. Ela olhou para a mão que a segurava e em seguida para o dono dela sendo capturada pelo magnetismo daqueles olhos negros como a noite – Por favor, fica. – Ela sentiu suas pernas fraquejarem diante daquele pedido, sabia que não conseguiria resistir muito tempo à Sasuke, por isso evitava a todo custo ficar a sós com ele.

– Eu... Preciso... Ir... – ela fechou os olhos quando sentiu a outra mão de Sasuke enlaçar sua cintura e trazer-lhe mais para perto. Cheiro de suor mesclado ao seu cheiro amadeirado a incendiava por dentro.

– Você não quer ir... – ele sussurrou contra sua boca soltando seus cabelos rosados que ainda pendiam em um rabo de cavalo – Assim como eu não quero que você vá. – Sasuke proferiu irradiado de tesão. Ele não se aguentava de tanta vontade de possuir aquela mulher novamente, o calor de seus corpos tão próximos, as respirações descompassadas que eram notadas pelo descer e subir de seus peitos.

Sasuke sentia que a qualquer minuto perderia o controle, ainda mais por ser fitado daquela maneira por ela. Seu coração batia acelerado, parecia querer saltar do peito, ônix encarando esmeraldas que agora fechadas, eram um convite para tomar aqueles lábios rosados.

Tocou a ponta da língua ao redor dos lábios quentes da mulher em seus braços, sugou a parte inferior com delicadeza dando uma leve mordida. Um gemido baixo rompeu a garganta de Sakura que estava entorpecida nos braços dele. Sasuke, não resistindo, tomou seus lábios por completo e aquela sensação voltou com mais força do que na primeira vez.

As bocas se chocaram com voracidade, as línguas adentravam e sugavam todas as partes possíveis de suas bocas. Sakura entrelaçou as madeixas negras com força arrancando um rosnado de pura luxúria de Sasuke.

O moreno puxou suas coxas deixando-as parcialmente desnudas e colocando-as sob sua cintura, sem delicadeza chocou o corpo de ambos contra a árvore próxima a fim de dar melhor sustentação. Teceu beijos no colo da rosada que gemia a cada toque de Sasuke em suas coxas roliças.

No estado de euforia o lenhador, rasgou as alças do vestido de Sakura deixando seus seios rosados e intumescidos à mostra. Com a ponta dos dedos tracejou os mamilos observando o arquear das costas de sua rosada sobre o tronco daquela árvore. Com ânsia e desejo, traçou a língua sob o vale dos seios da mulher, tomando o seu mamilo direto sobre os dentes mordiscando levemente a ponta e sugando em seguida. Sakura emergiu em um grito de puro deleite. Com a mão áspera apalpou a coxa macia da mulher adentrando o meio delas e tocando levemente sua intimidade úmida, ainda por cima da calcinha. Chegou o pano para o lado buscando massagear sua carne quente e rosada dedilhando o clitóris que implorava por atenção.

Sakura se perdia em meio as sensações que aquele homem lhe proporcionava. A boca de Sasuke sugava com destreza seus mamilos, mordiscava-os enquanto seus dedos faziam um trabalho maravilhoso em seu sexo.

– Sasuke.... – ela sussurrou, sabia que se continuasse naquele ritmo gozaria logo. Sasuke sentia seu membro rígido a cada gemido e sussurro de Sakura. Soltou seus seios tomando-lhe a boca a fim de aplacar a necessidade. Seus dedos sentiam a umidade de Sakura crescer e apertar à medida que começou a estoca-la com eles. Ele precisava degusta-la de todas a s formas e aplacado pelo desejo, ele o faria.

– Quero te chupar. – o gemido de Sakura aumentou seguido da estocadas firmes que Sasuke arremetia em sua vulva. Com pressa, desceu as pernas da mulher, abandonou a intimidade de Sakura retirando seus dedos e sob o olhar protestante tomou seus lábios. – Eu quero chupar você e te foder com a língua. – Sakura arfou ao sentir o vestido ser puxado para baixo juntamente com aquelas palavras, foram o estopim e a válvula que ela precisava. Ajudou Sasuke a retirar a peça e em seguida a puxar sua calcinha. Sasuke exasperou ao observar aquela mulher nua a sua frente, ela estava mais linda e mais suculenta do que nunca. A pele alva e arrepiada só fazia seu pau pulsar em desespero.

Ele se abaixou a frente da mulher, elevando suas pernas sob seus ombros, o cheiro de sexo que exalava era adocicado e apetitoso. Sakura exerceu a força novamente sobre os cabelos negros assim que sentiu a língua arrebatadora e quente de Sasuke sobre seu ponto sensível.

Sasuke sugou os lábios rosados e úmidos, estocou funda sua língua, alternando sua carne trêmula e gotejante. Era maravilhoso poder sentir aquela mulher se derreter por ele, para ele.

– Ohhhhhh! – os gemidos de Sakura tomavam o ambiente, seguido do barulho tranquilo do rio. Era uma propriedade afastada, mas ele pouco se importava e se pudesse escolher queria que todos ouvissem que aquela mulher estava assim por ele, pelas sensações que ele estava proporcionando a ela.

Sentiu sua língua ser apertada pela intimidade de sua rosada, sabia que ela estaria próxima, continuou sugando com mais rapidez seu clitóris, roçando levemente sua barba naquela região. Sakura apertou mais fazendo o couro cabeludo de Sasuke pinicar, e um gemido gutural eclodiu da boca de Sakura em sequência sua pequena boca carnuda emitiu um perfeito “O”, enquanto se derramava na boca macia de Sasuke.

Sasuke sugou todo o líquido quente como um néctar, saboreando aquela mulher maravilhosa, desceu lentamente as pernas de Sakura, que estavam trêmulas. Sorriu de canto tocando a testa de Sakura com o indicador e o dedo médio algo que era costumeiro para eles nos tempos de namoro, plantou um selinho demorado em seus lábios. Sakura fechou os olhos ainda em êxtase pelo orgasmo tido, apreciando seu sabor mesclado ao dele. Sasuke afastou-se um pouco para contemplar aqueles cabelos grudados a face, de bochechas coradas e sorriso satisfeito que era notável em seus olhos esmeraldinos.

– Vamos tomar um banho de rio, huh? – ele repuxou seus cabelos para trás de modo que o pescoço alvo de Sakura o permitisse total acesso – Vamos aproveitar o clima fresco, e pelo que notei mais cedo, a água está uma delícia. – ele sorriu tecendo beijos no pescoço de Sakura, lambendo o suor que se formava naquela região.

– Hummm... – ela gemeu em contentamento. – Tudo bem! – sorriu apreciando aquele frio na barriga e aquele turbilhão de sensações: carinho, desejo, luxúria e por que não amor? Ela sorriu internamente vendo-o afastar-se com as mãos sobre o cos da calça. E desejou tocá-lo.

Sasuke abriu a fivela do cinto, descalçando seus coturnos e puxando logo em seguida as meias, calças e cueca de uma só vez. Sua ereção dura como uma rocha saltou. Sakura prendeu seu olhar cheio de intensões naquele falo grande, ereto e pulsante. Sentiu seu sexo pulsar de ânsia.

– Eu realmente preciso de um banho. – ele riu e acariciou seu pau com leveza. – Olha como você me deixa, Sakura... – seu sussurro saiu como um felino pronto a dar o bote, a Rosada aproximou-se tocando seu membro ereto com resquícios de seu pré-gozo expelido de sua glande avermelhada.

Sasuke fechou os olhos quando a mão pequena e habilidosa da rosada tocou seu mastro, dedilhando suas veias grossas e pulsantes. Ela movimentou com delicadeza vendo o homem arquear as pernas e sugar o ar com força. Intensificou os movimentos masturbando-o todo o comprimento. Sasuke abria a boca exasperado.

– Sakura... Por favor... Pare... – ele implorava sôfrego – Se.. continuar assim... – ele perdeu as palavras enquanto a mulher nua a sua frente masturbava-o freneticamente. Sentindo o membro de Sasuke inflar sob suas mãos, ela o soltou sorrindo marotamente para o moreno que arfava em desespero.

– Vamos, acho que agora mais do que nunca você precisa de um banho! – ela riu caminhando nua até a margem do rio. O sol já se escondia e as primeiras estrelas começavam a brotar. Sasuke correu até ela, segurando sua cintura e roçando seu membro nas nádegas arredondadas da mulher.

– Nós dois precisamos. – ele sussurrou sugando o lóbulo da orelha de Sakura. – E depois disso vou te foder tanto só para saciar essa vontade de você... – Sakura gemeu se aconchegando mais sobre o pau de Sasuke. Ainda abraçados entraram no rio, completamente nus, banharam-se, beijaram-se, pareciam dois adolescentes em descoberta, e talvez naquele momento eles precisassem se redescobrir.

Sasuke mergulhou se aproximando da mulher que nadava lentamente, submergiu bem próximo a ela, assustando-a. A luz do luar já começava a iluminar o casal.

– Que susto! – ela sorriu empurrando ele de volta a água. Sasuke afundou retornando em seguida com um belo sorriso, e Sakura, por um momento, esqueceu-se de como respirar. Ele observou a luz da lua tocar a pele dela e iluminar seu sorriso. Aquela visão deveria ficara para sempre em sua memória.

– Você é tão linda! – ele tocou seu rosto. Sakura fechou os olhos apreciando seu toque – Eu quero tanto você de volta! Quero tanto você na minha vida! Eu nunca te esqueci. – os olhos de Sakura prenderam-se aos de Sasuke que ardiam em chamas negras. Lentamente aproximaram os lábios se deleitando daquele contato tão íntimo e gostoso.

Sasuke sentia seu pau latejar de vontade. Sakura enlaçou suas pernas sob a cintura máscula e forte do homem permitindo o roçar leve de suas intimidades. Aquilo era uma tortura maravilhosa.

Desceu beijos estalados pelo pescoço de sua rosada saboreando cada parte, tocou seus mamilos arrancando suspiros e palavras desconexas da mulher. Suspendeu mais Sakura caminhando até a margem do rio, onde tomou seus mamilos com a boca mais uma vez. Com a água na altura de sua cintura, friccionava sua pélvis na mulher encostando sua glande naquela carne quente e latejante.

Retesou ao sentir Sakura forçar sua entrada sob a glande, ele queria possui-la de todas as formas possíveis. Deitou-a na margem do rio sem afastar seu corpo do dela. Beijou sua boca mordendo cada canto. Sugou seus mamilos rijos, extasiado a cada gemido de prazer que Sakura emitia. Ele queria mais. Ela queria mais. Estava nítido, cravejado no olhar de ambos. Posicionou-se na entrada quente e convidativa, e, olhando para a mulher num pedido mudo, adentrou parcialmente.

Sakura abriu a boca em um perfeito “O”, sorrindo em contentamento em seguida. Sasuke empurrou mais um pouco, sentindo a pressão exercida pela carne rosada e apertada.

– Caralho... – ele bufou de prazer. Empurrou totalmente sendo acolhido naquela cavidade gostosa. Movimentou-se. Precisava fazer. E foi aí que se perdeu. Puxou as coxas de Sakura para melhor encaixe. Sakura cruzou suas pernas no cóccix de Sasuke que aproveitava para aumentar o ritmo das estocadas.

Sakura gemia a cada arremetida, ida e vinda, a cada palavra e rosnado do homem que socava seu membro até o limite de sua intimidade. Cravou suas unhas nas costas de Sasuke arrancando-lhe um gemido alto e prazeroso.

Sasuke fodia sem dó estocando em um ritmo frenético. A fricção de suas pélvis os levava ao delírio. Sakura fechou os olhos ao sentir a boca de Sasuke transitar no vale de seus seios.

– Sakura, olhe para mim! Quero poder ver o seu olhar de prazer enquanto faço amor com você! Só com você que eu fiz amor em toda minha vida! Só com você... Ahhhhhh... Caralho que gostoso! – Sakura abriu os olhos e o brilho de excitação estava ali. Sua vulva recebia o pau latejante de Sasuke sugando-o, apertando-o.

– Sasuke... – a rosada sussurrou sentindo os dedos de Sasuke tocarem sua carne macia e massageá-la. - Deus... Que delícia... – ela gemia.

O moreno continuava a estocar fundo sentindo Sakura o puxar para mais perto e mais fundo. Suas unhas grandes passeavam pelas costas deixando traços marcados. Sasuke abocanhou o seio esquerdo da mulher com a língua chupando seu mamilo.

Sakura sentiu seu sexo pulsar e apertar mais o membro de Sasuke. Ela estava perto, podia sentir a contração abaixo de seu ventre.

– Assim... Sasuke... Estou quase lá. – ela gemeu.

– Eu sei amor... – Sasuke trincou os dentes ao sentir seu membro ser esmagado pela intimidade da rosada. – Eu também estou... – Sasuke segurou para que Sakura conseguisse sua libertação.

– Isso... Oh... Isso... – Sakura sentiu o calor crescente em seu ventre, um pulsar constante e então pode, enfim, se derramar... – Céus... Estou gozando... – a rosada exclamou atingindo o orgasmo. Apertou Sasuke contra seu corpo sentindo-o totalmente dentro dela.

Sasuke perdeu os sentidos nublando-os de prazer ao sentir Sakura melar toda sua extensão, ele precisava se libertar também, arremeteu mais duas vezes sentindo as pernas tremerem.

– Ohhhh... – um gemido explodiu de sua garganta enquanto puxou seu pau para fora e gozava um jato quente e espesso sobre a barriga alva de Sakura.

Sakura sentia os espasmos de seu orgasmo quando o líquido quente atingiu sua barriga. Observou o homem tocar-se enquanto seu gozo caia por sua glande avermelhada.

Sasuke observava a mulher deitada controlando sua respiração, estavam próximos e com a respiração afoita. Sasuke estava apoiado sobre as mãos para não jogar o peso nela e notou que seu pênis repousava sobre a barriga de Sakura.

– Desculpe, eu sujei você... – ele não sabia o que dizer, até Sakura ergue-se e roubar-lhe um selinho demorado. Sasuke queria aprofundar o beijo. Sakura o afastou e sorriu, rolando para o lado se desvencilhando de Sasuke. Seus cabelos longos caiam em cascatas pelo seu dorso. Quando ela espalmou sua mão esquerda sob a cabeça dando-lhe sustentação.

- Vem, vamos entrar! Tomar um banho de verdade e comer alguma coisa. – Sasuke passou as mãos sob os cabelos, confuso. – Vamos entrar eu fiz o jantar para dois!

– Sakura... Nós temos que conversar sobre... – ela o interrompeu com um beijo de tirar o fôlego. Sasuke tentou mais uma vez aprofundar, mas sabia que o assunto teria de ser falado e apesar do que fizeram ali, nada estava claro ou estabelecido. Ela podia ter tido um rompante ou apenas a necessidade de se auto afirmar.

– Ora, lenhador tonto! – ela sorriu. – Acho que o que acabamos de fazer dispensa a qualquer conversa. – ela se aproximou afagando sua face – Eu te aceito de volta Sasuke, com passado, sem medo, sem omissão e acima de tudo sem culpa. – Sasuke sorriu não acreditando no que ouvira ali.

– Eu não sabia o que pensar, não sei se você queria provar algo a si mesma , eu apenas me deixei levar pelo que sinto e tudo o que aconteceu eu fiz com meu coração cheio de sentimentos, cheio de amor por você! Eu ainda te amo e muito! – ele disse sem pestanejar.

– Eu sei que sim! – Sakura levantou-se ainda nua sendo acompanhada por ele.

– Sabe? – ele perguntou incrédulo.

– Sei... – ela se aproximou enlaçando seu pescoço. – Porque eu também amo você! – Sasuke a pegou pela cintura rodopiando feito uma criança que acabara de ganhar um presente dos sonhos.

– Deus! – ele sorriu a puxando de encontro a seu peito – Eu vou ser tudo o que vocês precisam!

– Você já é Sasuke! – ela sorriu abraçando-o pela lateral do corpo. Sasuke agachou pegando sua blusa regata negra e passou pela cabeça da mulher, buscou sua cueca boxer azul marinho e vestiu. O moreno sorriu pegando o pedaço de pano puído que se tornou o vestido da Rosada. – Ah Sasuke, era o meu favorito. – ela protestou.

– Era o meu também. – ele riu acariciando as madeixas rosadas inalando seu cheiro enquanto puseram a caminhar de volta a casa grande.

– Sasuke... – ela o chamou fazendo com o que o moreno a fitasse – Eu só peço que façamos as coisas devagar desta vez...

– Como assim? – ele questionou.

– Eu só quero recomeçar do zero, mas não apagar o nosso passado, eu quero que ele fique onde está para que sirva de exemplo, para que tanto eu quanto você quando olharmos para trás tenhamos aprendido com ele. – ela parou em frente à porta de sua casa com os dedos entrelaçados aos de Sasuke – Ino esteve aqui hoje mais cedo, ela me mostrou que na vida todos erramos e temos o direito a uma segunda chance quando mostramos arrependimento, ela me mostrou que por melhor que sejamos para alguém, isso às vezes não é o suficiente! Ela me fez repensar em tudo, Sasuke, mas principalmente em nós! Você, diferente dela, não esperou seis anos para me contar e assumir seu erro, procurou-me no instante em que o fez, e hoje enxergo o arrependimento que meu orgulho ferido não enxergou naquele momento. Obrigado por ter sido sincero comigo, em tudo, desde a traição até o suposto filho. – Sasuke se sentiu tentado a falar sobre isso novamente, e Sakura pareceu perceber – Eu sei, eu me lembro que você me procurou para dizer isso, dizer que Inojin não era seu filho, mas tem um novo fator nisso tudo, Ino me contou que sempre soube que o garoto não era seu filho, ela agiu consciente de tudo.

– Eu ... – Sakura calou Sasuke no momento em que ele iria dizer algo.

– Não fala nada. Lembre-se, nunca prometa algo quando estiver feliz, triste ou aborrecido. – Sasuke assentiu – Apenas um passo de cada vez. Agora venha vamos entrar. – Sasuke sorriu seguindo-a.

– Um passo de cada vez. – Sakura assentiu passando pela porta.

– Precisamos de um banho e nos alimentar, ainda não acabei com você, garotão. – ela riu sendo acompanhada por Sasuke.

– Não vejo a hora de continuar o que começamos nas margens daquele rio. – Sakura ruborizou de excitação ao sentir uma palmada brusca em suas nádegas.

– Calma, lenhador! – ela riu. – Não está com fome?

– Tenho muita fome, Sakura! - ele a segurou pela cintura. – Muita fome de você! – Capturou seus lábios com voracidade. Sakura sentiu o coração de Sasuke palpitar ritmado ao tocar-lhe o peito. Afastou e o pegou de olhos fechados.

– Sasuke... Seu coração... – Sasuke sorriu e abriu os olhos fitando-a intensamente.

– O coração deste lenhador só pulsa, única e exclusivamente por você...

Feb. 26, 2018, 12:59 a.m. 2 Report Embed 10
The End

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Danyelle Viana Danyelle Viana
Aí, eu tinha lido essa fic anos atrás! E eu não estou nem um pouco arrependida! De ter me cadastrado nesse site! Vou ler sempre! Aí que perfeita. Linda demais, sou apaixonada nas suas fics
July 19, 2019, 10:48 p.m.
Sramapogos . Sramapogos .
Que maravilha de história! Super amei❤❤❤❤❤
Dec. 21, 2018, 3:39 a.m.
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