Eu gosto é dela Follow story

sakuu-chan Sakuu-chan Oficial

Quando deu por si, já estava, completamente, apaixonado pela mulher que resolveu ter um relacionamento sem nenhum tipo de envolvimento sentimental. Quando sua melhor amiga, Sakura Haruno, propôs a ele um relacionamento que se resumia em apenas sexo e acabar com suas carências, ele prontamente aceitou, o que ele não sabia era que se apaixonaria por ela, que não queria nada sério com ele. E pela primeira vez, Sasuke quis algo a mais com alguém. Será que ele conseguiria mudar o pensamento de Sakura e a convencer dar uma chance a eles?


Fanfiction For over 18 only. © Sakuu-chan

##SasuSaku ##Naruto
Short tale
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Capítulo Único

“Eu gosto é dela”

§-§

— Era pra ser apenas sexo, Sasuke! – Sakura falou encarando-o de forma indecifrável, como se, se desculpasse por alguma coisa. Ela estava nervosa, não sabia o que pensar, pois aquilo não estava em seus planos. – Nós havíamos combinado, nada de sentimentos, porra! – Explodiu.

As palavras da Haruno ainda estavam em sua cabeça, martelando como se fosse um prego, fazendo-o resmungar alto e apertar o copo entre seus dedos. O gelo dançava dentro do copo de vidro vazio de qualquer líquido.

Estava sentado naquela bancada no bar do irmão há aproximadamente quatro horas, desde que saiu do próprio apartamento após discutir com a melhor amiga. Suspirou e deixou um sorriso irônico escapar de seus lábios enquanto levava a mão até a testa, deixando o álcool em seu sangue jogar para fora o que estava guardado.

Sakura Haruno, sua melhor amiga desde os doze anos de idade, a via apenas como a garotinha irritante que insistiu em se tornar sua amiga, talvez seu maior erro fora ter a deixado se aproximar, se não tivesse cedido às investidas da garotinha de cabelos ruivos claros, parecendo rosados e olhos verdes esmeraldinos, talvez não estivesse no inferno, como naquele momento.

— Merda! – Resmungou baixo, deixando a risada abafada escapar.

Seu tormento começou há aproximadamente um ano, doze meses atrás, naquele mesmo maldito bar.

Flash Back – Um ano antes.

Era dia de jogo e sexta-feira, o Sharingan Bar estava lotado, Sasuke Uchiha, aos seus vinte e três anos, poderia e deveria estar em seu apartamento estudando para a prova final de semestre dali dois dias, mas havia sido convencido por seus amigos a abandonar os livros e aproveitar um pouco, já que não precisaria de muita nota no último teste, cedeu, e lá estava ele.

Riu de uma piada infame de Naruto, que estava sentado na banqueta ao seu lado, enquanto assistia ao jogo de forma despreocupado. Diferente do que muitos achavam, Sasuke era um rapaz despreocupado, viveu um bom tempo dentro de casa, mas sentiu necessidade de sair para seguir seus passos, que era a universidade no curso de direito. Alugou um pequeno apartamento e aos finais de semana visitava os pais e frequentava o bar do irmão com os amigos.

Era um rapaz bonito, abençoado pelos deuses gregos, como dizia Sakura, sua melhor amiga, seus cabelos eram negros e olhos da mesma cor, com um porte atlético em seus 1,83 cm de altura atraia a atenção das mulheres, e ele gostava desses atributos, não era de ficar sozinho, mas também não era de se envolver com qualquer uma.

A única mulher que havia invadido sua vida, sem ele querer, havia sido Sakura, tanto que era sua melhor amiga, a mulher era espirituosa, ativa e alegre, e isso trazia boas coisas à vida do Uchiha. Pensando na dita cuja, seu celular vibrou e seu nome apareceu no visor, não tardou a atender.

— Onde você está? – A voz carregada de cansaço da Haruno atraiu sua atenção.

— Sharingan! – Respondeu, recebendo uma resposta dela que estaria lá em breve.

Naquela noite, sua amada amiga, iria a mais um encontro desastroso a escuras, apenas para acompanhar as amigas encalhadas, segundo ela. Isso o fazia rir, pois Sakura era do tipo de mulher que atraia olhares e atenção, muitas vezes, ao saírem juntos, fingiam-se de casal para espantar os homens que a cercavam e ela não gostava nem um pouco. A estudante de jornalismo, também de vinte e três anos, estava solteira há poucos meses, por este motivo aceitava os encontros.

Segundo ela: “Talvez num destes encontros eu possa encontrar o meu príncipe encantado, já que o cavalo, venho conhecendo aos montes.”. Ele não era capaz de retrucar a teoria da amiga, preferia ficar calado, apenas negando com a cabeça, já que ele sabia perfeitamente que homens que iam a esses encontros queriam apenas uma coisa: Sexo.

— Os homens são uns idiotas. – A mulher de 1,70 cm parou ao seu lado bruscamente enquanto colocava a bolsa na banqueta livre e virava-se para o barman. – Uma dose de tequila, por favor.

— Nem todos os homens são idiotas, você que escolhe os idiotas, Sakura. – Rebateu ao encará-la dos pés a cabeça.

O vestido de listras verticais azul, vermelha e rosada de alcinha até a metade das coxas realçava as curvas avantajadas da Haruno, o salto alto empinava a bunda da mulher e os lábios carregados em rosa e rímel e lápis marcando os olhos, destacava a pele alva e os cabelos em um ruivo pastel. Realmente, Sakura era o delírio de qualquer homem.

— Meu querido Sasuke… – Sakura começou sentando-se na banqueta e dando uma espetacular cruzada de pernas, onde seus olhos estavam presos, sentiu os dedos delicados e frios pelo clima tocar-lhe o queixo, fazendo-o lhe encarar. – Vocês, homens, não conseguem nem ao menos disfarçar as olhadas.

Riu e a encarou virar a dose de tequila após salpicar sal na língua e mordiscar o limão, ainda o encarando desafiadoramente. Sem conseguir se controlar, seus olhos negros desceram para o decote pequeno em V e a ouvir sorrir.

— Eu não disse. – O riso de Sakura era contagiante.

— Sakura, é impossível controlar os olhares com uma mulher como você sentada ao meu lado. – Respondeu próximo ao ouvido da Haruno, fazendo-a lhe encarar curiosa. Em todos aqueles quase doze anos de amizade, eles sempre tiveram uma intimidade sem igual, mas nunca tinham falado tantas coisas assim abertamente, principalmente ele.

— Diga-me, Sasuke, quantas já bebeu hoje? – O questionamento da Haruno se fez presente, mas por mais que o Uchiha tivesse bebido duas ou três doses duplas de uísque, ainda estava muito lucido, sabia o que falava.

— Eu não estou bêbado, Sakura. – Revirou os olhos arrancando um riso nervoso de Sakura, que agora tomava um drink qualquer. – Só estou dizendo a verdade. Você é bonita e chama atenção, não deveria sair com qualquer imbecil para não ficar carente.

— O que quer dizer com isso, Sasuke? – Sakura perguntou brincando com o canudo de seu drink, fazendo o Uchiha prender seu olhar ali, ela estava lhe provocando, e graças ao álcool junto à carência de dois meses sem transar, estava conseguindo.

— Assim como muitas mulheres, você sente desejos sexuais e muitas vezes, aproveita-se desses encontros, que proporcionam isso, apenas para satisfazer seus desejos. – Comentou bebericando seu uísque, encarando-a, já que agora estavam um de frente ao outro. – Eu não a julgo, mas poderia aproveitar-se disso ao lado de uma pessoa que conhece, e não de um imbecil qualquer. – Declarou.

Sakura ficou em silêncio, encarando aqueles olhos negros tão intensos, que a retribuía da mesma maneira. Sasuke era bonito, charmoso, inteligente e sabia que tinha uma excelente pegada e era ótimo de cama, claro que ela nunca havia comprovado tal fato, mas sua fama entre o campus da Universidade Konoha era grande. Não era pegador, mas não fazia desfeitas.

Claro que em quase doze anos de amizade ela tinha curiosidade, mas tinha medo de propor alguma coisa a ele, e o Uchiha achar que ela estivesse louca, ou até mesmo, apaixonada por ele. Não estava apaixonada, mas confessava que sentia um incrível carinho por ele, mas nada que ultrapasse aquela barreira, pelo menos era isso que ela achava.

Já o Uchiha, bem, Sakura mexia com ele desde os seus dezessete anos, quando perdeu sua virgindade de forma desastrosa com uma amiga de seu irmão. Sakura sabia disso e veio perguntar como havia sido, claro que ele disse que foi bom, sendo que foi a coisa mais estranha que havia lhe acontecido. Apesar de assistir pornô, a primeira vez não se parece nada com aquilo, ele não sabia o que fazer.

Mas, a prática leva a perfeição, e ele se aperfeiçoou muito durante os anos. Em todos esses anos, nesta indústria vital, ele nunca havia decepcionado mulher alguma e isso era motivo de orgulho a ele.

— Sasuke… Que tal uma amizade-colorida? – Sakura falou abruptamente, tirando a sua atenção do jogo e a encarando.

— Como assim? – Perguntou lentamente, com certeza era brincadeira da Haruno, pois ela não pediria uma coisa assim. Não era de seu feitio.

— É, Sasuke, apenas sexo, matar as carências sem procurar idiotas em encontros causais. – A Haruno falava concentrada, como se quisesse que ele comprasse a sua ideia. Como uma verdadeira jornalista tentando vender sua notícia. – Pensa comigo, quando estivermos carentes, ligamos um para o outro e nos satisfazemos, sem sentimentos, apenas amizade com sexo.

Ficou encarando-a por alguns segundos, tentando seguir a mesma linha de raciocínio da melhor amiga, era até estranho essa ideia parti dela, já que segundo Naruto, era mais fácil parti dele do que dela. Sakura gostava de relacionamentos, Sasuke gostava de se divertir sem se apegar.

Enquanto a Haruno namorava por meses, e até mesmo, anos, ele apenas se envolvia com alguém no máximo, seis meses. Não que ele corresse de relacionamentos, apenas não tinha encontrado alguém que o fizesse se entregar inteiramente para surgir um relacionamento duradouro.

— Explique melhor. – Lá estava ele, comprando aquela ideia maluca da Haruno.

Não pode evitar sorrir ao ver a melhor amiga bater palma animada e se acomodar melhor em sua banqueta, lhe encarando antes de começar a lista os motivos para eles fazerem sexo sem compromisso.

— Então… Meu plano é o seguinte… – Ela começou e ele se esforçou para lhe acompanhar em seu plano, que ele sabia que daria merda. Tudo que ele e Sakura faziam, dava em merda. – Para não nos envolvermos com imbecis apenas por sexo, podemos fazer isso juntos, quando estivermos estressados e carentes, ligamos um para o outro e resolvemos o nosso problema. Sem sentimentalismo ou confusão.

As engrenagens em sua cabeça começaram a rodar, até que fazia sentindo, não teria todo aquele drama que o sentimentalismo proporcionava, seria apenas algo carnal e sexual, nada mais que isso, poderia ser interessante.

— E nossa amizade? – Questionou quando um click em sua mente que fez o lembrar de que ele ia aceitar a proposta insana de sua melhor amiga.

— Quando percebermos que isso pode influenciar nossa amizade de qualquer jeito, paramos. – Ela deu os ombros, estava convicta que aquela brincadeira daria certo. Suspirou e mordeu o canto do lábio, queria que ele aceitasse, pois já estava cansada de babacas.

— Duas doses de tequila, por favor. – Sua voz saiu segura quando pediu a bebida e logo foi atendido. – Obrigado.

Virou-se para a Haruno que ainda aguardava sua decisão, esperançosa. Sorriu ao admirar os olhos verdes que de inocente não tinha nada, apenas fingimento.

— Sem sentimentos, apenas sexo. – Ergueu um dos copos e apontou com a cabeça para o outro para Sakura, que sorriu e pegou.

— Isso. Apenas sexo.

O tilintar dos vidros se tocando foi o selamento daquele acordo de doido.

**

Seus lábios comprimiam os de Sakura com vontade, ela segurava sua jaqueta de couro, puxando-o contra seu corpo, enquanto arfava ao senti a mão do moreno em sua cintura. Não perderam muito tempo aquela noite, após o selamento de acordo com a dose do líquido dourado, Sakura o beijou. E foi o melhor beijo de sua vida.

Os lábios de Sakura eram suaves, sua língua era saliente e atrevida, as mãos o puxavam para mais perto, e suas mãos passeavam pelo corpo curvilíneo sem pudor. O apitar do elevador chamou sua atenção e, mesmo contrariado, se afastou da mulher de olhos verdes. Sua respiração estava pesada e a dela não estava diferente.

Seus dedos entrelaçaram aos de Sakura e a puxou para fora do elevador, parou diante da porta marrom de madeira com o Nº 802 e a abriu. Assim que a fechou e a trancou, virou-se para Sakura, que já tinha tirado o casaco e agora tirava os saltos, sentada no sofá. Não sabia se ela tinha desistido, mas apenas retirou o casaco e o pendurou e os tênis e a meia.

Não escutou os passos de Sakura, a única coisa que sabe é que quando se virou de volta, ela lhe beijou. Confessava que o beijo de Sasuke era muito mais do que haviam lhe dito, com apenas um beijo, o Uchiha havia feito seu corpo inteiro se arrepiar, sua pele formigava diante dos toques do moreno, fazendo-a querer mais dele.

Suas mãos pequenas desceram pelo peitoral, abdome e parou na barra da camisa preta, a camisa foi arrancada por sua cabeça rapidamente e assim como os lábios se desgrudaram, eles grudaram-se novamente. Sakura sentia necessidade de tê-los ali, sobre aos seus. Foi sendo empurrada para trás lentamente.

Ele até pensou que ela tinha desistido, mas quando ela tomou a iniciativa, algo reascendeu dentro dele, suas mãos apertavam a cintura fina enquanto a levava para o quarto a passos lentos, para ela não tropeçar e cair. Seus lábios estavam sobre os de Sakura, beijando-a e mordiscando os lábios finos e delicados, as mãos da Haruno estavam espalmadas em seus ombros, como se quisesse manter sua sanidade ali.

Por mais que ele estivesse afobado, e ela também, ele queria ter calma. Deitou-a na cama e deixou seu corpo cobrir o menor, sua mão direita abandonou a cintura da mulher e rumou para a coxa, onde a ergueu, fazendo-a encaixar-se nele, seus lábios desceram pelo queixo e pescoço de Sakura, aproveitando para se embriagar com o cheiro doce da Haruno. As mãos de Sakura estavam em seu cabelo quando ele desceu as alças do vestido e abocanhou um dos seios, fazendo-a gemer e arquear as costas, oferecendo-os mais a ele.

Arrastou a mão pela coxa da mulher e a acariciou por cima da peça intima, recebendo um longo e rouco gemido em resposta, fazendo os pelos de sua nuca se eriçar e o membro entre suas pernas latejar, aguardando ansioso para ser liberto. Estava sendo passiva demais, coisa que não era, enquanto Sasuke acariciava sua intimidade sob a peça intima e sugava seu seio, desceu a mão e a adentrou sua calça, segurando-o entre os dedos, sentindo-o pulsar com a carícia.

Arfou e abandonou o seio da Haruno quando a mesma tocou-lhe o membro latejante por debaixo da calça, suspirou e a encorou, os olhos verdes que quase sempre mostrava uma inocência encubada, agora estava brilhando de luxuria, um verde que Sasuke nunca tinha visto naquele olhar. Afastou a mão de Sakura antes que ela fizesse mais estrago e retirou o vestido da Haruno, deixando-a apenas de calcinha, a sua mercê.

O olhar de Sasuke era analítico, ela queria sentir-se envergonhada diante daquele olhar intenso, mas não se sentia assim, sentia-se quente, ansiosa por seu toque. Arfou quando sentiu os lábios quentes do Uchiha toca-lhe a intimidade ainda coberta, porém, logo a peça intima abandonou seu corpo e a boca quente de Sasuke tocou-lhe ali, tão intimamente.

As pernas da mulher se flexionaram para lhe receber, seus lábios cobriam o ponto sensível e inchado de Sakura enquanto seus dedos tocava-lhe a cavidade úmida, fazendo-a gemer seu nome. Apenas dois dedos eram necessários para fazê-la clamar por seu nome, os dedos de Sakura estavam em seu cabelo, puxando-os, incentivando-o a continuar ali, enterrado entre suas pernas.

O gemido de Sakura eram como músicas aos seus ouvidos, mas claro, muito mais prazeroso. Sentia seu corpo tremer sob a língua atenciosa de Sasuke, era difícil controlar-se e manter as pernas abertas quando eu lhe dava tanto prazer, e isso, apenas com a boca e com os dedos. Não estava com vergonha de seus gemidos serem ouvidos pelos vizinhos, pois era algo que não conseguia controlar, assim como o orgasmo que se aproximava.

Sentir Sakura derreter-se em seus lábios era delicioso, uma experiência nova, jamais imaginou que isso aconteceria em todos aqueles anos de amizade. Passou a língua sobre o lábio inferior e a encarou, ela estava ofegante, mas nem por isso desviar o olhar de seus olhos, aproximou-se e a beijou, queria que ela provasse do mesmo gosto que ele.

Suas mãos pequenas agarraram o pescoço de Sasuke enquanto retribuía o beijo à altura, suas pernas fecharam-se em sua cintura, sentindo a excitação do Uchiha tocar a sua intimidade, fazendo-a gemer entre os lábios do mesmo. Em um único movimento, as posições foram invertidas, as mãos de Sakura espalmaram no travesseiro ao lado de sua cabeça, ainda o beijava, mas agora com mais vontade, mais urgência, sua cintura começou a se mover, indo para frente e para trás, sobre seu membro ainda coberto.

Desceu os lábios pelo pescoço, peitoral, abdome definido de Sasuke, ele apenas a encarava, apoiando os cotovelos na cama, estava ansioso para saber o que ela faria e ela, com certeza, não lhe decepcionaria. A calça e a cueca abandonaram seu corpo rapidamente, Sakura ajoelhou-se a sua frente e com os dedos o pegou, alisando-o desde a cabeça até o final, fazendo o moreno arfar diante de sua ousadia. A mão de Sakura era delicada, mas seus movimentos eram firmes, fazendo-o se perder, mas foi quando ela resolveu usar a boca, que muitas vezes era atrevida, que o fez delirar.

Não soube quanto tempo ficou ali, aproveitando a boca de Sakura sobre ele, a única coisa que sabia era que se ela ficasse ali, não conseguiria se segurar por muito tempo, sentando-se na cama a puxou para seu colo, com uma perna de cada lado de seu quadril, ela sentou-se lentamente, seus lábios cobriam o dele em um beijo intenso. A mão de Sasuke estava em sua cintura, auxiliando-a para cima e para baixo.

Estava perdida nos braços de Sasuke, o moreno mordia seu pescoço e colo, enquanto ela tentava a todo custo manter a sanidade, que ia embora a cada estocada do Uchiha, respirou fundo e jogou a cabeça para trás quando o mesmo apertou sua bunda e em um movimento preciso, a deitou na cama, entrando e saindo, as pernas longas e claras puxaram-no pela cintura, encaixando mais que perfeitamente.

Apertava a coxa de Sakura e a penetrava mais rapidamente, fazendo os gemidos saírem mais altos de seus lábios, mas muitas vezes, serem abafados por seus beijos, era difícil controlar, a Haruno arranhava suas costas e sua cintura, não se importava que ficasse marcas, a única coisa que queria, era vê-la derretendo-se em seus braços de prazer e foi isso que conseguiu, ao vê-la revirar os olhos e o beijar com mais força enquanto atingia o orgasmo, claro que ele já estava próximo, não demorou muito para acompanhá-la.

Seu corpo tombou para o lado e encarou o teto, tentando controlar a respiração pesada, Sakura virou-se e enrolou as pernas nas suas e o abraçou pela cintura, beijando-o em seguida, segurou o rosto pequeno da Haruno e aprofundou o beijo. Aquele era um momento que jamais imaginou que aconteceria, não que ficasse idealizando, mas a melhor amiga era uma mulher linda, qualquer um queria ter o prazer de vê-la gemer em sua cama e ele ser o causador desses gemidos.

— Isso foi… Sensacional. – A voz cansada de Sakura atraiu sua atenção após o beijo, ele sorriu de canto e alisou o rosto corado da mulher.

— Concordo.

§-§

Desde então, Sasuke e Sakura mantinham o acordo de pé. O relacionamento casual havia durado um ano e alguns dias. Mas com o tempo, o relacionamento que era pra ser casual foi se transformando, assim como o sentimento de ambos. Não havia mais outras pessoas na vida de Sasuke e Sakura, quando saiam com os amigos para bares e pub’s, nem o Uchiha e nem a Haruno ficavam com outras pessoas.

Todos sabiam do envolvimento dos dois, o que eles não entendiam era o porque deles não estarem juntos quando agiam feito namorados.

Quando ficavam em casa, seja na casa de um ou de outro, passavam mais tempo assistindo filme juntos ou dormindo, do que fazendo sexo, era mais um namoro do que um relacionamento casual, com isso, os sentimentos de Sasuke mudaram muito.

Ele bem que tentou controlar seus sentimentos por longos seis meses, mas se tornou uma missão bem difícil quando aquele sentimento além de lhe pesar a consciência, começou a se tornar um peso em suas costas, o sufocando.

Sabia que a Haruno já havia percebido seus sinais, que não havia sido poucos. Ele nunca foi de se envolver com alguém sentimentalmente, sempre pensou bem antes de deixar isso acontecer, porém, com Sakura ele esqueceu-se de se prevenir nesse quesito, e tinha decidido desabafar naquele momento, esse foi seu erro. Demorou um ano para se declarar, e quando o fez, as coisas não saíram como ele havia imaginado.

Quatro horas e trinta minutos antes.

A prova daquele dia tinha sido extremamente exaustiva, apesar de amar o curso que fazia, o curso de direito só tinha uma coisa chata, em sua opinião, era a mania de leitura constante de longos e cansativos artigos, mas o mais chato de tudo, era passar o que lia para um maço de papel de dez páginas de perguntas todas dissertativas, e isso era o porque seu professor de penal dizia ser a prova mais fácil de sua vida. Se aquela era a mais fácil, ele nem queria ver a mais difícil.

Era inicio de tarde quando chegou em seu apartamento, retirou apenas o casaco, jogou a mochila em um canto e tirou o celular do bolso, jogando-o sobre a mesa de centro, sentou-se no sofá colocando os pés sobre o móvel e jogou a cabeça para trás, fechando os olhos. Queria sossego para ver se o pensamento de ter ido mal na prova desaparecesse de sua cabeça.

Não abriu os olhos e muito menos saiu da posição que estava ao ouvir a porta se abrir e se fechar e os passos de salto bater em seu piso de madeira. Sabia que era Sakura, pois sempre aquele horário, ou ele ia para a casa dela ou ela para a dele, como ele havia avisado que era prova naquele dia, era obvio que ela apareceria por ali. Sentiu o espaço ao seu lado se afundar e um riso infantil invadir seus ouvidos antes de receber um leve beijo nos lábios.

— Como foi à prova? – Sakura perguntou, aliviando sua tensão pós-prova.

Estavam juntos, naquela loucura, há um ano, ou aproximadamente isso. Nem um dos dois havia anotado uma data precisa, ele por ser péssimo com datas e Sakura por não se importar. Ainda de olhos fechados passou o braço no ombro da Haruno e a puxou em sua direção, fazendo-a rir. Para sua sorte, aquele dia havia sido sua folga no estagio por causa da prova, por isso, poderia ficar despreocupado, aproveitando a presença da Haruno.

Ah! A presença de Sakura significava tanto para ele nos últimos meses. Sentia seu coração palpitar mais forte e suas mãos umedecerem ao vê-la, demorou para entender o que acontecia com ele, até que em uma conversa com Itachi, seu irmão, descobriu o que aqueles sintomas queriam dizer. Ele estava apaixonado, pior ainda, ele estava apaixonado por sua melhor amiga, que não queria nada mais do que… Sexo.

Ele era do tipo de homem que se envolvia com as pessoas por causa de seus sentimentos, até porque, até o momento, ainda não havia aparecido nenhuma mulher que despertasse esses sentimentos nele. Agora lá estava ele, pela primeira vez querendo algo mais do que sexo. Ele queria um relacionamento com Sakura, porém, ela não tinha o mesmo desejo.

Desde que começaram aquele lance, a Haruno sempre frisou quais eram seus desejos, e eles consistiam apenas em uma coisa: saciar seus desejos com sexo.

Ele não soube quando e nem como seus sentimentos começaram a mudar, e depois de tanto tempo, a única coisa que ele sabia era que a queria ao seu lado, como sua namorada. Ele não queria outra pessoa, ele queria a Haruno.

— Achei que fosse pior. – Confessou dando os ombros, sentindo as mãos de Sakura tocar-lhe o peitoral. Abriu os olhos e sorriu, alisando o rosto delicado de Sakura. – E a sua aula?

Há algum tempo os carinhos de Sasuke havia se tornado mais frequentes, já que aquela era a única maneira de mostrar a Haruno o que ele sentia sem ser com palavras, e ele sabia que Sakura já havia entendido seus sinais, pois, sempre que ele a tocava mais carinhosamente, sentia o corpo pequeno e delicado se tencionar debaixo de seus toques e carinhos.

— Sasuke… Acho que precisamos conversar. – A voz incerta de Sakura atraiu sua atenção. – Eu acho que isso não está dando mais… Certo! – As últimas palavras saíram baixas, mas ainda sim, ele as ouviu perfeitamente.

Ela já havia percebido há muito tempo a mudança do Uchiha, mas claro, ficou na sua até ele tocar no assunto, coisa que nunca aconteceu, e isso a frustrava, já que não queria iludir o moreno, pois desde o início eles haviam acordado que seria apenas casual. Sem sentimentos. Por mais que o Uchiha também mexesse com ela com essas atitudes, ela tinha que manter o acordo inicial, e esperava que o moreno fizesse o mesmo. Seria melhor para os dois.

— Eu sei o que você quer, mas eu não posso te dar isso. – Falou sincera, levantando-se de onde estava bem aconchegada.

— Eu quero mais, Sakura. – Sua voz saiu baixa, ainda sem coragem de encará-la. Não havia planejado de “declarar” daquela forma, mas pelo jeito, seria daquela maneira mesmo.

A reação de Sakura havia sido como ele havia esperado, a mulher de cabelos ruivos rosados e olhos verdes, levantou-se do sofá e começou a andar de um lado para o outro, enquanto ele apenas apoiou os cotovelos nos joelhos e cruzou as mãos, encarando-a. Ela não estava surpresa, mas sim com raiva. Raiva de Sasuke, raiva dela, raiva daqueles sentimentos.

— Não era pra isso ter acontecido. – Rebateu encarando o Uchiha, que ainda a encarava com os olhos indecifráveis, odiava quando ele camuflava seus sentimentos.

— Eu sei, mas aconteceu. – Respondeu soltando um longo e pesado suspiro.

— Simplesmente não era pra ter acontecido, esse não foi o combinado. – Por mais que a voz de Sakura estivesse calma, suas palavras estavam carregadas de uma decepção que ele não entendia. – Sem sentimentos, lembra?

Claro que eu não queria que tivesse acontecido, mas aconteceu, bastava agora procurar uma solução, e só tinha duas opções: Ou eles seguiam e viam até onde aquilo daria, ou, pararia ali com os joguinhos e cada um viveria sua vida, sem o outro nela.

— Lembro perfeitamente, ate porque, você não me deixa esquecer um segundo, Sakura! – Retrucou levantando-se e a encarando intensamente, já que ele sabia que ela jogar aquilo em sua cara não ia adiantar de nada ou muito menos mudar o que sentia. – Você acha mesmo que eu queria ter envolvido sentimentos nisso? Você acha que eu adorei a ideia de saber o que estava acontecendo comigo? Simplesmente aconteceu. Eu não esperava gostar de você como estou gostando, eu não imaginei que ia querer que você, logo você, fosse à pessoa que faz meu coração bater mais forte e rápido.

E era verdade, ele nunca havia se sentido assim antes, por nenhuma mulher que havia passado em sua vida, e por mais que não fosse galinha, tinha muitas mulheres. Ele nunca foi de querer mais, sempre se esquivando de complicações sentimentais. Não queria, e não necessitava de um namoro. Ele estava à espera da pessoa que fizesse seu coração vibrar apenas com a ideia de tê-la ao seu lado, seu corpo se arrepiar a cada beijo e a cada toque.

Por mais que pudesse não parecer, Sasuke queria algo único. Jamais pensou que a pessoa que despertaria isso nele, seria Sakura.

— Era pra ser apenas sexo, Sasuke! – Sakura falou encarando-o de forma indecifrável, como se, se desculpasse por alguma coisa. Ela estava nervosa, não sabia o que pensar, pois aquilo não estava em seus planos. – Nós havíamos combinado, nada de sentimentos, porra! – Explodiu.

Estava de saco cheio daquilo, de ter que esconder o que sentia de verdade, ocultar seus sentimentos e desejos além do sexo apenas para tê-la ao seu lado. Ele não era assim, ele era intenso demais para aceitar aquele tipo de coisa “meia-boca”, ele queria tudo por inteiro, querendo ela ou não. Suspirou e bagunçou os cabelos em um ato de nervosismo descontrolado. Aquela situação estava acabando com ele. Porra!

— E o que caralho você queria que eu fizesse? Fingisse que eu não sentia porra nenhuma? Que isso não me afetava? – Questionou encarando-a, estava cansado daquilo tudo, jogava tudo na cara da Haruno, porque ela deveria saber como ele estava se sentindo.

— Era melhor. – Ela rebateu e isso foi o estopim para Sasuke.

— Que saber, que se foda. – Jogou, antes de continuar, se antes ele não havia falado nada que pudesse comprometê-lo, agora iria. – Eu gosto de você, Sakura. Eu não queria, mas eu gosto. Não como amiga ou como a garota que eu transo pra acabar com minhas carências, mas como mulher, é você quem eu quero do meu lado, como minha namorada, mulher, a porra toda.

Até o momento nada havia impactado Sakura como aquelas palavras, já que ela nunca esperou ouvir tais palavras saindo da boca de Sasuke, e ele, bem, ele nunca pensou que um dia as falaria, mas falou e sentia-se aliviado. Mas o olhar de Sakura o fez repensar suas palavras. Os olhos verdes esmeraldinos brilhavam com um pedido de perdão e pena… Pena. Isso o destruiu mais do que qualquer palavra proferida pelos lábios rosados da Haruno.

Ele esperou que ela sentisse pelo menos um terço do que ele sentia, mas aquele olhar dizia-lhe mais do que podia esperar.

— Me desculpe, Sasuke.

Sentiu o ar pesar em seus pulmões, tudo ali estava sufocando-o. As palavras de Sakura, o olhar. Tudo. Respirou fundo e pegou suas coisas na mesa e se centro e o casaco e saiu batendo a porta soltando um alto “Que se foda essa merda então!”.

Agora lá estava ele, sentado diante do irmão, em seu décimo, pelo que ele se lembrava, copo de uísque, e olha que o dia ainda nem tinha terminado.

— Pelo jeito a conversa não foi boa. – O moreno de olhos escuros e cabelos negros, aparentando ser uns seis anos mais velho que Sasuke, soltou acompanhando o mais novo em um brinde.

— Foi excelente. – Soltou sarcástico, encarando o irmão, que suspirou.

O Uchiha mais velho sabia o quão o irmão gostava da Haruno, mas ele não poderia obrigar ninguém ficar ao seu lado quando não queria. Era dolorido ver o irmão mais novo naquele estado, mas só tinha uma coisa que ele poderia fazer.

— Hoje é por conta da casa, irmãozinho.

§-§

Havia sido mais dura do que tinha imaginado que seria. Suspirou e fechou os olhos, sentindo a vontade de chocar atingir-lhe em cheio, mas não o fez. Encarou a porta por onde Sasuke havia saído a mais de seis horas e sentiu seu coração se apertar mais ainda. Não sabia para onde o moreno havia ido e nem com quem, pois ele fazia questão de não atender suas ligações e muito menos responder as suas mensagens.

Quando fez a proposta a Sasuke, jamais imaginou o caminho que aquilo lhe levaria, era pra ser apenas sexo entre amigos, mas assim como Sasuke, ela se apegou, porém, era orgulhosa demais para admitir isso. Gostava de dormir nos braços de Sasuke, adorava assistir filme e escutar suas teorias malucas, pois ele era desses, assim como ela.

Não conseguia mais ficar ou se envolver com outras pessoas, não por achar que fosse sacanagem, mas ninguém mais lhe atraia como o Uchiha, ninguém lhe beijaria como o Uchiha beijava; Ninguém era Sasuke Uchiha.

Apesar das demonstrações de afetos públicas serem mínimas, ela gostava de deixar os outros sabendo que eles estavam juntos, principalmente as mulheres, mesmo sem ter coragem de admitir tal fato.

Seus sentimentos haviam mudado e ela nem havia percebido, sempre achou que não estava se envolvendo sentimentalmente, pelo menos, até aquele momento, em que seu cérebro assimilou tudo que havia acontecido naquela sala, nas palavras que Sasuke tinha lhe dito. Sasuke tinha dito que ele a amava. Meu Deus, isso a deixava sem ar.

Por mais que a melhor opção era sair daquilo, colocar um ponto final naquela loucura. Ela não conseguia. Ela não queria colocar um ponto final naquela história com Sasuke. Confessava que tentou dar um bastar muitas vezes, mas sempre amolecia quando via sorrindo para ela com as duas covinhas evidentes nas bochechas. Havia se envolvido de tal maneira que não queria jogar nada fora, apenas guardar para si.

Mas ela sentia medo, mesmo Sasuke lhe dando a segurança que ela tanto necessitava, o respeito que tanto prezava, e o cuidado que tanto amava. Ela tinha medo que não desse certo, que ele enjoasse e visse que eles não eram perfeitos um para o outro.

Ela o queria, como nunca quis alguém antes, e ele… A queria de também. Isso fazia seu coração bater mais rápido. Sorriu relembrando dos momentos bons que tivera ao lado do Uchiha. Era sensacional ficar perdidas nos braços dele, no calor que ele proporcionava, no prazer, na sensação. No amor que ele lhe dava e ela, inconscientemente, retribuía.

Pegou o celular e tentou mais uma vez ligar, em vão, gemeu frustrada e deitou-se no sofá, sentindo o cheiro dele lhe acolher. Queria ele ali, precisava dele ali. Não sabia se daria certo ou não, a única coisa que sabia era que ele deveria estar ali, pois ela estava disposta a fazer tudo aquilo valer a pena, sem medo de dar tudo errado.

Já estavam juntos há um ano, o que poderia acontecer de pior?

§-§

Encarava o copo vazio, o Sharingan estava lotado, pois além de ser uma sexta-feira, era dia de jogo. Sempre que uma mulher se aproximava, mesmo sem olhá-la, ele a dispensava, poderia até estar bêbado, mas não trairia seu coração. Respirou fundo e levantou a mão chamando o barman, que encheu seu copo sem pedidos.

— De todas mulheres no mundo, porque diabos eu fui escolher justamente a que não me quer? – Deu um sorriso de canto e suspirou. – Você é um idiota, Sasuke!

Virou o líquido de uma vez, aproveitando-se de sua própria desgraça.

§-§

— Onde ele está? – Perguntou a Itachi assim que o viu próximo a entrada do bar.

— No balcão. – Itachi apontou para o irmão que estava com o rosto apoiado em uma das mãos com o cotovelo sobre o balcão, ele estava sonolento e bêbado, mas antes que a Haruno se aproximasse, ele a puxou pelo pulso, atraindo sua atenção. – Olha, eu não tenho nada a ver com a relação de vocês dois, mas ele realmente gosta de você, Sakura, por favor, não o magoe mais.

— Eu não vou. – Tocou a mão do Uchiha mais velho e sorriu, Itachi se preocupava com o irmão caçula e isso fazia com que Sakura o admirasse ainda mais. – Obrigada.

Soltou-se do aperto de Itachi e foi em direção a Sasuke, que murmurava alguma coisa, sentiu seu coração apertar ao ver o estado do Uchiha. Respirou fundo e tocou-lhe o ombro, já que o mesmo não havia notado a sua aproximação. O cheiro de álcool estava impregnada nas roupas do moreno, fazendo-a enjoar só de respirar.

— Não toque em mim… – A foz embolada de Sasuke quase foi difícil de entender. – Só ela pode me tocar. – O olhar do Uchiha estava desfocado tamanho era sua embriaguez.

— Ela quem? – Perguntou querendo rir, por mais que fosse maldade, mas queria saber se ele falaria seu nome, mesmo embriagado.

Itachi atrás de si apenas os encarava com um riso leve, eles se completavam de uma forma surpreendente.

— Sakura Haruno, a mulher que quebrou meu coração. – O riso débil de Sasuke partiu o coração de Sakura, mas ela ainda sorriu diante de suas palavras.

— Me desculpe, prometo não quebrar mais nada seu, Sasuke. – Sussurrou segurando o rosto do moreno entre as mãos enquanto ele a encarava, tentando decifrar quem era. – Vamos para casa.

Sasuke não relutou em nenhum momento, talvez por causa do excesso de álcool presente em seu organismo. Com a ajuda de Itachi conseguiu colocá-lo em um táxi e foram para seu apartamento, onde o porteiro, tão simpático e prestativo, ajudou a colocá-lo dentro do quarto.

§-§

Sua cabeça latejava e rodava, o cheiro de álcool pelo local onde estava deitado e sentindo tudo rodar não estava ajudando em nada em seu enjoou, estava apenas acelerando o seu processo de chegada, levantou-se de supetão e correu em direção ao banheiro com a mão sobre a boca. Quando ajoelhou perfeitamente em frente o vaso e levantou a tampa branca, o vômito veio sem pedir licença.

Não soube por quanto tempo ficou ali, com cabeça enfiada no vaso dando apenas descarga, vomitando tudo o que tinha e o que não tinha em seu estômago. Levantou-se cambaleante e sem forças, apoiou na pia branca e lavou o rosto e a boca, olhou-se no espelho e reparou na toalha rosa de rosto ao lado, estranhou.

Em sua casa não tinha nada rosa. Seus olhos rodaram o banheiro e recordou-se dele, era o de Sakura.

Seus olhos descerem pelo próprio corpo, estava apenas de calça jeans, os pés estavam apenas de meia sobre o piso branco gelado. Seu rosto estava abatido e cansado, tudo ocasionado por excesso de algo da noite anterior.

— Como está se sentindo? – A voz feminina atraiu sua atenção.

— Melhor. – Respondeu encarando-a, ela estava de braços cruzados encostada no batente da porta, um short jeans mal cobria as pernas e a camiseta larga tampava a vestimenta debaixo, lhe encarando de volta. – Como eu vim parar aqui?

Aquela não era a melhor pergunta a se fazer no momento, mas vê-la também não era algo que ele queria fazer quando ainda não estava preparado para encarar que ela não o queria.

— Itachi me ligou. – Deu os ombros, sabia que o Uchiha estava confuso. – Como seu estado de embriaguez estava alto, eu o trouxe para cá. Devo confessar que é bem difícil de cuidar de um bêbado que não aceita ser tocado por outra mulher. – Debochou, dando um sorriso.

Sentiu seu rosto corar como pouquíssimas vezes já havia acontecido na presença de Sakura, a última havia sido há dois atrás, quando sua mãe resolveu mostrar a Haruno fotos dele quando era pequeno e em muitas delas ele estava nu, pois na época não era muito adepto a usar roupas.

— Tome um banho, Sasuke, tem algumas roupas suas sobre a cama. – Sakura suspirou pesadamente quando viu que ele não falaria mais nada.

— Sakura… – Até tentou falar, quando a viu se afastar da porta.

— Tome banho primeiro, conversamos depois. – Não deu tempo de o Uchiha retrucar, apenas deu as costas e saiu dali, dando a ele privacidade.

Não retrucou as ordens da Haruno, já que o cheiro de álcool impregnado em sua pele estava fazendo seu enjoo retornar e ele não tinha mais nada para vomitar. Não fechou a porta, até porque, tudo que ele tinha ali, Sakura já havia se cansado de ver, desconfiava até que ela sabia tudo decorado, cada cicatriz, sinal ou marca, ela sabia e tinha mapeado cuidadosamente o seu corpo.

Retirou a calça e abriu o chuveiro, jogando o corpo quente debaixo da água fria, para ver se melhorava tanto a ressaca por causa do álcool, quando a moral que sentia no momento por ter sido carregado bêbado por Sakura, e ele nem ao menos sabia o que havia feito ou falado. Seu último momento de lucidez havia sido quando ele xingou a si próprio por amar uma pessoa que não queria nada com ele.

Enrolado em uma toalha, ao chegar ao quarto, a cama já estava arrumada e peças de roupas suas estavam sobre a cama, vestiu a cueca e depois a calça, por último a camiseta, para sua sorte, ele sempre deixava roupas na casa da Haruno por precaução.

Encontrou-a sentada no sofá com os pés sobre o móvel, em suas mãos uma caneca grande de porcelana com algo fumegante, onde ela assoprava e o vapor subia por seu rosto, fazendo-a fechar os olhos e ele sentir o cheio de chocolate. Seus olhos caíram sobre a janela e viram através do vidro a chuva cair deliciosamente sobre o vidro e escorrer.

Para sua sorte, era sábado, ele não sabia que horas eram, mas não se importava, a única coisa que queria no momento, era sumir dali.

— Tem café na cozinha… – A voz de Sakura estava calma e suave, e isso, com certeza, o assustava. – Esta sem açúcar.

Não retrucou, mais uma vez, pois precisava daquele líquido preto e amargo para ver se aquietava a agitação em seu estômago. Beber aquilo fez seu corpo se esquentar e sentiu-se revigorante, voltou-se para a sala e a encontrou na mesma posição, porém, agora ela lhe olhava curiosa.

— Eu… Sinto muito! – Começou sentido o olhar intenso de Sakura perfurar lhe a pele. – Eu te dei um belo trabalho e sobre aquela conversa de antes, apenas esqueça.

Calada estava, e calada ficou, apenas encarando Sasuke enquanto sua mente processava cada palavra proferida pelo Uchiha. Suspirou e mordeu o canto do lábio inferior, ela não queria esquecer, ela queria que as palavras que ele disse no dia anterior continuassem vivas.

— Eu acabei falando o que não devia, vamos simplesmente parar por aqui e cada um seguir sua vida. – Falou colocando a xícara que tomara o café sobre a mesa de telefone e suspirou cansando, sabia que era a melhor opção. – Eu vou indo. Obrigado.

Sasuke até poderia desistir, mas ela não estava disposta a isso, havia passado boa parte da madrugada vendo o Uchiha ressonar em seu quase coma alcoólico quando tomou a decisão mais correta para aquele momento.

— Eu também gosto muito de você, Sasuke! – Falou numa voz vendo o Uchiha que destrancava a porta, parar. – Gosto não como um amigo, ou, como o rapaz com quem eu tenho um relacionamento sexual, eu gosto de você mais do que isso.

Ele a encarava intensamente, surpreso com suas palavras. Era difícil para ele processar aquelas palavras, já que no dia anterior ela disse coisas totalmente contrárias ao que dizia naquele momento.

— O quê? – A incredulidade estava presente em sua voz quando ousou perguntar.

— Eu só estava com medo. – Confessou levantando-se e parando em frente ao Uchiha. – Você tem ideia do quanto você é inesperado e intenso, Sasuke? – Perguntou sorrindo para o moreno, que a encarava curioso.

Fechou os olhos e tentou analisar a situação, Sakura estava dizendo que também gostava dele? Tinha medo de ainda está dormindo, ou pior, ser uma peça pregada por causa do álcool que ainda corria em sua corrente sanguínea.

— O que quer dizer com isso, Sakura? – A que ela fizera no dia do acordo, se fez presente.

— Eu quero dizer que, eu quero você, assim com você me quer, Sasuke! – Ela rebateu firme, puxando-o pela gola do casaco, beijando-o rapidamente. – Entendeu agora?

Ele não respondeu, até porque, nem precisava, em um movimento rápido, as mãos do Uchiha foram para o rosto pequeno e o segurou enquanto os lábios se encontravam em um beijo avassalador. Aquela havia sido uma boa notícia, pois diferente do que ele achava, ela o queria tanto quanto ele a queria. Isso por si só, já era satisfatório.

§-§

Cinco anos depois

Para um relacionamento que não daria certo, segundo as palavras de Sakura, as coisas andavam muito bem nesses últimos cinco anos, claro, que como todo casal que se preze, de vez em quando tinha seus arranca rabos, mas claro, faziam as pazes da melhor maneira possível, na cama.

Riu de alguma coisa que Itachi lhe disse antes de se afastar dali e virou o rosto, deixou o sorriso escapar de seus lábios quando a viu vir em sua direção, com um grande sorriso lhe saudando enquanto se aproximava.

Estavam mais uma vez naquele lugar, onde tudo havia começado, nas mesmas banquetas, no mesmo lugar no balão, isso fazia ele se sentir nostálgico. Vê-la sentar-se ao seu lado e pedir uma dose de tequila ao barman o fazia sorrir ainda mais, parecia à mesma cena de seis anos atrás, a única diferença, era que agora recebia um beijo de saudação.

— Tenho uma proposta a te fazer! – Falou sorridente, segurando a mão da namorada, que agora levava o pequeno copo aos lábios rosados.

— E o que seria? – Perguntou curiosa após fazer uma careta por causa do álcool da bebida.

Riu diante da curiosidade desenfreada da Haruno. Sakura sempre fora uma mulher muito curiosa, era até difícil manter algo em segredo dela, por sorte, ela havia escolhido uma profissão que lhe cabia perfeitamente, ela havia nascido pra ser uma excelente jornalista, e mostrava isso diariamente em suas colunas no jornal.

Levantou-se da banqueta e ajoelhou-se em frente a Haruno, que lhe encarava curiosa e sem entender, com uma mão segurando a mão esquerda de Sakura, com a outra livre capturou no bolso da calça um pequeno anel solitário dourado, estendendo a mulher, que agora tinha os olhos lacrimejados de emoção.

— Aceita ser minha esposa, Sakura Haruno? – Ele sentiu o prazer deslizar por seus lábios quando proferiu aquelas palavras.

A mão livre de Sakura foi para os lábios e sua cabeça assentiu exasperadamente, dizendo que sim. Com delicadeza colocou o pequeno anel no dedo anelar esquerdo da mulher e se levantou, recebendo de bom grado o beijo apaixonado da Haruno, segurou a cintura fina e aprofundou o beijo, sendo retribuído da mesma forma. Ele estava feliz, mas Sakura estava radiante em seus braços.

Separaram ofegantes, não havia notado, mas havia se formado uma pequena plateia para ver seu pedido, mas ele não se importou, Sakura virou-se para o barman, que aplaudia o pequeno momento do casal e pediu, fazendo-o recordar-se do acordo selado.

— Duas doses de tequila, por favor!

Foi impossível não rir e beijá-la novamente. Tudo havia começado com um acordo de relacionamento sexual sem sentimentos, mas agora, a única coisa que tinha ali, entre os dois, era os sentimentos, que a cada dia que se passava, ficava cada vez mais forte e intenso.

Sentimentos era o que fazia aquele relacionamento ser tão perfeito, era o que fazia eles serem perfeitos e feitos um para o outro, pois a única coisa que eles tinham certeza, era sobre seus sentimentos, sempre houve amor ali, eles apenas não tinha percebido.

Diferentemente do início, eles tinham tudo para dar certo. E sabiam disso.

Feb. 26, 2018, 12:13 a.m. 1 Report Embed 6
The End

Meet the author

Sakuu-chan Oficial Aspirante a escritora

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Post!
Mitty Porto Mitty Porto
aiiii todaaaa vez que eu leio essa fanfic eu AMOOO !! lindissima
Feb. 27, 2018, 1:53 p.m.
~