O Sacrifício Follow story

larivalk Larivalk .

Midoriya foi escolhido como sacrifício para um certo deus Youkai, pelo bem da vila onde cresceu, mas as coisas não ocorrem como o esperado, mudando totalmente o destino de Midoriya


Fanfiction Anime/Manga For over 21 (adults) only.

#TodoDeku #Boku no Hero Academia (My Hero Academia) #Bnha #Midoriya Izuku #Todoroki Shouto #Boku no Hero Academia #My Hero Academia
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Havia uma vila. Simples, com costumes um tanto arcaicos. Possuíam um grande terreno para plantações, de onde tiravam seu sustento e também uma moeda de troca na cidade, já que os legumes que recolhiam do lugar eram bastante suculentos.

A vila era pequena ao ponto de todos se conhecerem e se ajudarem. Afinal, gostavam da simplicidade que aquela vida no campo lhes dava. Não se importavam em ser uma vila pequena com poucos moradores, tendo pessoas suficiente para fazer a colheita, já era o suficiente.

Entretanto, um dia uma terrível seca chegou nessa vila. Não importava quanto tempo passasse, a seca não ia embora, fazendo com que os moradores daquela pacata vila ficassem um tanto desesperados. Se a seca continuasse não teriam o que comer, muito menos o que trocar na cidade.

Desesperados, os moradores se reuniram para tomar uma decisão sobre a seca. Já que era um problema em comum, eles se reunirem para tomarem uma decisão que influenciava toda a vila. Os mais novos estavam assustados, nunca tinham visto tamanha seca por aquelas bandas, mas o ancião mais antigo da vila contou sobre uma profecia, uma bem antiga que o avô do mesmo havia lhe contanto quando garoto. Aquela mesma seca já tinha passado pela vila, não era a primeira vez que ela surgia. Todos perguntaram para o grande ancião como resolver o problema que a seca estava lhes causando.

O ancião então explicou que na época um jovem virgem havia sido sacrificado para o templo no topo da montanha, onde habitava um deus youkai que tinha poderes o suficiente para trazer a chuva de volta a vila. Todos ficaram assustados com aquilo, sacrificar alguém para um deus youkai parecia loucura, até porque ninguém nunca tinha ouvido falar naquela lenda.

Por conta do desespero, todos acabaram aceitando aquela proposta. Não tinham mais o que fazer, se demorassem mais, provavelmente não teriam o que comer e infelizmente teriam que abandonar as terras na qual tanto cuidaram com zelo e amor.

O maior problema foi decidir quem seria o sacrifício. O ancião disse que não importava o sexo da pessoa, apenas que ela fosse pura. Muitos moradores se recusaram a dar seus filhos, fazendo com que a vila entrasse em desarmonia.

O ancião então teve a ideia de dar o pequeno órfão da vila. Aquele que não possuía ninguém, logo, ninguém o protegeria de tal ação. O garoto mesmo sendo órfão, recebia comida e moradia dos aldeões que se revisavam para ajudar o garoto.

Sabiam que ele não era de todo o ruim, sempre se voluntariava para ajudar a todos - Já que vivia de favor na vila - era muito novo para viajar sozinho e tinha medo de sair da vila e não conseguir viver por conta própria mundo a fora. Seus pais haviam morrido de forma trágica. Haviam sido mortos durante uma viagem para a cidade, em busca de troca de comida por tapeçarias. Desde então, como forma de respeito aos mortos, os moradores cuidaram do garoto.

Seu nome era Izuku Midoriya. Um garoto de belos cabelos cacheados esverdeado e olhos tão verdes quanto pedras preciosas. Possuía sardas espalhadas não só pelo rosto, mas também no resto do corpo. Era um garoto magro e não muito alto, tinha 16 anos sendo bastante gentil e carinhoso.

Os moradores então decidiram dar Izuku como oferenda para o youkai. Assim, nenhum deles teria que dizer adeus a seus filhos para resolver o problema. Parecia algo um tanto primitivo, mas estavam desesperados a ponto de não se importarem com aquilo.

O pequeno garoto não estava muito animado em fazer aquele tipo de coisa. Os moradores estavam tão desesperados para que a seca fosse embora que ameaçaram o pobre garoto. Caso ele não fosse para o templo, seria expulso da vila, não podendo retornar jamais.

Sem ter como escapar de seu destino, o pequeno Izuku então aceitou sua sentença de morte. Se tivesse que morrer, que fosse para ajudar os moradores que sempre lhe ajudaram a vida toda. Claro que naquele momento nenhum deles ficou ao seu lado para que não fosse entregue como sacrifício, mas isso não mudava o fato de terem lhe cuidado por todo aquele tempo.

Lhe deram roupas novas e um bom banho para que ficasse apresentável para o youkai. O conduziram até o topo da montanha onde havia uma enorme escadaria, levando até templo em que o deus youkai morava. O esverdeado ainda estava com medo, não queria subir aquilo sozinho, mas nenhum dos moradores quis subir consigo.

Então com passos lentos e tremulos ele subiu aquela enorme escadaria. Quando olhou para baixo, viu que não havia mais ninguém de sua vila, todos tinham ido embora, talvez com medo do deus youkai que ali morava. O pequeno esverdeado pensou em fugir, só que caso o fizesse, não teria para onde ir e acabaria morrendo de fome de qualquer jeito. Afinal, ninguém lhe esperava, então teria que fugir sozinho. Ele não sabia se cuidar, ainda mais em uma floresta tão densa quanto aquela.

Quando finalmente chegou ao topo da escadaria, ficou maravilhado como o local era tão bonito. Achou que pelo tempo o lugar estaria aos pedaços, mas percebeu que estava enganado. A floresta verde e densa tendo alguns pássaros cantando o fazia pensar que estava chovendo apenas aquele local, já que em sua vila estava tão seco que o chão rachava.

Olhou ao redor vendo apenas a mata fechada e em sua frente o enorme templo. Não aparecia ninguém para lhe receber. Até mesmo olhou para os grandes pilares onde havia passado vendo se havia algum tipo de aviso, mas não encontrara nada. Pensou então que a lenda era falsa e tudo aquilo havia sido uma grande perda de tempo.

Ficou com receio de descer as escadas e voltar para a vila. Não sabia como seria recebido, os moradores poderiam achar que ele havia desistido e voltado. Não acreditariam em si quando dissesse que não havia ninguém no topo da montanha. Estava perdido e sem nenhuma ideia de como iria embora daquele lugar. Como avisaria a todos que a lenda era uma mentira ?

Um barulho nos arbustos lhe chamou atenção, fazendo com que olhasse na direção dos mesmos. Encontrou uma enorme raposa de 7 caldas balançando com calma, lhe encarando. Reparou no pelo branco e um tanto vermelho, nos olhos heterocromáticos castanhos e azuis, esses que possuíam uma enorme cicatriz de queimadura, não tirando porém a beleza de seus olhos.

O esverdeado ficou sem reação, seria aquele o tal deus youkai? Suas pernas tremeram e seu coração acelerou. Temeu por sua vida, não queria morrer ainda. Apertou com força seu kimono e deu alguns passos para trás já que viu a raposa se aproximando. Sentiu sua respiração sumir e uma leve tontura lhe dominar, quando percebeu, tudo havia ficado escuro.

O esverdeado então abriu os olhos se sentindo um tanto zonzo ainda. Notou que estava em um quarto simples sem nenhum tipo de mobília, apenas o futon onde estava deitado. Quando olhou ao redor, percebeu um rapaz lhe olhando, fazendo com que ele desse um pulo e ficasse sentado no futon encarando a pessoa a sua frente.

O garoto possuía cabelos brancos e vermelhos, assim como a grande raposa, divididos igualmente. Percebeu que todos os detalhes que a raposa possuía, aquele humano também possuía. Até mesmo a cor dos olhos e a cicatriz. Notou também que no topo da cabeça do mesmo havia um par de orelhas que mexiam, captando qualquer som que fizesse. E atrás do mesmo, caldas de raposa que balançavam calmamente. Usava um Kimono vinho um tanto aberto, mostrando um dos ombros.

-Que... Quem é você ? -Perguntou o esverdeado tentando não gaguejar.

-Eu deveria lhe perguntar, afinal, está em minhas terras. O que faz aqui, humano? -O rapaz perguntou com uma voz calma e rouca, que fez o esverdeado ficar um tanto arrepiado.

-Eu... Eu... Sou o sacrifício da vila -Falou baixinho, mas alto o suficiente para o meio raposo escutar.

-Desculpe, mas sacrifício?! Por qual motivo me mandariam um humano como sacrifício? - O meio raposo perguntou um tanto confuso.

-O ancião disse que você pode trazer a chuva de volta -Falou um tanto desesperado. Será então que de fato era mentira? Que aquele rapaz não poderia ajudar e ele acabou de dar sua vida a troco de nada?

-Desculpe, mas não tenho esse poder. Sou só uma raposa em busca de sabedoria. Não procurei aprender sobre controlar o tempo, apenas os elementos básicos. Mexer com o tempo é coisa de deuses, sou apenas uma raposa de 7 caudas -O bicolor falou vendo o esverdeado ficar um tanto assustado -Não tenho motivos para lhe querer em minha casa, então saia.

-Não, espere, não pode ajudar? Minha vila precisa muito da chuva -Falou com certa coragem se aproximando daquela criatura.

-Não posso lhe ajudar, até porque, por qual motivo deseja ajudar um povo que lhe deu de bandeja para um youkai? -Perguntou sério fazendo o corpo do garoto a sua frente tremer.

-Sei que parece um tanto sem sentido, mas eles me ajudaram quando não havia mais ninguém para fazê-lo, devo muito a toda ajuda que recebi. Posso não querer estar aqui como sacrifício, mas já que estou, irei até o final disso, mesmo que com isso acabe morrendo -Falou respirando fundo. Era difícil aceitar sua morte, mas precisava pensar em todos na vila. Ele já se encontrava alí e não tinha como fugir e viver sozinho, acabaria morrendo mesmo, não tinha nada a perder.

-Deveria ir embora e fugir, essa seca sempre vem, é questão de tempo para que vá embora novamente. Fique sabendo que em todos meus anos que vivi aqui nesse templo, você é o primeiro sacrifício. Penso eu que todos os demais fugiram, então por qual motivo não fez o mesmo? -Perguntou o raposo curioso.

Aquilo pegou o pequeno de surpresa, ele não tinha noção que nenhum outro havia subido aquela montanha. Todos os demais provavelmente haviam fugido com seus familiares no processo de subida para o templo, entretanto, ele não havia ninguém a quem fugir consigo, então acabou por não pensar em de fato realizar tamanha fuga.

Sabendo daquilo lhe deixou um tanto desapontado, pois nenhum outro pensou em ajudar a vila até o fim. Claro que ele não era a favor daquilo, mas ainda assim subiu até o topo. Claro que acabou sendo tudo em vão, provavelmente iria morrer assim que saísse do templo, tinha vivido apenas naquela vila, nunca havia ido pra fora, como poderia sobreviver? Então olhou para o youkai que parecia esperar alguma atitude sua, o mesmo não parecia má pessoa, ou seria má monstro?

Sem pensar muito nas consequências, ou no que aquilo poderia gerar, o pequeno esverdeado respirou fundo se preparando para fazer uma pergunta que ele jamais pensou que poderia fazer um dia. Ainda mais para um youkai que ele nem sabia ao certo se era de fato bom.

-Eu... Posso viver aqui ? Não tenho para onde ir, se sair, acabarei morrendo -Falou em súplica para o bicolor que lhe olhou sem acreditar naquelas palavras -Eu posso ajudar, faço qualquer coisa... Mas me deixe ficar, por favor !!

-Tem noção do que estás a me pedir? Sou um youkai, posso muito bem acabar com sua vida aqui e agora -Falou o bicoloro um tanto irritado, fazendo com que suas caudas balançassem.

-Se quisesse de fato me matar, já o teria feito, mas ainda estou aqui na sua frente -Falou tomando coragem, coisa que ele nem ao menos sabia de onde vinha -Não estou a lhe pedir muito, só quero um lugar para morar, não sei cuidar de mim mesmo, prometo que assim que souber, vou embora.

-Está querendo que eu cuide de você?! O que acha que sou, humano, para me pedir tal coisa ?! -Perguntou vendo o esverdeado encarar o piso de madeira e apertar a barra de seu kimono.

-Então me mate, não tenho para onde ir, muito menos sei como me cuidar, acabarei morrendo aos poucos. Portanto, prefiro que acabe com minha vida aqui e agora -Falou sentindo seu rosto ficar molhado pelas lágrimas -Não é... Como se... Alguém fosse sentir minha falta...

O youkai observou o humano a sua frente chorar mais alto. O mesmo estava disposto a morrer caso não lhe desse abrigo? Aquilo havia lhe pego de surpresa, nunca tinha conhecido muitos humanos ao longo de sua vida, mas aquele sem sombra de dúvidas era o mais estranho que já havia conhecido.

Queria poder se livrar do mesmo, só que algo dentro de si lhe impedia, como se ao vê-lo chorando de modo tão indefeso lhe impedisse de cometer tamanha atrocidade. Só que ao mesmo tempo não queria ser babá de uma criança. Acabou por respirar fundo e passar a mão pelos cabelos, não acreditava no que estava para dizer, certamente estava louco.

-Tudo bem, eu vou lhe ensinar como sobreviver na floresta. Contudo, assim que aprender, quero você fora de minhas terras! -Falou sério vendo então o esverdeado lhe encarar com os olhos banhados em lágrimas.

-Sério? Oh, muito obrigado senhor youkai -O esverdeado abriu um grande sorriso, a ponto de seus olhos se fecharem. Estava assustado em ficar naquele lugar, mas suas suspeitas de que o youkai era de fato alguém bondoso haviam sido concretizadas.

-Não fique me chamando de youkai, eu possuo nome -Falou cruzando os braços incomodado -Sou Shoto Todoroki.

-Muito prazer, me chamo Izuku Midoriya -Falou ainda com seu sorriso no rosto fazendo o raposo bufar com aquilo.

-Lhe treinarei todos os dias, se tudo for como o planejado, em um ano ou menos irá embora de minhas terras -Terminou de falar se levantando, sendo seguido pelos olhos do esverdeado -Não pegarei leve em meus ensinamentos, espero que esteja pronto.

-Sim senhor, eu estarei -Disse com determinação e animação. O medo que sentia antes pelo youkai estava indo embora, já que vira que o mesmo não era de todo mal.

A partir daquele dia, o jovem Midoriya começou a ter aulas com o youkai Todoroki, que todos os dias lhe ensinava algo novo para que o mesmo pudesse usar para sobreviver mundo a fora. O garoto se dedicava ao máximo para que o bicolor não ficasse irritado com sua demora para o aprendizado.

Midoriya passou a admirar o youkai, tinha visto que o mesmo era sempre bem cuidadoso em suas tarefas e que gostava muito de ler e aprender coisas novas. O mesmo estava em busca de sua 8° cauda. Aprendeu um pouco sobre o assunto, descobrindo que raposas queriam chegar no topo, sendo este a 9° cauda, para que assim virassem de fatos sábias youkais e consideradas até mesmo deuses.

A convivência de ambos no começo era um tanto complicada, o esverdeado sempre tentava fazer tudo que agradasse o maior para que o mesmo não ficasse incomodado com sua presença, só que com o passar dos meses, ele já não se importava mais com isso, então agia como geralmente agia com os aldeões da vila.

Tinha aprendido muito. Conforme o tempo foi passando, a raposa lhe ensinou tudo que alguém jamais tinha lhe ensinado. A mesma era muito paciente consigo, já que na altura do campeonato onde já não queria mais agradar o raposo, sempre lhe perguntava inúmeras coisas que não tinham nada a ver com seus ensinamentos. Estava curioso sobre o mundo youkai e queria sempre descobrir coisas novas.

Shoto aos poucos foi se afeiçoando ao humano, já era normal para si tê-lo em sua rotina. Estaria mentindo caso dissesse que não havia gostado daquela nova mudança, o esverdeado era um poço de felicidade e luz que ele jamais imaginou conhecer. O mesmo sempre alegrava seu dia, mesmo que fosse um tanto persistente com as perguntas, nunca dava o braço a torcer. Ficava contente em ver um humano tão sedento por seus ensinamentos.

No último mês, ambos já podiam se considerar ótimos parceiros. Estavam sempre se ajudando nas atividades do templo, além de que Midoriya já possuía um alto nível de conhecimento do mundo youkai, coisa que nenhum humano provavelmente jamais teria. Estava gostando de morar naquele templo, já podia dizer que o mesmo era sua casa.

Mas havia prometido ao raposo que iria embora assim que terminasse seus ensinamentos. Estava um tanto triste com aquilo, afinal, não podia quebrar sua promessa. Todoroki viu a mudança de humor que o humano teve repentinamente, não sabia ao certo o motivo de tamanha depressão e infelicidade.

Ele já não se lembrava mais da promessa, estava gostando tanto de Izuku em sua vida que havia se esquecido. A presença do jovem em sua vida tinha virado algo tão marcante que já não conseguiria mais viver sem o mesmo ao seu lado. Era difícil aceitar, mas tinha certeza de que talvez estivesse sentindo algo a mais pelo garoto de cabelos esverdeados.

Nunca sentiu algo do gênero já que era de seu feito morar sozinho, mas tinha noção do que era amor. Nunca imaginou sentir isso algum dia, ainda mais por um humano, mas Midoriya havia entrado em sua vida e aquecido seu coração. Os gestos pequenos e os sorrisos que o mesmo lhe mostrava faziam cada vez mais seu coração bater em um ritmo acelerado.

Então lhe doía ver seu pequeno com uma expressão tão triste e melancólica. Foi então que em uma das noites viu o mesmo arrumar suas coisas. Aquilo mexeu com Todoroki, sentiu seu coração se apertar, não entendia o motivo do mesmo querer ir embora. Ele já não gostava mais de si ? Estava incomodado com sua presença e sentia falta dos humanos? Mesmo sendo alguém tão sábio, não conseguia achar a resposta.

-Por qual motivo está arrumando suas coisas ? -O bicolor perguntou com uma expressão triste.

-Estou fazendo como o combinado, esqueceu ? -Respondeu com um tom choroso -Eu prometi ir embora quando meu treinamento chegasse ao fim. Obrigado por tudo, Shoto... Eu... Agradeço muito tudo o que fez por mim... Por ter me aturado até esse momento.

-Não... Não pode ir embora, Izuku -Falou o youkai se aproximando do esverdeado, o impedindo de arrumar suas coisas -Não pode me deixar sozinho, eu já não vejo mais minha vida sem você ao meu lado.

-Mas... Eu pensei que estivesse apenas me aturando... -O esverdeado ficou surpreso com aquelas palavras, seu coração bateu mais rápido.

Há um tempo estava se sentindo estranho próximo a Shoto, já não olhava mais o mesmo com admiração, mas sim desejo. Tinha medo que seu coração estivesse apaixonado pelo bicolor. Aquilo lhe assustava, afinal, tinha conhecimento que alguém tão importante quanto o raposo jamais lhe olharia daquela maneira. Sua partida tinha vindo em boa hora, poderia dizer adeus e esquecer daquele sentimento.

Lhe doía ter que ir embora, mas era o melhor a ser feito. Não conseguia mais ficar ao lado do bicolor sem que quisesse que o mesmo lhe aceitasse, não como aluno mas sim como amante. Só que se lembrava que era apenas um reles humano, não merecia a atenção do maior.

-Não, no começo posso ter sentido isso... Mas agora eu lhe quero ao meu lado Izuku, gosto tanto de ti -O bicolor pega as mãos pequena do esverdeado, beijando cada uma delas -Lhe desejo tanto que meu coração já não suporta mais essa distância entre nós. Fico com medo de me aproximar e você me evitar, não sei lidar com tudo isso que estou a sentir por ti.

-Você... Gosta de mim, Shoto... ?-O esverdeado pergunta sem acreditar naquelas palavras, nunca sonhou que um dia o raposo lhe olharia com os mesmos olhos.

-Eu te amo tanto, Izuku, a melhor coisa que fiz foi lhe aceitar como meu aprendiz, agora já não posso mais viver sem ti ao meu lado. Fique comigo aqui nesse templo -O bicolor se aproxima tocando com carinho o rosto com sardas, acariciando-o -Quero tanto que sintas o mesmo por mim, só que caso não sintas, gostaria que ficasse, mesmo que ainda fosse como meu aluno.

-Não! -O bicoloro se assustou com a palavra do esverdeado. Seu coração doeu com aquilo, fazendo com que fizesse uma expressão triste. Quando tentou se afastar, sentiu o menor lhe abraçar forte -Eu... Eu também te amo, Shoto... Sempre desejei ficar aqui ao seu lado como amante, mas tive medo que não me quisesse por ser um simples mortal.

-Oh Izuku, não sabes o quanto fico feliz ao ouvir essas palavras. O quanto lhe desejei durante esses dias que se passaram... -Com delicadeza, o bicolor pega o rosto do menor o inclinando para que selassem os lábios em um beijo calmo, que demonstrava o amor de ambos.

O bicolor usou a mão livre para abaixar o kimono verde que o menor usava, revelando a pele branca e intocada que o mesmo possuía. O quanto desejou tocar e sentir aquela pele, afastou os lábios e começou a distribuir beijos pelo ombro e clavícula do menor que ofegava baixinho segurando com certa força seu kimono preto.

-Shoto... -Chamou o esverdeado fazendo com que o bicolor voltasse a lhe beijar com ternura e paixão.

Com cuidado, o bicolor foi deitando o corpo do menor no futon que alí havia, ficando sobre o corpo do mesmo, que lhe encarava com desejo e amor. Terminou de retirar o kimono deixando todo o peito do esverdeado exposto, fazendo com que ele desse atenção aos mamilos rosados do menor que gemia baixinho pelo contanto da boca gelada em seu corpo quente.

O bicolor mordia e chupava um mamilo enquanto acariciava o outro, tomando cuidado para não machucar o corpo delicado abaixo de si. Sentia as mãos de Midoriya lhe puxarem o cabelo a cada sensação nova que sentia em seu corpo. O bicolor começou a beijar o corpo, descendo enquanto puxava o kimono para ficar totalmente aberto deixando o garoto com sua roupa íntima.

Suas caudas balançaram e suas orelhas ficaram arrepiadas com a visão privilegiada que tinha a sua frente. A expressão ofegante e rosada que seu amante possuía fazia seu corpo tremer em êxtase. Sentiu então as mãos do parceiro adentrarem seu kimono o puxando para os lados, para que ficasse com o corpo também amostra.

Pegou com carinho os braços do menor colocando-os no topo da cabeça do mesmo para dar início a um novo beijo cheio de desejo. Sentiu as pernas do esverdeado se prenderem em sua cintura e o mesmo se esfregar em si, fazendo com que se afastasse soltando um gemido rouco próximo ao ouvido do humano, que como resposta, mordeu uma das orelhas de Todoroki que se arrepiou mais ainda com o ato do menor.

-Shoto...-O esverdeado pede ofegante, estava precisando do maior. Seu corpo vibrava a cada novo toque e beijo, seu baixo ventre já doía querendo atenção.

O bicolor, entendendo o que o parceiro queria -já que o mesmo estava soltando uma ótima fragrância fazendo com que seu corpo quisesse tomar aquele pequeno a sua frente o mais rápido possível- retirou o próprio kimono de forma lenta, fazendo com que o menor ficasse com os olhos vidrados em si, com um olhar de desejo, fazendo com que o bicolor sorrisse com aquilo.

Retirou a roupa intima do esverdeado, já que não estava usando uma por baixo do kimono, seu membro já estava para fora e desperto. Pulsando, querendo urgentemente estar dentro de seu amante e se sentir completo. Mas sabia que o menor era virgem, precisava prepará-lo apropriadamente antes que fizesse algo.

Então com uma das caudas abriu uma gaveta, retirando um pote que possuía um tipo de creme, era medicinal, não teria problema em utilizá-lo, sabia que o corpo humano precisava estar lubrificado para fazer aquele tipo de coisa. Tinha dado algumas pesquisas, já que estava desejando tanto o esverdeado a sua frente, fora inevitável não pesquisar sobre aquele tipo de coisa. Agradeceu mentalmente por ter feito suas pesquisas, assim, poderia dar apenas prazer ao seu pequeno.

Melou três de seus dedos, os levando para a entrada de seu amado. Colocou um e viu que o corpo lhe rejeitava, sem contar a expressão de incômodo e dor que o menor a sua frente fazia. Para amenizar a sensação ruim, com sua mão livre ele começou massagear o membro que já saia o pré gozo de seu parceiro, que começou a gemer baixinho por conta do carinho.

Quando viu que já não tinha mais requisitos de dor no rosto do esverdeado, ele colocou um segundodedo. Começou a fazer movimentos para alargar mais a entrada, o que fez com que Midoriya voltasse a sentir um pouco de dor novamente. Mas a dor logo foi substituída por prazer, já que Shoto lhe beijava e massageava seu membro com uma masturbação forte e lenta.

O terceiro dedo entrou com mais facilidade, porém não deixou de fazer com que o corpo do menor sentisse um leve incomodo. Fez o mesmo processo que os dedos anteriores para que seu amado ficasse o mais confortável possível. Viu o mesmo começar a rebolar em seus dedos, fazendo com que mordesse os lábios com a visão que tinha.

Retirou seus dedos um tanto apressado, escutando um gemido de reprovação do humano que lhe olhou em súplica. Estava tão desesperado quando Shoto. O maior se posicionou na entrada do esverdeado, que concordou com a cabeça. Então ele o penetrou de uma vez, para que a dor fosse só uma. Midoriya acabou gemendo alto, segurando com força os ombros largos do parceiro.

Quando viu que Izuku já se mexia querendo mais contato, o bicolor começou a se mexer calmamente, indo em um vai e vem lento, fazendo com que os gemidos aumentassem em ambos os lados.

Shoto sentia seu membro ser completamente esmagado pela parede quente de seu amante, precisava se segurar para não ir com força logo de início.

Midoriya acompanhava com sua cintura os movimentos, fazendo com que o youkai acelerasse o ritmo, indo com mais força e mais rápido, estocando cada vez mais fundo, escutando os gemidos aumentarem gradualmente fazendo-o sorrir com isso.

Foi quando um gemido mais alto chamou sua atenção, o fazendo abrir um sorriso malicioso e focar apenas naquele ponto. Os corpos estavam suados com um cheiro maravilhoso, na opinião do youkai que gostava de sentir seu cheiro misturado ao do menor durante aquele ato profano e cheio de amor.

O esverdeado envolveu com as pernas o corpo do maior para sentir mais daquele contanto, sentindo as caudas lhe fazerem um carinho em suas pernas. Shoto tinha se aproximado para beijar, com certa dificuldade, o menor que gemia sem parar. Não demorou até que sentisse o corpo abaixo de si ter um espalmo violento e gozar melando ambos os corpos.

Aquilo fez com que seu membro ficasse mais apertado, sentindo aquele calor que lhe deixava fora de si. Mais algumas estocadas e ele gozou dentro de seu amante. Ofegante, ele saiu do corpo do pequeno, que gemeu manhosamente, e se deitou ao lado de Midoriya, o puxando para próximo de si, lhe fazendo um carinho em seus cabelos esverdeado que tanto amava.

-Promete que irá me amar pra sempre? -O menor perguntou com os olhos fechados, sentindo o leve carinho em seus cabelos.

-Eu prometo -Respondeu com um sorriso, dando um beijo na testa de seu amante que sorriu ainda com os olhos fechados.

Shoto não sabia como seria dalí pra frente, tinha noção que o menor a sua frente era um mortal, mas ele mesmo daria um jeito. Se recusava a perder o amor de sua vida por conta de anos de vida, não era uma raposa de 7 caudas atoa. Iria ver um jeito do menor sempre ficar ao seu lado.

Mesmo que não conseguisse naquela vida, esperaria quantas reencarnações fossem necessárias para ter seu amado de volta. Já não conseguia mais viver sem Izuku ao seu lado, estaria disposto a parar seus estudos para arrumar um jeito de viverem em harmonia por toda eternidade. Afinal, Izuku era seu sacrifício, e jamais o perderia de vista.

Feb. 25, 2018, 10:29 p.m. 0 Report Embed 9
The End

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