Cura (2015) Follow story

alicealamo Alice Alamo

Porque Jason amava tanto Nico que até Afrodite sentiu pena...


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#Romance #Yaoi #Lemon #PercyJackson #Nico #Jasico #Jason/Nico #Jason
Short tale
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Capítulo Único


Jason sabia que estava sendo usado. Tinha plena ciência disso apesar do outro não perceber. A cada gemido em seu ouvido, cada revirar de olhos de Nico, cada vez que ele mordia o lábio, o sangue de Jason fervia, fazendo-o voltar a estocar Nico mais forte, mais rápido, mais fundo, exatamente como ele pedia. Porém, sabia que Nico mordia o lábio para não gemer o nome de Percy.

Nico estava ainda mais deprimido depois de seu aniversário¹ e recusava-se a lhe contar o motivo. Tudo bem, tinha algo definitivamente errado. Soube disso assim que viu Nico entrar no acampamento Júpiter logo após completar seus dezoito anos. Jason andou até ele, sorrindo. O filho de Hades até se permitiu ser abraçado enquanto Jason lhe desejava um feliz aniversário atrasado.

− O que houve? – Jason tinha perguntado.

− Faz tempo que você não aparece no mundo inferior – Nico explicou.

Jason entendeu a indireta. “Faz tempo que não transamos” era o que Nico queria dizer com aquelas palavras. Bagunçou os cabelos loiros e suspirou pesadamente, pedindo a Júpiter que o aconselhasse. Como sempre, o pai não o ouviu.

− Eu estava em algumas missões no meio sangue. Me perdoe – deu seu melhor sorriso, mas Nico era esperto. Ele sabia que mentia, porém nunca questionava.

Hazel chegou em seguida, atrapalhando-os. Jason respirou aliviado vendo-a arrastar Nico para longe de si e sentiu novamente a boca secar.

Quando foi que se percebera apaixonado por Nico? Quando foi que notara que não conseguia mais ver a dor nos olhos escuros do garoto atemporal?

Ah, sim... Quando Piper praticamente jogara isso na sua cara.

− Sou filha de Afordite, você sabe, não? – ela puxara conversa um pouco depois do final da guerra contra Gaia. – Sei que não me ama, Jason. Pelo menos, não mais...

Sua coragem, sua bravura, tudo fora esquecido naquele momento. Sentia-se envergonhado por magoar a amiga, Piper era-lhe muito querida, não tinha o direito de feri-la!

− Olhe para mim. A quem pertence mesmo seu coração?

Queria acreditar que ela usara o charme para conseguir aquela resposta, mas seria a pior mentira de todas. A verdade estava entalada em sua garganta a tanto tempo, estava querendo ser gritada aos quatro ventos a tanto tempo que simplesmente saiu. Leve como uma pluma, tirando todo o peso de seus ombros:

− Nico. Me perdoe...

Ela sorriu triste, brincando com as próprias mãos.

− Filha da deusa do amor. Sei que não dá para controlar essas coisas – ela deu de ombros – Pelo menos, não é o Percy – ela tentou fazer piada, porém só a citação do nome “Percy” havia acabado com seu humor.

Nunca mais conseguira olhar Percy sem se lembrar da dor de Nico. Nunca mais conseguira sorrir para o amigo sem culpa-lo pelas lágrimas do filho de Hades e odiá-lo por aquilo!

No começo, quis apenas proteger Nico de tudo. Ficou ao lado dele após o fim da Guerra. Visitava-o frequentemente no mundo inferior para morrer de tédio ao lado dele! Mas era tão bom que não se importava.

Quando, no acampamento Júpiter, esbarraram com Percy e Annabeth se agarrando às escondidas, Jason entendeu que não era só amigo que ele queria ser. Seguiu Nico a passos apressados até o dormitório de Plutão e só parou quando conseguiu puxá-lo pelo braço.

− Me larga, Jason! Eu tô bem, porra!

A respiração descompassada, a camiseta preta subindo e descendo, os olhos marejados mais uma vez. Não... Queria proteger Nico de tudo, queria proteger até mesmo o coração daquele idiota que via não importa o que em Percy Jackson.

Puxou-o para si como desejava há meses. Os lábios dele eram finos, frios, mas doces devido às balas que ele sempre carregava. Viciou-se. Aquele gosto era melhor do que qualquer vinho de Dionísio, mais embriagante e muito mais desejoso.

Suas mãos foram aos cabelos negros dele, segurando-os com força e ouvindo o gemido de protesto. O corpo dele era tão pequeno comparado ao seu... E, ainda assim, fora delicioso senti-lo moldar-se a si, passar os braços finos por seu pescoço, arranhar sua nuca, apertar seus braços. Ah, sim... Nico sabia muito bem o que estava fazendo.

Provavelmente todos os que passaram perto daquele dormitório haviam ouvido os gemidos que ecoaram dali. E fora tão bom... Não conseguia mais ficar longe de Nico sem que a necessidade de tocá-lo viesse à tona. Entrelaçar as mãos, arrumar o cabelo negro rebelde, morder a pele a ponto de marcar, abraça-lo, sentir os lábios contra os seus com a raiva e a paixão que só Nico sabia impor.

Hades já não se importava com Jason aparecendo de repente no mundo inferior. No começo, havia sido estranho um filho de Júpiter parar ali dizendo que precisava falar com Nico. Entretanto não demorou a entender que Jason era o motivo das marcas pelo pescoço do filho.

Júpiter, no entanto, não pareceu aprovar a ideia. Seu pai havia parado de falar consigo durante todo o começo daquela história. Depois, acostumou-se.

− No que está pensando? – Nico perguntou se levantando nu da cama e transitando pelo quarto até a mesa de centro onde havia uma jarra de água.

− Nada – mentiu mais uma vez.

Pegou o copo de água que lhe era estendido e bebeu, reprovando-se ao ficar admirando Nico disfarçadamente pelo canto de olho.

− Uma hora, suas mentiras cansam – Nico respondeu indiferente, sentando-se no colo de Jason e mordendo-lhe o queixo.

− Eu sei – foi tudo o que respondeu antes de beijar Nico de novo e de novo e de novo.

Terminou de se vestir e pegou uma de suas muitas pérolas de Perséfone. Colocou-a no chão e olhou mais uma vez para Nico.

− Tem certeza que não quer me contar o que houve para você estar tão mal? – insistiu.

Nico revirou os olhos.

− Nada que eu não vá superar.

− Ouço isso desde que te conheci e sabe a verdade? Você não superou nenhuma vez – Jason sorriu triste, acenando com a mão antes de pisar na pérola e se ver novamente em seu quarto no acampamento meio sangue.

Fechou os olhos, deixando-se cair na cama sem muita vontade de fazer nada. Amava Nico. Amava e isso era trágico. Se pudesse se fazer de vítima, se pudesse acusar o outro, mas não... Amava e sofria porque queria. Nico não entendia que estava usando Jason para aplacar sua solidão. A concepção de amigos sempre havia sido muito nebulosa para alguém tão antissocial como o filho de Hades. Ele achava que Jason transava com ele porque queria sexo e apenas isso. Se eram amigos, que problema havia em satisfazer o corpo com o outro?

Jason percebeu que estava realmente perdido quando saiu do chalé de Zeus e caminhou até o lago. Uma mulher extremamente bela o olhou e esperou que ele se aproximasse.

− Afrodite... – ele suspirou e sorriu triste – Deve estar sendo divertido, não?

A deusa negou para sua surpresa.

− Quando alguém morre por amor, é lindo – ela começou suave – Quando morre por um amor proibido, por renunciar a pessoa amada, por escolher morrer com ela, é lindo. Mas quando se morre por um amor decadente e sofrido, ninguém se diverte. Nem mesmo eu. Eu te trouxe um presente. Como sabe, presente dos deuses sempre são raros e perigosos então me escute atentamente, sim? Isso aqui é um remédio para o coração. Poético, eu sei... Mas é o melhor nome, acredite. Se tomar, − ela lhe deu o frasco – Vai se esquecer daquele que ama. Não de Nico D’Angelo em si, mas do amor que sente por ele. Restará talvez um sentimento de amizade, mas todo o amor que sente vai ficar... trancado.

− Então não vou esquecer – Jason deixou os ombros caírem, derrotado.

− Não exatamente. Ficará trancado e poderá voltar se continuar muito perto de Nico.

− Por quê? – ele sussurrou tão fraco que não parecia ser filho de Júpiter – Por que ele ama Percy, eu amo ele e ficamos nesse jogo onde todos sofrem?

Afrodite tocou-lhe os cabelos loiros e depois o rosto.

− Se quer saber, eu não planejei isso – ela confessou – Eu gostava de te ver com minha filha. Mas prometi a ela que não interferiria no romance de vocês dois e, quando vi, você já estava no mundo inferior, totalmente rendido por esse garoto.

− Não quero sentir isso. Não quero mais o amar mesmo. Achei que podia suporta, mas toda vez que o beijo, toda vez que o tenho ao meu lado parece que meu coração se alegra em ser destroçado. E depois, quando ele vai embora, não me resta nada...

Afrodite sentiu pena e segurou a mão do garoto que apertava o frasco.

− Não faça nada sem pensar antes. Fale com ele. São amigos antes de tudo, não? Isso eu posso te afirmar. Nico te considera um amigo muito importante, ele não vê que é ele que causa sua dor. Já o ouvi perguntar a Hades se ele poderia usar aqueles cães do inferno para rasgar a pessoa que te fez aparecer chorando no mundo inferior uma vez – ela riu sem humor – Fale com ele e se decida. Vou tentar garantir que não se apaixone por ele de novo caso decida tomar.

− Não vou me lembrar que tomei, certo?

− Não.

− Obrigado – ele pegou as mãos da deusa e as beijou. − Posso fazer uma pergunta? Sabe o motivo de ele estar tão abatido esses últimos dias?

Afrodite suspirou, cruzando os braços levemente irritada.

− Perséfone me pediu um favor. Eu sei a ela algumas de minhas pérolas e ela presenteou Nico com elas. Minhas pérolas se moldam na pessoa que você ama e fazem tudo aquilo que seu coração mais deseja, falam o que ele quer ouvir, tudo exatamente como você idealizou. Quando seu coração está satisfeito, ela volta a ser uma pérola e se quebra assim como um coração partido... para te lembrar que, apesar de não ter sido um sonho, não foi real também.

Jason suspirou, entendendo enfim o ar havia acontecido. Nico tivera tudo aquilo que desejara de Percy, achando que era real, e no fim, mais uma vez, fora apunhalado.

− Eu nunca tinha ouvido um filho de Hades chorar daquela forma − ela confessou − Os cães do mundo inferior invadiram o quarto dele, assustados e com pena... sabe o quão difícil é aqueles cachorros sentirem algo além de raiva? Nico chorou com tanta dor que os cães deitaram em sua cama e tentaram reconfortá-lo. Nem aquela tonta da Perséfone achou que faria aquele estrago no garoto. Ela realmente teve boa intenção ao dar aquele presente a Nico, não é fácil conseguir minhas pérolas. Ela se desculpou com ele. Uma deusa se desculpando por causar dor em um semideus. Entende a gravidade disso? Não tem como eu gostar desse tipo de amor, não tem como ver graça ou beleza nisso. Hades veio gritar comigo, quase matou meu filho. Não que Cupido não merecesse uma surra, afinal ele viu o quão machucado Nico estava e, ainda assim, atirou uma de suas flechas em você para ver até que ponto Nico chegaria para esquecer o filho de Poseidon.

Jason balançou a cabeça negativamente, descrente de toda aquela situação.

− Obrigado de qualquer forma − agradeceu − Você não pode o ajudar, não é?

Afrodite negou.

− Eu já fiz tudo o que podia. A ferida dele é muito profunda. Posso curá-la, óbvio, mas as regras não permitem. Nenhum deus pode curar algo que define o fio do destino, a linha da vida, do semideus.

− Regras... − Ele cuspiu com raiva.

− Puni Cupido. Ele está tendo o que merece. Não irei repetir isso, então grave: me desculpe.

Jason a olhou surpreso antes de sorrir minimamente. Afrodite desapareceu logo em seguida e Jason riu baixo. A deusa do amor se desculpando... Estava mesmo fodido.

Voltou para seu dormitório e pegou uma das muitas pérolas de Perséfone que possuía. Pisou, visualizando mentalmente a entrada do Castelo de Hades.

Diferente das outras vezes, os cães não latiram ou rosnaram, apenas se aproximaram de cabeça baixa. Franziu o cenho e os acariciou de leve, receoso. Sentiu um deles puxar sua calça, quase rasgando o tecido da barra enquanto o arrastava até a porta do quarto de Nico.

É... Afrodite não mentira, os cães estavam mesmo preocupados a ponto de aceitarem a presença de um filho de Júpiter ali no mundo inferior. Bateu na porta embora essa cordialidade não fosse mesmo necessária e entrou em seguida. Nico estava deitado na cama, jogando um pequeno vídeo game portátil do qual desviou brevemente os olhos para ver Jason se aproximando.

− Não me diga que meu pai ou Perséfone te pediram para vir... Já cansei de dizer que estou bem.

− Qual é? Não posso mais visitar meu melhor amigo? – deu um de seus melhores sorrisos, ouvindo Nico suspirar ao se sentar.

− O que você tem? – Nico foi direto – Esse seu sorriso forçado está me deixando mesmo preocupado, Jason – enfatizou em tom sério. – É a Piper?

Jason balançou a cabeça, negando enquanto se sentava na cama.

− Precisamos conversar... – sussurrou, tocando o rosto do outro com delicadeza.

Nico arqueou a sobrancelha sem entender. Não estavam já conversando? Sentiu os dedos quentes em sua nuca, arrepiando sua pele e tirando uma respiração mais pesada de seus lábios.

− Mas antes... – Jason se aproximou, deslizando os lábios pela bochecha de Nico – Preciso de você... Preciso mesmo de você.

Nico assentiu, mesmo sem entender, e permitiu que sua boca fosse envolvida pela do filho de Júpiter. Era bom, não podia negar. Os lábios de Jason eram mornos e sempre macios, pareciam acariciar os seus com paixão, com carinho. Era estranho se sentir tão bem cuidado, tão... amado. Não conseguia não suspirar quando ele se afastava, mordendo seus lábios inferior e começando a apertar seu corpo.

Não era difícil ver o sofrimento por detrás dos olhos tempestuosos. Jason nitidamente estava péssimo e Nico se revoltava por não entender o que causava aquilo. Puxou Jason pela nuca, arranhando-a enquanto o beijava com mais fervor, subindo no colo dele enquanto sentia as mãos a apertarem sua cintura, entrando sob a blusa preta para arrancá-la.

Jason viu o subir e descer do peito de Nico. A pele pálida, sem marcas ou machucados, contrastava com o negro dos cabelos, dos olhos e com o vermelho dos lábios inchados. Dedilhou as linhas do abdômen de Nico. Ele não era musculoso, era apenas definido e isso fazia Nico perder um pouco do aspecto frágil que sua mente insistia em imaginar.

Beijou lentamente os lábios dele, de modo profundo, impedindo-o de tornar aquilo apenas luxurioso. Mordeu o queixo e demorou-se no pescoço. As mãos de Nico apertavam seus braços enquanto os gemidos baixos escapavam dos lábios. Chupou a pele branca, deixando por ela a marca de seus dentes, arranhões e chupões.

Nico se arrepiou com aquela lentidão. Jason era sedutor, sabia disso, mas algo naquele dia estava tornando tudo ainda mais quente, mais envolvente. Estava excitado sem nem ter sido tocado, excitado com beijos, mordidas e chupões. Tsc... Não fode.

Queria perguntar para Jason o que estava acontecendo, mas só conseguiu gemer ao ter os dentes dele prendendo um de seus mamilos. Os braços fortes seguraram suas pernas, erguendo seu corpo rapidamente para o girar e deitar na cama.

− Jason, pera... O que houve? – perguntou, tentando afastar o outro ao notar os olhos úmidos. – Pera... Ah, merda... – gemeu ao sentir a mão apertar seu membro.

Jason sorriu de canto. Nico se importava de fato, assim como Afrodite dissera. Adorava quando ele revirava os olhos de prazer, gemendo daquele jeito ainda contido e abria mais as pernas; adorava o vermelho que a pele assumia quando sua barba passava por ela, arranhando-a sem querer; adorava como o corpo dele se contorcia em suas mãos, sob o seu, expondo o pescoço para seus lábios e a pele para o seu toque. Amava Nico e cada uma de suas malditas reações.

Arrancou a calça de Nico sem hesitação. A cueca branca apertava a ereção dele, deixava-a perfeitamente marcada e não seria exagero falar que salivou ao perceber a excitação do outro. Ajoelhou-se, retirando a própria camisa antes de se abaixar e lamber o membro mesmo sob o tecido. Nico gemeu, inquieto, sentindo o calor da boca de Jason em sua pélvis.

Gemeu aliviado quando as mãos arrastaram sua cueca por suas pernas e mais alto ainda quando elas tocaram seu membro.

− Jason... Cara... Ah...

Jason lambeu os lábios, sentindo seu organismo todo vibrar com a voz melódica de Nico. Mordeu as coxas com lentidão, arrastando os lábios pela pele até perto da ereção, lambendo-a sem se importar com os xingamentos baixos que recebia.

Não fechou os olhos como sempre fazia, manteve-os abertos e atentos. Não podia perder o rubor que cobria as bochechas de Nico quando sua língua subia pelo membro dele ou quando Nico erguia a cabeça, semicerrando os olhos e lambendo os lábios. Sugou a glande, passando a língua em volta e chupando o membro com fome.

Santa Vênus! Só ela justificaria a luxúria e a gula que o dominava quando possuía Nico a seu dispor. A língua percorria da base ao topo enquanto as mãos apertavam as coxas e abriam mais as pernas. Deixou sua saliva escorrer mais do que o normal, passando os dedos nos testículos lambuzados e aproveitando-se daquilo para circundar a entrada de Nico.

O arfar foi seu sinal. Enfiou um dedo no interior do filho de Hades, apreciando o gemido manhoso que ele soltou com aquilo. Nico agarrou os fios loiros, puxando-os sem se conter ou se importar com o som insatisfeito que Jason fez provavelmente pela dor.

Os olhos negros estavam presos nos do outro. Queria poder imaginar Percy ali, mas não conseguia... Jason era o único que conseguia se fazer único em sua cama, o único inconfundível! Os lábios descendo pelo seu membro, sugando sua pele enquanto dois dedos se abriam em seu ânus... Ah, por Hades, ele era bom naquilo!

Jason parou a sucção quando o prégozo atingiu sua língua. Removeu os dedos de dentro de Nico e gemeu em antecipação ao imaginar entrar naquele corpo apertado.

− Pelo Olimpo, Nico... – gemeu subindo a boca pelo corpo menor, beijando possessivamente cada parte à mostra, capturando com ânsia os lábios de Nico em um beijo necessitado.

Sentiu as mãos de Nico abrindo o botão e baixando o zíper de seu jeans e gemeu rente à boca dele quando seu membro foi massageado. Afastou Nico apenas para poder retirar as peças de roupa que impediam sua nudez.

Nico abriu as próprias pernas, segurando-as alto e expondo sem pudor algum a entrada rosada. Jason sentiu seu membro pulsar e masturbou-se, querendo fazer alguma piada infame sobre a cena. Reteve-se com medo de que o menor de fato se irritasse e o abandonasse ali sozinho (como já fizera mais de uma vez).

Penetrou-o sem esperar o lubrificante ou o preservativo. Nico gemeu e o xingou, agarrando-se às suas costas e mordendo seu ombro. Quente, quente e apertado.

− Filho da puta...

Jason riu baixo. Beijou o ombro de Nico e esperou, impaciente, que o outro diminuísse o aperto em suas costas. Havia sido um tanto quanto insensível, sim, mas queria pelo menos na última vez sentir verdadeiramente, em toda a sua completude, o corpo do filho de Hades junto ao seu.

− Você já foi mais durão, Nico... – debochou quando Nico choramingou com sua primeira estocada.

− E você mais gentil, porra!

Nico mordeu os lábios com o ondular de quadril. Não podia reclamar... Doía, mas não é como se não precisasse daquilo. Seu peito doía também e a dor do corpo aliviava e o distraía. Arranhou a nuca dele, incentivando-o a se mover mais rápido e gemendo alto quando conseguiu resultado.

Perséfone os ouviria. Foda-se. Ela merecia ouvir mesmo! Seria sua vingança!

Jason mergulhou nos olhos negros, perdendo-se tanto neles que pouco notava a brutalidade com a qual o fodia ou os gemidos descontrolados que recebia em troca. Nico era lindo... Sombrio, mas lindo...

Nico não sabia mais o que sentia. Sua voz não lhe pertencia, gemia sem conseguir mesmo se conter, sem saber quantas vezes sua próstata era atingida ou a força com a qual Jason se arremetia em si. Quis pedir por mais... Por Hades, quis pedir para ele ir mais fundo, mais forte, mais rápido e nem ao menos sabia se aquilo era possível.

Seu corpo tremeu e vibrou anunciando o ápice. Gritou o nome de Jason (agradecendo-se por não o chamar de Percy na hora errada) e sentiu seu sêmen sujar os abdomens enquanto o corpo descia lentamente do nirvana a qual tinha ido.

Jason beijou Nico com aquilo, seu corpo atingindo o clímax com o corpo de Nico o pressionando e apertando daquela forma única que acontecia quando ele gozava. Sentiu o gosto de sangue na boca e soube ter machucado a de Nico enquanto seu sêmen preenchia-o.

Nico riu.

Jason sorriu de canto, beijando-o com carinho.

− Cai fora de mim e me conta o que houve – Nico exigiu, chupando o lábio inferior do outro.

Jason suspirou, retirando-se do corpo menor e evitando olhar o outro por mais cafajeste que aquilo pudesse ser. Levantou-se, procurando em suas coisas e pegando a poção que Afrodite lhe dera.

− Sabe o que é isso? – perguntou, mostrando a Nico.

− Um afrodisíaco qualquer – arriscou, franzindo o cenho.

− Minha cura.

− Está doente? – Nico se sentou na cama, assustado.

− Apaixonado – Jason respondeu sério e melancólico. – Por você infelizmente.

Nico piscou confuso, corando.

− Está brincando, não é?

Jason riu, amargo, sentindo os olhos úmidos novamente.

− Cara... Eu queria. Por Júpiter, como eu queria.

Nico abaixou os olhos, encarando as próprias mãos. De repente, todas as noites com Jason vieram à tona, todas as vezes que chorou no ombro dele por causa de Percy, todas as vezes que se perguntou quem feria Jason ou o motivo de ele estar tão mal... Era ele. Ele era o motivo da dor do amigo.

− Sinto muito... – foi tudo o que conseguiu dizer.

− Não mais do que eu senti durante esses meses todos. Mas, como eu disse, isso aqui é minha cura – jogou a poção na cama, perto de Nico. – A própria Afrodite me deu porque ficou... com... pena de mim.

− E o que isso faz? – perguntou receoso quando Jason sentou-se na cama e tocou seu rosto.

Jason engoliu em seco antes de responder:

− Vou esquecer que te amo e parar de sofrer cada vez que te vejo, ouço ou penso em você.

− Vai esquecer de mim? – Nico arregalou os olhos. – Vai esquecer de mim, Jason?

Jason sorriu, triste, negando.

− Só vou esquecer que te amo e, por isso, vim pedir para me ajudar com isso. Provavelmente, vou continuar sentindo carinho ou amizade por você, porém quero pedir para não se aproximar demais, para não me... tocar mais. Não posso correr o risco de te amar de novo. Não dá, não quero...

Nico viu as lágrimas descerem silenciosas pelo rosto dele e quis se socar por nunca ter notado os sentimentos do outro. Apertou a poção em suas mãos e mergulhou na tempestade dos olhos de Jason.

− Me perdoe – pediu sincero e Jason sorriu de canto. – Vou te perder também, não vou?

Jason assentiu, embora quisesse negar. Sabia que Nico nunca mais falaria com ele, olharia para ele. Jason entraria para a lista dos que partiram o coração de Nico D’Angelo mesmo que ele não o amasse. Nico... Coração partido...

− Bem-dita, Afrodite... – sussurrou surpreso, olhando de repente para Nico enquanto sorria.

− O que foi? – Nico perguntou, entranhando a reação.

− O quanto você quer esquecer o Percy?

Nico piscou, sem entender.

− Como?

− O quanto você quer esquecê-lo? – ele repetiu mais entusiasmado. Como não pensara naquilo antes? – Beba comigo. Por favor, Nico, beba comigo.

Nico entendeu e deixou um pequeno “ah” surpreso escapar dos lábios. Nunca cogitara esquecer mesmo Percy e, agora, que tinha a chance não sabia como agir.

− Ah, jogue fora as pérolas de Afrodite antes e vista-se! – Jason ordenou, entusiasmado.

− Eu usei todas... – confessou, envergonhado.

Levantou-se, vestindo as próprias roupas de modo apressado. Nico gaguejou, sem saber o que dizer, pegando as roupas jogadas em sua cama e se vestindo ainda que não tivesse concordado com nada em voz alta. Jason o segurou pelo pulso e o puxou até o centro do quarto, um de frente ao outro.

− Sua ferida é mais funda. Você primeiro – Jason ofereceu

Nico sentiu as mãos tremerem ao segurar a poção e Jason as segurou firmemente. Tomou um gole, não engolindo antes de Jason tomar o outro gole. Engoliram juntos.

Péssima ideia terem ficado de pé. Caíram no chão desacordados em poucos segundos.

...

− Você é péssima, Afrodite – Ares comentou, sarcástico – Você sabia que aquele garoto era inteligente o suficiente para perceber que podia dividir a poção com o filho de Hades.

Ela riu, deitada na barca que cortava as águas de Veneza.

− Não podia fazer Nico esquecer Percy. Não diretamente. E Jason amava Nico demais para não pensar em ajudá-lo mesmo que só tenha pensado nisso no último minuto. Admita – ela sorriu, brincando com os cabelos de Ares – Nico livre de Percy, Jason livre da dor de Nico. Ambos amigos. Agora sim vou me divertir com o romance que eles podem protagonizar – ela sorriu contente.

Feb. 25, 2018, 3:41 p.m. 2 Report Embed 4
The End

Meet the author

Alice Alamo 23 anos, escritora de tudo aquilo em que puder me arriscar <3

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Post!
DO Dry Oliveira
Isso é uma deixa para algo futuro? Diga que sim, por favor!
April 12, 2018, 4:35 p.m.

  • Alice Alamo Alice Alamo
    Sim!! Vamos ter algo no futuro provavelmente, não se preocupe ;) Obrigada pelo comentário, beijoss April 30, 2018, 9:53 p.m.
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