Desejos Insanos (2015) Follow story

alicealamo Alice Alamo

Porque, na luta pelo poder, todos tentam esconder a loucura que governa seus sonhos...


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#yaoi #incesto #lemon #naruto #violência #ua #MadaIta #Madara-Itachi
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Capítulo 1 - Idiota


Itachi leu o que os rostos espalhados pela casa queriam lhe dizer, mas não tinham coragem. Suspirou descrente de que Madara continuaria a levar aquele jogo tão longe. Jogo? Não, pirraça.

Parou perto de uma mesa no canto da sala, servindo-se de um pouco de vodka antes de tirar o revólver do cinto e contar as balas.

Essa era a chance. Era o tempo que ele dava para alguém naquele covil subir as escadas e evitar a tragédia. Quantos já haviam morrido? Três? Não, não... Quatro! E esse seria o quinto se ninguém o impedisse. Um para cada dia daquela semana útil. Depois disso tudo, realmente acreditou, por um momento que fosse, que o tio tivesse entendido seu recado.

Devolveu a arma ao suporte, bebeu mais uma dose. Queria fumar... Queria, mas se o fizesse sabia que não teria tempo de disciplinar o tio e colorir seus lençóis. Olhou para os lados, certificou-se que, infelizmente, ninguém havia se mexido.

Ah, céus! Por que Madara testava tanto sua paciência?

Subiu cada degrau sendo acompanhado pelo silêncio fúnebre, o qual dava um ar mais dramático ao baque de seus sapatos contra o piso de madeira. Deixou suas mãos percorrerem o corrimão escuro, os dedos tamborilando, marcando o ritmo da música que há pouco ouvira no rádio.

Os seguranças baixaram os olhos quando Itachi parou à frente da porta entediado. Bem, pelo menos três deles... Onde estava o quarto?

Revirou os olhos ao encarar os homens, e a vergonha deles lhe responder o óbvio. Madara estava mesmo brincando com sua instável mente! Ah, se estava!

Afastou-os com um gesto impaciente.

Chutaria a porta?

Bateria?

Abriria com calma?

Com violência?

Sério? Calmo? Racional? Entediado?

Indiferente... Sim, dessa vez seria indiferente.

Girou a tranca sem pressa, a porta simplesmente deslizou para o lado enquanto o ângulo de visão de Itachi aumentava.

Imediatamente reconheceu o tio ajoelhado na cama, as mãos algemadas forçando o outro corpo a se inclinar mais e mais enquanto o tomava com luxúria. O corpo suado de Madara brilhava, refletindo a luz e exibindo os contornos. Os cabelos negros estavam soltos e totalmente desengrenados, colados na face pelo suor.

O segurança gemia, a voz chegando aos ouvidos de Itachi como a pior das ofensas. Madara foi o primeiro a notar a porta aberta pelo sobrinho, virou-lhe um pouco o rosto para poder sorrir malicioso e fechar os olhos em deleite enquanto acelerava as estocadas.

Itachi manteve-se indiferente enquanto o ciúme passional lhe erguia a mão com a arma e disparava bem na cabeça do segurança.

Madara sentiu o corpo abaixo de si cessar os movimentos, abriu os olhos soltando um palavrão enquanto retirava-se, ainda ereto, dele.

– Prendam-no na cabeceira de modo que não possa se aliviar – Itachi ordenou aos demais seguranças quando entraram no quarto.

Madara sorriu, satisfeito pela atenção do mais novo, ansioso pelo castigo que Itachi poderia lhe proporcionar. Querendo ou não, o sobrinho era seu melhor amante.

– Abram as janelas, está um frio formidável nessa época do ano. Frio mais do que suficiente para apagar esse seu calor, querido tio. Não, deixem o corpo aí mesmo. Madara pode se sentir sozinho novamente.

Madara fechou a expressão, a indiferença de Itachi irritando-o. Observou com aparente calma as ordens do sobrinho serem acatadas, ele lhe sorria de modo sereno, porém Madara conseguia muito bem ler o que aquilo tudo significava: derrota. Itachi achava que o tinha finalmente derrotado.

– Tragam Naruto ao meu escritório, preciso conversar com ele e deixar claro como prisioneiros devem ser tratados sob meu teto. Assim, talvez vocês parem de temer mais um prisioneiro algemado do que a mim, porque só isso explica o fato de desacatarem minhas ordens. A próxima pessoa que entrar aqui, morre assim como vocês três, em uma tortura nas mãos de Nagato.

Madara segurou firme a cabeceira da cama, guardando o sorriso debochado que Itachi lhe havia direcionado antes de sair do quarto e amaldiçoando o vento que arrepiava sua pele e castigava sua ereção. Frio formidável? No auge do inverno japonês?

Chutou com força o cadáver da cama, a poça de sangue sobre o travesseiro já o proibindo de repousar ali.

Se vingaria daquela afronta...

–----x-----

Mais uma vez, Naruto ouvia a mesma "bronca". Por mais que Itachi insistisse que Madara não devia ser temido, todos da grande organização criminosa temiam o dia em que Hashirama explodisse aqueles portões e resgatassem o líder. Aí morava o perigo! Quem iria querer ser alvo da vingança de Madara? Logo de Madara, conhecido pelas técnicas de tortura mais bizarras?

Naruto reconhecia e admirava a coragem do chefe, mas Itachi era Itachi! Além do mais era sobrinho daquele monstro! E era de conhecimento geral que Uchihas não matam Uchihas: eles os mantêm como prisioneiros, troféus a serem expostos aos outros inimigos. Aliás, era isso que Itachi estava fazendo nesse exato momento, não era?

Até mesmo Naruto acabaria sendo exibido se fosse capturado. Talvez com ele fosse até pior, já que era praticamente o consorte de Kurenai, a segunda no comando após Itachi. Sim, ele já havia sido avisado de que se um dia fosse pego seria leiloado como um puto, humilhado e com sorte morto caso não satisfizesse seu "dono".

– Você, por acaso, está me ouvindo, Uzumaki?

– Não grite, Itachi – pediu Kurenai, brincando com as mechas loiras do cabelo do amante que repousava a cabeça em seu solo.

– Estou, Itachi-sama. Entendo o que diz, entretanto é difícil convencer ratos a não tremerem diante de leões.

– Eu sou o leão aqui! Madara nada mais é que um prisioneiro, um prêmio pela nossa vitória sobre o que ele chama de organização.

– Para eles, Itachi-sama, você é o leão filhote disputando a liderança do bando. Não me leve a mal, você dá medo, mas Madara aterroriza só por estar sob esse teto.

Itachi respirou fundo diante do comentário, controlando-se para não assassinar um segundo idiota em um único dia. Por falar em idiotas, onde estava seu irmão nessas horas?

–----x-----

Sábado. Se tinha um dia que Itachi gostava mais que sexta-feira, era do sábado.

Entendam, a sexta-feira anuncia a liberdade, já o sábado de fato a consuma.

Sua mansão tinha segurança redobrada nesse dia, visto que Itachi desligava seu cérebro por completo. Ora, permitia-se até andar descalço e com apenas uma calça de moletom pelos corredores!

Acordou ainda levemente irritado, mas nada que a garota em sua cama não pudesse resolver com seus dedos finos e delicados e com aquela boca quente e indecente. Ah, sim... Há quanto tempo não acordava com aquele formigamento, sentindo-se quente e úmido na região entre as pernas? Há quanto tempo não se lembrava de como era abrir os olhos já turvos e deixar logo em seguida um gemido de prazer fugir-lhe dos lábios?

Mordeu o lábio inferior, descendo a mão para os cabelos cumpridos da garota, incentivando a felação que ela parecia fazer com gosto.

Sim, amava os sábados.

Não permitiu que ela o continuasse estimulando, puxou-a gentilmente para si e colocou-se sobre ela. Tal delicadeza acabou no momento em que ela sorriu maliciosa, abrindo as pernas e arranhando com as unhas feitas seus ombros.

Possuiu-a novamente, assim como na noite anterior. Madara deveria estar ouvindo. Sorriu maldoso com isso, agradecendo o fato da amante não saber calar a boca.

– É por isso que você é minha preferida – ele brincou, observando a subordinada simplesmente vestir-se logo após terem terminado. Sim... Nada de carência, de busca de afeto ou conversas sem sentido sobre relacionamentos ou cargos.

– Mentiroso – ela riu – Duvido que saiba meu nome.

Itachi deu de ombros, levantando-se nu e indo em direção a mulher.

– Não se precisa de nomes na hora de transar. Ou acha que saber meu nome te dá mais prazer?

A mulher riu, revirou os olhos e saiu do quarto.

Itachi selecionou um disco de vinil, colocou-o para tocar e só depois disso foi ao chuveiro. A água morna naquele inverno dava mais força a sua preguiça. Mas não! Era sábado! Iria se divertir naquele dia!

Vestiu a calça moletom preta e uma blusa de lã, desceu as escadas e sentou-se à mesa para tomar, pela primeira vez naquela semana, um café da manhã sem pressa e completo.

Sorriu discretamente para sua antiga governanta enquanto ela, como sempre, enumerava feliz todas as frutas que havia comprado para aquele desjejum.

Naruto apareceu, estragando o silêncio que Itachi e alguns outros subordinados apreciavam.

– Alguém viu Kurenai? – Naruto perguntou sentando-se ao lado de Itachi e servindo-se de chá quente.

– Deve ter te trocado pelo Asuma de novo – Itachi debochou arrancando riso dos demais – Mas falando em pessoas não presentes, onde está Deidara?

– Aquele puto? Deve estar dormindo – Naruto respondeu irritado – Ele ficou discutindo aquela viadagem de arte com Sasori até de madrugada depois que terminou aquele seu projeto.

– Quero que o chame e diga que o quero na biblioteca – mandou, limpando a boca com o guardanapo e levantando-se - Mande vestirem Madara e descerem-no também.

– Vai sair com ele?

– Não. Vamos dar uma voltinha pela mansão. Todo cachorro tem que ser levado para passear de vez em quando, não? Ele está naquele quarto há dias.

Sorriu, pedindo a uma empregada que lhe trouxesse uma das coleiras e uma das guias de seus cachorros.

Assim que viu Madara, quis rir ao imaginar o que em breve faria. Madara desceu as escadas com um segurança de cada lado vigiando-o. As mãos algemadas estavam à frente do corpo, porém idiota seria quem pensasse que estava indefeso. Vestiram-no com roupas simples, uma regata branca e uma calça preta.

Podia ver os lábios levemente arroxeados e a pele branca um pouco corada. Teria sido muita maldade tê-lo deixado no frio? Não... Nada que o aquecedor da casa e um chocolate quente não resolvessem.

– Ele já se alimentou? – Itachi perguntou, e a governanta negou – Sirva algo quente. Parece que apaguei demais o fogo dele para sua saúde - provocou olhando nos olhos irritado do tio. – Ele tem dez minutos, depois levem-no à biblioteca.

Madara o encarou irritado enquanto os seguranças o arrastavam para a mesa. Itachi simplesmente o ignorou com um sorriso, seguindo seu caminho para a biblioteca.

Sentou-se confortavelmente em sua poltrona perto da lareira desligada. Queria um bom dia, então teria!

– Bom dia, Itachi-kun.

– Conseguiu o que pedi? – perguntou enquanto Deidara fechava a porta e se aproximava com um saquinho preto nas mãos.

– E alguma vez eu te deixei na mão? – Deidara perguntou indignado, sentando-se no braço da poltrona e entregando o saquinho nas mãos de Itachi.

– Não são muito pequenas? – estranhou ao pegar as bolinhas do saco e notar o diâmetro.

– Não. Acredite, testei com Sasori ontem, a menos que você queria realmente machucar alguém – respondeu rindo. – E aqui está o detonador, embora eu não acredite que você irá mesmo usá-lo.

– Quer ficar? – Itachi perguntou sorrindo malicioso quando Deidara já se levantava.

– Sasori não iria gostar muito da ideia.

– Não sabia que estavam juntos ou que você ligava para essas coisas.

Deidara riu e sentou-se na outra poltrona próxima.

– Não estamos oficialente juntos, e eu não ligo. Mas se ele implicar, terei que dizer que você me forçou a isso – respondeu rindo.

Calaram-se assim que ouviram as batidas na porta. A voz grave de Itachi autorizou a entrada enquanto via Madara ser empurrado para dentro.

– Tirem a blusa dele. Podem sair. Fiquem na porta e não deixem ninguém mais entrar. Nem mesmo Sasuke ou Naruto ou Kurenai.

Os seguranças concordaram, Itachi entregou uma arma para Deidara e aproximou-se de Madara sabendo que, ao menor sinal de movimento, o loiro atiraria.

– Como passou a noite, tio? Ela estava refrescante, não concorda? – provocou sorrindo.

Madara permaneceu sério, estava muito irritado para as brincadeiras do sobrinho. Se não fosse a arma apontada em sua direção, já teria tentado algo, mas Itachi era esperto o suficiente para não lhe dar essas brechas. Sentiu os dedos gelados percorrem as linhas de seu abdômen, contornando-o. Por um momento, respirou de modo mais profundo. Queria, desejava o toque do amante, queria tê-lo para si, queria que eles pudessem por um momento esquecer o motivo daquela raiva toda e voltarem a ser simplesmente parentes dividindo a mesma cama!

– Sentiu saudades? – debochou quando Itachi levou a mão ao seu rosto, acariciando-o e olhando-o com ternura.

Qualquer que tenha sido o carinho que Madara identificou nos olhos do outro desapareceu tão rápido quanto tinha surgido.

A prova disso foi o soco extremamente violento no abdômen que o fizera cair de joelhos no joelho e puxar o ar com força para os pulmões.

– Me dê uma, Deidara – Itachi pediu, recebendo uma das bolinhas. – Talvez isso te deixe mais amável, meu querido tio.

Madara não entendeu, suas mãos estavam algemadas à frente do corpo e sua cabeça encostada no chão enquanto o ar entrava com certa resistência em seu organismo. Sua atenção só voltou a Itachi quando viu Deidara levantar-se da poltrona para ajudar o chefe. Suas calças foram abaixadas e revoltou-se ao virar a cabeça e ver Deidara tentar abrir-lhe as nádegas. Tentou chutá-lo e afastar-se, mas parou imóvel ao som do tiro.

Itachi havia atirado em uma direção qualquer, aproximando o cano quente da arma nas costas nuas de Madara. Ele não gemeu de dor, mordeu os lábios para evitar que tal vergonha acontecesse, ainda mais na presença de um dos subordinados de Itachi.

Deidara sorriu, adorava a crueldade de Itachi... Ela o excitava. Abriu novamente as nádegas do grande Madara com um riso discreto, Itachi lhe sorriu enquanto introduzia a pequena esfera.

Desconforto. Apesar de pequena, a esfera lhe causava desconforto.

– Não sei onde compra essas porcarias, Itachi, mas isso não faz nem cócegas – Madara debochou irritado pela exposição.

Itachi sorriu enquanto se distanciava junto de Deidara. Sentou-se na poltrona, apoiando o rosto na mão enquanto decidia como começar a pequena brincadeira.

Não queria apenas humilhar Madara, queria vê-lo fraquejar, temer, ser submisso a todas as suas vontades.

– O que acha, Deidara? – Itachi perguntou deslizando os dedos pela coxa do loiro sentado em seu colo.

– Não conte ainda. A surpresa vai ser ainda mais divertida de assistir.

– Coloque a coleira nele – Itachi mandou.

Deidara levantou-se rapidamente, aproximando-se de Madara sem receio, sabendo que o maldito estaria sob a perfeita mira de Itachi. Não é como se não temesse o homem à sua frente, para falar a verdade estava amedrontado. Mas isso não deixava as coisas ainda mais excitantes?

Colocou a coleira em volta do pescoço dele, observando-o não tirar os olhos de Itachi. Madara estava com raiva, com muita raiva. Sentiu a coleira ser apertada. Ah... Ta aí o primeiro que morreria assim que saísse daquele covil. Já imaginava mais de quinze maneiras de despedaçar aquele palhaço loiro que voltava a sentar-se no colo de Itachi.

– Venha até aqui, Madara. E, não levante. Como sabe, os cachorros rastejam até seus donos por afeto. Não me desaponte.

– Não é porque tem uma arma apontada para mim que corro perigo, sabia? – Madara retrucou sorrindo sarcástico.

Sentou-se no chão e cruzou as pernas, procurou com os olhos suas roupas, mas logo constatou que Deidara já as tinha deixado longe o suficiente para que fosse buscar.

Ouviu um suspiro. Voltou seus olhos para Itachi. Era incrível como, desde o dia que aquele maldito havia nascido, Itachi tinha o dom de captar sua atenção e irritá-lo profundamente.

Respirou fundo, vendo-o acariciar perigosamente a coxa de Deidara e subir a mão lentamente, apertando a carne apenas para provocá-lo. Deidara remexeu-se inquieto. Fechou os olhos quando Itachi segurou com força seu membro. Gemeu com a respiração quente em seu pescoço e sentiu-se aquecer tanto pela excitação quanto pela ira que emanava de Madara.

– Quero que o chupe, Madara – Itachi riu, abrindo o zíper da calça e expondo a ereção de Deidara que riu de nervosismo.

Madara o olhou incrédulo, mas logo a expressão indiferente voltou à face. A arma na mão direita de Itachi apontava diretamente para sua cabeça, a esquerda aproveita-se para masturbar o subordinado que não fazia muita questão de não demonstrar o quanto estava apreciando a situação.

– Acho que não me ouviu, por isso vou perdoar essa falha. Venha e chupe – repetiu mais alto.

Dediara gemeu com o aumento na velocidade, apertando a coxa de Itachi com força, deixando-se apoiar contra o tórax dele e repousar a cabeça em seu ombro. Não queria Madara, não queria esse Uchiha. Se não fosse o medo de ser expulso daquela sala ou de qualquer outra repreensão de Itachi, já o teria beijado, soltado aqueles cabelos e que se foda que o grande e poderoso Madara estivesse vendo.

– Acho que vamos ter que contar, Itachi-sama – Deidara gemeu segurando uma das pequenas bolinhas em sua mão. – Essa é a número sete.

Itachi jogou a bolinha no chão, perto de Madara. Pegou o detonador, apertando o número sete no botão do pequeno controle.

Simples. Porém o suficiente para fazer Madara sentir seu sangue gelar. A explosão de apenas um centímetro de diâmetro era fraca, mas potente o suficiente para fazê-lo temer a dor que viria se Itachi a detonasse dentro de seu corpo.

– Ela não é forte o bastante para causar qualquer dano que o mate, tio, nem mesmo produz calor para te queimar ou te ferir, está dentro das nossas regras, da dor que você pode suportar. Contudo, espero que saiba que além de eu possuir tempo, também pedi para Deidara produzir um estoque delas. Então, não me faça mandar de novo. Chupe ou admita que eu ganhei e que desiste de sua posição.

Madara fechou a expressão, obrigando-se a mantê-la indiferente.

– Engatinhe. Eu mandei que não se levantasse, lembra? – Itachi o interrompeu, atirando perto dos pés de Madara quando ele tencionou se levantar.

Deidara gemeu baixo, remexendo-se no colo de Itachi enquanto ele abaixava sua calça lentamente. Observou Madara engatinhar até perto da poltrona. De longe, podia jurar que era a cena mais linda que já tinha visto. Arfou ao ver Itachi prender a guia à coleira de Madara e dar um forte puxão como teste. A leve expressão de desconforto e raiva que captou no rosto do outro grande criminoso só deu-lhe mais coragem para abrir mais as pernas e oferecer-se aos lábios finos.

Itachi lambeu os lábios, puxou a coleira de Madara para o trazer mais perto de Deidara e quase gemeu quando o viu abrir a boca relutante e receber o membro ereto.

Normalmente, sentia raiva ao ver Madara com outros. Mentiria se dissesse que com Deidara estava sendo diferente, porém a raiva, que tanto o fazia perder a razão, também o estava excitando.

Da posição de onde se encontrava, conseguia ter a melhor visão: a cabeça do tio indo e vindo lentamente sobre o falo de Deidara; Deidara se contorcendo em seu colo, rebolando cada vez mais para atiça-lo; o peito do loiro subindo e descendo rapidamente numa respiração descompassada e o melhor, os olhos faiscantes de Madara presos em si. Raivosos, maldosos, com certeza planejando formas de devolver a Itachi a mesma humilhação pela qual estava passando.

As mãos de Itachi subiram lentamente pela cintura de Deidara, desabotoando, botão por botão, a camisa que ele vestia. Tirou-a sem ligar para a pressa do menor em seu colo, arranhou sem piedade a região do abdômen e do tórax e machucou os rosados mamilos do outro.

Deidara se remexia incontrolavelmente. A língua de Madara o acariciava de forma cálida, sentia-se sugado até a base e quase ia ao clímax se fosse as mãos de Itachi lhe proporcionando dor. Era bom, era terrivelmente boa a sensação de prazer prolongado usando-se a dor como recurso. Era, de fato, algo que Itachi usaria...

Mesmo sabendo que poderia ser, e provavelmente seria, repreendido depois, Deidara virou o rosto e aproveitou-se da surpresa para capturar os lábios do chefe. Frios... Os lábios de Itachi eram frios e doces, uma estranha, mas deliciosa combinação para seu corpo quente. Levou a mão para trás, procurando o elástico que prendia os cabelos negros do superior e os soltou, gemendo de satisfação quando o próprio Itachi segurou seu rosto e aprofundou o beijo.

Não conseguiu se segurar, segurou os cabelos de Madara com força com a mão livre e o trouxe ainda mais de encontro à sua virilha. Forçou-o a ir mais rápido, mais fundo, mas a ordem de que mais gostou veio dos lábios de Itachi assim que ele ouviu o gemido indecente de Deidara ecoar no quarto:

― Engula tudo.

Madara apertou com força as pernas de Deidara enquanto encarava Itachi, o sobrinho estava acabando com seu bom humor e sua paciência. Não foi aquela a educação que dera a Itachi... Ah, não, teria que o educar novamente, do zero, moldá-lo aos seus padrões. Mas isso... Bem, isso seria depois, depois daquela brincadeira sádica de Itachi, depois de fugir dali, depois de matar o puto loiro que lhe sorria, depois de subjugar e humilhar o sobrinho na frente de todos. Sim, depois...

Engoliu resignado.

―Abra a boca e mostre ― Itachi mandou enquanto suas mãos percorriam o corpo de Deidara. ― Viu, Dei? É assim que se adestra um cachorro, olhe, ele engoliu tudo mesmo. Agora, o que se faz depois que um cachorrinho obedece a ordem do dono, Deidara?

Deidara riu de leve, olhou Madara com os lábios inchados e os cabelos rebeldes, a expressão firme e irritada, mas completamente excitado.

― Devemos dar um agrado ― respondeu saindo do colo de Itachi e parando na frente de Madara. ― Uma recompensa.

― Tem algo em mente? ― Itachi perguntou ao retirar sua camisa e abrir o zíper de sua calça. ― Faça então, mas não o foda.

Madara trincou os dentes ao ver o loiro contorná-lo e parar atrás de si. Olhou ameaçador para Itachi quando suas nádegas foram abertas e sentiu o sopro de Deidara perigosamente em sua entrada. Itachi sorriu satisfeito quando Madara gemeu contra a vontade e apoiou-se sobre os cotovelos.

Madara o xingou em alto bom som, seus braços tremiam, seu corpo fervilhava toda vez que a língua serpenteava por sua entrada e descia aos testículos. Mordeu o lábio com força, impedindo o som de sair. Não daria esse gosto ao sobrinho, não se deixaria ver naquela posição e ainda por cima gemendo por mais.

Itachi abriu a boca surpreso, sua mão desceu ao membro e o apertou por cima do tecido da cueca. Retirou-o, masturbou-se na frente de Madara fazendo-o gemer e fechar os olhos.

― Não se toque ― ordenou firme ao perceber a intenção do tio. ― Segure-se em minhas pernas.

Madara obedeceu, viu o controle da maldita bomba na mesa ao lado da poltrona de Itachi e, antes mesmo que pudesse planejar pegá-lo, ouviu o sobrinho rir desdenhoso.

― Sabe que não seria tão fácil assim, tio...

Deidara sorriu ao ouvir Madara gemer alto quando segurou sua ereção, lambeu, chupou, deixou que sua língua entrasse pelo pequeno orifício enquanto sua mão manuseava lentamente o membro teso do poderoso criminoso.

Sim, havia sido uma ótima ideia trazer Deidara para aquele dia. Itachi não podia estar mais contente ao visualizar o suor começar a grudar os fios negros de Madara à pele clara, os olhos adquirem muito mais desejo do que raiva, a cabeça tombar em sua coxa enquanto os gemidos escapavam dos lábios mal-educados.

― Está gostando, tio?

Madara estalou a língua, voltando a segurar-se nas pernas de Itachi para erguer-se, mas não pode. A mão de Itachi segurou firme em seus cabelos, viu o sobrinho curvar-se e aproximar-se até deixar os lábios bem próximos ao seu ouvido.

― Eu vou te bater muito depois disso, pirralho.... ― Madara rosnou sentindo a língua de Itachi deslizar pelo seu pescoço ― Vou deixar cada subordinado meu te foder até que esteja quebrado, até que rasteje aos meus pés todo fodido e machucado...

Itachi riu, mordeu o pescoço pálido, fazendo questão de deixar visível as marcas de seus dentes.

― Nós dois sabemos que você é possessivo demais para emprestar seus brinquedos ou deixar que os outros os quebrem.

― Posso abrir uma exceção dessa vez ― Madara ameaçou sério.

Itachi o segurou mais forte pelo cabelo, não valia a pena perder a cabeça, não valia a pena se estressar se podia usufruir de todo aquele prazer. Lambeu os lábios de Madara lentamente, mordeu de leve. Madara não desviou o olhar, não fechou os olhos ou suspirou, o máximo que Itachi teve foi um gemido baixo e contido quando Deidara se afastou limpando a boca.

Por um segundo, Madara não soube o que estava sendo pior de aturar: se era a situação ou se era o loiro satisfeito por agradar Itachi. O sobrinho o incentivava ainda por cima! Viu-o chamar Deidara, permitir que ele sentasse em seu colo de costas para Madara e de frente para si. Perdeu a paciência ao perceber os dedos de Itachi emaranharem-se nos fios loiros com força, inclinando sua cabeça para o beijar com volúpia.

Era para provocar. Ah, sim, tudo aquilo era para lhe devolver o gosto amargo que dera a Itachi durante a semana. Só podia ser isso.

Ouviu os suspiros de Deidara, assistiu-o remexer-se inquieto quando Itachi o puxou mais ainda para si, chocando provavelmente suas ereções. O filho da puta do sobrinho tinha até fechado os olhos, ignorando sua presença ali de joelhos na frente deles.

É... Desse modo, com tudo isso, não deu para aguentar, não tinha que aguentar.

Assim que Itachi apartou o beijo, ele notou que teria que usar o controle. Madara levantara-se em um rompante, circundando o pescoço de Deidara com as algemas, puxando-o para fora do colo de Itachi com força para o sufocar no chão com as correntes.

― Pare! ― Itachi ordenou segurando o controle com firmeza.

Madara sorriu debochado, a adrenalina escalando suas veias enquanto via o desespero com que Deidara se debatia para se soltar.

― Se se aproximar, quebro o pescoço dele!

― Idiota.

...

...

“Idiota”. A última coisa que Madara ouviu antes que seus pulmões se contraíssem pelo grito de dor que ele deu. “Idiota”. A última coisa que Deidara ouviu antes de começar a perder os sentidos e as algemas serem afastadas de seu pescoço. “Idiota”. Uma boa definição para todo aquele quadro.

Feb. 25, 2018, 3:02 p.m. 2 Report Embed 2
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Raylanny Alves Raylanny Alves
Saudades de quando você escrevia MadaIta </3
June 19, 2018, 11:25 a.m.

  • Alice Alamo Alice Alamo
    Saudade de ler MadaIta! Cadê as fics deles?? Faz eras que não acho. Muito obrigada pelo comentário <3 Beijoss June 19, 2018, 3:41 p.m.
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