Apenas por Orgulho (2014) Follow story

alicealamo Alice Alamo

Mesmo sabendo que não podia, Kanon ainda sim olhava e se rendia aos olhares de Afrodite.


Fanfiction Anime/Manga Not for children under 13. © Todos os direitos reservados

#Yaoi #CavaleirosdoZodíaco #Afrodite #Afrodite/Kanon #Kanon
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Capítulo Único


Não quis ouvi-lo dessa vez.

Saiu apressado de casa, batendo a porta com força e gritando com o cachorro do vizinho que não parava de latir enquanto discutia com seu atual namorado. Namorado esse que parecia com os dias contados.

Bagunçou os cabelos em um gesto de nervosismo. Esqueceu-se do elevador! Precisava refrescar a cabeça então iria de escadas mesmo. Aliás, há quanto tempo não ia na academia? Ah!!! Há três semanas! Desde que o mais recente namorado (que acho que já mencionei que estava com os dias contados) havia aparecido lá e feito um escândalo, gritando com o professor e mais uns quatro alunos, tendo que sair expulso do lugar e ainda arrastando Afrodite junto.

Afrodite riu nervoso... Namorava há dois anos, já havia batido até o recorde! Seus últimos relacionamentos tinham durado alguns dias, no máximo duas semanas.

O que será que o grego tinha que lhe atraía tanto para aguentá-lo durante dois anos inteiros? Não sabia... Não sabia, mas adorava o amante.

Conhecera Kanon na faculdade. Ambos veteranos, então nada daquele clichê de se apaixonar pelo mais recente calouro ou pelo veterano que o protegera do trote.

Os dois faziam direito. Conheceram-se na avaliação do sexto semestre quando os professores decidiram fazer um trabalho avaliatório diferente: individual.

Era simples, mas não era. Os professores entregavam a ficha de um caso criminal e os alunos tinham que apresentar argumentações suficientes para ou inocentar ou condenar o réu. Para a desgraça dos alunos, quando preencheram a ficha optando por um ou pelo outro, os professores com o intuito de deixar o caso mais difícil, inverteram. Afrodite revoltou-se! Não tinha cabeça para defender alguém tão obviamente culpado! Ora essa, ele havia colocado "advogado de acusação" para que afinal?

No dia de sua avaliação, mais uma surpresa: não seria assim tão individual! Enquanto ele defendia, outro aluno acusaria.

Cumprimentou o outro aluno com um sorriso falso e recusando o aperto de mão.

– Não sabia que eu transmitia germes, Lince.

– Estou concentrado na minha avaliação... - explicou, parando apenas para ver se lembrava do nome da criatura que lhe segurava o braço de forma tão rude.

– Kanon Heinze.

– Não, não te conheço. Pode me soltar agora?

Afrodite sorriu superior mesmo vendo o outro rir. Ele era da sua sala? Nunca o vira. Se bem que Afrodite nunca reparara em ninguém de sua turma, estava muito mais concentrado no professor de legislação... Ah, sim... Shura era de fato um professor brilhante dentro e fora de sala de aula.

Afrodite soltou o braço do aperto do outro e lhe sorriu sarcástico enquanto via os professores entrarem para se dirigirem à banca avaliadora.

Revirou os olhos entediado quando os demais alunos chegaram para assistir ao debate. Gostava de atrair a atenção dos outros, mas não quando seu foco era a faculdade. O auditório lotava a cada minuto, dizer que não estava nervoso seria mentira, mas não daria esse gosto ao adversário.

Tomou seu lugar na ampla sala do auditório e esperou que todos fizessem o mesmo. Conferiu mais uma vez os papeis, lembrava-se do irmão trabalhando que nem um condenado para lhe pagar aquele curso.

"Ah, Albafica... Se ao menos viesse me ver..."

Os cinco minutos iniciais foram ótimos para Afrodite. Ele dominava a arte da acusação e, portanto, sabia muito bem de todos os truques, todas as argumentações e leis de que o outro poderia se utilizar durante a avaliação. Preparara-se para todas. Sendo sincero e nem um pouco modesto, sua defesa estava impenetrável.

Aos vinte minutos, o auditório estava mergulhado em silêncio. Afrodite tinha que admitir que lábia era o que não faltava para Kanon. Aliás, era impressão ou aquele safado estava sorrindo para a professora de ética? Não importava. Shura também estava na banca, um voto seria seu ao menos.

Quando pode enfim falar, fez questão de prender a atenção de todos em si.

Era belo, ah, isso ele sabia muito bem! Com o caminhar correto, a postura ereta, a voz delicada e rouca, os olhos percorrendo lentamente cada um da banca e às vezes do auditório.

Mordeu os lábios uma ou duas vezes, fingindo pensar. Recitou leis com maestria, como se vivesse delas e as soubesse na ponta da língua.

Aquele auditório era o seu palco e no seu palco só um podia brilhar.

No final, depois de longos cento e quarenta minutos, Afrodite ganhou a causa.

Não esperou mais do que um minuto para poder fechar sua pasta e sair daquele lugar. Teria um encontro ao final do dia e ainda teria que ir para casa se arrumar para no mínimo aparecer decente ao restaurante.

– Você dormiu com eles para ganhar essa maldita avaliação!

Afrodite suspirou profundamente ao ouvir o berro vindo do final do corredor. Ignorou, pagou à moça da lanchonete pelo bendito pão de queijo que o manteria de pé até chegar em casa e caminhou tranquilamente até a saída da faculdade.

– Estou falando com você, Lince.

– O problema, Heinze, é que eu não - explicou calmamente enquanto caminhava até o metrô. - Aliás, se não notou, estou até mesmo tentando te ignorar.

– Admita que trapaceou e vou embora.

Afrodite foi obrigado a parar de andar, seu braço mais uma vez havia sido puxado com violência. Kanon bufava, o rosto sério enquanto os olhos demonstravam o orgulho ferido pela derrota. Afordite riu com desprezo, passou a língua nos lábios lentamente enquanto via o olhar do outro endurecer ainda mais.

– É tão feio quando não se admite a derrota, Heinze.

O aperto em seu braço tornou-se mais forte.

– Puto.

A mão livre ganhou rumo certo. Afrodite não pensou duas vezes antes de atingir um soco no rosto do adversário e vê-lo obrigado a livrar seu braço.

Vestiu novamente a mochila nas costas e esperou que o outro se recompusesse. Sabia o que viria a seguir. Kanon tentaria acertá-lo, ele revidaria, chegariam pessoas para separar, Afrodite faria uma cara de moça indefesa e provavelmente Kanon seria tido como o brutamontes, o rebelde.

Aliás, agora que era obrigado a analisar o adversário, viu que não havia sido uma boa ideia bater nele. Kanon era mais alto, mais forte, aparentava ser cliente fiel de uma boa academia. Puta que pariu, ele era mais gostoso do que o cara que iria encontrar a noite!

Entretanto, Kanon não revidou.

Afrodite permaneceu parado, observando-o se recompor e colocar a mão no lugar em que fora atingido.

...

...

...

Ele riu. Afrodite franzia o cenho, vendo-o rir tão espontaneamente de algo que não tinha a menor graça.

– Eu juro que pensei que você fosse me dar um tapa e não um soco. - Kanon admitiu, abrindo e fechando a boca para exercitar o maxilar.

Afrodite revirou os olhos e aproveitou a situação para escapar em direção ao metrô. Ouviu chamar seu nome, mas não parou.

Em menos de uma hora, estava banhado e arrumado para seu jantar. Chegou pontualmente, sabendo muito bem que estava bonito demais para o lugar.

– Dite!

Afrodite sorriu, caminhando até o rapaz que tão "discretamente" gritara seu nome.

"Ele é bonito pelo menos."

Lembrou do nome assim que viu os cabelos loiros. Milo, eleito o mais galinha e a bunda mais gostosa do ano.

Afrodite sorriu, concordava plenamente com a votação.

Embora apreciasse um pouco de romantismo, apressou o jantar da forma mais discreta que pode. Comeram, beberam, não precisou de flerte algum, ambos sabiam que se desejavam e ponto. Não havia motivos para serem puritanos e nem fingirem isso. Acertaram rapidamente a conta e Milo dirigiu para seu apartamento rapidamente.

O elevador cumpriu seu papel. Assim que as portas fecharam, Milo prensou Afrodite contra a parede fria, beijando-lhe afobado, sedento pelo néctar da rosa do campus. As mãos de Afrodite emaranharam-se nos cabelos cumpridos do outro, desfrutando da sensação de ter seu corpo acariciado de forma tão despudora.

Saiu sendo carregado, a chave nas mãos trêmulas de Milo demoraram para achar a fechadura. E não acharam...

A porta fora aberta por dentro, desequilibrando Milo que caiu para frente com Afrodite em seu colo. A cena seria cômica, se não fosse trágica.

Kanon não sabia direito o que falar... O melhor que fez foi rir, rir como se nunca tivesse rido em toda sua vida. O primo havia lhe avisado para sair da casa até às dez, mas não achou que ele fosse ser tão pontual e muito menos que a puta da vez fosse um homem! Muito menos aquele homem!

Milo levantou-se e ajudou Afrodite, desculpando-se sem graça pelo ocorrido e fuzilando o primo com o olhar.

– Eu não disse para sair de casa?

– Saga também trancou o apartamento dele. Não tenho para onde ir, priminho. - mentiu sorrindo cafajeste.

Encarou Afrodite sarcástico, analisando o estado em que o outro se encontrava. Ele havia se arrumado tanto para um encontro com Milo? Sério mesmo?

– Quer ir para sua casa, Dite? - Milo perguntou passando a mão pelos cabelos e torcendo para que o outro não desistisse da noite.

Afrodite manteve o olhar em Kanon. Aquilo era um desafio! Sabia que era! Afrodite não era homem de correr de um desafio! Sorriu enquanto jogava o cabelo para trás, bagunçando-o de propósito.

– Meu irmão está em casa. - informou, virando-se para Milo, voltando-se a se aproximar felinamente. - Onde é seu quarto, mesmo?

Milo havia parado de respirar por alguns instantes. O corpo menor encaixava-se ao seu, Afrodite passava os braços pelo seu pescoço mantendo a boa entreaberta, convidativa. As mãos de Milo foram atraídas para a cintura delgada, acariciando como se fosse um artesão moldando um jarro de argila.

Puxou Afrodite pela casa, ignorando a presença de Kanon e trancando o quarto.

Fora o sexo mais foda que já havia feito, e olha qe já fizera muitos. Não se importou com Kanon, se ele estava em casa é porque queria ouvir, que ouvisse então!

Kanon não acreditou. A ficha só caiu quando teve que fechar a porta que ainda estava aberta. Sentou-se no sofá e em minutos pode ouvir os gemidos atravessarem as paredes finas do quarto. Queria ir embora, mas não podia. Aquilo era um desfio!! Já havia perdido para aquele loiro maldito mais cedo, não podia perder de novo.

Manteve-se no sofá, manteve assistindo qualquer coisa, até desenhos! Tudo para se distrair e fingir que com o passar dos minutos não havia ficado excitado a cada gemido do adversário.

– Era só o que faltava...

Acordou dolorido. Seu membro o amaldiçoava por não ter se dado ao luxo de se aliviar em um banho quente. O relógio marcava nove horas, mas Kanon não queria se levantar. Havia ido dormir tarde, ouvindo todas as vezes que o adversário resolvera recomeçar a noite com seu primo. Ah, qual é? Eles não cansavam??

Abriu a porta do quarto, sentou-se no sofá ainda com sono demais para a cena que se desenrolava na cozinha. Coçou os olhos, xingando-se mentalmente por não ter saído como Milo pedira porque ver Afrodite vestindo apenas uma camisa, sentado no colo de Milo, com os cabelos bagunçados e sendo devorado sem pudor algum pela boca nojenta do primo foi tentação demais.

Ligou a televisão com o intuito de avisar aos dois que possuíam um espectador, mas se surpreendeu quando falhou miseravelmente. Eles não pararam. Sinceramente, Kanon teve a impressão de que Afrodite intensificou o beijo apenas como provocação.

Riu sarcástico, fixando os olhos no programa que passava na TV. Ou tentava, já que as marcas vermelhas nas coxas de Afrodite o impediam de prestar atenção no jornal matinal. Ou seriam as marcas do pescoço? Ou os arranhões nas costas de Milo? O desgraçado do primo ainda fazia questão de desfilar sem blusa, apenas para mostrar (ainda mais) o quão boa a noite havia sido.

Gostaria que o irmão estivesse ali! Ah, sim... Saga com certeza daria um sermão muito bom em Milo. Odiava quando o irmão o repreendia, mas se deliciava quando Saga forçava Milo a cumprir suas regras de boas maneiras.

Voltou à realidade quando ouviu os trovões. Sim, porque se seu dia já estava ruim, ele com certeza iria piorar.

Afrodite xingou baixo, levantando-se da mesa e avisando Milo de que iria tomar um banho.

– Aliás, pode me dar uma carona?

– Carro na oficina, Dite. - explicou sem graça. - Mas o Kanon pode te levar! Né, Kanon?

Kanon respirou fundo, sorriu maldoso para Afrodite. Ah, como queria que aquele loiro gostoso se ferrasse! Olhou para o primo, pronto para negar, mas não pode... O olhar suplicante de Milo lhe dizia que com certeza seria muito bem recompensado se fizesse aquele favor.

– Você tem dez minutos para se arrumar.

Afrodite sorriu falso em agradecimento e fez questão de demorar no chuveiro. Vinte minutos na banheira com água quente sem lavar os cabelos, já que pelo visto Milo não tinha nenhum shampoo que prestasse.

Mais uns quinze minutos para se vestir e pronto! Quando saiu do quarto encontrou um Kanon bufando com as chaves do carro na mão.

– Demorei? - perguntou cínico.

Milo saiu da cozinha, dando um beijo de despedida demorado em Afrodite.

– Te vejo na faculdade, Dite.

– Até.

Kanon saiu do apartamento impaciente. Estava com raiva. Sim, estava. Não sabia se tinha mais raiva do loiro ou de si mesmo. Entraram no elevador em silêncio, Afrodite rindo por dentro.

Sim, Kanon era mais bonito que Milo, embora a diferença fosse bem pouca. Se fosse sincero consigo mesmo, Afrodite confessaria que preferiria ter dormido com o outro grego. Mas não! Era uma questão de orgulho! Tanto orgulho que, se não podia investir nele, o faria desejá-lo.

Achou que precisaria de muito, mas se enganou. Alguns gemidos e uma leve exibição, fora essa a combinação necessária para ter Kanon daquele jeito: nervoso, excitado, irritado pela noite mal dormida, ou seja, um vulcão em erupção.

Era ainda meio dia. Sabia que Albáfica não estaria em casa, contudo duvidava que conseguisse levar o geminiano para seu apartamento em tão pouco tempo.

– Por que tenho a impressão de que Milo está sendo iludido e que você não irá mais procurá-lo?

Afrodite sorriu enquanto entravam no carro.

– Porque você, diferente de seu primo, conhece minha fama.

Kanon riu descrente.

– Poderia falar para ele. Não iria quebrar o coração dele nem nada do tipo.

– Ainda não. Posso querer ele de novo e prefiro que seja enquanto ele ainda está correndo atrás de mim. - ele refletiu.

– Não corre atrás de suas presas. Que tipo de predador é você?

– O tipo passivo. - Afrodite respondeu malicioso, virando-se para Kanon enquanto serpenteava com a língua pelos lábios.

– Esse é o tipo que vira presa depois de um tempo. Toma, digita seu endereço. - pediu entregando o GPS para o loiro.

Entregou o aparelho para o dono.

Kanon sentia-se um idiota. Era Kanon quem normalmente encurralava, quem sorria galanteador, quem era o filho da puta que patia corações! Por que se sentia acuado então?

Dirigiu por cinco minutos olhando somente para frente, ignorando um Afrodite sentado de lado o olhando fixamente.

Não olharia! Que brincadeira de criança boba!

– O que está fazendo? - perguntou tentando parecer irritado quando na verdade achava a situação cômica.

– Te analisando.

– Pode parar?

– Não sei.

Mudou a estação de rádio para se distrair, mas quando o semáforo fechou, foi obrigado a olhar para o lado.

Caira...

E sabia que cairia quando olhasse.

Aqueles olhos azuis eram mesmo fascinantes.

"São os olhos mais perigosos que já vi. Ou te ameaçam ou te seduzem." Foi a descrição que ouviu antes de encontrar Afrodite para a avaliação.

E o pior é que sabia que aquele azul profundo não estava ameaçando. Não... Eles estavam primeiro o paralisando, inutilizando seu cérebro e reformulando todas as ideias que tinha a respeito de Afrodite.

Os cabelos loiros desciam até um pouco abaixo dos ombros, contornando o rosto e dando um aspecto de boneca de porcelana. Os lábios rosados e delineados estavam entreabertos... Puta merda, o nome dele fazia jus à aparência!

– O sinal já está aberto, Kanon.

Acelerou o carro mais do que devia, tirando um riso debochado de Afrodite.

Quando estacionou o carro, a chuva ainda caía, fazendo-o entrar no estacionamento do prédio no subsolo.

Parou o carro ansioso.

– Obrigado.

– De nada - respondeu sem tirar as mãos do volante.

Afrodite lhe dirigiu um sorriso sarcástico antes de descer do carro. Caminhou sem pressa até o elevador, chamou-o e assim que as portas abriram fora empurrado para dentro.

Não quis de fato raciocinar. Já sabia que aquilo aconteceria então tudo o que fez foi laçar a cintura do outro com as pernas enquanto batia as costas na parede fria.

Kanon o beijava possesso! Não era só possessivo, era isso e com raiva também.

Caira de novo!

Mas não ligava.

Beijava Afrodite com pressa, sentindo a maciez dos lábios e o gosto peculiar da boca doce. Não se decidia entre apertar as coxas ou puxar os fios loiros.

Quando Afrodite conseguiu sua boca livre, pediu que pressionasse o andar do apartamento.

As respirações ofegantes batiam nos rostos.

Entraram no apartamento sem trancar a porta depois. Alguns quadros caíram enquanto tentavam andar pela casa em direção ao quarto.

As roupas acabaram rasgadas e Kanon riu quando simplesmente jogou Afrodite na cama.

Engatinhou sobre o colchão, ficando sobre Afrodite. Os olhos azuis lhe miravam com desejo e com o mesmo ar vitorioso que vira no auditório.

Desde então essa era sua sina... Cair nos olhos de Afrodite e ser sempre subjugado às vontades do maldito.

Ou era até dois anos depois quando Kanon simplesmente decidiu sozinho que traria aquele monstro para casa!

Não acreditava que estava sendo trocado assim tão fácil!

Entrou na casa do irmão que não ousou lhe perguntar o motivo da briga. Dormiu muito mal, acordou com o humor pior ainda.

Se aquele cretino achava que as coisas ficariam daquele jeito estava muito enganado. Entrou no seu carro e judiou da porta sem se importar. Lembrou-se do elevador dessa vez, estava com pressa, esclarecia tudo de uma vez e colocaria novas regras naquela casa.

Os vizinhos abriram espaço, haviam ouvido, e muito bem, a briga do dia anterior. Afrodite abriu a porta e já iria começar o discurso que vinha planejando. Mas parou.

Kanon estava de pé no meio da sala, conversando com o monstro invasor e explicando o porquê não poderia dar-lhe mais comida. Afrodite achou a cena cômica, observando o maldito filhote de cachorro labrador sentar e continuar encarando Kanon.

– Mas eu não posso...

O cachorro continuou olhando-o até que com um suspiro de derrota Kanon decidiu encher mais uma vez o pote de ração do maldito invasor.

E foi aí que Afrodite entendeu... Kanon não tinha culpa... Ah, não, ele não tinha. Afinal, Kanon nunca soubera lidar muito bem com olhares, não é mesmo?

Feb. 25, 2018, 1:51 a.m. 3 Report Embed 3
The End

Meet the author

Alice Alamo 23 anos, escritora de tudo aquilo em que puder me arriscar <3

Comment something

Post!
Juuzou Suzuya Juuzou Suzuya
Amei essa fanfic muito fofa.
June 6, 2019, 11:53 p.m.
Diana  Borges Diana Borges
Adorei o tão cruel invasor hehehehe
April 26, 2018, 3:45 p.m.

  • Alice Alamo Alice Alamo
    hahahaha eu amo o Afrodite e o modo como ele pensa <3 Obrigada pelo comentário! Beijoss April 30, 2018, 10:33 p.m.
~