Meu Quebra-cabeças Predileto (2011) Follow story

alicealamo Alice Alamo

Você podia ter me deixado ao menos responder antes de desligar, não acha? Você foi insano e eu queria ter tido pelo menos a chance de ter tentado te impedir ou pelo menos a chance de dizer que te amava também. (Fanfic escrita em 2011)


Fanfiction Anime/Manga All public.

#Yaoi #DeathNote #Mello/Near #Mello #Near
Short tale
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Capítulo Único


Mantenha-se frio, inexpressível. Não deixe que percebam o que sente, como age, com quem se importa, quem ama. Isso é uma arma que eles podem e vão usar contra você. O cargo de detetive não é para qualquer um, temos que ser fortes e abrir mão de certos privilégios como sentimentos. Siga a lógica.

Esse era meu mantra, minha oração, minha regra. Mas contra mim, sendo meu adversário eu tinha alguém que não pensava assim.

Exploda, mostre sua raiva, seu ódio. Deixe que eles sintam o quanto você pode ser mau, o quanto pode causar dor quando age pelo ódio. Isso será uma arma que usará contra eles.A posição de sucessor de L virá se fizer de tudo para vencer, passe por cima de quem for necessário ou de quem estiver em seu caminho. Siga seus sentimos.

Essa era regra de Mello.

Não importa qual razão nos levou para este orfanato, pois a razão que importava era a qual nos levou querer ser detetives. L. Sua resposta em uma letra, prático, não?

Nada disso importa. Você acabou provando a mim que a sua regra prevalecia sobre a minha. Uma vitória para você, depois de tantas derrotas.

Eu não queria admitir, como que o coração entende mais que a mente? Totalmente ilógico isso. Mas você já não era muito fã de jogos de lógica mesmo...

Você quis provar para mim que era melhor, precisava de uma única prova para falar que me superou. Incrível como isso soa estúpido.

Minha vida começava quando eu te via entrar naquela sala, olhando-me com curiosidade e depois fingindo um olhar de desprezo. É, eu sei que você forçava-se para ser cruel comigo, você estava tentando fugir do mesmo mal que eu tentava esconder. As palavras duras saíam a contra gosto de seus lábios.

E fingia não lhe dar atenção, mas como é que você, o número dois desse orfanato, não percebia que já a havia conseguido só de existir, só de me olhar, só de mostrar um pingo sequer de sentimento a mim?

Sua paciência sempre foi algo com que eu gostava de brincar, era tão divertido ver-te bufar de raiva, tirar um chocolate do bolso e destruir as minhas construções que, assim como você, eu não gostava. Mas como atrair sua atenção por mais tempo senão as usando?

Você perdeu sua paciência mais uma vez naquele dia, chegou a contar que já era a quinta vez? Com certeza não.

Não sei o que o fez tropeçar, mas não amaldiçoou o objeto. A construção de dados veio abaixo assim como você, a diferença era que pelo menos você eu tentei ajudar.

Minhas costas bateram no chão e você caiu em cima de mim. Tentei me mexer depois da queda, mas você não levantou. Acabamos por apenas nos encaixarmos um no outro. Sua respiração tão quente em meu rosto, o cheiro chocolate no ar...

Minha mente desatava a me xingar, dizendo que o mais lógico seria deixar-te cair, pois a possibilidade de eu me machucar era grande. Mas meu coração não agüentou e mandou, ordenou, obrigou e ,sem que eu percebesse, fez-me te proteger.

Querido Mello...

Eu abri os olhos, claro que o encontro de olhares foi o suficiente para entregarmos aquilo que tanto quisemos esconder um do outro. Mas que droga, Mello... Você tinha que ser tão descuidado, não é? Tinha que fazer alguma coisa para me fazer perder a cabeça, alguma coisa para tirar-me do caminho da lógica e jogar-me em seus jogos de sedução.

Seus lábios, tão doces quanto chocolate. E sendo assim, tão viciantes. Suas pernas empurrando as minhas para que assim permanece entre elas, sua mão em minha nuca enquanto a outra em minha cintura.

Entenda, não pude corresponder de início, eu estava perdido. Perdido em sua lógica ilógica que tinha como objetivo tirar de mim a sanidade já nem tão sã. Enfim me encontrei, ironicamente perdido em seus sentimentos, perdido em seus olhos e em sua boca.

Depois desse dia não mais o entendi. Você passou a ser meu quebra cabeças predileto, pois me inquietava o fato de nunca mais você ter me dirigido a palavra.

Quisera eu que assim permanecêssemos, mas você teve que me ligar no último momento, enquanto dirigia aquele maldito caminhão.

“Aishiteru”

Você podia ter me deixado ao menos responder antes de desligar, não acha? Você foi insano e eu queria ter tido pelo menos a chance de ter tentado te impedir ou pelo menos a chance de dizer que te amava também.

Se ainda sobram dúvidas: Eu te amo Mello, e a prova disso é a morte de Kira e, agora, a minha por você.

Feb. 24, 2018, 9:57 p.m. 0 Report Embed 4
The End

Meet the author

Alice Alamo 23 anos, escritora de tudo aquilo em que puder me arriscar <3

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