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Disposto a ter muito além do que sua vida comum, Min Yoongi decide competir por um dos postos mais almejados pelas pessoas, o de rei do mundo. Como se já não bastasse os desafios pelos quais precisa sobreviver para conseguir alcançar o cargo, ele ainda precisa lidar com os concorrentes, principalmente um antigo vizinho seu, chamado Park Jimin, o qual Yoongi acredita ser um dos únicos capazes de ganhar em seu lugar.


Fanfiction Bands/Singers For over 18 only.

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Capítulo 1

Escrito por: @LuhDrama | @LuhDramaLS


Notas Iniciais: Olá, olá.

Voltei mais uma vez agora no tema competição. Essa fanfic surgiu através de uma ideia da querida Lu (@Yinlua) e, ainda assim, não foi nada fácil construir o enredo dela, mas espero que gostem e tirem um proveito que seja kkkk

Eu escolhi um dos meus enredos prediletos que é distopia em que pessoas precisam sobreviver à situações arriscadas kkk


Tenham uma boa leitura!



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Min Yoongi estava se sentindo impaciente naquela manhã.

Ele organizava sua bolsa enquanto suspirava repetidas vezes, pensando o que sua escolha poderia ter significado para o seu futuro. Entretanto, seu tempo era muito curto, logo as trombetas soariam e não haveria mais como manter-se no esconderijo.

Não que o lugar fosse lá grande coisa, não passava de uma caixa de ferro enferrujada, com lodo crescendo entre as rachaduras úmidas que revelavam as rochas por baixo.

A mistura de cheiros fortes de plantas e ferrugem também não ajudava a ser uma estadia agradável, mas Yoongi tinha aprendido a ignorar muitos desses detalhes desde que decidiu continuar sua busca.

Um pouco afastado do fundo da caverna metálica, com a luz externa quase encostando nas roupas maltrapilhas que cobriam um corpo trêmulo precariamente, ele observou o motivo de seus repetidos suspiros.

Antes de conseguir chegar ali, seu caminho tinha sido interrompido por uma situação quase comovente, resultando na companhia de outro homem, que estava o mais afastado possível dele dentro daquele esconderijo.

— O que estava fazendo nos corredores? — murmurou, sentindo a garganta arranhar de tão seca. Precisava encontrar ou comprar água antes que a sensação incômoda piorasse.

O homem que tinha salvado demorou a erguer a cabeça para que pudesse ser visto por entre os fios longos e lisos. Ainda que fosse muito maior do que Yoongi, ele parecia pequeno devido ao medo naquele momento. Seus identificáveis traços coreanos traziam reconhecimento ao Min, apesar de já terem passados muitos anos desde que a delimitação entre países deixou de existir.

Na verdade, aquele homem não era um completo estranho para Yoongi.

Eles moravam em localidades próximas antes de ter decidido partir. Se lembrava bem, seu nome era Kim Namjoon e tinha vinte e tantos anos, apesar de agir como alguém além de seu tempo. Era uma pessoa humilde, educada e que sorria muito fácil se dissessem as palavras certas.

Nada que combinasse com suas companhias, ou melhor, seu acompanhante mais frequente, o melhor amigo que estava sempre junto a ele.

Park Jimin.

Morava alguns andares acima do apartamento de Yoongi, tinha vinte e poucos anos e uma ambição invejosa. Seu olhar era tão centrado que, nas poucas vezes que o Min conseguiu encará-lo por mais tempo ao cruzar seu caminho, sentiu algo queimar em seu interior, quase como se estivesse sendo incinerado de dentro para fora.

Talvez fosse somente um mero reconhecimento, pois Yoongi não ficava atrás com seus sonhos poderosos. Para ele, a vida comum era entediante e se continuasse fazendo os mesmos percursos todos os dias, acabaria enlouquecendo antes de ter a oportunidade de sentir uma mínima satisfação.

Em momento algum ele partilhou daqueles pensamentos com alguém, não era como se ele tivesse confiança o suficiente para isso. Entretanto, Yoongi sabia ter sido descoberto ao ter encontrado logo Namjoon em apuros no meio de algo que ele jamais iria se propor, caso não houvesse uma mente influenciadora por trás.

Uma pessoa que convenceria o Kim a estar em meio a uma competição sem regras conhecidas logo no caminho de Yoongi, como se fosse um aviso.

— Perdeu a língua, Kim? — insistiu. Não tinha paciência para lidar com o assustado Namjoon, muito menos com os cadarços da sua bolsa, fechando-a com um laço mal-feito depois de conferir tudo o que tinha. — Nós não temos tempo.

— O-o que é isso aqui, afinal? — Namjoon respondeu com outra pergunta. — Digo, esse lugar?

— Uma competição. Pode encarar como um jogo meio realista, um reality sem câmeras ou uma piada de mau gosto com quem quer mudar de vida — definiu da melhor maneira que pôde, mesmo que até para ele fosse incerto do que se tratava. Para Yoongi, bastava saber o prêmio que ganharia ao final.

Sua tão almejada liberdade e autenticidade de fazer o que quisesse e como quisesse.

Depois que o mundo dissolveu suas fronteiras e governos, tudo passou a se concentrar em grandes núcleos, onde diferentes povos começaram a dividir idiomas, culturas e costumes, formando novas populações muito mais diversificadas e ricas.

Não que as coisas tenham se tornado flores. Antigos hábitos permaneceram por muito tempo e era possível ainda ver certas divisões que passavam meio despercebidas pela maioria. A tecnologia deu grandes passos à frente, mas a mentalidade das pessoas continuava paralisada em algum passado difícil de mudar.

Isso dificultou muito que uma verdadeira evolução ocorresse, então era esperado que uma grande parte das pessoas continuassem tendo uma vida frustrante e sem muitas regalias.

E como pessoas desesperadas tendem a aceitar qualquer condição para terem algo melhor, viram ali a oportunidade de incitar um dos instintos mais primitivos do seres humanos, o competitivo.

Cargos importantes haviam deixado de ser considerados um posto hereditário ou mesmo uma escolha pela maioria. Muitos acreditavam ser uma maneira de não cometerem injustiças e fraudes como aconteceu em monarquias e governos democráticos.

Dessa forma, foi estabelecida uma competição para definir quem ocuparia o cargo. Sem auxílio externo ou transmissões que pudessem criar favoritismo por um dos candidatos.

Qualquer um poderia participar, independente de suas origens, crenças ou cargos. Ali todos seriam tratados como iguais, meros humanos sedentos por um poder supremo, o maior posto que qualquer pessoa poderia ocupar.

O grande problema era que não havia explicações claras sobre como a competição funcionava até que estivessem participando. O único objetivo conhecido por todos era de que o primeiro que alcançasse o Salão do Mundo seria eleito o rei por merecimento.

— Ainda não me disse o porquê de estar aqui. Você não parece alguém que colocaria a vida em risco para tentar um cargo tão difícil — Yoongi alfinetou. Seus passos pesados até a entrada fizeram Namjoon se encolher, quase tentando se fundir a parede da caverna.

A vista do exterior assemelhava-se a de uma floresta comum e intocada por mãos humanas, porém não existiam sons familiares presentes na natureza, apenas um silêncio profundo e incômodo. O ambiente estranho causava ainda mais inquietação em Yoongi.

Observando o Min examinar o perímetro, Namjoon sentiu um tremor nos lábios ao tentar explicar, mas, antes que alguma resposta fosse proferida, um som poderoso ecoou, preenchendo aquele silêncio.

O soar das trombetas, no entanto, não tranquilizou Yoongi, que colocou a mochila nas costas e foi depressa até Namjoon para segurar em seu pulso e poder puxá-lo de sua posição encolhida.

— Nosso tempo acabou. Vamos!

Não era tão difícil para Yoongi levar o outro homem, mesmo com a diferença de tamanhos. Ele tinha adquirido certa força desde que abandonou seu pequeno e simples apartamento, já que o cargo de rei do mundo não exigia apenas um cérebro inteligente, uma boa lábia e ser estrategista, como também forçava seus concorrentes a tornarem-se fortes em todos os sentidos.

— Presta atenção no caminho! — Yoongi avisou, sentindo os puxões para trás em sua mão quando Namjoon tropeçava em placas de metal cobertas por musgos e raízes. — Se demorarmos, ficaremos presos.

Namjoon tentava acompanhar o ritmo apressado de Yoongi, vendo o cabelo onix e mal cortado dele balançar com a velocidade que mantinham para tentar chegar a um lugar desconhecido a ele. Sua rotina era cuidar da sua loja e das plantas que vendia, uma realidade muito distante a de qualquer atividade intensa como a que estava vivendo.

— Eu não… Eu… não consigo — Namjoon disse sem fôlego, puxando exageradamente o ar na tentativa de respirar e sentindo uma dor incomodá-lo na lateral de sua barriga.

Ele apenas teve o reflexo de curvar o corpo quando o aperto em seu pulso afrouxou na tentativa de recuperar o oxigênio que faltava em seu corpo, olhando para cima ao escutar um barulho estranho, como engrenagens antigas sendo ligadas.

— O que está acontecendo? — o vendedor continuou tentando compreender à medida que o som aumentava e o ruído ficava cada vez mais estridente. Sua cabeça girava para os lados, procurando pela origem do som e seus olhos assemelhavam-se a de uma presa em apuros por estar encurralada.

— As árvores… — foi tudo o que Yoongi falou.

As linhas de expressão marcando entre os olhos de Namjoon foram o suficiente para demonstrar que ele ainda não entendia o que estava acontecendo e no que tinha se metido.

À frente deles o farfalhar das folhas indicava que algo mais aconteceria e os dois permaneceram imóveis, aguardando o que poderia vir. Yoongi estrategicamente mantinha uma das mãos próximas à calça, sentindo a única arma que tinha, uma faca de cozinha, pesar um pouco mais que seu peso real.

De repente, o som parou.

Nada parecia ter realmente acontecido, ainda que a trombeta e o estranho movimento das árvores anunciassem algo grande, não conseguiam ver o que tinha de diferente.

Namjoon ajustou sua postura e andou cauteloso até Yoongi, descendo o olhar para a mão pálida que estava pronta para agarrar algo. Apesar de ele ter o ajudado, o homem nunca pareceu confiável aos seus olhos, mesmo quando ia visitar Jimin e, por vezes, precisava dividir a cabine do elevador com Yoongi.

O que era um pouco contraditório no momento, já que tinha sido salvo por ele.

Quando poucos passos separavam os dois, o vendedor preferiu manter aquela distância de segurança. A forma antiga de Yoongi era a de um homem comum que trabalhava demais, dormia pouco e se alimentava de processados, mas a que via a sua frente era a de um sobrevivente que tinha aprendido a lidar com situações extremas.

— O que nós vamos… — tentou iniciar um assunto, mas o restante das palavras foram engolidas quando Yoongi virou subitamente e o empurrou para o chão.

Atrás dele alguém se aproximava rápido e, não fosse por Yoongi, Namjoon teria sido um alvo fácil do martelo que a pessoa segurava com força, temendo que o objeto escapasse de suas mãos.

Um movimento rápido de pegar a faca e apontar em direção a garganta do adversário por Yoongi foi o suficiente para o intruso parar com os braços erguidos e o martelo vibrando por causa do tremor em suas mãos.

— Solta e eu te deixo viver — Yoongi barganhou, o corpo tenso enquanto observava o suor escorrer no rosto do homem magro e pálido que tentou acertá-los pelas costas. Ele encontrava-se desesperado, seus olhos azuis mostravam puro pavor, como se estivesse enlouquecendo.

— Eu serei o rei — murmurava baixo, como se quisesse convencer a si mesmo. — Só preciso sair dessa maldita floresta. Maldita.

— Não acredito que o salão esteja depois dela — Yoongi opinou, sem nunca baixar a guarda. — Não entregariam tão fácil assim.

— Eu vou ser o rei, apenas eu e vocês não ficarão em meu caminho — o homem continuou pensando alto.

Yoongi não gostava daquilo. Ver a aflição que sentia quando decidiu participar se expandir e ficar mais agressiva nos outros participantes. Não existia uma regra na competição contra o uso da violência até então, mesmo que fosse desnecessário, era uma tática vista como vantagem matar ou impossibilitar outros de chegarem ao salão antes.

Na cabeça de muitos, menos participantes eram mais chances de vencer. Não era uma lógica errada, mas fazia o sistema de cargos por merecimento falho. Quantos líderes não tinham sido mortos, independente da índole e de suas maneiras de governar?

Não era como se fosse possível criar uma maneira perfeita de eleger alguém.

— Solta o martelo. — Yoongi foi mais firme dessa vez, vendo o olhar distante do homem encarar algum ponto em seu rosto sem realmente olhá-lo.

Aos pés dos dois, Namjoon olhava para cima, temendo o momento que um dos objetos usados como arma fossem cair sobre ele. Ele esperava que o fim dele não chegasse tão depressa, queria voltar para casa e continuar na companhia de suas plantas.

— Esse é o último aviso… Solta! — Desta vez Yoongi aumentou o tom de voz, o necessário para fazer o homem voltar a prestar atenção ao momento e a raiva tomar conta de seus traços.

— Eu sou o rei! — gritou, abaixando o martelo no ar em direção a Namjoon.

Enquanto o vendedor no chão teve apenas o reflexo de se encolher, Yoongi pensou rápido, usando a faca para impedir o movimento com o martelo de maneira que ele não acertasse ninguém.

O impacto fez seus pulsos doerem, assim como a palma da mão que apoiava a lâmina da faca, mas foi o suficiente para empurrar o homem para o lado. Ele tinha pouca força e parecia fraco, provavelmente não vinha se alimentando bem nos últimos dias. Não era incomum pessoas acostumadas com a vida nas cidades decidirem participar e não saberem lidar com as novas condições.

Ainda assim, ele não estava disposto a desistir, procurando pelo objeto que caiu no chão depois que foi empurrado.

— Eu não vou deixar vocês conseguirem! — continuou gritando enquanto andava nos quatro apoios para recuperar o martelo.

Yoongi não queria um confronto, apenas conseguir sair dali para um lugar mais seguro.

— Namjoon, vamos — chamou, tentando fazer o vendedor se levantar depressa. O homem ainda poderia machucá-los se não fossem rápidos.

— Que droga de competição é essa?! — Namjoon resmungou, afastando-se do homem quando este recuperou o martelo e tentou acertá-lo levantando um braço no ar.

Desta vez o vendedor ergueu-se sozinho, forçando suas pernas a moverem-se para longe do perigo. A mata ainda era estranha aos seus olhos e só quando notou que Yoongi demorou um pouco para alcançá-lo, percebeu a estranha coloração e textura das folhas daquele lugar. Eram sintéticas.

Yoongi apareceu pouco depois correndo em um ritmo fraco, o que provocava um som abafado por causa dos coturnos que usava. Ele limpava a faca na manga longa de sua blusa, causando uma sensação desagradável no estômago do vendedor.

— Você o matou? — questionou horrorizado, apoiando as costas em uma árvore. Seu rosto traduzia puro cansaço depois das emoções que sentiu — Eu não entendo o que seria tudo isso, nem o motivo dele ter me trazido para cá.

Yoongi ficou interessado ao saber que poderia ter respostas, mesmo que já fosse um pouco óbvio, não tinha certeza das reais motivações.

— Ele iria acabar nos seguindo e não poderíamos descansar. Além disso, eu já estive aqui antes e preciso pensar em paz para nos tirar daqui. — Ele apontou para um risco feito na árvore em que Namjoon estava apoiado. — E você só não entende por nunca ter pensado em como seria mudar de vida.

A última frase de Yoongi soa familiar para Namjoon e as coisas parecem encaixar melhor em sua mente após isso, deixando que seu corpo deslizasse para o chão úmido ao se dar conta dos possíveis motivos para estar ali.

— Foi o Jimin — Namjoon revelou, envolvendo as pernas com os braços para assumir a pose encolhida novamente. — Ele me trouxe dizendo que eu deveria ver plantas fora da minha loja e fazer uma trilha rápida com ele. Quando me dei conta, já estávamos naquele lugar… Nunca pensei que fosse passar por algo do tipo, mas eu nunca tinha reparado também no quanto vocês dois são muito parecidos.

— Poucas horas comigo e já está fazendo comparações idiotas? Tem certeza que não está enlouquecendo? — Yoongi riu sarcástico.

Namjoon negou, convicto de suas palavras.

— Vocês tem o mesmo olhar, como se fossem capazes de incendiar o mundo para conseguir algo — divagou, recordando-se da maneira que seu amigo conversava com ele sobre querer mudar de vida. — Eu pensei que Jimin fosse apenas ambicioso, mas agora que ele me trouxe aqui, acho que vai muito além disso.

Yoongi preferiu ignorar, andando em direção ao esconderijo que já conhecia por perto. Pensava que daquela vez conseguiria sair dali, mas a cada toque das trombetas mais ele desconfiava de que talvez ficasse preso para sempre naquela floresta de mentira. Tendo Namjoon consigo, ele sentia ainda menos segurança, pois sabia significar que Jimin também estava por perto.

E não é que o Min o odiasse por algum motivo do passado, ele somente tinha consciência de que Jimin seria provavelmente o maior dos seus adversários.

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Notas Finais: Não posso deixar de agradecer @saturnflower/@toziersart pelas capas lindas e a quem se dispor a betar uma fic grande dessas kkkk

Até o próximo capítulo!

Feb. 13, 2023, 11:06 p.m. 0 Report Embed Follow story
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