Por entre as grades Follow story

maria-oliveira3007 Maria Oliveira

Lysa Oliver, é a irmã do bem. Chega do trabalho de garçonete, e nota algo diferente em sua casa. Uma emboscada da sua irmã Marye, que está a todo vapor, a ovelha negra da família, e a má irmã. Sem meios de achar uma saída, Lysa caí nos braços de Tadeu Easton, que tenta com todas as forças encontrar Marye. Uma história perigosa, com sangue, e um amor repleto de aventura. Lysa, você precisa achar sua irmã, ela pode destruir você.


Thriller/Mistery All public.

#MIST.SUSPEN-CE
Short tale
2
8225 VIEWS
In progress
reading time
AA Share

A emboscada

TEXAS
Lysa, adorável, rebelde mais adorável, loura, olhos azuis. Pouco mais de 1.65.

-
Lysa chegou em casa ás 23:55.

Tudo escuro, mas ao segurar a maçaneta ela escuta passos dentro de sua casa, e de repente, uma batida forte em sua janela.

Ela abre, verifica os cômodos até chegar ao quarto, e lá, ela fica de boca aberta.

LYSA

Escuto passos, entro no meu quarto e... puta merda Marye.

- IRMÃZINHA, como é bom te ver. Está mais magra, e esse cabelo? Deveria me copiar, mudei pro preto, sabe como é... disfarces.

-O que você quer?

Escuto gritos abafados, eles vem do armário, dou as costas pra maldita Marye, e abro as portas

- AI MEU DEUS! Marye você é louca, precisa de ajuda, vou ligar pra polícia e...

- Vai nada irmã!

Ela arranca meu celular, e pisa forte em cima dele, espatifando por completo. Ela chega mais perto e diz:

- Sei que nunca fui a irmã boa, mas sério, tô cansada da sua panca de boa moça, ele queria que eu fizesse isso, antes você do quê a mamãezinha...

- ELE QUEM? A-ACHO MELHOR VOCÊ DEIXAR NOSSA MÃE EM PAZ.

- tem razão, agora preciso ir irmã, nos vemos por aí.

Horas depois, acordo, tudo parece girar, vou até a janela escancarada, e vejo vestígios de sangue, olho no espelho e vejo um hematoma se formando, AI DEUS, A MENINA DO ARMÁRIO!!! abro com cuidado as portas e a vejo, presa com as mãos nas costas, a boca em um pano, e seus olhos estão vermelhos. Desamarro com cuidado, olho pra ela, com cautela e pergunto:

- O que ela fez com você? por que?

- E-ELA, eu estava indo pra faculdade, sabe? aqui perto... meu pneu furou, ela chegou e disse que iria me ajudar, eu aceitei poxa, nem conhecia ela, quando ela me ''ajudou'' - ela faz sinal de aspas- ela disse que precisava de uma grana, eu disse que estava indo estudar, e me desculpei, entrei no meu carro, ela entrou logo atrás, e não me lembro mais de nada... e-eu, a-acho que ela bateu minha cabeça no vidro, só pode, que dor! E, eu não sei da onde ela saiu, é como se já estivesse me observando, meu corpo.... Dói

- Como é seu nome?

- Luísa

- Ok, preste a atenção Luísa, vou telefonar pra polícia, eles vão te levar até lá, e depois te levo ao hospital, tá?

- Ok, obrigada por chegar a tempo. Essa é a casa dela?, não entendo... Por que eu? Nunca fiz nada pra ela, eu, eu tô zonza

- é minha, minha irmã anda sumida, ela sempre aprontou comigo, mas não pensei que ela fosse capaz de cometer essa barbaridade. Te trazer aqui, e tentar me sujar, nós vamos resolver isso garota, eu vou cuidar de você

Com as mãos trêmulas pego o telefone e disco pra polícia, faço a ocorrência e eles dizem que em menos de 5 minutos vão estar aqui. Pego um pano quente, e coloco na testa de Luísa. CÉUS, POR QUE MINHA IRMÃ FEZ ISSO? SE ELA PRECISASSE DE DINHEIRO, ERA SÓ ME LIGAR, 1 ano sem me ver, e ainda trazer a menina pra cá? preciso de uma boa explicação, a polícia vai me achar suspeita.

Ouço ruídos pelo corredor escuro, e continuo com a mão no pano, passando no hematoma da garota.

-Parada! Se você se mexer, a bala vai direto no seu peito. É melhor obedecer, sua delinquente.

-Opa seu guarda, está havendo um mal entendido aqui, encontrei ela aqui, a '' delinquente'' fugiu, vai devagar...
-Como você encontrou ela? - pergunta o polícia em meio a escuridão não enxergo seu rosto com clareza, só consigo fechar os olhos, a luz da lanterna é forte demais
-Essa é minha casa. É uma emboscada senhor! Minha irmã... ela aprontou isso tudo...
- As duas vão comigo, enquanto isso, você vai algemada, na delegacia quero ouvir suas desculpas
Ele se aproxima de nós e prende minhas mãos para trás, em uma algema. Ele pega a garota no colo, e uma policial entra, com brutalidade me segura e vai me levando até a viatura.
O caminho até a delegacia é curto, quando a gente chega, fico esperando e sou arrastada pra dentro, eles realmente não vão me escutar? Não, não pode ser, não vou deixar minha irmã me ferrar, não desta vez!
- Venha. - uma mulher me leva até uma sala, já vi essas salas em filmes, uma mesa no centro, câmeras aparentemente pra gravar as confissões, e um vidro onde outras " Autoridades" ficam observando, te fitando com olhares obscuros.
Eu me sento, e espero. O quê mais posso fazer não é mesmo? Esperar, é a saída! Um policial entra, percebo que é o mesmo, pela voz... e pelo tom feroz. , ele mexe na câmera, arrasta uma cadeira na minha frente, e me observa. Enfim ele diz:

- Pode começar a confessar. Aproveita.

- Confessar o que mesmo?. Sei que parece loucura, senhor! Mas não cometi esse crime, é um crime, certo? Eu estava chegando em casa... e... ah, se quer saber, pergunte a garota com corte na cabeça, ela vai dizer que foi outra pessoa, e eu só a ajudei.

- Ela estava em choque mocinha. Reclamava de dores abdominais, eu, puxei a blusa dela, sabe... para conferir sua arte, e vi, ela foi espancada, tentamos tirar informações, mas ela não conseguiu dizer muitas coisas, ela desmaiou! e então... ela foi para o hospital, quando estiver em condições adequadas ela vai voltar, e contar... - Fico em silêncio, e ele continua - Ela me disse que você ajudou, e tem mais... achei esse celular na casa, espere.

Ele se levanta, conversa com as pessoas que nos observam no lado de fora, elas saem e ele volta para dentro, desliga a câmera, e observo bem seus olhos azuis em chamas, já mencionei a aparência dele? não? vamos lá... ele deve ter 1,85, cabelos escuros e olhos bem azuis, como o oceano, mais bonitos, talvez... ele se aproxima de mim e diz...

- Olhe isso - Um celular está em sua mão.- O que você acha disso?

- É um belo celular. - Cutuco. Devo estar louca, mexer com um cara desses, além de ser perigoso é bonito, que merda! Preciso me defender, e deixar claro que não tenho haver com o que houve na minha casa.

- Engraçadinha, há-há. Eu sou bem pago, e sou muito profissional, sei perceber de longe um culpado, e você não me parece culpada, não tinha suas digitais naquela garota, mas o engraçado, é que achei esse celular do lado de fora da casa, sabe? Bem onde a janela foi aberta, e houve a fuga. Então... concluí que, talvez, só talvez, esse aparelho tenha sido deixado ali propositalmente, entende? eu mexi nele, tenho meus truques para desbloquear aparelhos e vi essa foto, uma bela moça, não tem cara de vilã...- Ele aponta com o indicador para a tela que se ilumina e eu vejo a foto dela, MARYE! - Você tem a chance de me contar, quem é essa mulher, e me convencer que você não está ajudando-a. - Fico olhando para ele, procurando palavras, e ele não satisfeito continua...- Qual é gata, finja que sou apenas um coleguinha, e vamos conversar.

- Quer mesmo saber? Ela é Marye Oliver, e eu, Lysa Oliver. Vá até sua sala, e puxa a ficha dela, ela armou isso, fui um alvo fácil, talvez ela queria mesmo que o aparelho fosse encontrado mas... não entendo. Fez um ano que não a via de novo, não sei o que ela quer, desde o incidente da ultima vez...

-Incidente?

-É, Marye arrumou um namorado, ela estava '' apaixonada'' ou sei lá como chamam isso hoje em dia, ela foi para casa, depois de meses sumida, disse que queria recomeçar, e eu acreditei. Eu morava com minha mãe, naquela noite, ouvi barulhos, vindo da cozinha, minha mãe guardava dinheiro em um pote, desci as escadas e Marye estava lá, eu desconfiei mas ela começou a chorar, disse que brigou com Túlio, o namorado... Eu a consolei, e ela disse que iria dormir, fui pegar água pra ela e deixei ela subir primeiro, eu não conferi o pote pra ver se a grana estava lá, eu subi, dei um beijo de boa noite e dormi, no quarto dela- Dou um longo suspiro e prossigo- De manhã acordei com uma gritaria, era minha mãe, dizendo que o dinheiro tinha sumido, eu logo suspeitei, e, encurralei minha irmã, minha mãe ouviu nossa discussão, e antes de eu explicar Marye começou com as acusações. '' Foi ela mãe, ela pegou, vá até o travesseiro no quarto dela, ela me disse que queria grana pra pagar uma divida não entendi bem, foi ela, foi ela!!!!'' Mamãe subiu até meu quarto pegou o travesseiro, e o dinheiro estava lá. Ela me expulsou de casa, dizendo que eu era uma ameaça, e Marye ria, meses depois Marye foi para a casa do namorado, sabe-se lá onde é, minha mãe me telefonou e eu tentei ligar pra ela, mas as ligações foram rejeitadas, enfim, ela nunca parou... Então eu pensei, e se ela está sendo obrigada a fazer essas barbaridades com as pessoas e com ela mesmo? Sei lá, talvez o celular perdido foi uma pista, um pedido de ajuda... eu não entendo...

Ele me observa, um sorriso torto se abre em seus lábios rosados, ele se apoia na mesa e diz:

- Nós vamos achar ela, e fazer ela contar tudo o que sabe. Olha... meu trabalho é ser profissional, ao máximo, eu soube que não era você assim que te vi, mas precisava te pressionar pra tirar informações, eu preciso... Mas se tem algo que eu te prometo é que, vou achar sua irmã, e seja lá qual for o plano, ou o quê estiverem induzindo ela a fazer, vou descobrir. Vou te contar uma coisa, aquela garota, sabe mais coisas, ela estava ferida por isso a deixei ir, mas, mandei um guarda, ele vai tentar arrancar informações, ela te disse algo?
- Disse, disse que minha irmã a atacou por causa de dinheiro, olha, não entendo bem essa sede de dinheiro que minha irmã tem por dinheiro, bater em uma garota por grana? Qual é? Ela é louca!
- Talvez não seja bem essa história. Vamos descobrir. Vou entrar de férias, 30 dias, meu pai me obrigou, ele "manda" aqui, e nesse meio tempo vou procurar saber, ele disse que preciso descansar, e eu vou. Vou descansar quando descobrir o quê tá acontecendo.
-Férias? Eu vou com você, é minha irmã, talvez ela me escute, sei lá.
- não, claro que não! Por hoje chega Senhorita Oliver, foi um prazer, vou te passar meu número, caso precise de ajuda, me ligue, e eu vou te socorrer. - ele pisca. Fico vermelha. Droga.
-Obrigada.
Levanto, vou até a porta, e saio, os outros policiais me deixam ir por quê na certa sabem que eu fui uma vítima, mas, é claro que vou ir com esse cara, e resolver tudo isso, custe o que custar. Por isso, saio, e fico abaixada atrás de uma moita, observando a porta de saída e vendo se eu o vejo, o cara de olhos azuis, e poder confrontar ele, até ele ceder. Fico ali por 30 minutos, acho, a vaca da minha irmã espatifou meu celular no pisão, preciso mesmo me vingar e impedir que ela machuque alguém....

Aí vem ele, o policial. Ele está falando no telefone, eu o observo, ele para em frente ao seu carro, e continua desatento falando ao telefone, eu me aproximo do carro, abaixada claro, e entro dentro dele, ( sou louca? ) SOU. Escuto ele dizendo:
- Vou até Montana. Descobri umas coisas, você sabe Ted. Não deixo um caso inacabado, vou essa noite mesmo, avise meu pai, diga que fui tirar um lazer, apenas. Não Ted, MEU CASO. FALOU IRMÃO!
Ele olha em volta e entra no carro, ele arregala os olhos ao me ver. E então eu digo com convicção:
- E aí policial, eu disse que vou com você certo? E eu vou. Ela é minha irmã, é um assunto inacabado pra mim também, e cá entre nós, assuntos inacabados não são legais. E se você não quiser me levar, vou sozinha, eu te sigo, anotei a placa do carro, eu te acho, e se algo acontecer comigo sem você, você vai se sentir " Mal" Então, sem mais delongas. Vamos lá.
- você é mesmo uma delinquente, não posso te levar, é um caso.. .
- você está de férias. É meu caso também!
- Está certo. Ele me olha com reprovação.
- Qual seu nome mesmo? Ficar te chamando de Policial sempre é muita formalidade, não gosto.
- Tadeu, Tadeu Easton.
- Nome legal. Melhor passar em casa antes né? Pra eu pegar minhas roupas, e limpar o sangue da janela, sabe como é né.
-10 minutos pra pegar tudo.
- Tadeu?
- Diga, Lysa.
- Você promete que esse caso vai acabar?
-Vai. Isso eu te prometo, e vou ficar de olho em você.
- Não fiz nada...
-Me refiro a não deixar nada te acontecer. Você é um caso inacabado pra mim também.
Não entendo bem o quê ele quis me dizer, me encolho na caminhonete que é gigante, e presto a atenção nas ruas.  

Jan. 28, 2018, 7:47 p.m. 0 Report Embed 0
To be continued...

Meet the author

Comment something

Post!
No comments yet. Be the first to say something!
~