lady_escritora Ludmila Nascimento

FANFIC DRAMIONE Você gostaria de viver sem saber da verdade e aguentar as consequências? Ou preferiria saber a verdade e decidir qual caminho seguir? Se você descobrisse que é um Veela e não qualquer Veela, o que faria? Essa história é de minha autoria. *Plágio é crime* Essa história também está disponível no manga toon, Spirit e Wattpad. Capa feita pela maravilhosa @AlliexLive. Início: 07.04.2019 Termino: **** Status: Em andamento.



Fanfiction Movies For over 18 only. © Ludmila Nascimento

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Capítulo 1

Mais uma vez Draco acordava cedo apenas para cuidar de sua mãe; uma das coisas que ele não entendia, era o motivo de sua mãe sofrer tanto por uma pessoa que só a fez sofrer e que causou aquilo a si mesmo. A água gelada caía no seu corpo, estava gelada, mas o seu corpo não parecia sentir, para ele parecia que faltava algo, mas a água parecia levar todas suas preocupações para longe. Enquanto se arrumava, ele não sabia dizer a quanto tempo sua rotina se resumia a isso, cuidar da sua mãe, estudar, estudar os documentos da empresa, se sentir vazio e dormir. Draco não saberia dizer quando foi a última vez que fez algo que queria ou que era para ele mesmo.

Depois da derrota de Voldemort, sua vida não era nada igual, a glória que um dia teve, hoje não passava de uma lembrança. Parou em frente a porta, respirou fundo e abriu ela antes que perdesse a coragem, andou até o quarto de sua mãe, quando abriu a porta se surpreendeu por não a encontrar deitada em sua cama. Depois de muito tempo seu rosto demonstrou algo, estava claro que ele estava confuso; quando ouviu barulho no andar de baixo, sacou sua varinha e entrou em posição de ataque, seu coração batia no peito cheio de preocupação, cada passo era cauteloso, chegou na cozinha e se espantou por encontrar a mesa pronta e uma Narcisa Malfoy cozinhando enquanto cantarolava uma música. Draco se sentia frustrado, mas ao mesmo tempo feliz, frustrado por sua mãe não ter o avisado, feliz por finalmente a ver feliz depois de tanto tempo.

Andou na ponta dos pés e se escorou no balcão da cozinha, um sorriso pequeno cruzou seus lábios enquanto observava a felicidade de sua mãe. A mente de Draco viajou e começou a imaginar como seria acordar toda manhã e encontrar sua esposa do mesmo jeito, com crianças correndo pela casa, o chamando de pai. Sua mente foi tão fundo na imaginação que quando voltou a realidade não pode conter o vazio que começava a sentir em seu peito, ele sabia que era um sonho impossível agora, afinal quem iria querer se casar e ter filhos com um filhote de comensal?! Balançando a cabeça na intenção de expulsar seus pensamentos de sua mente, foi se sentar, só com o barulho que a cadeira fez, sua mãe o notou.

Draco! — Colocou a mão no peito, seu olhar mostrava o susto que tinha tomado. — Quase me matou de susto! — Draco revirou os olhos com o drama de sua mãe.

— Meu nome. — Sua resposta foi simples, mas seu olhar estava grudado na paisagem atrás da porta de vidro que dava ao jardim.

Por Merlin, Draco! — O acusou colocando o prato com comida em sua mesa. — Poderia ser um pouco mais feliz ou sorrir mais? — Um sorriso irônico surgiu em sua face, seus olhos a olharam com frieza.

— Feliz? Sorri? — Uma risada fria e irônica saiu de sua garganta. — Como se eu tivesse motivos para isso.

— Draco... — Narcisa sentia a culpa cair em seus ombros, seu sorriso morreu.

— Esquece... — Draco não queria ter estragado a felicidade de sua mãe, ele sentia vontade de dar um soco em si mesmo. — O que tem para comer? — O sorriso voltou a iluminar o rosto de Narcisa.

— Temos suco de abóbora, pão, torta e bacon! — Narcisa dizia tudo com uma animação que fazia Draco querer vomitar. — E eu queria te pedir uma coisa... — Ele sentiu seus pelos se arrepiarem com o possível pedido da mãe.

— Faça... — Ele começou a colocar sua comida no prato.

— Você pode continuar a tomar a poção...? — O garfo de Draco parou no meio do caminho.

— E por que isso?

Ele não entendia mais nada, para ele a informação era que teria que tomar a poção enquanto Voldemort existisse, não conseguia achar um motivo para continuar tomando e por sua mãe querer isso.

— Draco, é o melhor para você...

Antes que pudesse terminar sua frase, o som de um garfo atingindo um prato a calou, Draco tinha soltado o garfo com força contra o prato de porcelana branca.

Melhor? Você dizia isso toda vez que me fazia tomar isso, não entendo o motivo disso ter começo, mas isso ocorre dês dos meus 5 anos e agora que ele morreu, terei que continuar tomando isso? — Draco se sentia angustiado por não saber o motivo de o obrigarem a tomar aquela coisa gosmenta.

— Não quero ver você sofrer de novo, por isso quero que continue tomando, caso não tome é possível que eu perca você e não vai ser uma morte rápida... não quero passar por isso de novo... então... por favor, toma...

Ela estendeu o copo com a poção na direção dele, ele queria dizer não e continuar a comer, mas ver os olhos dela cheio de lágrimas e dor, o fez reconsiderar. Draco não queria ver sua mãe sofrer de novo, muito menos sendo sua culpa; com o restante de sua coragem ele pega o copo e toma tudo em um gole só.

— Satisfeita? — Sua voz demonstrava o nojo que sentia.

Sim... — Ele viu sua mãe dar um sorriso, mas seu olhar demonstrava que ela continuava triste, ele não entendia o motivo. — Bom, vamos comer! — E batendo palma uma vez, sentou para comer.

Assim que acabou de comer, ficou trancado no escritório rodeado de livros e documentos como sempre. Se sentia sufocado de tanta pressão que os conselheiros estavam fazendo em cima dele para que vendesse a empresa, não queria vender e deixar sua mãe sem nada, eles tinham muito dinheiro, poderiam viver todo a vida e mais 5 gerações sem se preocupar com dinheiro, mas cuidar da empresa era a única distração que sua mãe tinha e não iria tirar isso dela, mesmo que precisasse ir contra tudo e todos. Jogou a cabeça para trás morrendo de preguiça de ir atrás do dicionário para poder entender exatamente o que aquela cláusula dizia, fechou os olhos apenas por alguns segundo para tomar coragem; quando abriu os olhos se encontrou no meio de uma floresta morta, ele sentia o desespero correr por suas veias, olhou em volta desesperado procurando por alguém, foi quando ele a viu tentou correr para a alcançar, mas ele estava preso pelas raízes das árvores com os pés afundando na terra, o desespero por ver ela cada vez mais longe deixando para trás uma floresta morta e uma pessoa desesperada para que ela ficasse.

Quando a cadeira que Draco estava sentado cai para trás, ele acorda com o coração a mil suando muito, ele não esperava tirar um cochilo, muito menos ter um pesadelo e cair. Levantou e com um aceno da varinha a cadeira estava de volta onde deveria estar, deixou o corpo cair na cadeira, o aperto no peito que sentia não passava, só piorava a cada instante e momento que as lembranças dos sonhos passavam em sua mente. Deixou de lado o vazio e o aperto que sentia no peito, colocou toda sua concentração nos documentos em sua mesa; logo sua concentração foi quebrada por um elfo doméstico.

— Meu lorde. — Draco quase revirou os olhos com a reverência que o elfo fez. — Os conselheiros desejam vê-lo. — Ele sentiu a cabeça latejar só de imaginar estar no mesmo ambiente que aqueles velhos.

— Pode deixar que eu irei os receber.

Com a fala de Draco o elfo se retirou. Pedindo que Merlin o desse paciência, levantou e tomou a postura de um Malfoy; o caminho foi curto, a sala estava cheia de cabecinhas brancas e conversinha paralela que cessou com sua entrada, ele caminhou tranquilamente até o mini bar que tinha no canto da sala e serviu um copo de whisky de fogo.

— Ao que devo essa cara visita? — Ele sabia exatamente o motivo deles estarem ali.

— Você não respondeu nem uma de nossas cartas! Viemos até aqui para receber uma resposta. — Draco viu ele erguer a cabeça como se ele fosse superior a ele, mas quando os olhos de Draco focaram nele, viu ele desviar os olhos e abaixar um pouco a cabeça.

— Eu os respondi na primeira vez, acho que fui bem claro na minha resposta.

O tom frio em sua voz fez todos que estavam presentes engolir seco de medo, eles sabiam que não era bom enfrentar um comensal, por isso não queriam olhar em seu rosto, não queriam ter ligações com um, queriam vender a empresa para cortar os laços com a família de comensais. Draco sabia disso. A vontade de vender tudo e ir morar em uma ilha era grande, mas ele não podia pensar só em si mesmo, tinha que pensar em sua mãe e era só por causa dela que ele queria manter a empresa e continuava a morar na mansão Malfoy. Draco se sentia cansado só de ter que lidar com eles, observando os velhotes com medo percebeu que uma pessoa no canto o olhando com admiração, mas assim que piscou ela sumiu.

Senhor Malfoy... — Um deles começou hesitante. — Acho que deveria repensar sua decisão... — Seus olhos claramente pediam isso, a questão era que ele continuava sendo um Malfoy e não iria deixar ele passar por cima de sua decisão.

— Bom, vejo que não iremos nos entender. — Colocou o copo no balcão, os velhotes sorriram esperançosos. — Vocês estão demitidos, recolham suas coisas da empresa dentro de 12 horas e cortem todos os laços conosco.

— O QUÊ? — Todos gritaram juntos abismados, isso só irritou ainda mais Draco.

— Por acaso não fui claro? Ou vocês são surdo? — Vendo como não acreditavam no que dizia, resolveu repetir. — Eu estou demitindo vocês; quer que eu desenho ou entenderam? — Sua postura estava igual a de um Malfoy, isso os irritava.

— Como ousa? Quem você pensa que é?!

Draco se questionava se não era melhor levar um crucio dado pelo próprio Lorde Voldemort do que lidar com eles, mas mudou rápido de ideia, uma vez já bastava.

— Draco Malfoy. Eu diria que é um prazer os conhecer, mas minha mãe me ensinou a nunca mentir.

O veneno escorria por cada palavra sua, seu sorriso demonstra isso e quem não entendeu que ele tinha sido irônico precisaria ser internado já que ele não tentou disfarçar isso nem por uma vez.

— Você...

Apenas o gesto de erguer uma sobrancelha para ele o fez calar a boca e tremer de medo, era claro que ele temia perder a vida, mas para ele seria pior passar pela humilhação de ser demitido por um filhote de comensal.

— Como ousa nos demitir, não irá achar ninguém que queira trabalhar... — Se afastou apenas alguns centímetros para olhar de cima a baixo Draco e depois voltar a levantar o queixo. — ... com um filhote de comensal.

Draco via a tentativa dele de o diminuir e humilhar, mas vindo dele aquelas palavras não significavam nada e pela primeira vez elas não o machucaram. Abaixou na altura dele aproximando seu rosto do dele, viu um suor escorrer na lateral do rosto dele.

— Pois adivinha...! — Deu o sorriso mais cínico que podia enquanto lhe dava um olhar cheio de veneno frio. — Eu já os tenho.

Vendo como todos reagiram, fez o sorriso de Draco apenas crescer. Ele sabia dos motivos de tanta insistência em vender as empresas Malfoy, como não estava afim de ficar à mercê deles resolveu ficar um passo à frente.

— Você está mentindo! Ninguém quer ter contato com você. Todos te odeiam.

— Bom, acho melhor você checar suas fontes de informações, já que ela está errada, além do fato de que só vocês não estão satisfeitos em trabalhar conosco, todos os outros continuam felizes com o salário que recebem; a claro... estão melhores agora depois do aumento.

— Do que você está...

— Ah, estou falando do aumento que eu dei a eles.

Draco estava se divertindo pela primeira vez depois de muito tempo. Escondida ouvindo e vendo tudo pela brechinha estava Narcisa, ela via que o filho estava se divertindo, mas mesmo assim se sentia mal por esconder a verdade dele e principalmente o privar de poder conseguir um final feliz. Ela sabia que ele não se casaria com ninguém além dela e isso a deixava de coração partido; sentia falta de seu marido, ele sempre a confortava e sabia o que dizer.

— Nunca autorizamos isso! — Com isso Draco não aguentou, se deixou rir como não fazia a muito tempo.

— Vocês não têm que autorizar nada, a empresa é minha, vocês... — Apontou para todos. — ... só estão lá para me aconselhar quando eu pedir a opinião de vocês, caso não tenham notado é claro.

Todos estavam irritados e com o orgulho ferido, foram até ali para colocar Draco Malfoy em seu lugar, mas tudo que conseguiram foram ser demitidos, humilhados e feito de palhaços, eles não iriam sair dali sem brigar, quando o da frente sacou a varinha os outros seguiram.

— Ah, agora você vai me matar, que medo.

O deboche de Draco apenas os irritou mais.

— Tudo o que você faz é atrapalhar a vida dos outros, então vai morrer agora como já deveria estar morto.

Draco não poderia negar que isso doeu, a questão era deixar que eles soubessem e como um bom Malfoy, em vez de demonstrar fraqueza resolveu testar seu inimigo.

— Pode matar, mas antes me deixe fazer uma pergunta... — Os cabeças brancas estranharam a atitude do homem em sua frente, ele estava calmo. — Vocês já mataram antes?

O olhar dos branquinhos foi o suficiente para ele entender que eles nunca tiraram uma vida, por menor que seja. Achava a situação divertida, pessoas que nunca tiraram uma vida querem tirar a dele que já tinha matado antes.

— Bom, nem precisa responder, está bem claro que não.

O sorriso não deixou seu rosto nem por um momento.

— O papo estava bom, mas eu tenho uma empresa para comandar e abrir. Ah, mesmo que não seja da conta de vocês já e não trabalham mais para mim, sim, iremos abrir uma filial no mundo trouxa.

Os de cabeças branco ficaram ainda mais brancos quando perceberam que Draco poderia ter os matado bem ali e que não participariam de um projeto tão grande quanto o que ele faria, eles podiam ver a quantidade de zeros que o valor desse projeto teria. Como dizem, se arrependimento matasse...

— Baty! — Chamou a Elfa com a intenção de se livrar o mais rápido deles. — Acompanhe esses senhores até a saída. — Vendo que eles queriam falar mais alguma coisa tratou de ser mais rápido. — Caso eles não saiam por bem, pode expulsá-los a pontapé.

A pobre Elfa apenas concordou com as ordens de seu mestre. Draco saiu rapidamente do local pensando que finalmente ele tinha alguma diversão. Passou pelo escritório apenas para arrumar tudo e não ter mais trabalho no outro dia. Seu corpo, mente e alma estavam pedindo por um descanso, procuravam uma cama para poder descansar e esquecer as visitas indesejadas e sonhos estranhos. No caminho percebeu que ele sempre teve o mesmo sonho desde os 5 anos e que sempre acontecia depois que tomava a poção que sua mãe dava, estranhando a coincidência caminhou para seu quarto. Entrou pela porta pensando que poderia finalmente encontrar paz, mas como se quisessem mostrar que ele não fazia nada do que ele queria, em vez de encontrar sua cama pronta para ele, encontrou uma Narcisa séria e ele sabia sobre o que ela queria falar. Revirou os olhos pensando no debate que viria a seguir

— Mãe, agora não! — Tentou uma vez.

— Agora, sim! Não pense que irá fugir disso.

— Nós já falamos disso, eu já disse o que acho e ainda dei minha resposta. — Se jogou na cama colocando o braço tampando sua visão.

— Draco Lucio Black Malfoy. — Sentiu todos os pelos de seu corpo se arrepiar e o medo aparecer. — Eu não irei embora enquanto não falarmos sobre a sua volta a Hogwarts.

— Você quer dizer que não vai sair daqui até que eu diga sim, é isso que você está dizendo. — Continuou na mesma posição esperando que ela pensasse que ele estava morto e fosse embora.

— Ah, que bom que você sabe. Agora acabe com essa palhaçada de uma vez e deixe de ser cabeça dura. — Pedia a Merlin paciência para pelo menos ouvir sua mãe.

June 9, 2021, 5:51 p.m. 0 Report Embed Follow story
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