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| Minos x Lune | — Prometo a você, meu Lune, que nenhum desses malditos Cavaleiros de Atena sairá vivo do Inferno — um juramento proferido com ira.


Fanfiction For over 21 (adults) only.

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Capítulo Único

— Pela gravidade dos seus crimes, o seu destino é a Terceira Prisão. Onde os corrompidos pela ganância caem — com o bater autoritário do martelo, Lune declara a sentença. O semblante impassível ao exercer a justiça do Mundo dos Mortos.


— Não, não! — diante da escadaria, uma alma implora com os lábios trêmulos. — Por favor, eu juro que sou inocente!


Aos seus pés, o chão se rompe ao abrir umafenda para o Inferno. Mãos horrendas e disformes, ávidas por pecadores hediondos, agarram suas pernas com gula impiedosa, arrastando-a para o local de seu eterno sofrimento.


— Por favor, acredite em mim! — feições se retorcem em desespero.


— Silêncio — uma repreensão severa. Encarregado de exterminar o mal, Lune jamais teria misericórdia por um criminoso desprezível. — Sua voz vulgar está obstruindo o Tribunal.


E o julgamento se encerra com um último grito de terror.


— Próximo!


As portas se abrem novamente, para o Juiz do Submundo.


— Meu senhor — uma saudação respeitosa, acompanhada de um rosto sereno. — Não esperava vê-lo tão cedo. Os cavaleiros que invadiram o castelo de Hades-sama já foram eliminados?


— Não há com o que se preocupar — subindo a escadaria, um sorriso desdenhoso nos lábios de Minos. — Radamanthys enviou Áries, Leão e Escorpião diretamente para o Cocytos. Talvez eu deva agradecê-lo por me poupar o trabalho de julgar as almas deles — um breve riso de escárnio.


Griffon se acomoda na cadeira ao lado.


— Touro e Virgem estão mortos. Tudo o que restou são Libra e cinco patéticos Cavaleiros de Bronze. Neste momento, os subordinados de Radamanthys estão lutando com eles, serão mais que suficientes para derrotá-los. O que significa...


Com intenção maliciosa, seu polegar dedilha os lábios do espectro.


— Que tenho tempo para roubar alguns beijos — e com esse sussurro sedutor, Minos se apodera da boca amada. Sua língua impõe dominância ao explorar a cavidade quente, um ritmo lento para saborear cada detalhe. Com um suspiro de prazer, Lune retorna a carícia com a mesma ousadia lasciva, enlaçando o pescoço do juiz.


Mesmo envolto por um cenário de guerra, Griffon sempre encontra brechas para ver Balron. Embora suas almas sejam presenteadas com a eternidade, é incerto se na manhã seguinte ambos ainda estrarão ao lado um do outro para se amarem.


E com os corações dispersos, respirações irregulares, os lábios se separam.


— O que está fazendocom o Tribunal aberto? Ainda terminando os relatórios que pedi a você? — com uma voz serena, Minos concede um afago ao fios prateados.


— Ficaram prontos ontem à noite — olhos fechados por um instante, se deleitando com o mimo recebido. — Como a Guerra Santa toma a maior parte do seu tempo, os julgamentos se acumularam rapidamente. Portanto, pensei em adiantar a sua parte do trabalho, meu senhor. Quase todos os mortos receberam suas sentenças — uma ligeira satisfação ao final da frase.


Como um subordinado diligente, Lune conhece todas as expectativas do juiz, e por isso antecipa cada tarefa. Qualificado para julgar na ausência de Griffon, mesmo que desta vez o amante não o tenha encarregado de tal dever.


Minos franze as sobrancelhas.


— São semanas de julgamentos pendentes, centenas de almas. — um tom sério substitui a calmaria. — Há quanto tempo você está me substituindo?


— Desde hoje de manhã.


— E não fez nenhum intervalo?


— Não, meu senhor...


Um suspiro de Griffon. Nunca deixa de surpreendê-lo o quanto a devoção de Balron é fervorosa, sempre colocando as necessidades de seu mestre acima das suas próprias.


— Você sabe que tanto a sua ajuda quanto o seu empenho são indispensáveis para mim. Mas você também precisa pensar no seu bem estar além do meu — seus dedos alcançam a bochecha do amante, acariciando-a. — Quero que feche as portas imediatamente. Descanse, já fez muito por hoje.


— Mas meu senhor, eu só quero aliviar um pouco o seu fardo — com um olhar lilás suplicante, sua mão se junta com a de Minos em seu rosto.


— É uma ordem, Lune — palavras proferidas com rigor. — Não quero que desmaie de exaustão.


Ambos compartilham o desejo de zelar um pelo outro, mesmo que tal anseio entre em conflito. Compreendendo a preocupação do juiz, Balron meneia a cabeça.


— Sim, Minos-sama. Prometo que o próximo julgamento será o último.


E em seu veredicto final, Pégaso e Andrômeda foram declarados culpados.


Tão absorto em suas incumbências, o cansaço pelas horas de trabalho incessante, Lune não percebeu quando sua própria mente o traiu, o fazendo cair emuma ilusão.


Seu corpo consumido por uma luz desconexa e caótica, átomos enlouquecidos se repelindo e atraindo. Como uma estrela nos momentos finais de sua existência, entrando em colapso, destruindo a si mesma em uma extrema e deslumbrante cintilação.


O cosmo de Balron se apaga.


Em meio ao Vale da Ventania Negra, Minos vasculha cada canto, em busca do corpo do espectro. Encobertos pela franja desalinhada, olhos dourados distorcidos por um amarelo apreensivo. Sua mente inquieta, perturbada por uma incógnita desoladora.


Lune sofreu ao morrer?


Desde que se tornou Juiz do Inferno, Griffon sempre impôs aos seus adversários destinos brutais. Com euforia sádica, moldou seus corpos em posições insanas. Sequer os enxergava como seres humanos, em suas mãos todos são reduzidos à marionetes, cujo único propósito é lhe entreter até a morte.


No entanto, de forma irônica, a compaixão e a empatia, sentimentos tão benevolentes, agora incendeiam seu coração com amargura. Ele precisa saber. Se o rosto de Lune foi contorcido pelo horror de uma morte violenta, ou as feições serenas de um desfechopacífico.


Mas mesmo que procure exaustivamente, será em vão.


Não sobrou nada de Balron. Nenhum vestígio de sua sapuris ou de sua carne.

Largada no chão, somente sua túnica.


— Meu Lune... — uma voz de lamento ao tocar a veste, ainda impregnada com um perfume doce. — Quem foi o desgraçado que fez isso com você?


Se qualquer outro subordinado compartilhasse do mesmo fim, teria gargalhado de tal tragédia. Porém, Lune não é apenas mais um espectro sob sua jurisdição, é o seu amado. A quem Minos reserva palavras de sinceridade, carícias delicadas, a capacidade de se compadecer pelo seu infortúnio.


A morte dele jamais seria motivo para risos.


Com a vestimenta em mãos, Griffon retorna para a Casa do Julgamento. Subindo degrau por degrau, fragmentos de memória invadem sua mente.


— Meu senhor, vejo que não está em condições de prosseguir com os julgamentos — uma declaração preocupada. — Por favor, descanse um pouco. Trarei um pouco de chá para você.


— Minos-sama, sei que não digo isso sempre... — apesar da confissão tímida, olhos violáceos revelam confiança. — Mas eu te amo.


— Também amo você — uma voz suave ao dobrar a túnica, colocando-a em cima da mesa. — Serviu a mim e ao nosso Imperador muito bem — um beijo afável na veste. — Não se preocupe, quando ganharmos esta Guerra Santa, vamos encontrar um novo hospedeiro para sua alma.


Com essa afirmação convicta, Minos se retira. E em meio ao céu tingido por um vermelho de desalento, o juiz fecha seus punhos com rancor.


— Prometo a você, meu Lune, que nenhum desses malditos Cavaleiros de Atena sairá vivo do Inferno — um juramento proferido com ira. — Cada um deles vai pagar pela sua morte.


O ódio sugerindo à sua mente perversa formas cruéis de tortura. Irá estilhaçar os ossos de seus oponentes em ângulos mórbidos, porém não lhes dará o prazer de uma morte rápida. Fará com que agonizem com as fraturas expostas.


Próximo da Primeira Prisão, o juiz sente o cosmo de Radamanthys se elevar em fúria, seguido de um poderoso cosmo de ouro.


Com os lábios retorcidos em um sorriso sombrio, exibindo promessas de tormento, Griffon decide se juntar a eles.


Minos vencerá, não apenas pelo seu Deus, mas também pelo seu amado.


Seus companheiros de armas abatidos. Garuda morto pela patente mais insignificante do Santuário, e Wyvern por um falso cavaleiro, um usurpador. Derrotas vergonhosas, que mostraram a Minos o quão inúteis eram aqueles dois. Griffon nunca precisou deles, é poderoso o suficiente para triunfar sem ajuda de ninguém.


No Muro das Lamentações, um sacrífico criou um milagre. Restaram somente os Cavaleiros de Bronze, nada além de escória. Com sua perseverança intacta, o juiz irá matá-los facilmente.


Nem mesmo uma parede de gelo eterno o impediria. Sua determinação inabalável lhe deu força para despedaçá-la apenas com o punho. Os ciclos de morte e renascimento não irão separá-lo de Lune. Ele reencontrará seu amado, segurá-lo em seus braços mais uma vez nesta era.


Um último fio da Marionete Cósmica era tudo o que Minos precisava para vencer. A obstinação destruiu sua razão, seu pensamento lógico, o conduzindo para uma inevitável fatalidade.


Subjugado pelo vácuo dimensional, consumido por uma luz avassaladora, em uma dor imensurável, cada célula de Griffon foi dizimada, destroçada e aniquilada.


Sua alma vaga solitária pela Hiperdimensão.


Minos não compreende. Com único um dedo, todos se dobram à sua vontade. Como pôde ser humilhado por um bando de moleques? Como pôde decepcionar Balron, incapaz de lhe retribuir sua devoção?!


''Sinto muito, Lune. Eu falhei — desamparo recaí em suas palavras. — Por minha causa a sua morte foi em vão. Não mereço que me olhe com admiração quando nem mesmo pude derrotar esses Cavaleiros de Bronze!''


Embora com sua alma aprisionada, o cosmo de Lune ultrapassa as barreiras do rosário, para acalentar o lamento de Minos.


''Está errado, meu senhor. Se você ganha ou perde, ainda é o mesmo homem admirável que estou honrado em servir. Tenha orgulho, você fez...''


''O seu melhor.''

Jan. 28, 2021, 11:03 p.m. 0 Report Embed Follow story
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The End

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AntiClockwise Apenas uma guria aleatória que curte J-pop, Yaoi, Utaite, Lovecraft, Edgar Allan Poe, Otome Game, Animes e Mangás. Também publico fanfics no Nyah e no Spirit com o mesmo nome de usuário.

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