urutake Urutake Hime

A maioria dos Deuses, quase esquecidos através do tempo, se isolaram no Olimpo e influenciam cada vez menos na vida dos mortais. Entretanto, Apolo decide visitar um dos poucos que permaneceu na Terra, um dos mais caóticos e devassos... Seu irmão, Dioniso.


Short Story Not for children under 13.

#insinuação-de-incesto #irmãos #conversa #vinho #mitologia #zeuspaidetodos #Dioniso #apolo
Short tale
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Capítulo Único

De madrugada, mesmo que o silêncio reinasse em boa parte dos bairros, havia áreas com vida noturna bem ativa, decoradas com letreiros em neon que guiavam qualquer um que ansiasse por diversão noite adentro. Caminhando pelas ruas desalinhadas, uma figura masculina encarava atentamente as fachadas coloridas com um semblante sério enquanto parecia procurar algo em específico. Seu trajeto o guiou até o final da rua, diante de uma das boates mais populares da região, tanto que havia uma fila considerável na entrada.


O letreiro que piscava em um tom de rosa neon denominava o local como “Bacco’s Paradise” e, assim que adentrou na boate, recebeu diversos olhares de imediato, atraídos por sua presença. O local estava cheio, se embrenhou na multidão para chegar ao bar e, assim que alcançou o balcão, pode ver como a estrutura era larga e muito bem equipada com tudo o que pudesse se relacionar a criação de drinks, como garrafas diversificadas e copos de vidro reluzentes de diversos formatos.


— O que vai querer? — o barman perguntou assim que terminou de atender o cliente ao lado.


— O dono da casa.


— Há! — deixou um riso escapar com a resposta, recolhendo alguns copos do balcão — O patrão é bem popular, como sempre... Ele está ali, mas já está acompanhado... Se quiser tentar a sorte mesmo assim, fique a vontade.


Não acompanhou a descontração do funcionário, mas agradeceu a informação mesmo assim e se afastou, seguindo na direção indicada. Nos fundos, do lado direito da boate, havia bancos de couro vermelho acomodados contra a parede e com uma bela mesa de vidro redonda no centro, local usado quando queriam mais privacidade e conforto. Quando conseguiu passar pela multidão outra vez, finalmente encontrou aquele que era o dono da boate sentado de maneira desleixada, abraçado com duas mulheres. Elas estavam claramente excitadas, avançando sobre ele sem nenhuma vergonha, com beijos e toques ousados.


— Então é aqui que tem se escondido! — anunciou sua chegada em alto e bom tom para ser ouvido acima da música eletrônica que tomava conta do ambiente.


— Oh! — ao refrear os avanços das moças, abriu um sorriso debochado para o recém chegado — Não estou realmente me escondendo, mas se quer colocar desse jeito... Sente-se, fique a vontade. Para o meu irmão, o melhor da casa! Pode escolher o que quer beber e quem foder...


— Não estou interessado. — a sugestão foi recusada, mantendo a educação — Vim de muito longe para lhe ver... Podemos conversar Dioniso?


— Tão sério, como sempre... — um suspiro abandonou seus lábios enquanto se acomodava melhor no banco, soltando as moças — Como quiser, Apolo.


Dioniso se levantou do banco e com um gesto silencioso, indicou que deveria ser seguido para outro lugar. Apolo apenas concordou, o seguindo enquanto encarava as costas largas do irmão a sua frente, guiando-os para um elevador escondido nos fundos da boate. Levou apenas alguns minutos para chegarem ao segundo andar que aparentava ser um escritório, embora não estivesse bem organizado. Haviam móveis dispersos sem coerência, com gavetas entreabertas e alguns papéis espalhados pelo chão.


A larga mesa de vidro também estava bagunçada, com um notebook aberto, papéis e canetas espalhadas na superfície. O grande sofá arredondado de tecido azul escuro era a única coisa mais intacta naquele lugar, posicionado diante de uma parede de vidro onde era possível visualizar toda a boate, sendo um excelente ponto de observação sobre qualquer evento no primeiro andar. Dioniso se acomodou no sofá e, vendo que o irmão continuava de pé ao analisar o ambiente caótico com desaprovação, deu duas batidas no estofado para convidá-lo a se sentar.


— Pois bem... O que te fez sair de seu pedestal divino e vir até aqui para me ver? Lembro-me bem quando disse que jamais voltaria ao mundo humano... — Dioniso estava curioso, observando atentamente as expressões do outro.


— Não posso visitá-lo? — rebateu assim que se sentou — Não havia mais nada para fazer aqui... Os humanos abandonaram suas crenças em nós, o que nos restou foram registros antigos e alguns estudiosos devotados a desvendar nossa história, cultos e ligações. — Apolo dissertou rapidamente sobre a atualidade e como eles, seres divinos, foram quase totalmente esquecidos — A maior parte dos Deuses decidiu se recolher no Olimpo e observar a humanidade de longe, interferindo cada vez menos em suas vidas... Você é um dos poucos fez exatamente o oposto.


— Não deveria estar surpreso com isso. — o lado irônico de Dioniso floriu com uma risada rouca e baixa — Me esconder no Olimpo nunca foi uma opção para mim, ainda mais com aquela mulher... — se referia a Hera, pois jamais a perdoaria pelo que fez com sua mãe e consigo — Meu lugar é aqui, me divertindo com os mortais e guiando-os para os mais diversos tipos de prazeres. Não temos a mesma intensidade de antes, mas ainda podemos influenciá-los... Foi assim que construí este lugar, o meu próprio paraíso inebriante e devasso.


A divindade, uma vez conhecida pela influência festiva e caótica, admirou através do vidro todas as pessoas na boate, inebriadas pelas bebidas, levadas pela música e instintivamente roçando umas nas outras, alimentando a libido de cada um. Um sentimento nostálgico acabava atingindo-o com isso, lembrando-se dos antigos cultos em sua homenagem e que sempre eram regrados de muita bebida, música e sexo. Ao observar a expressão do irmão, Apolo suspirou por compreender que aquele lugar era o mais perto de reproduzir as doutrinas que Dioniso tanto amava.


— Pelo menos você conseguiu manter seus princípios... No meu caso, minhas atribuições e qualidades foram desviadas para outro deus. — houve um resmungo ressentido por parte do deus solar, lembrando-se do surgimento do cristianismo que deu início a queda da supremacia dos deuses — Uma figura de respeito, ordem e justiça como eu acabou sendo desvirtuada e jogada na sombra de outro deus, como se nada do que fiz para este mundo tivesse valido de alguma coisa. A ingratidão dos mortais reforçou a minha decisão de não voltar mais...


— Foi uma pena, realmente... Estava acostumado a ser reverenciado e temido, claro que foi um choque para você. Eu já conhecia o lado mais sombrio dos mortais, por isso não me surpreendi quando se voltaram contra nós. Você deveria relevar esta mágoa, já faz tanto tempo... — Dioniso lançou um dos braços por trás do outro e o puxou repentinamente em sua direção, fazendo com que Apolo quase tombasse em seu colo — Já sei! Por que não voltamos para a boate e aproveitamos o resto da noite? Supere o seu rancor nos braços de alguma beldade, sempre há uma grande variedade de homens e mulheres afinal... — completou com uma piscadela, pois se lembrava de que o irmão já tivera amantes de ambos os sexos.


Apolo foi pego de surpresa com aquela atitude, apoiando uma das mãos no peito do outro sem pensar e encarou o rosto de Dioniso com atenção. Os traços másculos delineava perfeitamente sua face e seu corpo era moldado de tal forma que poderia seduzir até o mais convicto dos homens. O sorriso emoldurado pelos lábios devassos parecia provocar o irmão, como se tentasse contra a racionalidade e virtude de Apolo, seu extremo oposto. Ao fechar os olhos, o deus do sol pode sentir o cheiro do vinho que impregnava toda a essência de Dioniso como se estivesse em uma vinícola tomada de uvas suculentas.


— Esqueça, não estou aqui para me divertir ou superar ressentimentos... Eu vim apenas para te ver. — Apolo respondeu assim que abriu os olhos novamente, oferecendo um sorriso caloroso para o irmão — A única coisa que quero é que me sirva uma boa taça de seu vinho... Estou cansado do néctar dos deuses, desejo sentir o sabor frutado e intenso de suas uvas outra vez.


Foi a vez de Dioniso ser surpreendido, presenteado pelo sorriso do irmão que mais parecia um raio de sol invadindo a escuridão de seus pensamentos perversos. Quase havia esquecido aquele sorriso e da sensação de ter Apolo por perto, sendo este um deus tão imponente que sua presença não passava despercebida onde quer que fosse. Dono da ordem e da moral, ia contra tudo o que Dioniso sempre praticou e ainda assim conseguia respeitá-lo e até admirá-lo, até querendo manter aquela luz ali por mais tempo do que seria considerado adequado.


— Satisfazer sua vontade será um prazer para mim, Apolo.


A frase, claramente formada com um duplo sentido, foi melodicamente entoada com um desejo oculto, fazendo com que o deus do sol sentisse um ligeiro arrepio. Ainda assim, Apolo era o único capaz de resistir a influência sexual que Dioniso impunha, pois mesmo que fosse conhecido pela dedicação ao cultivo das uvas e consumo do vinho, era capaz de enlouquecer os outros e levá-los a praticar as mais intensas orgias para satisfazer sua lasciva divina. Essa resistência de Apolo era, de certa forma, vista como um atrativo aos olhos de Dioniso, tendo mais vontade de provocá-lo por saber que o irmão não cederia aos seus encantos.


Enfim Dioniso esticou uma das mãos e se concentrou, mantendo a palma da mão aberta virada para cima até que surgiu um cálice dourado cheio de seu precioso vinho, trazendo o objeto para perto de Apolo. O mesmo aceitou a oferta e sentiu o aroma frutado ao aproximar o cálice do rosto, reconhecendo ser o mesmo cheiro que sentiu impregnado no irmão. Assim que o vinho invadiu sua boca, o sabor encorpado das uvas manipuladas pela divindade envolveu seu paladar como se ainda estivesse envolto pelos braços de Dioniso e entorpeceram seus sentidos, causando uma sensação deliciosa por todo seu corpo. No entanto, isso durou apenas alguns segundos por ser incapaz de embriagar-se pelo vinho, assim como não poderia ser seduzido pelo outro.


— Está delicioso, tal qual eu me lembrava... — Apolo comentou, tomando mais um gole da bebida antes de encarar o irmão — Os mortais nunca irão esquecê-lo... Presenteá-los com o conhecimento do vinho é um legado que jamais irá se apagar.


— Eles também não viraram totalmente as costas para você. — retrucou, observando atentamente as expressões de Apolo ao saborear seu vinho — Os mortais podem não clamarem mais o seu nome, mas eles precisam de você todos os dias... A luz de todas as manhãs, aquele que guia a humanidade e os rege no alto do céu com toda a sua imponência. Divino Sol... Sem você, os mortais padecerão nas trevas para sempre e nosso tio terá problemas para acomodar tanta gente no submundo.


Parecia irônico dizer que uma entidade caótica como Dioniso fora capaz de levantar a moral de um ser iluminado e harmonioso como Apolo, mas isso aconteceu. O deus do sol sentiu-se elevado com as palavras do irmão, reconhecendo a verdade nelas e abriu um sorriso mais largo, irradiando sua beleza e sendo admirado pelo outro. O vinho se tornou ainda mais saboroso depois de seu astral melhorar e Dioniso resolveu acompanhá-lo, materializando mais uma taça para si e cujo conteúdo não desaparecia, mesmo tomando goladas generosas.


Eles desfrutaram da bebida e da companhia um do outro pelo resto da noite, afinal não sabiam quando estariam juntos novamente. Apolo não ousaria demonstrar a saudade que sentia, apesar de ter descido do Olimpo especialmente para encontrar seu extremo oposto. Dioniso também não mostraria sua completa satisfação com a visita, mas tratou de manter o irmão por perto, a sua disposição. Estavam cientes de que, quando separados, Apolo voltaria a iluminar a todos sob o céu enquanto Dioniso mergulharia em seus prazeres descabidos pela terra uma vez mais.

Nov. 24, 2020, 11:02 p.m. 13 Report Embed Follow story
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The End

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Urutake Hime Uma garota que escreve desde 2009, com diversas temáticas e fandom diferentes. Nyah: https://fanfiction.com.br/u/30892/ Spirit: https://www.spiritfanfiction.com/perfil/urutake-hime Wattpad: https://www.wattpad.com/user/Urutake-Hime

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Inkspired Brasil Inkspired Brasil
Olá, Hime! Gostaríamos, primeiramente, de te agradecer por ter abraçado um de nossos desafios. Fizemos o #ZeusPaiDeTodos com muito carinho, pensando especialmente em vocês, e receber esse retorno com contos maravilhosos como o seu nos motiva cada vez mais. A Visita do Sol é um conto imersivo, onde facilmente, como leitores, podemos imaginar cada detalhe do ambiente que cerca os personagens com suas personalidades marcantes, que não deixam a desejar, retratando essas divindades. E o destaque especial aqui, claro, fica por conta do cálice de Dionísio. O mais interessante sobre as descrições é que elas nos permitem enxergar os acontecimentos com maior facilidade, podemos ver e perceber as ações e intenções dos personagens, então gostamos muito de ver a construção dos cenários durante a narrativa. Os personagens também merecem ser elogiados pela maneira com a qual foram desenvolvidas suas personalidades e o relacionamento entre os irmãos, onde há tanto espaço para carinho quanto para a languidez exacerbada de Dionísio, que se estende até mesmo para um familiar. Bem, falando em termos sexuais dentro da mitologia grega, quem tem limite é município. Mas gostaríamos de dar destaque para Dionísio, seja por sua influência no ambiente ou pela maneira como a qual se porta, as descrições deixam claras que não houveram mudanças no deus na passagem dos velhos tempos para os atuais. No entanto, sentimos falta de ver uma motivação mais clara nas atitudes e ações dos personagens. Acreditamos que isso poderia ter tornado a narrativa um pouco mais chamativa. Com relação à gramática do texto, sentimos falta de algumas acentuações. No entanto, é importante que compreenda que isso não afetou de forma negativa a narrativa. Ver os irmãos interagindo e compartilhando um pouco da frustração de ver que os dias como deuses glorificados tinham ficado no passado e que agora precisavam se adaptar à nova realidade com certeza atraiu bem mais a nossa atenção. Ficamos muito contentes com sua participação e em poder ler o seu conto. Esperamos vê-la nos próximos desafios! No mais, os resultados estarão disponíveis nas mídias sociais oficiais do Inkspired Brasil logo mais, dia 26/11. Fique de olho e boa sorte! 🤍
November 26, 2020, 19:41
 Silva Silva
Dionísio! De fato um Dldeus a ser apreciado
November 26, 2020, 03:00

  • Urutake Hime Urutake Hime
    Olá! Sim, muitos olham para Apolo, mas Dioniso deve ser apreciado também! :3 Obrigada por comentar ♥ November 26, 2020, 04:19
amy 高 amy 高
Olá, Hime! Antes de mais nada, muito obrigada por ter participado do desafio #ZeusPaiDeTodos. Ficamos contentes em poder contar com a sua presença. ♡ Logo mais, o perfil oficial da Embaixada Brasileira irá deixar um comentário com uma avaliação mais extensa da sua história, mas enquanto isso... eu vim aqui deixar minha humilde opinião e destacar o seu trabalho! :D Suas descrições dos ambientes são impecáveis e nos ajudam a imaginar cada novo cenário, até mesmo as texturas de alguns móveis, enquanto os personagens e suas personalidades tão firmes desenvolvem sua relação amorosa entre irmãos... com uma pitadinha de paixão. Mas quem culparia Dionísio por querer tirar uma casquinha do Apolo? A gente se vê em breve. Um abraço e bom restinho de semana!
November 25, 2020, 18:26

  • Urutake Hime Urutake Hime
    Olá amy! Eu fico muito feliz de ter participado, é o primeiro desafio do Ink que consigo contribuir... Estou ansiosa e encantada com tantos textos lindos que vieram neste desafio! Quanto a minha história, fico muito feliz com os seus elogios já que estou sempre tentando aperfeiçoar minha escrita, mesmo com alguns anos por esse caminho. Eu sabia que a ambientação seria importante para situar os deuses nos tempos atuais, trabalhando a questão da queda da supremacia deles. Mas confesso que me diverti mais desenvolvendo os dois personagens, principalmente os momentos mais "envolventes". Acho que ninguém poderia culpá-los, observando todo esse climão! hsushsushsushu Muito obrigada por ler e comentar, bom resto de semana pra você também ♥ November 26, 2020, 04:18
Karimy Lubarino Karimy Lubarino
Oieee! Adorei as descrições do ambiente. Nossa, isso ajudou demais para que eu pudesse me localizar e conseguir imaginar os deuses agindo. Eu gostei bastante do sentimento de abandono: eles são deuses e deve ser extremamente estranho pra eles saber que foram colocados de lado pelos serem que foram criados pelos antecessores deles. Eles devem ter vontade de dar umas palmadas no povo de vez em quando! hahaha E o clima entre os dois, hein? Ai, ai, gente, que tentação! Obs.: QUE TAÇA MARAVILHOSA AHHAHAHA Parabéns pela história <3
November 25, 2020, 10:53

  • Urutake Hime Urutake Hime
    Olá! Eu gosto de descrever ambientes, apesar de tentar manter o mais simples possível. Parti do principio dos deuses na atualidade relembrando do passado glorioso, acho que é um diálogo viável nessa situação. Claro que talvez eles tenham poder para se rebelar, mas... Bem, isso pode render outra história. De qualquer forma, o foco foi esse e, claro, o climão entre os dois! hsushsushushs Muito obrigada por ler ♥ November 26, 2020, 04:12
Petit Ange Petit Ange
Eu estou admirada que você conseguiu usar estes personagens - Dionísio e Apolo - que já foram retratados de tantas formas diferentes por tantos autores e conseguiu, de alguma forma, dar uma identidade completamente única para os dois. Eu acredito que isso é a marca de um excelente escritor, e depois de ler esse conto até a sua última linha, só posso concordar com minha própria conclusão. Este texto foi incrível, de uma forma melancólica e até mesmo intimista. É possível entender o lado de Apolo, que olha para o passado, para dias melhores, e também é possível entender Dionísio, que simplesmente aceitou que o seu tempo debaixo do sol (rerere) acabou mas que, ainda assim, pode aproveitar os prazeres terrenos de outro jeito. Essa diferença na personalidade deles é muito boa e carregou excelentemente o texto. Muito obrigada por ter escrito uma história boa assim. <3
November 25, 2020, 09:26

  • Urutake Hime Urutake Hime
    Olá! Eu tentei descrevê-los da maneira como eu os imaginaria nos tempos modernos, destacando suas diferenças, mas que podiam se complementar de certa forma. Eu fico muito honrada com estes elogios, sempre tento aprimorar a minha escrita e suas palavras me fazem ter certeza de que estou no caminho certo. Eu agradeço também por ter lido e comentado ♥ November 25, 2020, 23:26
Junio Salles Junio Salles
Parabéns pela sua história. Acredito que depois de Hades, Dionísio seja meu deus grego favorito. Gostei tanto do seu conto que até imaginei minha personagem interagindo com esse Dionísio que você descreveu. Sua escrita é muito fluida e dinâmica, da pra ler bastante tempo sem cansar. Isso é um dom que as vezes até escritores famosos não tem. Muito bom mesmo parabéns.
November 25, 2020, 01:02

  • Urutake Hime Urutake Hime
    Muito obrigada, seu comentário me deixou tão feliz!! Tenho escrito por alguns anos já e sempre tento aprimorar o meu estilo, saber que está fluido assim é muito bom. Eu também gosto muito de Hades, quase escolhi ele e Perséfone para este desafio, mas... Depois de muitos tropeços, acabei me estabelecendo melhor com Apolo e Dioniso. Opostos tem seu charme, digamos assim... XD Muito obrigada mais uma vez por se dispor a ler ♥ November 25, 2020, 01:34
Verônica Ashcar Verônica Ashcar
Olar, cá cheguei tombada my love! Eu adoro os detalhes que você sempre traz nas suas narrativas, e como sempre que termino fico com aquela sensação deliciosa proporcionada por uma leitura boa. E, claro Mariana que sempre posso contar com a senhora para isso! 🙃 Eu amei Dipolo mais do que quando vc contava enquanto tinha a ideia, achei conciso com o tema, sua escrita está maravilhosa e a história fluiu que quanto cheguei no final nem percebi. Queria um cálice desse vinho! 😏 Obrigada pela história, você nem sabe o quanto eu tô sorrindo boba! Besos
November 24, 2020, 23:38

  • Urutake Hime Urutake Hime
    Onw, que amore você é <3 Eu agradeço muito por você estar lá pra me aturar sobre as ideias que fui tendo até chegar nessa. Meu foco era realmente manter coerente a posição dos dois deuses, mesmo que fosse em um ambiente da atualidade e criar esse climão entre os dois foi algo muito divertido de se fazer. Acho que todo mundo iria querer um cálice de vinho do Dio ♥ Obrigada por comentar, eu fico muito feliz que tenha se sentido bem com a leitura! November 25, 2020, 00:00
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