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Kim Namjoon tem um jeito de amar bem diferente, o que faz Jungkook se interessar e se prender nesse amor. { NamKook Festival BR 2020 }


Fanfiction Bands/Singers For over 18 only.

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Pessoa dissoluta; único

Aconteceu de novo. Não existe um horário fixo; seja na manhã seguinte, de madrugada ou na mesma noite, quando acordo, ele não está mais ao meu lado. Sei onde me meti no momento que abri brecha para nos envolvermos, mas ainda é estranho não ser o único.

Kim Namjoon é um exalador de feromônios ambulante e incontrolável. Ninguém o tem por completo ou sabe o que se passa em sua mente, porém entende seus sinais eróticos e sedutores. Eu caí nesse labirinto e não tenho ideia de como encontrar a saída sem que os becos e armadilhas me persigam pela eternidade. Afinal, ‘amor' é um enigma do qual nem a esfinge saberia a resposta.

E tudo isso começou quando o conheci pessoalmente num bar qualquer. Não havia celebração alguma, é um local corriqueiro de final de semana onde pessoas entediadas com a rotina buscam descontração. Eu era um deles. Só queria beber e esperar que algo novo caísse em mim. Ele não caiu, só deslizou pela pista pequena e improvisada, dançando no canto como quem não quer nada, segurando um copo de bebida na mão. Despreocupado e livre. O reconheci na hora.

O assunto em qualquer rodinha, sempre aparecendo nas festas mais badaladas da cidade, não há o que contestar sobre sua popularidade e os anseios alheios. Todos na cidade conhecem alguém que já ficou com Kim Namjoon. Somente é mal falado por ter rodado metade da comunidade jovem, jamais por ser alguém ruim. Não há reclamações sobre sua personalidade, exceto de quem se apegou mais do que devia. Ele é gentil e atencioso, as conversas são bem descontraídas. Não é de cara pegação e sexo. Kim Namjoon gosta de conversar, com certeza para saber se vale a pena. Soube apenas de uma pessoa que ele rejeitou, Park Jimin. Ninguém entende, nem o próprio, mas é até um alívio saber que ele consegue rejeitar alguém e não abre as pernas para o primeiro que lhe aparece. No entanto, este meu pensamento é bem idiota.

Sou apenas mais um com quem se deita. Não faço diferença. Toda semana ele vai para a cama com pelo menos duas ou três pessoas. Eu sou o mané que fica procurando por ele e o chamando para sair. Meus amigos dizem para eu não persistir nisso só porque ele é "bom no que faz". Falam como se fosse um prostituto. Pois não é, Kim Namjoon é desprendido de opiniões alheias e procura se satisfazer com o que lhe é permitido. A maioria de nós não se propõe a tal por mais que deseje. E eu amo vê-lo liberto de amarras sociais e pudores.

Foi isso que me atraiu a ele? O conheço de conversas, fotos, vídeos e encontros a distância, não é nada demais quando se tem Roseanne Park na mesma cidade, agindo da mesma forma. Jimin começou a chamá-lo de "queridinho da nação" por aprontar todas e pouquíssimos dos mais velhos saberem. A cidade é pequena em comparação a capital e as outras metrópoles, mas praticamente todos os jovens se conhecem e tem seu próprio mundinho do qual os adultos muito ocupados com seus trabalhos e sustento de famílias estão pouco cientes do que se passa nas universidades locais. Para qualquer um em outro nicho, Kim Namjoon é um cara comum.

Talvez eu tenha sido movido pela inveja. Queria ser tão livre quanto ele. Não quero me sentir preso, mas estou. É quase natural, inerente em mim. Quando me aproximei dele naquele dia no bar, provavelmente quis sugar um pouco da sua confiança e coragem. Quem sabe, forças para não ceder tanto aos outros e ser mais eu. E o que recebi foi o ceder de Kim Namjoon.

O interesse em seu olhar cintilante, as risadas leves soprando de seus lábios grossos a cada bobagem proferida por mim, os dedos querendo vir em minha direção, porém hesitante à espera de aprovação que não demorou a vir. O avanço maior veio de mim ao beijá-lo e o maior erro foi ter sentindo o encaixe colar perfeitamente, sincronizando respirações, bocas, línguas e corpos agindo involuntariamente. É impossível que não tenha sido o mesmo com ele. Mesmo com o som alto do lugar, eu ouvi os badalares agudos de metais chacoalhando. Não quis acreditar na hora, pois seu sussurrar me levando do local, distraiu minha mente do sinal. Nossa primeira noite quente fora apenas diversão momentânea.

No entanto, fiquei a semana toda relembrando cada detalhe de nossa dança entre os lençóis. Meus lábios se sentiram solitários e minha língua inquieta. Minhas mãos não paravam de desenhar no ar as curvas do corpo de Kim Namjoon, as pontas dos dedos querendo se afundar novamente nas covinhas. Meus olhos não paravam de figurar os cabelos bagunçados, a pele úmida e bronzeada a pouca luz. Meus ouvidos não paravam de repetir a musicalidade de seus gemidos que duraram horas. Só cheguei à conclusão de que fora a melhor noite da minha vida e que precisava de outra dose.

Nos encontramos de novo um tempo depois na festa de meu amigo Taehyung. Fiquei um pouco acanhado de me aproximar pois alguns sabiam que ficamos. Não queria parecer como os idiotas que se apaixonam por Kim Namjoon, mas fora ele que se aproximou. Cumprimentou-me e disse que era incomum me ver distante da minha roda de amigos. Estranha era sua pergunta, porém não contestei. Se todos o conhecem, então ele também conhece a todos. Talvez não tenha reparado exclusivamente em mim, mas nos grupos que existem e, principalmente, por Park Jimin ser do meu grupo. Falou-me para aproveitar a festa e logo sumiu na multidão. Voltamos a nos ver quando fui ao terraço do apartamento e ele estava saindo de lá, arrumando o cabelo. Sorriu e me puxou para o acompanhar até embaixo. Acabamos nos pegando no elevador minúsculo e no táxi e em todo o trajeto até o meu próprio apartamento.

A segunda vez foi tão incrível quanto a primeira que eu pensei ter sonhado, entretanto, tive a prova contrária ao ver que Kim Namjoon esquecera seu celular em minha cômoda. Aproveitei e pedi seu número, como quem não quer nada, só curtir. Ele entregou, indiferente, o que me magoou. Eu estava começando a me apaixonar por esse vagabundo miserável.

Cheguei a puxar assunto com ele por mensagem. É sempre vago, o que me obriga a terminar a conversa falando sobre alguma festa que fosse acontecer. E como o esperado, ele já estava ciente delas e foi convidado. O legal era que esperava me ver por lá. O triste é que eu o presenciava ficando com outros. O idiota aqui não entendia que o que tinham era casual e se iludia. Até hoje me iludo. Kim Namjoon vez e outra aparece a minha frente e terminamos na cama ofegando. Só quando ele ficou com Roseanne pela quinta vez que a minha ficha caiu.

Estou apaixonado pelo cara mais rodado da cidade. Sou um daqueles idiota que se apegaram.

Meus amigos até se surpreenderam quando disse que tinha o número de Kim Namjoon e que ainda ficávamos algumas vezes. Falaram que só sabiam de três ou quatro pessoas que ele havia repetido a transa, agora eu sou a quinta. Realmente, ele não era de repetir, só com quem também tem a mesma fama que a dele, como Roseanne, Jaebum e Minho.

Na real, eu não entendo como a vida dele pode se resumir a isso. Afinal, o que ele faz da vida além transar com todo mundo? Ninguém sabe nada de Kim Namjoon e o próprio não permite aproximação mais íntima do que sexo. O que há de errado para ele não criar laços com alguém? Como se eu fosse a pessoa que escolheria para tal. Só que é um pouco triste ver como ele não parece ter conteúdo. Eu também gosto de ser jovem e desprendido, mas não cansa? Não é solitário? No início admirava sua liberdade, agora só penso que não é tão invejável quanto imaginei. Ou apenas estou com ciúmes por ser mais um bonequinho sexual de Kim Namjoon. Eu quero mais que isso.

Em madrugadas que o lado esquerdo de minha cama está gelado, fico esboçando aquele puto desgraçado dormindo tranquilamente. Em manhãs em que os raios quentes do sol me acordam, sonho acordado com ele entrando no quarto pedindo para fazermos o café da manhã juntos. Sim, isso é bobo, idiota e ridiculamente como romance de cinema, mas é o meu paraíso. O problema é que um demônio faz parte dele e, na realidade, ele não quer nada sério comigo.

O mais curioso foi o que aconteceu no dia anterior. Numa terça de férias de verão, Kim Namjoon me enviou uma mensagem dizendo que eu devia ir ao luau do outro lado da cidade. Foi a primeira vez que ele me mandou mensagem primeiro e a primeira vez que me convidou para algo. Fiquei animado, parecia uma sinal de importância da parte dele para comigo. Havia esperança. Entretanto, quando nem saí do carro, o avistei abraçado com alguém que não conheço. Quis dar ré e sair o quanto antes, mas ele me viu e acenou. Tive que ficar, aquele sorriso com covinha não poderia se desfazer por minha causa. Encontrei uns colegas e consegui me distrair por boa parte da festa. Durante o entardecer, meus olhos bateram em Kim Namjoon com outra pessoa correndo para o mar, em direção a uma pequena onda, onde caíram agarrados e rindo. Aquilo foi o suficiente para eu pegar uma garrafa qualquer e me afastar do barulho. Estava alterado e triste demais para dirigir de volta para casa. Procurei uma rocha para me esconder em sua sombra e curtir minha solidão.

Com a garrafa na metade, pensando em como superar Kim Namjoon, escutei alguém tossir atrás da pedra grande. Fiquei quieto, esperando que se afastasse para eu continuar com minha introspecção depressiva, porém o som aumentou e ele me achou. Está levemente úmido e corado a luz da lua. "Estou tão bêbado que até aceitei um cigarro, acredita?" Dissera se jogando na areia e se deitando ao meu lado. Ficamos em silêncio por um bom tempo, então perguntei como sabia que eu estava ali. Ele se limitou a dizer que é vidente. Permanecemos em silêncio. Eu não sabia o que dizer, por mais que tivesse xingado ele de todos os nomes possíveis em minha mente. Eu tinha o que dizer, mas não tive coragem de expor. Sou um completo covarde rendido.

Kim Namjoon se espreguiçou e se sentou virado para mim. "Vamos sair daqui", falou sorrindo gentil. Assenti, o acompanhando. Andamos pelas ruas iluminadas da costa leste, ele perguntou se eu me importava de irmos a um motel. Não consegui negar, mesmo gritando internamente que estou cansado de ser usado. Ao entrarmos no quarto, fora eu a tocar lhe a cintura e o chamar com os olhos. Sei que não sou o único que se encantou por Kim Namjoon e sua aura sedutora. Muitos devem ter viciado em seus beijos, em sua delicadeza ao tirar as roupas de maneira cativante, em seu olhar intenso e animalesco, em seus dedos prontos para apertar com força o parceiro e prendê-lo a si. Dessa vez, me senti mais dominado do que nunca. Fui envolvido pela energia erótica emanando dele. Seu toque firme me puxando pela cintura, seus beijos deixando marcas em minha pele, seu quadril me pressionando a crescer entre suas pernas, seus braços prendendo os meus e os lábios me sugando para seu País das Maravilhas.

E cai em suas graças. Usei minha boca para pôr um chapéu em sua cabeça, o que o levou à loucura. Desci mais, pondo a mão onde se cortam as cabeças e as fazem jorrar. Tive de ser rápido antes que Kim Namjoon explodisse no meu rosto. Não houve mais tempo, ele começara a implorar. Manhoso e rouco, chamava meu nome: "Jungkookie... Me come agora... Entra de uma vez". Não pensei duas vezes antes de atender ao pedido do demônio e transformar aquele lugar no próprio inferno. Nunca o tinha visto gritar tanto e chorar. Eu nunca tinha sido tão bruto como fui com ele ontem. Um acúmulo de sentimentos bons e ruins me moveram a fodê-lo naquela noite. Só sairia dali se o arrombasse como ele me arrombou emocionalmente. Mas não importou estar entrando nele fisicamente, Kim Namjoon que invadia a minha alma. Seus olhos afilados me consumiam como brasas, derreti a cada segundo envolto em seus braços. Sim, aquilo não foi um sonho. Kim Namjoon me abraçou. E estava tão acolhido que a sonolência me abateu. Antes de cair no sono, escutei-o dizer algo. Não tenho certeza, mas parecia "não quero ir para Seul".

Quando acordei, estava sozinho. A conta já fora paga o que me restou marchar pensativo e frustrado até meu carro estacionado. Eu não devia me importar com algo que dia acabará. Ele pode estar indo embora da cidade em breve, porém mesmo que ficasse, isso que temos não duraria. Depois que nos formarmos, tomaremos caminhos tão distintos que nada que hoje importa terá relevância. Nos tornaremos os adultos que criticamos. Apesar disso, eu ainda quero viver uma paixão boba como de ficção enquanto ainda posso me permitir. E queria experimentar isso com quem me arrebatou da forma mais frívola possível. Queria viver uma história de amor com Kim Namjoon.

Passei boa parte das férias pensando nisso. Preciso dar um fim, antes que eu me destrua mais. Decidi convidá-lo para um encontro sério, nada romântico. Nos encontramos num parque, eu comprei um sorvete antes para o esperar. Kim Namjoon ficou me encarando por um tempo enquanto comia, seu olhar era sugestivo. Mas cortei qualquer ideia que tivesse passado em sua mente ao lançar um "não quero mais ter contato com você". Ele mudou a expressão, não parecia conformado. "Por quê?" Respirei fundo antes de dizer: "eu gosto muito de você e não quero ficar pensando em você na cama de outros". As palavras saíram um pouco rudes e possessivas. Não era o que queria, mas se funcionar, será bom.

"Então não concorda com um relacionamento aberto?"

"O quê?"

Fui surpreendido. O que quer dizer com isso? Não temos nada. O que relacionamento aberto tem a ver? Estou aqui disposto a mudar a minha situação, melhorar tudo e ele simplesmente desvia. Eu sou uma piada por acaso?

"Relacionamento aberto", repetiu. "Você sabe o que é. Só não esperava por isso porque é alguém monogâmico." Ele ‘tá tirando sarro de mim? Não sou tão contemporâneo quanto ele?

"Espera, o que temos é uma relação aberta para você?", Kim Namjoon assentiu. "Quando isso começou sem que eu ficasse sabendo? Nunca passou pela sua cabeça que precisava me contar?" Agora estou me irritando. Ele realmente acha que pode me controlar a seu bel prazer. Sequer entende como me sinto, como gosto dele.

"Você nunca precisou me falar nada para que eu percebesse, mas me enganei achando que você me entenderia da mesma forma." Seus olhos abaixaram desapontados. Só pode ser brincadeira.

"Eu bem que queria estar em sintonia com você. Mas você é tão distante, não conversa comigo sobre, sei lá, qualquer coisa que seja. Você não fica nem uma noite comigo. Como vou pensar que sou diferente dos demais se age da mesma forma que com eles? Eu não leio mentes, não tenho uma vida tão agitada e emocionante como você. Sou um cara comum, acostumado com o tradicional. O que você vê em mim que muda a sua visão sobre os outros?" Disparei, com certa raiva e cansaço. Ele pegou minhas mãos e mirou meus olhos caídos.

"Na primeira vez que conversamos, você falou que sua vida não era emocionante; que não corria atrás de algo podendo ser momentâneo e sem significado, enquanto poderia esperar vir até você naturalmente e o arrebatar. Você nunca em todo esse tempo quis invadir minha vida, hesitou diversas vezes para não me ofender ou pressionar. Você também jamais me olhou como um pedaço de carne, nem na primeira noite. Você sempre foi gentil e respeitoso. Admito que algumas vezes fui até você para me sentir melhor, mas eu entendi que em você posso confiar. Só que falar é fácil, não é?", riu, passando um dos braços por meus ombros. "Ainda preciso me desapegar de alguns hábitos e tentarei durante esses dois últimos semestres." Fez uma pausa enquanto eu tentava processar tudo que disse. "Me desculpe por não demonstrar. Eu gosto mesmo de você Jungkookie, não ache que não me importo. Só não quero pensar que estou acorrentado em alguém, gosto de ser livre para fazer o que quero, mas também de te ter por perto. E a única forma disso seria um relacionamento aberto."

Eu realmente não esperava por isso. O que devo fazer? Qual seria o melhor para mim? Mesmo meu coração gritando para aceitar, meus princípios ponderam sobre cada momento que me senti um merda com o que me fez. Eu conseguirei lidar bem com a libertinagem de Namjoon ou serei extremamente ciumento? O maior problema aqui sou eu e minha monogamia. Não que ela seja um problema, mas para se estar com alguém polígamo é preciso se libertar de muito conceitos em que se acredita num relacionamento. Estou pronto para abrir mãos disso e me deixar ser feliz com ele?

Não, não estou.

"Eu sinto muito. Essa diferença entre nós não dará certo." Respondi, com pesar. Eu poderia até tentar, mas as chances de o magoar pesam mais em minha consciência.

Ele tirou as mãos de mim, com o rosto nitidamente entristecido. "Tudo bem. Seja feliz, Jeon Jungkook. Nos vemos por aí." Se levantou e caminhou sem olhar para trás.

Talvez eu tenha deixado a pessoa mais incrível da minha vida escapar por entre meus dedos. Talvez eu nunca me perdoe por isso. Mas de que adiante forçar algo que não sou para agradar outro. Ou simplesmente esperar que ele mude por mim. Não há problema com o que Kim Namjoon faz, o erro é pensar que ele não devia ser assim. O admirei muito tempo por ser livre. Quem sou para tirar isso dele ou reclamar? Só chego à conclusão de que jamais serei como ele. Jamais terei a mesma liberdade que ele.

Espero que ambos sejamos felizes do jeito que somos.

No último semestre, descobri o porquê dele ter dito que não quer ir para Seul. Até mesmo porque ele era tão desesperado. Kim Namjoon cuidará dos negócios da família na capital. Ele está preso a família, aproveitou sua juventude para fazer qualquer loucura e não se arrepender. Provavelmente, isso não o segurará por muito tempo. Não há como a família mudar quem ele é.

Com agora três anos passados desde que nos falamos pela última vez, pude ver com meus próprios olhos que ele ainda frequenta boates e flerta com todos. Até a mim ele deu em cima, mas parou dizendo: "sua pinta é igual a minha" e apontou para a própria embaixo do lábio inferior. "Jungkook-ah", falou, sorrindo. Ele me reconheceu, ainda se lembra de mim. Como é possível?

"Gostei do mullet", lisonjeei-o em meio a música alta. "Também gostei do seu cabelo", retribuiu, passando a mão lentamente pelos fios longos que deixei crescer. Ficamos nos encarando com certa tensão. Muita coisa aconteceu comigo nesses anos, provavelmente com ele também. Senti falta de alguns caprichos como universitário e notei que ele também por me lançar um olhar nostálgico.

"Olha, nós não temos que levar isso a sério", proferi em seu ouvido. "Concordo", Namjoon sorriu mais, as covinhas apareceram e me convidaram a beijá-lo. Foi diferente, menos apressado e mais apreciador. Com gosto de gim e aquele cheiro dele que nunca esqueci.

Como sempre, fomos para meu apartamento, transamos até não aguentar mais. Quando acordei, ele não estava mais lá. Não me surpreendo, afinal é Kim Namjoon. No entanto, ele na verdade estava sentado no sofá da sala, assistindo televisão. Ao me ver, disse que pediu comida. Tive que rir. Estava pronto para lidar com seu eu do passado, agora tenho que me acostumar com seu eu do presente.

Sept. 3, 2020, 5:36 p.m. 2 Report Embed Follow story
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The End

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aura etheral ╰╮ ⠀Ficwriter sim, surtada também ⌇ ele - elu - ela ⌇ Também estou no Wattpad, Spirit: @AuraEtheral

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ayla ayla
Acabei de ler e estou pensando em como vou superar essa história, ela é muito boa, sua escrita é maravilhosa me prendeu em todo parágrafo. Eu amei de mais 💛💛
3 weeks ago

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