dracula amy ᘛ 🦋

𝐑𝐀𝐘𝐀𝐍 x OC 🦋 𝓤ma sequência da oneshot 𝐒𝐔𝐑𝐏𝐑𝐄𝐒𝐀𝐒 ━━ A realidade de Rayan Zaidi virou de cabeça para baixo com a notícia de sua paternidade. Após muito ser tomado pela ansiedade, o tão conhecido professor aos poucos foi consumido por um sentimento mais intenso, e diariamente se via sendo guiado pelo amor que sentia por sua família; aquelas férias não seriam exceção.


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#romance #oneshot #família #rayan #Rayan-Zaidi #Sr--Zaidi #my-candy-love
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Único

Os pneus do carro deslizavam pela pouca neve acumulada na estrada vagarosamente, mesmo que não houvesse trânsito adiante, o que se via pela iluminação forte dos faróis que cortavam o negrume da noite com seu feixe esbranquiçado de luz. Rayan Zaidi, o motorista, não conseguia conter o ímpeto de dar olhadelas por sobre o ombro à movimentação nos assentos traseiros, cujos passageiros sempre eram os detentores de toda a sua atenção; o que de modo algum o rebaixava à imprudência enquanto conduzindo.


A filha há pouco havia despertado após ter passado quase toda a viagem adormecida, uma das grandes vantagens em se viajar com bebês, e mesmo que não visse seu rostinho era capaz de ouvir as gargalhadas contagiantes e ver seus bracinhos gorduchos se agitando no ar, ansiando em se agarrar em qualquer parte que fosse das roupas da mãe.


Rayan era suspeito por falar, mas de todas as crianças que já vira Amelie era de longe a mais perfeita, para que se resumisse as qualidades que mesmo tão cedo observava na pequena. Não se tratava apenas da beleza de seus grandes olhos azuis feito o céu límpido de uma manhã de verão, herdados da mãe, tão pouco dos suaves cachos acentuados de maneira adorável pelo baby hair em sua testa. Amelie, além de fisicamente amável, era tão sorridente e amorosa que fazia com que o professor concretizasse seu pensamento de que nada era por acaso, e sua presença ali veio para lhe mostrar uma nova e até então inexplorada realidade: a paternidade.


Ele se lembrava com clareza do sentimento de ansiedade tão logo que se anunciou a gravidez não planejada, e conforme a barriga de Andrômeda crescia pegava-se demorando para cair no sono, quando não atormentado por tais pensamentos à luz do sol, imaginando se seria ele o homem mais qualificado para cuidar de uma criança, uma vida que dependia de si e que o teria como espelho. Tais pensamentos o conduziam então para uma dessas mesmíssimas noites, mas na qual enfim descobriu o significado mais esplendoroso de tudo aquilo: um amor do qual jamais havia experimentado antes, tão arrebatador que o consumiu de supetão e quase que deu fim aos seus anseios.


Rayan amou Amelie muito antes dela ter um nome, de saber que ela era ela, de poder tê-la em seus braços ou ver seu sorriso banguela. E ele sentiu tal amor com uma intensidade abrasadora, que aos poucos o moldava, na noite que agora vinha à sua lembrança, fazendo-o abrir um sorriso caloroso.



— Estamos na companhia de alguém muito agitado pra essa hora — Andrômeda murmurou com um sorriso, uma das mãos pousada sobre a barriga que já se acentuava, pela qual corria a ponta dos dedos gentilmente numa carícia que lhe dava arrepios mornos. Enquanto isso, a outra mão se ocupava de uma tigela funda cheia de pipocas caramelizadas cor-de-rosa berrante que ela dizia odiar; ao menos o fazia até a gravidez começar a avançar e avivar os desejos mais absurdos à seu paladar outrora tão refinado.


Já passavam das onze horas de um sábado e Rayan e Andrômeda estavam juntos no quarto, quase que enrolados sob as cobertas ao assistir desenhos animados antigos, e enquanto ela sentava-se com as costas apoiadas na cabeceira, Rayan há muito repousava a cabeça sobre o travesseiro, o que o deixava próximo da barriga da esposa. Ele ergueu-lhe os olhos, sorrindo enquanto ouvia a agitação do bebê, que por consequência deixava-o quase que no mesmo estado, com o coração a bater ritmicamente.


— Se parece com alguém que conheço — ele provoca, mas não deixa de se achegar e erguer a blusa do pijama da amada, revelando a pele pálida contrastando ao brilho azulado da televisão. Com ternura, seus lábios tocam-lhe em um beijo, e logo em seguida ele sente o firme impulso que o deixa de olhos arregalados.


— Ei, pequeno! — Andrômeda não conteve seu gargalhar, acariciando a mesmíssima região com o indicador. — Está dando um beijinho de volta no papai? — Rayan franziu o cenho, erguendo o torso e vindo e sentar-se tal como Andrômeda fazia, seus dedos curiosamente colocando-se junto dos dela. Ele jamais havia sentido os movimentos de um bebê quando ainda em gestação, e com o tempo que vinha despendendo à Anteros no fim de semestre chegava a arriscar que aquela era a primeira vez que sentia seu bebê se mexendo. — Vamos lá, querido, conversa com ele — o incentivo de Andrômeda era doce, esbanjando carinho, mas fez Rayan engolir em seco.


O que, exatamente, teria ele de dizer ao bebê? Deveria primeiro estender seus cumprimentos? Seu tom de voz deveria ser manso ou forçadamente infantil? Ele que nos últimos quatro meses, onde mal havia de fato uma protuberância na barriga, nada havia feito senão dar-lhe alguns beijos e carícias, sentiu-se péssimo, sendo tomado de súbito pela ansiedade.


Havia lido, outrora, artigos que mencionavam o quão os pais poderiam exprimir comportamentos que seriam vistos como típicos da gestante, estando em menos evidência que ela e o bebê passariam a ser ansiosos, inseguros, e desenvolver tantos outros problemas psicológicos que poderiam tornar-se físicos durante o período da gestação. Ali, diante de gestos tão simples, viu-se questionando a si mesmo, preso em um looping que só teve fim quando Andrômeda veio a lhe acariciar a barba rala, os dedos magricelas afagando a extensão e descendo até tocar-lhe o torso parcialmente desnudo quando ela enfim aproximou-se para lhe dar um beijo com o gosto doce da pipoca.


— Está tudo bem. O bebê não é nenhum crítico da arte moderna, não vai debater com você ou rechaçar suas teses — não conseguiu não sorrir diante do comentário, e deu outro beijo no topo da barriga, sentindo novamente o impulso do chute que deixou seus músculos tensos. Via-se tão despreparado, tão ignorante… e então, outro chute que o trouxe de volta à realidade. — Vamos lá, papai, mais beijinhos!


E Rayan o fez sem questionar ou se delongar em pensamentos: beijou a barriga repetidas vezes recebendo os chutes em resposta, seu sorriso ampliando-se cada vez mais e fazendo dissipar a ansiedade corrosiva que o deixava sentindo-se o pior pai do mundo. Ao fim, cantou uma cantiga de ninar que remetia à sua infância com a mão morna abraçando a cintura de Andrômeda, sentindo os movimentos dantes tão ansiosos do bebê irem perdendo cada vez mais o ritmo conforme sua canção avançava, até que enfim fossem embalados para o sono — mamãe, papai e bebê.



E desde então não havia mais ansiedade que o corroesse se não pela vontade absurda de conhecer o bebê, que a cada mês de gestação já lhe mostrava facetas que o deixavam cada vez mais deslumbrado. Não é necessário mencionar o quão foi tomado por lágrimas durante o nascimento, tão mais quando os olhos de Amelie abriram-se na maternidade e buscaram por ele quando começou a cantar a mesma cantiga daquela noite. Àquela altura, o amor de Rayan por sua pequena chegava a transbordar.


— Papai? — a voz que cantarolou o chamado era a de Andrômeda, acordando-o dos devaneios nos quais lançou-se, e Rayan estendeu uma mão por sobre o banco para segurar a dela brevemente, apreciando a maciez da pele quente. Não lhe escaparam os resmungos de Amelie junto do barulho de seu chocalho, que fizeram seu sorriso se alargar. — Estamos chegando?


— Em meia hora, no máximo — o sorriso aos poucos perde a forma, e Rayan fixou os olhos na estrada, avançando um tanto mais rápido que antes, com a cautela redobrada. — Minhas meninas estão bem agasalhadas?


— Pode apostar que sim — Andrômeda volta a se recostar no banco, brincando com os pézinhos agitados da filha que lhe abre um sorriso e gargalha com o mínimo toque de seus dedos. — À propósito, querido, pode ir diminuindo o aquecedor? Acho melhor estar desligado quando chegarmos pra evitar um choque térmico — assentindo, Rayan se apressa em diminuir consideravelmente a intensidade da onda de calor soprada pelas saídas de ar.


E, conforme o previsto, levaram cerca de meia hora para alcançar o hotel próximo às montanhas, cujo ar frio cortante fez embaçar o vidro das janelas da SUV, estacionada solitariamente diante da recepção. Rayan havia escolhido fazer a reserva propositalmente fora de temporada, e mesmo com o clima mais ameno do que se veria na alta da estação teve de se munir de cachecol e luvas quando descendo do veículo para pegar as chaves do chalé. Pensava em Amelie à cada passo, em quais seriam suas reações ao tocar a neve pela primeira vez, em como brincariam quando o dia amanhecesse após uma longa noite se esquentando diante da lareira… recordou-se também de suas férias naquele mesmo lugar com Andrômeda, onde há muito haviam compartilhado de tantos momentos genuínos e do calor de seus corpos. Aquele era seu destino favorito, perfeito aos seus olhos, e nada lhe trazia mais alento do que construir ali novos momentos felizes junto de sua família.


Já dentro do chalé e tendo descarregado as malas, Rayan pediu pelo jantar ao passo em que Andrômeda atiçava o fogo da lareira, espalhando algumas faíscas enquanto as chamas se expandiam. Amelie bateu palmas vendo o movimentar das labaredas, soltando um gritinho animado e agudo que quase a fez tombar para o lado, estando sentado ao meio da enorme cama de casal, já coberta com camadas de cobertores macios e quentes.


Tão logo finalizado o pedido para o serviço de quarto, Rayan voltou-se para a pequena e foi incapaz de conter o riso, atirando-se ao seu lado na cama. A filha usava um macacão grosso de plush com um capuz que ostentava duas compridas orelhas de coelho, o que só fazia dela cem vezes mais adorável. O tecido acariciava a pele do pai conforme ele a enchia de beijos, mesmo que sua barba espinhosa fizesse arranhar a derme cheirosa e sensível da bebê, deixando-a sutilmente avermelhada. Por sorte, Amelie não se incomodava e inclinava-se na direção da Rayan em meio as gargalhadas que chacoalhavam seu corpo gorducho, suas mãos tão pequenas e descordenadas tentando agarrar-lhe a todo custo, envolvendo-os num abraço desajeitado.


— Tem espaço para mais um? — Andrômeda se achegou por trás, deitando por sobre as costas de Rayan e lhe enchendo o pescoço de beijos. Amelie riu desenfreadamente, agora desviando o foco de sua atenção para a mãe, e Rayan teve de sufocar alguns gemidos com o toque quente dos lábios úmidos contra a pele sensível de sua nuca. — Pronto para nossas primeiras férias em família? — Rayan não precisou replicar, o grito estridente e animado da filha dizia mais do que ele seria capaz de colocar em palavras.



A neve se acumulava no parapeito de madeira da janela quando o dia amanheceu, o termostato indicando a temperatura ligeiramente abaixo de zero no exterior. Rayan foi o primeiro a sair debaixo das cobertas, superando o despertar precoce de Amelie, e ficou observando-a se remexer no berço, a boca pequena contraindo-se em ritmo de sucção enquanto imersa em um sono profundo que a fazia respirar com tal intensidade. Era certo que ela acordaria dali há pouco para mamar e obrigaria a mãe, ainda dormindo, a também se pôr de pé. Sendo assim, Rayan se apressou em confirmar todas as atividades para o dia, separar os agasalhos e começar a se aprontar, diminuindo aos poucos o aquecedor elétrico, pelo qual foi substituída a lareira antes de se deitarem, entre uma tarefa e outra.


— Você parece animado — a voz grogue de sono de Andrômeda o fez sorrir, indo de encontro à ela tão logo que terminou de vestir as calças. Deu-lhe um beijo no topo da cabeça e sentou-se ao seu lado na cama, correndo o polegar por sobre a pele sardenta do rosto. Ela ainda apertava os olhos, que procuravam retomar o foco. — E são só seis da manhã — um resmungo manhoso o impeliu de responder, e ambos voltaram os olhos para a pequena em seu berço, espreguiçando-se já com um sorriso no rosto. — É como dizem: filho de peixe, peixinho é.




— Tudo bem, filha. Devagar… — Rayan trazia a mão de Amelie junto à sua, segurando-a com firmeza por cima da luva enquanto caminhando juntos sobre a neve. A pequena ria toda vez em que seus pés, vestidos em botinhas com orelhas e pintinhas de cervo, se afundavam na neve, querendo se atirar de vez contra o leito branco e espesso diante de si.


Andrômeda seguia atrás, tirando fotos e gargalhando sempre que a menina titubeava para frente e Rayan desesperadamente se inclinava para segurar seu bibelô de porcelana, soltando um riso nervoso quando ela lhe abria um sorriso enorme e mostrava as gengivas rosadas, os olhos azuis encarando-o bem abertos, ligeiramente assustados. Numa dessas vezes ele manejou se ajoelhar e colocar um punhado de neve na enluvada mão pequena e gorducha, esperando que aquilo resolvesse o problema. Amelie sustentou o sorriso, chacoalhando o punho fechado e fazendo escapar toda a neve que ali se continha. Quando ela voltou a abrir as mãos e não encontrou nada, estendeu-as ao pai com um olhar sério:


— Mais — e bastou aquela única palavra para que ele abrisse um sorriso amplo, sentindo um calor característico no peito.


— Por favor? — ela fez que sim, ainda incapaz de proferir as palavras de maneira correta. Quando o fazia, a pronúncia era semelhante a “uvavor”. Assim, colocou mais um punhado generoso em suas mãos, e aos poucos ensinou-a a moldar-lhes.


Quando o resultado estava próximo à uma bolota bem formada, algo frio e pesado lhe atingiu no pescoço, escorrendo para dentro do capuz. Rayan olhou por sobre o ombro, alarmado, e viu Andrômeda lhe sorrindo com tamanha malícia que os cantos de seus próprios lábios involuntariamente espelharam o gesto. Com uma pitada de drama exacerbado, ela olhou para os lados como se procurando um culpado além dela mesma, ao fim dando de ombros.


— Isso foi, no mínimo, injusto, querida.


— Não foi você quem me disse que tudo é válido no amor e na guerra? — Amelie riu junto da mãe mesmo que não entendesse um terço das palavras que ela havia dito, tentando agarrar a neve que escorregava pelo agasalho estofado do pai, e Andrômeda se abaixou para apressadamente fazer outra bola de neve.


— Está declarando guerra contra mim, sra. Zaidi? — ela revirou os olhos, sorrindo enquanto jogava a bola de neve de uma mão à outra.


— Esperava que eu fizesse uma intimação formal?


— Um bilhete, talvez — bastou terminar a frase para que ela lançasse a bola, e, pegando Amelie, desviou-se rolando por sobre a neve. A pequena gargalhou, e repetidamente pediu por mais.


Atiraram neve um contra o outro sem descanso, Rayan com um tanto de vantagem quando a filha começou a pegar o jeito e passou a arremessar mais que um filete, tanto que atingiu Andrômeda em cheio na testa. Ela riu, mas logo fez uma pausa dramática e se atirou ao chão. Não demorou para que Amelie corresse até ela e se jogasse por cima, gargalhando e contagiando seus pais com o riso.


— Acho que ganhamos — observou, sentando-se ao lado das duas enquanto Andrômeda se ocupava em fazer cócegas em Amelie dantes de lhe responder.


— Estavam em maior número, não foi uma briga justa.


— Você é uma péssima perdedora, meu amor — inclinou-se para beijá-la, um toque casto e úmido nos lábios macios, voltando-se depois para a pequena Amelie, que já sorria esperando pelo seu. Assim, inclinou-se mais ainda para beijar a bochecha da filha, arriscando uma olhadela no relógio de pulso em seguida. — Ainda temos um tempinho para brincar na neve até a hora da soneca.


Andrômeda assentiu, e de repente teve os olhos iluminados tal como aos lábios ascendeu um sorriso:


— Por que não fazemos anjos de neve? O que você acha, Amelie? — voltou a lhe fazer cócegas na barriga, e a pequena assentiu, quase que se jogando na neve ao lado. — Calma lá, pequena… — Andrômeda riu, ajudando-a a deitar na neve e a mexer os bracinhos e as pernas. — Assim… isso! Muito bem, querida.


Rayan pôs-se de pé para admirá-las. Àquela altura, nem lhe veio em mente tirar uma foto de recordação. Estava completamente perdido nos risos, nos carinhos, na expressão surpresa de Amelie quando Andrômeda a pegou no colo e mostrou a marca funda que pequeno corpo havia deixado na neve; longe de estar perfeita, mas aos olhos de um pai como ele se via diante de uma obra de arte, uma carimbada de sua artista mirim. Balançou a cabeça, rindo, e se juntou à elas.


Espalharam anjos de neve por quase todo o campo, e Amelie aos poucos pegava o jeito das coisas, não mais remexendo-se desordenadamente sobre a neve. Andrômeda enfim se ocupou de tirar fotos, e a cada clique comentava o quão aquela imagem ficaria linda em um porta retratos no aparador da sala de estar. Rayan não duvidava, sabendo que a esposa e a filha serviam de modelos. Contudo, a pequena aos poucos começou a bocejar e ficar mais manhosa, e tiveram de zarpar de volta para o quarto.


De volta ao chalé, Andrômeda encheu a banheira com água morna e compartilhou dela com a filha para dar-lhe um banho. A pequena tão pouco precisou ser ninada, o calor da água e do abraço da mãe a fizeram dormir enquanto estavam a lavar seu cabelo, e Rayan cuidadosamente a tirou de lá e ocupou-se de vestir-lhe enquanto a esposa fazia o mesmo.


Mesmo em seu curto tempo de paternidade, a regra era a clara: quando o bebê dorme, todos descansam. Ainda assim, estando o trio bem agasalhado sob as cobertas, com Amelie no meio dos dois na larga cama de casal já a resmungar e Andrômeda tendo acompanhado-a no sono, Rayan não conseguia pregar o olho. Permanecia admirando suas meninas, o sorriso tão preso aos lábios que suas bochechas já ardiam pelo esforço dos músculos.


Perguntava-se como havia conseguido tudo aquilo, tal como de qual maneira elas conseguiam ser tão perfeitas… era completamente fascinado por ambas, a esposa e sua pequena, e as amava com todas as suas forças. Ainda sofria com a ansiedade, só ele sabia o quanto se apavorava com a ideia de qualquer desastre sobrevindo sua família, o que acabava fazendo-o cair na mesma conclusão: daria sua vida por elas. Elas eram a sua vida.


Reafirmou aquilo para si agora, enquanto as observava na tranquilidade de seus sonos, havia há pouco reafirmado quando as ajudava com o banho, e mais cedo quando faziam anjos na neve… não havia um segundo sequer em que Rayan não olhasse para Andrômeda e a filha e não fosse capaz de enxergar todo o seu mundo, ao alcance de sua palma.

Aug. 20, 2020, 2:57 a.m. 0 Report Embed Follow story
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The End

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amy ᘛ 🦋 𝐃 𝐀𝐍 𝐒 𝐄 ⠀𝐌 𝐀 𝐂 𝐀 𝐁 𝐑 𝐄 ⠀ ぬ ⠀ intp . sonserina . designer . embaixadora . antiga 𝔟𝔞𝔰𝔱𝔢𝔱 | dúvidas? acesse a comunidade de suporte e conselhos para que eu possa te ajudar. ♡

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