dracula amy ᘛ 🦋

𝐂𝐀𝐒𝐓𝐈𝐄𝐋x OC 💔 ℚue se espera de um melhor amigo se não consolar o outro? Castiel decerto cumpria bem seu papel quando tratando-se de Lola, e tão pouco se incomodava em arrastar os termos de ombro amigo. Tudo que precisava era uma única noite...


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#romance #oneshot #hot #erótico #castiel #nathaniel #nsfw #amor-doce
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𝓰oodbye to the good girl 💘 capítulo único

NOTA

Inicialmente, essa história foi postada com um outro nome para a personagem principal. Hoje, vinte e três de novembro de dois mil e vinte, fiz uma alteração (Andrômeda > Lola) por pura frescurite; lê-se: para maior coerência dentro do meu cânon. No mais, boa leitura.



I swear on my life that I've been a good girl. Tonight, I don't wanna be her.

━━━ My Oh My, Camila Cabello


Enxugou as lágrimas insistentes, tentando a todo custo manter uma postura firme mesmo quando visivelmente prestes a entrar em um colapso. O homem loiro diante de si não sabia como lhe consolar, ele mesmo estando tão em cacos quanto a garota dos olhos castanhos inchados pelo choro. Nathaniel não gostaria de pôr um fim às coisas daquela maneira, mas que outra alternativa tinha, estando ele mesmo confuso pela intensidade de suas emoções?


Tentou tocar-lhe para trazê-la para perto, mas Lola se afastou feito um animal assustado, comprimindo os lábios para conter a represália que lhe ameaçava escapar. O gesto doeu tanto quanto a discussão calorosa há pouco, e o policial recolheu a mão com a visão embaçada pelo marejar que persistia se acumulando.

— Desculpe — murmurou, a voz falha. Lola apenas fez que não, recolhendo o casaco de cashmere e a bolsa do cabideiro da entrada enquanto calçava as botas novamente. Nathaniel olhou uma última vez para as meias de lã com rosto de raposa. Ela as adorava, e ele também. — Eu não gostaria que fosse assim, eu…


— Estou indo — ela anunciou, cortando sua fala, e num simples girar de chaves zarpou para o corredor, tomando o caminho das escadas para evitar o constrangimento de ter de esperar pelo elevador. Nath suspirou ao vê-la ir, jamais sentindo-se tão vazio e sozinho como sentia-se agora.


A respiração sôfrega de Lola era intensificada pelo rápido descer da escadaria aos tropeços, seu choro magoado soando em eco pelo vazio até que alcançasse o hall de entrada, saindo para a rua fria com um empurrão na pesada porta de vidro do prédio. O bater atrás de si foi ruidoso, o suficiente para abafar seu soluço, mas não o bastante para encobrir os pensamentos autodepreciativos que a faziam vacilar em cada passo que dava, incerta dos rumos que estava a tomar.


Tudo que lhe tomava o pensamento agora era o fim abrupto de sua relação com Nathaniel, e a cada doce lembrança a jovem galerista se via chorando mais alto em soluços de cortar o coração. Nathaniel decidiu que o término seria a melhor opção para o bem de Lola, que não concordava em seus argumentos de pura insegurança diante das poucas diferenças que traziam, mas os riscos que vinham junto ao seu trabalho de fato passavam a se tornar um problema. Nathaniel se via incerto, agora experienciando o fervor da paixão após tanto tempo, erguia as próprias barreiras com medo de se ferir como antes. Em contraponto, o espírito livre e romântico de Lola se negava a compreender aquelas raízes, sendo egoísta enquanto definhando nas próprias dores.


E após uma discussão que lhe tomou toda a alegria dos momentos que vinham compartilhando, Lola se viu zanzando pelas ruas chorando feito uma criança desamparada, os rastros molhados das lágrimas fazendo escorrer o rímel dos cílios grossos e compridos graças à camada generosa de maquiagem. Se soubesse que sua noite acabaria assim, teria usado as à prova d’água.


Não sentia a mínima vontade de fazer o caminho de volta para o próprio apartamento; os cômodos frios a deixariam em um estado tão depressivo quanto agora. Tomou a viela que dava ao Snake Room, usando a manga do casaco numa tentativa de limpar o rosto, mas não chegou sequer a pisar os pés no barzinho quando alguém lhe tocou o ombro.


— Lola? — ela conhecia aquela voz feito ninguém. Os anos de convivência e amizade lhe deram experiência o bastante para não só conhecer-lhe os timbres, como saber de cada mania de seu dono. Parou o caminhar de súbito, seu corpo sendo chacoalhado por um soluço sôfrego até que mãos firmes a segurassem pelos ombros. Baixou os olhos, não queria olhar para Castiel. — Mas que diabos? — ele murmurou, analisando-a de cima a baixo. Não tinha de ser um gênio para saber, ele apenas a envolveu num abraço apertado.


Lola afundou o rosto na jaqueta de couro vermelha, tentando conter o choro enquanto permitia-se entorpecer pela essência de canela tão característica do amigo. Os braços de Castiel a envolviam com força e delicadeza, os dedos esguios do rapaz acariciando suas costas até que a respiração voltasse ao ritmo regular. Ele tomou o queixo da amiga entre os dedos para erguer seu rosto, usando do polegar para secar suas lágrimas enquanto lhe sorria com ternura. Ele s e inclinou-se para beijar as bochechas sujas com filetes escurecidos de rímel, sentindo entre os lábios o gosto salgado das lágrimas.


— Quer eu te leve para casa? — ela fez que não, desesperadamente, e seus olhos voltaram a marejar. — Tudo bem, tudo bem. E se formos para a minha, hum? Você não está bem, e eu não vou te deixar zanzando por aí.


— Obrigada — Lola forçou um sorriso nos lábios trêmulos, voltando a abraçar Castiel enquanto caminhavam desajeitadamente para o seu apartamento, um dos braços ao redor de sua cintura. Os cochichos alheios não passaram despercebidos para ambos, mas àquela altura não era como se precisassem dar enfoque a outro problema.


A travessia do parque foi rápida, a brisa fria do noite fazendo-os se encolher um contra o outro em passos vacilantes que arrancaram risos enquanto ainda no caminhar torto, cheio de zigue-zagues desnecessários.


— Patinho — ela acusou, sorrindo. Castiel sabia que ela se referia ao seu jeito espaçado de andar, e bateu os quadris contra os dela, rindo.


— Chorona — o velho apelido servia bem à situação tanto quanto o dele, e Lola fez beicinho soltando um riso nasalado que não deixou de exibir as covinhas fundas em suas bochechas. Castiel gostava de observar cada singelo detalhe, muitos deles dos quais já conhecia de cor depois de tantos anos de amizade, e acabou por rir diante do quão adorável ela parecia, mesmo com os olhos inchados e a ponta do nariz ligeiramente vermelha.


Chegaram ao apartamento sem empecilhos, rindo sem motivo algum e bagunçando os cabelos um do outro enquanto subindo pelo elevador, e Lola não demorou em se esparramar sobre o almofadado branco do sofá tão logo que entraram, sentindo-se mais leve na presença do amigo enquanto Castiel pegava uma caixa de Froot Loops em um dos armários da cozinha. Ele odiava o cereal tão açucarado que lhe dava azia, mas Lola era apaixonada pelas bolotas multicoloridas ao ponto de comê-las sem leite, e ele sempre mantinha algumas caixas para quando ela viesse lhe visitar.


O rosto dela se iluminou quando ele lhe estendeu a caixa da qual ela se apossou rapidamente, chutando as botas dos pés e revelando sua meia de raposa de tons que iam do laranja ao cor de rosa. Castiel sorriu com a visão, notando o quão velhos hábitos se mantinham ao também se livrar da própria jaqueta e afrouxar mais a gravata, largando-se ao lado dela no sofá com um braço protetoramente a lhe rodear. Lola deitou a cabeça em seu ombro, devorando o Froot Loops em punhados generosos que faziam de sua mastigação ruidosa.


— Algumas coisas não mudam… — sussurrou, fazendo com que Lola erguesse o rosto para olhar-lhe. Ali, tão próxima, a respiração quente de Castiel lhe batia contra o rosto e causava arrepios.


— Hum?


— Você não precisa me falar nada, eu sei o que aconteceu. Há alguns anos atrás estávamos nesse mesmo sofá, desse mesmo jeito, enquanto você chorava porque você e o imbecil do Victor tinham terminado — Lola gemeu, afundando o rosto na curva do pescoço do ruivo, o que lhe deu calafrios junto a uma fisgada na virilha. Péssima hora. — Ainda que na época você usasse meias de coelhinho, eu vejo aqui diante de mim a mesma Lola — deu-lhe uns tapinhas nas costas, a lembrança lhe fazendo sorrir e afastando-o do lânguido.


— E isso é ruim? — ela perguntou após um risinho abafado, sem tirar o rosto de seu pescoço. O hálito quente contra a pele sensível era extasiante, e Castiel teve de morder o lábio inferior com força para reprimir o grunhido embebedado de excitação que lhe ameaçava escapar.


— Um pouco — resmungou, afundando a cabeça no apoio das costas do móvel, a inclinação expondo seu pescoço ao toque frio da ponta do nariz de Lola, que veio a novamente lhe causar arrepios ao roçar suavemente na extensão da pele pálida. Por que diabos era tão difícil conter os próprios sentimentos quando se viam juntos? — Você é muito boazinha, e sensível… pensa demais e sofre com isso.


Eu sou sensível? — ela riu, e Castiel notou a provocação contida na frase tarde demais para contra-argumentar. Os lábios molhados com salpicos de açúcar pressionaram-se contra seu pescoço e ele se viu afundando no sofá, apertando os próprios lábios juntos, o que fez o som reverberar rouco em seu peito.


— Droga, Lola — as palavras deixaram sua boca num suspiro morno. — O que você pensa que está fazendo? — a pergunta se tratava mais de curiosidade do que repreensão, e ele observou-a se afastar de si lentamente, dando de ombros com os lábios curvados num sorriso que beirava a malícia.


— Não sei, não estou pensando muito. Você... quer que eu pare?


— Não! — apressou-se em sua direção com os olhos arregalados, pondo a mão na curva de sua cintura e puxando-a para perto novamente. Lola caiu no riso, e ele espelhou o gesto. — Você não vai me deixar esquecer disso, não é?


— Não tão cedo — ela sustentou o sorriso, e se inclinaram um para o outro no silêncio que se seguiu, os olhares receosos vagando dos lábios aos olhos do outro.


Castiel sentiu o estômago se embrulhar de ansiedade como nunca antes enquanto semicerrando os olhos a cada centímetro a menos de distância, recordando-se de todo o período do ensino médio no qual intimamente desejava com fervor tomar os lábios rosados entre os seus como fazia agora. Respeitava a amiga acima de tudo, mas não era como se tivesse domínio dos sentimentos que afloravam toda vez que ela lhe era carinhosa ou sutilmente lhe tocava, e ele esperava mais do que aquilo, desejando tudo quando não tinha nada.


Das tatuagens que fizeram juntos ao período em que a teve como plano de fundo do celular e tinha de esconder o aparelho sempre que ela se aproximava, o ruivo sabia o quão era apaixonado por quem chamava de melhor amiga quando o sentimento decerto ia além disso, talvez além dos limites da paixão quando por tanto havia perdurado. Assim, fez daquele primeiro beijo algo que lhe valesse ficar na memória, uma das mãos segurando a bochecha quente sob o toque enquanto a outra fez descer a espinha de Lola, sentindo o eriçar dos pêlos conforme seus dedos trilhavam o caminho. As mãos dela, por sua vez, se ocupavam em puxar-lhe pela gravata, roçando as unhas contra a pele que se expunha.


A união das bocas fazia abafar o som dos gemidos e grunhidos, e a mão que antes apenas delineava a espinha apalpou com firmeza as ancas de Lola e meteu-se nos bolsos do jeans, fincando as unhas na carne coberta enquanto as línguas que dantes vagarosamente moviam-se uma contra a outra assumiam um ritmo mais intenso que acendeu o fervor dos corpos, deixando ambos entorpecidos com a excitação crescente.


Castiel custava a acreditar que estava de fato passeando as mãos por toda a extensão do corpo de Lola, assim se apressando em desabotoar a calça dela e baixá-la até que pele entrasse em contato com pele, sua palma espalmando uma das nádegas macias com gosto e tornando avermelhada a pele clara enquanto usava do aperto para aproximar Lola, respirando fundo ao separando-se do beijo pela primeira vez.


Pegou-se enrubescido encarando as íris castanhas que o olhavam de volta com desejo, e não tirou os olhos da garota que o provocou brincando com os dedos no cós de sua calça, subindo-os até encontrar a gravata e enfim tirar-lhe, desfazendo-se também do colar. Seus movimentos lentos eram tanto excitantantes quanto o deixavam em agonia, desejando por mais e involuntariamente se inclinando para o toque morno, de seus lábios entreabertos sempre escapando um gemido sôfrego.


— Voltou a pensar demais? — provocou Castiel, afundando as costas no acolchoado macio para investir com os quadris a frente, ligeiramente incomodado com a ereção contida.


— Talvez… — ela sibila em resposta, mordendo o lábio — gosto de pensar em você, nas reações que te provoco — os joelhos de Lola apoiaram-se no sofá aos lados do quadril de Castiel e ela veio a se sentar em seu colo, remexendo-se especialmente sobre a protuberância em sua calça. O ruivo grunhiu, voltando a fincar as unhas curtas na pele de suas nádegas desnudas. — Quero me lembrar disso — ditou pausadamente, correndo o polegar sobre o lábio inferior dele enquanto mexendo os quadris circularmente por uma última vez, o que desencadeou em outro gemido sôfrego do rapaz. — Quem está sendo bonzinho agora?


— Vem cá — puxou-a para um beijo novamente tão logo que se deu fim ao seu riso rouco e afetado. Estava de fato sendo bonzinho, permitindo-se experienciar com calma cada pequeno toque enquanto entregava-se a eles. Gostava daquilo… das provocações em toques e palavras, dos olhares lânguidos e da ansiedade mista à excitação. Castiel não queria se apressar, e não tinha motivo para fazê-lo.


Tomou os pulsos dela entre suas mãos e levantou-se num impulso, levando-a junto. Lola se aproveitou da posição para tirar de vez o jeans que havia ficado preso aos seus joelhos, uma das mãos de Castiel sustentando-lhe o equilíbrio por apertar sua cintura, cada movimento até que se visse livre da peça friccionando suas virilhas e fazendo-a roçar contra a ereção, arrancando gemidos e suspiros de ambos. Logo, o ruivo guiou-a em meio aos beijos e tropeços até a cama, deitando-a sobre os lençóis macios e apressando-se em tirar os próprios jeans, já menos incomodado quando também viu-se livre da camiseta.


Lola aproveitou para respirar fundo, aos poucos registrando o que estava por acontecer e o que já havia feito, e a sensação gélida em seu estômago que contrastava com sua pele morna só a fazia sentir-se arrependida por ter demorado tanto em ver que o rapaz a sua frente não lhe inspirava sentimentos amistosos apenas.


I just broke up with my ex, you're the one I’m feeling as I'm laying on your chest [...] it feels right, promise I'll stay here all night

━━━ Let Me Love You, Ariana Grande


Agora com uma única peça de roupa restando a lhe cobrir a nudez, Castiel ajoelhou-se no colchão diante de Lola, puxando-a para si pelas pernas. Suas mãos ansiosas lhe tiraram a camiseta depressa, e o ruivo se abaixou para distribuir beijos sobre o torso parcialmente desnudo, trilhando um rastro que desceu até alcançar a virilha. Olhou para cima e sorriu diante do brilho de expectativa que dançava nos olhos da garota, erguendo-se quando lentamente passou a lhe tirar a calcinha, expondo sua intimidade ao ar frio do cômodo se equiparado ao calor de seus corpos.


Lentamente fez os dedos dançarem por sobre as paredes úmidas, contendo o gemido enquanto ela lhe abria mais as pernas, trêmula ao sentir o toque tão desejado. Arrastou-os por toda a extensão, provocando a entrada molhada e subindo até que o polegar tocasse o clitóris. Esfregou-o contra a pele sensível, fazendo Lola afundar as costas no colchão ao lhe arquear os quadris, sedenta pelo toque que lhe provia alívio e prazer ao ponto de fazer suas pernas fraquejarem.


Castiel lambeu os lábios, puxando-a para perto até que sua ereção coberta estivesse roçando entre as nádegas macias, seu polegar ainda a traçar círculos enquanto o indicador voltava a roçar por entre os lábios inferiores.


Baixou o olhar para a garota sob si, empurrando seus quadris contra ela ao ver o sorriso malicioso que trazia junto os lábios inchados pelas mordidas, os olhos semicerrados instigando-o a continuar. A boca de Castiel salivou, os dedos da mão livre subindo até o fecho do sutiã — que por sorte ficava na frente. Abriu a peça e meteu a mão por baixo do tecido, sentindo a maciez da pele enquanto acariciava um dos seios, sentindo-se endurecer mais com cada gritinho abafado que ameaçava escapar da amiga.


— Quero ouvir você — resmungou, a voz já ébria pela luxúria, inclinando-se para meter o rosto na curva de seu pescoço, ali roçando os dentes quando não marcando a derme com mordidas fortes e beijos, a língua correndo por toda a extensão pálida até alcançar o espaço entre os seios.

Ignorou-os propositalmente, ouvindo um resmungo diferente dos gemidos baixos e manhosos e continuou descendo até a barriga onde, após um beijo cálido e suave, finalmente usou do indicador para adentrar-lhe, o ritmo de pronto intenso enquanto instigava a região sensível da barriga com a língua. O som que esperava de sua musa soou, e ela voltou a se contorcer sob seu toque, os sons lânguidos que saiam de sua boca sendo incentivo o bastante para que ele usasse de um segundo dedo, tornando altos os barulhos molhados de seus impulsos escorregadios.


— Droga, Castiel — murmurou numa fala entrecortada pela respiração irregular, despindo-se de vez do bojo que lhe cobria os seios para apertar os mamilos entre os dedos.


O ruivo gemeu alto com a visão, esfregando a virilha contra ela e empurrando os dedos mais fundo, já não mais lhe atiçando com a língua. No pano avermelhado de sua cueca via-se com nitidez a pequena poça formada no topo de sua ereção, a temperatura de seu corpo gradativamente se intensificando até atingir um nível febril.


Castiel alcançou a gaveta do móvel ao lado da cama, apressadamente se apossando de um preservativo e um pote pequeno de gel lubrificante — não era como se precisasse àquela altura, mas o líquido deixava uma sensação gelada extasiante, da qual ele queria fazer Lola experimentar.


Deixou o pacote de lado, tirando os dedos de dentro da amiga. Ela gemeu em descontentamento, mas seus olhos azuis o encaravam com expectativa enquanto derramando um filete do líquido transparente no indicador. Lola apoiou-se nos cotovelos para erguer o tronco, as pernas ao redor de Castiel vacilando pelo estado tão próximo do ápice ao qual ele a havia deixado.


Ele voltou a pousar o indicador sobre sua intimidade, agora diretamente em seu ponto mais sensível, espalhando uma sensação gélida e eletrizante que a fez se encolher, incapaz de conter o grito de prazer. Com um sorriso presunçoso, Castiel circundou novamente a região, abaixando-se para fazê-la sentir o toque que de fato a faria ficar à beira da êxtase. Assim, a ponta de sua língua tocou delicadamente a região outrora instigada por seu dedo, ainda usufruindo das sensações do lubrificante, por consequência fazendo Lola voltar a se esparramar sobre o colchão.


— Seu filho da... — o fim da sentença foi um gemido que o fez sentir uma forte fisgada na virilha, o som gêmeo que lhe escapou abafado pela boca que agora ocupava-se em lamber o círculo avermelhado e inchado.


Usou da língua também para explorar a região sensível ao redor, até mesmo para penetrar-lhe e arrancar uma série de gemidos tão luxuriosos que faziam cada vez maior a dantes pequena poça que lhe manchava os tecidos das roupas íntimas. Lola não ficava para trás nos méritos de seus fluídos, dos quais Castiel saboreava a cada movimento de sua língua, não interrompendo-os nem quando ela atingiu o ápice que deixou seu corpo trêmulo.


Ergueu o tronco para vê-la ainda contorcendo, puxando ar para os pulmões em longas arfadas com os cabelos grudados no rosto pelo suor. Castiel afastou alguns fios, lambendo os lábios ao constar o qual intenso fora o orgasmo, fruto de seus atos.


— Você… quer que eu pare? — arqueou uma sobrancelha, o riso fraco de Lola fazendo-o sorrir brevemente até que ela o respondesse.


— Está querendo me fazer implorar?


— Talvez — beijou-lhe os lábios, descendo até o pescoço e posteriormente os seios, onde lambeu e chupou os mamilos rosados, intercalando com mordiscar-lhes suavemente. Os dedos de Lola vieram a lhe apertar com força os cabelos, e o ruivo sentiu-se arrepiar, pulsando de vontade. — Acho que venho sendo muito bonzinho com você.


— Por favor — o pedido sussurrado era suave, gentil… Castiel voltou a brincar com os dedos na cavidade úmida, sentindo-a também latejar pelo desejo.


— Vai ter de ser mais convincente que isso — Lola apertou os olhos com força, estrangulando um gemido frustrado ao mexer os quadris em direção ao seu toque. Castiel divertia-se com a reação, mesmo que compartilhasse da angústia. — Vamos, quero ouvir minha garotinha boazinha pedindo.


— Por favor, — ela voltou a abrir os olhos, a voz ainda manhosa — por favor… eu te quero tanto, eu… — ela respirou fundo pelo dedo de Castiel ter lhe pressionado novamente em seu ponto mais sensível, soltando o ar ao se recompor — me fode, por favor.


Castiel grunhiu, trazendo-a para si pelos cabelos para beijar-lhe com fervor enquanto continuava segurando as madeixas, transmitindo a ardência do desejo que o vinha consumindo. Enquanto imerso no beijo, os dedos ágeis de Lola descerem de seu abdômen à virilha, começando a tirar-lhe a cueca. Castiel não protestou, até que enfim expôs-se o pau latejante do qual já gotejavam os fluídos que indicavam sua proximidade.


Voltou a deitar Lola, esfregando sua glande contra a intimidade encharcada e fazendo-a deslizar entre os lábios enquanto apropriando-se novamente do pacote no qual se continha o preservativo. Vestiu-se dele com tal agilidade que enfatizava o quão ele também tinha a urgência de consumar o ato, mesmo que há pouco se deleitasse em provocações.


Deslizou para dentro vagarosamente, apertando os olhos ao sentir o calor úmido que o envolvia. Gemeram quase que em uníssono, e Castiel segurou as coxas que o cercavam tão logo que iniciou os movimentos, seus quadris investindo para frente sem pressa, vez ou outra alternando o ângulo.


O ruivo era tomado por ondas intensas de prazer que já estavam a se acumular na região do abdômen, descendo gradativamente a cada novo impulso que lhe deixava trêmulo, as pernas a fraquejar com cada choramingo voluptuoso de Lola que lhe pedia por mais enquanto suas paredes ao redor do membro intumescido não cediam ao aperto que o enlouquecia, fazendo-o emitir tantos outros sons guturais de frases desconexas, de tal modo que não tardou em aumentar o ritmo, preenchendo o ar com o som molhado de pele batendo contra pele, só não tão altos quanto um grito arrastado que demarcou a vinda do tão esperado orgasmo.


Castiel segurou o corpo de Lola com firmeza contra o seu, ainda dentro dela quando alcançou o ápice do próprio prazer, vindo pouco depois da amiga que ainda tremia sob si, apertando as pernas ao redor de sua cintura enquanto suas mãos faziam o mesmo com os próprios seios, marcando a pele pálida com traços vermelhos. O olhar de Castiel decaiu sobre ela, se arrastando das feições relaxadas pelo corpo ainda quente, memorizando cada curva, cada gota de suor que traçava caminho por seu corpo nu… o ar denso fez difícil a tarefa de recobrar a respiração, tão mais quando admirando a mulher que por tanto fora o fruto de seus desejados. Estava entorpecido, como se houvesse sido anestesiado… mas não deixou de sorrir, jogando-se na cama ao lado de Lola.


Sentiu-a repousar a cabeça sobre seu ombro e assim envolveu-lhe novamente em seus braços, não sem antes beijar-lhe o topo da cabeça, esfregando a ponta do nariz contra o couro cabeludo carinhosamente. Ela trazia o cheiro forte de sexo na pele, tal como todo o quarto, e mesmo que Castiel ainda pudesse sentir as nuances de morango, nada lhe apetecia mais do que sentir tal aroma tão característico junto de Lola.


Ali, enroscado em seu corpo e com os dedos acariciando a pele morna, torceu para que tudo aquilo não houvesse sido meramente casual. E se fosse, que perdurasse mais do que aquela noite.


— Pensando demais? — Lola aconchegou-se, enchendo os pulmões com o cheiro de canela e suor, e ergueu os olhos para Castiel com um sorriso a lhe curvar os lábios. Não mais se preocupava com Nathaniel ou o que quer que fosse, tendo a tensão de seus músculos se dissipado ao cair em torpor, os pensamentos nublados pelo prazer que a acometeu. Castiel sorriu de volta, voltando a lhe salpicar o rosto de beijos.


— Sempre penso demais quando o assunto é você.

June 22, 2020, 9:13 p.m. 0 Report Embed Follow story
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The End

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amy ᘛ 🦋 𝐃 𝐀𝐍 𝐒 𝐄 ⠀𝐌 𝐀 𝐂 𝐀 𝐁 𝐑 𝐄 ⠀ ぬ ⠀ intp . sonserina . designer . embaixadora . antiga 𝔟𝔞𝔰𝔱𝔢𝔱 | dúvidas? acesse a comunidade de suporte e conselhos para que eu possa te ajudar. ♡

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