kalastrias Kalastrias

Byakuya sempre teve que lidar com as mulheres que o rondavam. Como líder de um dos maiores clãs da Soul Society e capitão do sexto esquadrão de Seireitei, ganhava atenção indesejada desde sempre. Acabou criando um hábito para evitar essa atenção.


Fanfiction Anime/Manga Not for children under 13.

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Noite de Inverno


Notas Iniciais

Eu tinha essa fic guardada faz tempo. ByaRen foi o meu primeiro shipp BL no mundo dos animes :v

Faz anos que Bleach terminou e eu nunca consegui superar esse casal adkasndkjxncvjknxckjvnxcjkvnxcvxcahsdhnkxncjv

Espero que gostem!


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Byakuya olhou mais uma vez para a sala de jantar vazia antes de virar as costas e balançar a cabeça negativamente. Fechou os olhos enquanto descia os corredores silenciosos da imensa casa. Tinha dias em que não se importava, e outros se incomodavam com o silêncio, geralmente depois de uma folga. Esse era um daqueles momentos em que tirara um dia de folga para resolver alguns assuntos do clã e agora estava voltando à sua rotina habitual. Mesmo depois de dois anos desde que Rukia se casou com Ichigo e saiu da mansão, aquela sensação de desconforto com o silêncio estava lá. Pensava que estivesse acostumado a ser acompanhado apenas por seus pensamentos.

Suspirou quando saiu da mansão e usou um shumpoo para chegar ao esquadrão seis rapidamente, caminhou silenciosamente pelo corredor para chegar ao seu escritório. A sala não tinha nada de sofisticado, duas mesas de madeira polida com gavetas (uma para Renji e outra para ele), cadeiras acolchoadas, uma estante com livros na parede leste, um sofá com uma mesinha de vidro na frente e um banheiro. A porta do escritório estava destrancada, o que significava que seu tenente havia chegado mais cedo.

Entrou devagar enquanto fechava a porta atrás de si e caminhava até sua mesa.

— Ah, bom dia, taichou! — Renji exclamou de sua mesa.

Byakuya o fitou por meio segundo e continuou andando.

— Bom dia, Renji.

Se sentou à mesa, pegou o pincel de uma das gavetas e tinta, abriu e colocou no canto direito da mesa e o pincel ao lado. Renji se levantou e passou alguns relatórios para sua mesa.

— Os novos recrutas da inscrição da semana passada chegaram hoje. Dos sete que passaram na academia, apenas dois foram transferidos para o nosso esquadrão. — Renji explicou, parado na frente da mesa. — Deixei que os oficiais mostrassem o quartel para os novatos enquanto eles não possuem residência em Seireitei. Ainda não lhes dei ordens. Gostaria que eu passasse alguma coisa?

— Não há necessidade.

— Sim, senhor. — Renji voltou para sua mesa.

O dia vagou em passos curtos e pesados. No final da tarde, o capitão dava uma olhada no relógio de parede, às vezes impaciente, às vezes apenas com a sensação de que algo estava faltando.

Taichou, eu levarei essas ordens aos oficiais e trarei os relatórios de amanhã.

Byakuya acenou com a cabeça sem levantar os olhos, pegou alguns papéis na mesa e os guardou em uma gaveta, que seriam as ordens para o dia seguinte. Adiantou alguns documentos e talvez pudesse sair mais cedo no dia seguinte.

Saiu do escritório e caminhou pelo corredor, passando os olhos pelos shinigamis que conversavam, riram e o cumprimentaram com um “boa noite, taichou”, ao qual respondia apenas com um aceno de cabeça. Renji estava conversando baixinho com alguém, sacudindo os papéis com as ordens em uma das mãos enquanto gesticulava. Byakuya apenas suspirou, passando por ele sem dizer uma palavra.

— Ah, taichou!

Ele se virou quando ouviu o chamado de Renji.

— Esses são os dois novos recrutas. Misaki e Yusuke.

Ambos se curvaram quando foram apresentados.

Byakuya estreitou os olhos levemente. “Uma mulher…” Não tinha preconceito contra as mulheres shinigamis, longe disso. Preferia que homens fossem enviados para seu esquadrão porquê quase sempre ocorria problemas com as mulheres transferidas. Devido a quem era e da sua posição dentro de Seireitei, muitas vezes resultava em confissões e conversas indesejadas, fazendo com que pedisse suas transferências ou elas mesmos o fizessem. As mulheres que permaneciam em seu esquadrão eram indiferentes a ele e não o incomodavam mais do que um oficial comum.

— Hum.

Voltou a andar sem pensar muito na conversa dos três.

O que há de errado com ele? — O homem sussurrou a pergunta.

— Nada. — Renji riu. — É apenas o jeito dele de dizer olá.

Fechou os olhos, limitando sua expressão revirando os olhos. Usou shumpoo para voltar para casa.

— Gostaria que seu jantar fosse servido, Byakuya Kuchiki-sama? — Perguntou um criado, curvando-se.

Assentiu positivamente e continuou caminhando para o quarto.

Seu quarto era espaçoso, com um jardim privado com duas árvores de sakura, já secas pelo inverno. Possuía uma mesa onde guardava alguns documentos e objetos importantes, um grande espelho logo acima, um guarda-roupa esculpido na parede e um banheiro. No final do quarto havia uma porta deslizante onde levava ao altar de Hisana.

Se aproximou da penteadeira e se olhou no espelho, tirou o haori e o colocou abaixo do espelho, puxou a senbonzakura e colocou-a em cima. Passou os dedos nos cabelos, procurando o kessenkan que o segurava, soltou o objeto e guardou na gaveta. Observou o velho kessenkan que costumava usar na mesma gaveta e olhou no espelho novamente. Mesmo depois de tanto tempo usando este, concluiu que se sentia mais à vontade com o antigo, mas seu cabelo era curto demais para usá-lo novamente. Decidiu que o deixaria crescer. Fechou a gaveta e foi procurar algo para trocar no guarda-roupa, pegou um yukata branco e uma toalha e foi ao banheiro.

Tomou um banho rápido.

Voltou para o quarto e abriu outra gaveta, pegou uma caixa comprida e tirou três incensos de dentro, caminhou até o final da sala e correu a porta. Ficou na frente da foto de sua falecida esposa, viu as flores começarem a murchar, pediria aos criados que se trocassem no dia seguinte. Acendeu o incenso e colocou na frente da foto. Se sentou em um travesseiro e começou a observar a imagem. “Hisana…”

Havia cumprido sua promessa. Cuidou de sua irmã. Rukia estava viva. Ela se casara e logo daria à luz uma menina. Às vezes estava mentalmente perdido. Se apegou tão firmemente a essa promessa que… Não, não queria pensar nisso. As sobrancelhas dele se curvaram. Com a mansão sem Rukia para aparar sua solidão, se sentiu pequeno. Uma lágrima escorreu de um de seus olhos. Pestanejou algumas vezes para impedir que outros viessem, passando os dedos sob os olhos e limpando as roupas. Se levantou e foi para a sala de jantar, pegando sua zanpakutou no caminho.

Observou a longa mesa de madeira com os assentos vazios. Sentia falta de comer em silêncio com Rukia.

Agora só comia com alguém quando tinha reuniões com os mais velhos.

O jantar dele foi servido.

Ouviu apenas os passos apressados de alguns criados e o vento de inverno lá fora.

June 26, 2020, 1:55 a.m. 2 Report Embed Follow story
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Stony Stony
Olha eu ameiiii. Nunca pensei em shippar Byakuya com Renji *-"
3 weeks ago

  • Kalastrias Kalastrias
    é o shipp mais perfeito pro byakuya :3 3 weeks ago
~

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