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Quem escreve essa porcaria? :3 -emoticon idiota de furry adolescente do passado

É, o tempo tem passado voando e os compromissos da vida parecem querer me comer vivo. Finalmente um feriado e um momento de sossego para respirar de volta nesse blog! Estou no momento trabalhando no início da história da Fang e da Claws, com uma meia dúzia de páginas escritas em folhas avulsas, quase prontas para serem passadas a limpo aqui.

Aí devaneando entre um parágrafo e outro comecei a me lembrar da época de estudante que eu postava bastante fics pequenas e avulsas nos fóruns da vida (alguém mais lembra da época dos fóruns?), comunidades do Orkut, DeviantArt, etc. E também sempre com um nick e um avatar de personagem, claro, não porque eu quisesse me esconder de nada, mas porque eu simplesmente achava legal aquilo, coisa de jovem mesmo, “Oh, que personagem maneiro, vou criar no CorelDraw um avatar e uma assinatura dele”, sabe? Mas em algum momento sempre surgia um daqueles tais trolls, ou os babacas da internet com tempo livre demais e auto-estima de menos, e sempre que se deparavam com uma história furry ou fanfic de um anime qualquer, sem nem se darem o trabalho de lerem as primeiras frases, já começavam a atirar merda pra todo lado: Yiff in hell furfags, ceis por trás da tela são tudo uns: bichinhas veganas que têm medo dos seres humanos, pedófilos zoófilos doentes, otakus nerds virjões sem vida, gordos tetudos que não saem da frente do pc e se masturbam com bicho de pelúcia, U mad?, tl;dr, wazabee, lésbicas peludas gordas espinhentas, góticas que se cortam pra chamar atenção, fangirlzinha chorona de Crepúsculo, heuheueheuhueuehhuebrbr… …E outras babaquices mais sem sentido. Confesso que na época eu ficava puto com isso e acabava xingando eles de volta, defendendo também meus amigos virtuais. Que grande perda de tempo a minha… Tirando a parte da pedofilia ou da zoofilia, não teria problema nenhum se eu fosse qualquer uma daquelas coisas ali em cima; não me tornaria um ser humano pior que nenhum deles, ora bolas. Mas hoje acho até engraçado esses esteriótipos delirantes que a galerinha mais ou menos atribui a quem gosta de escrever na internet (volto a dizer: sem nem antes saber sobre o que estamos contando).

Enquanto isso na real eu me acho um cara (pelo menos aparentemente) bem normal. Na faixa dos 30 anos. Trabalho na área de finanças, 30 horas semanais. Curso superior mediocremente completo, aspirando uma pós-graduação no próximo ano. Gosto de rock clássico, cerveja artesanal, strogonoff de carne, ler histórias de fantasia, ficção científica, ação e suspense, eventos temáticos de cultura pop, viajar sem rumo certo, fazer trilha na mata, andar a cavalo, caiaque (embora more longe do mar), paintball e lutar boxe (mas atrapalhado demais nos esportes com bolas). Já fumei eventualmente charuto e a erva, mas há 3 anos estou bem longe disso. Fascínio pela Rússia, pelo Japão, pela Austrália e pela Dinamarca. 1,98m, entre 105 e 110kg (Nem gordo e nem magro, tampouco bombado, mas razoavelmente em forma e com costas largas. A altura atrapalha um bocado em viagens de ônibus ou avião na econômica, mas compensa no caso de encontrar offline um daqueles citados trolls fora da zona de conforto deles – brincadeira). Excessivamente branco. Cabelo liso e castanho avermelhado, curto-médio, começando a ter entradas nas têmporas. Geralmente a barba fica por fazer ou raspada na pressa. Ao natural; acho depilação masculina algo muito estranho (mesmo sendo meio peludo), mas não julgo. Uma tatuagem tribal de lobo nas costas. Olhos escuros, pequenos, sonolentos, com 0,5 de astigmatismo e fotofobia, que me fazem usar óculos só durante o trabalho na frente do pc. E quando fui comprar o óculos a vendedora disse que tenho a parte de baixo do rosto mais pra quadrada e a de cima mais pra oval (uát? uh, whatever). Nariz grande. Dentes um pouco tortos, pouca coisa. Me visto de forma simples, no tempo livre vai me encontrar de calça jeans, tênis e uma camiseta de malha; se estiver frio uma jaqueta de couro. Heterossexual simpatizante do movimento LGBT, que gosta de vez ou outra brincar de soltar a franga em festas e eventos só pra provocar normativistas de plantão e rir da cara deles. No momento solteiro…Aliás; quase sempre, já que as coisas que mais dou valor na vida são minha liberdade e privacidade (sad but true, eu sei que deveria valorizar mais o amor, mas não consigo). Já fui ateu, já fui espírita kardecista, mas atualmente simpatizo com algumas crenças espiritualistas de origem indígena ou oriental, como o Xamanismo, a Umbanda e o Budismo. A posição política já falei antes; centro-esquerda. Mas se tem uma coisa que essa geração atual burra de bolsominions tem que entender é que “esquerda” em seu contexto original nada tem a ver com essas palhaçadas que eles falam de discussão de ideologia de gênero, fazer ciranda (mas afinal, o que diabos é isso?), dedo no cu e gritaria, quebrar crucifixo, parar de prender bandido, parar de comer carne, flores de miosótis na cabeça, botar “x” no lugar dos artigos definidos, novos Thundercats e eu sei lá mais que tipo de abobrinha PÓS-MODERNA eles inventem! Pós-modernismo; eis o que é. Posição esquerda política para mim está diretamente ligada à defesa das massas, dos direitos trabalhistas, sociais e previdenciários. À distribuição equilibrada de renda. À não escravidão do homem pelo homem ou do homem pela máquina. Ao Estado assumir suas responsabilidades como estado soberano perante tanto o seu povo quanto às outras nações. Se um ou outro cara pisou na bola no decorrer da História usando o nome de determinada filosofia, a culpa não é da filosofia em si.

Enfim.

Esse sou eu. E em decorrência dos tempos sombrios que estamos passando e ainda passaremos pelos próximos anos, obviamente não vai ter aqui nem nome real e nem foto. Podem continuar me chamando apenas de Canis Latran mesmo.

Até a próxima, aí sim com mais um capítulo de Furtrajante Mundo Novo – As Coiotes.

Dec. 26, 2018, 1:20 a.m. 0 Report Embed 0
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Sobre...

Originalmente eu tinha em mente escrever três projetos narrativos bem diferentes:

O primeiro uma ficção de espionagem, magia, ação, drama, romance e comédia com fundo espiritualista. Passada entre o mundo material e o espiritual, contaria a história de vida e pós-vida de um angustiado jovem alemão morto na era nazista, e como ele viria a se tornar um auxiliar dos guardiões das ruas do plano astral brasileiro, passando por todo tipo de provações e acontecimentos deslumbrantes através das dimensões espirituais paralelas, até o dia em que poderia receber o direito de escolha entre reencarnar ou ascencionar ao posto de guardião coroado.

O segundo uma ficção histórica novelizada contada em primeira pessoa por um amigo de infância de Pedro, o grande czar que revolucionou a História da Rússia entre os séculos XVII e XVIII. A auto-biografia emocionada e detalhada de um homem comum vivendo na pele uma hora e um lugar extraordinários. A humanidade por trás do poder. Golpes, guerras. Paixões, a força dos laços de família, traições. Travessias grandiosas. Terror. Alegria. Os conflitos e as incertezas carregadas por Ivan. Lágrimas. Fé. Amor. Aprendizado. Redenção. Uma reflexão sobre quais são nossos valores mais íntimos e qual o nosso legado. Tudo isso descortinado sobre o grande pano de fundo pintado nas cores fortes típicas das paisagens e tradições eslavas. É, ficaria grande demais e pretensioso demais… Mas eu ainda não desisti de fazer!

E por fim esse negócio aqui que vos apresento. Enquanto eu suava e me descabelava pra conseguir escrever num nível decente capítulos da história do russo, desabafei com uma amiga que eu tinha vontade de escrever em paralelo alguma coisa sem nenhum tipo de comprometimento, fosse com normas de escrita, com a opinião pública ou com qualquer tipo de moralismo. Simplesmente espirrar pelo papel qualquer pensamento sem noção ou de revolta que me viesse à mente e aí usar isso pra simplesmente espairecer, botar tudo pra fora e me divertir. E sempre que eu me estressava, ela me estimulava a escrever essa tal outra historinha. E aqui estou! Mas ainda assim tinha que ter alguma consistência narrativa, não podia ser um negócio mal feito. Foi aí que surgiu a ideia de criar uma equipe feminina de caçadoras de recompensa futuristas. E furry! Sim, por que não? A princípio a história seria toda passada no espaço e não teria nenhum viés de crítica política. Mas pra não ficar muito parecido com o anime Cowboy Bebop e por conta dos recentes (e absurdos) acontecimentos políticos, resolvi manter a história mais na terra e acrescentar um pano de fundo político. Acredito que assim tenha dado mais originalidade e mais consistência ao enredo também. Além de “Cowboy Bebop”, “Furtrajante Mundo Novo” tem influência também do projeto independente “A Fox in Space” (uma excelente fanserie de Star Fox no YouTube) e da série animada norte-coreana “Esquilo e Ouriço”. O nome veio enquanto eu tentava misturar o título “Admirável Mundo Novo” com algo meio rebelde e sujo, mas também deixando claro o estilo furry, e aí começou a tocar “Outrageous” do Oingo Boingo na minha playlist. Foi só misturar furry com ultrajante e deu esse trocadilho infame aí. Posto algumas artes lindas encontradas livremente no DeviantArt, quase todas com as devidas assinaturas dos seus autores, mas nenhuma é minha.

Não ganho 1 centavo por escrever nada, é estritamente por prazer. Meu ganha-pão na vida aqui fora é completamente diferente e dentro da caixinha do Sistema. Por isso não esperem que eu tenha muito compromisso com as publicações, com a periodicidade.

Para os desavisados, vou repetir só mais uma vez: Contém críticas políticas. De cunho pessoal. Não venham me encher o saco: Se não concordam apenas passem reto e não leiam mais. Meu posicionamento é de centro-esquerda, ou esquerda moderada. Mas geralmente quem fala aqui nessa história é meu eu interior adolescente; rebelde, zoeiro e de extrema esquerda. Só pra brincar e provocar um pouco mais… Ok? Ok então.

Nov. 11, 2018, 5 p.m. 0 Report Embed 0
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