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embaixada-brasileira Inkspired Brasil Fez a correção, a capa é da hora e seus amigos esperam com ansiedade, e talvez preocupação, pelo momento que sua obra será lançada. Até marcou um dia: hoje. Um frio na barriga! Olha mais uma vez aquela belezura, cheio de orgulho, e se prepara para inseri-la no site e compartilhá-la com o mundo. De repente, percebe um buraco na coisa toda: falta a classificação da história. E agora? Ação? Aventura? Drama? Tudo junto? Existem várias categorias e uma narrativa não está restrita a apenas uma, o que torna comum a dúvida na hora de escolher em qual inserir seu livro. É por conta disso que este blog existe: auxiliá-lo nessa tarefa que, muitas vezes, pode ser amedrontadora. Confira o Bonde das Categorias e não fique mais inseguro na hora de lançar sua história.
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Que comece a aventura!

Olá, pessoas! Tudo certo?


Hoje estou aqui para falar um pouco sobre mais uma das muitas categorias literárias existentes. Mas antes de qualquer coisa, acredito que seja essencial falar um pouquinho sobre o que são os gêneros Dramático, Lírico e Narrativa.


Os textos Dramáticos são aqueles escritos em forma de roteiro, como Hamlet, por exemplo; é a chamada palavra representada. Já os textos Líricos são poesias marcadas por um eu lírico, como Amor é fogo que arde sem se ver, chamado de palavra cantada. E, claro, a Narrativa, que são textos que possuem um narrador. Se escritos em versos, como Os Lusíadas, por exemplo, são chamados Épicos, mas se escritos em prosa podem ser Conto, Crônica, Novela ou Romance.


Agora que já sabe um pouquinho sobre cada um deles, mostrarei a você um pouco sobre as categorias do gênero. O foco aqui se dará no gênero narrativo, apesar de as categorias se enquadrarem em outros gêneros também.


Você sabe o que compõe uma narrativa de aventura? Não? Então confira:


Um romance de aventura se caracteriza pela sucessão de fatos que inserem os personagens em situações de adrenalina. Se foca em colocar os personagens em ambientes, muita das vezes, ficcionais, diferentes, dificultosos, onde são testados a todo momento, tirando o leitor da realidade vivida e o transportando para essas situações. É importante entender que nessa categoria não se explora muito o lado psicológico dos personagens ou mesmo uma estrutura complexa da gramática, mas o que virá a seguir, o que eles enfrentarão logo depois de ter acabado de passar por uma situação, o enredo.


O público predominante desta categoria é amplo e atrai desde crianças a jovens adultos; isso porque está voltada, em sua grande maioria, a leitores principiantes ou que são fãs de adrenalina e gostam de se colocar na pele ficcional de um aventureiro, o que faz muitos críticos considerarem a aventura como um romance escapista.


O cenário costuma ser bem trabalhado, isso porque ele pode influenciar muito os personagens, pois, muitas vezes, ele será um grande problema para os mocinhos da trama. Pode ser um local completamente desconhecido pelos personagens ou até um local existente, mas há sempre uma pitadinha de algo novo, o que pede uma descrição mais detalhada do cenário e acaba levando muito em conta a ambientação também, já que a verossimilhança pode ser colocada de lado com frequência ou até em todo decorrer da narrativa.


A maior parte das histórias de aventura mostra um herói jovem e com sede de explorar o desconhecido. Ele costuma ter alguém mais experiente como parceiro, um personagem que não só o ajuda a tomar certas decisões, como também o auxilia sem muito questionar ou sem nada questionar. Ou seja, o personagem possui laços afetivos, não é retraído. Além disso, ele costuma ser bastante destemido, expressando características que talvez sequer soubesse que faziam parte dele, como a astúcia, por exemplo. O herói também pode apresentar poderes, como nas histórias de super-heróis.


As aventuras mais voltadas para crianças costumam envolver um grupo de amigos que, por exemplo, estão de férias e descobrem algo, extraordinário ou não, capaz de envolvê-los em uma aventura. Essa aventura pode conter mistério, superpoderes, magia, mitologia e até questões sociais.


As aventuras adultas compartilhadas por adolescentes não são tão diferentes, mas possuem temas um pouco mais problemáticos, podendo envolver aventuras sexuais.


O desenlace da história não é muito focado, pois na aventura ele não tem tanta importância. Por quê? Bem, porque assim que a aventura termina, o herói e seus companheiros recebem sua recompensa, que pode ser algo material, como um tesouro em narrativas que contenham piratas, por exemplo, ou a conquista do par romântico, ou até mesmo uma recompensa espiritual, social ou de experiência de vida para seu futuro. Então ele volta para casa, para sua vida normal, e a história termina.


Para que possa se situar e entender melhor, observe bem o começo da aventura de Alice, em Alice no País das Maravilhas, e veja como ela se comporta:


Alice estava começando a ficar muito cansada de estar sentada ao lado de sua irmã e não ter nada para fazer: uma vez ou duas ela dava uma olhadinha no livro que a irmã lia, mas não havia figuras ou diálogos nele e "para que serve um livro", pensou Alice, "sem figuras nem diálogos?"

Então ela pensava consigo mesma (tão bem quanto era possível naquele dia quente que a deixava sonolenta e estúpida) se o prazer de fazer um colar de margaridas era mais forte do que o esforço de ter de levantar e colher as margaridas, quando subitamente um Coelho Branco com olhos cor-de-rosa passou correndo perto dela.

Não havia nada de muito especial nisso, também Alice não achou muito fora do normal ouvir o Coelho dizer para si mesmo "Oh puxa! Oh puxa! Eu devo estar muito atrasado!" (quando ela pensou nisso depois, ocorreu-lhe que deveria ter achado estranho, mas na hora tudo parecia muito natural); mas, quando o Coelho tirou um relógio do bolso do colete e olhou para ele, apressando-se a seguir, Alice pôs-se em pé e lhe passou a ideia pela mente como um relâmpago que ela nunca vira antes um coelho com um bolso no colete e menos ainda com um relógio para tirar dele. Ardendo de curiosidade, ela correu pelo campo atrás dele, a tempo de vê-lo saltar para dentro de uma grande toca de coelho embaixo da cerca.

No mesmo instante, Alice entrou atrás dele, sem pensar como faria para sair dali.

(CARROL, 2002.)


Consegue perceber a aventura intrínseca ao texto? Alice viu o Coelho, percebeu que ele falava e que também usava um colete e tinha um relógio. Isso despertou a curiosidade dela, e Alice e foi atrás dele. Com isso também já vemos que ela é mais de agir primeiro e pensar depois. Ela é corajosa, apesar de vermos, em vários momentos, que ela tem medo. Independente do medo dela, Alice sempre segue, sempre age.


Vale lembrar que uma narrativa não possui apenas uma categoria, caso contrário seria muito fácil determinar a qual delas um livro pertence, não é mesmo? Então, dentro de uma narrativa de aventura, você poderá encontrar elementos de mistério, suspense, comédia, entre outros. O que valerá na hora de classificar um romance como aventura será observar os aspectos gerais da história, como os personagens e, principalmente, o personagem principal que age dentro dela. Caso perceba que a história tem essa característica de sucessão de eventos aventureiros com um personagem que luta para enfrentar os obstáculos com coragem e com o auxílio de seu(s) companheiro(s) como um atributo principal, pode colocá-la na categoria de aventura sem medo!


Espero que o artigo tenha ajudado, mas se ainda restar alguma dúvida sobre a categoria de aventura, não se acanhe, deixe um comentário que faremos o possível para lhe ajudar ou você também pode pesquisar. Como bem já sabe, a internet pode ser muito útil nesses momentos.


Texto: Karimy

Revisão: RitaGomez


Referência:

CARROL, Lewis. Alice no País das Maravilhas. Editora Arara Azul, 2002.

April 5, 2019, midnight 0 Report Embed 0
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Ajudando você

Olá, caro leitor! Tudo bem?


Hoje venho conversar com você a respeito de outro gênero muito importante que tem aparecido com freqüência nos sites e nas livrarias. Então você me pergunta: Que gênero é esse, Mega? Eu particularmente o conheço bem. E você, caro leitor, conhece o gênero chamado Autoajuda? Não? Então venha comigo, que vou falar um pouco sobre ele.


O gênero autoajuda, como o nome mesmo sugere, é uma narração que apresenta algum tipo de ajuda para o leitor. Pode, por exemplo, responder dúvidas sobre determinado assunto, que pode ser tanto de cunho esotérico, financeiro ou de vida, pois você apresenta uma solução (fundamentada em suas experiências de vida) para o que os leitores tanto procuram.


Essa literatura tem a função de ajudar o leitor. Ela serve como um manual de instrução, mostrando um caminho ou uma solução que acrescentará na sua busca e experiência pessoal.


Um livro muito famoso desse gênero que podemos citar é o Segredo, de autoria de Rhonda Byrne, que fala a respeito da lei da atração: A importância da expectativa positiva, vibrando no que você quer, vai atrair o que tanto almeja. Basicamente, atraímos o que pensamos e nossos atos atraem algo semelhante. Também fala sobre como lidar com suas emoções a fim de trazer o que se deseja.


Outro livro de autoajuda que podemos usar de exemplo O Poder do Agora, de Eckhart Tolle, que, de maneira resumida, nos mostra que perdemos muito tempo pensando no passado ou fazendo planos para o futuro, que nos esquecemos do agora, mas que, para ser feliz, você precisa viver no presente, um momento de cada vez e com muita paciência, aproveitando, dessa maneira, melhor a vida.


Hoje em dia existem textos de autoajuda para todas as faixas etárias, classes sociais e gêneros, que tratam de ansiedade, depressão, problemas escolares, estresse e dramas do nosso cotidiano. Nas narrativas de autoajuda focadas para determinadas idades, os textos abordam os temas de formas diferentes, conforme a compreensão do público para o qual aquele conteúdo será direcionado.


Os assuntos são tratados de forma muito pessoal e simples. Por conta disso, muitos acreditam que a autoajuda é um gênero de “oportunistas”, mas isso não o impede ser o gênero mais vendido e procurado na atualidade, principalmente porque, no mundo de hoje, as pessoas se sentem cada vez mais solitárias e se identificar em algo, mesmo que em um livro, já tem muita importância.


Esse gênero pode tratar a história a partir de metáforas e contos narrativos que retratam o problema, algumas vezes nem sempre de forma literal, mas também pode contar uma experiência vivida pelo autor ou por pessoas conhecidas por ele, ou seja, de uma forma mais direta.


Todo escritor desse gênero deve tomar cuidado com o que escreve também, pois os leitores que consomem textos de autoajuda, na maioria das vezes, seguem ao pé da letra tudo o que é dito pelo escritor, pois confiam nele, em sua experiência. Esse gênero é usado por algumas pessoas como uma tábua de salvação, porque ajuda a diminuir o estresse e a ansiedade diária, além de servir também como guia para achar as respostas que o leitor almeja em determinado assunto. Existe uma grande variedade de assuntos abordados por esse gênero que vão desde psicologia, espiritualidade, motivação até economia.


Bom, era isso o que eu tinha para falar a respeito do gênero autoajuda, espero que você tenha compreendido como ele funciona e a característica principal dele, que é auxiliar o próximo por meio do conhecimento e experiências de vida.


Qualquer dúvida, pode perguntar, que estou à sua disposição.


Beijos e até depois!


Texto: Megawinsone

Revisão: Karimy


Referências

15 LIVROS de autoajuda para deixar sua vida melhor. Pensador, Rede 7Graus, Matosinhos, entre 2007 e 2018. Disponível em: <https://www.pensador.com/livros_de_auto_ajuda/>. Acesso em: 3 set. 2018.

LITERATURA de autoajuda. Resumo escolar, [S.l.], entre 2015 e 2018. Disponível em: <https://www.resumoescolar.com.br/literatura/literatura-de-autoajuda/>. Acesso em: 1 set. 2018.

SANTANA, Ana Lucia. Literatura de Auto-Ajuda. Info Escola, [S.l.], entre 2006 e 2018. Disponível em: <https://www.infoescola.com/livros/literatura-de-auto-ajuda/>. Acesso em: 1 set. 2018.

March 15, 2019, midnight 0 Report Embed 3
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Luz, câmera... Ação!


Alô, alô, galerinha linda! Estreando o blog novo, falaremos sobre a categoria Ação! Ação na verdade é um gênero. Quando tratamos de categorias, estamos dizendo que a ação age como gênero principal. Discutiremos o que é a ação, o tipo de histórias que a abordam e, de forma geral, como escrevê-la. Ao fim, falaremos sobre os elementos que a história precisa ter para entrar na categoria Ação.


Essa categoria aqui é mais complicadinha porque a ação não costuma ser a principal de nenhum texto longo. Aborda histórias rápidas, com muito movimento, lutas, brigas, disputas, gritos e talvez explosões. É um gênero muito mais visual do que literário, tanto é que temos vários filmes de ação. Na literatura, porém, é mais comum abordarmos o interior dos personagens, os seus pensamentos, e a ação, mesmo quando é parte importante da trama, acaba ficando em segundo plano.


Existem livros com muitas cenas de ação, por isso é tão comum vermos ação como um dos gêneros principais. Percy Jackson, Harry Potter e Jogos Vorazes são exemplos de sagas com diversas cenas de ação, porém podemos concordar que nenhum desses livros a tem como categoria principal.


Histórias rápidas, curtas e dinâmicas (normalmente violentas), que narram uma ou mais cenas são as que se encaixam melhor nessa categoria. No caso, é mais comum encontrarmos contos do que romances de ação. A maior parte das outras pode levar ação como tag.


Como já estipulamos que as histórias dessa categoria na verdade são cenas de ação, eu vou falar um pouquinho sobre como funciona escrever esse tipo de texto.


O objetivo é acumular tensão no leitor para que ele se sinta no meio do problema que a sua história desenvolve. Uma das melhores formas de acumular tensão é escrever utilizando frases curtas, que passem a ideia de várias coisas estarem acontecendo ao mesmo tempo em momentos diferentes. É o que torna a história dinâmica.


Frases longas ajudam na hora da intensidade. É como se tudo fosse tão forte ou tão intenso que o próprio personagem já não consegue mais respirar. A falta de pontuação faz isso, porque lemos de acordo com vírgulas e pontos; sem eles, o leitor tenta chegar ao fim da frase o mais rápido possível e pode até perder o fôlego. São duas maneiras distintas de abordar a velocidade com que as ações acontecem numa história.


Vou usar como exemplo um texto do André Vianco. Ele é um escritor nacional bastante conhecido, que costuma trabalhar muito bem com vampiros. Em O turno da noite, há uma passagem assim:


Vampiros fracos e sem instrução, virando-se nas trevas, repudiando o sangue, sentindo o estômago queimar e a mente afundar num torpor infinito que impedia o entendimento de tudo que se passava. Talvez alguns deles tenham pensado em voltar para sua família, voltar para suas casas. É possível que tenham desistido ao chegar o umbral da porta. A barriga queimava. Sabiam que queriam sangue. Qualquer sangue. Talvez o da irmã mais nova. Talvez do pai.

(VIANCO, 2006, p. 10-11)


Essa não é necessariamente uma cena de ação, mas ele usa as ferramentas de que falei e acredito que seja um bom exemplo. A primeira frase é bastante longa e ajuda a passar a agonia que os personagens sentem; o leitor se deixa embalar pelo ritmo da frase. Logo a seguir vêm as frases curtas, que representam pensamentos aleatórios, intensos, que vão deixando o leitor nervoso ou ansioso para saber o que vem a seguir.


Ambas são táticas de acúmulo de tensão e de demonstrar intensidade, e funcionam bem, desde que o autor consiga equilibrá-las. Stephen King gosta de usar frases longas na hora de descrever a parte mais intensa da ação, como a briga em si e os tiros, e frases curtas nos momentos em que o leitor realmente não sabe o que está para acontecer.


Em A escolha dos três, Roland (o pistoleiro) tem balas molhadas no tambor da sua arma, então o leitor não sabe se ele vai conseguir atirar ou se a bala é ruim e vai falhar. No trecho a seguir conseguimos ver bem a tensão se acumulando:


Andolini se livrou de Eddie e rolou para a direita, quase nem sentindo a ponta da pedra que rasgava seu paletó esporte de quinhentos dólares. Nesse momento, o pistoleiro puxou um revólver com a mão esquerda e o saque foi como sempre fora (estivesse ele doente ou não, acordado de todo ou meio adormecido): mais rápido que o risco azul de um relâmpago de verão.

(...)

O homem com a camisa rasgada puxou o gatilho do revólver em sua mão esquerda e Jack Andolini achou — realmente achou — que estava morto. Então percebeu que fora apenas um clique seco, não um disparo.

Falhou.

Sorrindo, Andolini ficou de joelhos e ergueu sua própria arma.

(KING, 2007, p. 140)


Ele chega a usar apenas uma palavra num parágrafo inteiro, enfatizando a importância dessa informação. Sempre que o pistoleiro ergue a arma, o leitor prende o fôlego porque não sabe se ela vai funcionar ou não, e nesse momento ele escolheu usar frases curtas, porque o impacto é bem maior. Não é preciso dizer nada além desse “falhou” para passar a mensagem. Antes disso, ele preferiu frases longas que nos embalam e guiam por vários acontecimentos diferentes. Ainda no mesmo livro, ele utiliza o recurso de frases curtas nos capítulos 15 e 16. O capítulo 16 inteiro tem duas palavras:


[Capítulo] 15

Só espero que não falhe de novo, Roland pensou meio tenso, e de novo o polegar fez o cão recuar. Sob a gritaria das gaivotas, ouviu o levemente lubrificado clique quando o tambor girou.

[Capítulo] 16

Não falhou.

(KING, 2007, p. 141)


Eu gosto bastante desses trechos que trouxe porque eles exemplificam muito bem, para mim, o uso das frases longas e curtas em cenas de ação. É claro que não existe apenas um jeito de fazê-las e que cada escritor precisa encontrar seu ritmo, porém acho importante conhecermos o modo que outras pessoas usam para adequar isso ao nosso jeito de escrever.


Como deu para perceber, o foco desse tipo de história não está no personagem, mas sim em suas atitudes e ações. Ela não necessariamente diz respeito apenas a cenas de briga ou de luta, mas esportes, corridas e momentos de adrenalina, de forma geral, podem ser encaixados aqui. Histórias policiais, de perseguição, faroeste e de guerras, quando têm foco especial e principal nas ações físicas, também podem se enquadrar em ação. É importante lembrar que as questões sociais, os relacionamentos políticos e as intrigas não-físicas relatadas nesse tipo de história precisam estar em posição secundária em relação às cenas de ação, ao físico, às batalhas. Sentimentos, cenários ou mesmo diálogos não são o foco dos textos que têm esse gênero como principal.


A essência dessa categoria é o movimento, a velocidade, os fatos. É o que acontece, não o que poderia ter acontecido ou o que o personagem sente ao desenrolar do enredo, ou o que ele pensa e diz. São textos curtos, rápidos, com movimento e ação. Nada de sentimentalismo ou desenvolvimento de personagem. O importante aqui é a adrenalina.


Muitas vezes, o protagonista tem um rival que o ajuda a melhorar suas habilidades e a seguir em frente. Esse rival também pode agir como antagonista e frustrar o personagem principal, impedindo-o de atingir seus objetivos. De forma geral, os dois estão conectados desde o começo até o fim da história e o desenvolvimento da trama mostra batalhas, sejam lutas físicas, armadas ou competições (desde que físicas) que vão evoluindo com o passar da história até encontrar o ápice no embate entre o protagonista e seu rival. É nesse momento que as habilidades adquiridas pelos dois no decorrer da história se mostram por completo, colocando-os em uma batalha intensa. Nas narrativas de ação, o bem costuma prevalecer contra o mal e o desfecho não possui muita relevância, já que o protagonista costuma retomar sua rotina, ao passo que o rival pode ter um final mais trágico, como a morte, a prisão ou até perder amigos, namorada ou moral, a depender do tipo de história.


Lembrando que não existem regras pré-definidas, é você quem decide o rumo que sua história vai tomar; aqui há apenas alguns padrões que costumam aparecer em histórias assim. Mas reforço: quando você sai do físico e passa a elaborar mais o emocional, os relacionamentos afetivos entre os personagens, ou até o enredo em si, a história já deixa de ter a ação como elemento principal e deve ser categorizada de outra forma. Por isso é mais comum termos contos de ação, não romances. Ação costuma aparecer mais em tags.


Deixarei aqui embaixo o link de um texto bacana que eu li sobre como escrever cenas de ação e que talvez possa complementar o que já falei aqui. Espero que tenham curtido e escrevam cenas de ação, testem seus limites, conheçam suas zonas de conforto e fujam delas! Espero que tenham entendido, quaisquer dúvidas apareçam nos comentários ;)


Se tiverem algo a acrescentar, comentem!


Um beijo e um queijo, e espero ver mais histórias de ação (ou cenas) vindas de vocês! :*


Texto: Camy

Revisão: Karimy


Leitura recomendada:

Ficcionados: Este texto é bom para quem está em dúvida sobre como escrever uma cena de ação boa.


Referências

KING, Stephen. A escolha dos três. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007. (Saga A Torre Negra, volume 2).

VIANCO, André. O turno da noite. Bareuri, SP: Novo Século, 2006. (Saga Os filhos de Sétimo, volume 1.)

Aug. 25, 2018, 1:38 a.m. 4 Report Embed 8
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Introdução

Olá, gente linda! Bom, estamos aqui com um novo blog, com o objetivo de ajudá-los a escolher em qual categoria adicionar sua história. Abordaremos, em ordem alfabética, todas as opções oferecidas pelo Inkspired para que vocês saibam exatamente o que escolher na hora de finalmente colocar seu texto a público.


Nós temos algo bastante parecido no blog Esquadrão da Revisão. A diferença é que esse texto não fala apenas sobre as categorias, mas também sobre gêneros secundários; é uma visão rápida das muitas possibilidades de tags que podem ser usadas. Se quiser conferi-lo, clique aqui.


Este blog deseja se aprofundar mais no assunto. Trataremos, no Bonde das Categorias, sobre como cada categoria funciona, que tipo de histórias se espera encontrar nelas e até algumas dicas sobre como escrevê-las.


Cada categoria representa o gênero principal da sua história. Nós separamos as histórias do site por categorias para facilitar a busca do leitor. Pode ser difícil escolher apenas uma ao postarmos um texto, porque muitas vezes abordamos diversos assuntos diferentes neles, em especial em histórias longas. Podemos ter comédia, drama e terror, tudo dentro de um só capítulo. Livros normalmente têm três ou mais gêneros principais, mas quando chegamos em sites de publicação, precisamos escolher apenas um e isso pode confundir muita gente. O mais importante aqui é decidir qual gênero, dentre os disponibilizados pelo site, é o mais importante dentre todos nos quais sua história se enquadra. Você seleciona a categoria que se destaca em relação às outras e então marca o resto nas tags — lembrando que Fanfictions sempre devem estar na categoria Fanfiction, sem importar o gênero predominante.


Textos não são apenas narrativas. Nós temos roteiros, peças de teatro, poemas e muito mais. Ao tratarmos das categorias, nos referimos a todos esses tipos de texto, porque o que importa para a classificação que trabalharemos aqui é o conteúdo, não a forma.


Se estiver em dúvida, confira nossos textos e veja se o que você tinha em mente ao pensar em “Ação” ou “Aventura” combina com o que nós temos a dizer.

Aug. 25, 2018, 1:38 a.m. 0 Report Embed 7
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