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Jônatas Miranda


(Multiverso em expansão) Um inimigo sombrio e voraz viaja pelo multiverso em busca de sangue e poder. Alguns jovens, (mesmo que por acidente) ávidos por aventuras, serão testados até seus limites (e além deles) para detê-lo. Seus lares estão a um vórtice de distância, sempre podem escolher voltar, mas você voltaria se soubesse que lugar algum do multiverso está seguro o bastante? Uma pequena parcela de povos no multiverso detêm a magia ou tecnologia para viajar entre os universos. Humanos de vários planetas Terra, além de dominar a tecno magia, conseguem quebrar as barreiras do tempo e do espaço. Há planos para uma expansão, mas estes mesmos humanos, em busca de fama, riquezas e poder, acabam libertando um mal capaz de destruir a todos em quaisquer pontos do tempo onde se materialize. Após inúmeras guerras, o mal prevalece. Por sorte, a maldade é também sádica e, por um capricho, prende a Jovem Nara em um loop temporal em um asteroplanetóide à beira de um buraco negro. E é lá que ela conhece alguns dos heróis que lhe ajudarão a retomar o controle de sua vida.


Fantasy Zeitreise Alles öffentlich.

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A chegada

Um monotrilho à jato percorria em altíssima velocidade as planícies repletas de Gêiseres de gases tóxicos, motivos mais que suficientes para fazer qualquer grandalhão se mijar de medo, mas não para Palmer que tinha uma certa atração pelo desconhecido.

De todas as situações que já havia enfrentado na vida, aquela era a mais entediante. Vez por outra máscaras de oxigênio despencavam da parte superior da cabine, sentia-se desconfortável, pois eram as únicas coisas que lhe despertavam algum interesse. Não por ele ter imunidade à falta do que respirar, contudo, sempre que as máscaras caíam, aquela voz mecânica irritante vomitava palavras irreconhecíveis aos seus ouvidos, para sua mente esse sim era um doloroso exercício.

O rapaz tinha inúmeras marcas pelo corpo, algumas delas causadas por desafetos antigos que teimavam em insultar sua mãe, apenas parte delas podiam ser observadas. Era jovem, aparentava ter seus vinte e cinco anos, mantinha seus olhos fechados enquanto tentava entender o significado daquelas palavras.

"Que raio de língua é essa?", pensava. Em sua mente a nítida imagem de sua namorada, acaso ela estivesse ali poderia lhe dizer o significado de todas aqueles símbolos num piscar de olhos. Parou de pensar, a simples lembrança de suas feições o deixava excitado, era até um pouco vexatório, qualquer decisão racional não poderia ser tomada em tais condições. O simples fato de não pensar na voz já lhe dava ânimo para prender um pouco mais a respiração. Sua única preocupação? Seria mesmo oxigênio saindo daqueles tubos? A saída foi esconder o rosto atrás de uma delas e torcer para que o jato do que quer que fosse, maltratasse menos suas narinas do que os gases expelidos pelos Gêiseres. Colocou! Oxigênio para dentro, gás carbônico para fora.

— Quem bom, torci pra não ser sulfeto de hidrogênio... — disse ele a si mesmo tentando não rir.

Após um minuto de silêncio a missão da máquina reiniciava, trazendo consigo o vazio deixado no ar pela ausência das máscaras que se recolhiam automaticamente. Aquela ladainha já estava deixando o jovem desconcertado. Sentia como se estivesse recebendo uma admonição e algum fato de importância suprema tivesse sido arrancado de sua mente, só o fato de não se lembrar de como havia ido parar naquele transporte já lhe parecia indicação suficiente disso, e suas pernas estarem presas por elos fotônicos prometia deixar passar, encararia apenas mera coincidência. Só que não.

À sua direita sobre um balcão havia uma pulseira dourada, caracteres indecifráveis talhados no metal envolviam-na completamente.

O projetista responsável pelo desenho da cabine esqueceu-se de deixar espaço para janelas ou portas, mas estranhamente ondas elétricas percorriam vez por outra as paredes, piso e teto do vagão, talvez um erro de projeto, vai saber, talvez sabotagem, alguns desses raios pareciam se solidificar. Ficaria impossível transitar sobre o piso metálico em alguns instantes sem furar os pés. Ele parou seus olhos repentinamente em uma das laterais e viu que ela era um pouco maior do que se lembrava pois agora parecia ter outras pessoas por perto. Era como se seu cérebro estivesse lutando para sair de uma hipnose ou um sonho, mas não, definitivamente estava bem lúcido, o único sonho possível para ele era o de poder estar com Lúcia todos os dias pelo resto de sua vida. Sempre que pensava nela, seu coração se acelerava. "Um dia vão precisar de você...", pensou.

— Como cheguei aqui? — perguntava ele a si mesmo, olhando para fora daquele veículo e ao mesmo tempo tentava entender como ele podia estar olhando pela janela, se na cabine não havia nenhuma, como vez por outra sentia uma espécie de inércia se o veículo a maior parte do tempo avançava em linha reta e, finalmente, como abrir aquele maldito cadeado que lhe feria os tornozelos e dar o fora dali.

Estranhamente seu primeiro impulso não foi o de fugir, pelo menos não sem antes causar um bom estrago no veículo e, se possível, partir em alguns milhões de pedaços a cara de seus raptores. Subitamente a cabine toda começou a piscar em tons de vermelho, azul e verde, como se fosse um alerta visual para seu estado emocional.

Para Palmer incontáveis horas já haviam se passado, aquele cerimonioso vai e vem de máscaras o fizera perder um pouco sua noção de tempo, não fazia ideia de quanto mais poderia suportar. Uma porta literalmente apareceu à sua frente e passou por ele. Sim, vocês se lembram que ele estava preso por uma corrente de luz?

A porta passou por ele e não ele por ela, e logo depois desapareceu deixando para trás o lugarzinho onde ele permaneceu por tanto tempo e mais um bocado de perguntas sem respostas. Lamentou-se por não ter tido a chance e nem a sorte de se ver frente a frente com quem quer que seja que o prendera ali. Um vilão a menos para ele partir a cara, teria apreciado cada gota de sangue que pudesse verter deles, caso fossem muitos.

Mal a porta passou pelo jovem ele perdeu os sentidos, quando se deu conta já estava em outro lugar a céu aberto e com a cabeça sobre uma pedra, sangue a fluir por um ferimento no supercílio direito. Nem se preocupou, limpou-o e começou a sondar o lugar. Onde, quando e em qual universo estaria? Como viera ele acabar ali.

— Palmer! Palmer! Palmer! ... — gritou alguém quase estourando seus tímpanos. — Acorda cara, não é hora da soneca!

— Palmer, sim, esse é meu nome — respondeu ele, tirando a cabeça antes recostada sobre a pedra e levando uma das mãos ao supercílio direito. — Mas quem é você e como sabe meu nome?

— Meu nome não sei dizer, mas quanto ao seu, você nos disse durante seus devaneios. Está ferido?

— Um instante, nos disse? Quem mais está aqui? Ferido? É, pelo visto não.

— Quem? Seria uma pergunta estranha no momento, pois até agora, apenas um nome foi dito, o seu. É mesmo esse seu nome?

— Sim, eu acho, ainda não tenho certeza.

— Sim, entendo. Meu marido e eu estamos passando pelo mesmo e não temos certeza de nada.

— Mas onde está ele? Não vejo ninguém além de nós.

— Está por aí escondido, quando se sentir seguro ele aparece.

— Seguro de quê?

— Seguro de que você é confiável, sabe, quando estava delirando, seus olhos brilhavam como uma constelação inteira a noite, foi quando ele saiu correndo e gritando feito um frango...

Os dois riram em uníssono.

— Espere um instante! — bradou Palmer, fez uma pausa e depois continuou — Se não sabe seu nome, então como pode afirmar que "ele" é seu marido?

— Sabe que acabei de refletir sobre isso. A questão é essa, acabei de me lembrar desse fato, mas ainda não me lembrei de mais nada.

— Vamos dar tempo ao tempo, assim quem sabe as lembranças voltam.

Mal acabou de dizer essas palavras, o chão tremeu e uma cratera enorme abriu-se bem ao lado deles. Palmer, em um instinto de proteção afastou a mulher para longe da fenda.

— Algo me diz que não estamos seguros aqui.

— Sério mesmo, sabichão? — disse uma voz rouca e apressada — enquanto segurava a mulher pela mão.

— Então resolveu se juntar a nós — disse Palmer.

— Negativo, vim me juntar a ela. Eu te conheço?

— Isso são modos? — perguntou a mulher.

— Nada disso importará se não sairmos daqui agora, se não perceberam o chão tremeu, essa enorme fossa se abriu e parece que algo mais veio preencher essa solidão a três.

Do fundo a fenda, uma silhueta feita de uma espécie de areia negra começou a se formar. — As apresentações terão que esperar — completou Palmer. Queria ficar e enfrentar a criatura, entretanto, quem protegeria aquela senhora?

— Vamos sair saindo, corre, corre...

— Aí sim falou minha língua — completou sem nome.

Todos correram enquanto um grunhido bestial irrompeu do fundo da fenda, acelerando seus corações e pernas ao mesmo tempo.

Correram por alguns minutos sem se preocupar com a direção e parecia certo até que ouviram outro grunhido e outro e mais um. Palmer olhou para trás e imediatamente suas maiores preocupações se mostraram acertadas. No encalço dos três recém conhecidos, ou quase isso, estavam agora três criaturas feias como o diabo, durante a perseguição elas se dividiam e fundiam-se à areia dando vida a mais delas.

— Se preocupação com segurança não fosse meu forte, eu diria que estamos perdidos — disse o senhor sem nome.

— E desde quando você se tornou um covarde Argon? — Perguntou a mulher.

Os três continuaram correndo, mas como num estalo, os três se olharam tentando acreditar que o, até agora senhor sem nome, fora chamado de Argon pela senhora.

Foi complicado de entender, leitor? Beleza então, vamos prosseguir.

As criaturas eram virtualmente incansáveis e se aproximavam rápido, naquele ponto sentiam-se como se os últimos grãos de esperança na ampulheta da vida estivessem prestes a escoar. A mulher engoliu seco mas não parou de correr Argon e Palmer protegiam-na tanto pela frente quanto trás.

Não importava o quão rápido corressem, as criaturas, que eram poucas no início, naquele momento já passavam de dez e quanto mais eles corriam mais esse número crescia.

— Não aguento mais isso! — gritou Palmer.

— E nem eu — completou Argon virando-se para a mulher sem nome.

— Se não fizermos algo seremos aniquilados. Cansei de correr do desconhecido. Meu nome é Kaline. — revelou ela desacelerando.

Argon havia parado de correr também e Palmer alguns metros antes já estava em posição de combate. Aquela seria uma batalha épica entre humanos e criaturas das trevas.

As criaturas formaram um círculo ao redor deles.

— São muitos — disse Kaline enquanto se afastava em direção aos outros dois.

— Cercados sim, mortos não — disseram todos ao mesmo tempo.

— Se alguma ideia surgir, compartilhar é o dever — balbuciou Palmer.

Instintivamente os três se deram as costas, taticamente essa seria a melhor estratégia, teriam olhos voltados em todas as direções. De frente para Palmer naquele momento o círculo começou a se abrir e uma criatura um pouco maior que as outras deixou-se ser vista.

— Gente, acho que aquele ali é o chefe, vejam só — disse Palmer aos outros.

— Claro que não, um chefe de verdade jamais se mostraria logo no primeiro episódio. — brincou Argon.

— É só um soldadinho querendo trocar de patente. — completou Kaline.

A criatura atravessou o corredor formado pelos outros monstros, nariz empinado, exalava o cheiro da morte. Parou. O círculo se fechou atrás dele.

"Só faltou o bigode louro", pensou Palmer.

— Saudações vermes humanos, a hora de suas mortes se aproxima.

Da parte superior dos pulsos de cada braço da criatura, brotaram duas lâminas negras como seus corpos e extremamente afiadas. Elas não pararam de crescer até tocarem o chão. Durante seu caminhar sulcos e cordões de puro ódio talhavam-se no solo.

6. März 2020 16:08:45 1 Bericht Einbetten Follow einer Story
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JM Jônatas Miranda
A história está apenas começando, então fiquem a vontade para comentar também, e o mais importante: divirtam-se.
March 06, 2020, 16:21
~

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