makitasama Makita Sama

Pode ser que o refúgio seja ruim, pode ser que o refúgio te mantenha vivo, mas nada disso é sinal de melhora, pelo contrário, tome cuidado ao ver que tudo está indo bem até demais.


Drama Nur für über 21-Jährige (Erwachsene).

#Insegurança-patológica #gatilho #sexo #romance
Kurzgeschichte
1
4.4k ABRUFE
Abgeschlossen
Lesezeit
AA Teilen

Refugio

Como sempre eu estou em casa vendo vídeos, conversando com alguém na internet e pensando no que fazer quando eu não puder mais esconder as minhas dores. É fácil ignorá-las enquanto elas estão guardadas, mas depois ficará horrível, nem sei se devo mesmo mudar de rotina, senão serei atacada de ponta a ponta.

Acho lindo quando falam que eu preciso apenas ignorar meu passado para seguir em frente, sendo que isso não pode acontecer ou eu conseguirei me machucar ainda mais no futuro por conta de alguém parecido. E não, não é nada legal passar por um relacionamento abusivo, muito menos tão cedo quanto eu passei.

Enfim, é melhor manter isso em sigilo absoluto Dela ou Ela vai me pegar por trás e vai acabar comigo em uma só tacada. Que belo, não é? Se bem que para quem tem um psicológico estável deve ser belo ver os outros querendo ajuda e não ajudar, porém quem sou eu nesse mundo para julgar.

Deve ser incrível não sentir insegurança constante, vontade de suicídio constante, tristeza constante, dor constante. Eu queria saber como é viver assim, em uma vida maravilhosa, sem nenhum tipo de queda possível durante a sua vida, pena que eu jamais saberei.

— De fato, você jamais saberá, pois não adianta jogar a sua dor para fora com sexo, com música, com amor romântico, com comida. Inclusive é melhor desistir de uma vez ou prefere mesmo mentir para si durante toda a sua vida? Espero que não, sua inútil, idiota, besta. — Nada que eu não tenha ouvido nesses anos de sofrimento, ora, ela reclama comigo desde que a minha ferida abriu.

Meu único desejo é encontrar uma fonte de prazer, porque ela quer que eu não faça nada contrário ao que ela acredita, contudo preciso realizar ou eu jamais sairei desse estado morto.

O melhor momento para eu rir é quando eu vejo pessoas achando que é fácil estar instável, como se eu precisasse apenas sair de casa, namorar outra pessoa, bloqueá-lo na internet, mas isso é uma utopia. Quem garante que meu melhor estado é fora de casa? Quem garante que namorar é o suficiente? Quem garante que o bloqueio é permanente? Quem garante?

— Você é fofa demais, uma pena que desperdice sua habilidade sendo uma mera humana trouxa, sem pensamentos fortes, sem vontades próprias. Espera ai, eu sou a culpada disso? Então você se manterá dessa forma para o resto da sua vida, até que consiga me aniquilar ou me diminuir, no entanto pensa que é fácil? Pensa que eu posso desligar da noite para o dia? Jamais. Tome cuidado com as suas atitudes daqui em diante, visto que não tolero oponentes em campo ou você não se pergunta o que houve com a sua Felicidade?

Nada que o mais do mesmo. Nada que constatações inúteis. Nada que o horror de ser controlada por uma pessoa única em cada mente. Nada que a maldade da Insegurança. Nada que a maldade da Insegurança combinada com a submissão da Vergonha, perante o sentimento roxo e amarelo.

— Poxa Insegurança, bem que você poderia ser mais branda com a humana. Se bem que você nem se importa com alguém, muito menos comigo, mas eu gosto dessa sua atitude em relação a mim. Sério, tem como ser mais vergonhoso do que ser inseguro? Claro que não. Oh humana, pena que tu és uma idiota tanto quanto eu, uma mera serva dessa mestria insegura, que de insegura não tem nada.

Não entendo como que um sentimento desses pode ter aliados, é algo assustador e que me deixa ainda mais insegura. No entanto é o momento de eu ignorá-la para achar alguém para me curar enquanto eu não tenho como pagar um tratamento adequado.

Talvez meu parceiro sexual possa me guiar e eu adoraria usar a minha vontade sexual nesse momento, quem sabe eu não posso melhorar? Seria ótimo mantê-la parada por uns dias, nem que eu precise começar uma jornada sexual pesada de tão ativa que será pelo menos eu quero que seja assim.

— Já avisei e avisarei de novo: Tome cuidado, pois quem avisa, é amigo. — Dei apenas uma risada fraca para ninguém notar meu ato e sequer demorando minutos, marquei meu encontro sexual para amanhã, já que é melhor remediar nesse caso. Odeio assumir isso, odeio ser assim, odeio tudo isso, odeio, odeio.

— Odiar faz mal, querida. — Como se o Ódio pudesse falar assim, que falta de consideração, não espera, é dessa forma que o mundo gira. Um giro problemático, um giro cheio de dor, um giro fingido, giro quebrado, giro doentio.

Ao menos o sexo ainda me dá prazer, ainda me faz sentir como há oito anos. Alias, queria saber como que meu professor está, uma vez que ele tentou me ajudar nessa luta enquanto eu estava no último ano do ensino médio. Como ele está disponível, o chamarei para uma conversa, caso ele possa.

“Ainda se lembra de mim? Talvez não, mas tudo bem. Eu queria dizer que eu ainda estou na luta para cicatrizar, mas pelo menos eu tenho momentos bons com você, até mesmo lembro sensação por sensação dos abraços, da forma como você me tratou ainda que nem soubesse toda a verdade”

Não sei quando ele vai visualizar e responder, contudo pouco me importa nesse instante. O que me deixa satisfeita é saber que ele ainda me manteve na rede social, por mais que não fosse necessário da parte dele.

Realizarei meu maior erro desses últimos anos de crueldade psicológica, só que agora eu posso falar a verdade. Espero que ele não deixe de falar comigo por causa desse fato, visto que não somos mais professor e aluna como era antes.

“Além disso, eu nunca disse isso antes por conta de ser algo considerado proibido, entretanto eu te amei durante o segundo e terceiro ano. É errado, é um erro enorme, porém é a verdade e eu não poderia mais guardar isso, sabendo que é desnecessário manter tudo dentro de mim e eu espero que você não deixe de falar comigo por isso.”

As minhas lágrimas começaram a cair somente em pensar nas consequências de ter falado meus sentimentos amorosos. Odeio isso, mas era algo de suma importância para mim, uma mera aluna quebrada e que preferia ficar na sua ao invés de ter como cair em erros, erros e mais erros, tudo relacionado a uma única pessoa irritante, problemática. As palavras e os atos me machucaram tanto que hoje eu sou um pedaço de carne ambulante.

“Não posso falar que nunca notei, mas você fez certo em contar só agora. Entenda que eu não deixaria de falar com você apenas pelo fato de que você me amou quando tinha seus 16, 17 anos. Por isso fique tranquila de uma vez por todas e procure o tratamento, pois mesmo eu não te vendo mais, sinto de longe que está mais mal do que o normal. Alias, tem algo a mais que quer me contar? Aproveite agora.”

Meu coração acelerou, pois ainda sinto medo de falar isso com os outros diante das infinitas reações, contudo é a hora certa de contar tudo. Não sei quando poderemos falar de novo, logo aproveitarei a minha oportunidade agora.

“Eu não sou mulher, eu não sou homem, eu não tenho gênero. Sei que é difícil entender de primeira, mas mandarei uma foto com a minha explicação que sempre funcionou”

“Eu vi isso no seu perfil, mas não cheguei a procurar sobre. Agora é o momento, então deixa que eu procuro sozinho, porque não é possível que você é a única pessoa do meu ciclo social que é fora desse padrão imposto para todos nós.”

“Com certeza eu não devo ser a única.”

Antes que eu pudesse escrever qualquer palavra a mais, notei que ele não escreveu nada durante alguns segundos, até que eu recebi um áudio. Meu coração acelerou ainda mais, já que eu não ouvia a sua voz desde o terceiro ano do ensino médio.

“Não precisava mandar um áudio.”

“É bom não ficar só nas mensagens sempre, ainda mais que isso se torna cansativo depois de um tempo. Se algum dia você quiser me ver, fique a vontade para marcar algo, pois eu quero ver como você está hoje, como está a sua vida, se você ainda tem a mesma mente mesmo depois da faculdade, se já tem tatuagem.”

“A minha mente mudou muito, eu nem sei como era pensar daquela forma inocente de aluna do ensino obrigatório, sério, foi uma mudança brutal.”

“Imagino. Bem, eu preciso sair, porém continue pensando no nosso encontro, quem sabe isso não será bom para você. Alias, eu gostaria muito de conhecer seu namorado, ele parece ser uma pessoa muito boa para a minha irmã mais nova.”

“Então eu posso mesmo te chamar de irmão?”

“Com toda certeza, eu sei como você tem um sentimento fraternal por mim, então fique a vontade.”

Meus olhos brilharam muito e eu imediatamente falei isso com o meu namorado e antes de me julgar, possuímos um relacionamento aberto há anos. Pena que eu ainda tenho ele como muleta, que vergonha, uma pessoa adulta que usa a outra como apoio mental.

Ele concordou! Estou tão feliz! E será bom para os dois se conhecerem depois de tanto tempo que eu falo deles entre si, ainda que não seja de fato algo que eu imaginava. O que importa é que poderei ter meu momento de felicidade mínima.

— Ainda bem que disse mínima, acha mesmo que eu não estarei lá? Trouxa. — Esqueço que ainda carrego a culpa comigo, uma vez que eu me apaixono por mais de uma pessoa ao mesmo tempo e a sociedade odeia tudo isso. Uma condenação atrás da outra, só pelo fato de eu ser não binário sou julgada e condenada a mostrar meu lado considerado binário o tempo todo, só pelo fato de eu ser pansexual preciso mostrar meu lado hétero social, além de outros. Por isso eu luto como nunca, não só na internet como também fora dela, todos os dias.

Quando eu chorei por não poder ir à colação de grau, quando eu chorei por perder meu professor, quando eu chorei por ser uma inútil, quando eu chorei por achar que nunca mais falaria com o meu amigo, quando eu chorei por causa delas eu entendi que o problema não era comigo, mas sim com elas.

Eu sempre me culpei à toa, considerando-me uma besta por me apaixonar de forma idêntica aos dois, considerando-me uma nojenta por ter uma atração múltipla em todos os sentidos, afinal, quem é designado mulher ao nascimento precisa se privar disso sempre. Ninguém entende que eu não sou anormal, mas sim fora do padrão e pronto, que saco.

— Nunca te aceitarão como você é e pronto. Aceita que dói menos, fofa. — É nojento vê-la usando esse adjetivo como se tivesse algum carinho por mim, sendo que ela me odeia, usa-me das piores formas, faz-me de vítima todos os dias. Por causa dela que eu não fui à colação de grau, visto que eu poderia ter ido sozinha, mas eu não tive coragem de pegar uma carona com um estranho, muito menos com pessoas que podem me dar problemas depois.

Como já é tarde, dormirei para poder aproveitar ao máximo meu momento com ele, depois posso até ter momentos ainda maiores com o meu namorado. Não devo depender dela para sempre e não o farei.

— Anotado. — Que mulher desprezível, odiosa, credo. Só espero não cair amanhã.

No momento em que deitei minha cabeça no travesseiro, entrei em um mundo cheio de coelhos, raposas, pinguins e outros animais fofos. O único problema é o fato de eles parecerem distantes, eu não podia pegar, tocar, ou seja, parecia mais um fantasma naquela região cheia de paz, pois eles sequer pareciam me ver.

Em um segundo eu vi esse local tomar as cores delas, tornando tudo uma armadilha sem volta e do nada eu acordei já no dia seguinte, porque eu não me lembro de nenhum sonho após esse suposto sonho, infeliz ou felizmente.

— Mais um dia para eu te atormentar? Quando vai desistir dessa vida inútil? Ah é, precisa fingir que vive para manter a sua família unida, que bestialidade humana, credo.

— Eu que o diga, pois hoje aproveitarei sim! Queira você ou não.

— Faça-me rir. — Realizei toda a minha rotina e assim que se aproximou do horário, troquei-me de roupa e rapidamente corri para pegar a carona com ele. A infeliz tentou me driblar com seu toque charmoso e problemático, entretanto mantive distância dele em todos os minutos e segundos com ele.

Ao chegarmos ao local que ele escolheu, notei ser bem chique, a ponto de eu jamais me imaginar em um lugar assim de tão charmoso, belo, rico. Desejo muito que hoje seja um dos melhores dias da minha vida antes do meu encontro duplo, pois poderei sentir menos culpa no tempo que passarei junto a eles.

— Gostou?

— Eu amei. — Sorri de forma bem expressiva e logo o beijei, mostrando-o que eu adorei a sua escolha.

— Ótimo. Qual o fetiche de hoje, querida?

— Quero algo bem simples, bem suave. — Ele deu um sorriso malicioso e sem pensar duas vezes, colocou-me em cima do móvel com lençol roxo, travesseiro de fronha branca com gotas roxas ao mesmo tempo em que ficava sobre meu corpo.

De certa forma eu ainda não acredito que ele vestiu um terno apenas para me agradar. Enfim, ele permitiu que eu retirasse sua gravata e a pusesse em qualquer lugar do seu corpo, até mesmo como uma venda para mim, de forma a me instigar mais durante o sexo. Conforme eu desabrochava o nó, sentia que ele estava sentindo algo diferente, como se estivesse mais excitado por me ver realizando tal ato.

Após o nosso nu completo, ele começou a massagear meus seios enquanto forçava seus lábios em cima dos meus mamilos, gerando-me um prazer maravilhoso, principalmente quando a sua língua passava em conjunto com a pressão labial. Além disso, decidiu descer uma de suas mãos até a minha vagina, adentrando seu dedo junto ao estimulo do meu clitóris, fazendo-me gemer em poucos instantes.

Contudo eu tive uma sensação ruim e notei que lágrimas começaram a escorrer dos meus olhos para o travesseiro, fazendo com que ele achasse que a culpa era dele. No entanto jamais que a culpa seria desse homem maravilhoso, uma vez que ele é ótimo tanto na cama quanto fora dela.

— Está tudo bem?! Eu fiz algo de errado?! Desculpe-me!

— A culpa não é sua. Eu que não deveria ter tentado usar o sexo para me sentir bem psicologicamente. Peço perdão por te usar como muleta.

— Bem, se quiser continuar, porque eu notei que estava sim sentindo prazer. A não ser que sinta dor, ai eu paro com toda certeza. Quer tentar?

— Aceito, pois já estamos aqui mesmo e você pagará uma fortuna. — Ele voltou a mesma posição de antes, com os membros nos mesmos lugares, excitando-me em meio a dor mental.

— Você realmente quis me desafiar e agora terá o troco. — Antes que ela pudesse efetuar qualquer problema em cima de mim, ele alcançou um dos meus pontos mais fracos do corpo, o pescoço e no mesmo instante eu tive um orgasmo.

— Como? Eu achei que tinha te vencido. Bem, se não tinha chorado o suficiente antes, agora verá o que é dor de verdade. — Senti uma dor no peito em conjunto com uma dor de cabeça extrema, impedindo-me de continuar com ele.

— Tudo bem, podemos continuar outro dia, quando estiver melhor. E eu sempre estarei a sua disposição, fofa. — O tom de voz utilizado era maravilhoso, pena que não era o suficiente para me deixar feliz de verdade. Enfim, ele me levou para casa e beijou a minha mão ajoelhado, fazendo-me corar bastante, talvez por ser a primeira vez que alguém faz isso sem ser problemático.

— Até mais.

— Até, minha madame. — Todos ao redor ficaram surpresos com as atitudes dele e até acharam que ele era meu namorado, mas ainda que eu seja fora do padrão monogâmico, prefiro namorar apenas um até segunda ordem.

Assim que ele me deixou, senti-me fraca, a ponto de um possível desmaio, porém elas preferiram me deixar dessa maneira para me adoecer de forma rápida, atacando-me como cobras venenosas em conjunto com aranhas venenosas.

A minha voz mal conseguia sair tamanho o impacto feito por elas, portanto tive de me guiar sozinha em meio a um emaranhado de tons escuros, cuja necessidade era inexistente, servindo apenas para me deixar inútil.

— Lute como sempre lutou ou agora vai desistir de vez? Espero que sim, cansei de brincar com você após oito anos de jogos, muito porque nem tenho mais ferramentas novas, tornando a nossa jornada chata e repetitiva. Por isso sinta o seu sofrimento pesado, uma instabilidade bem mais intensa do que você estava acostumada, afinal, enquanto elas estiverem comigo, poderei te atacar como bem entender ou não seria sua pior inimiga desde que terminou com ele.

— Eu vencerei! Agora que eu marquei o encontro da minha vida! É a primeira vez que eu verei meu namorado na minha cidade, é a primeira vez que meu professor me verá adulta, é a primeira vez que eles poderão se ver para entender um ao outro! E vocês querem tirar isso de mim justo agora, mas eu não posso deixar! — Toda a minha fala saía com gaguejos, como se eu estivesse prestes a chorar de forma insana.

— Então lute como sempre lutou! Quero ver até que ponto você aguenta, sua humana imprestável! Brinque com as minhas regras e vença meu jogo da vida, se é que você vive, é mesmo, você vive? Ainda tem um resto de vida dentro de você? Ou eu acabei com tudo? Caso a resposta seja positiva no sentido humano, tem como me vencer, caso contrário, sofrerá as consequências mais podres que existem no jogo da psicologia.

— Eu aceito o desafio, porque eu não vou perder meu único momento bom desde o meu ensino médio! Sua víbora!

— Xingamento fraco.

— Sua escrota, nojenta! Nem faz seu trabalho direito ou eu nem teria essa oportunidade de te retrucar.

— Melhorou o nível, mas quem é mesmo a incapaz? Espere o dia chegar.

— Veremos.

Não demorou tanto quanto eu imaginei e logo pude vê-los, claro, beijei meu amado na boca e dei um beijo na bochecha do meu irmão, fazendo-me sorrir por um instante.

— Esse é meu antigo professor que eu amava e que você ficou sabendo na virada.

— Ah sim! Prazer em conhecê-lo, chamo-me Lucas.

— O prazer é meu! — Eles se abraçaram e nós aproveitamos o lazer disponível no shopping. Comemos muito, vimos um filme, além de tirarmos várias fotos juntos. E meu irmão se aproveitou para me abraçar diversas vezes, fazendo-me sentir a textura fofa de um travesseiro, aquela que eu adorei há alguns anos.

— Por que está chorando?! — Os dois gritaram em sincronia e eu não conseguia dizer uma palavra, até que eu me encontrei naquele local cheio de plantas com formato de lágrimas.

— Não foi nada, desculpa por isso.

— Nada uma ova! Foi a culpa que você me disse ontem? Poxa, eu não tenho problema com isso, mesmo que, você conseguiu manter isso para si de forma a não atrapalhar nem a mim e nem a você! Então para que se sentir culpada? — Ele tem razão, só que eu não tenho como ignorar mais e isso está me consumindo.

— Você acha mesmo que eu odiaria saber que você amava a mim e a ele? Lógico que não! Eu te amo de qualquer forma, não para menos que eu aceitei o uso de pronomes masculinos, aceitei-te como não binário, aceitei-te como aluna mesmo sabendo que era errado... — Logo foi interrompido pelo meu irmão

— Vocês eram professor e aluna?! Você poderia perder o emprego!

— Eu sei disso, mas aceitei correr o risco. — Meus olhos brilharam e meu namorado levou uma baita bronca fraternal, não que ele não merecesse.

Enfim, consegui realizar meus atos e caí em mim após anos tentando, ou seja, venci ela dessa vez e adoraria que mais momentos assim acontecessem entre nós.

1. März 2020 02:04:32 0 Bericht Einbetten Follow einer Story
1
Das Ende

Über den Autor

Kommentiere etwas

Post!
Bisher keine Kommentare. Sei der Erste, der etwas sagt!
~

Mehr Stories