New writing contest available! #AParallelUniverse. Weiterlesen.
Kurzgeschichte
0
3.8k ABRUFE
Abgeschlossen
Lesezeit
AA Teilen

Capítulo Único - O Dragão de Rozan

Um pequeno menino por volta de seus seis anos de longos cabelos negros ajudava sua mãe com a louça, secando os pratos. Quem olhasse para o pequeno veria o quanto tinha puxado a mãe, só tendo como semelhança paterna as negras madeixas.

A jovem mulher com seus trinta e dois anos estava grávida de seu segundo filho. Cantava animadamente enquanto lavava agora a pia. Vestia um vestido solto de mangas compridas no estilo chinês, com estampas de flores.

Shunrei era uma mulher feliz, casada com seu amor de infância Shiryu de Dragão, com duas preciosidades que eram seus filhos. Viviam uma vida simples, nos Cinco Picos de Rozan.

Olhando pela visão periférica viu seu menino Ryuho fazer um bico fofo. Parecia matutando algo. Nessas horas ficava tão semelhante ao pai. Riu leve enxugando as mãos em um pano de prato.

Se agachou passando a mão nos cabelos do pequeno libriano.

— O que houve, meu amor? — perguntou suavemente, sorrindo tanto que seus olhos azuis claros se fecharam — Conta para mamãe.

O menininho desviou o olhar refletindo se deveria ou não dizer o que tinha ocorrido. Voltou seus olhos para a mãe.

— Peguntei uma coisa ao papá e o papá disse coisa estlanha — cruzou os bracinhos aumentando ainda mais o bico, frustrado.

Shunrei piscou curiosa. O que Shiryu tinha aprontado para não saber responder o pequeno?

— E o que era filho? — pegou no colo com imensa leveza e com uma das mãos puxou uma cadeira da mesa não muito longe da pia e se sentou — Não tenho o leque imenso de conhecimento como seu pai, mas minhas experiências de vida me ensinaram muito.

Ascendeu motivado o menino a falar.

Os olhos imensos dele brilharam, será que ela teria a resposta para a questão? Claro que deveria, afinal ela estava com seu irmãozinho na barriga.

— Peguntei ao papá de onde os bebês viam! — Shunrei abriu a boca como um grande “o”.

Estava surpresa com o teor o assunto. Entendia agora o motivo de Shiryu não ter sabido responder com coerência, fazendo uma historinha boa para um menininho de seis anos.

— E o que seu pai te disse, amor? — questionou querendo saber o que seu marido tinha dito.

— Bom, papá disse que veio do Dagão de Rozan! Que o dagão dava plesente um fluto pala os papais que se amam — respondeu com uma chateação fofa.

“No mesmo dia, mas cedo, quando o Sol ainda surgia entre as nuvens, um jovem homem na facha de seus trinta anos meditava em um penhasco que tinha vista para uma queda de água belíssima.

Shiryu adorava começar o dia com uma meditação, ajudava a espairecer sua mente para um novo dia. Mas aquela manhã seria um pouco diferente já que escutou pequenos passos e sentiu o Cosmo de seu filho, Ryuho.

— Papá! — chamou o pequeno ao pular em seu colo.

Abriu os olhos e sorriu levemente.

— Bom dia, filho — logo arqueou uma sobrancelha, estranhou o fato da Shunrei não acompanhar o pequeno — Cadê sua mamãe?

O menino abriu os bracinhos, afobado.

— Mamá ‘tá domindo.

Shiryu suspirou, ficou preocupado por seu filho ter vindo sozinho. Era muito novo.

Foi quando percebeu que era cedo até mesmo para Ryuho acordar, esse fato despertou algo em seu interior.

— Ryuho, você sabe que é perigoso vir sem a mamãe — disse calmamente, arrumando seu filho no colo — Poderia ter acontecido algo, ainda é um bebê-

— Não sou bebê — fez um biquinho que Shiryu amava, passou os dedos nos cabelos de sua pequena cria.

— Está bem, está bem — riu, logo encarado o menino sério — Mas o que veio fazer aqui tão cedo? Caiu da cama?

Ryuho inflou as bochechas.

— Quelia pegunta algo ao papá — respondeu apertando sua blusinha de pijama de dragões.

Shiryu ficou curioso, o que tinha perturbado tanto seu menino a ponto de fazê-lo levantar cedo, deveria ser algo que estava o afligindo muito.

— Pode dizer meu dragãozinho — deu cosquinhas de leve na barriguinha do menor, desfazendo o biquinho emburrado que dava umas gostosas risadas.

Depois que o pequeno recuperou o fôlego, perguntou:

— De onde vem os bebês, papá?

Shiryu ficou pálido. O que ele iria dizer? Seu filho era tão neném para fazer uma pergunta assim! Esperava isso mais tarde, quando estivesse maiorzinho e que tivesse como explicar como realmente se deve.

Encarou o pequeno que esperava com paciência a reposta, que não veio por minutos.

— Papá?

— Preciso de ajuda — o libriano mais velho sussurrou, sua mente trabalha a mil para dar uma resposta não tão reveladora, e que mantivesse a pureza de seu filho.

— Papá! — chamou mais uma vez, já preocupado.

Percebendo que não tinha dito nada para o pequeno, deu um sorriso amarelo.

— Espere meu filho, eu preciso de instruções de como preceder com essa sua pergunta.

— Hein? — Ryuho não tinha entendido nada. Seu pai fala tão difícil as vezes.

Foi quando uma lanterna piscou na mente de Shiryu. Talvez isso funcionasse, em vez da típica cegonha usaria o Dragão de Rozan! Brilhante! Pelo menos na ideia não tão boa dele.

— Filho, já te contei sobre o dragão místico de Rozan?”

Shunrei teve vontade de rir da resposta de seu marido. Mas se controlou pelo seu filho.

— Entendo, amor — afirmou a mulher — Seu pai ficou confuso com uma pergunta desse tipo e não soube responder.

— Não tendi como palam na baliga da mamá — tocou levemente no ventre que despontava em sua mãe — Mamá sabe responder?

Shunrei tocou em seus lábios rosados pensativa.

— Bom, meu amor. A mamãe tem um forninho — fitou os grandes olhos curiosos de seu filho — E papai tem uma sementinha pequena que coloca no forninho da mamãe quando se amam muito — tocou na barriga — E fica na barriga até crescer o suficiente para sair.

— Como uma planta? — levantou fofamente a sobrancelha.

— Como uma pequenina criança — sorriu fechando os olhos — Quando seu irmãozinho nascer você vai entender melhor, meu amor.

Ryuho abraçou desajeitadamente Shunrei.

— Bligado mamá! Entendi!

— Quando não entender o que seu papai quer dizer em suas perguntas, pode vir até a mamãe que ela vai tentar explicar melhor, sim? — aconselhou, fazendo um cafuné nas adoráveis madeixas negras.

— Sim, mamá!

24. Dezember 2019 23:08:35 2 Bericht Einbetten 1
Das Ende

Über den Autor

Sophia Loren Só uma garota que gosta de escrever.

Kommentiere etwas

Post!
Chiisana Hana Chiisana Hana
Oie! Fiquei meio confusa porque as falas do Ryuho parecem ser de uma criança bem menor que seis anos, mas no geral curti a história, ficou bem fofinha.
December 28, 2019, 00:37

  • Sophia Loren Sophia Loren
    Ah, oi querida! Então, não tenho experiência assim com crianças. Fiz como eu imaginava que seria, até mesmo pegando como base algumas revistinhas que li na infância. Mas fico feliz que mesmo assim tenha gostado! E muito obrigada pelo review <3 Beijos! December 28, 2019, 08:38
~