juniosalles Junio Salles

Walace é um homem sexualmente frustrado que viaja com sua família desestruturada para passar o natal na casa da Vovó. Durante a madrugada o carro apresenta problemas e eles precisam passar a noite em uma cabana abandonada. Porém, essa noite será a mais bizarra e aterrorizante que Walace e sua família terão em toda a sua vida. Um conto de terror bizarro com uma pitada Hot, para apimentar a leitura. Leiam e descubram os perigos da estrada.


Kurzgeschichten Nur für über 18-Jährige.

#bizarro #hot #amedrontador #terror
Kurzgeschichte
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Perigo na Estrada

A noite era fria enquanto a família do senhor Walace cruzava a estrada de carro indo em direção à casa da vovó para o Natal. Eram 3 da manhã e todos dormiam no carro, com exceção do pai que a base de muito energético dirigia em alta velocidade enquanto lutava contra o sono. A família sempre viajava de madrugada para evitar o trânsito e o sol que senhor Walace sempre odiara.

No ponto em que estavam, não existia mais iluminação pública, de modo que a única fonte de luz que possuíam era do farol do carro. Para ajudar era uma noite nublada e a lua era tapada pelas densas nuvens negras que pairavam no céu.

No banco de trás Ana, a sua filha, dormia encostada no ombro de Pedro, seu namorado, que dormia com a cabeça repousada na janela. Ainda no banco de trás, Billy, o ‘poodle’ da família, roncava encolhido no canto do banco enquanto era preso pelo cinto de segurança canino. No banco da frente Tereza, sua esposa, também dormia profundamente.

A neblina dificultava ainda mais a visão cansada de Walace, um homem de 47 anos, com o tipo físico da maioria dos homens da sua idade, uma barba por fazer e o cabelo grisalho desarrumado. No rádio tocava uma música instrumental chamada Majora’s Theme, em volume baixo e vez ou outra Tereza se remexia no banco do passageiro tirando parte da atenção de Walace. Em uma dessas mexidas o vestido de sua esposa subiu um pouco revelando parte das suas nádegas e Walace manteve o olhar nela por um pouco mais de tempo do que deveria, se quisesse manter a atenção na estrada escura.

Os vinte anos de casado fizeram com que o sexo se tornasse cada vez mais raro na sua vida. Diferente do início do relacionamento com Tereza, onde o sexo era frequente. No primeiro ano, era pelo menos uma vez ao dia, no ano seguinte diminuiu um pouco e no ano seguinte mais um pouco. Depois que Ana nascera, Tereza passou a procurá-lo cada vez menos e depois disso, ficou cada vez mais difícil fazê-la aceitar as suas carícias na calada da noite. Atualmente, Walace mal se lembrava da última vez que estivera dentro de Tereza.

Olhou mais uma vez para o lado e viu que a posição da esposa ainda revelava parte de suas nádegas. Começou a se sentir excitado, da maneira que se sentia no início do relacionamento. Olhou com atenção para esposa e reparou que, apesar de ela já ter mais de 40, ainda era bela. Seus seios não eram tão empinados quanto antes, mas ainda fartos. Não era uma musa ‘fitness’, mas tinha um corpo bonito e sua nádegas ainda era a parte que mais chamava atenção.

Walace levou a mão como quem não quer nada e tocou na esposa. Sua pele estava quente e gradualmente sentiu sem membro enrijecer cada vez mais. Apertou suavemente as nádegas da esposa e seu coração começou a bater mais forte. Mal sabia Walace que seu genro fingia dormir, mas observava tudo com o olho entreaberto.

— Não deveria estar prestando a atenção na estrada querido? — Indagou Tereza que acordara com o toque do marido. Walace recolheu a mão e com uma expressão frustrada voltou a dirigir.

Tereza levou sua própria mão até a mão do marido e a colocou em seu corpo novamente. Walace olhou para a esposa e sorriu, ela sorriu de volta.

As carícias começaram a ficar cada vez mais intensas enquanto Walace voltava a se sentir um jovem garoto apaixonado pela bela Tereza. Pedro, no banco de trás, já olhava tudo de olhos arregalados enquanto a mão de seu sogro entrava por debaixo do vestido de sua sogra. Agora, tanto Walace quanto Pedro olhavam atentamente para as nádegas de Tereza que já estava completamente exposta. Tereza, permanecia de olhos fechados enquanto suspirava vez ou outra.

O clima no carro começou a esquentar. No banco de trás, Pedro começou a se acariciar de maneira discreta enquanto Ana e Billy permaneciam dormindo. No banco da frente, Walace olhava cada vez mais para o corpo de Tereza, que a esta altura já estava com o vestido embolado no meio da cintura e a calcinha na altura dos joelhos. Walace já tocava o sexo da esposa e Pedro já se tocava com a mão no bolso tentando não emitir nenhum som. Os olhos do garoto não olhavam para outro lugar a não ser para a sogra, seu coração pulava no peito e ele tentava se inclinar um pouco mais para o lado para ver o meio das pernas de Tereza. Quando ele já estava quase conseguindo ver, a mão de Walace voltou rapidamente para o volante e os pneus do carro começaram a cantar. O veículo rodou três vezes na estrada até que caiu na vala lateral e parou completamente.

— O que aconteceu? — Indagou Ana que acordara assustada. Tereza, mais que depressa, puxou o vestido para o lugar embora tenha esquecido a calcinha nos joelhos.

— Um… animal, eu acho. Atravessou na minha frente. — Respondeu Walace.

— Não viu quando ele saiu? — Perguntou Pedro de maneira maliciosa, ele sabia bem onde estava a atenção do sogro.

— Não, ele apareceu de repente. — Mentiu Walace. Billy começou a latir sem parar.

— O que foi bebezinho da mamãe? — Disse Ana ao cachorro, que ela tratava como um bebê humano.

— Tira a gente daqui Walace. Não podemos ficar atravessados na estrada escura. — Pediu Tereza.

Walace engatou a marcha ré e realinhou o carro na estrada. Colocou a primeira marcha novamente, e o carro começou a andar. Quando passou dos sessenta quilômetros por hora, começou a emitir um som estranho nas rodas. À medida que a velocidade aumentava, o som também aumentava.

— Que barulho é esse pai? — Indagou Ana.

— Não sei, mas é melhor parar. — Comentou Walace. No instante seguinte, reduziu a velocidade até parar no acostamento.

Desceu do carro com o celular na mão e a lanterna ligada. Iluminou a roda e aparentemente não tinha nada. Agachou-se e iluminou a suspensão e viu uma grande quantidade de óleo vazando.

— Merda. — Praguejou Walace

— O que foi que aconteceu? — Perguntou Tereza.

— Eu não sei, a suspensão esta vazando óleo. — Ele respondeu.

— Não dá para continuar pai? — Ana perguntou.

— Eu não sei, acho perigoso andar com esse barulho. — Walace respondeu enquanto procurava no celular o telefone da asseguradora.

Tereza abriu a porta para descer do carro e só então se deu conta que a calcinha ainda estava abaixada até os joelhos. Tirou-a pelos pés, pois isso seria mais fácil de esconder do que ter que se retorcer até ela voltar para o lugar certo.

— Para quem está ligando? — Indagou a esposa, agora do lado de fora do carro.

— Estou tentando ligar para a asseguradora, mas não tenho sinal. — Respondeu Walace.

— A minha operadora também esta sem sinal. — Disse Pedro que agora também estava do lado de fora do carro.

— Vou levar o Billy para fazer xixi. — Disse Ana que saia do carro com o cachorro preso em sua coleira.

— Não se afaste muito filha. — Pediu Tereza. Ana respondeu apenas com um “joinha”.

Pedro olhava a suspensão agachado como se entendesse algo de mecânica. João ainda tentava conseguir rede, enquanto Tereza rezava pedindo ajuda à Virgem Maria.

— Billy volta aqui. — Gritou Ana.

— Filha volta para perto do carro. — Pediu Tereza.

— O Billy mãe, ele correu para dentro do mato.

— Pegue ele Ana, pelo amor de Deus, não piore as coisas. — Esbravejou Walace que já sentia a paciência indo embora.

— Acalme-se querido. — Pediu Tereza.

— Vá ajudar a Ana a encontrar o Billy. Faça alguma coisa Pedro. — Gritou Walace como genro. Ele não ia muito com a cara do garoto, nada pessoal, apenas ciúmes da filha.

— Pega leve com eles. Pedro e Ana tem apenas 16 anos, são crianças. — Disse Tereza tentando acalmar o marido.

— Crianças não deveriam namorar. — Disse Walace ranzinza.

— Pelo amor de Deus Walace, já conversamos sobre isso. — Tereza falou, agora sem paciência.

— Mãe, pai, eu não acho o Billy. — Gritou Ana que agora estava no meio do mato, com Pedro, procurando pelo cachorro.

Walace foi até a filha e começou a ajudar na busca pelo cão.

— Billy! — Todos gritavam, mas não havia nem sinal do ‘poodle’.

— Mas que caramba Ana! Não podia ter segurado o cachorro? — Esbravejou Walace irritado.

— Ele puxou forte pai, a coleira soltou da minha mão. — Disse a garota chorosa.

— Querido, não piore as coisas. — Tereza chamou a atenção do marido.

— Tem uma trilha ali, e se ele desceu? — Sugeriu Pedro iluminando uma trilha estreita com a lanterna do celular.

— É a porra de um cachorro garoto, não o Indiana Jones. Cachorros não fazem trilha. — Walace gritou irritado.

— Pai! — Exclamou Ana enquanto começava a chorar.

— Francamente Walace, precisava disso? — Ralhou Tereza. — Vamos procurar nesta trilha Pedro — Concluiu ela.

Pedro, Tereza e Ana começaram a descer a trilha mato adentro, Walace xingou meia dúzia de palavrões e desceu em seguida.

A trilha desceu uns cinquenta metros terminando em uma cabana velha de madeira que tinha uma luz acesa no seu interior.

— Alguém mora aí? — Indagou Ana.

— Não sei, é melhor a gente voltar. — Disse Tereza.

— Mas é claro que não. Podemos pedir para usar o telefone. — Walace falou.

— E se for a casa de um assassino? — Indagou Pedro.

— Não fale besteira garoto. — Resmungou Walace. Logo em seguida ele caminhou até à porta da cabana e bateu três vezes.

— Querido, não sei se é uma boa ideia. — Tereza disse com medo.

— Olá, alguém aí? — Gritou Walace, ignorando o alerta de sua esposa.

— Pai, estou com medo. — Disse Ana e Pedro pegou em sua mão.

Walace tocou na maçaneta e a girou, a porta se abriu emitindo um rangido alto. Pedro sentiu calafrios em seu corpo na mesma hora, Ana sentia o coração bater na garganta e as mãos de Tereza suavam frio.

— Olá! — Exclamou Walace quando colocou o primeiro pé para dentro da cabana. — Tem alguém em casa? — Disse ao entrar completamente. Todos o esperavam lá fora, apreensivos.

Ana apertava forte a mão de Pedro enquanto sua respiração ficava cada vez mais ofegante. Olhava atentamente para a porta da cabana sem nem piscar quando algo gelado lhe tocou a batata da perna e ela deu um grito de pavor. Imediatamente Walace saiu correndo da cabana enquanto mãe e filha gritavam em desespero e Pedro ria sem parar.

— Mas que merda garoto, do que tanto você ri? O que aconteceu? — Ralhou Walace.

— Elas se assustaram com o Billy. — Disse o garoto, agora sem graça. O cachorro que recém chegara, encostou seu focinho gelado na perna de Ana e a assustou. O cão latiu assim que a garota se acalmou e depois deu uma longa coçada.

— Tem alguém em casa? — Indagou Tereza ofegante, ainda se recuperando do susto.

— Aparentemente não. — Respondeu Walace.

— Vamos dar o fora daqui então. — Sugeriu Pedro.

— Isso pai. Achamos o Billy, agora podemos ir embora. — Concordou a garota que agora segurava firme a coleira do seu ‘poodle’.

— Acho melhor ficarmos. — Sugeriu Walace e todos o olharam espantados. — É perigoso andar com o carro no estado em que está, e não termos sinal para pedir ajuda.

— E se alguém voltar? — Indagou Tereza.

— Não vai voltar ninguém, está abandonada. Amanhã eu ando até a cidade mais próxima e ligo para a asseguradora. — Disse Walace encerrando o assunto.

Todos entraram na cabana. O cheiro de mofo e os móveis cobertos de poeira fizeram Ana ter uma crise de espirros, a garota era alérgica a praticamente tudo.

— Vou morrer de alergia neste lugar. — Resmungou ela.

— Tome um antialérgico querida. — Sugeriu Tereza.

— Ficou lá no carro, na bolsa. — Lamentou Ana.

— Eu vou buscar. Garoto, venha me ajudar a empurrar o carro para fora da estrada. — Disse Walace e Pedro concordou.

Enquanto os dois saiam para buscar a bolsa e ajeitar o carro. Ana e Tereza ficaram explorando a cabana.

— Tem só dois quartos, mãe. — Observou a garota ansiosa para saber se dormiria o não com o namorado. — Um tem uma cama de casal e outro um beliche. Pedro e eu poderíamos ficar neste daqui, dormimos no beliche. — Disse a garota tentando não mostrar a sua verdadeira intenção.

— Querida, seu pai jamais vai deixar que vocês durmam no mesmo quarto. — Disse Tereza.

— Mas é um beliche. Não dá para fazer nada em um beliche. — Argumentou a garota.

Tereza respondeu apenas com um sorriso, enquanto lembrava do início de seu relacionamento com Walace. Nessa época não existia hora nem lugar para os dois se amarem loucamente.

— O que você acha mãe? — Indagou Ana tirando Tereza de seus devaneios do passado

— Penso que seu pai não vai deixar querida, sinto muito. — Disse a mãe e Ana não conseguiu disfarçar a expressão de decepção.

As duas continuaram explorando a cabana. Não era muito grande, tinha apenas dois quartos, uma sala conjugada com a cozinha e um pequeno banheiro do lado de fora. Tudo era de madeira com exceção do piso que era de terra batida e queimada.

— Olha, um telefone. Será que funciona? — Disse Ana ao ver um telefone pendurado na parede, ao lado de um dos armários da cozinha. Ela retirou o aparelho do gancho e colocou no ouvido. Imediatamente, começou a ouvir um som de estática e em seguida o som de uma voz metálica falando algo que ela inicialmente não entendeu.

— E aí filha, funciona? — Indagou Tereza ao ver a expressão de espanto no rosto da filha.

A garota continuou a ouvir os sons que o telefone emitia. Estática e a voz metálica voltando a falar. Quando o som começou a ficar audível ela conseguiu entender o que aquela voz dizia.

— Vai morrer… na cabana… arrastada para o céu. — Dizia a voz que vez ou outra era interrompida, como a ligação estivesse picando.

— Ana jogou o telefone na parede e começou a gritar desesperadamente. Tereza correu até a filha e a abraçou. A garota estava gelada e tremia de tanto medo. Walace e Pedro entraram correndo na cabana e viram Tereza e Ana abraçadas e sentadas no chão da cozinha.

— O que aconteceu? — Indagou Walace.

— Não sei, ela achou um telefone e quando colocou ele no ouvido começou a gritar. — Disse Tereza enquanto tentava acalmar a filha que ainda chorava desesperadamente. Pedro pegou o telefone que ainda estava pendurado pelo fio e colocou no ouvido.

— Não escuto nada. — Disse o garoto enquanto segurava o telefone na cabeça.

— Me dê isso garoto. — Walace tomou o telefone da mão de Pedro e colocou no ouvido. — Está mudo.

— Não está nem ligado. — Disse Pedro segurando a ponta do fio do telefone que deveria estar encaixado na tomada, o fio estava arrebentado.

— Eu ouvi pai, eu juro. — Disse Ana aos prantos.

— Está cansada e com medo, querida. É melhor tomar seu antialérgico e dormir. — Disse Tereza e beijou a testa da filha.

— Tem camas nesse lugar? — Indagou Pedro.

— Tem um beliche e uma cama de casal. Eu e Tereza vamos ficar na cama de casal, — dizia Walace enquanto um sorriso nascia no rosto de Pedro, — vamos tirar um colchão do beliche e colocar no chão ao lado da nossa cama para Ana. Você dorme no outro quarto garoto. — Concluiu Walace e Pedro também não conseguiu disfarçar a frustração.

— Está melhor filha? — Perguntou Tereza a Ana que terminava de tomar o seu remédio para alergia.

— Um pouco, mas eu ouvi mãe. Estou falando a verdade. — Ana disse, ainda ofegante.

— Eu sei filha, vamos dormir e amanhã tudo isso vai passar. — Disse Walace tentando tranquilizar a filha.

Alguns minutos depois, todos estavam dentro dos seus respectivos quartos e prontos para dormir. Ana foi a primeira a apagar, o antialérgico garantiu que ela teria sono o suficiente para dormir profundamente. Tereza começava a cochilar e Walace, ainda desperto devido à grande quantidade de energético e café que tomara, pensava na sua vida.

Como todo pensamento neurótico da madrugada, o homem começou a se questionar se era realmente feliz. Tinha uma filha que ele estava perdendo para um garoto de merda que usava brinco em uma só orelha. Tinha uma esposa que ele mal conseguia tocar nos últimos meses. Quando algo emocionante estava acontecendo em sua vida, referindo-se a pequena aventura no carro, tudo vai por água abaixo novamente. Walace sentia falta de aventura, falta de se sentir vivo novamente. No ano anterior, chegou a contratar uma garota de programa para ver se sentia um pouco de emoção novamente, porém, sem sucesso. Apesar de ter sentido um pouco de prazer ao ter na cama uma garota bem mais nova do que ele, Walace ainda não se sentiu vivo com isso, além disso, ainda teve que lidar com o peso na consciência por meses.

Enquanto isso no quarto ao lado, Pedro pensava em um monte de coisas. Pensava primeiro na namorada, a sua primeira namorada. Estavam juntos a oito meses e o máximo que acontecera fora um sexo oral que ela havia feito nele, na semana anterior. Pedro bem que tentou retribuir-la, mas a garota insistiu que não queria ser tocada ainda. O garoto não conseguia entender o motivo da namorada nunca permitir o seu toque, por mais que ela o tocasse com frequência.

Enquanto pensava nisso, lembrou-se de Tereza e do que vira no carro a cerca de uma hora atrás. O senhor Walace acariciava a senhora Tereza. Ele conseguiu veras nádegas da sogra, e teria visto também a sua vagina, se não fosse o tal animal que o senhor Walace quase atropelou. Aquela cena vinha na sua cabeça a todo momento durante a madrugada e gradualmente ele foi ficando excitado novamente. Começou a se tocar mantendo na mente a memória de Tereza parcialmente nua. Isto era o mais próximo que Pedro chegara de um corpo feminino nu no mundo real. Claro que os acessos diários aos sites de pornografia não contavam.

A imaginação do garoto era fértil e logo se encarregou de completar na mente o resto do corpo que não conseguiu ver ao vivo. Em meio aos pensamentos mais sórdidos que sua libido adolescente lhe jogava na cabeça o garoto ofegava enquanto freneticamente tocava o seu membro. Em sua cabeça, sua sogra lhe sugava com muita vontade, enquanto o senhor Walace a acariciava na vagina. O garoto tentou tirar a imagem do sogro de sua festa particular mental, mas por algum motivo não conseguia, e receber um oral da sogra enquanto olhava para o sogro, ainda que de maneira imaginária o deixava ainda mais excitado.

A brincadeira não durou muito tempo. Talvez o fato daquilo parecer tão errado, fez com que Pedro atingisse o êxtase rapidamente. Limpou-se com a meia mesmo e minutos depois seu corpo estava tão relaxado que pegou no sono.

No outro lado, Walace desistiu de brigar com a insônia e se levantou. — Caminhou até a cozinha da cabana, puxou uma cadeira da mesa empoeirada, retirou um cigarro do bolso e o ascendeu. Billy rapidamente deitou aos pés de Walace com a barriga para cima esperando um carinho. Walace tirou o chinelo e começou a passar o pé na barriga do cachorro enquanto terminava o seu cigarro.

Agora que todos dormiam, tudo estava em silêncio. O único som que se ouvia era o barulho dos grilos lá fora. Walace já estava no seu terceiro cigarro quando ouviu o ranger da porta do quarto. Logo em seguida ouviu-se o som de passos arrastados atrás de si.

— Perdeu o sono? — Disse a voz de Tereza.

– Acho que tomei muito energético. — Respondeu Walace apagando a bituca do terceiro cigarro na mesa e preparando-se para ascender o quarto.

Antes que pudesse dar a primeira tragada no novo cigarro, Tereza parou em sua frente e o encarou fixamente. Walace olhou para a esposa, tragou o cigarro e em seguida soltou a fumaça. Sem tirar os olhos do marido, Tereza abaixou a alça do vestido, deixando-o cair até os pés, ficando completamente nua.

— Quero terminar aquilo que começamos mais cedo. — Disse ela e em seguida mordeu os lábios.

Walace sorriu, puxou mais um trago no cigarro, e em seguida, o deixou ainda pela metade em cima da mesa. Abriu o botão e o zíper da calças e a abaixou com a cueca. Puxou sua esposa para mais perto e a sentou em seu colo. Encaixou o seu membro rígido na vagina molhada de sua esposa e o sentiu entrar completamente.

Quando Tereza se sentiu completamente preenchida, suspirou. Começou a subir e a descer no membro do marido enquanto ofegava em seu ouvido. Tereza rapidamente começou a aumentar o ritmo e toda vez que seu marido entrava completamente, ela sentia todo o seu corpo tremer. Ele lhe apertava a bunda e sugava seus seios enquanto ela subia e descia sem parar.

Walace sentia a esposa cavalgar, da maneira que fazia quando eram jovens. Não a sentia com aquele apetite sexual todo a anos. A cadeira em que estava sentado rangia enquanto Tereza subia e descia com maestria e sem parar. Ele sentia o corpo da esposa suar enquanto ela gemia baixinho falando seu nome. Ele chupava os seios da mulher como se sua vida dependesse daquilo. Há muito tempo ele não sentia tanto desejo assim por sua esposa.

Tereza apertava o pênis de Walace com o músculo da vagina e Walace tremia de prazer. Os dois passaram a se movimentar de maneira tão orquestrada que pareciam estar em meio a uma dança erótica e intensa. Ambos estavam com os corpos suados e cansados, afinal não eram mais tão jovens, mas a libido era tanta, que não podiam parar.

Quando Tereza já estava exausta e perdendo ritmo, Walace propôs uma troca de posição. Tereza se posicionou de pé de costas para Walace, com as mãos apoiadas na mesa, o pé direito na cadeira e o esquerdo no chão. Após isso, inclinou o seu corpo para trás e olhou para o marido mordendo os lábios. Walace tirou a camisa e posicionou seu membro na esposa entrando completamente. Segurou Tereza pelos cabelos e começou a fazer um vai e vem, primeiro devagar e depois aumentando o ritmo.

Não demorou muito para o som do bater de coxas ecoasse pela cozinha. Tereza tentava conter os gemidos enquanto Walace, com o rosto coberto de suor, continuava aumentando o ritmo. Ele estava exausto, há muito tempo não tinha uma transa onde precisasse se esforçar tanto. Sua respiração estava ofegante e seu coração pulava no seu peito. Tereza o olhava como se pedisse cada vez mais, ele não podia decepcionar. Aumentou mais o ritmo e sentiu a visão ficando turva, Tereza que agora nem mais tentava conter os gemidos se agarrava a mesa e olhava fixamente para o marido que cada vez ficava mais tonto.

Walace olhou nos olhos da esposa e por algum motivo eles começaram a ficar maiores e completamente negros. Walace piscou várias vezes para voltar a enxergar a realidade, mas quando olhou novamente para Tereza viu a esposa careca. Ele diminuiu o seu ritmo, mas Tereza mordeu os lábios e disse.

— Não amor, continua eu estou quase lá.

Walace voltou a dar tudo de si. Enquanto isso, por algum motivo, sua esposa se transformava em outra coisa. Talvez a insônia, o excesso de energético e o esforço acima do normal que ele estava fazendo o estivesse causando delírios.

Sua esposa agora era uma coisa de cabeça oval, olhos grandes e completamente negros uma boca bem pequena com os caninos pontudos e que tinha um gemido agudo. Tereza, ou a coisa, virou-se de frente para Walace e ele pode ver que aquilo era muito diferente. Agora não só a cabeça era outra coisa, mas também todo o corpo.

A criatura tinha quatro braços e mantinha dois se segurando a mesa e dois envoltos no pescoço de Walace. Tinha, assim com Tereza, seios fartos, mas os da criatura eram em tom caramelo escuro e os mamilos completamente negros. Walace queria parar, mas a criatura gemia ao seu ouvido pedindo cada vez mais.

Walace olhou para o lado e viu através da porta entreaberta do quarto que a verdadeira Tereza ainda dormia na cama de Casal, ao lado da filha que dormia no colchão chão. Ele olhou assustado para a criatura que agora apertava ainda mais o seu membro com a musculatura da vagina.

— Eu sei que você quer isso Walace. -Disse a criatura com a voz arranhada.

Na verdade, Walace realmente queria, não tinha uma transa tão gostosa a anos e não queria parar, por mais bizarro que aquilo fosse. Continuou a meter, agora o ritmo era ainda maior e gradualmente ele sentiu o orgasmo vindo. Fechou os olhos de deu tudo de si. A criatura gemia em e seu ouvido e enfiava a língua gelada em seu pescoço. Walace gritou quando gozou e segundos depois caiu sentado e ofegante na cadeira.

Tudo estava no mais absoluto silencio novamente, nem mesmo os grilos cantavam. Quando Walace abriu os olhos, se viu sozinho na cozinha. Tudo parecia ter sido um sonho, ou um pesadelo se não fosse o fato de estar nu e com o membro melado.

Levantou da cadeira, ainda com as pernas bambas e o corpo suado e sentiu algo molhado no seu pé. Pulou de susto, mas logo em seguida viu que não passava de uma lambida de Billy. Olhou pela janela e viu uma luz forte. Vestiu as calças novamente e saiu da cabana.

Do lado de fora viu que a luz vinha do céu, era uma luz tão forte que fazia os olhos arderem. Billy começou a latir enquanto também olhava para a luz. Walace tentava entender como uma luz tão forte poderia vir do céu na calada da noite quando ouviu outro grito de Ana vindo de dentro da cabana.

Voltou correndo e viu a criatura olhando fixamente para a garota que gritava sem parar. Tereza que acordou assustada pulou em cima da monstra na intenção de proteger a filha, mas fora pega pelo pescoço antes que pudesse fazer qualquer coisa. A coisa ficou de pé e começou a apertar o pescoço de Tereza com toda a força.

Walace correu para ajudar a esposa, levando uma cadeira para usar como arma contra a criatura. Porém, antes que pudesse chegar perto daquela monstra que estrangulava Tereza, ela esticou a mão em direção a Walace e ele sentiu um forte impacto no peito que o jogou para trás em cima da mesa que se quebrou na mesma hora.

— Agora eu que sou sua esposa querido. — Disse a criatura com a voz arranhada. Ainda estava completamente nua e o sêmen de Walace ainda escorria por suas pernas. — Tivemos algo mágico agora a pouco.

— Mas que porra é essa? — Indagou Pedro que acabara de sair do quarto e ver toda aquela cena.

– Oh! meu querido garoto que sente desejos por esta humana. — Disse a criatura enquanto o rosto de Tereza já atingia o tom azulado devido ao estrangulamento.

— O que é você? — Indagou Pedro. Ana apenas chorava encolhida no canto do quarto. Em seguida a criatura puxou o vestido de Tereza, rasgando-o deixando-a completamente nua.

— É isso que lhe da prazer, garoto? — Indagou a criatura e Pedro apenas olhou aquela cena, espantado.

— Larga ela agora. — Ordenou Walace que agora trazia a perna quebrada da mesa na mão como um porrete.

— Acabei de lhe dar a melhor transa da sua vida e você ainda me ameaça? — Disse a criatura em tom irônico.

— Você fodeu com aquilo? — Indagou Pedro.

— Claro que não garoto. — Mentiu Walace. Tereza já estava fraca e sentia a vida indo embora.

— Não minta para as crianças Walace, e você garoto? Como foi imaginar a boca de sua sogra no seu membro? — Disse a criatura e Walace olhou furioso para Pedro que se encolheu na mesma hora. — É ela que você quer? Toma. — A criatura jogou Tereza com toda força em direção a Pedro. A mulher bateu com o pescoço na parede e caiu morta e nua nos pés dele. Pedro apenas olhou o corpo nu e sem vida da sogra com olhos arregalados enquanto Walace partia furioso para cima da criatura com a perna da mesa na mão.

— Eu vou te matar desgraçada. — Gritou Walace e em seguida bateu com a madeira na criatura. A madeira se partiu em pedaços e o monstro não sofreu nenhum dano.

A criatura soltou uma gargalhada assustadora e em seguida Pedro correu para fora da cabana. Billy escondeu-se atrás da porta assustado. Ana apenas chorava encolhida no canto do quarto enquanto assistia tudo.

Do lado de fora, Pedro corria desesperadamente até que passou por debaixo da luz que vinha do céu sentiu seu corpo leve. Quando deu por si, estava flutuando e indo em direção ao céu, sendo sugado pela luz. Pedro gritou desesperadamente, mas ninguém apareceu para socorre-lo.

Na cabana a criatura chegava cada vez mais perto de Walace que sentado no chão rastejava-se para longe daquilo desesperadamente. Quando ambos já estavam fora do quarto ele gritou:

— Corre filha, saia daqui agora.

Ana saiu correndo de dentro do quarto. A criatura tentou pegá-la, mas sem sucesso. Do lado de fora da cabana a garota correu para o meio do mato passando bem ao lado da luz misteriosa que vinha do céu.

— Você está dificultando muito a nossa vida querido. — Disse a criatura assim que Ana fugira.

— Eu não tenho nada com você criatura escrota. — Gritou Walace chorando e se arrastando para trás até esbarrar no corpo sem vida de Tereza.

A criatura chegou ainda mais perto e pegou Walace pela cabeça, erguendo-o no ar. Agora de perto Walace podia ver o quanto aquela coisa era alta, provavelmente mais de dois metros de altura.

— O que vai fazer comigo. — Indagou Walace tremendo de medo.

— Eu vou te levar para casa querido. — Respondeu aquela coisa com um sorriso bizarro.

Em seguida a criatura arrastou Walace, segurando-o pela cabeça, em direção a luz misteriosa.

Walace gritava e se contorcia na esperança vã de se soltar da criatura que cada vez mais enterrava suas garras na cabeça dele a fim de mantê-lo preso.

— Não por favor não. — Suplicava Walace quando o monstro o colocou na luz que o sugou para o céu no mesmo instante.

Ana acabara de chegar na beira estrada quando ouviu um barulho vindo do meio do mato. A garota em desespero caiu de joelhos e começou a chorar ao ver que sua morte se aproximava. O mato continuava a se mexer e Ana tremia sem parar. A garota respirou fundo esperando seu fim quando Billy saiu de dentro da mata.

— É você seu filho da putinha. — Disse Ana sorrindo e chorando de desespero.

— Que maneira carinhosa de falar com o pequeno animal garota. — Disse uma voz arranhada atrás de Ana. Antes que a garota pudesse olhar, a garra da criatura cortou sua garganta e Ana caiu no chão afogando no próprio sangue.

Billy passou a lamber o sangue que saia do pescoço de Ana e a Criatura o olhou fixamente. O ‘poodle’ resmungou e se encolheu com o rabo entre as patas. A Criatura sorriu e em seguida se afastou para dentro do mato. Segundos depois a luz que vinha do céu se apagou completamente.


***


O relógio marcava às sete da manhã quando Cézar Cortês andava com a viatura pela estrada. Logo depois da curva ele viu marcas de pneu no asfalto e alguns metros depois um carro parado na beira da estrada. Imediatamente o policial reduziu a velocidade da viatura e encostou. Quando desceu do carro viu o corpo de uma garota adolescente degolada e caída no chão. Sacou sua arma e chamou no rádio.

— Central aqui é o agente Cortês, encontrei uma vítima assassinada no quilômetro 200 da rodovia. A vítima é uma garota de aparentemente dezesseis anos e teve o pescoço cortado, suponho que por faca. — Disse ele e esperou resposta.

— Agente Cortês aqui é a central, vamos enviar reforços aguarde até chegarmos. — Respondeu a voz do outro lado do rádio.

Enquanto Cezar guardava o rádio de volta no lugar um cachorro saiu mato e começou a latir.

– Oi amiguinho! Ela era a sua mãe? — Indagou ele afagando os pelos do ‘poodle’. Ele olhou a medalhinha que estava pendurada no pescoço do cachorro e viu o nome Billy escrito.

O cachorro começou a latir, como se o chamasse para trilha na mata.

— O que foi Billy, quer que eu te siga? — Indagou Cezar que ia em direção ao cachorro com a arma em punho. Ao chegar no fim da trilha viu uma cabana. Entrou e viu uma mulher de aparentemente quarenta anos, nua e com o pescoço quebrado jogada no chão da cozinha.

— Central, outra vítima identificada em uma cabana a quinhentos metros da estrada. Mulher de cerca de quarenta anos, nua e com o pescoço quebrado.

— Agente Cortês, a ordem é para aguardar reforços. Isso pode ser perigoso. — Ordenou a voz feminina no rádio.

— Seja quem for que fez isso não está aqui mais. — Ele disse entrando no quarto onde tinha um beliche. A cama de cima estava sem colchão.

— Encontrou mais alguma coisa? — Perguntou a voz feminina no rádio.

— Nada eu acho. — Disse Cézar enquanto olhava o quarto.

— E essa meia jogada no chão? — Perguntou a voz no rádio e Cezar viu a meia embolada ao lado do pé do beliche. Quando ele pegou a meia estava molhada e fedendo a esperma.

— Mas que nojo. — Resmungou Cézar. — Espere, como sabia que tinha uma meia aqui? — Indagou ele, mas o rádio estava mudo.

— Central? Mas que merda.

— O que faz aqui? — Disse a mesma voz feminina do rádio, porém agora estava no quarto. Quando Cezar olhou, viu uma bela mulher de camisola branca.

— Quem é você? — Perguntou Cezar apontando a arma. A mulher apenas sorriu.


22. Dezember 2019 19:02:38 3 Bericht Einbetten Follow einer Story
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Fortsetzung folgt…

Über den Autor

Junio Salles Nascido em Belo Horizonte, desde pequeno vivia em mundos de fantasia criados por mim mesmo em minha cabeça. Sempre preferi ficar sozinho imaginando e criando histórias baseadas no que lia nos livros ou assistia na TV. A maioria das histórias que criei não escrevi, mas agora de um tempo pra cá tenho passado pro papel esses roteiros que estão na minha cabeça. Espero que gostem

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