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sophialoren Sophia Loren

Saori Kido havia acabado de perder a armadura de ouro de Sagitário, levada por Ikki de Fênix. Completamente perturbada, se recorda de uma noite chuvosa anos atrás onde teve um encontro com o guerreiro que protegia essa armadura.


Fan-Fiction Anime/Manga Alles öffentlich.

#drama #saint-seiya #cavaleiros-do-zodíaco
Kurzgeschichte
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Capítulo Único

— Senhorita Kido!

— Senhorita Saori Kido!

— Saori!

Fleches e mais fleches de câmeras invadiam o campo de visão da jovem herdeira e neta de Mitsumada Kido, em plena conferência horas depois da armadura de ouro de Sagitário ser roubada por Ikki de Fênix. Tatsumi estava ao seu lado como fiel mordomo e tentava pensar em algo para tirá-la dessa situação.

Saori, estava em um pânico contido. Havia acabado de perder um item valioso. Tanto emocionalmente como pela preciosidade, e se lembrava bem de quem jazia naquela armadura, valente e gentil. Fora ele que a salvou e que aconselhou, a confortou em momentos em que a jovem estava em sua terna idade, desolada pela morte de seu único parente.

Era um objeto que seu avô tinha deixado sobre sua proteção e também uma lembrança e promessa.

— Saori, como vai ser agora as Guerras Galácticas sem o prêmio principal? — perguntou um jornalista ao fundo.

— O que vai ser das pessoas que pagaram os ingressos? Vão ter a restituição?

— Como estão as investigações? Vão prender o rapaz?

— Como isso vai afetar a Fundação Graad? Será afastada pelo ocorrido?

— Senhorita Saori Kido, ainda se ver gerindo a Fundação depois desse fiasco? Creio que seria competente sair e deixar para pessoas especializadas, a senhorita é uma criança no qual não tem peso para gerir um negócio milionário.

— Saori!

— Senhorita Kido!

A menina fechou os olhos segurando as lágrimas. As perguntas feriam sua pele e as invasivas eram estacas. Não estava em condições de responder os repórteres. Sua mente vagava para o ataque de Fênix e as lembranças daquele que um dia foi o guardião da armadura dourada. Ela tinha falhado com seu avô e o cavaleiro. Não só eles, mas com todos os rapazes que deram sua vida treinado para sua causa.

Sua dor de perda triplicou, o que poderia ter feito para evitar tudo aquilo? O que realmente tinha ocorrido com Ikki para se tornar tão cruel? Será que ainda tinha como salvá-lo dessas ideias destrutivas?

Diziam que ela era uma deusa, forte e sabia, pronta para guerra. Tudo o que não era realmente. Não sentia esse poder nem força. Era só uma menina completamente indefesa. Mal sabia como dialogaria com esses urubus da imprensa.

Escutou seu mordomo falar algo e mais luzes e gritaria se fez presente, depois sentiu a puxar para fora da sala.

Estava zonza, ao escutar a porta se fechar finalmente abriu os olhos esmeraldinos.

— Obrigada, Tatsume — sussurrou — Vou para meu quarto e não quero ser incomodada, tudo o que ocorreu hoje me deixou abatida — se apoiou na escadaria — Se tiver novidades, peça para Mii me avisar.

— Claro, senhorita! — a fitou preocupado, sua patroa não dava sinais que estava bem, pelo contrário nem cor saudável tinha em sua pele — Está bem, senhorita? Posso pedir para as Saintias e médicos para fazerem exames-

— Não quero ser incomodada — repetiu subindo as escadas — Está tudo bem, Tatsume, está tudo bem — falou mais para ela mesma, subindo apressadamente as escadas não escutando mais seu mordomo.

Foi ao seu quarto, passando direto por Mii que não deu tempo a ela de perguntar nada e se trancou.

Finalmente pode liberar suas lágrimas, escorregou na porta até se sentar no chão frio. Em meio ao seu colar de pérolas retirou um outro, de aparência rústica e triangular com detalhes encrustados. Um colar que um dia fora de Aioros de Sagitário. Não sabia como tinha aquilo com ela. Seu avô pouco disse dele.

Apertou em suas mãos sedosas molhando com suas lágrimas. Não conseguia aguentar aquela dor.

Suas lembranças vagaram num dia chuvoso onde ela tinha acabado de perder Mitsumada Kido.

Ela corria pelos corredores da mansão fugindo do mordomo, queria ficar sozinha e chorar até dormir. Acabou por entrar em uma das salas de seu avô, onde ficava uma das coisas mais preciosas, e que deveria estar trancada a sete chaves, mas por algum motivo estava ali.

Em meio as lágrimas a pequena menina, olhou surpresa e admirada a enorme caixa dourada. Sentia a mesma emanar uma energia calma e calorosa. Acabou por fechar a porta e a trancar para não correr o risco de ser encontrada e sentou-se ao lado da caixa, não deixando em nenhum momento de chorar.

Saori se sentia sozinha, tinha perdido quem mais amava e adorava. Não tinha mais ninguém familiar. Ninguém para cuidar dela e a amar como um ente querido.

Foi quando uma aura se apossou do local, irradiada pela Caixa de Pandora, dourada e quente.

— Oh minha querida, sua dor é tão grande que me preocupa — um jovem rapaz de cabelos castanhos e olhos verdes apareceu como uma aura, vestia uma calça de treino e seu peito estava nu, com várias cicatrizes, que não assustava a menina — Sei do que ocorreu, sinto muito, queria muito está com você agora. Infelizmente o destino não foi tão bom comigo.

— Quem é você? — gaguejou a menina que se aproximou da caixa curiosa. O evento paranormal não a assustava, sentia que a aura, espírito, o que fosse não era ruim.

— Me chamo Aioros — respondeu o jovem menino, se curvando levemente em respeito — Nessa caixa tem minha armadura, sou seu guardião ainda, por isso acho que posso aparecer para a senhorita.

Saori piscou, se lembrava do nome, seu avô tinha lhe contado que quando bebê fora salva por um jovem chamado Aioros. Um bravo guerreiro que a entregou sã e salva para Kido.

— Meu vovô me contou de você — disse tristonha apertando seu vestido negro rodado — Que tinha me salvado.

— Sim, isso mesmo — o sagitariano sorriu para sua deusa sem acrescentar mais nada da triste história, para poupa-la.

A menina fez um beiço voltando a chorar.

— Agora estou sozinha de novo — colocou as mãos nos olhos — Sem ninguém.

O rapaz se sentou na caixa, parecia pensativo.

— Isso não é verdade, Athena — ele falou com gentileza — A senhorita tem muitas pessoas que a ama, que fariam de tudo para seu bem. Não está sozinha, um dia esses bravos guerreiros e guerreiras vão estar todos ao seu lado.

A menina voltou a olha-lo. Seu avô também tinha dito esse tipo de coisa, só que não entendia. Agora esse menino afirmava a mesma coisa.

Só não compreendia que pessoas eram essas.

— Não entendo! — choramingou.

— Um dia vai entender — passou as mãos nas madeixas loiras acastanhadas de Saori, que sentiu como uma brisa — Vai entender a força que você carrega e sabedoria — sua aura tremeu levemente — Caso sinta sozinha novamente é só apertar o colar que carrega, ou vir até aqui. Eu sempre estarei com a senhorita, Athena. Infelizmente não posso fazer mais do que isso.

Voltando para os dias atuais, Saori jazia no chão de seu quarto, deitada entre lágrimas. Apertava o colar como sempre fazia quando estava muito triste e solitária. Ainda tinha voltado a ver Aioros mais algumas vezes depois daquele dia, mas sentia que ele a velava no lugar de onde ele estivesse.

Suas palavras confortaram aquela menina desamparada que tinha acabado de perder o avô.

Agora pelas memórias Aioros e de seu avô recuperaria a armadura de ouro, trazendo de volta a seu seio. Não permitiria que mais nenhum mal tocasse nela.

20. Dezember 2019 09:38:52 0 Bericht Einbetten 0
Das Ende

Über den Autor

Sophia Loren Só uma garota que gosta de escrever.

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