jace_beleren Lucas Vitoriano

Em meio ao caos da guerra em Ravnica, a guerra da centelha, muitos guerreiros estão a lutar em diferentes localidades. Acompanhe aqui algumas das aventuras dos personagens que marcaram essa guerra.


Fan-Fiction Spiele Nicht für Kinder unter 13 Jahren.

#Magic-the-gathering #Ravnica #Kiora
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Kiora, a senhora dos mares

Ravnica estava um caos, a horda de zumbis devastava todo o plano. Casas e prédios eram destruídos, os céus eram dominados por avianos zumbis que voavam em direção a novas presas, mas o mar... o mar estava seguro, como não poderia estar tendo Kiora como sua protetora?

A tritã reinava soberana sobre as águas. Com o poder de seu bidente, a arma que antes pertencera a deusa do mar, Tassa, Kiora conseguira reunir um poderoso exército de criaturas marinhas. Krakens e serpentes colossais se reuniam ao seu redor, formando assim uma corte assustadoramente efixaz. Kiora era uma tritã com pernas, diferentes de outros de sua espécie que possuíam a parte inferior de seu corpo iguais a cauda de um peixe. Sua pele possuía uma coloração azul escura, com uma armadura de retalhos de conchas vermelhas cobrindo parcialmente o seu corpo. A tritã sentava-se sobre a cabeça de um grande polvo tal qual uma rainha em seu torno. Sua veste de conchas lhe dava uma sensualidade delicada. As conchas eram perfeitamente lapidadas e posicionadas cobrindo seus seios, parcialmente sua barriga, e sua intimidade, deixando exposta boa parte do corpo da tritã.

Ela observava, com um leve sorriso no rosto, os avianos zumbis nos céus. Não pareciam tão ameaçadores quanto Jace dissera, afinal eles continuavam a pairar nas alturas e jamais ousavam atacá-la.

- Kiora, como estão as coisas ai? – era a voz de Jace em sua mente. O telepata estava coordenando aquela guerra e até que não fazia um trabalho ruim.

Kiora particularmente não gostava de ninguém em sua cabeça, mas acabou cedendo devido a urgência da situação.

- Calmas, nenhum eterno foi estupido o suficiente para vir até aqui – respondeu ela em um pensamento tingido com seu típico tom orgulhoso – pelo que vejo as coisas não estão indo muito bem na superfície – completou com uma pontada de provocação.

Uma leve hesitação. Após alguns instantes Jace tornou a falar em sua mente. Sua voz estava calma, mas ela podia sentir que ele controlava-se para não expressar preocupação.

- Rhonas está avançando com um exército de eternos. Gideon, junto com outros planinaltas, está tentando detê-lo.

Gideon, sempre dando uma de herói. Kiora se impressionava como ele nunca acabara morrendo em uma dessas investidas loucas. Talvez o fato de ser invulnerável lhe tornasse mais corajoso, ou mais estupido. Kiora não sabia quem era Rhonas, fez um esforço e acabou lembrando se tratar de um deus revivido ou algo do tipo.

- Kiora, se Kefnet, o deus alado, aparecer, não o enfrente. Ele é muito poderoso, quase matou Nissa como se ela não fosse nada – Jace falava naquele tom irritante de aviso.

Kiora estava a observar um aviano que voara em sua direção em um rasante. A um comando seu o polvo ao qual a tritã estava montada acertou-o com um tentáculo arremessando-o violentamente nos mares. A criatura não chegou sequer a emergir de volta, não quando Kiora enviara um comando para suas serpentes marinhas a devorarem.

- Tudo bem, mas se ele me atacar vou mostrá-lo do que sou capaz.

Ela já havia sido mais arrogante e orgulhosa no passado, achando que poderia destruir outro ser comparado a um deus, até mesmo adorado como um. A criatura a derrotara completamente, mesmo depois de Kiora ter invocado o monstro marinho mais poderoso dos mares daquele mundo. Fora uma derrota instrutiva, que a fizera repensar antes de escolher um inimigo. Se kefnet era um deus, então o melhor seria evitar combate.

- Tem uma horda de eternos ao leste, próximos a uma igreja orzhov – explicou ele – você pode ir lá? é a planinauta mais próxima que temos.

Kiora olhou rapidamente pela paisagem avistando a tal igreja, um pouco pomposa demais para seu gosto por sinal. Era uma construção grande, feita de mármore branco com alguns detalhes em ouro.

- Já estou indo, só espero que seja uma horda das grandes. Quero um pouco de diversão aqui.

Então ela partiu para o leste. Levou apenas seu polvo consigo, deixando um comando para que as outras criaturas marinhas abatessem qualquer inimigo que se aproximasse. Ela só esperava que elas não atacassem aliados também. Sendo monstros tão grandes tinham dificuldade em diferenciar inimigos de tamanho humano.

O polvo rumou majestoso pelos mares de Ruvnica, era vermelho sangue, com alguns detalhes em amarelo. Seus tentáculos gigantescos serpenteavam criando grandes ondas por onde passava. O monstro tinha cerca de sete metros de altura, com inúmeros grossos tentáculos que lhe serviam como arma.

Chegando lá a tritã logo viu a tal horda de zumbis, deviam ter uns vinte deles. As criaturas tinham o corpo revestido de lazotep, uma espécie de mineral azul escuro, portavam lanças e espadas, mas isso não seria o suficiente para matar o monstro de Kiora.

A maioria eram zumbis humanos, mas Kiora conseguiu distinguir outros seres como nagas, minotauros e uns três avianos pairando sobre a igreja.

Ela apertou com um pouco de força seu bidente enviando um comando para o polvo atacar. Os tentáculos serpentearam atingindo muitos dos eternos, arremessando-os com força contra as paredes dos prédios, enrolando-se nos corpos das criaturas e puxando-os para o mar, de onde jamais sairiam.

Os três avianos tentaram a sorte de um ataque aéreo combinado, mas não tiveram muito sucesso. Um deles foi atingido por um dos tentáculos, mas os outros dois acertaram o polvo com suas lanças. O dano foi mínimo.

- Cuide deles por mim – disse Kiora descendo do polvo e seguindo em direção a superfície.

Kiora caminhava majestosamente, aproximando-se dos eternos que ainda restavam. Um deles avançou em sua direção, erguendo sua lança. Kiora desviou o golpe da arma com seu bidente e estocou rapidamente, mas para sua surpresa a criatura conseguiu esquivar-se. Pelo visto aqueles zumbis eram mais habilidosos do que ela imaginava.

Ela lembrava-se de Jace ter falado algo sobre todos os eternos serem guerreiros extremamente experientes, forjados em intensas batalhas em um mundo chamado Amonkhet. Kiora trocou alguns golpes com seu bidente contra a criatura, mas a mesma possuía reflexos rápidos e destreza com sua lança. Jace estava certo, de novo, isso era um tanto irritante.

Os outros zumbis avançavam. Um Minotauro corria com um machado assustador nas mãos. Kiora mordeu o lábio inferior, não queria usar muito poder com aqueles zumbis, mas a situação mostrava que ela não podia pegar leve. A tritã segurou seu bidente com firmeza, usando as duas mãos, a ponta da arma brilhou em uma luz azul-esbranquiçada. A tritã sentiu o poder gigantesco fluindo da arma, um poder tão grande que ela sequer conseguia controlá-lo totalmente.

Em resposta a sua magia, as águas irromperam do mar em jatos precisos e potentes. O eterno com o qual Kiora lutara foi arremessado para longe, assim como seus companheiros que avançavam. As criaturas ficaram caídas no chão, encharcadas com a água salgada do mar. Kiora sorriu satisfeita, mas seu sorriso logo se transformou em uma expressão carrancuda quando viu que os zumbis tornavam a se levantar. Eles eram persistentes, o nome eternos não devia ser a toa.

- Chega, não tenho tempo para vocês! – ela ergueu seu bidente concentrando ainda mais poder. A ponta da arma brilhou com ainda mais intensidade e enormes espirais de água saíram do mar atingindo os monstros.

Os tentáculos de água não apenas os atingiram, rodopiaram com eles, unindo-se em um grande tornado de água. Kiora não pegou leve, sua mão tremeu devido ao esforço, mas ela não reduziu a intensidade de seu poder. Continuou a controlar o tornado de água que engolia a todos os eternos como se fossem meros bonecos de palha. A um movimento seu o tornado foi em direção ao mar, jogando todas as criaturas no fundo do oceano.

Trabalho feito, eternos destruídos. Kiora sentiu suas pernas tremerem bambas. Havia usado tanto poder assim para derrotar apenas alguns zumbis? A força daquelas criaturas a assustava. Pelo que vira haviam milhares deles em Ravnica. Não era a toa que mesmo tantos planinaltas poderosos se unindo, ainda mais com a ajuda das dez guildas, a batalha contra os eternos fosse acirrada. Kiora ainda tinha folego para usar aquela magia muitas vezes, mas sabia que se a utiliza-se demais seria tomada pela exaustão.

O mais prudente no momento era ser precavida e, definitivamente, não enfrentar o tal deus Kefnet. Ela nem queria imaginar o qual poderosa seria aquela criatura.

- Terminei Jace, tudo limpo – disse em pensamento ao telepata.

- Ótimo Kiora, vou te avisar se precisar de algo. Obrigado.

E com isso a conversa encerrou-se. Kiora voltou a subir em seu majestoso polvo. A criatura rumou para longe da costa. Aquela guerra seria difícil, mas a tritã sabia estar fazendo sua parte. Outras batalhas deveriam estar acontecendo por toda a cidade e muitos não tinham a sorte dela de continuarem vivos.

Que bom que ela tinha o bidente de Tassa. Ela quase poderia agradecer a deusa pela arma, quase. Mas o objeto não foi emprestado, foi tomado a força, então Kiora achou que era melhor não agradecer. O bidente era seu, assim como o controle dos mares. Ela só esperava que esse poder fosse o suficiente para lhe fazer ganhar a guerra.

26. August 2019 11:45:10 0 Bericht Einbetten Follow einer Story
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