O monstro que sou Follow einer Story

coalacchan Mandy Assis

“Como farei isso? Eu vou morrer?” pensou. — Irei tomar domínio de seu corpo enquanto você assiste. A única coisa que precisa fazer é me aceitar, deixar que minha alma o tome. — Uma estranha fumaça laranja o envolveu passivamente. Não resistiu, apenas deixou-se ser levado. Se queriam um monstro agora eles teriam e nada o impediria.


Fan-Fiction Anime/Manga Nur für über 21-Jährige (Erwachsene).

#inkdisney #Hora-da-música #naruto #violência #angst #suicidio #universo-alternativo
Kurzgeschichte
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Unico!

Nota: Essa fanfic foi feita para o desafio hora da música, onde os participantes devem escrever uma história original ou fanfiction baseada em uma música da disney. Eu escolhi duas músicas: “por uma vez na eternidade” do filme frozen e “monster”(a principal) do musical frozen broadway.

Algumas citações fazem parte da letra da música e outras são pensamentos então é bom prestar atenção para evitar dúvidas ;) 

Aviso: a fic contém cenas fortes e de violência extrema, como tortura, se você for sensível a esse tipo de conteúdo sugiro que leia outra história.

Tenham uma boa leitura. :3 


“Ela finalmente veio

Veio bater em minha porta”


    Olhos. Os benditos olhos que perseguiam-o por todo lado. “O lar de todos, apoio, amor e família. Konoha sempre será o seu refúgio.” Naruto riu em deboche do lema mais mentiroso e hipócrita que a vila tentava passar. Um órfão era feito de coitadinho e acolhido, em teoria no caso, até porque Naruto era desprovido de família, seus pais morreram e uma pessoa misteriosa o transformou em uma aberração, um monstro.


  Quem ajudaria uma criança, que não tem culpa de nada, que não passava de 2 anos de idade, a crescer e saber lidar com um monstro dentro de si?


  “Um monstro”


    Diziam e diziam. “Monstro”, “monstro”, “monstro”. Era tão difícil aceitar uma criança com nove rabos de raposa? Era difícil ajudar UMA CRIANÇA que não tinha culpa de nada, que foi amaldiçoada aleatoriamente por alguém que já nem deve mais esta em Konoha?

 

   Caos, a mente daquele garoto estava um caos. Viver nas frias e desertas ruas da aldeia, sem comida, roupas quentes e dormindo no chão era uma ótima solução para aquela humilde e gentil população de Konoha, a mesma que maltrata e humilha e xinga e explora e abandona… e TUDO, ele era uma CRIANÇA, uma pessoa, um ser humano.


Fodasse que tenha uma besta de nove caudas selada em seu corpo.


Fodasse que tenha nove rabos de raposa.


“Eu sou um monstro?”


   A pergunta que mais martelava a cabeça de Naruto, a repetia milhões de vezes e não encontrava respostas. E se na verdade ele as tivesse? E se ele fosse um monstro? O quê faria se a resposta fosse sim?


  Uma dor espalhava em seu peito. O quê poderia ser? O ódio?


  O vazio lhe preenchia por completo. Então é isso, tudo vai acabar sem sentir uma única gota de amor, a gota vermelha e rosa que só sente quem é feliz, quem é amado. A solidão lhe acolhia como uma velha amiga, que sempre estava ao seu lado, nos tempos bons e ruins, não, só nos ruins porque aquilo chamado “bom” não existia em seu dicionário.


Já era o fim.


“O medo será seu inimigo

E a morte é consequência”


   A chuva nunca foi tão gélida, a terra molhada e fria o sugava como se já fizesse parte, assim como qualquer cadáver debaixo dela. Os braços trêmulos e fracos o impedia de se erguer. Depois de tudo teria uma das piores mortes: de fome.


— Você está bem? — uma voz se fez presente, os olhos que teimavam em fechar despertaram.


   A chuva parou. Não, a chuva ainda estava lá, mas não o atingia. Com o resto de suas forças virou o rosto em direção da voz. Escuros, eram lindos, nunca tinha visto um olhar como aquele, que transmitiam calor e preocupação, nada como aqueles que lhe perseguiam diariamente.


 Era um garoto, ele tinha o cabelo tão preto quanto os olhos. Segurava um guarda-chuva, protegia Naruto com ele mesmo que ficasse totalmente encharcado. Com muito esforço levou o corpo quase que inconsciente para um abrigo abandonado por perto e estava decidido a cuidar dele.


“Por uma vez na eternidade”


  Quente, e como era quente. Um mísero coberto pode fazer a diferença para muitas pessoas que sofrem, uma delas é Naruto, o máximo que lhe esquentara até o momento era o doloroso asfalto, a terra e a areia que só faltavam queimar sua pele, porém não fazia diferença naquele instante, pois sentia algo novo que não o machucava.


 “Nada como a vida que levei”


Oh… — Assustou-se com a fino timbre, surgiu de maneira tão aleatória.


   Com um pouco mais de firmeza no corpo, Naruto se levantou o suficiente para se sentar. Sentiu algo estranho, um carinho, nunca recebeu qualquer carícia, definitivamente (nada como a vida que levei) as palavras ressoavam em sua mente, no entanto seus pensamentos foram interrompidos por um pequeno aperto em um de seus rabos, laranjas e bem volumosas.


   Com um certo receio olhou em direção de sua cauda e paralisou. Um garoto, de não mais que 10 anos de idade, assim como Naruto, mexia naquela área cheia de pelos com curiosidade, afinal nunca tinha visto ninguém com tal peculiaridade. Não negaria que gostava, aquele detalhe dava um certo charme no menino que salvou.


“Tão lindo” pensou sem nem perceber que o portador dessa beleza estava acordado e lhe observava.


   O de olhos azuis gemeu quando sentiu um agarre em uma de suas caudas, o quê despertou o garoto de seu transe. As orbes negras encaravam as azuis, ambas arregaladas em surpresa. O clima estava tenso, ninguém ousava mexer um músculo sequer.


Tum tum


   O único som presente no cômodo era o coração de ambos, cada um por uma razão em específico: medo e desespero.


Tum tum


Tum tum


— Me desculpe!!! — o de cabelos escuros gritou se curvando no chão. — Eu não fiz por mal, eu só fiquei curioso e quis saber se realmente é tão macio como eu imaginava. Eu não quis te machucar, só queria ajudar — falava desesperado, chorava feito um bebê ao ponto de escorrer catarro de seu nariz.


   Naruto tentava absorver as informações e então começou a chorar também. “Por uma vez na eternidade” alguém estava lhe fazendo o bem, sem nenhuma maldade oculta por trás, apenas um simples gesto de bondade. Talvez o destino quisesse o fazer sofrer para que desse valor a momentos como esses, embora sejam tão raros quanto a neve no verão.

 

“Os meus sonhos ganham cor”


Por que…você tá…chorando? — perguntou, entre soluços, com a voz falhada, para Naruto que estava do mesmo jeito ou pior.


— Eu… eewk…não seiiii! — estava aos brandos, sua garganta doía, mas o choro era inevitável.


— Posso…te abraçar? — Limpou o nariz com um paninho. O outro acenou, com um certo receio, mas o fez.


   Outro gesto de carinho, era bom demais pra ser verdade. Será que estava no céu e que na verdade tinha morrido a baixo da chuva?

 

   Era quente, o abraço era quente. Estava acontecendo, aquele calor que tanto desejou, seu coração se enchia de alegria e as lágrimas ainda teimavam em sair de seus olhos. 


— Meu nome é Sasuke


— O meu…é…é Naruto. — Seu rosto corou por vergonha. — Podemos ser amigos? — perguntou, seus olhos brilhavam de esperança.


— Sim. — Sorriu sereno.


    Uma amizade tão linda e tão inocente. Tão verdadeira que nem perceberam os anos passarem. O pequeno abrigo se tornou o refúgio deles. Sasuke trazia alimentos para Naruto, que fazia o possível para não aparecer nas áreas movimentadas da vila. Ele estava seguro ali e de lá não saia, pois corria o risco de ser visto e monstros não devem ser vistos, o máximo que fazia era ir a um lago próximo para banhar-se no verão.


   Olhou a janela e desanimou-se. A neve caia, tão linda, porém tão maligna, era a principal portadora de sua tristeza. Sasuke não poderia te visitar quando o clima estava desse jeito, embora quisesse muito vê-lo.


— Mãe, eu quero sair. Deixa eu ir.


  Com a voz meio rouca, enrolado em cobertores e queimando em febre. As chances de Mikoto permite que Sasuke saia pela neve eram mínimas.


  Colocou a mão sobre a testa de seu filho, ele ainda estava muito quente. Ela suspirou e negou com a cabeça e antes que pudesse falar qualquer coisa Itachi entrou afoito no quarto. Seu rosto estava meio vermelho e ofegava, denunciando sua exaustão.


— Mãe… — Respirou fundo tentando recuperar o fôlego. — adivinha, a aberração ‘tá viva e viram ele na aldeia. ‘Tão o perseguindo.


   Silêncio. A mulher sorriu de lado, apesar de carregarem um peso, era tão forçado quanto a heterossexualidade do filho mais velho. Olhou para o mais novo e sentiu pena dele, mas não poderia fazer nada.


   O jovem caçador pegou sua lança, que estava encostada na parede, e um capuz, também largado de qualquer jeito pelo quarto. No mesmo momento que ele corria em mais uma caçada, que machucará seu irmão, Mikoto abraçou Sasuke.


  Lembrou-se do dia que ele chegou em casa contando a novidade: fizera um amigo, lindo e misterioso. Todos os dias contava sobre o tal Naruto até que ela decidiu conhecer-lo, não mentiria: ficou furiosa, mas vê o filho triste quebrou seu orgulho por completo e ainda ajudou o menino, como disponibiliza alimentos.


O que eu faço?

Não há tempo para chorar agora

Eu comecei uma tempestade

Tenho que parar de alguma forma”


  Os pés de Naruto já não aguentavam mais correr. Foi uma péssima ideia tentar visitar Sasuke. Olhou para os lados até que no meio de tantas árvores viu uma estreita trilha, não precisou pensar duas vezes antes de seguir caminho.

 

  Contudo, por mais que tentasse, suas caudas são chamativas, então era um alvo fácil para a multidão que o perseguia. Já não tinha mais fôlego muito menos energia e passar a viver isolado em uma cabana no meio do nada por 5 anos não ajudou nem um pouco.


  A neve era funda, dificultando os movimentos. Quando já não aguentava mais, caiu no chão e com a enorme brecha os caçadores se aproveitaram. Um dos homens sentou nas costas do adolescente, deixando-o imobilizado, pois suas mãos e pernas eram seguradas por outros quatro.


— Deixa que eu cuido disso. — Itachi falou se aproximando.


   Tirou uma faca da mão de um aldeão, que ajudava. Sorriu maldoso e agachou-se na neve.


— Não se preocupe, isso só vai doer em você. — Naruto se desesperou, seu corpo se movia, ou pelo menos tentava, sozinho.


   Queria mexer as pernas ou qualquer coisa, mas a única coisa que poderia fazer era gritar. Seus batimentos estavam acelerados, mesmo no frio uma gota de suor escorria em sua testa.


“não, não, não” pensou.


   Uma de suas caudas foi pega por Itachi, este sorria cada vez mais já Naruto sentia sua pele gelar. Seu peito subia e descia, aquelas mãos, não eram como as de Sasuke, eram frias e o machucava.

 

   Dor, foi tudo que ele sentiu. A faca deslizava sem dor nem piedade, seus movimentos eram lentos e propositais. A pele era rasgada com tanta maldade quanto aquelas pessoas. Não tinha o que descrever, nada fazia sentido. Os gritos eram músicas nos ouvidos alheios. Itachi fazia questão de cortar só metade para que pudesse arrancar o resto a força.


 8


    Sem poder movimentar-se direito a única saída era berrar, implorar em desespero para que tudo aquilo parasse e chorar na falha tentativa de amenizar seu sofrimento.


   Seus dedos se contraiam, as lágrimas escorriam dos seus olhos. “por que dói tanto?” pensou. Sua respiração estava pesada demais, mordia o lábio tão forte que o gosto do sangue se fez presente, o mesmo gosto que escorria de sua cauda, não poderia sentir, no entanto era o mesmo sabor.


— Olha só, ainda temos oito aqui. — o jovem Uchiha falou meio irônico.


— Ei, que tal a gente fazer casacos para nossas esposas e mães. — Fugaku, pai de Itachi, se animou e pegou outra faca.


   A neve já estava rosada por conta do sangue.


   Os gritos de Naruto ecoavam na floresta, já estava ficando rouco e com a visão embaçada. Duas, eram duas de vez, lentamente cortadas por facas. Um dos homens bateu no rosto de Naruto, já estava cansado daquela voz em seus ouvidos.


— Cala a boca monstro. — Pegou uma adaga e enfiou em uma das mãos dele.


— Por favor, para, eu nunca fiz nada contra vocês!


— Monstros devem morrer. — um gritou.


— Aberração. — Outro quebrou sua perna com um martelo.


— Morra. — Itachi berrou enquanto arrancava, ao mesmo tempo que o pai, as caudas de Naruto.


   6


   Gritos de dor. Seus batimentos estavam acelerados. Tentava ao máximo se mexer. Olhou para os causadores de seu sofrimento e viu risos, risadas, até mesmo suspiros em alívio.


   Então era isso, vê ele sofrer é colírio para os olhos dos caçadores. Começou a chorar, não valia a pena viver. A partir daí, Naruto perdeu o sentido da vida, ainda sentia dor, no entanto não era com a mesma intensidade.


  “Sasuke” seu único amigo, a única pessoa que lhe ajudou. Lembrou-se dos sorrisos e risadas, lágrimas e mais risadas, queria que a última pessoa do mundo que pudesse ver antes de morrer fosse ele.


   Desta vez era um machado. Itachi gargalhava de alegria e com aquela arma na mão cortou outra cauda.


   5


“Toda essa dor,

Todo esse medo começou por minha causa

Será o que eles veem

O que eu preciso ser?”


   “Um monstro”


   Naruto não conseguia mais gritar direito, já estava quase sem voz, tudo que tinha agora é suas lágrimas. A neve esfriava sua alma tão lentamente quanto aquela tortura, não poderia fazer nada, apenas sentir a perda de uma parte de seu corpo e o monstro o dominar.


   Um homem pegou uma pedra, ele jogou nas costas de Naruto. Outro o chutou. Itachi desta vez fatiava outro rabo, enquanto Fugaku se deliciava queimando mais um. Já estava delirando, seu coração poderia parar a qualquer momento.


   4


    O fogo foi apagado pela água gelada do rio. Se já não bastasse o contato da neve em sua pele, ainda tinha essa. Começou a tremer, podia jurar que sua pele tinha ficado azulada. Achava que não tinha como piorar até ser erguido pelos caçadores.


    Itachi mais uma vez cortou a cauda até a metade e então mandou levarem o garoto próximo de uma árvore. Sorriu com uma expressão maníaca no rosto. Eles penduraram Naruto, pela cauda, em um ramo grosso para que aguentasse seu peso.


     Gritou. Tudo que via estava meio vermelho e turvo.


     A dor. Ahh, aquela dor… tão agonizante. A corda, além de apertar seus pelos, segurava sua cauda o impedindo de fugir. Ou tentava fugir tendo sua pele rasgada rapidamente ou seria lentamente.


   O desespero era inevitável. Sua voz estava rouca, mas não impedia os gritos falhos que já eram automáticos. Não tinha coragem de escapar para que seu sofrimento fosse rápido. Os dedos dos pés e mãos se contrariam, ou melhor, seu corpo inteiro, não conseguia manter-se parado.


— Não é o suficiente. Façam uma cruz. — o líder da multidão falou — Pai, dê uma faca ao kakashi para ele fazer o mesmo com outra cauda.


    E assim foi feito. O homem de cabelos grisalhos cortou outra cauda em duas – o quê não estava nos planos de Itachi, o ato fez o dia do rapaz – as duas partes foram penduradas com facas. Naruto respirava com certo desespero, já não enxergava nada direito, sua audição também foi corrompida e um tinindo o impedia de ouvir claramente.


    Lentamente, assim que as caudas foram retalhadas. O corpo quase em estado vegetativo caio no chão. Itachi desanimou um pouco, no entanto seu sorriso voltou com tudo quando seus homens chegaram com a cruz.

  

   2

  

     Ao invés de prenderem o adolescente pelos braços optaram por crucificarem ele de cabeça para baixo sendo sustentado pelos dois rabos restantes. Não foi só um prego em cada parte, mas sim por vários para que deixasse bem fixo. Um caçador de cabelo ruivo esfaqueou Naruto sem atingir nenhum nervo importante apenas para que ele sentisse dor.


     Gemeu, porém ninguém se importou.


    Olhou cada detalhe de cada rosto, seus olhos, cheios de lágrimas, percorriam o local e suas belas caudas decepadas estavam espalhadas por lá. Itachi já estava entediado, então pegou uma adaga e cortou entre um prego e outro. O sangue escorriam, ele era quente e bem vermelho, os pingos que caiam no seu rosto e na neve a pintando de rosa. A esse ponto queria no mínimo desfalecer, mas ficava cada vez mais acordado e consciente. Sentia tudo tão claramente, principalmente sua pele sendo dilacerada de extrema brutalidade até que caiu no chão. O vazio lhe preencheu.


0


— Queimem ele. — o jovem Uchiha gritou enquanto saia do local, sem olhar para trás, porém era perceptível seu alívio e satisfação pelo tom de voz.


    Naruto sentiu novamente a sua pele ser queimada. Os homens partiram deixando-o para morrer, sem nenhum remorso, como uma simples criatura sem valor, um animal nojento, um demônio sem alma. Embora tivesse perdido a vontade de viver, não queria morrer daquele jeito. Se arrastou pelo chão até conseguir se afastar do fogo e chegar perto do rio, jogando-se nele.


    Sua corpo inteiro doía e as mudanças de temperatura não estavam ajudando. Sem forças acabou afundando na água.


“Eu mato o monstro?”

"Se eu morrer, eles serão livres?”


Garoto! — nunca tinha escutado aquela voz, mas por alguma razão o fez despertar e lhe deu forças para voltar à superfície.


      Aos passos lentos foi caminhando sobre a neve. Tremia de frio e tentava se esquentar com as mãos, no entanto não adiantou muita coisa.


Seja forte, não desista. Você terá sua vingança.


    Novamente aquela voz. Naruto olhou para os lados procurando o portador dela, mas nada encontrou. Será que estava enlouquecendo? Não conseguia perguntar quem era ou o que estava acontecendo, gritar tanto teve suas consequências.


Não se preocupe. Você não é um louco. — falou novamente e então o jovem paralisou em choque. — Eu existo, estou dentro de você, mas se permitir tomarei conta do seu corpo e me vingarei pelo que fizeram.


“Como farei isso? Eu vou morrer?” pensou.


Irei tomar domínio de seu corpo enquanto você assiste. A única coisa que precisa fazer é me aceitar, deixar que minha alma o tome.


    Uma estranha fumaça laranja o envolveu passivamente. Não resistiu, apenas deixou-se ser levado. Se queriam um monstro agora eles teriam e nada o impediria.


     Os olhos de Naruto se tornaram vermelhos e suas pupilas afinaram-se. Suas caudas aos poucos foram crescendo, não, não eram suas, eram do “homem” que estava possuindo seu corpo. Elas eram bem laranjas e enormes.


“Se eu sou um monstro

Então é verdade

Há apenas uma coisa que me resta fazer”

            “Matar


                                                                                                  (...)


       Sasuke já estava sem fôlego, além de estar doente, corria feito um louco. Assim que Itachi e seu pai chegaram em casa bêbados, com copos de cerveja nas mãos, e falando que o “monstro” foi morto, não resistiu e saiu de casa ignorando os protestos de sua mãe, pois ainda tinha um fio de esperança que dizia o contrário.


       Seguia as pegadas até entrar na floresta. Ajoelhou-se na neve fria, não tinha mais força para caminhar, as lágrimas escorriam por seu rosto.


         Aquilo dóia, perder um amigo tão querido e ainda mais quando o causador é seu irmão mais velho. Naruto foi embora antes mesmo de tomar coragem e dizer “eu te amo” adequadamente. Já estava planejando fugir com ele e morarem em um lugar calmo onde não existe preconceito ou ódio.


       Parece que um lugar assim só existe na vida após a morte e era para lá que iria, se juntaria ao seu amado e assim passariam a eternidade juntos. Levantou do chão decidido e assim pegou uma adaga que achou jogada de qualquer jeito, levou-a até o pescoço, suas mãos tremiam. Fechou os olhos e respirou fundo.


— Esperaaa! — Abriu rapidamente os olhos e mirou alguém que vindo em sua direção, um pingo de esperança surgiu até sua mãe corria até si desesperada. — Não faça isso, por favor, eu não quero perder outro filho. — Em um rápido movimento ela pegou a arma das mãos de Sasuke e jogou no rio, e assim como seu filho, chorava ao ponto do seu rosto está vermelho.


— Mãe…


— Eu não quero te perder — Soluçou. —, por favor não tire sua vida. Eu sei que dói, mas ele não iria querer que você fizesse isso.

Silêncio. Sasuke abaixou a cabeça, de fato Naruto jamais pedirei algo desse tipo. Se sentiu um lixo por fazer sua mãe chorar.


       Ela o puxou, pela mão, para que saíssem daquele lugar que só trazia tristeza e dor. Caminharam em silêncio de mãos dadas, nenhum deles se atrevia a dizer uma palavra, estavam de luto.


      Ao se aproximarem da aldeia viram fogo se olharam confusos até que um homem totalmente queimado se aproximava agozando, gritava e então rolou na neve tentando apagar o fogo.


       Sasuke e Mikoto correram para a vila, aquele não era o único. Vários homens eram queimados vivos. Olhou para a igreja horrorizado lá tinha cabeças decepadas penduradas, algumas mulheres se encolhiam por medo, mas estavam bem – sem nenhum arranhão – abraçavam seus filhos com o instinto materno de proteção.


      Caudas? Não era possível. Como poderia? Correu até o causador daquela destruição, abraçou-o com os olhos cheios de lágrimas. Sentiu ser retribuído e sorriu. Nada mais importava, só que seu amado estava vivo.


— Eu achei que tinha te perdido. — Procurou os lindos olhos azuis, mas não encontrou e então assustou-se.


Quase perdeu, não se preocupe logo logo terá ele de volta.


    Grossa? A voz de Naruto não é assim, muito menos assustadora. Deu alguns passos para trás com uma expressão assustada. O quê deveria ser Naruto riu e esfregou os fios negros, se aproximou do garoto e sorriu.


Você o terá de volta...em breve.


      Kurama, é o seu nome. A besta que foi selada no corpo de Naruto e que presenciou cada momento que o pobre garoto sofreu. Não sairia dali impune, mataria todos que fizeram mal a sua criança, faria vingança com as próprias mãos. Ele saiu de perto do Sasuke e então caminhou lentamente caçando os homens que torturaram Naruto.


      Um rapaz de cabelo grisalho corria desesperado. Kurama não pensou duas vezes antes de pegá-lo com suas caudas — que diferente das de Naruto, são muito fortes — cada uma segurava um braço e uma perna, as que estavam livres se mexiam delicadamente pela neve até que uma segurou um facão. Sorriu malicioso e lentamente cortou Kakashi em dois, assim como fez com o rabo de Naruto. Ele foi morto.

 

      Mikoto observava de longe e chorava com as mãos sobre a boca. Aquele não era Naruto, de fato tinha um ranço por ele mais aos poucos foi conquistada com sua inocência e bondade, ele não machucaria uma mosca, mas agora… tudo estava tão diferente. Seu marido gritou por ela, porém não respondeu, não conseguia se mexer, foi erguida por ele que a segurava em seu colo, enquanto tentava fugir.


     Kurama não deixou. Puxou Fugaku pelas pernas, deixando Mikoto caída no chão, suas pernas e braços foram segurados pelas caudas laranjas (assim como o falecido Kakashi) e então seus membros foram arrancados,de maneira cruel sem nenhum arma, enquanto o homem berrava até que seu tronco caiu, mas foi pego novamente. O rabo de Kurama rodeou o pescoço e o apertou até que a cabeça saísse do que seria um corpo. O patriarca Uchiha foi morto. Mikoto arrastou se até a cabeça do marido e a abraçou, chorando.


       Naruto assistia tudo horrorizado.


Para Kurama, já chega não precisa mais fazer isso!” Foi ignorado.


      Um rapaz de cabelo vermelho também tentava fugir ele foi partido no meio, literalmente.


Nagato Uzumaki: morte instantânea por sua coluna quebrada no meio, seu tronco foi separado de seu quadril.


Kiba Inuzuka: morte instantânea, foi esmagado por uma pedra.


Danzou Shimura: esfaqueado pelas caudas de Kurama, morte lenta e dolorosa.


Hiashi Hyuuga: morte lenta, seu corpo foi fatiado brutalmente.


   Em meio a confusão Sasuke caminhava na aldeia, sem “vida”. Seus movimentos eram automáticos, a passos lentos saiu da vila em direção do seu refúgio e de Naruto, não aguentava mais vê seu melhor amigo fazendo algo tão cruel. Itachi, escondido em cima de uma árvore, observava seu irmão e estranhou dele não está desesperado ou com qualquer machucado. Caiu do ramo que estava pendurado e não conseguiu pensar direito quando foi pego por Kurama.


   Berrava. Gritava por ajuda. Seu braço foi fatiado, uma de suas pernas foram arrancadas, seu pênis foi decepado, sua barriga foi esfaqueada, sua outra perna foi esmagada por uma pedra. Começou a chorar e se arrastou tentando fugir, viu seu irmão o observar sem mexer um músculo quando seu cabelo foi arrancado. O monstro pendurou Itachi pelo braço restante em uma árvore, o quê lhe sustentava era sua mão presa com uma adaga.


     As caudas se tornaram afiadas e começaram a atravessar o corpo do jovem Uchiha, elas estavam encharcadas de sangue e por último todas elas atravessaram a cabeça dele. Itachi Uchiha foi morto assim como vários homens que torturaram Naruto. Sua morte foi a mais satisfatória. Embora kurama queria mais, matar é tão bom, tão refrescante. Olhou em volta, não tinham mais ninguém até que viu Sasuke.


Não Kurama, por favor, para, para” Foi ignorado.


      A besta correu atrás do amado de Naruto sorriu maníaco enquanto ele tentava fugir, tentava…


NÃO KURAMA, NÃO. PARA. O SASUKE NÃO. NÃOOO”


“Trazendo destruição

Para o palco

Preso em uma guerra que eu nunca quis provocar”


      Sasuke teve seu corpo atravessado por Kurama, sua morte foi quase que instantânea, porém teve tempo suficiente de vê os olhos azuis mais uma vez, ambos estavam chorando.


— Me desculpa, por favor… — Naruto falou chorando enquanto abraçava o corpo quase morto de seu amado.


— Nar- Naruto… — Sorriu. — Eu te amo… — Seus olhos se fecharam.


— Sasukeeeeee!!! — berrou — Não! Não! NÃO!!!


“Eu era um monstro

Desde o começo?”

“Toda essa dor,

Todo esse medo começou por minha causa”


Kurama, — chamou-o — eu te odeio. — começou a chorar.


Foi você que pediu por isso, garoto.” respondeu.


      Pegou um galho bem afiado, não tinham mais medo da morte, não tremeu ou exitou. Naruto Uzumaki se suicidou ao lado da pessoa que mais amou.

 

     Ele morreu. 

11. Juni 2018 22:04:06 9 Bericht Einbetten 4
Das Ende

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Karimy Lubarino Karimy Lubarino
Olá! Escrevo a você por causa do Sistema de Verificação do Inkspired. Caso ainda não conheça, o Sistema de Verificação existe para ajudar os leitores a encontrarem boas histórias no quesito ortografia e gramática; verificar sua história significa colocá-la entre as melhores com relação a isso. A Verificação não é necessária caso não tenha interesse em obtê-la, então, se não quiser modificar sua história, pode ignorar esta mensagem. E se tiver interesse em verificar outra história sua, pode contratar o serviço através do Serviços de Autopublicação. Sua história foi colocada em revisão pelos seguintes apontamentos retirados dela. 1)Falta de vírgula em oração invertida, como em "Se queriam um monstro agora eles teriam" em vez de "Se queriam um monstro, agora eles teriam". Vírgula incorreta em "Quem ajudaria uma criança, que não tem culpa de nada" (nessa frase, o "que" introduz restrição, não explicação). Falta de vírgula em vocativo, como em "Cala a boca, monstro". Falta de vírgula em pronome relativo, como em "um lugar calmo onde não existe preconceito" em vez de "um lugar calmo, onde não existe preconceito". 2)Observar: "perseguiam-o" em vez de "perseguiam-no"; "fodasse" em vez de "foda-se"; "O quê faria se a resposta" em vez de "O que faria se a resposta" (aconselho pesquisar sobre os porquês); "Uma dor espalhava em seu peito" em vez de "Uma dor se espalhava em seu peito" (sem a partícula "se" a frase parece incompleta); o parágrafo 18, começado com "Era um garoto" precisa de uma reformulação frasal; "Um mísero coberto" em vez de "Um mísero cobertor"; "brandos" em vez de "prantos". 3)Uso de dois tempos verbais na narração, como "que não tem culpa de nada" — no presente — e "a mente daquele garoto estava um caos" — pretérito. É importante escolher apenas um tempo verbal e se manter nele. 4)Falta de concordância, como em "a fino timbre" em vez de "o fino timbre". Falta de acento, como em "a neve caia" em vez de "a neve caía". Observar conjugação verbal. Obs.: os apontamentos acima são exemplos, há mais o que ser revisado na história além deles. Aconselho que procure um beta reader; é sempre bom ter alguém para ler nosso trabalho e apontar o que acertamos e o que podemos melhorar, assim como ajudar-nos com a gramática e ortografia. Caso se interesse, esse recurso também é disponibilizado pelo Inkspired através do Serviços de Autopublicação. Eu fiquei apaixonada pela sua história; em primeiro lugar por causa do tom escolhido para contá-la, que fez com que eu me sentisse em um limbo, com um ser sombrio sussurrando a história em meu ouvido (fantástico!) e, claro, o enredo. Você desenvolveu a história muito bem, e eu me senti cada vez mais dentro dela enquanto lia. Estou impressionada, meus parabéns! Bom... Basta responder esta mensagem quando tiver revisado a história, então farei uma nova verificação.
16. März 2019 11:19:23
Inkspired Brasil Inkspired Brasil
Olá Uau, tudo bem que tinha o aviso de violência nas notas iniciais, mas acho que nem isso prepara pro que acontece, nossa, estou chocada e assustada com tudo isso. Tadinho do meu Naruto no começo que tristeza, foi realmente muita crueldade o que fizeram com ele, ainda bem que o Sasuke apareceu own <3 só achei ele um pouco fora do personagem, sabe? O Sasuke é alguém mais frio, não muito de sentimentalismos, acho que você poderia ter desenvolvido ele um pouco melhor nisso. Um detalhe que parece um pouco bobo, mas eu acho importante é que, no meio da narração quando não se usa a 1ª pessoa, não é legal usar palavras com todas as letras em maiúsculas, tente deixar isso nas falas dos personagens para dar entonação, no meio do texto corrido tem outras formas de chamar a atenção, se você houvesse colocado, por exemplo, “Ele era uma criança, uma pessoa, um ser humano.” A gradação em si já causa um bom impacto. A passagem de tempo também ficou um pouco confusa. Minha nossa, mas que agonia que me deu com a cena de tortura do Naruto... cada número eu tinha que parar e ir beber uma água porque nossa, foi pesada demais, e eu inocente achando que tinha acabado depois me aparece Kurama exterminando tudo e todos e cortando corpos no meio, ai minha janta chegou a revirar no estomago com o Fugaku. E se não bastasse todo o sofrimento que Naruto passou ele ainda se mata no final, poxa L queria saber o que o Sasuke sente agora, ele perdeu pai, irmão o amor da vida dele, eita final triste hein. A sua ideia é muito boa e eu gostei muito dela, o importante é lembrar muito daquilo da personalidade do personagem e também eu reparei que você pode ter certos problemas com conjugação de verbos, por exemplo, em “As chances de Mikoto permite que Sasuke saia pela neve eram mínimas.” ‘permite’ devia ser ‘permitir’, no infinitivo e ‘saia’, por ser uma possibilidade devia estar no subjuntivo ‘saísse’. Acontecem outras coisas assim ao longo do texto também, ah e “conhecer-lo” está errado, é ‘conhecê-lo’, então eu sugiro que você tire um dia pra estudar um pouco essa parte de conjugação por que é sempre bom né ;) .de resto foi uma história bem surpreendente, criativa e diferente. Parabéns por ela e obrigada por ter participado do desafio.
23. Juni 2018 11:20:20
Nactis Aoneko Nactis Aoneko
Eu já falei com você inbox e vou apenas repetir aqui: DESNECESSÁRIO Sua monstra. Para de andar com a Camy.
18. Juni 2018 19:20:41
Cammis Silva Cammis Silva
Mds! Eu tô muito em choque com essa fic. Eu acabei de fazer um comentário, mas ele sumiu, então estou comentando novamente. Você mandou bem demais! Eu como amante de filmes de terror gore, adorei a narração e os detalhes. Ódio eterno desse povo de Konoha. Preciso dizer que fiquei muito surpresa com o final, eu não esperava a morte do Sasuke.
18. Juni 2018 19:04:40
Amira Chiwa Amira Chiwa
Eu amei, como o Naruto sofreu nessa fic. Fiquei torcendo tanto pra ele ficar com o Sasuke e ter seu final. Sua escrita foi tão boa que eu senti a dor do Naru e fiquei ansiosa para que iria ocorrer. Foi uma surpresa linda essa fic tão diferente nesse desafio
18. Juni 2018 19:02:21
Cammis Silva Cammis Silva
Eu to em choque com tudo isso. MDS! Eu não sei o que dizer. Eu já fiquei com o coração apertado com a narração da infância do Naruto, ódio supremo q senti de Konoha. Eu preciso elogiar as cenas gore, pq ficaram ótimas, eu como fã de terror/horror adorei a narração e detalhes. Fiquei muito surpresa com o final, na verdade fiquei surpresa duas vezes, com a morte do Sasuke e depois a do Naruto. Nossa, você mandou muitos bem!
18. Juni 2018 18:34:29
Anne P. Anne P.
Gente que angust, meu coração ta aperto aqui. A música combinou bem com a história e deu uma ar tão sombrio. Eles merecerão morrer por fazer aquilo com o meu Naru, pessoal sem coração, só não gostei do Itachi tá no meio :'( e poxa Kurama, mata o Sasuke é sacanagem, desnecessário.
18. Juni 2018 18:34:29
Crazy Clara Crazy Clara
Mas Amanda, meu deus do céu. Que que foi isso, socorro. Ok, vamo lá. Gore não é meu estilo de leitura, e foi bem o que você focou aqui. Fiquei um pouco incomodada com o pouco desenvolvimento do relacionamento de Sasuke e Naruto. Você desenvolveu muito bem a personalidade do Naruto, mas ele e Sasuke e demais Uchihas, foi bem breve. Talvez tenha sido sua intenção, mas eu acho que teria me sentindo mais triste do que assustada com o final se tivesse me ligado mais com o caso deles, que não consegui. Mas uma coisa que você fez muito bem foi descrever os horrores. Socorro. Li tudo, mas fui ficando incomodada querendo pular pra calmaria logo 😂 Que não teve. Uma coisa me deixou confusa, Mikoto fala que não quer perder outro filho. Quem ela perdeu? Gostei da mesclagem das músicas e da adaptação para o Naruto com literalmente nove caudas, bem bacana.
16. Juni 2018 22:06:12

  • Mandy Assis Mandy Assis
    Clara senpai comentou AAAAAAAAAAA ta ta me acalmei, mentira to surtando aqui. Bom, foi sim intencional pq meu intuito foi focar mais no que ele sofreu antes de morrer do que nas coisas boas (e também eu tava atrasada ni desafio, so tinha uma semana hehehhe). Sobre a Mikoto fica subtendido, vai mais da interpretação de cada um, pq eu tinha dois motivos, mas não sabia qual escolher: apesar de não ser mostrado da a entender que ela teve um contato com naruto então o outro filho é o Naruto já que ela acredita que ele morreu; e o outro que eu não sabia como encaixar na narrativa que ela teve outro filho, mas ele morreu. 17. Juni 2018 06:22:32
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