phoenix Phoe nix

Cristiane é uma Policial Militar do Estado de São Paulo. Ela tem 2 filhos e agora, um ex marido, com quem vivia uma relação abusiva. Pedro é professor de Educação Física, ruivo, bonito e muito libertino. Os dois se conhecem, quando a policial captura um rapaz que furtou o celular do professor. A partir dessa situação, muitos preconceitos de ambas as partes serão quebradas. Pois o amor não escolhe quem você quer, mas sim quem você precisa. Desafio Nyah dia dos namorados: A primeira vez


Romantik Junge Erwachsene Romantik Nicht für Kinder unter 13 Jahren.

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A primeira vez que nos falamos

Num bairro de São Paulo, um ruivo chamado Pedro estava deitado em sua cama, sem camiseta e ao lado de uma mulher nua que ele não lembrava o nome, quando ouviu seu celular tocar.

— Cala boca, cala boca celular... maldição! Só pode ser o Thiago...

— Alô, ‘que ‘cê quer?

— Vai me tratar mal assim mesmo? Não vou te falar que abriu a vaga que você tanto queria aqui no Colégio.

— Você está brincando? — Disse sentando e endireitando o corpo imediatamente. Pedro Farias tinha 24 anos, era ruivo e possuía um corpo atlético de 1,86 de altura, do qual se orgulhava. Ele era professor de Educação Física de uma escola do Estado de São Paulo. Estava de licença prêmio e por isso aproveitava saindo todas as noites para a farra, afinal não precisaria acordar cedo no outro dia.

— Claro que não. Mas você precisa vir imediatamente para cá. É para início imediato. Tipo já. Daqui a duas horas começam as primeiras aulas. Corre. Ah, vou te mandar um arquivo em áudio para vir escutando a respeito das regras e demais “coisinhas” daqui da escola. Sabia que um dia te enviaria esse arquivo. – Thiago era um grande amigo de Pedro, era tão amigo que decorou todo o currículo do rapaz, para assim que surgisse uma vaga no Colégio Nipo-Brasileiro, Thiago pudesse indica-lo, como fez agora.

— Obrigada meu lindo, eu vou escutando sim, mas já te adianto que estou ciente das regras japonesas, Lima-Sensei. Arigatou e Gambatte para mim.

Com isso a ligação foi finalizada. Pedro avisou a sua convidada que ele sairia e que, infelizmente, ela deveria partir também, afinal não poderia deixar a casa aberta, já que passaria do dia fora. Além do que, Pedro tinha umas regras peculiares relacionadas aos relacionamentos com mulheres: pegue e não se apegue, não se apaixone, não ame, não fique com mulheres mais velhas, não namore quem tem filhos, não tenha conversas profundas, não tente resolver os problemas dela.

Pedro correu tanto para chegar no horário, que nem atualizou o “grupo dos brows” sobre sua conquista. Fazia muito tempo que ele queria entrar naquela escola, pois era a que melhor pagava os professores, além de admirar toda a história e conquista do colégio. Já recebera muitas propostas boas, mas a única pela qual trocaria a Eescola Estadual era a do Colégio Nipo-Brasileiro. E agora era sua hora.

Quando estava próximo a escola, um homem branco de roupa social passava ao seu lado. Pedro pegou o celular para enviar uma mensagem a Santiago, quando esse moço furtou seu celular e fugiu. Pedro correu atrás dele, mas tropeçou em uma saliência da calçada e praguejou por ter se machucado. Agora estava sem o celular e com uma péssima aparência para uma primeira impressão.

Mas quando o ladrão estava prestes a virar a esquina, uma Policial Militar da força Tática, que já tinha avistado de longe, pediu para que o motorista da viatura desse a volta no quarteirão e prendeu o ladrão no flagrante. Ela observava o rapaz, pois suas características batiam com algumas descrições feitas por outras vítimas.

Por coincidência o terceiro homem da viatura era Adom, amigo de Pedro, que estava estagiando para conquistar um braçal.

— Olha só, o príncipe foi salvo pela princesa na viatura branca. – Ironizou ao amigo que sorriu sem graça. Adom era um rapaz negro, bem afeiçoado de 22 anos. – Veja só, ia mandar mensagem para o Santiago primeiro. Que palhaçada, porque não manda no grupo, só gosta dele é? – Disse enquanto olhava o celular de Pedro.

— Adom, mais respeito com a vítima. – Disse a Tenente que comandava o pelotão daquele dia.

— Não se preocupe tenente, ele é meu grande amigo. – Falou sorrindo para sua parceira.

— Certo. Prazer, sou tenente Cristiane. Esse aqui é seu celular? Você o reconhece? – Disse a moça de 28 anos de idade. Ela era morena, tinha cabelos castanhos, compridos e lisos que estavam presos em um perfeito coque, tinha 1,65 de altura, estava devidamente fardada, usando um óculos escuro aviador e batom vermelho.

— Prazer sou Pedro. Esse é meu celular sim, tem até fotos minhas. – Disse mostrando uma foto sem camiseta, propositalmente, deixando Cristiane um pouco sem graça.

— É, parece que é você mesmo. – “Que cara gostoso, pelo amor de Deus.” Pensou. – O senhor poderia nos acompanhar até a delegacia para prestar depoimento? Precisamos coletá-lo para que seja feito o flagrante e o criminoso possa ser preso.

— Olhe, desculpe, mas eu estou atrasado e preciso ir para a minha entrevista agora. Sinto muito, mas depois eu vou ao D.P.

— Senhor, eu entendo, mas se não for agora, ele poderá ser solto e assaltar novamente, precisamos que vá conosco até a delegacia.

— Poxa, lá demora um bocado, então assim que eu terminar irei. Eu sei qual é o D.P dessa área, eu garanto que estarei lá.

— Tudo bem. Entre em contato com Adom para avisar. Só deixarei ir, porque conhece o soldado e sei que no D.P vai demorar muito também, se não, teria de nos acompanhar. Mas vá a Delegacia! – Então Cristiane virou-se em direção a viatura. – Despeça-se de seu amigo e venha. – Ordenou a Adom.

— Sim, tenente. – Após observar a cara de Pedro, Adom começou a rir, antes de partir para a viatura. – Fecha essa boca que você está babando. Cristiane não é para teu bico não, além de ser casada com um policial muito bravo da 1º cia ela tem dois filhos e é mais velha, por isso ela se encaixa na sua lista de não envolvimentos. Fica esperto ou o tiro come. – Finalizou com uma gargalhada.

Pedro fez o sinal da cruz e disse:

— Deus me “dibre”, mulher casada me dá urticárias. Sai fora – Mas seus olhos não desgrudavam da silhueta da tenente. Que apesar de estar alguns quilos acima do peso, possuía um corpo curvilíneo.

Após cair em si, partiu rumo ao colégio para a entrevista. Chegando lá, contou a história e foi bem recepcionado, ganhou um uniforme e se tornou o novo professor de educação física do Colégio Nipo-Brasileiro. Aquele dia ficaria marcado para sempre.

Na viatura da Força Tática, a tenente se pegava pensando no rapaz que encontrara, lembrando dos gominhos que observara na foto, mas esqueceu-se rapidamente ao se deparar com um policial trocando telefone com uma paisana: Era seu esposo, Walmir.

O sargento Prata, que dirigia a viatura e Adom, que estava em busca do seu braçal, se entreolharam através do retrovisor. Cristiane já sabia da fama do seu esposo, mas nunca conseguiu provar nada. Mas naquele dia seria diferente. E ele ficaria guardado para sempre.

– Cabo Walmir, se não quiser ser exonerado por atividade proibida durante o horário de serviço, entregue-me o celular agora. – Exasperou sem paciência. Apesar de quebrada por dentro, jamais transpassaria tristeza na frente das pessoas, mas reprovação era o mínimo que ela deveria demonstrar.

– Cristiane isso não é necessário...

– Tenente Cristiane. Estamos em horário de serviço e eu sou sua superior, nem prestar continência o cabo se dignou. Fora estar sem colete, quantas anotações poderei fazer ao senhor? Quer testar o sistema, ou vai me entregar o celular desbloqueado AGORA?

O cabo não tinha muitas opções e sabia que a corda estoura para o lado mais fraco, principalmente quando esse lado deve. Não em sentido de corrupção, mas usar o celular e ainda mais o que continha nele relacionado a mulheres, era preocupante. Cristiane viu tantas coisas comprometedoras no celular do esposo, que tirou print de tudo e enviou para seu número. Em seguida apagou as mensagens, para que ele não conseguisse apagar a mensagem enviada a ela via whatsapp. Finalizou a parada dizendo.

– Não apareça em casa nunca mais. Suas malas estarão amanhã na porta da casa de sua mãe. Talvez, SE eu tiver vontade de entregar suas roupas estarão lá, possa ser que eu as doe. – Ela sabia que faria uma mala e dobraria perfeitamente cada peça, mas queria deixar uma dúvida no infiel.

Ao embarcar na viatura, Cristiane disse para seus parceiros não se preocuparem, afinal, em algum momento aquilo aconteceria. O carro da tenente rumou para a delegacia, onde deveriam apresentar a ocorrência. Como de costume estava lotada, mas os policiais civis, conhecidos como “Charlies”, imediatamente colocaram o ladrão em uma cela que havia no D.P. O delegado Freitas, conhecia Cristiane e a cumprimentou com intimidade, mas nada exagerado. Fez seus galanteios como de costume, mas ela não estava com cabeça para notar. Adom descreveu a situação para o escrevente, sendo supervisionado por sua superior, que o orientava quando necessário. Após algumas horas, o B.O estava completo e Pedro chegou para prestar depoimento. Ele aproveitara o horário do almoço, pois a delegacia era próxima. Deixou avisado na escola que o liberou, caso se atrasasse.

– Que bom vê-lo novamente, sr. Pedro, espero que esteja bem. – A tenente falou com um sorriso no rosto, mas logo caiu em si. Era uma absurdo se portar daquela maneira com uma vítima, amigo do seu subordinado e ainda mais agora, depois daquela situação ridícula com seu marido. Se sentia uma tola com enormes chifres. Tratou de recompor-se e não demonstrar muita animação perto daquele ruivo, que causava demasiada admiração nela.

– Eu estou ótimo, melhor agora. – Pedro jamais perderia tempo, mas depois que pronunciou essas palavras, se amaldiçoou mentalmente “Parece aquelas piadas de ‘tiozão’ ‘pavê ou pacumê’, que retardado”.

Adom observava a situação dos dois e sentia vergonha alheia. Dois adultos, não sabiam se comportar diante da pessoa de interesse. Era realmente difícil de acreditar. Mas como dizem, a maturidade não tem a ver com a idade, não é mesmo? Porém entendia sua superior, afinal, a situação de algumas horas atrás não era confortável, porém seu amigo parecia ter perdido a “mão” para a conquista. – Bom, Pepê, você pode dar o depoimento para o Carlos, ele é escrivão e vai apurar a situação. Tudo bem? Mas primeiro, a Tenente Cristiane vai conversar com você, passando algumas orientações para que o depoimento fique claro. Depois a gente se fala melhor meu lindo.

– Está certo meu gatão.

Adom saiu para falar algo ao sargento que dirigia a viatura, deixando Pedro e Cristiana a sós.

– Bom, você não precisa ficar receoso com nada, apenas conte o que aconteceu de forma sucinta.

– Ok, tenente.

Pedro deu seu depoimento e assinou os papeis que devia. Depois de uma hora e meia estava liberado. Ultrapassou trinta minutos do seu horário de almoço, mas a escola estava ciente do possível atraso. Aproveitou para parar em uma padaria e comer alguma coisa, precisava disso, afinal passaria o restante do dia praticando atividades físicas.

Por coincidência, a padaria era o local onde o pelotão fazia seu horário de almoço. Aquela padaria dava a refeição gratuitamente aos Mike’s (apelido interno dado aos PM’s), pois era muito vantajoso para o proprietário que houvesse rotatividade de policiais no seu estabelecimento. Era uma boa troca. Como PM não tem horário de almoço estipulado, a viatura de Cristiane e Adom, saiu para a refeição assim que foram liberados do D.P. Ao chegar no local, foram recepcionados por Pedro, que comia um lanche natural e bebia um suco de laranja.

– Não acredito que encontrei com o meu ‘negão três vezes hoje? É hoje gostoso? – Disse numa brincadeira maliciosa. Adom deu uma gargalhada.

– Só entrei para falar com você mesmo. Eu ainda sou recruta e estagiário aqui. Primeiro a Tenente e o Sargento comem e eu olho a viatura. Depois é minha vez. Mas eu precisava te parabenizar por ter conseguido entrar na escola, você sabe que suas conquistas são minhas também. Aliás minhas e dos nossos amigos. Já atualizei o grupo, assim que der olhe seu celular. – Partiu deixando uma piscadela. Pedro sabia que ali tinha alguma coisa.

Cristiane entrou na padaria junto do sargento Prata. Esse sentou propositalmente no balcão próximo ao rapaz, fazendo com que a Tenente ficasse ao seu lado.

– Olá rapaz. Hoje é um dia de muitos encontros com você, parece até coisa do destino, não é? – Disse piscando e então se virou a Cristiana, sem dar tempo de resposta. – Tenente, permissão para resolver um QRU (problema/situação), volto daqui trinta minutos. Ficarei aqui mesmo, pois é por telefone.

– Tudo bem sargento, liberado.

– Você quer um lanche natural e um suco? Eu pago, é o mínimo que posso fazer. – Eu fico agradecida, mas como pode notar pelo meu corpo, eu só como porcarias e bebe muito refrigerante. – Cristiane pronunciou isso, pois era seu costume falar que estava acima do peso, só não contava que Pedro realmente a olharia. Da cabeça aos pés. Duas vezes. Bem devagar.

Ela ficou preocupada, achando que o educador físico, que usava um uniforme escrito Educação Física Colégio Nipo-Brasileiro, a olhava com desdém, se soubesse as indecências que ele pensava...

– E também eu como de graça aqui. – Falou virando-se imediatamente para frente, sem dar oportunidade para Pedro falar mais nada.

Logo o de sempre chegou: um misto quente e um X-tudo. Por alguns momentos esqueceu-se que tinha alguém do seu lado e gemeu ao morder o lanche, limpando com o dedo a maionese que ficara no canto de sua boca. Foi nesse momento que lembrou-se de Pedro, pois ele engasgou com seu suco porque pensava saliências demais para uma cabeça.

– Você está bem? – Perguntou preocupada e batendo nas largas costas do professor.

– Eu estou ótimo, não se preocupe.

O rapaz demorou mais do que de costume para comer, pediu até mais lanches do que precisava para ficar satisfeito, sempre tentando um momento para conversar com Cristiane. Depois de trinta minutos se conformou, mas tomou coragem para falar.

– Eu sei que você é casa, tem família, então não me entenda mal. Só acho que te devo isso. Se sua escala for como a de Adom, amanhã é sua folga, como é sábado, gostaria de leva-la para beber alguma coisa, Adom pode ir conosco, mas eu insisto em pagar... A sua conta apenas, é claro... a sua e a minha, afinal não sairia sem pagar, até porque vocês me prenderiam...

– Eu aceito. Estou precisando. Apesar de ter cumprido apenas com as minhas obrigações militares, não negarei. Vou levar umas amigas minhas também, pode ser? Será um encontro entre amigos, nada de outras intensões, certo? – Depois de pensar sobre sua situação, achava que merecia se distrair, afinal o marido fazia isso durante o casamento. Agora ela não devia nada, estava livre e aproveitaria. Percebeu também o rapaz se enrolar demais e decidiu ajuda-lo.

– Certo. – Infelizmente, pensou Pedro.

– Pode pegar meu Whatsapp com Adom. Ele já vai vir almoçar. Tenha uma boa tarde, Pedro.

– Boa tarde Tenente.

Quando Adom tomou o lugar de Cristiane, começou a rir de Pedro, disse que ele havia perdido o jeito com as mulheres, que estava muito mole e que ia pagar tudo que aprontou por aí. Pedro negava, dizendo que era apenas um agradecimento. Pediu o telefone dela e contou a conversa. Adom passou o contato e mostrou a conversa no “Grupo dos Brows” e gargalhou com o resultado.

– Que porra é essa Adom? – É a sua foto de boca aberta, encarando minha Tenente de costas.

No momento em que Cristiane e Pedro se despediram da primeira conversa que tiveram, Adom tirou uma foto do moço. Ele estava tão distraído que não notou.

O “Grupo dos Brows” era composto por Adom, Pedro, Thiago que fez a indicação no colégio e Santiago. Antigamente, Santiago manteve uma paixão pelo ruivo, e apesar de Pedro tentar algo, pois achava Santiago muito bonito, não conseguiu. Ele dizia que queria ser bissexual, pois assim poderia pegar mais pessoas. Depois dessa paixão, restou uma forte amizade. E agora o grupo todo estava “shipando” a Policial e o Professor.

– Que ideia absurda. A gente acabou de se falar pela primeira vez... 

1. Juni 2018 19:17:23 1 Bericht Einbetten 3
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Juan Nicola Juan Nicola
Te ha quedado muy bien te felicito y te deseo éxitos, sigue adelante con tu pasión. También te invito a leer mi relato corto y me dejas tu comentario me gustaría mucho leerlo, y si te gusta lo que escribo dejame tambien tu like.
June 03, 2018, 14:52
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